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quarta-feira, 8 de abril de 2026

Avanço no tratamento de doenças da retina amplia acesso a terapias que podem preservar a visão

Biomm lança no Brasil o Ranivisio® (ranibizumabe), ampliando o acesso e contribuindo para a sustentabilidade do sistema de saúde


A Biomm, empresa brasileira pioneira em biotecnologia, anuncia o início da comercialização do biossimilar Ranivisio® (ranibizumabe), aprovado pela Anvisa em maio de 2025. A entrada do medicamento no mercado brasileiro representa um avanço no tratamento de doenças da retina, ampliando o acesso a terapias que podem preservar a visão de milhares de pacientes. 

No Brasil, as doenças da retina representam um importante desafio de saúde pública. Estima-se que mais de 3 milhões de pessoas convivam com a degeneração macular relacionada à idade (DMRI), segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO)¹. Globalmente, um estudo publicado na The Lancet Global Health aponta que 21,3 milhões de pessoas poderão perder a visão devido à doença até 2050². A esse cenário somam-se os pacientes com edema macular diabético, uma complicação do diabetes que afeta milhões de brasileiros, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes. 

O Ranivisio®, biossimilar do ranibizumabe, é indicado para o tratamento de doenças graves da retina associadas ao crescimento anormal de vasos sanguíneos, incluindo degeneração macular relacionada à idade, edema macular diabético e oclusão de veia da retina. “Ao bloquear o fator de crescimento desses vasos, o tratamento ajuda a preservar a visão dos pacientes, que antes enfrentavam o risco de complicações e até de perda da visão”, Luis Capri, oftalmologista do CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisa "Dr João Amorim". 

Resultado da colaboração entre Biomm e a biofarmacêutica suíça Bioeq, o lançamento combina experiência internacional consolidada no desenvolvimento de biossimilares da Bioeq com a capacidade local de acesso ao mercado brasileiro pela Biomm. Ranivisio® será comercializado exclusivamente pela Biomm no Brasil, reforçando o compromisso conjunto de ampliar o acesso a tratamentos inovadores, seguros e de alta qualidade. 

"A principal vantagem de um medicamento biossimilar como o Ranivisio® é a capacidade de ampliar o acesso da população a tratamentos seguros e eficazes, historicamente de alto custo. Isso se alinha à estratégia da Biomm de fortalecer seu portfólio e atuar em áreas de alta complexidade da medicina”, afirma Guilherme Maradei, CEO da Biomm. 

"A dificuldade visual causada pela degeneração macular relativa à idade dificulta a realização de atividades diárias, comprometendo a qualidade de vida das pessoas. Com o Ranivisio, especialistas em retina terão uma opção terapêutica que retarda a progressão da doença e amplia a possibilidade de mais pacientes voltarem a rotina e convívio social" complementa Katia Beltrão, Gerente de Unidade de Negócios Biomm.

 

Disponibilidade

Com todas as etapas regulatórias já concluídas, o foco da Biomm agora se volta a garantir a ampla disponibilidade do medicamento, para que médicos e pacientes em todo o país possam se beneficiar dessa nova opção terapêutica. “A expectativa é que a entrada de um novo concorrente no mercado oftalmológico não apenas amplie as opções para médicos e pacientes, mas também contribua para a sustentabilidade do sistema de saúde brasileiro”, conclui Maradei.
 

Sobre o Ranivisio® (ranibizumabe)

Ranivisio® é um biossimilar do ranibizumabe, um fragmento de anticorpo monoclonal indicado para o tratamento de doenças graves da retina associadas ao crescimento anormal de vasos sanguíneos, como degeneração macular relacionada à idade na forma neovascular, edema macular diabético, retinopatia diabética, edema macular secundário à oclusão da veia da retina e neovascularização coroidal miópica. O medicamento atua por meio da inibição do fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), bloqueando a angiogênese. Ranivisio® foi desenvolvido pela Bioeq e é comercializado no Brasil exclusivamente pela Biomm.

 

Biomm
www.biomm.com


Bioeq
www.bioeq.ch.
 


Referências

¹As condições de saúde ocular no Brasil. Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Disponível em Link

² Casos de doença que pode provocar a perda da visão após os 50 anos devem triplicar. Associação Paulista de Medicina (APM). Disponível em Link


Doenças silenciosas avançam no Brasil e check-up anual ainda é negligenciado por 7 em cada 10 pessoas

Hipertensão, diabetes e colesterol alto estão entre os principais fatores de risco para mortes no país e podem ser detectados precocemente com exames de rotina
 

Mesmo sendo decisivo para a detecção precoce de doenças graves, o check-up anual ainda não faz parte da rotina da maioria dos brasileiros. Dados do IBGE indicam que mais de 70% da população não realiza esse acompanhamento regularmente — um cenário preocupante diante do avanço de condições silenciosas, como hipertensão e diabetes, que figuram entre as principais causas de morte no país e poderiam ser controladas com diagnóstico antecipado.

Essas condições podem não apresentar sintomas em seus estágios iniciais e, se não tratadas, podem evoluir para complicações graves. Além disso, estão entre as doenças que mais causam mortes no Brasil, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Entre as oito doenças específicas com maior mortalidade no país estão: infarto agudo do miocárdio, pneumonia, diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), hipertensão, acidente vascular cerebral (AVC), câncer de pulmão e insuficiência cardíaca. Muitas delas podem ser diagnosticadas precocemente por meio de check-ups regulares, evitando consequências mais graves.
 

A importância da prevenção 

Dra. Suellen Torres, clínica médica do Hospital Evangélico de Sorocaba (HES), ressalta a importância desse acompanhamento preventivo. "Os check-ups são essenciais para a prevenção de doenças, pois algumas podem ser silenciosas no início”, afirma. Segundo a médica, hipercolesterolemia (colesterol alto), trigliceridemia, pré-diabetes, diabetes inicial, hipertensão e HIV estão entre as principais doenças silenciosas que podem ser identificadas em um check-up. “Se não diagnosticadas e tratadas precocemente, condições como hipertensão, diabetes e colesterol, por exemplo, podem evoluir para complicações graves, como infartos e acidentes vasculares cerebrais”, diz. 

A detecção precoce é possível por meio de exames laboratoriais, físicos e avaliação clínica detalhada. Além disso, exames de rotina podem revelar outras alterações, como distúrbios da tireoide (hipotireoidismo e hipertireoidismo) e anomalias no eletrocardiograma que sugerem doenças isquêmicas do coração.
 

Frequência e adoção de hábitos saudáveis 

Segundo a médica, a frequência ideal para a realização dos exames depende do perfil do paciente. Indivíduos saudáveis devem realizar check-ups anuais, mas, em alguns casos, pode ser necessário um acompanhamento mais frequente. Por isso, é fundamental que cada situação seja avaliada individualmente pelo médico. 

Além da prevenção, o check-up também promove a conscientização sobre a saúde e reforça a importância do autocuidado. Segundo Dra. Suellen, adotar hábitos saudáveis é um passo essencial para reduzir a incidência de doenças silenciosas e melhorar a qualidade de vida. Entre as principais recomendações, estão a prática de atividade física regularmente, manter uma alimentação balanceada rica em frutas, verduras e legumes, ter um sono reparador de 6 a 8 horas por noite, manter-se hidratado e evitar o consumo de tabaco e bebidas alcoólicas.
 

Hospital Evangélico de Sorocaba

 

Câncer também pode afetar os olhos e avançar de forma silenciosa

 

freepik

Em 8 de abril, data de conscientização sobre a doença, oftalmologista destaca importância do diagnóstico em fases iniciais 


O dia 8 de abril chama atenção para um tema que muitas vezes passa despercebido, mas pode mudar vidas silenciosamente. Criado pela Organização Mundial da Saúde, o Dia Mundial de Luta contra o câncer mobiliza instituições em todo o mundo e convida a população a olhar com mais cuidado para sinais que nem sempre parecem graves. Entre eles, alterações na visão podem esconder algo além do que se imagina. 

Na prática clínica, existem tipos específicos que merecem atenção. “Os tumores mais comuns malignos no adulto são do segmento anterior, como o carcinoma espinocelular da conjuntiva, e do segmento posterior, como o melanoma de coroide. Em crianças, o câncer ocular mais comum é o retinoblastoma”, explica a Dra. Lídia Guedes, oftalmologista especialista em oncologia ocular do Hospital de Olhos de Pernambuco (HOPE). Em termos simples, isso significa que algumas lesões aparecem na parte externa do olho, enquanto outras surgem em regiões mais profundas, muitas vezes sem serem percebidas facilmente. 

Apesar de assustar, nem toda alteração é sinônimo de algo grave. “Os principais citados são malignos, que são mais raros, mas há muitos tumores benignos como granuloma, nevos de conjuntiva e coroide, hemangiomas”, destaca a médica. Ou seja, existem casos sem risco elevado, porém a avaliação especializada é indispensável para diferenciar cada situação. 

Um dos maiores desafios está justamente na identificação. “Os tumores oculares podem não gerar sintomas em suas fases iniciais, mas sinais como flash, moscas volantes, embaçamento visual ou manchas brancas e escuras na superfície ocular não podem ser ignorados”, discorre. Além disso, pontos flutuantes, luzes repentinas ou mudanças na aparência dos olhos devem servir como alerta para procurar atendimento. 

A radiação ultravioleta também entra nessa equação. “A exposição solar aumenta o risco de tumores malignos da superfície ocular, especialmente o carcinoma de conjuntiva”, afirma a especialista. Medidas simples fazem diferença, como o uso de óculos com proteção adequada e acessórios que diminuam o impacto direto da radiação.

Quando há suspeita, a investigação precisa ser criteriosa. O diagnóstico costuma envolver exame clínico detalhado e, em alguns casos, recursos de imagem que ajudam a visualizar estruturas internas. Esse processo permite entender o tipo de lesão, localização e extensão, fatores decisivos para a condução adequada. 

Existe tratamento e, em muitos cenários, há possibilidade de controle completo. “Muitos tumores oculares têm potencial de cura, especialmente quando diagnosticados em fases iniciais. O tratamento depende do tipo de tumor, da sua localização e extensão”, explica. As abordagens podem incluir cirurgia, uso de medicamentos diretamente no olho, congelamento da lesão, radioterapia e terapias mais modernas. Cada conduta é definida de forma personalizada. 

O tempo faz toda a diferença nesse contexto. “O diagnóstico precoce é fundamental e impacta diretamente o prognóstico do paciente. Quando identificados precocemente, os tumores oculares apresentam maiores taxas de cura e permitem tratamentos menos agressivos”, ressalta. Já a demora pode exigir intervenções mais complexas e aumentar o risco de complicações. 

Embora nem todos os casos possam ser evitados, algumas atitudes ajudam a reduzir riscos. “A principal medida é a proteção contra a radiação ultravioleta, além de evitar exposição solar excessiva. Também é importante não negligenciar alterações oculares e manter acompanhamento regular”, orienta. Cuidar da saúde dos olhos vai além de enxergar bem, envolve atenção contínua. 

Por fim, a rotina de consultas é uma aliada importante. “De forma geral, recomenda-se que adultos realizem avaliação oftalmológica pelo menos uma vez ao ano, mesmo na ausência de sintomas. Para pacientes com fatores de risco, a frequência deve ser individualizada”, conclui a Dra. Lídia Guedes. A mensagem é clara: observar, prevenir e agir cedo pode preservar não apenas a visão, mas também a qualidade de vida.


Autismo e genética: o que os exames realmente conseguem identificar no neurodesenvolvimento?

 

Avanços na genômica ampliam a compreensão sobre os transtornos de neurodesenvolvimento e ajudam a identificar causas genéticas associadas ao autismo, contribuindo para diagnósticos mais precisos e orientações clínicas personalizadas 

 

O avanço das tecnologias de análise genética vem transformando a forma como especialistas investigam os transtornos do neurodesenvolvimento, entre eles o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Embora o diagnóstico do autismo ainda seja clínico, baseado na avaliação comportamental e no desenvolvimento da criança, exames genéticos têm se tornado ferramentas importantes para identificar possíveis causas biológicas associadas à condição e orientar o acompanhamento médico. 

Estudos científicos indicam que fatores genéticos têm participação significativa no desenvolvimento do autismo. De acordo com pesquisas internacionais, alterações genéticas podem ser identificadas em cerca de 15% a 30% dos casos de TEA, dependendo dos métodos de investigação utilizados. Essas alterações podem incluir variações no número de cópias de genes, mutações específicas ou reorganizações cromossômicas que interferem no funcionamento do sistema nervoso em desenvolvimento. 

Nesse contexto, exames de genômica clínica, como painéis genéticos para transtornos do neurodesenvolvimento, microarray cromossômico e sequenciamento de nova geração, permitem investigar centenas ou até milhares de genes associados ao desenvolvimento cerebral. Essas análises ajudam a identificar alterações que podem explicar atrasos no desenvolvimento, dificuldades de comunicação ou padrões comportamentais típicos do espectro. 

Segundo especialistas, compreender a base genética do autismo pode trazer benefícios importantes para pacientes e famílias, principalmente no planejamento terapêutico e no aconselhamento genético. 

“Os exames genéticos não substituem o diagnóstico clínico do autismo, mas podem ajudar a identificar causas associadas específicas que ajudam a entender melhor o perfil do paciente e orientar o acompanhamento médico”, explica Graziele Losso, gerente da unidade técnica do DB Genômica. 

Além de auxiliar na investigação diagnóstica, os testes genéticos também podem revelar condições associadas ao espectro autista, como síndromes genéticas raras ou alterações metabólicas que exigem acompanhamento médico específico. Essa identificação pode ser decisiva para definir estratégias de tratamento, intervenções precoces e monitoramento clínico ao longo da vida. 

Outro aspecto relevante é o impacto dessas informações no aconselhamento familiar. Quando uma alteração genética é identificada, médicos geneticistas podem orientar os pais sobre o risco de recorrência em futuras gestações, além de indicar testes complementares quando necessário. 

Apesar dos avanços, especialistas destacam que os exames genéticos ainda não conseguem explicar todos os casos de autismo. O TEA é considerado uma condição multifatorial, envolvendo interações complexas entre fatores genéticos e ambientais. 

“O espectro autista envolve múltiplos mecanismos biológicos. A genética é uma peça importante desse quebra-cabeça, mas ainda estamos ampliando o conhecimento científico sobre como essas alterações influenciam o desenvolvimento neurológico”, afirma a especialista. 

Com o avanço das tecnologias de sequenciamento e o crescimento de bancos de dados genéticos internacionais, a expectativa da comunidade científica é que a identificação das bases genéticas do autismo continue evoluindo nos próximos anos. Esse progresso pode contribuir não apenas para diagnósticos mais precisos, mas também para o desenvolvimento de abordagens terapêuticas cada vez mais personalizadas.


  
DB Genômica


Dia Mundial de Combate ao Câncer: cerca de 43% das mortes por câncer no Brasil poderiam ser evitadas, aponta estudo

Oncologista alerta que diagnóstico precoce e mudanças no estilo de vida são chaves para salvar mais de 110 mil vidas a cada cinco anos. 

 

Neste Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado em 8 de abril, um alerta importante ganha força no Brasil: uma parcela significativa das mortes pela doença poderia ser evitada com medidas relativamente acessíveis, como prevenção, diagnóstico precoce e tratamento oportuno. Um estudo publicado pela The Lancet revela que cerca de 43,2% dos óbitos por câncer no país, o equivalente a quatro em cada dez mortes, são evitáveis, o que representa quase 110 mil vidas perdidas a cada cinco anos por falhas em estratégias de saúde que já são amplamente conhecidas.

 

O levantamento, que analisou dados de 35 tipos de câncer em 185 países, também mostra que o problema não é exclusivo do Brasil. Em escala global, 47,6% das mortes por câncer poderiam ser evitadas. Dos 9,4 milhões de óbitos registrados no mundo, aproximadamente 4,5 milhões não teriam ocorrido se houvesse maior eficácia na prevenção e acesso adequado aos serviços de saúde. 

 

O médico oncologista e professor da Afya Itajubá, Dr Gerson Yoshinari, informa que grande parte dessas mortes que poderiam ser evitadas está relacionada a duas dimensões. “Parte dessas mortes está associada a fatores de risco modificáveis como tabagismo, consumo de álcool, excesso de peso, sedentarismo, alimentação inadequada e infecções preveníveis por vacina, como HPV e hepatite B. Mas há também uma parcela importante relacionada ao diagnóstico tardio e à dificuldade de acesso, em tempo oportuno, à investigação e ao tratamento adequados”.

 

O relato do especialista é comprovado pela pesquisa, que aponta 33,2% das mortes ligadas a fatores preveníveis, como tabagismo, consumo de álcool, sedentarismo e infecções, enquanto outros 14,4% poderiam ser evitados com diagnóstico precoce e tratamento adequado.

 

“O diagnóstico precoce é, sem dúvida, um dos fatores que mais impactam a mortalidade. Quando o câncer é identificado em fase avançada, aumenta a probabilidade de doença metastática, o tratamento se torna mais complexo e, infelizmente, as chances de cura diminuem. Em contrapartida, quando a doença é detectada precocemente, muitas vezes é possível intervir com tratamentos mais eficazes, menos agressivos e com melhores resultados em sobrevida. Por isso, a população não deve negligenciar os exames de triagem já amplamente recomendados. Os mais conhecidos são os de mama e colo do útero, que seguem sendo fundamentais. Ao mesmo tempo, é importante ampliar a consciência sobre outros contextos em que a detecção precoce faz diferença, como no câncer colorretal, de pele, de pulmão em grupos de risco, de estômago em situações específicas e, em alguns casos, de próstata, sempre com avaliação individualizada”.

 

O oncologista da Afya Itajubá ainda destaca que o ponto mais importante é não reduzir tudo aos exames. Os sinais e sintomas variam conforme o tipo e o estágio da doença. Sangramentos anormais, nódulos, perda de peso sem explicação, feridas que não cicatrizam, alterações intestinais persistentes, tosse prolongada, rouquidão, dificuldade para engolir e mudanças em lesões de pele são exemplos de alertas que merecem avaliação.


 

Brasil no combate ao câncer

 

O Ministério da Saúde estabeleceu uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) em conjunto com a farmacêutica Merck Sharp & Dohme (MSD) e o Instituto Butantan, visando a fabricação nacional do pembrolizumabe, uma imunoterapia de alto custo indicada para até 40 tipos de câncer. 

 

O principal benefício da medida é a redução drástica de custos, o que viabiliza a ampliação do acesso ao tratamento na rede pública para além do melanoma metastático, alcançando tumores de pulmão, mama, esôfago e colo do útero. Dr Gerson Yoshinari explica que o pembrolizumabe é um anticorpo monoclonal, uma molécula desenhada para reconhecer um alvo específico. 

 

“Nesse caso, ele atua sobre um checkpoint imunológico chamado PD-1, que funciona como um “freio” da resposta imune. Muitos tumores exploram esse mecanismo para escapar do sistema de defesa do organismo. Em termos simples, conseguem se tornar menos visíveis para o sistema imune. O pembrolizumabe bloqueia esse freio e devolve ao organismo parte da capacidade de reconhecer e atacar as células tumorais. Ou seja, em vez de agir diretamente sobre o tumor, como a quimioterapia clássica, ele reativa a resposta imune do próprio paciente contra a doença”. 

Dados do Instituto Nacional de Câncer indicam que o país deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028. Ao excluir os tumores de pele não melanoma, que têm alta incidência, mas baixa mortalidade, a estimativa ainda é relevante com aproximadamente 518 mil novos casos anuais. Entre os homens, os tipos de câncer mais frequentes são próstata, cólon e reto, pulmão, estômago e cavidade oral. Já entre as mulheres, predominam os cânceres de mama, cólon e reto, colo do útero, pulmão e tireoide. O câncer de pele não melanoma segue como o mais incidente em ambos os sexos, embora com menor letalidade.

 

Detox pós-Páscoa em 5 passos, farmacêutico ensina


Após o feriado de Páscoa — marcado pelo consumo elevado de chocolates, açúcares e alimentos mais gordurosos — muita gente recorre a dietas restritivas ou soluções milagrosas na tentativa de “desintoxicar” o corpo. Mas será que isso é mesmo necessário?

Segundo o farmacêutico homeopata Jamar Tejada, o conceito de detox precisa ser entendido com cautela. “O nosso organismo já possui sistemas naturais altamente eficientes de desintoxicação, principalmente o fígado, os rins e o intestino. O problema não é o chocolate em si, mas o excesso e a forma como o corpo reage a ele”, explica.

De acordo com o especialista, após períodos de exagero alimentar, é comum surgirem sintomas como sensação de inchaço, cansaço, alterações intestinais, dor de cabeça e até queda de energia. “Esses sinais indicam que o organismo está sobrecarregado e precisa de suporte — não de agressão com dietas radicais”, alerta.
 

Detox pós Páscoa

Para o farmacêutico, o verdadeiro “detox” deve focar na reequilibração do organismo, e não em restrições severas. Algumas estratégias simples podem ajudar nesse processo:

1. Hidratação é prioridade
A ingestão adequada de água favorece a eliminação de toxinas pelos rins e melhora o funcionamento do organismo como um todo.

2. Retomar uma alimentação equilibrada
Priorizar alimentos naturais, ricos em fibras, frutas, legumes e verduras ajuda o intestino a funcionar melhor — peça-chave no processo de eliminação de substâncias.

3. Evitar extremos
“Ficar em jejum prolongado ou cortar grupos alimentares pode gerar mais estresse metabólico do que benefício”, afirma Jamar.

4. Sono de qualidade
Durante o sono, o corpo ativa processos importantes de reparo celular e regulação hormonal.

5. Apoio da homeopatia
A homeopatia pode atuar como aliada nesse momento. “A homeopatia é utilizada por algumas pessoas como abordagem complementar, com foco no bem-estar e no equilíbrio do organismo”, explica o farmacêutico.

O especialista também faz um alerta sobre produtos e dietas “detox” vendidos como soluções rápidas. “Chás em excesso, suplementos sem orientação ou dietas extremamente restritivas podem causar efeitos adversos e até prejudicar a saúde. O corpo não precisa de atalhos — precisa de equilíbrio”, reforça Jamar que completa: “O organismo responde muito melhor à constância do que a medidas drásticas. Cuidar da alimentação, do sono e do bem-estar emocional é o verdadeiro detox”, conclui.

 

Jamar Tejada - Farmacêutico graduado pela Faculdade de Farmácia e Bioquímica pela Universidade Luterana do Brasil, RS (ULBRA), Pós-Graduação em Gestão em Comunicação Estratégica Organizacional e Relações Públicas pela USP (Universidade de São Paulo), Pós-Graduação em Medicina Esportiva pela (FAPES), Pós-Graduação em Comunicação com o Mercado pela ESPM, Pós-Graduação em Formação para Dirigentes Industriais com Ênfase em Qualidade Total - Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul-(UFRGS) e Pós-Graduação em Ciências Homeopáticas pelas Faculdades Associadas de Ciências da Saúde. Proprietário e Farmacêutico Responsável da ANJO DA GUARDA Farmácia de manipulação e homeopatia desde agosto 2008. tejard

 

Hospital Alemão Oswaldo Cruz oferece bolsas integrais para pós-graduação em Enfermagem Oncológica para profissionais do SUS

Curso disponibiliza 200 vagas na especialização gratuita em formato EaD, com abrangência nacional

 

A Faculdade do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, com o apoio da Johnson & Johnson abriu inscrições, até dia 15 de maio às 14h, para uma pós-graduação gratuita em Enfermagem Oncológica formulada para profissionais do SUS (Sistema Único de Saúde). A formação, totalmente subsidiada pelas instituições, oferece 200 vagas para enfermeiros de todo o país e será realizada na modalidade Educação a Distância (EaD), com aulas entre 5 de agosto de 2026 e 25 de agosto de 2027. 

Com 368 horas de carga horária, o curso combina aulas ao vivo, atividades síncronas e complementares, além de visitas técnicas opcionais nas unidades de oncologia do Hospital, em São Paulo. A especialização tem como objetivo capacitar profissionais que atuam em serviços públicos de saúde, pelo SUS, para o cuidado integral de pacientes oncológicos, da prevenção ao tratamento, em diferentes contextos, além de contribuir para a melhoria da assistência oncológica no Brasil, reduzindo desigualdades regionais no acesso à capacitação. 

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente por meio da Ficha de Inscrição Eletrônica (link). O resultado será divulgado dia 26 de junho de 2026 no site da Faculdade do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

 

Distribuição das 200 vagas por região do Brasil:
 

Região

Nº de Vagas

Norte

25

Nordeste

60

Centro-Oeste

33

Sudeste

47

Sul

35

Total

200

Segundo a professora Elaine Emi Ito, coordenadora de Educação Acadêmica da Faculdade do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o curso é uma oportunidade para ampliar o acesso à educação de qualidade e à prática clínica especializada em todo o país. 

“Nosso objetivo é fortalecer a atuação de enfermeiros em diferentes realidades do SUS, levando o conhecimento produzido em um hospital de excelência para profissionais de todas as regiões. É uma formação que alia técnica, sensibilidade e impacto social”, afirma.

 

Tradição, ensino e inovação em saúde

Com tradição centenária, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz é reconhecido pela excelência em atendimentos de alta complexidade e figura entre os melhores hospitais do mundo e da América Latina, segundo os rankings World’s Best Hospitals 2026, da revista Newsweek, e Melhores Hospitais da América Latina 2025, da IntelLat. A instituição é acreditada pela Joint Commission International (JCI) e mantém um modelo assistencial centrado no paciente, com foco em qualidade, segurança e experiência. 

Por meio da sua Faculdade, o Hospital consolida sua vocação formadora, oferecendo programas de ensino técnico e superior que integram prática assistencial e geração de conhecimento. A instituição é uma das Entidades de Saúde de Reconhecida Excelência (ESRE) no Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS) e desenvolve projetos de impacto em educação, pesquisa e inovação em saúde, como o primeiro Relatório Nacional sobre a Demência no Brasil (ReNaDe), iniciativa em parceria com o Ministério, cuja segunda fase (ReNaDe 2) atua hoje em dia na prevenção, redução do subdiagnóstico, cuidado às pessoas com demência e apoio a cuidadores.


Hospital Alemão Oswaldo Cruz
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Câncer antes dos 40: avanço acelerado entre jovens acende alerta global

Especialista analisa crescimento até três vezes mais rápido dos diagnósticos

 

Celebrado no dia 08 de abril, o Dia Mundial de Combate ao Câncer chama atenção para o avanço dos diagnósticos da doença entre adultos jovens. Embora a doença ainda seja mais comum após os 50 anos, estudos recentes mostram um aumento expressivo da incidência entre pessoas de 20 a 40 anos, especialmente nos casos de câncer colorretal, de mama, de tireoide, melanoma e alguns tipos hematológicos. 


Uma pesquisa publicada em outubro de 2025 na JAMA Network Open, que analisou 13 tipos de câncer em 42 países, identificou crescimento da incidência entre os mais jovens na maioria das nações avaliadas para seis tipos da doença: tireoide, mama, colorretal, rim, endométrio e leucemia. Em 69% dos países, esse aumento foi mais acentuado entre os jovens do que entre adultos mais velhos. No Brasil o cenário também é preocupante, segundo dados do Ministério da Saúde, casos de câncer em jovens adultos de até 50 anos aumentam 284% no SUS entre 2013 e 2024.


De acordo com a professora de Oncologia do Afya Centro Universitário de Itaperuna, Dra. Ana Vitarelli, esse crescimento não pode ser explicado por um único fator. “Trata-se de um fenômeno mundial e multifatorial. Observamos mudanças importantes no estilo de vida, maior exposição a riscos ambientais e metabólicos, além do avanço dos métodos diagnósticos, que hoje permitem identificar tumores de forma mais precoce”, explica.


Entre os principais fatores associados ao aumento dos casos estão o sedentarismo, a alimentação rica em produtos ultraprocessados, a obesidade, o consumo de álcool e o tabagismo. Segundo a especialista, apenas o sedentarismo e o excesso de peso já estão relacionados a pelo menos 13 tipos de câncer. 


Além disso, a urbanização acelerada e a globalização também impactam diretamente a saúde. A mudança no padrão alimentar, a redução da atividade física e a maior exposição a poluentes ambientais, pesticidas, produtos químicos e microplásticos, especialmente na infância, são apontadas como elementos que podem favorecer o desenvolvimento da doença. “Esses agentes nem sempre são carcinógenos diretos, mas interferem no sistema imunológico e no ambiente celular”, destaca Dra. Ana.


Outro ponto relevante é o aprimoramento do diagnóstico. Segundo a oncologista, o maior acesso a exames e tecnologias mais precisas não causa o aumento real dos casos, mas contribui para que eles sejam mais bem registrados e identificados mais cedo, inclusive em faixas etárias mais jovens.


Apesar disso, muitos jovens ainda subestimam sinais de alerta. “Existe uma falsa percepção de que o câncer é uma doença distante, restrita aos mais velhos. Em um país como o Brasil, isso se soma à desinformação e à sensação de invulnerabilidade comum nessa fase da vida”, afirma a professora. Sintomas como dor persistente, alterações intestinais, emagrecimento sem causa aparente, nódulos, sangramentos inexplicados e fadiga prolongada devem sempre ser investigados, independentemente da idade.


A genética também tem papel importante, podendo antecipar o aparecimento da doença em alguns casos. No entanto, a especialista reforça que a maioria dos diagnósticos em jovens não está ligada exclusivamente ao histórico familiar. “Ter parentes com câncer aumenta o risco, mas os hábitos de vida continuam sendo determinantes fundamentais”, ressalta.

 

 

Prevenção e informação salvam vidas

Embora nem todos os casos de câncer possam ser evitados, a especialista reforça que algumas medidas reduzem significativamente o risco em qualquer idade:

  1. Manter uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras e alimentos in natura;
  2. Praticar atividade física regularmente;
  3. Evitar o tabagismo e reduzir o consumo de bebidas alcoólicas;
  4. Manter o peso adequado;
  5. Usar protetor solar e evitar exposição excessiva ao sol;
  6. Manter a vacinação em dia, como HPV e hepatite B;
  7.  
  8. Procurar avaliação médica diante de sintomas persistentes e realizar exames preventivos quando indicados. 

Além disso, a orientação médica individualizada é essencial, especialmente para pessoas com histórico familiar ou outros fatores de risco, que podem justificar o início mais precoce de exames de rastreamento. “O câncer em jovens é uma realidade crescente, mas a boa notícia é que muitos casos apresentam altas chances de cura quando diagnosticados precocemente. Informação, atenção aos sinais do corpo e hábitos saudáveis fazem toda a diferença”, conclui a professora.

 


Afya
www.afya.com.br
ir.afya.com.br



Viva mais saudável: Cuidados preventivos e ações simples no combate ao câncer

Fernando Zamprogno, coordenador de Oncologia da Kora Saúde, destaca como a prática de hábitos saudáveis e exames preventivos são fundamentais na luta contra o câncer 

 

No Dia Mundial da Luta Contra o Câncer, celebramos não apenas a importância do diagnóstico precoce, mas também a força da prevenção. Um dos pilares mais poderosos no combate ao câncer é a adoção de hábitos saudáveis no dia a dia. Embora a conscientização sobre a doença seja fundamental, cuidar de nossa saúde de forma ativa e responsável ao longo do ano é a melhor forma de reduzir os riscos e aumentar as chances de tratamento eficaz. Fernando Zamprogno, coordenador de Oncologia do Grupo Kora Saúde, compartilha dicas essenciais sobre como cuidados preventivos e um estilo de vida saudável podem proteger contra o câncer e promover uma vida longa e equilibrada.


Prevenção: Hábitos simples que podem transformar sua saúde

Com pequenas mudanças diárias, podemos reduzir significativamente os riscos de desenvolvimento de câncer. "Uma alimentação balanceada, rica em frutas, vegetais e proteínas magras, associada à prática regular de exercícios físicos, é um dos principais pilares para a prevenção. Além disso, a adoção de hábitos como não fumar e moderar o consumo de álcool são estratégias cruciais e impactam diretamente na prevenção de diversos tipos de câncer, incluindo os de pulmão, fígado, mama e intestino”, comenta o médico.

Fernando também destaca a importância de manter o peso saudável e evitar a obesidade, um fator de risco para muitos tipos de câncer. "A gordura visceral, que se acumula no interior da cavidade abdominal, está associada a inflamações crônicas no corpo e ao aumento do risco de câncer", explica. A prática regular de atividade física e o controle do peso são, portanto, medidas preventivas fundamentais.


A importância da detecção precoce: Exames regulares são cruciais

Embora a prevenção seja o primeiro passo, a detecção precoce é igualmente essencial. "Exames regulares de rastreamento são a melhor ferramenta para identificar o câncer em estágios iniciais, quando o tratamento tem maior chance de sucesso. A realização de exames de mamografia, exame de pele e colonoscopia, de acordo com a faixa etária e histórico familiar, pode salvar vidas”, explica Fernando.

Ele também destaca que o autoexame, como o autoexame de mama e a autoavaliação de sinais suspeitos na pele, deve ser feito regularmente, mas sempre com acompanhamento médico para que o diagnóstico seja preciso. A detecção precoce aumenta significativamente as chances de cura e evita tratamentos mais agressivos.


Prevenção no dia a dia: Pequenos cuidados, grande impacto

As escolhas diárias são determinantes para a saúde de longo prazo. "Manter um estilo de vida saudável é o melhor investimento que podemos fazer por nós mesmos", destaca Fernando. Ele sugere que, além dos cuidados alimentares e físicos, é importante estabelecer uma rotina que priorize a qualidade do sono, o controle do peso, e o equilíbrio emocional.

Além disso, a exposição solar deve ser controlada. "O câncer de pele é um dos mais comuns, mas totalmente prevenível", afirma o especialista. O uso de protetor solar, roupas de proteção e a evitação da exposição solar excessiva nos horários de pico (entre 10h e 16h) são medidas preventivas essenciais, especialmente em locais com alta incidência de radiação UV.

 

 Kora Saúde

 

O especialista aponta sinais de alerta e cinco cuidados para evitar diagnóstico tardio na saúde bucal de idosos e pessoas com deficiência

 

Com alta incidência de doenças bucais e dificuldade de acesso ao atendimento, a identificação precoce e adaptação de cuidados tornam-se decisivos para evitar complicações

 

 

Mais de 18,6 milhões de brasileiros vivem com algum tipo de deficiência, o equivalente a 8,9% da população, segundo a PNAD Contínua do IBGE. Já a Organização Mundial da Saúde estima que doenças bucais afetam cerca de 3,5 bilhões de pessoas no mundo, com impacto mais severo entre idosos e pessoas com deficiência. No Brasil, dados do Ministério da Saúde indicam que cerca de 41% dos idosos perderam todos os dentes, evidenciando um  problema que afeta diretamente a saúde sistêmica dessa população.

A cirurgiã-dentista Dra. Cristiane Vasconcellos, mestre em Clínica Odontológica Integrada e diretora da Odontolar, afirma que a dificuldade vai além da falta de acesso físico aos consultórios. “Muitas famílias enfrentam barreiras no deslocamento, ausência de profissionais preparados e até insegurança em relação ao atendimento. Isso faz com que cuidados básicos sejam adiados e quadros simples evoluam para procedimentos  mais graves”, diz.

O problema atinge uma parcela expressiva da população. Entre os brasileiros com deficiência, a maior concentração está nas regiões Sudeste e Nordeste, com predominância entre pessoas acima dos 60 anos, faixa etária que também concentra maior incidência de doenças bucais. Levantamentos epidemiológicos apontam alta prevalência de cárie não tratada e doença periodontal, especialmente em populações de menor renda.

Segundo a especialista, a combinação entre envelhecimento populacional e limitações estruturais do sistema de saúde agrava o cenário. “Quando o paciente já tem um problema  neurológico, motor ou cognitivo, a negligência com a saúde bucal acelera complicações. Infecções locais e dor podem evoluir para quadros sistêmicos, como pneumonias aspirativas, desnutrição e até agravamento de doenças cardiovasculares”, afirma.

O diagnóstico tardio é outro fator crítico. Muitos sinais iniciais passam despercebidos por familiares e cuidadores, o que dificulta intervenções precoces. Entre os principais alertas estão sangramento gengival frequente, mau hálito persistente, dificuldade para mastigar, recusa alimentar, presença de feridas que não cicatrizam, além de alterações comportamentais, como irritação ou isolamento, que podem indicar dor.

“Em pacientes com deficiência ou idosos mais fragilizados, a dor nem sempre é verbalizada. Às vezes, ela aparece em forma de mudança de comportamento ou dificuldade para se alimentar. Por isso, a observação diária é fundamental”, explica.

Esse cenário tem impulsionado a expansão de serviços especializados, como o atendimento odontológico domiciliar e hospitalar, além do uso de tecnologias que tornam os procedimentos mais seguros e confortáveis. A especialista atua há mais de duas décadas com foco em odontogeriatria, home care e atendimento hospitalar, levando atendimento especializado e  adaptado a pacientes com mobilidade reduzida e necessidades específicas. “Existe uma demanda crescente e ainda pouco atendida. O cuidado com esse público exige técnica, continuidade, previsibilidade e um olhar mais humanizado”, afirma.

Na prática, a rotina de cuidados precisa ser ajustada à realidade de cada paciente, considerando nível de autonomia, limitações físicas e cognitivas e o suporte disponível. A especialista aponta cinco medidas essenciais:

 

  • Adaptação de escovas e utensílios
    Escovas com cabos modificados, engrossados ou escovas elétricas facilitam a higienização, especialmente em pacientes com limitação motora manual.
  • Rotina assistida de higiene
    Quando há dependência, cuidadores devem ser orientados sobre a técnica e a frequência adequada. “A forma como a higiene é feita interfere diretamente no resultado. Pequenos ajustes fazem grande diferença”, explica.
  • Atendimento domiciliar ou hospitalar
    Levar o atendimento até o paciente reduz barreiras de acesso e aumenta a adesão ao tratamento, principalmente em casos de mobilidade reduzida.
  • Uso de tecnologias como a laserterapia
    Recursos tecnológicos auxiliam no controle da dor, na cicatrização e no tratamento de lesões, tornando o processo mais confortável.
  • Acompanhamento preventivo regular
    Consultas periódicas evitam agravamentos e reduzem a necessidade de intervenções mais complexas. “Prevenir é sempre o melhor caminho, principalmente para pacientes que já enfrentam outras limitações”, afirma.
     

Além dos benefícios clínicos, o cuidado com a saúde bucal impacta diretamente a autoestima, a interação social e o bem-estar sistêmico. Para familiares e cuidadores, a orientação profissional também reduz riscos e melhora a qualidade do cuidado diário.

“Cada paciente exige um olhar único. Quando o atendimento é bem feito e contínuo, o impacto vai muito além da saúde bucal e transforma a qualidade de vida como um todo”, conclui.




Cristiane Vasconcellos - cirurgiã-dentista, mestre em Clínica Odontológica Integrada e diretora clínica da Odontolar, em Vitória (ES). Atua há mais de duas décadas no atendimento odontológico voltado à idosos, pessoas com deficiência e pacientes com mobilidade reduzida, com foco em atendimentos hospitalares, em instituições geriátricas e atendimento domiciliares. Ao longo da carreira, consolidou sua atuação no Espírito Santo levando estrutura clínica e tecnologia até a casa de pacientes que não conseguem se deslocar até os consultórios odontológicos. Especialista em Geriatria e Gerontologia, Odontogeriatria, Odontologia Hospitalar, Laserterapia, Prótese Dentária e Saúde Coletiva, dedica sua prática à integração entre saúde bucal, qualidade de vida e cuidado humanizado na terceira idade.
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Fontes de pesquisa

IBGE (PNAD Contínua 2022)
https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/17270-pnad-continua.html

Organização Mundial da Saúde (OMS) – Oral Health
https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/oral-health

Ministério da Saúde – SB Brasil / Saúde Bucal
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-bucal/sb-brasil



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