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terça-feira, 30 de junho de 2026

Férias não pausam o exame pré-natal: como viajar sem descuidar da gestação

Menos consultas no período de férias pode abrir espaço para riscos evitáveis; obstetra do Grupo Santa Joana explica como manter o acompanhamento em dia mesmo fora da rotina

 

O mês de julho chegou com malas prontas, estradas cheias e a rotina virada do avesso. Para gestantes, porém, há um lembrete importante: a gravidez continua evoluindo e o pré-natal não tira férias. Consultas, exames e vacinas seguem sendo essenciais para monitorar a saúde da mãe e do bebê, assim como ajuda a identificar precocemente qualquer sinal de alerta. 

“A gestação continua evoluindo independentemente do calendário. O pré-natal é a principal ferramenta para monitorar a saúde materna e fetal e prevenir complicações. Mesmo em férias, é importante manter consultas e exames dentro do intervalo recomendado e organizar a rotina com antecedência”, afirma Dra. Karina Belickas, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana. 

O alerta ganha peso quando se olha para um dos desfechos que mais preocupam equipes de saúde e famílias: o parto prematuro. Uma análise brasileira baseada no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), no período de 2012 a 2019, identificou uma tendência geral de queda da prematuridade (de 10,87% para 9,95%, com menor valor em 2015: 9,77%), mas também mostrou que grupos em maior vulnerabilidade podem apresentar proporções bem mais elevadas como mulheres com 45 anos ou mais e apenas 4 a 6 consultas de pré-natal, com taxas entre 14,88% e 17,92%, em trajetória de crescimento no recorte analisado. 

Segundo Dra. Karina, parte do risco aumenta justamente porque muitas gestantes sentem que podem “pausar” a rotina no período. “O movimento ideal é planejar. O recomendado é programar as consultas antes da viagem, checar se existe exame importante previsto para o período e ter um plano claro caso seja necessário buscar atendimento fora da cidade”, orienta. 

Para facilitar, a especialista sugere um check-list simples que evita lacunas no acompanhamento. Manter carteira de pré-natal e resultados recentes sempre acessíveis (inclusive em versão digital), mapear previamente hospitais e serviços de urgência obstétrica no destino e reforçar cuidados típicos do verão como hidratação, pausas em viagens longas e atenção a sinais de queda de pressão fazem diferença. 

“Sintomas como dor de cabeça intensa, alteração visual, dor abdominal forte, sangramento, febre, falta de ar ou redução de movimentos do bebê não devem ser normalizados: exigem avaliação. Além do cuidado clínico, manter o acompanhamento em dia também traz um ganho emocional importante durante as férias”, reforça.

 

Hospital e Maternidade Santa Joana
www.santajoana.com.br


Diabetes: Especialistas explicam diferentes tipos de diabetes e como preveni-los

Divulgação UniFG-BA
Freepik
Cuidados com alimentos ricos em açúcar, carboidratos e bebidas alcoólicas devem ser redobrados em períodos festivos 

 

Com a rotina alterada pelas festas juninas e Copa do Mundo, especialistas alertam para a necessidade de equilíbrio na ingestão de alimentos mais calóricos e de bebidas, especialmente para pessoas com diabetes ou com fatores de risco para o desenvolvimento da doença. A preocupação ganha ainda mais destaque no Dia Nacional do Diabetes, 26 de junho, data dedicada à conscientização sobre a prevenção, o diagnóstico precoce e o controle adequado da condição. 

Segundo a Federação Internacional de Diabetes, o Brasil está entre os países com maior número de adultos convivendo com o distúrbio, um cenário que exige atenção permanente da população. Durante os festejos juninos, o consumo excessivo de receitas ricas em açúcar, carboidratos e bebidas alcoólicas pode provocar picos de glicemia e contribuir para complicações em pessoas já diagnosticadas, além de favorecer o ganho de peso e o aumento do risco de desenvolver diabetes tipo 2, que ocorre quando o organismo não produz insulina suficiente ou desenvolve resistência a ela. 

De acordo com Denis Harley, coordenador de Nutrição da UniFG Bahia, as celebrações não precisam ser sinônimo de restrições radicais, mas exigem moderação. “O importante é que o consumo seja consciente, observando as quantidades e evitando excessos. Pessoas com diabetes devem manter o acompanhamento da glicemia, respeitar os horários das refeições e ter atenção especial com doces e bebidas alcoólicas”, explica. 

Além da alimentação, o Dia Nacional do Diabetes também chama a atenção para a importância da prática regular de atividades físicas, da manutenção do peso adequado e da realização de exames periódicos. Entre os principais sinais de alerta da doença estão sede excessiva, aumento da frequência urinária, cansaço, perda de peso sem causa aparente e visão embaçada. No entanto, em muitos casos, o diabetes pode evoluir de forma silenciosa durante anos.

 

Diabetes tipo 5, uma nova classificação

Recentemente, uma descoberta chamou a atenção da população mundial: o diabetes tipo 5. Trata-se de uma nova classificação reconhecida pela comunidade científica e está associada à desnutrição ocorrida nos primeiros anos de vida ou durante a gestação. Diferentemente dos tipos 1 e 2, essa forma da doença não está relacionada a processos autoimunes nem ao excesso de peso e à resistência à insulina. O diabetes tipo 5 afeta principalmente pessoas que viveram em condições de insegurança alimentar e pode comprometer a capacidade do pâncreas de produzir insulina adequadamente. 

“O diabetes mellitus tipo 1 (DM1) é uma doença autoimune e os anticorpos da pessoa anulam completamente a capacidade do pâncreas de produzir insulina. Com isso, a reserva de insulina se esgota em semanas ou meses após o diagnóstico. Já nos casos do diabetes tipo 5, as pessoas provavelmente sofreram uma desnutrição calórico-proteica relevante na vida intrauterina ou na primeira infância, o que causou uma diminuição das células pancreáticas produtoras de insulina, chamadas de células-beta, produzindo uma baixa secreção de insulina”, explica a endocrinologista Daniela Castro, docente da UniFG-BA, integrante da Inspirali, ecossistema da Ânima Educação que reúne 15 escolas médicas em diferentes regiões do país. 

Outra informação destacada pela médica é que no DM1, por não ter nenhuma produção de insulina, a pessoa precisa fazer várias aplicações do hormônio para sobreviver e evitar complicações agudas e crônicas da doença de base. Já no diabetes tipo 5, existe uma reserva de insulina, embora ela não seja suficiente para controlar os níveis de açúcar no sangue. Em relação ao tipo 2, a especialista reforça que a diferença é mais óbvia, pois cerca de 90% dos casos estão ligados ao sobrepeso ou obesidade, exatamente o contrário do tipo 5. 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, no Brasil ainda não se tem dados de prevalência do diabetes tipo 5. O reconhecimento dessa classificação representa um importante avanço para a saúde pública, especialmente em países em desenvolvimento, pois pode contribuir para tratamentos mais efetivos, além de reforçar a importância de políticas voltadas ao combate à desnutrição infantil.
 

“A classificação desse tipo de diabetes é importante para que seus sintomas e causas sejam mais conhecidos, levando a um diagnóstico mais preciso. Lembrando que o tratamento não envolve apenas insulina, mas também um adequado aporte calórico, de proteínas e de micronutrientes”, completa a médica Daniela Castro.

 

UniFG BA
www.centrouniversitariounifg.edu.br


Ânima Educação
Inspirali


Pé de moleque, maçã do amor e milho: comidas típicas juninas podem causar fraturas dentárias

 Especialista alerta para os riscos de alimentos duros e pegajosos, especialmente para quem tem restaurações, lentes de contato ou aparelho ortodôntico

 

Pé de moleque, maçã do amor, cocada, amendoim, milho verde e outros pratos fazem parte de uma das tradições mais aguardadas do ano: as festas juninas. No entanto, o consumo desses alimentos exige atenção, especialmente entre pessoas que passaram por tratamentos odontológicos ou possuem algum tipo de intervenção restauradora. Isto porque a combinação de alimentos duros e pegajosos, quando consumidos de forma inadequada, pode provocar trincas, fraturas dentárias e outros danos que podem comprometer a saúde bucal. 

 

Segundo a especialista em ortodontia da Clínica Omint Odonto e Estética, Dra. Fernanda de Freitas Madruga, alguns cuidados simples podem evitar intercorrências. Pacientes com lentes de contato e facetas dentárias, por exemplo, devem evitar morder alimentos rígidos com os dentes anteriores, que são os 12 dentes frontais, considerando os superiores e os inferiores. 

 

Já quem utiliza aparelhos ortodônticos precisa ter cautela com opções pegajosas, como maçã do amor, caramelos e cocadas, que podem descolar brackets e danificar fios. Pessoas com implantes e coroas também devem evitar utilizar as próteses para quebrar alimentos excessivamente duros. 

 

Como identificar se houve dano

 

De acordo com a dentista, os principais sinais de que houve dano incluem dor ao mastigar, sensibilidade ao frio ou calor, sensação de aspereza nos dentes, trincas visíveis, alteração na mordida ou a percepção de que parte da restauração ou do próprio dente se desprendeu. "Nem sempre a fratura provoca dor imediatamente. Por isso, qualquer alteração deve ser avaliada por um profissional", alerta.

 

Caso ocorra quebra durante uma festa, a orientação é interromper a mastigação do lado afetado e retirar qualquer fragmento que tenha se soltado. Também é importante evitar alimentos muito quentes, frios ou duros até a avaliação odontológica. "Muitas pessoas continuam mastigando normalmente, tentam colar fragmentos em casa ou adiam a consulta. Esses comportamentos podem agravar o problema e reduzir as chances de preservação da estrutura dental", afirma.

 

A atenção deve ser ainda maior entre crianças e idosos. Enquanto os pequenos podem não perceber pequenas fraturas ou traumatismos, os idosos frequentemente apresentam dentes mais fragilizados ou utilizam próteses e coroas, tornando-se mais suscetíveis a danos durante a mastigação de alimentos mais rígidos.

 

Algumas situações exigem atendimento odontológico imediato, como dor intensa, sangramento persistente, exposição da parte interna do dente, mobilidade dental, deslocamento após trauma, inchaço significativo ou perda de restaurações e próteses que comprometam a mastigação.


Embora as festas juninas sejam marcadas por tradição e celebração, alguns cuidados simples podem ajudar a evitar emergências odontológicas. Mastigar com atenção, evitar usar os dentes da frente para quebrar alimentos, manter a escovação em dia e o acompanhamento odontológico regular são medidas importantes para preservar a saúde bucal e prevenir complicações que podem exigir tratamentos mais complexos.

 

Clínica Omint Odonto e Estética

UNIDADE VILA OMINT | CRO: 23599
Rua Franz Schubert, 33 - Jd. Paulistano - SP
Responsável Técnico: Ana Paula de Freitas Ravanini – CRO 50108


UNIDADE BERRINI | CRO: 032253
Rua James Joule, 92 - Berrini - SP
Responsável Técnico: Dr. Thiago Sampaio Godoy - CRO 76620

Saiba mais em www.omint.com.br/clinica-odontologica


Casos de VSR em crianças mais que dobram e acendem alerta

Crédito: Wynitow Butenas
Hospital Pequeno Príncipe
Maior hospital pediátrico do país registrou aumento de 125% no número de diagnósticos entre maio e junho e reforça a importância da vacinação e cuidados preventivos 

 

Em junho, o Hospital Pequeno Príncipe – o maior e mais completo hospital exclusivamente pediátrico do país – registrou 151 casos de vírus sincicial respiratório (VSR) até o dia 25, mais que o dobro dos 67 casos identificados durante todo o mês de maio, um aumento de 125%. O dado reforça o alerta para a circulação do vírus neste período do ano. O cenário acompanha a tendência observada nacionalmente pelo sistema InfoGripe, da Fiocruz, que aponta a manutenção dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados principalmente ao VSR e à influenza. 

Considerado uma das principais causas de bronquiolite e de hospitalização de bebês e crianças pequenas, o VSR exige atenção especial de pais e responsáveis, especialmente durante os meses mais frios, quando a circulação dos vírus respiratórios tende a aumentar. 

Segundo a médica responsável pela Emergência do Hospital Pequeno Príncipe, a pediatra Simone Borges, a vacinação é uma das principais formas de prevenção. Avanços recentes ampliaram as possibilidades de prevenção contra o vírus sincicial respiratório. Atualmente, a proteção pode começar ainda durante a gestação, por meio da vacinação materna, estratégia que contribui para proteger o bebê nos primeiros meses de vida — fase em que o risco de complicações associadas ao VSR é maior. 

Além da imunização dos grupos elegíveis, a especialista reforça a importância de manter ambientes ventilados, evitar aglomerações quando possível e redobrar os cuidados com recém-nascidos e crianças pequenas durante os períodos de maior circulação viral. Outras medidas simples também são recomendadas, como a higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel e a adoção da etiqueta respiratória, cobrindo boca e nariz ao tossir ou espirrar. 

“A vacinação é uma ferramenta fundamental para reduzir o risco de formas graves das doenças respiratórias. Além disso, medidas simples, como lavar as mãos antes de tocar em bebês, utilizar máscara quando houver sintomas respiratórios e evitar a exposição de crianças pequenas a pessoas doentes, ajudam a reduzir a transmissão dos vírus”, orienta. 

A especialista destaca que pais e responsáveis também devem estar atentos aos sinais de agravamento dos quadros respiratórios. Dificuldade para respirar, respiração acelerada, afundamento das costelas, recusa alimentar, sonolência excessiva e piora do estado geral da criança são alguns dos sintomas que exigem avaliação médica.

 

Quando o diagnóstico errado custa caro: o impacto invisível dos erros em saúde mental


Quando falamos em saúde mental, um diagnóstico impreciso raramente representa apenas um erro técnico. Na prática, ele pode significar meses ou até anos de sofrimento prolongado, tratamentos ineficazes, efeitos colaterais desnecessários e custos financeiros cada vez maiores para pacientes, famílias e para o próprio sistema de saúde. Em transtornos como depressão, ansiedade, bipolaridade e TDAH, sintomas muitas vezes se sobrepõem, o que torna a avaliação clínica mais desafiadora e reforça a importância de uma abordagem cuidadosa e individualizada. 

Na rotina clínica, vejo com frequência pacientes que passaram por uma longa trajetória até encontrar um tratamento eficaz. Muitos já testaram diferentes medicamentos, enfrentaram efeitos adversos importantes e acumulam frustração após sucessivas tentativas sem resposta satisfatória. Esse processo impacta não apenas a evolução clínica, mas também a adesão ao tratamento. Quando uma pessoa perde a confiança de que pode melhorar, o risco de abandono terapêutico aumenta significativamente. 

Esse modelo de tratamento, historicamente baseado em tentativa e erro, ainda é muito presente na saúde mental. Embora tenha sido por muito tempo a única alternativa disponível, hoje sabemos que ele tem limitações importantes. Estudos mostram que até 50% dos pacientes não respondem ao primeiro medicamento prescrito. Em muitos casos, cada troca exige semanas ou meses até que seja possível avaliar se houve resposta clínica, prolongando o sofrimento e aumentando os custos com consultas, exames, internações e atendimentos de urgência. 

Ao mesmo tempo, a ciência vem ampliando nossa compreensão sobre por que tratamentos semelhantes geram respostas tão diferentes entre indivíduos. Um dos fatores está na biologia de cada paciente. Hoje sabemos que variações genéticas podem influenciar diretamente a forma como o organismo metaboliza e responde a medicamentos, afetando tanto a eficácia quanto o risco de efeitos colaterais. Isso ajuda a explicar por que um medicamento pode funcionar muito bem para uma pessoa e falhar completamente para outra, mesmo diante do mesmo diagnóstico. 

É nesse contexto que a Medicina de Precisão ganha cada vez mais relevância. E é importante dizer, isso não é novidade. A farmacogenética já é um campo consolidado, com décadas de pesquisa e milhares de estudos científicos publicados. Seu papel é oferecer informações adicionais para tornar decisões terapêuticas mais assertivas, considerando a individualidade biológica de cada paciente. Ela não substitui a avaliação clínica, mas pode ajudar a reduzir incertezas, evitar trocas sucessivas de medicação e tornar o tratamento mais rápido, seguro e eficiente. 

Na saúde mental, avançar significa ir além de protocolos generalistas e reconhecer que cada paciente responde de forma única ao tratamento. Diagnóstico correto, acompanhamento qualificado e abordagens personalizadas não apenas aumentam as chances de recuperação, mas também reduzem custos emocionais, sociais e financeiros. Saúde mental não deveria ser conduzida como uma loteria. Quanto mais cedo entendermos isso, mais próximos estaremos de um cuidado verdadeiramente preciso, humano e eficaz.

 

Guido Boabaid May - Psiquiatra há 32 anos, com mais de 115 mil consultas realizadas e mais de 1.200 pacientes em tratamento guiado por teste farmacogenético. Pioneiro da farmacogenética no Brasil, o Dr. Guido é fundador e CEO da GnTech, empresa de biotecnologia pioneira e líder em farmacogenética no Brasil. Com mais de 30 mil testes farmacogenéticos realizados sob sua liderança, a empresa é detentora do maior banco de dados de farmacogenética sobre a população brasileira. Boabaid também atua como médico do Corpo Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein. É palestrante e autor do livro "Onde Foi Parar Minha Alegria?”, publicado em 2025 pela editora Buzz.



Suor até no frio? Veja os tratamentos disponíveis para a hiperidrose

Condição afeta cerca de 3% da população e pode ser tratada com medidas clínicas e cirurgia em casos selecionados

 

Enquanto muitas pessoas enfrentam mãos geladas e buscam roupas mais quentes durante o inverno, outras convivem com um problema oposto: o suor excessivo mesmo em dias frios, sem esforço físico ou altas temperaturas. A situação pode parecer apenas um incômodo, mas, em alguns casos, pode ser sinal de uma condição chamada hiperidrose.

Caracterizada pela produção exagerada de suor, a hiperidrose afeta cerca de 3% da população e pode interferir diretamente na rotina, nas relações sociais e na qualidade de vida. O problema pode aparecer em situações simples, como evitar roupas claras por medo de manchas, deixar de cumprimentar pessoas com um aperto de mão ou ter dificuldade para escrever e manusear objetos por causa da umidade.

“Não estamos falando apenas de suor excessivo. A hiperidrose pode comprometer relações sociais, autoestima, desempenho profissional e até a saúde mental do paciente”, explica o cirurgião torácico do Hospital São Luiz Itaim, da Rede D’Or, Dr. André Miotto.


O que é hiperidrose?

O suor é uma resposta natural do organismo e tem como principal função ajudar no controle da temperatura corporal. Na hiperidrose, porém, as glândulas sudoríparas produzem suor em excesso, mesmo quando o corpo não precisa se resfriar.

A condição pode ser dividida em dois tipos principais:


Hiperidrose primária: costuma surgir na infância ou adolescência e não está relacionada a outras doenças. Geralmente afeta regiões específicas, como mãos, pés, axilas ou rosto. Situações de estresse e emoções intensas podem desencadear ou intensificar os episódios.


Hiperidrose secundária: ocorre como consequência de outras condições de saúde, como alterações da tireoide, infecções ou pelo uso de determinados medicamentos.

“Muitas vezes recebemos pacientes encaminhados por pediatras que, após a confirmação do diagnóstico, podem ser direcionados para o procedimento de simpatectomia quando há indicação”, afirma o especialista do São Luiz Itaim.


Quando a cirurgia pode ser indicada?

Nem todos os pacientes precisam de cirurgia. O tratamento depende do tipo de hiperidrose, da intensidade dos sintomas e do impacto causado na vida da pessoa.

A simpatectomia é uma opção indicada principalmente para casos de hiperidrose focal, especialmente quando há suor excessivo nas mãos, axilas ou face e quando outras alternativas, como antitranspirantes específicos, medicamentos ou aplicação de toxina botulínica, não apresentam melhora suficiente.

O procedimento é minimamente invasivo e atua nos nervos responsáveis pelo estímulo da produção excessiva de suor em determinadas regiões do corpo.

“Utilizamos uma câmera cirúrgica para visualizar a região e instrumentos específicos para atuar no nervo responsável pelo estímulo do suor. Na maioria dos casos, o paciente recebe alta em até 24 horas”, explica Miotto.

Segundo o médico, a técnica não interfere no metabolismo nem na capacidade do organismo de regular sua temperatura.

“Em muitos pacientes, a simpatectomia reduz significativamente ou elimina a necessidade de tratamentos contínuos, como medicamentos ou aplicações periódicas de toxina botulínica, que precisam ser reaplicadas ao longo do tempo”, afirma.

O procedimento apresenta altas taxas de melhora da transpiração em regiões como mãos, axilas e face, podendo trazer impacto positivo na autoestima, na vida social e nas atividades profissionais.

Existe a possibilidade de ocorrer a chamada sudorese compensatória, quando o corpo passa a produzir mais suor em outras áreas, como costas, abdome ou pernas. Por isso, a avaliação médica individualizada é fundamental antes da indicação do procedimento.


Outros tratamentos

A cirurgia não é necessária para todos os casos. Dependendo do quadro, o controle dos sintomas pode ser feito com tratamentos clínicos, como:

• Antitranspirantes específicos;

• Medicamentos que reduzem a produção de suor;

• Aplicação de toxina botulínica.

“O diagnóstico correto é essencial para definir a melhor estratégia, já que cada tipo de hiperidrose exige uma abordagem diferente”, reforça André Miotto.

Localizado na zona Sul de São Paulo, o Hospital São Luiz Itaim, da Rede D’Or, conta com estrutura para atendimento de alta complexidade, incluindo pronto-socorro, unidades de terapia intensiva e serviços cirúrgicos especializados.

 

Rede D’Or


MedSênior abre mais de 110 vagas no Rio de Janeiro com ampliação de unidade na Barra da Tijuca

 Oportunidades contemplam áreas assistenciais e administrativas da operadora na capital fluminense 


A MedSênior está com mais de 110 vagas diretas abertas no Rio de Janeiro para profissionais de diferentes áreas da saúde e administrativas. As oportunidades acompanham a ampliação da unidade da Barra da Tijuca, reforçando a capacidade de atendimento da operadora especializada no cuidado com o público 49+. 

As vagas são destinadas a profissionais de diversos perfis e níveis de experiência, incluindo técnicos de enfermagem, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, assistentes administrativos, profissionais de atendimento, maqueiros, assistentes sociais, faturistas, entre outros cargos. 

A expansão da unidade da Barra da Tijuca integra o plano de crescimento da MedSênior no estado do Rio de Janeiro e contará com investimento de mais R$ 20 milhões. O projeto faz parte da estratégia de fortalecimento da rede própria da companhia, que vem ampliando sua infraestrutura para oferecer uma assistência cada vez mais integrada, resolutiva e alinhada ao conceito do Bem Envelhecer. 

“A ampliação da unidade da Barra da Tijuca reforça o compromisso da MedSênior com a oferta de uma assistência cada vez mais completa, integrada e humanizada. Além de fortalecer nossa capacidade de atendimento, a iniciativa gera novas oportunidades de emprego e busca atrair profissionais alinhados ao nosso propósito de promover o bem envelhecer por meio de um cuidado preventivo e de qualidade”, afirma Lorena Furieri, Diretora Administrativa da MedSênior. 

Todas as vagas e informações detalhadas estão disponíveis exclusivamente na plataforma oficial de vagas da MedSênior e no seu perfil oficial do LinkedIn. 

A operadora de saúde mantém ativo o Banco de Talentos, incluindo oportunidades específicas para Pessoas com Deficiência (PcD), reforçando seu compromisso com a inclusão e a diversidade. A empresa oferece também um pacote de benefícios que inclui plano de saúde, ticket alimentação, Wellhub (Gympass), acolhimento psicológico e folga no dia do aniversário, além de programas de desenvolvimento profissional.

A MedSênior reforça que não cobra qualquer taxa para participação em processos seletivos e orienta os candidatos a utilizarem exclusivamente os canais oficiais da companhia para envio de currículos e acompanhamento das oportunidades. Informações adicionais sobre as vagas e etapas do processo seletivo podem ser consultadas no site oficial da empresa.


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Frio e baixa imunidade aumentam risco de infecções respiratórias, alerta infectologista do MPHU

Com a chegada do inverno, cresce a circulação de vírus e bactérias responsáveis por infecções respiratórias, o que resulta no aumento dos atendimentos por síndromes respiratórias, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

 

Entre os principais agentes infecciosos desta época estão o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), associado à bronquiolite em bebês, e o pneumococo (Streptococcus pneumoniae), bactéria responsável por doenças como pneumonia, meningite, sinusite e otite média, que podem evoluir para quadros graves.

 

Dados de vigilância em saúde no Brasil indicam aumento sazonal das síndromes respiratórias agudas graves (SRAG) durante os meses mais frios, reforçando a necessidade de atenção à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao tratamento adequado.

 

A transmissão ocorre principalmente por gotículas respiratórias e contato com superfícies contaminadas, o que reforça a importância de medidas simples e eficazes, como higiene frequente das mãos, ambientes ventilados e uso de máscara em caso de sintomas gripais.

 

A vacinação é uma das principais formas de prevenção, especialmente contra influenza, COVID-19 e pneumococo, sobretudo em grupos de risco, contribuindo para a redução de complicações, internações e óbitos relacionados às doenças respiratórias.

 

Segundo o infectologista do Mário Palmério Hospital Universitário (MPHU), Frederico Zago, é fundamental que a população fique atenta aos sinais de agravamento.

 

“Febre persistente, dificuldade para respirar, prostração importante, dor no peito, chiado no peito e piora progressiva dos sintomas são sinais de alerta que exigem avaliação médica imediata, principalmente em crianças, idosos e pacientes com comorbidades”, destaca.

 

O especialista reforça que muitas complicações podem ser evitadas com diagnóstico precoce e acompanhamento adequado, especialmente quando os sintomas inicialmente se confundem com gripes comuns.



Mitos e Verdades Sobre a Cirurgia Metabólica, tratamento que pode Controlar o diabetes tipo 2

 

A cirurgia metabólica, uma importante ferramenta no tratamento do diabetes tipo 2, vem ganhando espaço nos últimos anos, especialmente quando a pessoa tem obesidade e dificuldade para controlar o índice glicêmico com medicamento. Mas, apesar dos resultados expressivos, ainda existem muitas dúvidas sobre o procedimento. Afinal, ela é igual à cirurgia bariátrica? Pode curar o diabetes? O paciente deixa de tomar remédios? E quem tem diabetes tipo 1 pode fazer? 

Preocupada com informações às vezes exageradas sobre o procedimento, a Sociedade Brasileira de Diabetes quer esclarecer a população sobre a cirurgia, indicando os seus reais efeitos. 

Veja, abaixo, mitos e verdades sobre a cirurgia metabólica:

 

A cirurgia metabólica é invasiva? 

Verdade. A cirurgia metabólica é um procedimento cirúrgico realizado com o objetivo de melhorar o controle do metabolismo, especialmente do diabetes tipo 2. Ela utiliza técnicas semelhantes às da cirurgia bariátrica, como o bypass gástrico e a gastrectomia vertical (sleeve), mas sua principal indicação é o tratamento de doenças metabólicas e não apenas a perda de peso. 

Os benefícios ocorrem porque a cirurgia provoca alterações hormonais e intestinais que melhoram a ação da insulina e o controle da glicose, muitas vezes antes mesmo de uma perda significativa de peso.

 

Cirurgia metabólica e bariátrica são a mesma coisa? 

Mito. Embora utilizem técnicas cirúrgicas semelhantes, os objetivos são diferentes. Enquanto na cirurgia bariátrica a principal finalidade é o tratamento da obesidade, a cirurgia metabólica é indicada para tratar o diabetes tipo 2 e outras alterações metabólicas, podendo, inclusive, ser realizada em pessoas com índices de massa corporal (IMC) menores do que os tradicionalmente indicados para a bariátrica. 

Na prática, muitos especialistas utilizam o termo “cirurgia bariátrica e metabólica”, já que os benefícios costumam abranger tanto a perda de peso quanto a melhora das doenças associadas.

 

A cirurgia metabólica cura o diabetes? 

Mito. O termo mais correto é “remissão” e não cura. Após a cirurgia, muitos conseguem manter níveis normais de glicemia sem necessidade de medicamentos por anos. Entretanto, o diabetes tipo 2 pode voltar, especialmente se houver recuperação de peso ou progressão natural da doença. 

Estudos mostram que a cirurgia metabólica é mais eficaz do que o tratamento exclusivamente clínico para promover remissão do diabetes e melhorar o controle glicêmico a longo prazo. Em alguns casos, a melhora ocorre poucos dias após o procedimento, antes mesmo do emagrecimento significativo.

 

A cirurgia metabólica é uma técnica nova? 

Mito. Embora o termo “cirurgia metabólica” tenha se tornado mais conhecido nos últimos anos, a relação entre cirurgias para obesidade e melhora do diabetes é observada desde os anos 1950 e 1960. 

Os médicos perceberam que muitas pessoas submetidas a procedimentos bariátricos apresentavam melhora dos níveis de glicose, muitas vezes antes mesmo de perder peso significativamente. A partir dos anos 2000, estudos científicos passaram a investigar esse fenômeno de forma mais aprofundada, demonstrando que alterações hormonais e intestinais provocadas pela cirurgia têm papel importante no controle do diabetes tipo 2. 

O reconhecimento formal da cirurgia metabólica como tratamento para diabetes ocorreu gradualmente, impulsionado por pesquisas internacionais e pela publicação de diretrizes de entidades médicas. Hoje, ela é considerada uma opção terapêutica validada para pacientes selecionados.

 

A cirurgia metabólica é segura? 

Verdade. Quando realizada por equipes experientes e em centros especializados, a cirurgia metabólica é considerada um procedimento extremamente seguro. 

Os avanços nas técnicas cirúrgicas, especialmente com o uso da videolaparoscopia, reduziram significativamente os riscos e aceleraram a recuperação dos pacientes. Atualmente, as taxas de complicações graves e mortalidade são baixas e comparáveis às de outras cirurgias amplamente realizadas, como a retirada da vesícula biliar. 

Isso não significa que o procedimento seja isento de riscos. Como qualquer cirurgia, podem ocorrer complicações como sangramentos, infecções, tromboses, vazamentos nas suturas e deficiências nutricionais a longo prazo. Por isso, uma avaliação criteriosa antes da operação e o acompanhamento multidisciplinar após a cirurgia são fundamentais. 

De acordo com sociedades médicas internacionais, os benefícios da cirurgia metabólica para pacientes adequadamente selecionados geralmente superam os riscos, especialmente quando o diabetes está mal controlado e aumenta a probabilidade de complicações cardiovasculares, renais e neurológicas.


Quem faz a cirurgia pode parar de tomar remédios?
 

Verdade, mas apenas em parte. Muitas pessoas conseguem reduzir ou até suspender medicamentos para diabetes após a cirurgia. Entretanto, isso não acontece com todos. 

A possibilidade de interromper o uso de remédios depende de diversos fatores, como tempo de diagnóstico do diabetes, reserva de produção de insulina pelo pâncreas, idade e controle da doença antes da cirurgia. 

A decisão sobre reduzir ou suspender medicamentos deve ser tomada exclusivamente pelo endocrinologista responsável pelo acompanhamento do paciente.

 

Depois da cirurgia não é mais necessário acompanhamento médico? 

Mito. O acompanhamento continua sendo fundamental. A cirurgia metabólica não elimina a necessidade de consultas regulares com endocrinologista, cirurgião, nutricionista e outros profissionais da equipe multidisciplinar. 

Além do monitoramento do diabetes, é preciso avaliar possíveis deficiências nutricionais, acompanhar a perda de peso, orientar a alimentação e prevenir complicações tardias. 

O sucesso do procedimento depende da combinação entre cirurgia, alimentação adequada, atividade física e acompanhamento médico contínuo.

 

A cirurgia metabólica serve para diabetes tipo 1? 

Mito. Ela é indicada apenas para pessoas com diabetes tipo 2. No diabetes tipo 1, o organismo deixa de produzir insulina devido à destruição autoimune das células pancreáticas. Como a cirurgia não restaura a produção de insulina, ela não trata a causa do diabetes tipo 1. Embora pacientes com DM1 e obesidade possam apresentar benefícios relacionados à perda de peso, o procedimento não substitui a insulinoterapia nem promove remissão da doença.

 

A cirurgia metabólica faz emagrecer? 

Verdade. Embora o foco principal seja o controle metabólico, a perda de peso é um dos efeitos mais importantes do procedimento. A redução do peso corporal contribui para melhorar a resistência à insulina, reduzir a pressão arterial, controlar o colesterol e diminuir o risco cardiovascular. Dependendo da técnica utilizada e das características da pessoa, a perda de peso pode ser bastante significativa e duradoura.

 

Conclusão 

A cirurgia metabólica representa um dos maiores avanços no tratamento do diabetes tipo 2 nas últimas décadas. Os resultados podem ser impressionantes, incluindo remissão da doença, redução do uso de medicamentos e melhora da qualidade de vida. 

No entanto, ela não é uma cura definitiva nem dispensa mudanças de hábitos. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e acompanhamento médico continuam sendo pilares essenciais para manter os benefícios conquistados com a cirurgia.


Vitiligo: SBCD alerta para mitos que ainda dificultam o diagnóstico e o tratamento da doença

Especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica esclarece dúvidas frequentes e reforça a importância do diagnóstico precoce para controlar a evolução das manchas

 

 Embora seja uma doença amplamente conhecida pelas manchas brancas na pele, o vitiligo ainda desperta dúvidas e está cercado por informações equivocadas. Crenças sobre transmissão, causas e possibilidades de tratamento continuam presentes no imaginário popular e podem atrasar o diagnóstico, além de contribuir para situações de preconceito.


A Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) reforça a importância da orientação médica e do acesso à informação de qualidade. 

O vitiligo é uma doença crônica caracterizada pela perda da pigmentação da pele em decorrência da diminuição da função e da destruição dos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina. A condição pode surgir em qualquer fase da vida e tem origem multifatorial. Fatores genéticos, alterações imunológicas e neurológicas, distúrbios oxidativos celulares, estresse físico ou emocional e traumas na pele estão entre os elementos associados ao seu desenvolvimento. 

De acordo com o dermatologista Juliano Barros, especialista e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), a desinformação ainda representa um dos principais obstáculos para quem convive com a doença. 

"É comum ouvir que o vitiligo pode ser transmitido pelo contato físico, mas isso não acontece. A doença não é contagiosa e não oferece qualquer risco de transmissão. Esclarecer esse tipo de informação é fundamental para reduzir o estigma enfrentado por muitos pacientes", afirma. 

Outra característica que costuma gerar dúvidas é a ausência de sintomas físicos. Na maioria dos casos, o vitiligo não provoca dor, coceira ou desconforto, e seu principal sinal é o surgimento de manchas mais claras ou completamente despigmentadas em diferentes regiões do corpo. 

"O aparecimento dessas manchas costuma ser a manifestação mais evidente da doença. Sempre que houver alteração na coloração da pele, a recomendação é buscar avaliação dermatológica para confirmar o diagnóstico e definir a melhor conduta", orienta o especialista. 

A evolução do quadro varia de pessoa para pessoa. Em alguns pacientes, as manchas permanecem restritas a determinadas áreas do corpo. Em outros, podem surgir em diferentes regiões ao longo do tempo. Por esse motivo, o acompanhamento médico é essencial. 

Além das dúvidas relacionadas às causas da doença, ainda existe a falsa percepção de que não há tratamento disponível. Segundo o especialista, os avanços da dermatologia ampliaram as possibilidades terapêuticas e permitem controlar a progressão do quadro em muitos casos. 

"O tratamento busca regular a resposta imunológica envolvida no processo que afeta os melanócitos. Entre as opções disponíveis estão medicamentos imunomoduladores, agentes antioxidantes, procedimentos cirúrgicos em casos específicos e a fototerapia com luz ultravioleta, que pode estimular a repigmentação da pele e contribuir para resultados bastante positivos", explica. 

Além dos aspectos clínicos, o vitiligo também pode afetar a autoestima e a qualidade de vida dos pacientes. O preconceito e a falta de informação ainda fazem parte da realidade de muitas pessoas que convivem com a doença. 

"Quanto mais conhecimento houver sobre o vitiligo, menores serão as barreiras enfrentadas pelos pacientes. O acesso ao diagnóstico e ao tratamento adequados contribui para o controle da doença e ajuda a combater preconceitos que não têm fundamento", conclui.
 

Mitos e verdades sobre o vitiligo
 

Vitiligo é contagioso?

Não. A doença não é transmitida por contato físico, compartilhamento de objetos ou convivência social.

 

Toda mancha branca na pele é vitiligo?  

Não. Outras doenças dermatológicas também podem causar alterações na pigmentação da pele, como nevo acrômico, albinismo, piebaldismo, pitiríase versicolor, pitiríase alba, líquen escleroso e atrófico e hanseníase. O diagnóstico deve ser sempre realizado por um médico.

 

O estresse pode influenciar o surgimento da doença? 

Sim. O estresse físico ou emocional está entre os fatores associados ao aparecimento ou agravamento do quadro em pessoas predispostas. Estudos demonstram que entre 7,2% e 26,9% dos pacientes associaram o início da doença a algum distúrbio emocional, enquanto de 21% a 60% relataram o aparecimento de manchas acrômicas após traumatismos físicos, fenômeno denominado isomórfico ou de Koebner.
 

Vitiligo tem tratamento? 

Sim. Existem diferentes abordagens terapêuticas que ajudam a controlar a evolução da doença e favorecem a repigmentação da pele. Entre as opções mais utilizadas, com resultados satisfatórios e embasamento científico consistente, estão terapias imunomoduladoras e anti-inflamatórias, tratamentos que estimulam a atividade dos melanócitos e a repigmentação, agentes antioxidantes, procedimentos cirúrgicos em casos estáveis há cerca de um ano e a associação de tecnologias a medicamentos específicos em técnicas conhecidas como drug delivery, também indicadas para casos estáveis de vitiligo.

 

Crianças podem desenvolver vitiligo? 

Sim. A doença pode surgir em qualquer idade, inclusive na infância.
 

Como escolher um médico habilitado 

A SBCD ressalta a importância de a população buscar um profissional habilitado para acompanhamento, diagnóstico e tratamento. Para isso, é fundamental verificar se o médico possui o Registro de Qualificação de Especialista (RQE), qualificação atestada pelo Conselho Regional de Medicina (CRM).

A consulta é simples e pode ser feita a partir do nome do profissional no site do Conselho Federal de Medicina (CFM). Clique aqui! 

Esse cuidado na escolha ajuda a evitar atendimentos inadequados por profissionais não habilitados e garante mais segurança ao paciente.
 

Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica- SBCD


Seus dedos ficam brancos ou arroxeados no frio? Entenda quando o sinal pode indicar um problema circulatório

 

Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular alerta para a incidência pouco conhecida do Fenômeno de Raynaud, que afeta a circulação sanguínea das extremidades e pode estar associado a doenças autoimunes em alguns casos

 

Com a queda das temperaturas, é comum que mãos e pés fiquem mais gelados. Mas quando os dedos mudam de cor e passam a apresentar tonalidades esbranquiçadas, arroxeadas ou avermelhadas, o sintoma merece atenção. Conhecido como fenômeno de Raynaud, o problema afeta cerca de 3% a 5% da população mundial e ocorre devido a uma resposta exagerada dos vasos sanguíneos ao frio ou ao estresse emocional. 

Segundo o cirurgião vascular Dr. Edwaldo Joviliano, presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), a condição provoca uma redução temporária do fluxo sanguíneo, principalmente nos dedos das mãos e dos pés. "Os vasos se contraem de forma mais intensa do que o normal, diminuindo momentaneamente a circulação na região e provocando mudanças características na coloração da pele", explica. 

Durante uma crise, a SBACV aponta que os dedos costumam seguir uma sequência típica de cores. Primeiro ficam pálidos ou esbranquiçados devido à redução do fluxo sanguíneo. Em seguida, podem adquirir coloração azulada ou arroxeada pela diminuição da oxigenação dos tecidos. Quando a circulação retorna ao normal, a pele tende a ficar avermelhada, acompanhada, em alguns casos, por sensação de formigamento, ardência ou dor. 

Embora a maioria dos casos seja considerada benigna, o especialista alerta que o fenômeno também pode estar associado a algumas doenças autoimunes. "O Raynaud pode surgir como manifestação de condições como esclerose sistêmica, lúpus e síndrome de Sjögren. Por isso, é fundamental avaliar cada paciente de forma individualizada", afirma Joviliano. 

Algumas situações exigem atenção especial, como o aparecimento dos sintomas após os 30 anos, crises muito dolorosas, surgimento de feridas ou úlceras nos dedos, assimetria importante entre as mãos ou histórico de doenças reumatológicas. Nesses casos, a avaliação médica é indispensável para investigar possíveis causas associadas. 

A prevenção envolve medidas relativamente simples, como proteger mãos e pés do frio, evitar o tabagismo, controlar o estresse e revisar, com orientação médica, medicamentos que possam interferir na circulação sanguínea. "Mudanças de hábito podem ajudar a reduzir significativamente a frequência e a intensidade das crises", destaca o presidente da SBACV.
 

Fenômeno de Raynaud ou doença de Raynaud: qual a diferença?

Apesar de frequentemente utilizados como sinônimos, os termos têm significados distintos. A Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular esclarece que doença de Raynaud, também chamada de Raynaud primário, ocorre quando as alterações circulatórias surgem de forma isolada, sem relação com outras enfermidades. Já o fenômeno de Raynaud é um conceito mais amplo, que engloba tanto os casos primários quanto aqueles secundários a outras doenças. 

"O diagnóstico é predominantemente clínico, mas a avaliação com um angiologista ou cirurgião vascular é importante para diferenciar os quadros benignos daqueles que podem estar relacionados a outras condições de saúde", conclui Dr. Edwaldo Joviliano.

  

Fonte: Raynaud Phenomenon - Cardiology - MSD Manual Professional Edition


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