Dia Internacional do Café:
consumo no país cresceu 4,8% no ano passado; Cada vez mais, cafés considerados
diferentes caem no gosto do brasileiro e do curitibano
Mais de 800 xícaras de café consumidas por
pessoa no Brasil em 2018. Esse número, que posiciona o país como segundo maior
consumidor do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, tem projeções ainda mais
otimistas: de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic),
até 2021 o país deve estar no topo dos maiores consumidores de café, posição
que já ocupa quando o assunto é produção e exportação.
A crescente do país tem sido acompanhada de
perto pelos apreciadores, que têm muito a comemorar neste Dia Internacional do
Café, celebrado em 14 de abril. Segundo a Abic, no ano passado o consumo chegou
a 21 milhões de sacas, um crescimento de 4,80% se comparado ao ano anterior, de
acordo com o novo formato de medição da Associação. “O consumidor brasileiro é
muito exigente. E ele está cada vez mais antenado quanto ao tipo de café, a
região proveniente dos grãos e as formas de preparo”, comenta o barista carioca
radicado em Curitiba Leo Moço, fundador do Grupo Café do Moço e tetracampeão
brasileiro de barismo.
Referência em cafés especiais
Se o Brasil desponta como referência no consumo
de cafés, os curitibanos têm grande participação nisso. Não à toa, Curitiba é
considerada a capital dos cafés especiais, abrindo espaço para tipos
diferenciados de maturação, preparo e expansão de novas casas, conquistando
ainda mais consumidores e apreciadores da bebida. “O aumento do consumo
também se justifica devido à excelência no preparo da bebida, que começa lá com
o aperfeiçoamento do plantio e da colheita, passando pela qualificação dos
profissionais e d grande variedade de métodos e técnicas de preparo”, explica o
barista Leo Moço, que comanda a microtorrefação Café do Moço e a cafeteria
conceito Barista Coffee Bar, na capital paranaense.
Hoje, a cidade de Curitiba conta com dezenas de
profissionais que despontaram como os melhores do país. E é lógico que a
capacitação resultou em empreendimentos marcados pela inovação e pela
excelência, investindo em cafés especiais como grande diferencial, entre eles a
inovadora Cookie Stories, que serve café até em copinhos de cookie.
O uso de outros elementos na elaboração do café
também é um dos atrativos que caiu no gosto do curitibano. Produção de cafés
maturados em barris de whiskey, tequila, cachaça e rum, ou cafés com lúpulo,
são os destaques da marca Franck’s Ultra Coffee. Os preparos podem ser
encontrados em sua loja própria, a Espresso Station, em Curitiba, ou em outras
três lojas na capital, além de cafeterias em São Paulo, Santos, São José dos
Campos, Rio de Janeiro e Pelotas. Com grãos exclusivos de diversas partes do
país, o processo é todo realizado antes da torra. A maturação nos barris dos
destilados acontece por seis semanas, em um processo que preza pela excelência
e oferece uma experiência marcante para quem consome.
“O nosso grande
diferencial são os cafés maturados ainda verdes em barris dos mais variados
destilados durante seis semanas, tudo em um processo minucioso que visa, antes
de tudo, a excelência da produção de cafés especiais. Na Espresso Station, o
público é surpreendido com bebidas exclusivas e sabores bem peculiares. Uma
experiência única para quem ama café e busca preparos marcantes”, comenta o
barista Marcelo Franck, fundador da marca.
Formas de consumo
Além da escolha do grão, que abrange uma
variedade entre nacionais e importados, uma outra parte essencial do processo é
a extração. Para quem só conhece o tradicional espresso ou o famoso capuccino,
existem também as extrações manuais. Métodos como a Hario V60, French Press,
Clever, Aeropress, entre outras, ou preparos ainda mais elaborados, como o Cold
Brew, bebida extraída a frio após longo período em repouso, aumentam ainda mais
a experiência do consumidor.
O conceito To Go, muito aplicado no exterior,
também contribuiu para o crescimento do consumo de cafés. Nele, o cliente pode
comprar e sair consumindo, tendência que mescla agilidade e praticidade. É o
caso do New York Cafe, que abriu uma unidade no bairro Água Verde, um dos mais
tradicionais de Curitiba, pensando justamente neste modo de consumo e com
planos de abertura de franquias com processos semelhantes.
Café no Brasil e no mundo
O Brasil é o país que mais produz café no mundo
e um dos principais méritos fica por conta dos métodos de manipulação dos
grãos, preservando as safras. De acordo com o estudo “Cinco Mercados Mundiais
mais Promissores em Café”, realizado pelo Euromonitor International, o país se
destaca pelo número de vendas, sobretudo pela inovação e diferenciação das
marcas.
O estudo cita também os Estados Unidos, que tem
as vendas impulsionadas para o mercado externo; a Indonésia, que apresenta o
oposto, com consumidores reproduzindo suas experiências em casa; a Alemanha,
cujos consumidores prezam pela rastreabilidade no momento de compra; e o Japão,
com consumidores que buscam a praticidade e conveniência.

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