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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Chegou o inverno: saiba quais vitaminas e minerais ganham papel estratégico na prevenção de doenças respiratórias

 divulgação
Especialista da Prati-Donaduzzi explica por que vitamina D, vitamina C, zinco e selênio ganham destaque no inverno

 

A chegada do inverno traz um cenário conhecido pelos serviços de saúde: o aumento dos casos de gripes, resfriados e outras infecções respiratórias. Além da maior circulação de vírus, fatores como a redução da exposição solar e a permanência em ambientes fechados podem impactar o equilíbrio nutricional do organismo, tornando alguns nutrientes especialmente importantes nesta época do ano. 

Segundo a pesquisadora e gerente de Inovação e Pesquisa Clínica da Prati-Donaduzzi, Emanuelle Menegazzo Webler, as vitaminas D e C, zinco e selênio desempenham funções essenciais para o funcionamento adequado do sistema imunológico e merecem atenção durante os meses mais frios. 

Os nutracêuticos ganham espaço como aliados da saúde preventiva, pois reúnem suplementos alimentares formulados para complementar a ingestão de vitaminas e minerais, contribuindo para o equilíbrio nutricional e para a manutenção do bem-estar. 

"Eles contribuem diretamente para o funcionamento do sistema imune, participando do desenvolvimento e da atividade das células de defesa. Quando há deficiência desses nutrientes, a resposta imunológica pode ser comprometida", explica. 

A vitamina D costuma ser uma das mais afetadas durante a estação. Produzida principalmente por meio da exposição da pele à luz solar, ela pode apresentar redução nos níveis sanguíneos devido aos dias mais curtos e ao hábito de permanecer mais tempo em ambientes fechados. 

“Além da participação no sistema imunológico, esse nutriente também está relacionado à saúde muscular e à manutenção dos ossos", afirma Emanuelle. 

A vitamina C também exerce papel importante na proteção do organismo. Conhecida por sua ação antioxidante, ela auxilia no funcionamento das células de defesa e participa de diversos processos metabólicos relacionados à manutenção da saúde. 

Já o zinco é um mineral essencial para o desenvolvimento e a atuação adequada do sistema imunológico. Sua deficiência está associada a uma maior suscetibilidade a infecções e pode comprometer a resposta do organismo diante de agentes infecciosos. 

Outro nutriente que merece atenção é o selênio. Com ação antioxidante, ele ajuda a proteger as células contra danos causados pelos radicais livres e também participa do funcionamento adequado do sistema imune. 

De acordo com a pesquisadora, embora uma alimentação equilibrada continue sendo a principal fonte de nutrientes para a maioria das pessoas, a suplementação pode ser uma estratégia complementar importante em situações específicas. 

"Para pessoas saudáveis e bem nutridas, a alimentação fornece a maior parte dos nutrientes necessários para uma imunidade adequada, porém, muitos fatores interferem na capacidade de defesa do sistema imunológico como estresse, desequilíbrio alimentar, sono inadequado e hidratação insuficiente, assim, a suplementação é uma estratégia relevante para complementar os nutrientes faltantes e potencializar a imunidade", alerta. 

Os benefícios costumam ser mais evidentes em grupos considerados de maior risco para deficiências nutricionais, como idosos, pessoas com dietas restritivas, pacientes bariátricos, indivíduos em tratamento oncológico ou com condições que afetam a absorção de nutrientes. 

A especialista reforça, porém, que a escolha dos suplementos deve ser feita com orientação profissional. "Além da qualidade e procedência dos produtos, é importante avaliar as necessidades individuais de cada pessoa. O excesso de determinados nutrientes também pode trazer riscos à saúde e comprometer os resultados esperados", orienta.

 

Prati-Donaduzzi


Campanha do Governo de SP contra febre amarela é destaque nacional por ampliar adesão à vacinação

Experiência paulista foi selecionada em mostra realizada na OPAS e destacou o uso da informação pública para ampliar a vacinação e enfrentar a desinformação 

 

A campanha “São Paulo: todos contra a febre amarela” foi reconhecida como um dos cinco principais cases de comunicação em saúde do país durante a II Mostra de Experiências Exitosas da Gestão Estadual do SUS para Recuperação das Coberturas Vacinais, realizada na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em Brasília. A experiência paulista, apresentada pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, destacou o uso da informação pública e da mobilização social para ampliar a vacinação e enfrentar a desinformação.

O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), esta semana, reuniu representantes das secretarias estaduais de saúde de todo o país para compartilhar estratégias voltadas ao fortalecimento da imunização no Brasil.

A campanha foi desenvolvida pelas Secretarias de Comunicação e da Saúde do Governo de São Paulo, em 2025, em resposta ao aumento de casos de febre amarela no Estado e reforçou a importância da informação qualificada, da atuação integrada entre áreas técnicas e de comunicação e do uso de estratégias direcionadas para mobilizar diferentes públicos. O vídeo da campanha está disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=IplWa9KaUT4.

Apresentada na sessão dedicada às campanhas de comunicação e ao enfrentamento da desinformação, a experiência paulista teve como tema “Informação, mobilização e vacina: comunicação pública na prevenção da febre amarela em São Paulo”. A iniciativa mostrou como a comunicação em saúde foi usada para orientar a população, ampliar o alcance das mensagens sobre vacinação e apoiar as ações de prevenção e controle da doença no estado.

A mobilização contribuiu diretamente para a ampliação do número de vacinados no território paulista. Nos meses de janeiro e fevereiro de 2025, o estado registrou a aplicação de 371,1 mil doses contra a febre amarela, volume 36,8% superior ao contabilizado no mesmo período do ano anterior. Em fevereiro, mês de maior intensidade da campanha, o crescimento chegou a 66,2%, passando de 116.381 para 193.395 doses aplicadas. O resultado reforça o papel da comunicação pública como ferramenta estratégica para ampliar o acesso à informação, combater a desinformação e incentivar a adesão às vacinas.

Além do case de comunicação, a Secretaria também apresentou, na área de sistemas de informação e integração de dados, o trabalho “Interoperabilidade de Dados Vacinais para a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS)”, abordando o apoio do Estado aos municípios paulistas para superar barreiras no envio de registros vacinais, qualificar as informações e aprimorar o monitoramento das coberturas.

A SES-SP também participou do painel sobre o Incentivo à Gestão Municipal do SUS Paulista (IGM SUS Paulista), estratégia de apoio financeiro aos municípios que inclui indicadores relacionados à vacinação entre as metas prioritárias de saúde.

Com três experiências selecionadas para a mostra, São Paulo destacou ações voltadas à comunicação pública, à integração de dados e ao apoio financeiro aos municípios como frentes complementares para recuperar coberturas vacinais e fortalecer as ações de imunização no SUS.


"Ozempic brasileiro" chega às farmácias e exige cuidados de conservação mais rígidos que o original

Ozivy precisa de refrigeração específica antes e depois de manuseado. Especialista alerta para riscos no transporte e armazenamento do paciente. 

 

As vendas do Ozivy, primeira caneta de semaglutida fabricada no Brasil, começaram oficialmente com o objetivo de ampliar o acesso ao tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2 no país. Aprovado pela ANVISA, o produto chega ao mercado com preço inicial de R$ 452, menos da metade do Ozempic original, e a previsão é que no primeiro ciclo de abastecimento, a EMS distribua cerca de 500 mil unidades para as drogarias.

O entusiasmo com o preço reduzido, no entanto, vem acompanhado de um detalhe técnico importante, mas que poucos consumidores conhecem: o medicamento precisa ser mantido em ambiente entre 2°C e 8°C antes e depois de iniciado o acompanhamento. Uma exigência mais rígida que a do composto da Novo Nordisk, que pode ser conservado em ambiente abaixo de 30°C por até seis semanas após aberto. 

"A cadeia fria é o conjunto de processos que garante que uma substância sensível à temperatura seja mantida dentro de condições específicas desde a saída da fábrica até o consumidor final. No caso de uma caneta como o Ozivy, cada etapa, do armazém à farmácia, do estabelecimento à casa do paciente, a faixa de 2°C a 8°C precisa ser respeitada. Qualquer quebra nesse fluxo pode degradar a molécula de semaglutida, reduzir sua potência e, em situações graves, alterar a composição de forma imprevisível, ao contrário de comprimidos ou cápsulas convencionais. Injetáveis desta categoria são intolerantes a improvisos no armazenamento", explica Ricardo Canteras, especialista em logística de cadeia fria há mais de 35 anos e diretor Comercial e de Operações da Temp Log. 

Ele ainda acrescenta que as grandes redes farmacêuticas têm estrutura para isso, mas o cuidado precisa continuar depois da compra. “Em viagens, bolsas térmicas homologadas e equipamentos validados para manter a faixa correta de graus pelo tempo necessário são indispensáveis".

O alerta é especialmente relevante em um cenário de popularização acelerado, já que a expectativa é que um público muito mais amplo passe a usar a caneta, incluindo pessoas menos familiarizadas com os cuidados exigidos por substâncias sensíveis à variação térmica.

Vale destacar que o injetável da EMS não é um genérico do Ozempic, a Anvisa o classificou como "medicamento novo", tecnicamente um análogo sintético da versão biológica, produzido por síntese química e não pelo processo biotecnológico utilizado no original. O mecanismo de ação é o mesmo: o princípio ativo simula o hormônio GLP-1, retardando o esvaziamento gástrico, ampliando a saciedade e favorecendo o emagrecimento. Mas as particularidades e as exigências de acondicionamento diferenciam os dois fármacos de forma relevante.

Outras fabricantes nacionais já sinalizaram interesse em lançar suas próprias versões de semaglutida, com pedidos ainda sob análise regulatória. A tendência é que o mercado fique progressivamente mais competitivo e que os cuidados com a cadeia de conservação se tornem críticos para assegurar que o produto chegue aos destinos nas condições corretas.

 

Temp Log
www.templog.net


Geração Alpha: por que a ida ao ortodontista deve acontecer antes da troca dos dentes?

Identificar problemas no crescimento facial até os 7 anos pode poupar crianças de cirurgias complexas e tratamentos invasivos na vida adulta; especialista da Orthopride lista 5 cuidados essenciais
 

A geração Alpha, formada por crianças nascidas a partir de 2010, cresce em um cenário de maior acesso à informação e atenção aos cuidados com a saúde. Na odontologia, esse comportamento tem impulsionado a busca por abordagens preventivas capazes de acompanhar o desenvolvimento infantil desde os primeiros anos de vida. Entre elas, a ortodontia preventiva se destaca por possibilitar a identificação precoce de alterações no crescimento dos ossos da face, na mordida e no posicionamento dos dentes. 

Segundo a Dra. Karina Fazza, mestre em Periodontia e especialista da Orthopride, uma das maiores redes de franquias de ortodontia do país, o acompanhamento ortodôntico infantil permite intervir no momento mais adequado do desenvolvimento da criança. “Quando identificamos alterações ainda na infância, conseguimos direcionar o crescimento facial e corrigir hábitos que podem comprometer a formação da arcada dentária, reduzindo a necessidade de tratamentos mais invasivos no futuro”, explica. 

Confira cinco recomendações da especialista para acompanhar a saúde bucal das crianças desde cedo:
 

1. Não espere a troca completa dos dentes para procurar um ortodontista: 

“Muitos pais acreditam que a avaliação ortodôntica deve acontecer apenas na adolescência, mas a recomendação é que a primeira consulta seja realizada por volta dos seis ou sete anos. Nessa fase, já é possível identificar alterações no crescimento ósseo, mordida cruzada, mordida aberta e outros problemas, permitindo intervenções precoces e mais eficazes”, orienta Dra. Karina.
 

2. Corrija hábitos que interferem no desenvolvimento da face: 

“Hábitos como a sucção de dedo, o uso prolongado de chupeta e a respiração bucal podem impactar diretamente a formação da arcada dentária e o crescimento facial. Quanto mais cedo essas questões forem identificadas e acompanhadas, menores tendem a ser os prejuízos para o desenvolvimento da criança”, destaca a especialista.
 

3. Considere aparelhos removíveis ortopédicos e alinhadores infantis quando indicados: 

“Os aparelhos removíveis ortopédicos são amplamente utilizados em crianças durante a fase de crescimento. Além disso, atualmente existem alinhadores transparentes indicados para crianças e adolescentes em fase de troca de dentes. Esses dispositivos ajudam a conduzir o desenvolvimento da arcada dentária e da face de maneira mais confortável e eficiente”, explica a Dra. Karina.
 

4. A prevenção pode evitar cirurgias complexas no futuro: 

“Em muitos casos, a intervenção realizada durante a infância permite corrigir alterações estruturais antes que elas se agravem. Isso reduz significativamente a necessidade de procedimentos cirúrgicos ou tratamentos ortodônticos mais longos e complexos na adolescência e na vida adulta”, afirma.
 

5. O objetivo vai muito além do alinhamento dos dentes:

“A ortodontia preventiva contribui para a harmonia facial, melhora funções importantes como mastigação, respiração e fala, além de favorecer a autoestima da criança. Estamos falando de um cuidado que impacta diretamente a saúde e a qualidade de vida ao longo do crescimento”, conclui a Dra. Karina Fazza.



Armazenamento incorreto de alimentos pode favorecer doenças transmitidas por contaminação

Magnific
Nutricionista alerta para os riscos da má higienização de frutas, legumes e carnes

 

A adoção de hábitos inadequados na limpeza e conservação dos alimentos pode trazer sérios prejuízos à saúde. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que cerca de 600 milhões de pessoas adoecem anualmente em decorrência de Doenças Veiculadas por Alimentos (DTA), causando aproximadamente 420 mil mortes em todo o planeta. 

Segundo a nutricionista e professora do Curso de Nutrição do UNINASSAU - Centro Universitário Maurício de Nassau Recife, campus Boa Viagem, Jussara Pessoa, a prevenção começa ainda no momento da compra dos produtos. “Os cuidados precisam existir em todas as etapas, desde a escolha dos alimentos até o preparo. As carnes cruas devem ser manipuladas em tábuas separadas de frutas, verduras, peixes e frangos para evitar contaminação cruzada. Também é indispensável manter o ambiente de preparo higienizado e sem resíduos”, afirma. 

A docente ressalta que carnes e outros alimentos de origem animal devem alcançar temperatura mínima de 74°C durante o preparo, garantindo a redução de microrganismos prejudiciais à saúde. Ela também alerta para a importância da limpeza constante das superfícies da cozinha com solução de hipoclorito de sódio, evitando acúmulo de sujeira, fungos e rachaduras. 

Devido ao clima quente predominante no Brasil, os alimentos ficam mais suscetíveis à proliferação de bactérias e fungos. Dessa forma, legumes e verduras devem permanecer refrigerados para conservação adequada. 

Outro ponto destacado pela nutricionista é a forma correta de armazenamento. Os alimentos devem ser higienizados antes de serem colocados na geladeira e armazenados em recipientes separados e tampados. Além disso, produtos descascados não devem ficar junto daqueles ainda com casca. “Ovos, leite, queijos e iogurtes não devem ser colocados na porta da geladeira, porque essa área apresenta menor refrigeração. Também é essencial higienizar frequentemente o eletrodoméstico e evitar guardar alimentos crus e cozidos por muito tempo”, explica.

 

Orientações para higienizar frutas e verduras corretamente: 

  • Lavar os alimentos em água corrente;
  • Retirar sujeiras com escovinhas e sabão amarelo;
  • Enxaguar em água limpa;
  • Deixar os alimentos em solução de hipoclorito por 15 minutos (1 colher de sopa para cada litro de água);
  • Fazer um novo enxágue antes do consumo. 

Sem esses cuidados, há riscos de transmissão de doenças como salmonelose, leptospirose, verminoses, além de infecções e intoxicações alimentares. Segundo Jussara Pessoa, a adoção de práticas simples de higiene e armazenamento é uma das formas mais eficazes de prevenir problemas de saúde relacionados à alimentação. “A segurança alimentar começa dentro de casa. Pequenas atitudes, como higienizar corretamente os alimentos, respeitar as temperaturas de conservação e evitar a contaminação cruzada, fazem toda a diferença na prevenção de doenças e na promoção da saúde da família”, conclui a professora.


Anvisa reforça segurança dos biossimilares e impulsiona acesso a tratamentos de alto custo

Nova orientação sobre intercambialidade fortalece confiança na troca entre medicamentos e pode ampliar o acesso de pacientes a terapias complexas

 

É seguro alternar entre um medicamento biológico de referência e um biossimilar? A dúvida, comum entre pacientes e profissionais de saúde, ganhou uma resposta afirmativa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). De acordo com a nova orientação sobre a intercambialidade, a substituição entre esses medicamentos não interfere na segurança do tratamento, representando um importante avanço para ampliar o acesso às terapias complexas no Brasil.

A Nota Técnica nº 60/2026, publicada neste mês, consolida esse entendimento ao reunir evidências científicas e experiências internacionais. O documento destaca que os biossimilares aprovados pela Anvisa são extremamente semelhantes aos seus biológicos de referência, não apresentando diferenças clinicamente relevantes de eficácia e segurança.

A manifestação da Anvisa, portanto, reduz as incertezas sobre a intercambialidade e fortalece a confiança de médicos, pacientes e gestores de saúde. Este movimento ocorre em um mercado em expansão, com o Brasil sendo um dos principais mercados globais de biossimilares, consolidando-se como o maior polo desse segmento na América Latina, segundo a agência.

Para o médico especialista em biossimilares e presidente eleito para a gestão 2026/2028 da Sociedade Brasileira de Reumatologia, Dr. Valderílio Feijó Azevedo, a nova manifestação da Anvisa representa um marco para a consolidação desses medicamentos no país. “Hoje já temos mais de 100 mil pessoas utilizando biossimilares no sistema público. Com a expiração de patentes de cerca de mil medicamentos biológicos prevista para os próximos anos, a tendência é de forte expansão desse mercado. Segundo a PróGenéricos, genéricos e biossimilares deverão gerar uma economia acumulada superior a R$ 630 bilhões para a população brasileira até 2030. Isso significa mais acesso a tratamentos de alta complexidade e maior sustentabilidade para todo o sistema de saúde”, afirma.

A diretora associada de Assuntos Médicos da Organon, Dra. Nanci Utida, destaca que a intercambialidade já conta com amplo respaldo científico e regulatório. “Estudos e experiências internacionais mostram que a troca pode ser realizada de forma segura e eficaz. O uso de biossimilares é sustentado por evidências robustas e dados de mundo real, inclusive em áreas críticas como oncologia, reumatologia e gastroenterologia”, explica.

Além dos benefícios clínicos, a adoção crescente desses medicamentos vem sendo apontada como uma alternativa estratégica diante do aumento dos custos das terapias inovadoras. “Precisamos discutir formas de garantir a viabilidade do financiamento da saúde no longo prazo. Os biossimilares representam uma oportunidade importante para democratizar o uso de terapias de alta complexidade e tornar mais eficiente a utilização dos recursos disponíveis”, avalia Nanci.

Com diversas patentes de medicamentos biológicos previstas para expirar nos próximos anos, a expectativa é de crescimento contínuo do mercado brasileiro de biossimilares. “Estamos diante de um cenário muito promissor, que combina expansão do tratamento para mais pessoas com maior eficiência econômica para todo o setor de saúde”, conclui Valderílio. 



Organon
www.organon.com/brazil
https://www.linkedin.com/company/organon-brasil/ 

Psicóloga alerta para a falta de cuidados médicos na adolescência masculina e impactos na saúde do homem

Especialista destaca que a ausência de diálogo sobre o corpo na adolescência masculina reflete diretamente nos índices de negligência médica do homem adulto

 

Um paradoxo silencioso marca o desenvolvimento de crianças e adolescentes no Brasil: enquanto a introdução das meninas ao consultório ginecológico na puberdade é tratada de forma natural e preventiva pelas famílias, os meninos atravessam as mesmas transformações biológicas em um completo isolamento clínico e pedagógico.

Dados do Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA) do Ministério da Saúde apontam que o atendimento de jovens do sexo masculino entre 12 e 19 anos em consultas urológicas é até 18 vezes menor do que o de meninas da mesma faixa etária em ginecologistas. Além disso, levantamentos da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) revelam que mais de 70% dos homens adolescentes nunca pisaram em um consultório especializado por vergonha, falta de incentivo familiar ou desconhecimento sobre o próprio corpo, um cenário que alimenta diretamente os índices de negligência médica na fase adulta.

De acordo com a Psicóloga e Neuropsicóloga Sarah Rebeca Barreto, a conhecida resistência do homem adulto em buscar assistência médica não nasce do acaso; ela é cuidadosamente plantada na infância, quando os meninos são ensinados, de forma velada, que manifestar incertezas ou demonstrar dores é um sinal de fraqueza.

"Quando a sociedade e as famílias não criam um lugar seguro para o menino olhar para o próprio corpo, fazer perguntas sem julgamentos e entender a própria saúde, estamos transmitindo a mensagem de que a vulnerabilidade não pertence a ele. Meninos crescem sob a falsa premissa de que precisam 'se virar' e que o corpo é apenas uma ferramenta de performance e força, nunca de zelo. Precisamos questionar essa lógica dentro de casa e mostrar ao filho que cuidar de si é uma demonstração de maturidade e coragem", explica a especialista.

A ausência de orientação especializada durante a transição para a adolescência masculina traz repercussões que ultrapassam os indicadores de saúde física, afetando de forma direta o comportamento e os relacionamentos interpessoais. Segundo a neuropsicóloga, o aprendizado sobre o próprio desenvolvimento biológico é a chave para a construção de uma masculinidade mais empática e consciente dos limites alheios.

"O menino que aprende sobre o próprio corpo aprende, por consequência, a respeitar o corpo do outro. Quando o jovem compreende o que é uma mudança hormonal, o que é um desconforto e o que significa estar vulnerável, ele desenvolve a capacidade de se colocar no lugar do parceiro. Isso transforma profundamente a forma como ele vai se relacionar, a maneira como acolherá e compreenderá um 'não', e a forma como encarará suas primeiras experiências afetivas", reforça.

A educadora parental também enfatiza que a responsabilidade por essa transformação estrutural deve ser compartilhada coletivamente, quebrando a inércia de esperar que o adolescente tome a iniciativa de romper o silêncio por conta própria.

"Não podemos delegar essa função de forma isolada à escola, aos pais ou aos urologistas. É uma demanda cultural abrangente. Se temos um jovem em fase de crescimento, não devemos esperar que ele venha até nós com as perguntas, pois o silêncio e o constrangimento costumam ser a regra imposta a eles pela cultura do 'se vira'. Devemos nos antecipar, oferecendo as respostas, legitimando as angústias e abrindo caminhos concretos de acolhimento clínico e emocional. Ocupar esse espaço com urgência é o único meio de formar homens mais saudáveis e emocionalmente responsáveis", conclui Sarah Rebeca Barreto.


Menopausa: a nova fase da mulher e os cuidados que ninguém te conta

Alterações hormonais, mudanças na pele, ganho de peso, queda de energia e impactos emocionais fazem parte da menopausa. Especialistas explicam como atravessar essa fase com mais saúde, equilíbrio e qualidade de vida 

 

Muito além do fim do ciclo menstrual, a menopausa representa uma importante transição na vida da mulher e pode trazer mudanças significativas para o corpo, a saúde emocional e a qualidade de vida. Ondas de calor, alterações no sono, ganho de peso e dificuldade no emagrecimento, perda da libido, flacidez da pele, queda de cabelo e redução da disposição estão entre os sintomas mais relatados pelas pacientes nessa fase. 

Apesar de ser um processo natural do envelhecimento feminino, muitas mulheres ainda enfrentam a menopausa sem informação adequada e sem acompanhamento profissional, o que pode impactar diretamente o bem-estar físico e emocional. 

Dr. Rodolfo Gusmão, médico integrativo do Instituto Aeon, explica que a menopausa vai muito além das alterações hormonais. “A queda dos níveis de estrogênio influencia diretamente o metabolismo, a saúde cardiovascular, a composição corporal, o sono e até o funcionamento cerebral. É uma fase que exige atenção integral à saúde da mulher”, afirma o especialista. 

Dra Paula Góes, médica especialista em dermatologia, destaca que as mudanças hormonais também afetam diretamente a pele. “Durante a menopausa, ocorre uma redução importante da produção de colágeno, o que favorece flacidez, ressecamento, perda de viço e surgimento de linhas de expressão mais profundas. Muitas mulheres percebem mudanças rápidas na textura e firmeza da pele nesse período”, explica a dermatologista.
 

Mudanças no metabolismo e ganho de peso são comuns  

Um dos pontos que mais incomodam as mulheres durante a menopausa é a alteração na composição corporal. Mesmo mantendo hábitos semelhantes, muitas pacientes relatam aumento de gordura abdominal e dificuldade maior para emagrecer. 

Segundo Dr. Rodolfo Gusmão, isso acontece devido às mudanças hormonais e à redução natural da massa muscular ao longo do envelhecimento. “O metabolismo tende a ficar mais lento, enquanto o corpo passa a acumular mais gordura, principalmente na região abdominal. Por isso, alimentação equilibrada, prática de atividade física e preservação da massa magra se tornam fundamentais nessa fase”, explica. 

Alimentos ricos em proteínas, fibras, cálcio e antioxidantes ajudam a preservar a saúde muscular, óssea e metabólica. Além disso, reduzir alimentos ultraprocessados e excesso de açúcar pode auxiliar no controle inflamatório e hormonal.
 

Sono, humor e saúde emocional também merecem atenção  

As alterações hormonais da menopausa também podem impactar diretamente o sono, o humor e a saúde mental. Irritabilidade, ansiedade, dificuldade para dormir e oscilações emocionais são sintomas frequentes nessa fase. 

“O sono ruim aumenta processos inflamatórios, piora o cansaço, interfere na produção hormonal e pode até favorecer o ganho de peso. Muitas mulheres acreditam que esses sintomas são apenas parte inevitável da idade, mas existem estratégias que ajudam muito na qualidade de vida”, destaca Dr. Rodolfo Gusmão. 

A prática de exercícios físicos, exposição à luz solar, alimentação equilibrada e acompanhamento psicológico podem ajudar no equilíbrio emocional e hormonal durante a menopausa.
 

Cuidados com a pele e estímulo ao colágeno fazem diferença  

Na dermatologia, os cuidados durante a menopausa vão além da estética. Com a queda hormonal, a pele tende a ficar mais fina, sensível e desidratada, exigindo protocolos específicos de tratamento e prevenção.

Dra Paula Góes explica que tecnologias como bioestimuladores de colágeno, radiofrequência, ultrassom microfocado e protocolos de hidratação podem ajudar a preservar a firmeza e a qualidade da pele. “O objetivo não é apenas melhorar a aparência, mas também fortalecer a estrutura da pele e estimular sua regeneração de maneira saudável”, afirma. 

Além dos tratamentos dermatológicos, hábitos simples como hidratação adequada, uso diário de protetor solar e alimentação rica em nutrientes antioxidantes ajudam a manter a saúde da pele ao longo do tempo.
 

A menopausa pode ser vivida com mais qualidade de vida  

Os especialistas reforçam que a menopausa não deve ser encarada como o fim de uma fase produtiva ou saudável da vida da mulher. Com acompanhamento adequado e cuidados individualizados, é possível atravessar esse período com mais equilíbrio, disposição e bem-estar. 

“Muitas mulheres chegam ao consultório acreditando que precisam apenas aceitar os sintomas, mas hoje existem recursos para melhorar significativamente a qualidade de vida nessa fase. O mais importante é olhar para a saúde da mulher de forma completa”, afirma Dra Paula Góes.
 

A importância do acompanhamento profissional  

Cada mulher vivencia a menopausa de maneira diferente, por isso o acompanhamento médico individualizado é essencial para avaliar sintomas, necessidades hormonais, saúde metabólica e qualidade de vida. 

“O cuidado nessa fase precisa ser multidisciplinar. Quando conseguimos alinhar saúde hormonal com reposição de forma individualizada e segura, alimentação, sono, atividade física e saúde emocional, os resultados aparecem tanto no bem-estar quanto na autoestima da paciente”, finaliza Rodolfo Gusmão.
 

 Instituto Aeon

 

Campanha "Empatia Que Aquece" mobiliza doações de cobertores para enfrentar a primeira onda de frio do inverno

Divulgação
Com a chegada do inverno e a previsão de queda acentuada das temperaturas nos próximos dias, o G10 Favelas e a Academia da Prosperidade e da Vida lançam a campanha "Empatia que Aquece", uma mobilização solidária para arrecadação de cobertores e agasalhos destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social. 

A iniciativa nasce em um momento de alerta. Meteorologistas apontam que a primeira onda de frio do inverno de 2026 deve atingir grande parte do Brasil nos próximos dias, com o avanço de uma intensa massa de ar polar sobre as regiões Sul e Sudeste. Em São Paulo, órgãos públicos já ativaram operações especiais para atendimento da população vulnerável em razão das baixas temperaturas. 

Inspirada pela convicção de que a solidariedade é a melhor resposta diante das dificuldades, a campanha traz uma mensagem simples e direta:

 

Para o frio: empatia, não misantropia. Doe um cobertor, aqueça uma família. 

A arrecadação será realizada a partir desta semana e receberá cobertores novos ou em bom estado de conservação, além de contribuições financeiras que serão integralmente destinadas à compra de itens de inverno. 

As primeiras entregas acontecerão na próxima quinta-feira (25), a partir das 9h em Paraisópolis, durante uma ação especial de distribuição organizada pelo G10 Favelas. 

A campanha será oficialmente lançada durante o Coquetel Prosperar nesta segunda-feira, às 19h, no AYA Hub Hub - Cidade Matarazzo, promovido pela Academia da Prosperidade e pelo G10 Favelas, reunindo empresários, lideranças, apoiadores e representantes da sociedade civil em torno de uma causa urgente: proteger vidas durante o período mais frio do ano. 

"Quando a temperatura cai, a solidariedade precisa subir. O frio não escolhe endereço, mas nós podemos escolher não sermos indiferentes. Um cobertor pode representar conforto, proteção e dignidade para quem mais precisa", afirma Gilson Rodrigues, fundador do G10 Favelas e criador da Academia da Prosperidade e da Vida.

  

SERVIÇO:

1ª Distribuição de Agasalhos e Cobertores: Campanha “Empatia que aquece“

Data: Quinta-feira (25/06)

Horários: 09h, 10h e 11h

Local: G10 Favelas - Rua Itamotinga, 100 - Paraisópolis

 

COMO DOAR

Entrega de cobertores:

G10 Favelas

Rua Itamotinga, 100

Paraisópolis – São Paulo/SP

 

Doações via Pix:

CNPJ: 12.772.787/0001-99

Mais informações : Link 

www.g10favelas.com.br 

 


SOBRE O G10 FAVELAS
O G10 Favelas é um bloco de líderes e empreendedores das maiores favelas do Brasil que atua no desenvolvimento econômico e social das periferias, promovendo iniciativas de geração de renda, inclusão produtiva, educação, assistência social e mobilização comunitária.


SOBRE A ACADEMIA DA PROSPERIDADE
A Academia da Prosperidade é um movimento criado por Gilson Rodrigues que promove o desenvolvimento humano, espiritual e empreendedor, conectando propósito, prosperidade e impacto social.



Setor nuclear contrata: ABDAN abre vagas de estágio em Marketing e Comunicação

Oportunidade é voltada para estudantes que desejam atuar em uma entidade estratégica para o desenvolvimento do setor nuclear brasileiro

 

A Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN) está com processo seletivo aberto para contratação de estagiários na área de Marketing e Comunicação. A oportunidade integra o plano de fortalecimento institucional da entidade, que tem ampliado sua atuação em temas ligados à energia, medicina nuclear, inovação, indústria e desenvolvimento tecnológico no Brasil. 

As vagas são destinadas a estudantes de graduação a partir do 2º período dos cursos de Marketing e Comunicação. Os candidatos devem possuir conhecimento intermediário do Pacote Adobe, Canva e redes sociais, além de inglês intermediário. 

Entre as atividades previstas estão o apoio à produção de conteúdo para canais institucionais, cobertura e divulgação de eventos, suporte às ações de comunicação da entidade e desenvolvimento de materiais voltados ao relacionamento com diferentes públicos do setor. 

A ABDAN busca profissionais com boa comunicação escrita, proatividade, criatividade, organização e facilidade para trabalho em equipe. 

O estágio é realizado em formato híbrido, com atuação na sede da associação, localizada no Centro do Rio de Janeiro. A carga horária é de 30 horas semanais, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h. 

Além da experiência em uma entidade de referência nacional, os estagiários terão contato direto com projetos estratégicos relacionados à energia nuclear, medicina nuclear, sustentabilidade, inovação e políticas públicas, ampliando sua visão sobre um dos setores mais relevantes para o futuro do país.

As inscrições podem ser feitas com o envio de currículo e portfólio (quando aplicável) para o e-mail cristianepereira@abdan.org.br

 

Em SP, FECAP oferece bolsas de estudos para alunos de baixa renda, pretos, pardos, indígenas ou com deficiência

Magnific
A Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) está com inscrições abertas para os processos seletivos “Bolsa Social” e “Bolsa Diversidade”, iniciativas que promovem inclusão e acessibilidade ao ensino superior, destinadas a cidadãos com renda per capita familiar bruta de até três salários-mínimos estaduais; e autodeclarados pretos, pardos, indígenas ou pessoas com deficiência.

 

São oportunidades cobrem 50% do valor das mensalidades, nos cursos de Administração, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Ciência da Computação, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Publicidade e Propaganda, Relações Internacionais, Relações Públicas e Secretariado Executivo, para o segundo semestre de 2026.
 

BOLSA SOCIAL 

A “Bolsa Social” é destinada a estudantes com renda per capita familiar bruta de até três salários-mínimos estaduais. As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site da FECAP, clicando aqui, até 10 de julho, sujeito à disponibilidade de bolsas. Após a inscrição deverão ser enviados por e-mail os documentos comprobatórios até a data final das inscrições. A divulgação dos resultados será realizada até o dia 24 de julho, e os selecionados terão até o dia 31 de julho para efetuar a matrícula. 

Para concorrer, o candidato deve atender aos seguintes critérios:

- Ter participado do ENEM em 2024 ou 2025, obtendo média mínima de 450 pontos nas provas e nota acima de zero na redação. Quem não tiver feito o ENEM poderá optar em realizar o Vestibular Desafio;

- Não possuir graduação concluída ou vínculo acadêmico ativo em outras instituições de ensino superior;

- Ter cursado o Ensino Médio integralmente em escola pública ou como bolsista integral em instituição privada;

- Apresentar a documentação exigida, disponível no edital. 

Os candidatos serão classificados com base na média aritmética das notas do ENEM ou da nota do Vestibular Desafio. Em caso de empate, serão considerados critérios como a nota da redação e desempenho nas provas específicas. 

Para manter o benefício, os bolsistas devem cumprir requisitos acadêmicos, como aprovação em pelo menos 75% das disciplinas cursadas em cada período letivo. Casos excepcionais poderão ser avaliados mediante solicitação de reconsideração.
 

BOLSA DIVERSIDADE 

A “Bolsa Diversidade” é voltada a cidadãos autodeclarados pretos, pardos, indígenas ou pessoas com deficiência. As inscrições e o envio dos documentos comprobatórios devem ser realizados até 10 de julho, pelo site da FECAP: clique aqui. A divulgação dos resultados será realizada até o dia 24 de julho, e os selecionados terão até o dia 31 de julho para efetuar a matrícula. 

Os interessados devem cumprir os seguintes requisitos:

- Ser brasileiro nato ou naturalizado;

- Ser autodeclarado preto, pardo, indígena ou pessoas com deficiência;

- Não ser formado em nenhuma graduação, ou seja, essa deve ser a primeira graduação;

- Ter participado do Enem de 2024 ou 2025 e possuir nota igual ou superior a 450 pontos na média, ou ser aprovado no Vestibular Desafio da FECAP;

- Não possuir vínculo acadêmico com outras instituições de ensino superior;

- Não ter tido vínculo com o Centro Universitário Álvares Penteado – FECAP, ou seja, ser aluno ou ex-aluno;

- Ter estudado o ensino médio integralmente em escola da rede pública, ou ter sido bolsista integral;

- Apresentar todos os documentos solicitados no Edital. 

A seleção será feita com base na média aritmética das notas obtidas no ENEM, seguindo critérios de desempate como maior nota na redação e desempenho em áreas específicas; ou da pontuação no vestibular da FECAP. 

Para manter o benefício, os bolsistas devem cumprir requisitos acadêmicos, como aprovação em pelo menos 75% das disciplinas cursadas em cada período letivo. Casos excepcionais poderão ser avaliados mediante solicitação de reconsideração. 

Os editais completos estão disponíveis no site oficial da FECAP. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail bolsasfecap@fecap.br ou pela Central de Atendimento ao Ingressante.


A economia do apetite: como a popularização dos GLP-1 pode transformar o consumo no Brasil

Brasil lidera conhecimento sobre medicamentos para perda de peso na América Latina, mas adoção ainda é baixa; experiência britânica aponta impactos relevantes no consumo de alimentos, bebidas e higiene bucal

 

O início das vendas de versões brasileiras dos medicamentos para perda de peso à base de semaglutida nesta semana promete popularizar o uso e provocar mudanças que vão muito além da saúde. A experiência de mercados mais maduros mostra que a adoção desses tratamentos tem potencial para transformar hábitos de consumo, reduzir gastos com alimentos e bebidas e criar oportunidades para novas categorias de produtos. 

Dados inéditos da Worldpanel by Numerator, provenientes de uma pesquisa realizada entre março e abril deste ano, revelam que o tema já ocupa espaço relevante na rotina dos consumidores latino-americanos, com 32,5% dos lares da região afirmando conhecer os medicamentos para emagrecimento — ante 26,6% em 2025. 

No Brasil, o interesse pelo tema é ainda mais expressivo. Com 76% de awareness, o país apresenta o maior nível de conhecimento sobre medicamentos para perda de peso em toda a América Latina — um avanço de +6 p.p. em relação a 2025 (70%), refletindo o forte interesse e a ampla repercussão das chamadas canetas emagrecedoras. Apesar disso, a adoção ainda permanece restrita. Apenas 2,4% dos domicílios brasileiros declaram contar atualmente com pelo menos um usuário desses medicamentos. Já entre os lares das classes A e B, a penetração sobe para 4,3%, em linha com o percentual de uso encontrado entre os lares conhecedores (4%). Isso evidencia que o consumo ainda está concentrado entre famílias de maior poder aquisitivo, o que deve mudar com a chegada das opções nacionais ao mercado. 

O contraste entre alto conhecimento e baixa utilização sugere um mercado com elevado potencial de expansão nos próximos anos, especialmente à medida que novos medicamentos chegam ao mercado e os tratamentos se tornam mais acessíveis. 

O cenário brasileiro chama ainda mais atenção quando analisado sob a ótica dos hábitos alimentares. Entre os países avaliados pelo estudo na América Latina, o Brasil apresenta o menor índice de consumidores que afirmam seguir uma alimentação equilibrada. Nesse contexto, a crescente popularidade dos medicamentos à base de GLP-1 pode atuar como um catalisador para mudanças no comportamento alimentar, impulsionando escolhas mais saudáveis e transformando categorias inteiras dentro e fora do setor de alimentos. 

Mais do que uma tendência ligada à saúde, o fenômeno já influencia a forma como os consumidores encaram a alimentação. Na América Latina, por exemplo, dados de 2025 mostram que, entre aqueles que iniciaram ou cogitavam iniciar o uso dos medicamentos, 59% afirmavam reduzir a compra de bebidas açucaradas, 55% diminuíram o consumo de alimentos gordurosos e 51% reduziram a compra de produtos com açúcar.

 

Reino Unido antecipa possíveis impactos para o Brasil 

A experiência britânica oferece um indicativo do potencial transformador desses medicamentos sobre o consumo. Segundo levantamento da Worldpanel by Numerator realizado com mais de 11.500 lares no país, a participação de domicílios com usuários de GLP-1 quase triplicou em apenas dois anos, passando de 2,3% em 2024 para 6,3% em 2026. Atualmente, cerca de 1,9 milhão de britânicos utilizam esses tratamentos, sendo que 68% deles têm como principal objetivo a perda de peso. 

O estudo mostra que a adoção dos medicamentos altera diretamente a relação dos consumidores com a alimentação. Mais da metade dos usuários (54%) afirma sentir menos desejo por comida e menos “ruído alimentar”, enquanto 75% relatam reduzir o consumo de chocolates e 72% diminuem a ingestão de snacks e salgadinhos. 

Como consequência, os lares com usuários de GLP-1 gastaram £780 milhões a menos em supermercados durante o período analisado e compraram 299 milhões de unidades a menos do que os demais consumidores. Em média, os gastos anuais dessas famílias foram £418 inferiores aos dos lares sem usuários dos medicamentos. 

Os resultados reforçam uma tendência que pode ganhar escala no Brasil à medida que os tratamentos se tornam mais acessíveis. A redução do apetite e a busca por escolhas alimentares mais equilibradas podem pressionar categorias tradicionalmente associadas à indulgência, como chocolates, snacks, refrigerantes e produtos ricos em açúcar e gordura. 

Ao mesmo tempo, cresce a oportunidade para categorias alinhadas a bem-estar, saudabilidade e nutrição funcional. Produtos ricos em proteína, alimentos com maior densidade nutricional, porções reduzidas e soluções voltadas à saciedade tendem a ganhar relevância na cesta de compras dos consumidores. A transformação também pode impactar o setor de alimentação fora do lar. No Reino Unido, 40% dos usuários afirmam desejar porções menores em restaurantes, enquanto 26% gostariam de encontrar opções específicas para usuários de GLP-1 nos cardápios.

 

Oportunidade para novas categorias 

Embora o impacto mais visível esteja na redução do consumo de alimentos e bebidas, o estudo britânico mostra que a popularização dos medicamentos também cria oportunidades para novas categorias.

Entre os usuários de GLP-1, os gastos com enxaguantes bucais cresceram 20 pontos percentuais acima do observado entre não usuários no país, enquanto as compras de gomas de mascar registraram aumento de 24 pontos percentuais. O movimento está associado à chamada “boca de Ozempic”, efeito colateral caracterizado por ressecamento bucal e alterações no hálito. 

Os dados demonstram que os efeitos da popularização dos medicamentos para emagrecimento vão além da alimentação e podem gerar impactos indiretos em diversos segmentos, incluindo higiene pessoal, saúde, bem-estar e cuidados preventivos. 

Se hoje os GLP-1 ainda representam um fenômeno relativamente restrito no Brasil, os indicadores de conhecimento, interesse e preocupação com o peso sugerem que seu impacto pode se ampliar rapidamente nos próximos anos. A experiência do Reino Unido mostra que essa transformação vai muito além da saúde: ela tem potencial para redefinir hábitos de consumo, remodelar categorias e criar novos espaços de crescimento para a indústria e o varejo.

 

Metodologia

Os dados de 2025 e 2026 da América Latina fazem parte do estudo “The Health Effect”, realizado pela Worldpanel by Numerator com mais de 15 mil entrevistas em nove mercados da região: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru e países da América Central. 

Já o levantamento realizado no Reino Unido analisou mais de 11.500 lares e investigou os impactos dos medicamentos para perda de peso sobre os hábitos alimentares, os gastos com supermercados e o comportamento de compra dos consumidores.

  

Worldpanel by Numerator - decodifica o comportamento do comprador para moldar o futuro das principais marcas e varejistas do mundo.


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