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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

5 passos para começar a entender de vinho



 Especialista em harmonizações e sommelier dá dicas para conhecer mais da bebida sem precisar parecer esnobe


Quem não gostaria de entender mais de vinho e poder dividir com os amigos uma boa bebida? Segundo o sommelier Rodrigo Bertin, criador do projeto Vinho Mais, muitas pessoas se sentem perdidas e não sabem como começar a entender um pouco mais de vinho. “É mais fácil do que você imagina”, explica, alertando que o vinho não precisa ter status de sofisticação. “Antes de pensar em estudar ou entender de vinho, é importante beber o que você preferir. Confie no seu paladar”, sugere.

Antes de listar os passos essenciais a todos que querem entrar no “mundo do vinho”, Rodrigo destaca que o paladar para a bebida costuma ser mais preparado para os vinhos mais doces, leves e frutados. “É comum que quem começa a tomar vinho não goste tanto dos mais encorpados, e com o tempo o paladar vai se adequando”, explica. Pensando nisso, Rodrigo destaca o que devem fazer as pessoas que querem tomar mais vinho, mas se sentem perdidas e não sabem por onde começar.


1- Observar a diferença das garrafas

O sommelier explica que existe uma espécie de regra seguida pelos produtores de vinho que facilita na escolha do que será consumido. “As garrafas bordalesas, que são mais retas, costumam conter vinhos mais encorpados e amadeirados, enquanto a garrafa borgonhesa, que é mais curvada e afinada, tem vinhos mais leves e adocicados. “É um primeiro passo para fazer essa identificação”, conta.


2- Verificar o design do rótulo

Rodrigo Bertin também conta que o tipo de rótulo da garrafa também já é um bom indicador do tipo de vinho. “Rótulos tradicionais com fundo branco ou creme, por exemplo, geralmente são de vinhos mais fortes, ásperos e antigos”, explica, comparando-os aos rótulos mais modernos, jovens e divertidos. “É claro que esse tipo de regra pode ter exceção, mas já é uma forma de analisar o vinho antes”, explica.


3- Olhar para a gradação alcoólica

Os vinhos mais leves contêm uma gradação alcoólica de até 13º. Os vinhos mais encorpados possuem teor alcoólico acima dos 14º. “Olhe para o rótulo e preste atenção nisso para já ter uma ideia se você vai gostar ou não do vinho”, explica, lembrando que os de teor alcoólico entre 13º e 14º são os famosos vinhos medianos ou de meio corpo.


4- Verificar a passagem do vinho por madeira

“Os vinhos que passam por madeira já têm uma estrutura maior, porque a madeira inibe um pouco do sabor da fruta”, conta o sommelier. Por isso, se não há informação da passagem do vinho por barricas de madeira, significa que ele é mais leve e frutado. “Os vinhos leves não aguentariam passar por tonéis e teriam o sabor da madeira superando o da uva”, resume.


5- Ler qual a safra do vinho

O especialista também conta que outra informação fácil de analisar é a safra do vinho. “Via de regra, as safras mais jovens são mais leves e os vinhos mais antigos, ou seja, que aguentam mais tempo de envelhecimento, são mais encorpados”, analisa o sommelier.

Por fim, Rodrigo Bertin conta que todas essas regras podem ter exceções, mas são parâmetros importantes para ter ideia de que tipo de sabor sairá de dentro da garrafa. “Mesmo assim, eu sempre digo que os amantes do vinho mais iniciantes precisam experimentar vários tipos de vinho, pois o gosto vai se aprimorando”, explica. Conforme as pessoas experimentam e degustam, vão acostumando o paladar com mais corpo e mais potência dos vinhos mais sisudos. “Quem gosta de tomar vinho bebe todos os tipos, de acordo com o que o momento pede. Mas quem está começando provavelmente vai preferir começar pelos mais leves”, conclui.






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