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sexta-feira, 3 de junho de 2016

Dia Mundial do Meio Ambiente: 5 motivos para realizar o descarte e consumo sustentável




Dar o destino certo a todo lixo produzido diariamente não é tarefa simples. Segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), divulgados em 2015, apenas 3% de todo o lixo produzido no Brasil é reciclado e resíduos de, pelo menos 80 milhões de brasileiros, vão para lixões ou aterros irregulares.

No próximo domingo, 5, é o dia Mundial do Meio Ambiente e nada melhor do que usar a data para dar o destino correto a mobília antiga ou aos eletroeletrônicos que já não são mais utilizados.

Para tornar a ação uma tarefa simples, a Allianz Seguros, em parceria com a Ecoassist, disponibiliza para seus clientes dos produtos empresarial PME, residencial e condomínio serviços de Descarte Ecológico e Consultoria Sustentável. Desde o início da parceria, em 2012, já foram recolhidas 340 toneladas de móveis, eletroeletrônicos e entulhos em empresas, casas e apartamentos de todo o Brasil.

1 - Garanta espaço em casa e ajude outras pessoas
Ganhar espaço em um dos cômodos da casa e se desfazer de um objeto antigo está sempre na lista de tarefas. Após recolher a mobília ou eletrodoméstico, a Allianz avalia se o material será desmontado para reciclagem ou poderá ser doado para instituições assistenciais cadastradas.

2 - Não descarte notebooks, computadores, celulares e tablets em lixo comum
Eletroeletrônicos têm metais pesados em sua composição, como chumbo, mercúrio, cádmio, arsênio etc. Se jogados no lixo comum podem contaminar o solo e os lençóis freáticos. A Allianz recolhe esses utensílios e os que não puderem ser reutilizados são descaracterizados, os seus componentes separados por tipo e categoria e retornam à cadeia produtiva como matéria-prima ou subprodutos. Os materiais que não tiverem essa possibilidade são enviados a aterros sanitários controlados ou para co-processamento.

3 - Economize energia e água
O Brasil e alguns países estão enfrentando um período de seca e economizar água e energia, além de aliviar as contas no final do mês, também significa contribuir para a preservação do meio ambiente. Para ajudar empresas, famílias e condomínios, o segurado Allianz conta com uma consultoria especializada, com orientações e dicas para o consumo consciente desses recursos, gerando assim, um potencial real de redução de gastos. Segundo dados da seguradora, foi possível registrar economia de 50 mil m³ de água e 750 mil kWh de energia elétrica, até abril de 2016.

4 - Previna-se!
O país está em alerta devido à epidemia do mosquito Aedes aegypti que pode transmitir dengue, zika e a febre chikungunya. Por isso, é necessário cuidado redobrado com objetos que não são mais utilizados e ficam em áreas externas como, varanda, garagem e quintal.

5 - O melhor de tudo? É gratuito e certificado!
O serviço é totalmente gratuito. Os segurados dos produtos empresarial PME, residencial e condomínio podem solicitar o serviço tanto por e-mail quanto por telefone para atender a demanda da sua empresa ou residência. E ao final recebe um certificado garantindo que o material foi destinado de forma ambientalmente adequada.

Beijar é bom. Mas há riscos para a saúde bucal?





Namorados de todos os cantos do Brasil aproveitam o dia 12 de junho para beijar ainda mais seus pares. Mas será que o beijo representa algum risco para a saúde bucal? Há quem acredite que o beijo – por estimular a produção de saliva – acaba naturalmente promovendo a limpeza da boca. Por outro lado, ao beijar os lábios de alguém, uma pessoa pode transmitir determinado número de bactérias e vírus causadores de doenças. Algumas doenças, inclusive, são mais facilmente transmissíveis através da saliva do que outras. De acordo com a cirurgiã-dentista Sandra Kalil, professora da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas), estar bem informado sobre esses riscos é o grande trunfo dos casais.

O primeiro item da lista de doenças transmitidas por vírus durante o beijo é a gripe, seguida das infecções respiratórias. “Claro que o vírus da gripe (influenza) é facilmente transmitido de pessoa para pessoa através das gotículas emitidas pela tosse ou espirro. Basta estar em um local fechado, bem próximo de alguém infectado, para existir o risco de transmissão. Imagine, então, um beijo. Maior proximidade não há. O mais grave é que, uma vez dentro do organismo, esse vírus pode destruir a membrana mucosa do trato respiratório e infectar as células, provocando infecções secundárias como pneumonia, sinusite, faringite, otite ou bronquite”, diz a doutora Sandra.

Além das doenças respiratórias, existe a mononucleose – esta sim, chamada de “doença do beijo”. De acordo com a cirurgiã-dentista, trata-se de um vírus menos contagioso que o da gripe, mas facilmente transmissível através do contato com a saliva de uma pessoa contaminada. “O indivíduo contaminado pode passar mais de um ano sem manifestar a doença. Nesse meio tempo, certamente irá contaminar outras pessoas com quem compartilhar momentos de intimidade, ou ainda talheres, copos etc. Os sintomas típicos da mononucleose incluem febre, cansaço, dor de garganta, dor de cabeça, dores musculares, tosses e náuseas. Mas é a fadiga intensa, a presença de ínguas no pescoço e o aumento do baço que ajudarão o médico a fechar um diagnóstico. Manchas vermelhas também fazem parte do quadro”.

Herpes simples também é outra doença viral transmitida pelo contato próximo entre as pessoas, principalmente pelo beijo. “Nos lábios, há formação de uma lesão geralmente nos cantos da boca. É nessa fase aguda da doença que o risco de contaminação é maior, podendo inclusive afetar os olhos. Mas há risco, também, de a pessoa contrair o herpes genital, que provoca úlceras e feridas nos órgãos sexuais. Se na boca o problema muitas vezes se resolve sozinho entre dez e quinze dias, quando o herpes atinge os genitais é preciso consultar um médico e começar a tratar com medicamentos específicos para combater os sintomas, curar as feridas e reduzir a possibilidade de desdobramentos”, diz Sandra Kalil – chamando atenção que também a hepatite B é transmitida pelo beijo. “Neste caso, embora o sangue tenha níveis maiores do vírus do que a saliva, a infecção pode ocorrer quando há o contato com a mucosa de uma pessoa infectada”.

A esta altura, se os casais estão com medo por causa do potencial de um simples beijo transmitir essas doenças, a boa notícia é que bocas saudáveis têm muitas bactérias boas, que contribuem para manter a saúde bucal e geral em ordem. Sendo assim, quem cuida bem da saúde e escova os dentes regularmente – passando sempre fio dental para eliminar restos de alimentos que atraem bactérias nocivas e causadoras de cárie –, não precisa se alarmar tanto. Basta evitar o contato apenas quando estiver realmente doente. “Por outro lado, quem não se dedica como se deve à higiene bucal, pode até mesmo aumentar as chances de seu par ter mais lesões de cárie e doenças periodontais, como a gengivite. Sendo assim, o ideal é escolher bem quem se vai namorar, tendo a higiene como critério fundamental”, recomenda a cirurgiã-dentista.  


Dra. Sandra Kalil Bussadori - cirurgiã-dentista, professora da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da APCD - Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas, www.apcd.org.br/eap

Entendendo o desemprego




Segundo o IBGE, o desemprego rompeu a barreira dos 10% da população economicamente ativa (aquela em condições de trabalhar), chegando a 11 milhões de desempregados. É uma situação muito grave. A primeira observação é: o número de pessoas trabalhando depende do tamanho do Produto Interno Bruto (PIB). Quando o PIB de 2014 ficou do mesmo tamanho do ano anterior e o de 2015 caiu 3,5%, a consequência natural seria o aumento do desemprego que viria mais adiante. E veio.

Há pelo menos três tipos de desemprego. O primeiro é o desemprego keynesiano (explicado por John Maynard Keynes na grande depressão de 1930). Neste, a causa é a insuficiência de demanda agregada (consumo das pessoas, consumo do governo, investimentos das empresas, investimento do governo e demanda do resto do mundo). Caindo a demanda, a produção é reduzida, pessoas são demitidas e parte do estoque capital (fábricas, infraestrutura, máquinas, equipamentos etc) entra em ociosidade.

O segundo é o desemprego marxiano (explicado por Karl Marx no período 1850-1870). Neste, há insuficiência de capital para ocupar toda a mão de obra disponível. Ou seja, mesmo que haja demanda, a estrutura de capital produtivo não é capaz de absorver todas as pessoas em condições de trabalhar, e há duas consequências: aumento do desemprego e queda dos salários. Neste ponto reside a essência da bronca de Marx com o capitalismo, para quem o sistema promoveria a redução de salários pelo excesso de pessoas procurando trabalho.

No tempo de Marx (ele morreu em 1883), a Revolução Industrial estava no começo e não havia capital instalado para ocupar toda a mão de obra disponível, entre outras razões, porque a população crescia exponencialmente. Em 1830, o mundo tinha 1 bilhão de habitantes e, em 1930, 2 bilhões. Ou seja, o dobro em apenas 100 anos. Ao dizer que a religião era o “ópio das massas”, Marx acusou a igreja de criar o conformismo entre os pobres e nada fazer para conter a explosão da população.

O terceiro é o desemprego tecnológico. Em 1970, o Brasil tinha 46% da população vivendo na zona rural. Hoje, apenas 12% dos brasileiros vivem no campo, como resultado das tecnologias produtivas, que diminuem a necessidade de gente. Nas últimas décadas, o mesmo aconteceu com a indústria de transformação. A expressão “colarinho branco” surgiu em meados da década 1950, quando o número de empregados de macacão na lavoura e nas fábricas tornou-se menor que o número de trabalhadores em setores administrativos e de serviços. No futuro, a maioria das fábricas irá operar praticamente sem operários, substituídos por robôs sapiens.

No Brasil, os três tipos de desemprego estão presentes. A compreensão desse problema não é tão simples quanto transparece nas discussões de nossos governantes, dos parlamentares e da maioria dos dirigentes sindicais. Certamente, a maioria deles nunca parou para estudar seriamente o tema e fazer um debate profundo sobre essa problemática (ressalvadas as honrosas exceções de praxe), livres de cacoetes partidários e ideológicos.

Afora os periódicos especializados, a imprensa em geral também perpassa esse assunto, roçando a superfície do tema sem se aprofundar em explicações teoricamente mais elaboradas. Isso é ruim, porquanto se trata de uma das mais complexas e graves questões sociais. Voltarei ao tema em outro artigo.


José Pio Martins - economista e reitor da Universidade Positivo.


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