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quarta-feira, 1 de julho de 2026

APSA e Cristo Redentor celebram 95 anos de história com iluminação especial no monumento



Em 2026, a APSA, um dos maiores ecossistemas imobiliários do país, e o Cristo Redentor completam 95 anos de história. Para celebrar esse marco, no dia 1º de julho de 2026, das 20h às 22h, o Cristo Redentor será iluminado com as cores da APSA. Mais do que uma homenagem, a iniciativa representa o encontro de duas trajetórias que nasceram no mesmo ano e destaca a relação entre a história da companhia e a evolução das cidades. 

A relação entre a APSA e o Santuário Cristo Redentor teve início em 2021, quando colaboradores da empresa participaram da Conexão do Bem, iniciativa interna de mobilização social. Na ocasião, foi realizada uma campanha de arrecadação destinada ao projeto Banho de Amor, que presta assistência a pessoas em situação de rua. Como resultado, foram doados 747 pares de chinelos, 259 kits de higiene e 12 quilos de alimentos não perecíveis. Desde então, a parceria vem sendo mantida por meio da participação da APSA em campanhas sociais promovidas pelo Santuário Cristo Redentor. 

As comemorações dos 95 anos também incluem novas ações sociais realizadas em parceria com o Santuário Cristo Redentor ao longo de 2025 e 2026. Entre as iniciativas previstas estão campanhas de arrecadação de bombons na Páscoa, agasalhos durante o inverno, brinquedos para crianças em situação de vulnerabilidade social e água potável. A APSA seguirá atuando como um dos pontos de arrecadação dessas campanhas para clientes e colaboradores. 

"Completar 95 anos significa olhar para o futuro. As cidades estão em constante transformação e acompanhamos as mudanças na forma de viver, morar e se relacionar com os espaços urbanos. A iluminação do Cristo Redentor simboliza esse movimento e reforça nosso compromisso de continuar construindo soluções que contribuam para cidades cada vez mais inteligentes e sustentáveis", afirma Edgar Poschetzky, diretor executivo da APSA.

 

Trabalhar no Brasil e viver na Europa? Entenda como funciona o visto de nômade digital

Países europeus têm ampliado programas para atrair trabalhadores remotos e empreendedores; veja quem pode solicitar o visto e quais são os requisitos

 

Criado para atrair profissionais que atuam à distância, o chamado visto de nômade digital permite que estrangeiros residam legalmente em determinados países da Europa enquanto trabalham para empresas ou clientes localizados fora do território europeu. A CEO da Espanha Fácil, assessoria especializada em imigração e nacionalidade, Renata Barbalho, conta que a Espanha é um dos países que oferecem essa oportunidade para brasileiros que ainda recebem o benefício de viajar para outros países da União Europeia sem a necessidade de visto adicional. 

“O que vemos hoje é que muitos profissionais de áreas como tecnologia, marketing, comunicação, design, consultoria e educação, estão aproveitando o trabalho remoto para viver uma experiência em outro país. O processo envolve reunir a documentação necessária, como a comprovação de renda, o contrato de trabalho e a autorização de teletrabalho fornecida pela empresa e o tempo de resposta oficial é  rápido, cerca de 20 dias úteis”, explica a especialista. 


Como se tornar um nômade digital na Espanha? 


  • Comprovar experiência profissional

Renata Barbalho explica que  para ter direito ao visto é necessário ter mais de três meses de experiência comprovada de trabalho remoto para a empresa. “Além desse período de trabalho mínimo, ajuda muito se a pessoa conseguir comprovar formação educacional e experiências anteriores na área em que atua. Outro ponto é que o profissional deve ter um contrato de trabalho CLT ou PJ com uma empresa localizada fora da Espanha. Pode ser de qualquer lugar do mundo, desde que não tenha filiais ou representações no país”, complementa. 


  • Autorização de teletrabalho

Outro requisito importante é obter uma autorização formal da empresa comprovando que o profissional está autorizado a exercer suas atividades de forma remota. Segundo a CEO, a emissão desse documento costuma ser simples, já que o trabalho remoto é previsto pela legislação brasileira por meio do Artigo 75-B da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Ela destaca ainda que muitas empresas veem a experiência de viver no exterior de forma positiva, por contribuir para o desenvolvimento profissional do colaborador, ampliar seu repertório cultural e proporcionar o aprendizado de um novo idioma. 


  • Comprovação de renda 

Na Espanha, por exemplo, o candidato deve comprovar uma renda líquida mensal de pelo menos 2.850 euros. “O objetivo é demonstrar às autoridades que o profissional possui recursos suficientes para custear moradia, alimentação, transporte e demais despesas durante sua permanência no país. O valor é ajustado de acordo com o salário mínimo espanhol”, destaca Renata. A especialista complementa que o visto de nômade digital possibilita incluir familiares, no entanto, a renda mínima vai aumentando de acordo com o número de dependentes.


  • Vale a pena aplicar para ser nômade digital? 

Para Renata Barbalho, a resposta é positiva. Além de permitir que profissionais trabalhem remotamente enquanto vivem na Espanha, a autorização costuma ser concedida inicialmente por até um ano e pode ser renovada conforme as regras do programa. Outro atrativo é a possibilidade de construir um projeto de vida de longo prazo no país. Segundo a especialista, a residência legal e contínua pode abrir caminho para a solicitação da cidadania espanhola, um benefício que desperta o interesse de muitos brasileiros que desejam viver na Europa de forma definitiva.

“O processo exige algumas etapas, mas vale muito a pena para quem sonha aproveitar o trabalho remoto para viver outras experiências. Hoje, com uma assessoria especializada oferecendo suporte durante todas as etapas do pedido, desde a preparação da candidatura até o acompanhamento do processo junto às autoridades locais, todos os trâmites ficam muito mais fáceis”, finaliza a CEO da Espanha Fácil.


Férias de julho: antes de viajar, confira se sua casa e seu veículo estão protegidos

 

As férias de julho costumam aumentar o fluxo de veículos nas rodovias e levar milhares de famílias a viajar durante o período. Além de planejar o roteiro e realizar a revisão do veículo, especialistas alertam para um cuidado que muitas vezes passa despercebido: verificar se os seguros contratados oferecem as coberturas adequadas para proteger tanto o imóvel que ficará vazio quanto o veículo utilizado na viagem.

 

Segundo o Sindicato das Seguradoras do Rio de Janeiro e do Espírito Santo (SindSeg RJ/ES), o período de ausência temporária da residência exige atenção redobrada. Antes de viajar, é importante conferir se o seguro residencial contempla coberturas para situações como furtos, danos ao imóvel e outros eventos previstos na apólice.

 

No caso do automóvel, a recomendação é verificar previamente as coberturas contratadas para colisão, roubo e furto, responsabilidade civil para danos causados a terceiros e acidentes pessoais de passageiros. Conhecer essas informações antes de pegar a estrada pode evitar dúvidas e reduzir transtornos em caso de imprevistos durante a viagem.

 

"Viajar com tranquilidade exige planejamento e isso vai além da revisão do veículo. É importante que o motorista conheça as coberturas do seguro contratado e verifique se elas atendem às necessidades da viagem. Da mesma forma, quem vai deixar a residência fechada por alguns dias deve conferir se o seguro residencial oferece a proteção adequada para esse período de ausência", afirma Ronaldo M. Vilela, diretor-executivo do Sindicato das Seguradoras do Rio de Janeiro e do Espírito Santo (SindSeg RJ/ES).

 

Além da conferência das coberturas contratadas, especialistas recomendam revisar pneus, freios, sistema de iluminação, nível de óleo, documentação do veículo e da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), além de adotar cuidados como respeitar os limites de velocidade, fazer pausas em viagens longas e acompanhar as condições climáticas antes de sair.

 

Com planejamento e informação, é possível reduzir riscos, evitar prejuízos e aproveitar as férias com mais segurança e tranquilidade.

 

Sindicato das Seguradoras do Rio de Janeiro e do Espírito Santo - SindSeg RJ/ES

 

Cultura organizacional saudável: o diferencial das empresas que prosperam em meio às mudança

Momentos de pressão, conflito e mudança revelam se os valores organizacionais fazem parte da prática ou permanecem apenas no discurso corporativo

 


Em um cenário marcado por transformações constantes, avanços tecnológicos acelerados e novas demandas do mercado de trabalho, a cultura organizacional deixou de ser um conceito abstrato para se tornar um dos principais fatores de sustentação das empresas. É justamente nos momentos de crise, pressão ou mudança que os valores corporativos são colocados à prova e demonstram se fazem parte da rotina da organização ou se permanecem restritos aos quadros decorativos e apresentações institucionais.

Nos últimos anos, temas como saúde mental, bem-estar, propósito e qualidade das relações profissionais ganharam espaço nas estratégias empresariais. Entretanto, especialistas alertam que construir uma cultura organizacional saudável exige muito mais do que iniciativas pontuais. Trata-se de um processo contínuo que precisa estar refletido na liderança, nos processos internos e na forma como as decisões são tomadas.

Para a psicóloga, doutora em Administração e especialista em Gestão de Saúde Corporativa, Renata Livramento, empresas que conseguem atravessar períodos de instabilidade com mais resiliência são justamente aquelas que cultivam ambientes de trabalho baseados na confiança, na transparência e no alinhamento entre discurso e prática.

“Muitas organizações afirmam valorizar as pessoas, mas é nos momentos de maior desafio que essa cultura se revela. Quando surgem conflitos, mudanças estruturais ou pressões por resultados, os colaboradores observam como a liderança age. É nesse contexto que se fortalece ou se rompe a credibilidade da empresa”, explica.

Segundo a especialista, uma cultura organizacional saudável favorece o engajamento das equipes, fortalece o senso de pertencimento e contribui diretamente para a retenção de talentos. Além disso, ambientes que promovem relações respeitosas e uma comunicação clara tendem a apresentar melhores índices de produtividade e menor incidência de afastamentos relacionados ao adoecimento emocional.

A construção dessa cultura passa por diferentes aspectos, como o desenvolvimento de lideranças preparadas para lidar com pessoas, a valorização da escuta ativa, a promoção da segurança psicológica e a implementação de práticas consistentes de cuidado com os colaboradores. Mais do que benefícios corporativos, essas ações precisam fazer parte da estratégia da organização.

“Não existe cultura saudável sem coerência. Os colaboradores percebem rapidamente quando os valores divulgados pela empresa não são praticados no dia a dia. Organizações que prosperam em cenários complexos são aquelas que conseguem transformar seus princípios em comportamentos concretos”, destaca Renata.

Em um mercado cada vez mais competitivo, investir na cultura organizacional não é apenas uma questão de imagem ou reputação. Trata-se de uma estratégia capaz de fortalecer a sustentabilidade do negócio, impulsionar resultados e preparar as empresas para enfrentar os desafios de um ambiente em constante transformação.




Fonte: Renata Livramento — Psicóloga | Doutora em Administração | Especialista em Gestão de Saúde Corporativa.
renatalivramento.com.br | @renata.livramento

 

Cada vez mais brasileiros procuram vagas de emprego no ChatGPT; Infojobs resolveu entrar na conversa

Plataforma lança recurso para busca de vagas direto na ferramenta da OpenAI e permite que o usuário pesquise oportunidades em linguagem natural, sem sair do chat

 

Procurar a próxima vaga conversando com a inteligência artificial deixou de ser exceção e virou hábito entre os brasileiros. Atento a esse movimento, o Infojobs, lançou uma nova funcionalidade envolvendo o ChatGPT. A partir de agora, o usuário pode pesquisar oportunidades diretamente na conversa com a ferramenta, descrevendo de forma natural o cargo e a localidade desejados, e assim conseguir encontrar vagas de emprego compatíveis com o perfil com mais facilidade. 

O comportamento acompanha a disparada do uso de IA generativa no país. Segundo a Comscore, o número de brasileiros que interagiram com ferramentas de inteligência artificial chegou a 44,9 milhões em dezembro de 2025, alta de 61% na comparação com o mesmo período do ano anterior. No mundo do trabalho, o reflexo é direto: pesquisas recentes apontam que mais da metade dos candidatos brasileiros já recorre à IA em alguma etapa da busca por emprego, da escrita do currículo à preparação para entrevistas. 

Foi lendo esse cenário que o Infojobs decidiu criar alternativas de destaque no mercado de RH. Em vez de concorrer com o novo hábito de busca de oportunidades de trabalho, a plataforma apostou em um recurso que proporciona a ação direto na ferramenta que o candidato já usa. Usar o recurso é simples: a pessoa acessa a área de aplicativos do ChatGPT, busca pelo app do Infojobs e o conecta à sua conta. Em uma nova conversa, basta acionar novamente o aplicativo iniciando a conversa com “@InfojobsBrasil” e fazer um pedido como "quero novas vagas de [cargo] em N/A". O ChatGPT consulta a base do Infojobs e retorna as oportunidades correspondentes; ao clicar em um resultado, o usuário é direcionado ao site para concluir a candidatura. 

"Observamos que o brasileiro já recorre à inteligência artificial em diferentes etapas da procura por trabalho, da escrita do currículo à pesquisa de oportunidades. Em vez de competir com esse comportamento, decidimos levar o Infojobs para onde o candidato já utiliza, facilitando ainda mais a busca por vagas compatíveis com o perfil do candidato", afirma Ana Paula Prado, CEO da Redarbor Brasil, detentora do Infojobs. 

O interesse das empresas pela tecnologia reforça o movimento. Levantamento do próprio Infojobs mostrou que o número de vagas que pedem conhecimento em inteligência artificial cresceu 99% de maio de 2025 a maio de 2026 e ultrapassou duas mil oportunidades no período.

Atualmente, a plataforma concentra mais de 1 milhão de vagas, refletindo o aumento da demanda por profissionais com habilidades ligadas à tecnologia e inovação. 

O recurso está disponível para os usuários do ChatGPT no Brasil. Para quem procura trabalho, o resultado é prático: a busca por uma vaga passa a caber na mesma janela de conversa em que o brasileiro já tira dúvidas, organiza a rotina e escreve o currículo.


Copa do Mundo: torcida pelo Brasil exige cuidado com fogos de artifício

Junto com o clima de celebração, aumenta também o
risco de acidentes envolvendo fogos de artifício
IA/ChatGPT
Com a movimentação das celebrações do Mundial e também com as festas julinas, Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM) reforça orientações para prevenir acidentes que podem causar sequelas permanentes 

 

A Seleção Brasileira entrará em campo novamente na busca pelo hexacampeonato no próximo domingo (5 de julho), e os fogos de artifício costumam fazer parte das comemorações da torcida. Mas, junto com o clima de celebração, aumenta também o risco de acidentes com esses artefatos. Na última partida, contra o Japão, um caso registrado em Goiás reforçou o alerta. Um vídeo mostra um homem sentado segurando um rojão. Ele acende o pavio e o foguete parece falhar, mas explode em sua mão logo em seguida. 

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), Dr. Roberto Luiz Sobania, lembra que os fogos de artifício devem ser manuseados com muito cuidado e nunca próximos ao rosto ou ao corpo. "Também é fundamental manter uma distância segura após o acionamento, utilizar apenas produtos certificados e jamais tentar reacender fogos que falharam", explica o médico. 

Quando os acidentes acontecem, os danos podem ser severos. As mãos estão entre as partes do corpo mais atingidas por explosões e queimaduras provocadas por fogos de artifício. Dependendo da gravidade, as lesões podem comprometer a pele, os músculos, os tendões, os nervos e até os ossos. 

"Em alguns casos, o paciente precisa passar por cirurgias reconstrutivas, enxertos e um longo processo de reabilitação. Existem situações em que as sequelas são permanentes, comprometendo movimentos e atividades simples do dia a dia, como escrever, segurar objetos ou trabalhar", destaca o médico.

 

Festas julinas 

Além da Copa do Mundo, o período também é marcado pela continuidade dos festejos juninos, popularmente conhecidos como festas julinas. Assim como os fogos de artifício, as fogueiras também fazem parte das celebrações e exigem atenção. 

"A orientação é que as fogueiras sejam montadas em locais abertos, afastadas de áreas com grande circulação de pessoas, fios elétricos, árvores, veículos e materiais inflamáveis. Também é importante evitar o uso de líquidos combustíveis para acender o fogo", pontua o presidente da SBCM. 

Outro ponto importante é respeitar uma distância segura da fogueira, principalmente durante brincadeiras e apresentações típicas. No ano passado, uma criança de três anos sofreu queimaduras de segundo grau após cair em uma fogueira durante uma atividade em uma escola municipal de Novo Hamburgo (RS). 

"Muitas queimaduras acontecem por aproximação excessiva, tropeços ou perda de equilíbrio, especialmente entre crianças", destaca o especialista. "Acidentes como esses podem comprometer definitivamente a mobilidade das mãos e a qualidade de vida das pessoas. Por isso, é fundamental que a diversão venha acompanhada de cuidado e responsabilidade", conclui.



SBCM - Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão
www.cirurgiadamao.org.br


Brasileiros já não discutem se a crise climática existe, mas se o país está preparado para enfrentá-la

82% acreditam que as mudanças climáticas já afetam a vida no país, 54% já sofreram impactos diretos e 72% avaliam que o Brasil não cuida do meio ambiente como deveria

 

Durante anos, as mudanças climáticas foram tratadas como um problema do futuro. Hoje, elas já fazem parte da rotina dos brasileiros. Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Aerah House mostra que 82% da população acredita que eventos como ondas de calor, enchentes e secas já afetam a vida das pessoas no país. Mais do que isso: 54% afirmam ter sido impactados diretamente por problemas ambientais ou climáticos nos últimos anos.

Os números ganham ainda mais relevância em um momento em que especialistas acompanham a possibilidade de formação de um novo episódio do El Niño, fenômeno climático associado ao aumento das temperaturas globais e capaz de provocar efeitos significativos no Brasil, como secas mais severas em algumas regiões, aumento das chuvas em outras e maior ocorrência de eventos extremos.

Para Fernanda Faria, sócia-fundadora do Instituto de Pesquisa Aerah House, os dados mostram uma mudança importante na forma como a população percebe a crise climática.

"Os dados mostram que a mudança climática deixou de ser percebida como um problema distante para se tornar uma experiência concreta. Os brasileiros não estão falando apenas sobre algo que pode acontecer no futuro. Eles estão falando sobre enchentes, secas, ondas de calor e outros eventos que já afetam seu cotidiano", afirma.

A pesquisa também identificou que 72% dos entrevistados acreditam que o Brasil não está cuidando do meio ambiente como deveria. Para a especialista, esse resultado mostra que o debate evoluiu.

"Existe não apenas o reconhecimento do problema, mas também a percepção de que as respostas ainda não estão acontecendo na intensidade necessária. A discussão deixou de ser sobre a existência da crise climática. O debate agora é sobre seus impactos e sobre a capacidade do país de enfrentá-los", explica.

Segundo Fernanda, a possibilidade de um novo El Niño se soma a um cenário em que os brasileiros já demonstram preocupação crescente com estabilidade e proteção.

"A pesquisa mostra uma população que já vive sob pressão financeira, emocional e social. Quando surge a possibilidade de novos eventos climáticos extremos, isso tende a reforçar a percepção de instabilidade. Quanto maior a sensação de imprevisibilidade, maior tende a ser a busca por segurança, planejamento e proteção", destaca.

Na avaliação da especialista, o clima também deixou de ser uma pauta restrita ao meio ambiente e passou a influenciar diretamente aspectos econômicos e sociais.

"Quando secas afetam a produção agrícola e pressionam o preço dos alimentos, quando enchentes interrompem o transporte, o trabalho e a rotina das cidades, ou quando ondas de calor aumentam problemas respiratórios e cardiovasculares, a questão climática deixa de ser apenas ambiental. Ela passa a influenciar diretamente o custo de vida, a saúde, a renda e a qualidade de vida da população", afirma.

O estudo sugere que os brasileiros já compreendem essa relação. A preocupação ambiental não aparece apenas como uma questão de consciência, mas como um tema ligado à segurança, à qualidade de vida e à capacidade de planejamento das famílias.

Para Fernanda, o principal alerta é que a população já percebe os riscos e já sente seus impactos.

"O desafio não é mais conscientizar sobre a existência do problema. O desafio é construir respostas concretas. Os brasileiros reconhecem os efeitos das mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, acreditam que o país não está cuidando do meio ambiente como deveria. Isso sugere uma expectativa crescente por planejamento, prevenção e adaptação."

A conclusão da pesquisa aponta para uma mudança relevante no debate climático brasileiro. Mais do que discutir se as mudanças climáticas existem, a sociedade passou a questionar como conviver com seus efeitos e se o país está preparado para enfrentar uma realidade que já faz parte do presente.


Sobre a pesquisa

A pesquisa “O Brasil de Agora - A Vida Sob Novas Condições” foi realizada pela Aerah House com 2.000 brasileiros acima de 18 anos em todas as regiões do país.

Com mais de 25 perguntas de diversas frentes, a coleta foi realizada em abril de 2026, com amostra representativa da população brasileira por região, sexo, faixa etária e classe social. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

 


Aerah House


Mais que uma PEC: a consagração de um caminho

A aprovação da PEC do Turismo pela Assembleia Legislativa é motivo de celebração para o Rio Grande do Sul. É, sobretudo, a consagração de uma trajetória: desde a recriação da Secretaria de Turismo, em 2021, o governo do Estado assumiu o compromisso de transformar o setor em verdadeiro motor de desenvolvimento e não mediu esforços para isso. 

Foram mais de R$ 400 milhões em convênios com municípios, programas de capacitação e qualificação das regiões turísticas, promoção dos destinos gaúchos no Brasil e no exterior, e presença constante em feiras e eventos estratégicos. Cada ação fez parte de um projeto maior, conduzido pelo governo do Estado: erguer as bases que tornaram o turismo competitivo, organizado e reconhecido nacionalmente. Os números comprovam esse avanço. 

Em 2025, o turismo gaúcho superou o dobro da média nacional de crescimento, tornando o Estado o segundo que mais avançou no segmento em todo o país, segundo o IBGE. Não é coincidência: é resultado de política pública consistente e de longo prazo. Poucas atividades têm a capacidade de transformação que o turismo tem: gera emprego e renda, atrai investimentos, fortalece economias locais e abre oportunidades concretas para os gaúchos, do Litoral à Serra, da Campanha às Missões. O turismo amplia oportunidades e leva dinamismo econômico a regiões muitas vezes não alcançadas por outras áreas. 

A PEC do Turismo, agora aprovada, reconhece constitucionalmente essa relevância. Consolida o que já vínhamos construindo e nos dá ainda mais força para seguir nessa direção, com segurança jurídica e visibilidade política. 

É uma conquista de todos: do empreendedor que aposta no turismo, do trabalhador que dele vive, do turista que valoriza nossos destinos, do governo que enxergou no turismo uma verdadeira matriz de desenvolvimento econômico e do parlamento que reconheceu o protagonismo que o setor ganhou na sociedade gaúcha. O Rio Grande do Sul reafirma o que fez nos últimos anos: tratar o turismo como prioridade.

 

Raphael Ayub - Secretário de Turismo do Rio Grande do Sul. Advogado, empresário, investidor e conselheiro de empresas e instituições financeiras. Em Capão da Canoa, esteve à frente da Secretaria Municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico e da Secretaria de Gestão, Inovação e Planejamento. Recentemente, no Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), foi assessor superior da Presidência e também da Diretoria de Operações.

 

Uso de IA eleva produtividade no desenvolvimento de software em 35%

Dados da Softtek revelam como engenharia assistida por IA acelera a modernização de aplicações e gera ganhos mensuráveis de eficiência 

 

A aceleração dos investimentos em Inteligência Artificial Generativa (GenAI) e automação esbarra na dependência de sistemas legados, um desafio estrutural complexo dentro das grandes organizações. À medida que o mercado corporativo avança em sua agenda de inovação digital, operar sobre arquiteturas antigas e aplicações monolíticas tem se tornado um dos principais obstáculos à evolução tecnológica sustentável.

 

De acordo com especialistas da Softtek, multinacional líder no setor de TI na América Latina, a presença de regras de negócio dispersas, a falta de documentação e o alto acoplamento de códigos antigos exigem uma mudança profunda na forma como as empresas encaram a transformação de seus ambientes tecnológicos.

 

A transição para modelos baseados em Engenharia Assistida por IA e no conceito de AI First tem gerado ganhos expressivos e mensuráveis de eficiência operacional. Esse impacto já pode ser observado em monitoramentos estatísticos realizados pela Softtek, que apontam um aumento médio consolidado de 35% na produtividade das frentes de engenharia.

 

Ao analisar as tarefas específicas de backlog, o impacto se mostra ainda mais significativo, com cerca de 56% das atividades monitoradas registrando ganhos de produtividade entre 40% e 80%. Além disso, 95% das operações de TI apresentam algum nível de melhoria prática.

 

Ao contrário do ciclo anterior de transformação digital, marcado por grandes projetos de migração para ambientes cloud, a conversa atual gira em torno da modernização contínua e incremental das aplicações. Embora a infraestrutura em nuvem permaneça um pilar fundamental, ela agora recebe o reforço estratégico dos agentes de IA.

 

Essa abordagem permite que as empresas realizem adequações graduais no ciclo de vida de seus produtos e experimentem novas tecnologias em períodos mais curtos, capturando inovação de forma ágil, sem a necessidade de reestruturações completas, disruptivas e de alto risco para operações críticas.


 

Modernização gradual de aplicações

 

Apesar dos avanços proporcionados pela IA, muitas organizações ainda precisam lidar com aplicações críticas construídas sobre arquiteturas legadas. Nesses cenários, a modernização exige abordagens que conciliem inovação e continuidade operacional.

 

"Estratégias como o Strangler Pattern permitem modernizar sistemas de forma gradual, sem comprometer operações críticas, enquanto a IA acelera atividades como migração de aplicações, documentação técnica e redução da complexidade de código, reduzindo processos que antes levavam horas para poucos minutos", explica Eduardo Augusto Ferreira D’Avo, Practice Manager de Application Development da Softtek.


 

Engenharia Assistida e impacto real em produtividade

 

É justamente nesse contexto que a Engenharia Assistida por IA ganha protagonismo, acelerando processos tradicionalmente demorados e reduzindo barreiras operacionais.

 

A tecnologia está transformando a própria essência do desenvolvimento de software e atua de duas maneiras complementares. A primeira é como um acelerador das etapas tradicionais, otimizando a escrita de histórias de usuários, a criação de protótipos visuais e funcionais, a codificação, a execução de testes automatizados e a publicação das soluções. Já a segunda representa uma quebra de paradigma para a indústria, o chamado Spec-Driven Development (SDD – Desenvolvimento Guiado por Engenharia de Especificação).

 

"Mais do que ferramentas isoladas, o que acelera o mercado hoje é uma nova engenharia assistida por IA. Estamos vivenciando a era do Vibe Coding, em que descrevemos requisitos de negócio em linguagem natural e a tecnologia gera o código correspondente, permitindo, por exemplo, reduzir o tempo de busca e resolução de erros complexos de dias para poucas horas", destaca D’Avo.

 

Nesse cenário, o SDD estrutura especificações rigorosas desenhadas para serem executadas por agentes digitais, garantindo maior rastreabilidade, qualidade e consistência ao longo do processo. No modelo AI First, a IA deixa de ser apenas uma ferramenta de apoio e passa a integrar a arquitetura, os processos e até mesmo as equipes de desenvolvimento por meio de agentes especializados.


 

Resposta de ponta a ponta

 

Para viabilizar essa nova era, a Softtek oferece uma abordagem integrada baseada em duas plataformas proprietárias e complementares: FRIDA e SALMA. Enquanto a plataforma FRIDA apoia a aceleração da construção e modernização de software, com ferramentas que atuam desde a ideação e o design de telas até os testes automatizados, a SALMA (Suite for Agent Lifecycle Management and Automation) entra em cena para orquestrar e gerenciar o ciclo de vida dos agentes de IA em nível corporativo.

 

"Essa combinação garante governança, segurança e mitigação de riscos, assegurando que os times de tecnologia consigam acelerar a modernização de aplicações e direcionem seus esforços para iniciativas que realmente gerem valor estratégico e inovação contínua para o negócio", conclui D’Avo.

 

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Custos sociais das bets podem superar arrecadação bilionária gerada pelas apostas, avalia professor da Univali

Impactos econômicos do setor devem ser avaliados para além do faturamento e da geração de tributos

 

O crescimento das plataformas de apostas esportivas no Brasil tem impulsionado um mercado bilionário e ampliado a arrecadação de impostos. Paralelamente, especialistas alertam para a necessidade de avaliar os impactos econômicos e sociais associados ao avanço do setor, especialmente aqueles relacionados à saúde mental, à produtividade e ao mercado de trabalho.

Para o professor de Economia da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Daniel Corrêa da Silva, a discussão sobre as bets não deve se limitar ao volume financeiro movimentado pelas empresas ou aos tributos recolhidos. Segundo ele, é necessário considerar também os custos que recaem sobre a sociedade em decorrência dos problemas associados ao jogo compulsivo.

“Quando observamos apenas a arrecadação, temos uma parte da equação. Também é preciso considerar os custos que recaem sobre a sociedade em função de problemas relacionados ao jogo compulsivo e seus desdobramentos”, observa, chamando atenção para a necessidade de olhar os efeitos das bets para além dos indicadores de faturamento.

Dados citados pelo docente apontam que as plataformas de apostas registraram receita bruta de aproximadamente R$ 37 bilhões em 2025. No mesmo período, a arrecadação tributária vinculada ao setor alcançou cerca de R$ 4,5 bilhões no último quadrimestre do ano, valor que projetaria aproximadamente R$ 8 bilhões em um intervalo de 12 meses.

Em contrapartida, um estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde estimou em R$ 38,8 bilhões os custos associados às apostas digitais no país. O levantamento considera fatores como perda de produtividade, desemprego e despesas relacionadas à saúde.

Corrêa da Silva analisa que a comparação entre os valores evidencia a necessidade de ampliar o debate sobre os impactos econômicos das apostas online.

“Parte significativa dos custos apontados pelo estudo está relacionada à saúde mental. Entre os fatores considerados estão casos de depressão, afastamentos do mercado de trabalho e outras consequências associadas ao uso problemático das plataformas de apostas”, ressalta o docente.

Regulamentadas recentemente no país, as apostas esportivas vêm ampliando sua presença no ambiente digital e esportivo, enquanto avançam discussões sobre seus efeitos econômicos e sociais entre economistas, especialistas em saúde pública e formuladores de políticas públicas. Entre os temas discutidos estão os limites da publicidade do setor, a tributação das plataformas e os mecanismos de prevenção ao jogo compulsivo.


Preocupação financeira atinge 95% dos brasileiros, aponta pesquisa da Onze e Icatu Seguros

Entre as dívidas mais citadas pelos respondentes estão cartão de crédito, empréstimo pessoal, consignado CLT, financiamento e contas básicas em atraso

 

O dinheiro continua liderando a lista de preocupações dos brasileiros. É o que mostra a 5ª edição do Raio-X da Saúde Financeira dos Brasileiros, pesquisa realizada pela fintech Onze em parceria com a Icatu Seguros. O levantamento aponta que 95% dos entrevistados possuem algum tipo de preocupação financeira. O receio mais comum é não ter dinheiro suficiente para lidar com emergências, citado por 58% dos respondentes. Na sequência, aparecem a dificuldade para pagar as contas do mês (33%), a preocupação em garantir um futuro melhor para os filhos (25%) e a incapacidade de quitar dívidas ou limpar o nome (22%). 

O levantamento, realizado entre 26 de maio e 1º de junho, ouviu 8.391 pessoas em todo o país e revela que 42% dos entrevistados apontam o dinheiro como sua principal preocupação atualmente, à frente de Saúde (22%), Família (15%), Violência (10%), Política (6%) e Trabalho (5%). O resultado mantém as finanças na liderança do ranking pelo quinto ano consecutivo. 

Segundo a pesquisa, 53% dos entrevistados afirmam não ter renda suficiente para cobrir seus gastos mensais ou estão endividados e/ou com o nome negativado. Do total, 27% estão endividados ou com restrições de crédito, enquanto 26% afirmam que a renda mensal não é suficiente para arcar com as despesas. Entre as dívidas mais citadas, estão cartão de crédito (60%), empréstimo pessoal (30%), consignado CLT (26%), financiamento (17%) e contas básicas em atraso (14%). 

O peso da responsabilidade financeira familiar ajuda a explicar esse cenário. Entre os entrevistados, 78% possuem ao menos um dependente total ou parcial de sua renda. A pesquisa também aponta desafios relacionados à educação financeira. Mais da metade dos entrevistados (53%) afirma que conversava ou conversa raramente sobre dinheiro no ambiente familiar, seja entre pais e filhos ou responsáveis. 

A ausência de mecanismos de proteção continua sendo um desafio relevante. Mais da metade dos entrevistados (56%) afirma não possuir reserva de emergência, indicador que permanece no topo do levantamento pelo quarto ano consecutivo. 

O estudo revela ainda que 63% não possuem qualquer tipo de proteção financeira para situações como morte ou invalidez e que 89% nunca buscaram consultoria ou orientação especializada para organizar as finanças ou sair das dívidas. O dado reforça a importância de soluções que combinem educação financeira, planejamento e amparo financeiro para as famílias em situações inesperadas, especialmente no ambiente corporativo, onde empresas podem ampliar o acesso dos colaboradores a benefícios capazes de apoiar suas famílias em momentos de maior vulnerabilidade. 

“Os indicadores mostram que a situação financeira das famílias segue fragilizada. Mais da metade dos entrevistados ainda não consegue formar uma reserva para emergências e 53% convivem com endividamento ou renda insuficiente para cobrir despesas. Esses resultados apontam que o desafio não está apenas na renda, mas também no acesso à informação, ao planejamento financeiro e a ferramentas que ajudem as pessoas a tomar decisões mais estruturadas ao longo da vida. É justamente nesse ponto que educação financeira, proteção e planejamento de longo prazo passam a ter um papel cada vez mais relevante”, afirma Antonio Rocha, CEO e cofundador da Onze, primeira fintech de Previdência Privada e Saúde Financeira do Brasil, que possui um hub completo de soluções financeiras para o mercado de benefícios. 

A preocupação com o futuro também aparece nos dados relacionados à aposentadoria. Entre os entrevistados, 34% acreditam que continuarão trabalhando após se aposentar por necessidade financeira. Outros 28% afirmam que pretendem depender exclusivamente da renda do INSS. 

“Quando uma pessoa não tem reserva de emergência e ainda convive com orçamento apertado ou dívidas, pensar no futuro pode parecer distante. Mas é justamente nesse cenário que proteção e planejamento ganham importância. A pesquisa mostra que muita gente está tentando equilibrar as necessidades do mês com a construção de alguma segurança para o futuro — seja para a aposentadoria, seja para enfrentar situações inesperadas que podem afetar a renda e a família. Esse é um desafio estrutural e não se resolve apenas com um produto. Ele passa por orientação, acesso e por soluções que ajudem as pessoas a se organizarem melhor ao longo da vida”, afirma Henrique Diniz, diretor de Produtos de Previdência da Icatu Seguros. 

Segundo Diniz, é nesse contexto que a previdência privada ganha relevância. “A previdência ajuda a criar disciplina de longo prazo e a formar patrimônio com uma finalidade clara. Mas, dentro das empresas, essa conversa pode ir além. Quando o colaborador tem acesso à educação financeira, soluções de proteção, previdência e orientação especializada, ele passa a enxergar o planejamento financeiro como algo mais próximo da sua realidade. As empresas têm um papel importante nessa jornada, porque conseguem levar esse cuidado para dentro da rotina das pessoas e tornar a proteção financeira mais acessível”, completa.


terça-feira, 30 de junho de 2026

Julho Verde Escuro: tecnologia de autocoleta amplia acesso à prevenção do câncer do colo do útero

Tecnologia permite que a própria mulher realize a coleta da amostra com conforto e privacidade, contribuindo para ampliar o rastreamento e o diagnóstico precoce 


Julho Verde Escuro, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção do câncer do colo do útero, reforça a importância de ampliar o acesso ao rastreamento do Papilomavírus Humano (HPV), principal fator de risco para a doença. Apesar de ser um câncer altamente prevenível, milhares de mulheres ainda deixam de realizar os exames periódicos por barreiras como dificuldade de acesso aos serviços de saúde, constrangimento ou falta de informação.
 

Uma das estratégias para aumentar a cobertura do rastreamento é a autocoleta vaginal para detecção do HPV. A tecnologia permite que a própria mulher realize a coleta da amostra com conforto e privacidade, inclusive fora do ambiente clínico, sem a necessidade da presença de um profissional de saúde. Após a coleta, o material é encaminhado ao laboratório para análise. 

O sistema de autocoleta foi desenvolvido pela BD, uma das maiores empresas de tecnologia médica do mundo, e é validado e aprovado pela Anvisa para o diagnóstico do HPV. A tecnologia é menos invasiva e apresenta precisão comparável à coleta realizada em consultório, como no exame de Papanicolau. O Papilomavírus Humano compreende mais de 200 tipos de vírus, sendo que ao menos 14 são considerados oncogênicos. Os genótipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero. No Brasil, a doença é a terceira mais incidente entre as mulheres. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima cerca de 19.310 novos casos por ano no triênio de 2026 a 2028, com risco de 17,59 casos a cada 100 mil mulheres. Na região Nordeste, é o segundo tipo de câncer mais incidente, com taxa de 20,76 casos por 100 mil mulheres. 

Além da vacinação gratuita contra o HPV pelo SUS para meninas e meninos e do uso de preservativos, o rastreamento periódico continua sendo uma das principais estratégias para prevenir o desenvolvimento da doença. Nesse cenário, tecnologias que tornam o exame mais acessível e conveniente podem contribuir para aumentar a adesão ao cuidado preventivo. 

"A autocoleta representa um avanço importante na ampliação do acesso ao rastreamento do HPV no Brasil. Ao oferecer uma alternativa segura, eficaz e mais conveniente, conseguimos alcançar pessoas que, por diferentes razões, não realizam exames preventivos regularmente, contribuindo para a detecção precoce e a redução da incidência do câncer do colo do útero", afirma Glais Libanori, gerente de Medical Affairs da BD. 

Estudos indicam que a autocoleta apresenta sensibilidade comparável à realizada por profissionais de saúde, além de democratizar o acesso aos exames periódicos, especialmente em populações com menor adesão ao rastreamento tradicional, como mulheres em áreas remotas, indígenas, negras ou com histórico de negligência médica.


Mais acesso a tratamentos para perda de peso amplia reflexões sobre imagem corporal e saúde mental das mulhere

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Especialistas destacam a importância de diferenciar objetivos de saúde de padrões estéticos em um cenário de expansão das opções terapêuticas para emagrecimento


A expectativa de ampliação do acesso a medicamentos para perda de peso, impulsionada pela chegada de novas opções ao mercado e pela redução gradual dos custos de tratamento, tem transformado a forma como o emagrecimento é percebido pela sociedade. Ao mesmo tempo em que esses recursos representam avanços importantes para o cuidado de pessoas com indicação clínica, especialistas observam que o cenário também convida a uma reflexão sobre imagem corporal, autoestima e saúde mental. 

Nos últimos anos, o tema do emagrecimento voltou a ocupar espaço nas redes sociais, na mídia e nas conversas do cotidiano. Nesse contexto, mulheres seguem sendo particularmente expostas a expectativas relacionadas à aparência física e ao corpo considerado ideal. 

Para a psiquiatra Dra. Lorena Del Sant, professora da pós-graduação em Psiquiatria da Afya Educação Médica São Paulo, é importante compreender que a relação com o próprio corpo envolve fatores emocionais, sociais e culturais que vão além da balança. 

“O desejo de emagrecer não é, por si só, um problema. A questão surge quando a aparência passa a ocupar um espaço central na construção da autoestima ou quando a busca por determinado padrão corporal interfere na qualidade de vida, nas relações sociais ou na saúde emocional”, afirma. 

Segundo a especialista, a exposição constante a imagens e discursos associados à magreza pode intensificar processos de comparação e insatisfação corporal, especialmente entre mulheres que já apresentam vulnerabilidades emocionais. 

“Muitas vezes, o sofrimento não está relacionado ao peso em si, mas à sensação de inadequação. Quando uma pessoa acredita que precisa atingir determinado padrão para ser aceita, admirada ou bem-sucedida, isso pode gerar frustração, ansiedade e uma relação pouco saudável com o próprio corpo”, explica. 

A discussão ganha relevância em um momento em que os tratamentos para perda de peso se tornam mais conhecidos pela população. Para a nutróloga Dra. Raphaela Zanella, professora da pós-graduação em Nutrologia da Afya Educação Médica São Paulo, é fundamental que o debate seja conduzido com foco em saúde. 

“Os medicamentos para perda de peso representam uma importante ferramenta terapêutica para pacientes que possuem indicação clínica. Quando utilizados de forma adequada e com acompanhamento profissional, podem trazer benefícios significativos para a saúde e para a qualidade de vida. O objetivo do tratamento deve estar relacionado ao cuidado integral do paciente, e não à busca por um padrão estético específico”, destaca. 

A discussão ganha relevância em um momento em que os tratamentos medicamentosos para obesidade e perda de peso se tornam cada vez mais conhecidos pela população. Para a nutróloga Dra. Raphaela Zanella, professora da pós-graduação em Nutrologia da Afya Educação Médica São Paulo, é fundamental que esse debate seja conduzido com responsabilidade e baseado em evidências científicas. 

“Os medicamentos para perda de peso representam uma importante ferramenta terapêutica para pacientes que possuem indicação clínica. Quando prescritos de forma adequada e acompanhados por profissionais capacitados, podem trazer benefícios significativos para a saúde metabólica, reduzir o risco de doenças associadas à obesidade e melhorar a qualidade de vida. O objetivo do tratamento deve ser o cuidado integral do paciente, e não a busca por um padrão estético específico”, afirma. 

Segundo a especialista, a crescente pressão por padrões de beleza, muitas vezes reforçados pela indústria e pelas redes sociais, tem levado pessoas sem indicação médica a recorrerem às chamadas “canetas emagrecedoras” de forma indiscriminada, o que pode colocar a saúde em risco. 

“A banalização desses medicamentos é preocupante. Estamos observando pessoas que utilizam essas substâncias motivadas exclusivamente por questões estéticas, sem avaliação médica e, em alguns casos, de maneira completamente inadequada. O problema não está no medicamento em si, mas no uso incorreto e sem supervisão. Toda medicação tem indicação, dose, forma de administração e acompanhamento adequados. Quando esses critérios são ignorados, os riscos podem ser graves”, alerta a Dra. Raphaela Zanella. 

As especialistas reforçam que a saúde não pode ser avaliada apenas pela aparência física e que o cuidado com o corpo deve caminhar junto com a atenção ao bem-estar emocional. 

“É importante lembrar que obesidade é uma doença crônica, complexa e multifatorial, associada a fatores biológicos, psicológicos e ambientais. Falar sobre saúde mental nesse contexto significa lembrar que uma relação equilibrada com a alimentação, com o corpo e com a própria imagem é tão importante quanto qualquer outro indicador de saúde”, conclui a Dra. Lorena.

  

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