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quarta-feira, 24 de junho de 2026

  Férias de julho: Já foi para Jericoacoara? Veja 7 experiências para explorar o destino além do óbvio

Muito além da Pedra Furada, vila cearense reúne passeios, esportes, gastronomia e experiências que revelam um lado menos conhecido de um dos destinos mais desejados do Brasil

 

Divulgação


Muita gente associa Jericoacoara (CE) aos mesmos cartões-postais: a Pedra Furada, a Duna do Pôr do Sol e as lagoas de águas cristalinas. Mas quem retorna à vila cearense costuma descobrir que o destino vai muito além dos atrativos mais conhecidos. Em um cenário em que os viajantes buscam experiências cada vez mais autênticas e personalizadas, Jeri vem se consolidando também como um destino de redescobertas. Localizada dentro do Parque Nacional de Jericoacoara, a vila reúne uma combinação rara de natureza preservada, esportes, gastronomia, cultura local e experiências ao ar livre que podem transformar completamente uma segunda - ou até terceira - visita ao destino. Para quem pretende viajar durante as férias de julho, período considerado um dos mais agradáveis do ano na região, vale olhar além dos roteiros tradicionais. 

A seguir, confira sete experiências para conhecer uma Jericoacoara diferente daquela que costuma aparecer nos cartões-postais:


1. Caminhar até piscinas naturais formadas pela maré

Pouca gente sabe, mas determinadas condições de maré permitem o surgimento de pequenas piscinas naturais entre formações rochosas da região. A experiência, geralmente realizada com acompanhamento de guias locais, oferece uma perspectiva diferente do litoral de Jericoacoara e permite explorar áreas menos frequentadas pelos visitantes, em contato direto com a natureza.


2. Fazer uma cavalgada pelas dunas ao entardecer

Se a tradicional Duna do Pôr do Sol já é uma das imagens mais famosas de Jeri, percorrer as dunas a cavalo durante o fim da tarde proporciona uma experiência completamente diferente. O passeio combina paisagens preservadas, silêncio e vistas privilegiadas para acompanhar a mudança de cores do céu até o pôr do sol.


3. Conhecer o wing foil, esporte que vem conquistando os ventos de Jeri

Reconhecida internacionalmente pelo kitesurf e pelo windsurf, Jericoacoara também vem ganhando destaque como um dos principais destinos brasileiros para a prática de wing foil. A modalidade, que mistura elementos da vela e do surf, tem atraído atletas e iniciantes interessados em aproveitar as condições naturais da região, considerada uma das melhores do país para esportes impulsionados pelo vento.

Jeri Experience

 

4. Explorar paisagens menos conhecidas em passeios de UTV

Além dos roteiros tradicionais, os passeios de UTV permitem acessar trilhas, dunas e cenários menos explorados nos arredores da vila. A atividade vem atraindo viajantes que buscam aventura e novas formas de conhecer a região, percorrendo trajetos que revelam uma Jericoacoara diferente daquela dos circuitos mais populares.


5. Descobrir uma cena gastronômica em constante evolução

Muito além dos frutos do mar, a gastronomia de Jericoacoara se transformou nos últimos anos e passou a reunir experiências para diferentes perfis de viajantes. Em meio às ruas de areia, é possível encontrar desde restaurantes dedicados à culinária regional até casas especializadas em gastronomia contemporânea, cozinha internacional, cafés e experiências intimistas que ajudam a contar a diversidade cultural presente na vila.


6. Viver o destino no ritmo das caminhadas

Em uma época marcada por viagens aceleradas e roteiros cheios, Jericoacoara mantém uma característica cada vez mais valorizada pelos visitantes: a possibilidade de fazer praticamente tudo a pé. Com uma vila compacta e ruas de areia, caminhar deixa de ser apenas um deslocamento e passa a fazer parte da própria experiência, permitindo observar a rotina local e descobrir pequenos detalhes pelo caminho.


7. Encontrar novos lugares para ver o pôr do sol

Embora a Duna do Pôr do Sol continue sendo uma parada obrigatória para muitos visitantes, moradores e frequentadores assíduos sabem que existem outros pontos da região capazes de proporcionar vistas igualmente especiais. Praias vizinhas, áreas mais afastadas e passeios ao entardecer revelam perspectivas diferentes de um dos momentos mais emblemáticos de Jericoacoara. 

Para Paula Simões, presidente da Associação das Pousadas de Jericoacoara, um dos maiores diferenciais do destino está justamente na capacidade de surpreender até quem já esteve na vila. “Quem volta para Jericoacoara quase nunca vive a mesma viagem. Existe uma riqueza de experiências que vai muito além dos cartões-postais mais conhecidos e que permite descobrir novos olhares sobre o destino a cada visita. Seja pela gastronomia, pelos esportes, pela natureza ou pelo contato com a cultura local, Jeri consegue se reinventar sem perder a essência que faz as pessoas quererem voltar”, afirma.

Esse movimento de valorização de experiências menos óbvias tem sido incentivado pelo projeto Jeri Secreto, iniciativa da Associação das Pousadas de Jericoacoara que busca apresentar um lado diferente da vila e estimular uma conexão mais profunda dos visitantes com a cultura local, a natureza e o ritmo característico do destino. Durante as férias de julho, quando o clima quente, os ventos favoráveis e os dias de céu aberto criam condições ideais para explorar a região, Jericoacoara reforça que ainda guarda muitos segredos, inclusive para quem acredita já conhecer todos eles.


Brasil x Escócia: conheça a verdadeira história da famosa torta escocesa eternizada pelo Pica-Pau


O confronto entre Brasil e Escócia no maior evento esportivo do mundo promete movimentar os torcedores dentro e fora de campo. E, para além da competição, a partida também desperta a curiosidade sobre um dos símbolos mais populares da cultura escocesa entre os brasileiros na cultura pop: a famosa torta escocesa, eternizada pelo desenho do Pica-Pau e lembrada por gerações de fãs da animação.

Segundo Katia Yoshihara, professora do curso de Gastronomia e especialista em confeitaria e panificação da Estácio, apesar de muita gente acreditar que a receita surgiu apenas no universo dos desenhos, a torta escocesa realmente existe. “A sobremesa é uma adaptação do tradicional caramel shortcake, também conhecido como millionaire shortbread. A receita se popularizou no Brasil por causa do desenho do Pica-Pau, que ficava encantado ao sentir o aroma da torta. Na tradução, ela acabou sendo conhecida como torta escocesa amanteigada”, explica.

A especialista destaca que a sobremesa lembra bastante um famoso chocolate encontrado nos mercados. “Ela é composta por uma massa crocante e amanteigada com cacau, uma camada de caramelo amanteigado e cobertura de chocolate. O resultado lembra muito um Twix, sendo normalmente cortada em pequenos retângulos”, afirma.

Para quem deseja preparar a receita durante o jogo, a professora sugere uma versão com ingredientes nacionais. “É possível abrasileirar a torta utilizando farinha de castanhas brasileiras na massa, saborizando o caramelo com cumaru, considerada a baunilha brasileira, e utilizando chocolates produzidos no país. O resultado cria uma conexão interessante entre as tradições britânicas e os sabores brasileiros”, aponta.

Além da famosa sobremesa, a cultura gastronômica do Reino Unido possui forte tradição em tortas salgadas. Receitas como a Scotch Pie, recheada com carne de cordeiro, são consumidas frequentemente em partidas de futebol e eventos populares na Escócia. Outros clássicos incluem a Steak and Ale Pie, a Pork Pie, o Cornish Pasty e a Shepherd’s Pie, pratos que ajudam a contar parte da história alimentar da região.

Para acompanhar Brasil x Escócia, Katia sugere um cardápio temático que une os dois países. “Entre as opções estão mini Scotch Pies recheadas com carne louca, fish and chips com molho tártaro, scones com geleia de cambuci e cervejas artesanais brasileiras. Mas, no fim das contas, o brasileiro continua fiel aos seus clássicos: churrasco, salgadinhos, pipoca e uma boa cerveja seguem sendo os grandes protagonistas na hora de torcer”, conclui.



Estácio
Saiba mais em estacio.br


Vestibular: temas ligados ao campeonato mundial de futebol podem aparecer nas provas

Imagem gerada por Inteligência Artificial
Especialista da Microlins reúne dicas de estudo e destaca como o maior evento esportivo do planeta pode ser abordado em diferentes disciplinas dos vestibulares

 

Com a proximidade dos principais vestibulares do país, muitos estudantes intensificam a rotina de estudos em busca de uma vaga no Ensino Superior. Além de dominar os conteúdos tradicionais, é fundamental estar atento aos acontecimentos atuais e aos temas que movimentam o cenário global, já que eventos de grande relevância costumam servir de base para questões interdisciplinares. Entre os assuntos que podem ganhar espaço nas provas está o campeonato de futebol que está em andamento entre junho e julho deste ano, nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio oferece inúmeras possibilidades de abordagem em diferentes áreas do conhecimento, desde História e Geografia até Matemática, Língua Portuguesa e Atualidades. 

Segundo Rafael Cunha, diretor nacional da Microlins, rede de cursos profissionalizantes presente em todo o Brasil, o segredo para um bom desempenho é desenvolver uma visão ampla dos temas estudados, relacionando conteúdos escolares com acontecimentos contemporâneos. “A preparação para o vestibular vai além da memorização. Os exames valorizam cada vez mais a capacidade de interpretação, análise crítica e conexão entre diferentes áreas do conhecimento. Por isso, acompanhar notícias e compreender o contexto de grandes eventos internacionais pode fazer a diferença. Embora o futebol seja o tema central do evento, as questões costumam explorar aspectos sociais, econômicos, culturais e geográficos relacionados ao torneio”, explica.

 

Geografia 

Esta será a primeira vez que o campeonato será realizado em três países. O tema pode ser utilizado para abordar integração regional, fronteiras, fluxos migratórios, urbanização, infraestrutura e características econômicas da América do Norte.

 

História 

Questões podem relacionar o futebol a processos históricos, identidade nacional, globalização, diplomacia esportiva e transformações sociais observadas ao longo das diferentes edições do torneio.

 

Atualidades 

Os impactos econômicos dos megaeventos esportivos, investimentos em infraestrutura, turismo, sustentabilidade e legado para as cidades-sede são assuntos frequentemente explorados pelos vestibulares.

 

Matemática 

Estatísticas de jogos, tabelas de classificação, porcentagens de aproveitamento, probabilidades e análise de dados são temas que podem ser transformados em exercícios matemáticos.

 

Linguagens e Redação

O esporte pode servir como ponto de partida para debates sobre inclusão social, diversidade cultural, comportamento das torcidas, comunicação digital, saúde mental dos atletas e combate à discriminação.

 

Dicas para quem está se preparando

Rafael Cunha ainda destaca algumas estratégias que podem ajudar os estudantes nesta reta final de preparação. A primeira e mais importante é acompanhar notícias diariamente. Para isso, reserve alguns minutos do dia para ler portais de notícias e entender os principais assuntos nacionais e internacionais. Faça conexões entre disciplinas, ou seja, procure relacionar temas atuais com conteúdos de História, Geografia, Sociologia, Matemática e Redação. Resolva provas anteriores, pois ao analisar questões de vestibulares passados ajuda a identificar padrões e entender como os examinadores costumam abordar temas contemporâneos. 

Treine a interpretação de textos, já que grande parte das questões exige leitura atenta e capacidade de analisar informações em diferentes formatos, como gráficos, tabelas e reportagens. E, por fim, mantenha uma rotina equilibrada. Fatores como sono adequado, alimentação balanceada e momentos de descanso contribuem para o aprendizado e a retenção do conteúdo. 

“Muito mais do que decorar informações, o estudante deve desenvolver repertório e senso crítico. Digo isso, pois os vestibulares buscam candidatos capazes de compreender o mundo ao seu redor. Ou seja, buscar informações e se atualizar sobre as principais notícias do Brasil e do mundo é quase uma regra. Além disso, estar atento a temas como o torneio de e seus impactos sociais, culturais e econômicos pode ampliar a capacidade de argumentação e interpretação, competências cada vez mais valorizadas nas avaliações”, conclui o diretor da Microlins.


CEO: existe prazo de validade para este executivo?



Quando uma empresa encontra um CEO capaz de entregar resultados consistentes, engajar equipes e conduzir o crescimento do negócio com prosperidade, é natural que surja a sensação de que ele deveria permanecer no cargo indefinidamente. Mas, será que existe um momento em que até os melhores líderes precisam dar lugar a novos olhares? Essa resposta não está, necessariamente, no tempo de permanência em si, mas na capacidade desse executivo de continuar gerando valor para a organização ao longo de diferentes ciclos estratégicos.

Segundo uma pesquisa da PwC, 50% dos CEOs atuais das empresas do S&P 500 assumiram suas funções nos últimos cinco anos. Além disso, houve cerca de 600 trocas de CEOs desde 2016, com pelo menos 10% das empresas promovendo mudanças na liderança a cada ano. Essas movimentações evidenciam quanto que essa é uma das cadeiras mais desafiadoras do mundo corporativo – afinal, ao mesmo tempo em que exige visão de longo prazo, também demanda uma capacidade de adaptação constante com os objetivos corporativos e o desempenho individual de cada profissional.

Por esse motivo, discutir o tempo ideal de permanência no cargo não é uma questão de idade ou calendário, mas de alinhamento entre o perfil do executivo e os desafios que a organização precisa enfrentar em cada momento de sua trajetória. Esse ciclo estratégico precisa ser combinado logo no momento de sua contratação, para que, em seu término, seja avaliado seu desempenho ao longo do tempo, se entregou o que era esperado, se promoveu possíveis sucessores internamente, se criou projetos interessantes de serem continuados futuramente e, acima de tudo, se o conselho administrativo entende que esse executivo ainda possa continuar conquistando bons resultados, caso continue no cargo.

O peso dessa capacidade de construção contínua para o futuro deve pesar tanto quanto seu histórico de desempenho até o momento atual, já que grande parte de sua rotina e deveres são orquestrados com base nesta visão à longo prazo de onde a empresa espera chegar. São muitas as variáveis que incidem nessa equação complexa, o que impossibilita que seja criada uma receita que possa ser replicada em todos os negócios. Especialmente, considerando a volatilidade do mercado e complexidade econômica que, inevitavelmente, impactam cada empresa de forma diferente, conforme suas especificidades.

Grandes entregas costumam nascer, justamente, de momentos de desconforto. São eles que obrigam os executivos a questionarem certezas, revisar estratégias e buscar caminhos diferentes dos já conhecidos. Um CEO que não se desafia dificilmente conseguirá desafiar sua organização. Por isso, uma das perguntas que devem fazer, periodicamente, não é apenas se o executivo continua entregando resultados, mas se ele ainda está disposto a assumir riscos calculados, aprender continuamente e conduzir transformações que o tirem da própria zona de conforto.

Em um mundo marcado por incertezas permanentes, a governança corporativa precisa estar atenta a um risco silencioso: a acomodação da liderança. Nem sempre ela se manifesta por meio de resultados ruins, mas, muitas vezes, aparece na ausência de ousadia, na repetição de estratégias já conhecidas ou na falta de disposição para promover mudanças mais profundas. É justamente por isso que a avaliação de um CEO deve ir além dos números financeiros e considerar sua capacidade de continuar provocando evolução dentro da organização.

A questão central não é substituir líderes experientes por novos nomes, mas garantir que a empresa continue sendo conduzida por alguém capaz de enfrentar novos desafios, a todo o momento. Quando o desconforto desaparece da rotina de um CEO, existe o risco de que a inovação, a transformação e o crescimento também percam espaço.


Thiago Gaudencio - headhunter e sócio da Wide Executive Search, boutique de recrutamento executivo focado em posições de alta e média gestão.

Wide
https://wide.works/


Engenheiros brasileiros encontram nos EUA mercado aquecido, mas imigração exige planejamento

FreePik
Salários podem superar US$ 155 mil por ano em algumas especialidades, mas especialistas alertam para desafios relacionados a validação profissional, experiência e estratégia migratória

 

A combinação entre escassez de profissionais qualificados e demanda crescente por mão de obra especializada tem mantido a engenharia entre as carreiras mais valorizadas dos Estados Unidos. Em algumas áreas, os salários medianos ultrapassam US$ 155 mil por ano, cenário que tem despertado o interesse de profissionais brasileiros em busca de oportunidades internacionais.

 

Dados do Bureau of Labor Statistics (BLS), órgão oficial de estatísticas do governo americano, mostram que carreiras como engenharia da computação, petróleo, aeroespacial, química, elétrica e mecânica figuram entre as mais bem remuneradas do país. O levantamento também projeta cerca de 186,5 mil vagas anuais em ocupações ligadas à arquitetura e engenharia ao longo da próxima década, considerando crescimento do setor e reposição de trabalhadores.

 

Apesar dos números positivos, especialistas alertam que a remuneração elevada é apenas um dos fatores que devem ser considerados por quem pretende construir carreira nos Estados Unidos.

 

Para o advogado de imigração Murtaz Navsariwala, fundador do Murtaz Law, o interesse de profissionais brasileiros acompanha uma necessidade real do mercado americano, mas o processo exige preparação. "Os Estados Unidos continuam demandando profissionais altamente qualificados em áreas estratégicas como engenharia, tecnologia, infraestrutura e energia. Para muitos brasileiros existe uma oportunidade concreta de crescimento profissional, mas esse é um projeto que deve ser construído com planejamento e visão de médio e longo prazo."

 

A diferença salarial ajuda a explicar esse movimento. Enquanto diversas especialidades da engenharia no Brasil registram remunerações médias mensais na faixa de R$ 11 mil a R$ 16 mil, cargos equivalentes nos Estados Unidos frequentemente apresentam salários medianos acima de US$ 100 mil anuais. Em engenharia da computação, por exemplo, a remuneração mediana chega a US$ 155 mil por ano, segundo o BLS.

 

Ainda assim, a transição para o mercado americano envolve desafios que vão além da formação acadêmica. Dependendo da área de atuação, podem ser exigidas validações de credenciais, licenças profissionais, domínio do inglês técnico e adaptação a normas e padrões específicos do país.

 

Além disso, a autorização para trabalhar legalmente nos Estados Unidos depende do enquadramento em categorias migratórias compatíveis com o perfil e os objetivos de cada profissional. "Muitas pessoas acreditam que o diploma, por si só, abre as portas do mercado americano. Na prática, as autoridades migratórias e os empregadores analisam um conjunto de fatores que inclui experiência profissional, histórico de projetos, certificações, impacto da atuação na área e outras evidências que demonstrem qualificação e potencial de contribuição."

 

Segundo o advogado, profissionais que iniciam esse planejamento com antecedência costumam reunir melhores condições para aproveitar oportunidades quando elas surgem. "O processo envolve documentação, estratégia e posicionamento profissional. Quem se prepara com antecedência consegue compreender melhor as exigências do mercado e avaliar quais caminhos fazem mais sentido para sua realidade."

 

Embora áreas ligadas à tecnologia, software, automação, energia e infraestrutura estejam entre as que mais concentram oportunidades para profissionais estrangeiros, Murtaz recomenda cautela ao analisar projeções salariais. Fatores como custo de vida, localização, exigências regulatórias e perspectivas de crescimento profissional podem influenciar significativamente o resultado financeiro e a adaptação ao mercado americano.

 

O tema será discutido em um webinar gratuito promovido pelo Murtaz Law no dia 29 de junho, às 15 horas. Link de inscrição no instagram do Murtaz Law.  O encontro abordará tendências do mercado de engenharia nos Estados Unidos, principais desafios enfrentados por profissionais estrangeiros e aspectos migratórios relevantes para quem avalia desenvolver carreira no país. 

 

Murtaz Navsariwala - Advogado especializado em imigração para os Estados Unidos, Murtaz Navsariwala combina formação em Economia e História pela Northwestern University com doutorado em Direito pela Indiana University Bloomington. Com 18 anos de atuação na área, e uma taxa de aprovação de 99,5%, Murtaz lidera o Murtaz Law, escritório sediado em Illinois (EUA) e reconhecido por sua excelência em vistos de trabalho, com destaque para o EB-2 NIW. Sua formação multidisciplinar, que combina Direito, Economia e História, contribui para uma abordagem sistêmica e estratégica dos temas migratórios, oferecendo interpretações claras e fundamentadas mesmo diante de assuntos complexos ou controversos. Murtaz está disponível para entrevistas.


CPC: como essa métrica define o sucesso das campanhas digitais?


No marketing digital, poucas métricas são tão estratégicas quanto o CPC (Custo por Clique). Mais do que apenas um indicador operacional, ele influencia, diretamente, a rentabilidade das ações digitais, a escalabilidade das campanhas e o retorno sobre investimento. E, diante de um cenário cada vez mais competitivo, controlar essa métrica passou a ser uma vantagem estratégica para marcas que buscam crescer no ambiente online, garantindo eficiência nas ações estabelecidas e evitando desperdícios de orçamento.

A sigla, que representa o valor pago cada vez que um usuário clica em um anúncio, é amplamente utilizada em plataformas como Google Ads, Meta Ads e LinkedIn Ads, servindo como um dos principais indicadores de eficiência em campanhas de mídia paga. Seu cálculo, na prática, é simples: basta dividir o valor investido pela quantidade de cliques recebidos.

Se, por exemplo, uma campanha gerou mil cliques com um investimento de R$ 2 mil, o CPC será de R$ 2. Apesar disso, especialistas alertam que o número isolado não deve ser analisado sozinho, já que sua relevância depende do contexto e da qualidade do tráfego gerado.

Isso porque o termo impacta, diretamente, o custo de aquisição de clientes e a capacidade de crescimento das campanhas. Quanto menor o custo por clique, maior tende a ser a margem de retorno, desde que os acessos gerados mantenham potencial real de conversão.

Reduzi-lo a qualquer custo, no entanto, pode se tornar um erro estratégico. Isso porque, em alguns casos, campanhas com um CPC muito baixo acabam atraindo usuários pouco qualificados, aumentando o volume de acessos sem gerar vendas ou oportunidades comerciais relevantes. Por isso, o mercado passou a priorizar não apenas essa métrica, mas também a qualidade do tráfego e a eficiência da conversão.

Existem diversos fatores influenciam esse valor nas plataformas digitais, sendo um dos principais a qualidade do anúncio. Ferramentas como o Google Ads utilizam índices nesse sentido para avaliar relevância, taxa de clique e alinhamento entre anúncio, palavra-chave e página de destino. Dessa forma, quanto melhor a experiência entregue ao usuário, menor tende a ser o custo por clique – o que faz com que campanhas melhor estruturadas consigam resultados superiores mesmo com investimentos menores.

Outro fator importante é a concorrência. Segmentos mais disputados, naturalmente, possuem CPC mais elevado, já que diversas empresas competem pelas mesmas palavras-chave e pelos mesmos públicos. Além disso, a segmentação também exerce forte impacto sobre a métrica, uma vez que públicos muito amplos ou mal definidos tendem a aumentar custos e reduzir a eficiência. Enquanto isso, campanhas mais segmentadas conseguem gerar cliques mais qualificados e melhorar a performance.

Especialistas destacam que reduzir o CPC exige otimizações constantes em diferentes áreas da campanha. Testes de anúncios, ajustes de segmentação e melhorias nas landing pages estão entre as principais estratégias utilizadas pelas empresas.

A experiência após o clique, inclusive, tem grande peso nos resultados. Páginas rápidas, objetivas e alinhadas com a proposta do anúncio aumentam a taxa de conversão e contribuem para melhorar os índices de qualidade das campanhas – afinal, o trabalho estratégico não termina no momento do clique.

Um estudo de performance conduzido pela agência norte-americana Portent, como prova disso, revelou que sites que carregam em até um segundo apresentam uma taxa de conversão no e-commerce cerca de 2,5 vezes maior do que páginas que demoram cinco segundos. Ou seja, de nada adianta alcançar um CPC excelente, se a infraestrutura da landing page desperdiçar o tráfego gerado por lentidão ou falta de clareza.

Outro ponto importante é o equilíbrio entre CPC, volume de tráfego e conversão. Empresas que conseguem alinhar esses três fatores tendem a criar campanhas mais eficientes, previsíveis e escaláveis.

Com o crescimento da competitividade no ambiente digital, entender essa e muitas outras métricas deixou de ser uma atividade restrita aos times técnicos e passou a ocupar papel estratégico dentro das operações de marketing e vendas. Isso porque, mais do que reduzir custos, o desafio atual das empresas é aumentar eficiência, gerar tráfego qualificado e transformar investimento em crescimento real de resultados.



Renan Cardarello - Fundador e Diretor da iOBEE - Agência de marketing digital e Growth.

iOBEE
https://iobee.com.br/

 

Escócia: cinco coisas que você provavelmente não sabia sobre o próximo rival do Brasil na Copa

Highland, Escócia.
Murilo Gomes/Unsplash

Muito além da gaita de fole, do whisky e da roupa típica, o país, integrado ao Reino Unido, guarda histórias e curiosidades únicas

 

Depois de vencer a seleção do Haiti por 3x0, em sua segunda partida na Copa do Mundo de 2026, o Brasil volta a campo nesta quarta-feira (24) para enfrentar a Escócia, às 19h, no horário de Brasília, em partida válida pela última rodada do grupo C. Embora esta seja a nona vez que o país europeu participa de uma Copa do Mundo, nunca conseguiu passar da fase de grupos. Muito além do whisky, do kilt e da gaita de fole, a história da Escócia é marcada por guerras, resistência e orgulho de sua cultura.

“Assim como muitos outros países, muitas pessoas conhecem a Escócia apenas por uma pequena parte de sua cultura. No caso deles, é o kilt, aquela espécie de saia xadrez bem típica, e o tão famoso whisky escocês. Mas é claro que a Escócia tem muito mais o que mostrar ao mundo em termos de folclore, identidade e até mesmo espiritualidade celta, além de vários capítulos históricos que falam de luta por autonomia e preservação da própria cultura”, avalia o mestre em Educação, licenciado em História e diretor de Produtos e Marketing da Aprende Brasil Educação, Juliano Costa.


A complexa geografia

Muito além da capital, Edimburgo, e das cidades mais conhecidas, como Glasgow e Inverness, a Escócia tem um território com mais de 30 mil lagos e mais de 900 ilhas espalhados por um total de quase 79 mil km². É em terras escocesas que se localiza, por exemplo, o ponto mais alto do Reino Unido, o Ben Nevis, que tem 1.345 metros. Geograficamente, o país se divide entre as míticas Highlands (terras altas), ao norte, e as Lowlands (terras baixas), ao sul.

De acordo com o professor de Geografia do Colégio Positivo, Eduardo Berkenbrock Lopes, “esse é um país de contrastes geográficos tão acirrados quanto suas rivalidades históricas. O litoral, profundamente recortado, é esculpido por fiordes e repleto de ilhas, como as Hébridas e as Órcades, enquanto a costa oeste é famosa por suas falésias. A vegetação predominante é a floresta boreal de coníferas. Séculos de exploração e o pastoreio de ovelhas reduziram drasticamente a cobertura florestal original, e hoje a paisagem é dominada por vastos campos de gramíneas e urzes, que colorem as colinas de roxo e lilás no verão”, afirma.


A divisão política

Se a geografia da Escócia é marcada por divisões naturais, sua posição política dentro do Reino Unido é igualmente complexa. Ela é uma das quatro nações que compõem o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte. “A Grã-Bretanha, propriamente dita, é a ilha que abriga três dessas nações: Escócia, Inglaterra e País de Gales. Já o Reino Unido é a união política que inclui, além da ilha britânica, a Irlanda do Norte. Essa distinção, embora pareça técnica, carrega profundas implicações históricas e afetivas. Para muitos escoceses, dizer que são ‘britânicos’ é uma afirmação política, mas dizer que são ‘escoceses’ é uma afirmação de identidade. E nem sempre as duas coisas se alinham”, comenta Lopes.


Unicórnios x Leões

Unicórnios não são reais, mas a Escócia talvez seja o lugar do mundo em que eles estão mais próximos de se tornarem. No século XV, alguns monarcas escoceses passaram a usar os unicórnios em seus brasões. “De acordo com a mitologia celta, esses animais representam muito bem aqueles que seriam os ideais escoceses, como pureza, masculinidade e até poder. Daí a ideia de associá-los às lideranças políticas”, conta Costa. Acontece que, já desde essa mesma época, também havia muitos registros de lendas e cantigas de roda mencionando uma rivalidade entre o unicórnio e o leão, que, por sua vez, é o símbolo nacional da Inglaterra.

Em 2022, a Suprema Corte do Reino Unido proibiu que a Escócia realizasse um referendo para que a população escocesa opinasse se o país deveria ou não se separar do Reino Unido. Um primeiro referendo já havia sido realizado em 2014, com 55% dos escoceses votando a favor da permanência. Mas esse está longe de ser um ponto pacífico na política local. “Os chamados Atos de União, assinados em 1707, deram origem ao Reino Unido e puseram fim a mais de um século de discussões sobre a oficialização desse novo Estado, o Reino Unido. De fato, porém, nunca houve um consenso sobre a permanência da Escócia no Reino Unido e, sempre que há alguma virada política, esse debate volta à baila. Foi o que aconteceu depois de o Reino Unido deixar a União Europeia, em 2020, motivo pelo qual o governo escocês queria convocar o novo referendo”, explica o historiador.

Além da Escócia e da Inglaterra, fazem parte do Reino Unido o País de Gales e a Irlanda. “As lendas sobre brigas entre o leão e o unicórnio se tornaram ainda mais populares depois da assinatura dos Atos de União, aparentemente como uma forma de resistência à unificação. Brigados ou não, hoje ambos fazem parte do brasão do Reino Unido, cada um representando seu país.” Desde 2015, a Escócia celebra o Dia Nacional do Unicórnio em 9 de abril.


A seleção unificando o país

Esta é a nona vez que a Escócia participa de uma Copa do Mundo. O futebol é uma grande paixão nacional e não se restringe apenas aos gramados, mas tem um papel social importante de unificação. De acordo com Lopes, em meados do século XVI houve uma reforma religiosa que dividiu o país entre católicos e protestantes. Essa divisão persiste até hoje e, mais tarde, atingiu também o futebol. “Dessa divisão nasceram dois grandes clubes escoceses: o Celtic e o Rangers. Enquanto o Rangers nasceu de uma congregação protestante e tem uma relação direta com pessoas mais alinhadas à coroa e às tradições britânicas, o Celtic foi fundado por imigrantes irlandeses católicos e é uma tentativa de esses imigrantes se afirmarem dentro da Escócia”, narra. Rangers x Celtic é o grande clássico do futebol escocês, conhecido como The Old Firm.

A seleção, por outro lado, representa um ponto de encontro entre essas duas visões de mundo. “Apesar de ter havido conflitos bastante sangrentos entre católicos e protestantes, a seleção representa todos os escoceses, independentemente da fé. Ela atua como símbolo de uma Escócia unificada”, completa.


O berço do golfe

Criado na região leste da Escócia, o golfe já chegou a ser proibido pelo rei por excesso de popularidade. No século XV, o país estava entrando em conflito, mais uma vez, com seu chamado “Auld Enemy”. Auld é uma palavra escocesa que significa “velho”, e o velho inimigo, claro, era a Inglaterra. “O rei Jaime II precisou banir o golfe em 1457 porque as pessoas gostavam tanto do esporte que acabavam não se dedicando à preparação militar que o governo julgava necessária para aquele momento”, detalha Costa. Entretanto, a proibição não colou e o golfe seguiu sendo praticado pelos súditos até que, em 1502, o jogo ganhou o selo de aprovação do monarca.

No início, o jogo era bem simples e se resumia a tentar jogar uma bola por cima de formações naturais, como dunas, usando bastões de madeira. Em 1744, foi criado o clube dos Cavalheiros Golfistas de Leith, que estabeleceram uma competição anual valendo prêmios. Muitas das regras adotadas naquele período ainda são válidas até hoje.

 

País rico, povo pobre; triste realidade do Brasil

                                               

O Brasil é um país com muitos problemas. Entretanto, ao contrário do que apregoam alguns governantes, dentre as maiores dificuldades da nação não está a falta de falta de recursos financeiros, nem de recursos humanos e talentos. Pelo contrário. Há, ainda, abundância de recursos naturais. Então por que um país tão rico tem um governo igualmente rico e um povo pobre? 

Essa contradição merece profunda reflexão. Os governos têm sido eleitos com os votos dos pobres, que são parte expressiva dos eleitores. Então, quem acredita que os governos dos últimos 25 anos tinham ou tem interesse verdadeiro em reduzir a pobreza? Quem trabalharia para reduzir a fábrica de votos necessários para garantir sua própria eleição e reeleição? A conclusão é de que o governo central gosta da pobreza e não dos pobres. 

A maior prova disso é que o governo, ao contrário do discurso oficial, tira renda líquida dos pobres e não dá a eles educação de qualidade. O que é fácil de entender, uma vez que a pessoa instruída não serve para a escravidão, qualquer que seja ela. 

Isso vem sendo feito de maneira sub-reptícia, começando pela alteração da fórmula de cálculo do reajuste da parcela do aumento real do salário-mínimo (Lei 15.077 de 28/12/2024) retirando R$249,00 só em 2026 do bolso de mais de 60 milhões de brasileiros que mais precisam (aposentados, pensionistas, beneficiários do BPC e cerca 34% dos trabalhadores do setor privado com carteira assinada). Além disso, o governo não reajusta o valor do bolsa família desde março de 2023. Com isso, a inflação desses três anos já corroeu cerca de 16% do benefício (perda de R$1.536,00/ano), atingindo de uma só vez 28% das famílias atendidas pelo programa, e a população que vive com saláriomínimo (40% do eleitorado).  

Para piorar, após a reforma tributária o governo deverá fixar em  28% ou 29% a alíquota do IVA. Teremos a primeira ou a segunda maior alíquota sobre consumo do mundo e, com isso, fica impossível o país fazer distribuição de renda. Os pobres pagarão tributos elevados e terão menos dinheiro nos bolsos e as famílias, menos alimentos nas mesas. “Nada mais eficaz para limitar a liberdade, incluindo a liberdade de expressão como a total falta de dinheiro” já alertava John Galbraith. 

Na Educação, o Brasil também não passa na prova. O país ocupa a 63ª posição em Matemática e a 56ª posição em Leitura e Ciências no ranking da ONU e da OCDE entre as nações de maior expressão no mundo. E mais: o analfabetismo funcional atinge 29% da população adulta. O cidadão está perdendo suas liberdades, inclusive de escolha e nem percebe, repito aqui Frederick Douglass “o conhecimento torna o homem inadequado para a escravidão”.  

É possível mudar essa situação? Sem dúvida. Para isso basta restringir os privilégios e penduricalhos, reduzir o gigantismo do Estado que nada devolve à população, e eliminar ou pelo menos reduzir significativamente a corrupção, começando por não tolerar a impunidade. Vale lembrar o que dizia o ex-deputado federal e exPresidente da Assembleia Nacional Constituinte Dr. Ulysses Guimarães (1916-1992): “a política não é profissão para enriquecer”. 

O Brasil de hoje é caracterizado por uma tragédia em 3 atos que custa por ano mais de 12% do PIB nacional, ou seja, cerca de R$ 1,5 trilhão jogados anualmente na lata do lixo. 

 O primeiro ato da tragédia brasileira é o gigantismo do setor público, uma máquina ineficiente e cara, que beneficia somente os donatários das capitanias hereditárias do Século XXI, os donos do poder. Basta lembrar que a máquina estatal custa, para o Brasil, 13,5% do PIB, muito mais que a média (9,3%) do PIB dos 38 países membros da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Essa diferença de 4,2% do PIB representa nada menos do que R$ 567 bilhões por ano, dos quais boa parte é gasta com a cooptação de aliados e benefícios para os donos do poder e seus protegidos. 

O segundo ato diz respeito à corrupção, mal antigo do Brasil, que consome anualmente 4% do PIB, o correspondente a R$ 540 bilhões/ano, segundo estudos da FGV/IBRE. (“A corrupção não é uma invenção brasileira, mas a impunidade é uma coisa muito nossa” – Jô Soares). 

Não é à toa que, em 2002, o Brasil ocupava a 45ª posição no ranking da Transparência Internacional (índice IPC) e, agora em 2026, amarga a 108ª colocação, implicando dizer que existem 107 países com setor público mais honesto do que o do Brasil. 

Finalmente, o 3º ato da tragédia nacional, refere-se aos gastos tributários da União, as renúncias fiscais, que hoje atingem 5,7% PIB. Um absurdo, porque a Constituição Federal de 1988, especialmente a Emenda Constitucional nº 109/2021, dispõe que o máximo permitido é 2% do PIB para esse tipo de despesa. Logo, a generosidade governamental é ilegítima e extrapola o limite legal em 3,7% PIB, ou seja, em R$ 500 bilhões/ano. 

Os 3 atos somados montam a R$1,60 trilhão por ano. Para se ter uma dimensão desse valor, com menos da metade disso o país poderia dobrar o investimento anual no SUS (R$220 bilhão/ano); oferecer ensino em tempo integral para 100% dos alunos da rede pública; capacitar e garantir remuneração mais digna aos professores (ao custo de R$150 bilhões/ano); e ainda ampliar a segurança Pública, combater efetivamente e ampliar muito o policiamento das fronteiras, dos portos e aeroportos, ao custo anual de R$ 100 bilhões, construir e doar 250 mil unidades habitacionais por ano pelos mesmo 100 bilhão/ano  e ainda investir esse mesmo montante em infraestrutura (R$100 bilhão/ano). 

Como se vê, o Brasil dispõe de recursos financeiros. Entretanto, não existe um plano de metas nem gestão competente. Também falta honestidade com a coisa pública, o que infelizmente se alastra devido à leniência com a qual o país encara a corrupção.  

É preciso lembrar que a nação brasileira tem mais de 100 milhões de pessoas vivendo com apenas um salário-mínimo mensal, situação alimentada por políticas públicas dolosas. O instituto da reeleição para cargos do Poder Executivo contribui para perpetuar esse quadro e, por isso, deveria ser abolido. 

 Há saídas para um Brasil melhor, bem diferente do que é hoje: um país socialmente mais justo, com melhor distribuição de renda e serviços públicos universalizados e de qualidade. Não é utopia; é possível. O primeiro passo para a transformação necessária é reconhecer os erros e se conscientizar de que nação rica é aquela na qual sua população vive dignamente. Bem diferente do Brasil atual. Se permanecer com os olhos fechados para essa realidade, o país nunca corrigirá o rumo.

  

Samuel Hanan - engenheiro com especialização nas áreas de macroeconomia, administração de empresas e finanças, empresário, e foi vice-governador do Amazonas (1999-2002). Autor dos livros “Brasil, um país à deriva”, “Caminhos para um país sem rumo” e “Amazônia Brasileira, preservar para viver, responsabilidade mundial”. Site: https://samuelhanan.com.br


Prefeitura de São Paulo prorroga prazo para inscrição em curso de qualificação profissional para jovens até segunda (29)

Formação gratuita será on-line, pelo Portal Cate, em aulas ao vivo para facilitar a interação e aprimoramento dos estudantes. São 600 vagas para pessoas com idades entre 19 e 25 anos.

 

A Prefeitura de São Paulo prorrogou o prazo para inscrição do curso on-line Futuro Já – Carreira em Movimento, voltado à qualificação profissional de jovens. Agora é possível garantir a participação até o dia 29 de junho, pelo Portal Cate. São 600 vagas gratuitas que proporcionarão a capacitação dos participantes com as competências socioemocionais mais demandadas por empregadores e também vai preparar a juventude para processos seletivos ao final da formação. 

Para participar é necessário ser morador da Capital, ter idade entre 19 e 25 anos, e ensino médio completo. É recomendado ainda ter acesso a um computador ou smartphone com áudio e microfone, além de conexão com internet. Caso o estudante não possua os equipamentos necessários poderá contar com suporte da Prefeitura de São Paulo, como a unidade central do Cate – Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo. 

O curso gratuito Futuro Já – Carreira em Movimento é totalmente on-line e abordará soft skills (competências comportamentais) que auxiliam na preparação dos candidatos para lidar com o dia a dia das organizações, rotinas de trabalho, atuação em equipe, entre outros. A formação pretende potencializar habilidades humanas, como a empatia, pensamento crítico, comunicação, liderança, adaptabilidade e resolução de problemas, entre outros. 

Os alunos também terão acesso a ferramentas de Inteligência Artificial e especialistas do mercado, além de certificado emitido pela entidade parceira, que tem atuação internacional. As atividades estão programadas para o mês de julho, com encontros on-line síncronos, ou seja, os professores estarão simultaneamente com os estudantes, nos períodos da manhã, tarde e noite. 

Está prevista a seleção de 300 jovens que concluírem as atividades para participarem de processos seletivos com o suporte do Cate – Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo, da Prefeitura de São Paulo, e empresas parceiras da Fundação Wadhwani.

 

Parceria 

Em abril deste ano, foram celebrados termos de cooperação entre a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho da Prefeitura de São Paulo e a Fundação Wadhwani. Destacam-se as ações de qualificação profissional autoinstrucional (skilling), possibilitando a integração do Portal Cate na plataforma da entidade, que conta com cursos focados em competências socioemocionais, ferramentas de IA e tecnologia. Além da formação de 600 jovens e adultos em situação de vulnerabilidade social, em um curso on-line e ao vivo com módulos de comunicação, gestão pessoal, interação e tecnologia, inovação e foco no emprego.

 

Cronograma do curso Futuro Já – Carreira em Movimento

 

Aula 1:

  • Importância das competências para empregabilidade;
  • Mudanças no trabalho e habilidades relacionadas;
  • Prática de Apresentação Pessoal

Aula 2:

  • Inteligência Emocional
  • Conheça a si mesmo;
  • Saúde, higiene e cuidados pessoais;

Aula 3:

  • Atitude positiva.
  • Introdução à aprendabilidade;
  • Equilibre seu corpo e sua mente: O poder da nutrição e da atividade física;

Aula 4:

  • Técnicas para uma priorização de tarefas efetiva.
  • Comunicação: Noções básicas e importância;
  • Dizer não ou recusar educadamente;

Aula 5:

  • Escuta ativa.
  • Gerenciamento de conflitos: uma introdução;
  • Resolver conflitos para manter os relacionamentos;

Aula 6:

  • Negociação em ação: Conseguindo o SIM.
  • Construa relações efetivas com as partes interessadas;
  • Comunique-se de forma eficaz para obter aceitação;

Aula 7:

  • Comparar recursos e benefícios de produtos e serviços.
  • Colabore para atingir as metas da equipe;
  • Entenda as mudanças;

Aula 8:

  • Introdução à orientação por resultados.
  • Introdução à qualidade;
  • Entenda o impacto dos erros;

Aula 9:

  • Estrutura organizacional e valores.
  • Alinhamento cultural e diversidade;
  • Prevenção ao assédio sexual;

Aula 10:

  • Tipos de clientes – I.
  • Tipos de clientes – II;
  • Construindo uma mentalidade com foco no cliente;
  • Criando relacionamento com os clientes.


Serviço 

Inscrições para o curso on-line Futuro Já – Carreira em Movimento

Dias: até 29 de junho

Portal Cate

 

Horários:

  • Manhã - 9h às 11h
  • Tarde - 15h às 17h
  • Noite - 18h30 às 20h30

Ciclos:

  • Ciclo 1 - De 6 a 17 de julho
  • Ciclo 2 - De 20 a 31 de julho

Perfil:

  • Residir na cidade de São Paulo
  • Ter ensino médio completo
  • Ter entre 19 e 25 anos de idade

Equipamentos necessário

  • Ter acesso a um computador com áudio e microfone
  • Possuir conexão com internet

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