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quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Jovens são o principal grupo de risco para o suicídio no Brasil


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Saiba como identificar sinais e onde buscar ajuda

 

Os jovens são um dos destaques entre os grupos analisados sobre suicídio e lesões autoprovocadas pelo Boletim Epidemiológico, lançado em 2024. Os dados mais recentes levantados no documento indicam que, de 2010 a 2021, o suicídio foi a terceira causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos no Brasil.

 

No mês em que se inicia o Setembro Amarelo, campanha de prevenção ao suicídio e promoção à saúde mental, a psicóloga Letícia Catarina, da Pró-Saúde, indica que as causas para o suicídio entre jovens são plurais. 

 

“O suicídio é um fenômeno multifatorial, isso significa que existem diversas causas que podem desencadear idealizações suicidas. O importante é reconhecer sinais para poder ajudar quem está passando por esse momento”, explica Letícia. 

 

A profissional chama atenção para os principais sinais, principalmente se eles se manifestarem ao mesmo tempo:

 

• Isolamento;

• Mudanças bruscas de comportamento;

• Queda de desempenho estudantil e/ou profissional;

• Preocupação com a própria morte ou falta de esperança;

• Expressão de ideias ou intenções suicidas.

 


Onde buscar ajuda

 

Com o tema Conversar pode mudar Vidas, a campanha Setembro Amarelo tem como objetivo incentivar o diálogo e o pedido de ajuda. “Ao criar uma cultura de empatia e escuta, rompemos o ciclo do silêncio e damos a quem sofre a chance de ser ouvido, acolhido e tratado”, alerta a profissional.  

Qualquer pessoa pode buscar ajuda em CAPS, Unidades Básicas de Saúde, UPA 24h, Pronto Socorro, Hospitais, SAMU 192 e no Centro de Valorização da Vida (CVV) por meio de ligação ao número 188 ou site: http://www.cvv.org.br/

 

Revitimização da mulher: a violência silenciosa que persiste nos tribunais

 

“Mas por que ela estava naquele lugar? Com aquela roupa, esperava o quê? Será que foi mesmo assim?” Frases como essas, infelizmente, ainda ecoam dentro e fora das salas de audiência. Elas são apenas a superfície de uma violência estrutural e muitas vezes invisível: a revitimização da mulher, especialmente em casos de violência sexual e doméstica. Trata-se de uma prática que, embora condenável, ainda é alimentada por instituições que deveriam justamente proteger quem denuncia.

 

Quando falamos em revitimização, estamos tratando de uma forma de violência psicológica institucional, onde a palavra da vítima é sistematicamente colocada em dúvida. Isso acontece nos interrogatórios, nas perguntas feitas com tom acusatório, nas insinuações sobre comportamento, roupas, histórico sexual. Muitas mulheres que denunciam abusos saem do processo mais feridas do que entraram, esmagadas pelo julgamento público e jurídico.

 

Essa lógica perversa não é um erro isolado. Ela é fruto de uma estrutura patriarcal profundamente enraizada no sistema judiciário e nas instituições sociais. O corpo da mulher é constantemente objetificado, sua voz é desacreditada e sua dor é relativizada. Quantas vezes vimos defesas tentarem deslegitimar denúncias com base em fotos, roupas ou relacionamentos anteriores da vítima? Quantas vezes mulheres são tratadas como mentirosas, histéricas ou “interesseiras”?

 

Felizmente, alguns avanços têm sido feitos. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou um protocolo orientando juízes sobre como evitar a revitimização durante audiências, especialmente em casos de violência sexual. A Lei Mariana Ferrer, nascida após um caso emblemático de humilhação pública e institucional da jovem influenciadora, também veio para coibir condutas abusivas nos tribunais e garantir a dignidade das vítimas.

 

Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) também decidiu proibir que mulheres vítimas de crimes sexuais sejam desqualificadas em audiências judiciais e investigações policiais. A decisão entende que a vida sexual da vítima não pode ser utilizada como um argumento para a desqualificação moral por policiais, advogados e juízes.

 

Mas ainda é pouco. Para que essas mudanças realmente façam diferença, é preciso um compromisso coletivo – e institucional – com o combate à violência de gênero. Isso começa com educação, não só nas escolas, mas também nos cursos de Direito, nas instituições jurídicas, nas formações de promotores, advogados e juízes. É inadmissível que o próprio sistema de Justiça continue sendo um dos principais vetores dessa revitimização.

 

Além disso, é essencial que existam políticas públicas eficazes para fiscalizar o cumprimento dessas leis e protocolos, principalmente em casos de violência doméstica e sexual. A responsabilização dos agentes que promovem a revitimização deve ser real e exemplar.

 

Precisamos, urgentemente, sair do discurso para a prática. Não basta reconhecer que a mulher é vítima – é preciso criar estruturas que a acolham, protejam e respeitem sua dor. A revitimização é uma violência que não deixa marcas físicas, mas que perpetua o trauma e afasta ainda mais as mulheres da Justiça. E isso, em pleno 2025, é inaceitável.

 

Mayra Cardozo - terapeuta e advogada especialista em gênero e sócia do escritório Martins Cardozo Advogados Associados. Idealizadora do método Alma Livre, criado para auxiliar mulheres a saírem de relacionamentos tóxicos e abusivos.

 

Cinco cuidados antes de internacionalizar sua empresa para o mercado americano

Presença nos EUA pode ampliar em até 40% a prospecção global, mas 70% das empresas brasileiras fracassam por não validar o mercado nem adaptar seus produtos  

 

Os Estados Unidos, maior mercado consumidor global com PIB acima de US$ 28 trilhões segundo a Small Business Administration (SBA), receberam mais de US$ 20 bilhões em recursos provenientes do Brasil em 2024. Porém, dados da Ecco Planet Consulting, consultoria especializada em internacionalização com sedes em Orlando e Miami, mostram que cerca de 70% das empresas brasileiras que tentam se estabelecer em solo americano fracassam por não realizar estudo de mercado ou por ignorar a necessidade de adaptar seus produtos ao perfil do consumidor local.

Para Alfredo Trindade, CEO da Ecco Planet Consulting e especialista com mais de 25 anos de experiência em internacionalização de empresas, a fronteira entre sonho e ilusão está no preparo. “Abrir uma empresa ou ter endereço nos EUA não garante sucesso. Sem estudo de mercado, planejamento tributário e adaptação cultural, o risco de fracasso é alto”. Por isso, o especialista aponta cinco cuidados antes de realizar a expansão para o exterior:

  1. Estudo de mercado – Validar a aceitação do produto ou serviço junto ao consumidor local.
  2. Análise da concorrência – Mapear os competidores e identificar diferenciais.
  3. Estrutura legal e tributária – Definir corretamente o modelo societário e atender às regras do IRS e às legislações estaduais.
  4. Adaptação cultural – Ajustar comunicação, proposta de valor e canais de distribuição ao perfil americano.
  5. Planejamento financeiro em dólar – Avaliar custos, salários e incentivos por estado para reduzir riscos e garantir previsibilidade.

A expansão para os EUA exige realismo e adaptação ao perfil local, sobretudo em setores como tecnologia, educação e saúde. “Sem estudo de mercado, planejamento tributário e ajustes culturais, 70% das companhias do Brasil fracassam, mesmo em um mercado onde o selo “Made in USA” pode ampliar em até 40% a prospecção internacional. Para 2026, devemos ser impulsionados pela estabilidade regulatória e pelo crédito em dólar. Porém, sem pesquisa, planejamento fiscal e adaptação cultural, 70% dos negócios tendem ao fracasso, enquanto os que se estruturarem terão mais chances de prosperar”, aponta Trindade.


Ano fiscal dos EUA começa em setembro 

É importante destacar que o início do ano fiscal nos Estados Unidos, em setembro, serve como ponto de referência para quem pretende se estabelecer no país. “O calendário americano orienta diretamente o processo de imigração, já que prazos de concessão de vistos e oportunidades de trabalho seguem essa lógica. Existem diferentes categorias disponíveis, como o EB-2 NIW, voltado a profissionais com qualificação avançada, e o EB-5, destinado a investidores. Mas, não há solução única: a escolha deve estar alinhada à realidade financeira e ao perfil profissional de cada candidato”, conclui o executivo.

 



Alfredo Ignacio Trindade Netto - sócio-fundador e CEO da Ecco Planet Consulting. Atua há mais de 25 anos em cargos de liderança no Brasil, Argentina e Estados Unidos, com passagens por multinacionais como Carrier United Technologies, Ingersoll Rand e La Fortezza. Desde 2009, lidera projetos de internacionalização de empresas e investimentos no mercado americano. É formado em Ciências Econômicas pela PUC-SP e Administração de Empresas com ênfase em Marketing pela UNIVERSIDADE BANDEIRANTE - SP e atua como Real Estate Broker licenciado pelo estado da Flórida. Para mais informações, acesse o Linkedin.


Ecco Planet Consulting
Para mais informações, acesse o site oficial, o Instagram ou o LinkedIn.


Mapa mental, resumos ou flashcards: qual técnica de estudo funciona melhor para o ENEM?

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Especialista da Anhanguera orienta estudantes sobre métodos de organização e memorização mais eficazes para a reta final do exame

 

Organizar o tempo de estudo é um dos maiores desafios para quem vai prestar o ENEM. Diante da pressão da reta final, surgem dúvidas sobre como revisar de forma mais eficiente: será que mapas mentais, resumos ou flashcards podem ajudar a manter o foco e potencializar o aprendizado? 

Segundo Danielle Midori Morino, coordenadora do curso de Pedagogia da Faculdade Anhanguera, a resposta depende do perfil de aprendizado de cada estudante. “Não existe uma técnica universal. O ideal é que o aluno identifique se tem mais facilidade em aprender por meio da visão, da escrita ou da repetição, e adapte seu método de estudos de acordo com isso”, explica. 

Os mapas mentais são indicados para quem precisa visualizar conexões e organizar informações de forma esquemática. Já os resumos funcionam bem para estudantes que aprendem melhor escrevendo, enquanto os flashcards são eficazes para quem busca memorização rápida, principalmente em matérias que exigem fórmulas, datas ou definições. 

A especialista ainda reforça que a combinação de diferentes técnicas pode potencializar os resultados. “O estudante pode, por exemplo, criar resumos curtos e transformá-los em flashcards, ou elaborar um mapa mental a partir de conteúdos revisados nos resumos. Isso torna a revisão mais dinâmica e personalizada”, destaca. 

Além da escolha da técnica, é essencial manter a regularidade nos estudos, criar um cronograma realista e reservar momentos para descanso. “O equilíbrio entre disciplina e bem-estar é determinante para chegar mais confiante no dia da prova”, conclui a docente.
 

Plataforma gratuita “100 dias para o Enem”

A Faculdade Anhanguera oferece gratuitamente a plataforma “100 dias para o Enem”, que reúne vídeos curtos com os temas mais cobrados na prova, dicas de redação, possíveis assuntos da atualidade e orientações estratégicas nas quatro áreas do conhecimento. O ambiente virtual ainda possibilita interação com especialistas e envio de conteúdos exclusivos por canal de transmissão. Para acessar a plataforma, basta preencher um breve cadastro com nome, e-mail e telefone, e o estudante recebe imediatamente o link com todos os materiais.

   

Anhanguera

 

Os embates na intralogística com a mão de obra e a evolução tecnológica

Os efeitos da escassez ainda de mão de obra qualificada na intralogística são perturbadores. Os novos trabalhadores de movimentação e armazenagem de materiais não desejam hoje se sujeitar as tarefas 3K (que, em japonês, significam: sujas, perigosas e pesadas).  Os operários mais experientes também não querem continuar praticando as tarefas de carga/descarga de caminhões, carregar caixas para o estoque e abri-las para executar o picking fracionado de acordo com os pedidos, e embalar e conferir as remessas a serem expedidas e assim sucessivamente.  

Em síntese, as tarefas de intralogística, tornaram-se um forte potencial a automação. Assim, observa-se a tecnologia evoluir e solucionar estas questões e outras similares. Neste momento há diversos meios e ferramentas que já estão sendo aplicadas em indústrias e centros de distribuição e que serão apresentados ao mercado principalmente por meio das feiras de negócios em logística, além de outras ações pontuais. 

Apesar de muita inovação, nada foi descoberto ou criado sem uma base de conhecimentos que evoluiu nas últimas décadas. A intralogistica é a nova forma de ver o clássico material handling (manuseio) dos norte-americanos, enquanto manutention evoluiu para o loger (abastecer em francês), e vale destacar ainda o sistema Toyota de Produção que, nos anos 1990, motivou o pensamento Lean. 

Partindo do todo, na Cadeia de Suprimentos ou Supply Chain, vemos uma integração cada vez maior dos sistemas de planejamento e gestão (ERP, TMS, WMS, WCS, MES e outros) proporcionando uma visibilidade de ponta a ponta, com o emprego de sensores, IoT, RFID, etiquetas inteligentes e dispositivos conectados para monitorar em tempo real inúmeras variáveis como temperatura, inventário, ocupação, entre outras. 

Há uma comunicação ultrarrápida e estável dos robôs por meio de tecnologias de conectividade, sistemas de apoio à decisão avançados, com apoio da IA para otimização de recursos e processos. 

Surgiram também os veículos autônomos e drones para vencer os desafios da logística e que fazem interface com a intralogística. Os sistemas logísticos (inbound e outbound), gestão de fretes, devoluções, logística reversa/circular também contribuem para agilização e avanços no processo. 

A lista de novidades na logística é animadora com a automação de processos de compras, programação, transporte, armazenagem, e programação de entregas/docas. Em nossos dias, há grande presença de armazéns automáticos com transelevadores, shuttles, empilhadeiras autônomas, conveyors e sorters inteligentes e paletes, e unitizadores que evoluem a cada edição de nossos treinamentos ou seminários nesta área tão complexa, mas fascinante. 

Já estão ficando frequentes robôs (manipuladores), com visão computacional e machine learning, que evoluem também para a forma humanoide. E há mais novidades ainda, como a IA analytics, gêmeos digitais e dashboards inteligentes que são aplicados cada vez mais em um ambiente de segurança cibernética e operacional para uma gestão robusta da operação. 

Os adventos abrangem também a sustentabilidade e eficiência energética, racionalização de embalagens e fluxos para reduzir a emissão de C0. Estes tópicos são apenas uma amostra do estado da arte da intralogística pelo mundo e que também se apresenta no Brasil. Não se pode, portanto, lutar contra os avanços tecnológicos e operacionais, pois ninguém jamais venceu essa batalha. O caminho certeiro é a tecnologia.

  

Reinaldo A. Moura - engenheiro industrial com mais de 60 anos de experiência, é fundador do Grupo IMAM (1979) e atual conselheiro. Pioneiro na introdução de conceitos como Intralogística, Kanban, 5S e Lean no Brasil, atuou em mais de 100 empresas com treinamento e assessoria. Diretor técnico das Missões de Estudo da IMAM ao Exterior, é também publisher da Revista LOGÍSTICA desde 1980, atual conselheiro da INTRA-LOG Expo & Fórum. Possui formação pela FEI e mestrado pela Poli-USP, além de ter lecionado em instituições como FEI, Mackenzie e Mauá. Autor de diversos livros.



Estágio 2025: MRS abre novo ciclo com vagas para universitários e técnicos


São 82 oportunidades disponibilizadas entre SP, MG e RJ, com inscrições abertas até 24 de setembro

  

A MRS Logística abriu as inscrições para o segundo ciclo do Programa de Estágio 2025, que chega com novidades: nesta edição, além dos universitários, estudantes de cursos técnicos também podem participar.

As inscrições devem ser realizadas até o dia 24 de setembro através do link: Link

Ao todo, a companhia oferece 82 vagas que serão distribuídas entre diversas cidades nos três estados onde a MRS opera. São elas:

  • Rio de Janeiro: Volta Redonda, Pinheiral, Rio de Janeiro, Quatis, Engenheiro Paulo de Frontin, Itaguaí, Valença e Barra do Piraí;
  • Minas Gerais: Juiz de Fora, Conselheiro Lafaiete, Jeceaba, Belo Horizonte, Mário Campos, São Brás do Suaçuí, Barbacena e Belo Vale;
  • São Paulo: Jundiaí, Itaquaquecetuba, Santos, São Paulo, Santo André, Pindamonhangaba, Itirapina, Taubaté e Cubatão.

O programa é direcionado a estudantes técnicos e de graduação, com critérios específicos de formação:

  • Técnico - é necessário ter cursado ao menos um semestre e previsão de conclusão entre dezembro de 2026 e dezembro de 2028;
  • Superior - são aceitas inscrições de bacharelado (conclusão prevista entre dezembro de 2027 e dezembro de 2028) e tecnólogo (formatura entre junho de 2026 e junho de 2027).

A jornada será de 6 horas diárias. Durante o primeiro ano, os estudantes deverão atuar presencialmente, e a partir do segundo ano, mediante a possível renovação contratual, o estágio passa a ser realizado no modelo híbrido.

Além da remuneração compatível com o mercado, os selecionados terão acesso a benefícios como vale-refeição ou alimentação, vale-transporte, plano de saúde, seguro de vida e Wellhub.

Com esse novo ciclo, a MRS reforça seu compromisso em formar talentos e oferecer oportunidades que unem aprendizado prático, desenvolvimento profissional e experiências transformadoras para jovens em início de carreira.

 

MRS

 

 

Atualizando o 11 de Setembro: ameaça “narcoterrorista” venezuelana aos EUA e oportunidade para o Brasil


Os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 marcaram significativamente as relações internacionais. O evento, logo no início do século XXI, pode ser estudado por diversas perspectivas, desde a teoria da guerra justa (dos pensadores medievais aos contemporâneos) à teoria de regimes internacionais (na produção do direito internacional para fins específicos).

Mas, a perspectiva inescapável parece ter sido aquela cunhada por Samuel Huntington, em 1996, o “choque de civilizações” (entre as civilizações ocidentais e não-ocidentais), quando o autor afirma que a base fundamental dos conflitos internacionais será cultural e não mais ideológica ou econômica.

Huntington tem sua tese materializada cinco anos depois, quando ocorrem os atentados de 11 de setembro de 2001, nos EUA: ataques terroristas assumidos por Osama bin Laden, numa “guerra” religiosa-civilizacional. Passados 24 anos, qual o nível de preocupação com o terrorismo tal qual o for concebido em 2001?

Criado pelos EUA ainda em setembro de 2001 como resposta aos ataques terroristas, o Departamento de Segurança Interna (Department of Homeland Security) produz, a partir de seu Escritório de Inteligência e Análise (Office of Intelligence and Analysis), relatórios de avaliação de ameaças internas (Homeland Threat Assessment).

O relatório de 2025 trata de ameaças de terrorismo relacionadas a temas como imigração, crime organizado transnacional, ataques cibernéticos e competição geopolítica e estratégica a partir de quatro dimensões: segurança pública e proteção, segurança de fronteira e imigração, segurança de infraestrutura crítica e segurança econômica.

O relatório indica textualmente que “a produção, o tráfico e a venda de drogas ilegais por criminosos transnacionais e nacionais continuarão a representar a ameaça mais letal às comunidades nos Estados Unidos”. Aqui, chama a atenção a disposição do atual Governo Trump para relacionar a Venezuela como fonte de ameaça à segurança dos EUA e suas últimas ações.

A Venezuela de Nicolas Maduro é o alvo da vez. Após deslocar navios de guerra americanos à região como manifestação de poder em relação à Venezuela e de proferir ataque letal a (suposta) embarcação que transportava drogas em direção aos EUA, Trump autorizou que jatos americanos derrubem caças venezuelanos em eventuais sobrevoos a navios americanos. 

Com a cabeça a prêmio desde seu primeiro governo e na gestão Biden, Maduro parece alimentar o exercício de Trump – apoiado no lema MAGA (Make America Great Again) de legitimar políticas domésticas e forjar apoio político nacional frente à percepção de um inimigo externo que produz ambiente social de insegurança nos EUA: imigrantes e consumo de drogas.

Esse cenário faz incidir sobre o Brasil certa atenção ao considerar a fronteira de frágil controle entre Brasil e Venezuela que pode deslocar integrantes narcoterroristas ao Brasil e envolver o país numa relação menos amistosa com seu vizinho em cenário recente já menos amistoso dada a eleição venezuelana sob fortíssimas suspeitas de fraude.

O Brasil pode ficar em situação mais sensível do que se espera, nesse cenário, ao considerar que a Venezuela espera que o BRICS condene o comportamento americano. O Brasil tolera o governo de Maduro. Mas, qualquer posição brasileira favorável ao governo de Caracas pode deixar o Brasil dando mais apoio ao regime de Maduro do que deveria e criar indisposição com os EUA.

Ao mesmo tempo, isso cria oportunidade de revitalizar a liderança brasileira na região, caso o Brasil assuma posição de interlocutor entre Venezuela e EUA. Em tempos de UNASUL (ainda) desarticulada e de frágil inserção internacional dados os limites globais de participação decisiva do Brasil nos conflitos internacionais, a América do Sul ressurge como alternativa.

Entre os limites tradicionais da atuação de nossa política externa com base nos princípios de não-intervenção e autodeterminação dos povos, pode ser oportuno ao Brasil continuar a fazer aquilo que faz de melhor – promover diálogo cooperativo – a fim de promover a região como espaço de paz em que seja o Brasil ator preponderante na produção da ordem regional.

 

Leonardo Carvalho Braga - professor do Curso de Relações Internacionais da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio


Decisão Judicial Obriga SABESP a Devolver Valores Cobrados Como “Fator K” de Restaurante, Retroagindo 10 Anos

                    Uma decisão judicial recente determinou que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP) suspenda a cobrança do chamado “Fator K” nas faturas de um restaurante em São Paulo. A tarifa, aplicada sem estudo técnico-científico prévio, foi considerada indevida pelo Judiciário.

            No processo nº 1014806-43.2025.8.26.0100, o restaurante contestou a cobrança adicional que começou em fevereiro de 2025, alegando que a SABESP não apresentou “justificativa plausível” nem “estudo técnico” que fundamentasse a inclusão do encargo na conta de água. No entanto, a decisão judicial estabelece que a inexigibilidade da cobrança e a restituição dos valores pagos indevidamente são aplicáveis a partir de fevereiro de 2015, considerando o prazo de prescrição para o ressarcimento de tarifas.

            A juíza da 36ª Vara Cível de São Paulo, Paula da Rocha e Silva, ressaltou que “a ausência de estudo técnico prévio por parte da SABESP e a cobrança arbitrária do 'Fator K' nas faturas do autor configuram os requisitos necessários à procedência do pedido”. A magistrada, ao reconhecer a ilegalidade da cobrança, determinou a inexigibilidade da tarifa "Fator K" e sua exclusão das faturas de consumo, enquanto a SABESP não apresentou os devidos estudos que comprovem a necessidade da tarifa. 

            A cobrança é baseada no Decreto Estadual nº 41.446/1996 e visa tarifar usuários que lançam “carga poluidora excessiva” na rede pública de esgoto. Porém, para a aplicação, exige-se estudo técnico detalhado, que não foi apresentado no caso.

            Em decisão relacionada, o desembargador Dario Gayoso reforçou que a jurisprudência que exige, para a cobrança de tarifa mais elevada, trabalho técnico prévio para constatação de eventual enquadramento. Ele concedeu tutela de urgência para que a SABESP cessasse a cobrança do “Fator K” enquanto não apresentasse esse estudo.

            O reconhecimento da abusividade da cobrança de Fator K gerou um crédito ao restaurante referente a restituição dos valores pagos indevidamente durante a última década.

            A decisão reforça a importância de uma atuação rápida, já que a suspensão da tarifa “Fator K” impediu que a empresa continuasse acumulando prejuízos financeiros expressivos, conforme reconhecido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

            O caso evidencia uma tendência de maior fiscalização e judicialização para assegurar que tarifas públicas sejam aplicadas com transparência e respaldo técnico, protegendo os consumidores empresariais contra cobranças arbitrárias.

            Em razão da cobrança indevida do "Fator K" nas faturas de água e esgoto, muitos empresários têm enfrentado encargos excessivos, sem que haja justificativa técnica clara. Nesse contexto, é possível ingressar com ação judicial para a interrupção da cobrança e a restituição dos valores pagos indevidamente.

           

 Número do Processo: 1014806-43.2025.8.26.0100


Marcus Vinicius L. R. Gonçalves
OAB/SP 151.499

 

Levantamento da Timelens em parceria com a Think Olga revela maior interesse das mulheres por autonomia financeira, enquanto homens desejam sucesso e reconhecimento no mercado de trabalho

 

  • Análise feita a partir de menções nas redes sociais indica que mulheres demonstram 114% mais afinidade com temas relacionados a trabalho e satisfação, já os homens apresentam 90%;
  • Já referente a fama ou reconhecimento, o interesse deles é de 110% e delas de 86%;
  • Dados da pesquisa Os Sonhos Dela, da Think Olga, reforçam que 60% das mulheres sonham com a estabilidade financeira;


Ao mesmo tempo em que as mulheres sonham com mais autonomia financeira, os homens desejam fama e sucesso no mercado de trabalho. É o que aponta pesquisa da Timelens, empresa de tecnologia e inteligência de dados para negócios, marcas e creators, em parceria com a Think Olga.  Elas demonstram 114% mais familiaridade com questões ligadas à carreira sólida e estabilidade, para eles, o número é de 90%. Porém, quando o assunto é o reconhecimento, cerca de 110% tem afinidade, no caso delas, o número cai para 86%. 

O levantamento foi realizado a partir de menções em redes sociais com recorte de gênero entre os anos de 2021 e 2025. Entre as usuárias do sexo feminino, a faixa etária de 25 a 34 anos demonstrou maior engajamento por pautas relacionadas à vida financeira e ao trabalho. Já entre o sexo masculino, a maior preferência por assuntos como fama e sucesso foi identificada na faixa de 18 a 24 anos — a mesma que, entre as mulheres, apresentou o menor índice de preferência nesses temas. 


Fonte: TimeLens, 2025 - TikTok Ads Manager

 


"Enquanto para muitas mulheres sonhar significa conquistar o básico: estabilidade, segurança e reconhecimento profissional, os homens costumam associar seus desejos a status e pertencimento. Essa diferença tem raízes profundas nas responsabilidades desiguais que recaem sobre cada gênero, especialmente no que diz respeito ao cuidado e à gestão da vida doméstica.” Isabel Mossato, Head de Estratégia da Timelens. 

Para complementar a análise, a pesquisa Os Sonhos Delas, da Think Olga, faz um mergulho no imaginário feminino de diferentes gerações. O estudo aponta que 60% sonha com segurança financeira, um desejo comum entre todas as idades, regiões e estratos sociais. Além disso, a carreira é um dos principais desejos das mais jovens, entre 18 e 29 anos. “Quando olhamos especificamente para as mulheres negras, elas apresentam resultados maiores nos sonhos relacionados à vida profissional, tanto na juventude quanto atualmente”, explica Maíra Liguori, presidente da Think Olga e cofundadora da Think Eva. 

Essa disparidade se reflete no consumo. À medida que as mulheres compram mais comida, roupas, produtos para a saúde, os homens gastam com álcool e cigarro. É o que diz um estudo da instituição financeira Goldman Sachs. Além disso, elas investem 90% da renda nas necessidades da família, enquanto eles, 30% a 40%. 

“Não há nada de errado em desejar fama ou bens, mas além do ponto de partida, a possibilidade de sonhar com essas conquistas e o sucesso também é desigual para as mulheres. Ainda estamos longe da autonomia financeira feminina e a igualdade no mundo do trabalho. Somos nós que cuidamos das necessidades de um idoso doente, de uma criança. Não à toa, são as mães, negras e chefes de família mais prejudicadas pela pobreza, que é cada vez mais feminina no Brasil e no mundo”, finaliza Maíra. 



Timelens
Para saber mais acesse aqui.


Demissão não apaga carreira: por que a sua história vale mais que o crachá

O foco deve ser a sua carreira, e não o cargo ou o crachá. Essa frase nunca fez tanto sentido quanto agora, diante das demissões em massa promovidas pelo Itaú. 

Mesmo com lucros bilionários, o banco dispensou centenas de colaboradores em diferentes áreas, alegando baixa produtividade e desalinhamento cultural. Em Fortaleza, em São Paulo e em outros polos, sindicatos denunciaram a ausência de diálogo, gerando reações no Ministério Público do Trabalho. Para quem foi atingido, pouco importa se a justificativa foi “eficiência” ou “cultura organizacional”: o impacto é concreto, atinge famílias e provoca rupturas. 

Esse caso não é isolado. Em 2023, o setor de tecnologia cortou milhares de vagas em empresas como Meta, Amazon e Google. Antes disso, no Brasil, vimos cortes em montadoras e, nos anos 90, nas privatizações, quando crachás que simbolizavam status e estabilidade desapareceram de um dia para o outro. O fio condutor é o mesmo: cargos e empresas mudam, mas a carreira — construída com consciência e estratégia — permanece. 

O crachá abre portas e oferece momentaneamente uma identidade, mas não sustenta sua trajetória. Quando a diretoria decide desligar centenas de pessoas de um dia para o outro, fica evidente que o valor real está na soma de competências, reputação e relacionamentos que cada profissional constrói. Quem investiu em ampliar repertório, fortalecer presença no mercado e cultivar uma rede sólida de contatos tem mais condições de se reposicionar, enquanto quem dependeu exclusivamente do cargo pode enfrentar um caminho mais doloroso. Fernando Henrique deixou de ser presidente em 2002, mas continua ouvido como intelectual. Luiza Trajano não é apenas “presidente do Magazine Luiza”; sua trajetória virou símbolo de visão de longo prazo e impacto social. Roger Federer aposentou a raquete, mas sua marca pessoal transcende a quadra. O crachá muda, mas a carreira permanece como legado. 

Se você foi atingido por esse layoff, o que construiu até aqui será posto à prova. Se não construiu, talvez este seja o ponto de virada — duro, mas necessário — para reorganizar sua trajetória. Perder o emprego nunca é fácil, mas pode ser o gatilho para rever caminhos, assumir o protagonismo da própria história e não deixar que sua identidade seja reduzida ao crachá de uma empresa, por maior que ela seja. 

No fim, o crachá pode ser retirado a qualquer momento. O que ninguém pode tirar é a história única que você escreve todos os dias.

 

Clara Laface – Consultora de Imagem Pessoal e Corporativa

 

O Brasil não tem marcas globais. E talvez isso diga mais sobre nós do que imaginamos

O Brasil é a nona maior economia do mundo. Exportamos carne, café, aviões, cosméticos e criatividade. Temos produtos competitivos, uma cultura vibrante e uma capacidade inata de criar. Mas quando se observa os rankings das marcas mais valiosas do planeta, o país simplesmente não aparece. Nenhuma marca brasileira figura entre as cem mais reconhecidas globalmente. Nenhuma entre as duzentas. Em alguns rankings, nem entre as quinhentas. 

A ausência não é apenas estatística — é simbólica. E talvez o problema não esteja no produto, no preço ou na logística. Talvez esteja na forma como o Brasil se comunica com o mundo. 

Durante décadas, internacionalizar foi sinônimo de exportar. Para muitas empresas brasileiras, estar em outro país significava apenas enviar produtos com o mesmo rótulo, a mesma campanha e a mesma lógica de comunicação. Mas o mundo mudou. Hoje, internacionalizar é construir significado. É ser compreendido, respeitado e desejado — não apenas disponível. Marcas globais não são aquelas que vendem em vários países, mas aquelas que fazem sentido em diferentes contextos culturais. E isso exige mais do que logística: exige estratégia, adaptação e sensibilidade. 

No entanto, o marketing brasileiro ainda fala só português. A lógica predominante nas empresas é a da padronização. Campanhas são replicadas com mínimas alterações, ignorando nuances culturais, linguísticas e simbólicas. Essa abordagem compromete a eficácia da comunicação e revela uma visão limitada sobre o papel do marketing na construção de marca. Segundo uma meta-análise da Universidade Federal do Paraná, apenas setenta estudos relevantes sobre marketing internacional foram publicados no Brasil entre 1997 e 2010. A maioria tem caráter exploratório, com pouca aplicação prática. O resultado é um mercado que forma profissionais com foco doméstico, sem preparo para atuar em ambientes multiculturais. 

A pesquisa da PwC reforça o alerta: trinta por cento dos líderes empresariais brasileiros apontam a falta de talentos qualificados como o maior risco estratégico para seus negócios. E quando se trata de comunicação global, essa ausência se torna um abismo. 

Comunicar-se globalmente exige mais do que fluência em outro idioma. Exige compreender códigos culturais, adaptar narrativas e construir pontes simbólicas entre contextos distintos. É justamente nesse ponto que muitas marcas brasileiras falham: ao tratar a linguagem como ferramenta técnica, e não como ativo estratégico. Nesse cenário, a tradução deixa de ser uma etapa final e passa a ocupar um papel central na construção de significado. 

É nesse ponto que tradução e localização deixam de ser tarefas operacionais e passam a ser decisões estratégicas. Traduzir não é apenas converter palavras. É interpretar intenções, adaptar registros, preservar nuances. Localizar não é apenas ajustar formatos — é reconstruir a mensagem para que ela faça sentido em outro universo cultural. Empresas que ignoram esse processo correm riscos silenciosos: campanhas que não ressoam, slogans que perdem força, narrativas que soam deslocadas. E o mais grave — marcas que não constroem vínculo. 

Em mercados maduros, equipes de marketing trabalham lado a lado com empresas especializadas em tradução e localização, formando parcerias estratégicas que garantem consistência, sensibilidade cultural e impacto global. Essas colaborações não apenas evitam erros — elas potencializam a marca, tornando-a capaz de dialogar com públicos diversos sem perder identidade. No Brasil, ainda é raro encontrar essa sinergia. O tradutor técnico existe. O profissional de marketing também. Mas o especialista em internacionalização de marca, que une linguagem, cultura e estratégia, ainda é exceção. E as parcerias entre empresas de tradução e equipes de branding global ainda são subexploradas — quando poderiam ser vetores de expansão e diferenciação. 

A ausência de integração também se reflete no ambiente digital. Em um mundo onde a primeira interação com uma marca acontece, quase sempre, por meio de uma busca online, não ser encontrado é não existir. E muitas empresas brasileiras que tentam se internacionalizar enfrentam justamente esse obstáculo: não aparecem nas buscas locais, não são indexadas corretamente, não falam a língua do mercado que desejam atingir.

O motivo? SEO feito sem localização. O trabalho de otimização para mecanismos de busca — quando feito apenas em português ou com traduções literais — ignora os termos, hábitos e intenções de busca dos consumidores estrangeiros. Palavras-chave não são universais. Elas são culturais. E o SEO precisa ser localizado com o mesmo cuidado que se dá a uma campanha publicitária. 

A popularização da inteligência artificial generativa trouxe agilidade à tradução, mas também reforçou um dilema: sem curadoria estratégica, a tecnologia não garante adaptação cultural nem coerência de marca. E é justamente aí que muitas empresas enfrentam um obstáculo — encontrar parceiros que aliem domínio técnico, sensibilidade linguística e visão estratégica continua sendo raro. O risco não está na ferramenta, mas na ausência de profissionais capazes de usá-la com inteligência e propósito. 

Empresas globais já entenderam isso. Elas trabalham com equipes multidisciplinares que unem especialistas em SEO, tradutores, estrategistas de conteúdo e profissionais de marketing internacional. No Brasil, essa integração ainda é rara — e o resultado é uma presença digital limitada, que não alcança, não engaja e não converte. 

A ausência de marcas brasileiras entre as mais valiosas do mundo revela uma falta de investimento em branding internacional, uma visão estratégica limitada e uma subvalorização da comunicação como ativo global. Para mudar esse cenário, o Brasil precisa formar profissionais com competências interculturais, valorizar tradução e localização como ferramentas de marca, integrar SEO localizado à estratégia digital, abandonar a lógica replicadora e investir em posicionamento global de longo prazo. 

Temos produtos. Temos talento. Temos alma. Mas isso não basta. Para que o mundo nos reconheça, precisamos contar nossa história com inteligência, sensibilidade e estratégia. O futuro das marcas brasileiras não está apenas em novos mercados — está em novas narrativas. E isso começa com profissionais preparados para traduzir o Brasil para o mundo. 

 

Juliana Pazetti - diretora executiva na Pazetti Traduções, empresa que conecta empresas e pessoas por meio da tradução, da interpretação e da acessibilidade. É especialista em Comunicação Multilíngue e atua há mais de 18 anos em tradução, localização, tradução audiovisual e coordenação de projetos de interpretação. Residiu na Inglaterra e Itália. É formada em Administração de Empresas e pós-graduada em Tradução. https://pazetti.com.br/

 

Especialistas listam 6 cuidados essenciais com o carro para quem viaja ao litoral


Com o turismo interno em expansão, cada vez mais brasileiros estão optando por destinos próximos, em especial cidades litorâneas acessíveis de carro. O chamado turismo de proximidade ganhou força nos últimos anos e segue em alta em 2025: pesquisas recentes indicam que cerca de 65% dos brasileiros devem escolher destinos nacionais para suas próximas férias, e boa parte desse público aposta em viagens curtas, feitas por rodovias.  

Esse movimento também impulsiona o aumento de viagens ao litoral, cenário que exige atenção redobrada dos motoristas com a maresia. A alta concentração de sal no ar acelera processos de corrosão e oxidação, afetando pintura, componentes mecânicos e até o sistema elétrico do veículo.  

De acordo com especialistas da AutoZone Brasil, maior rede varejista de autopeças do mundo, pequenos cuidados preventivos antes e depois da viagem podem evitar dores de cabeça e custos elevados de manutenção. Confira as dicas:  

1.   Guarde seu carro em garagem fechada - Sempre que possível, deixe seu veículo em um local coberto e fechado, evite estacioná-lo nas ruas e próximo ao mar, já que o sal desgasta a pintura e outros componentes do interior do carro. 

2.   Aplique cera protetora – Criar uma camada de proteção ajuda a reduzir a ação corrosiva da maresia sobre a pintura. 

3.   Verifique a parte inferior do veículo – A oxidação começa por baixo: atenção ao escapamento, suspensão e parafusos. Sempre que possível, peça uma limpeza completa do chassi. 

4.   Lubrifique fechaduras e dobradiças – O sal no ar pode travar portas e vidros. Uma lubrificação simples evita desgaste precoce. 

5.   Atenção aos componentes elétricos – Cabos, conectores e terminais da bateria são bastante vulneráveis à maresia. Limpezas periódicas ajudam a manter a vida útil. 

6.   Cuidado com os freios – Após banhos de mar ou contato com areia molhada, é importante checar pastilhas e discos, que podem sofrer desgaste acelerado.  

“Os motoristas muitas vezes não percebem os efeitos da maresia a curto prazo, mas, com o tempo, ela pode comprometer desde a estética até a segurança do veículo. A prevenção é sempre o melhor caminho, e nossos especialistas estão disponíveis para orientar gratuitamente em nossas lojas no litoral do país”, afirma a AutoZone Brasil.  

 

Para auxiliar os motoristas que vivem ou circulam por cidades litorâneas, a AutoZone oferece em suas lojas teste gratuito da bateria, verificação gratuita do sistema de carga e partida e checagem gratuita do sistema de iluminação. A AutoZone conta com lojas no litoral de São Paulo (Guarujá, Santos, Praia Grande e Caraguatatuba), Rio de Janeiro (Itaguaí) e Santa Catarina (Joinville).    

 

www.autozone.com.br

 

Liberdade para escolher quando desacelerar na carreira: o novo planejamento patrimonial das mulheres


As mulheres estão cada vez mais bem-sucedidas no mercado de trabalho, em um equilíbrio entre acumular patrimônio ao longo da vida e realizar desejos de consumo compatíveis com suas conquistas. A aposentadoria deixou de ser uma fase obrigatória de final de carreira e passou a ser encarada como uma decisão de liberdade para usufruir com saúde do novo tempo livre. Junto a essa tomada de decisão vem a preocupação em manter o padrão de vida. 

A expectativa de vida feminina no Brasil ultrapassa os 79 anos, segundo o IBGE, o que significa quase sete anos a mais que a masculina. Como Planejadora Financeira, acompanho as minhas clientes e percebo que elas não desejam apenas segurança financeira, mas a tranquilidade de saber que poderão continuar vivendo do mesmo modo quando decidirem se aposentar, sem precisar abrir mão de escolhas pessoais e preservando o seu legado para as próximas gerações. 

A reorganização financeira de renda proveniente do trabalho ativo para a renda passiva do portfólio de investimento exige um planejamento estruturado. Para que o patrimônio acumulado seja capaz de continuar proporcionando conforto e qualidade de vida sem ser dilapidado. Existem estratégias possíveis de serem planejadas e que trazem eficiência na gestão desse patrimônio, equilibrando liquidez imediata com recursos que continuam investidos com foco no médio e longo prazos, assegurando estabilidade e crescimento da carteira de investimentos. 

Com a maior longevidade e a diversidade nas estruturas familiares, é alto o número de mulheres que herdam ou passam a administrar sozinhas grandes fortunas. Muitas enfrentam essa transferência de riqueza sem terem participado da construção da carteira de investimentos ou terem sido preparadas para esse momento, por raramente terem conversas sobre gestão do patrimônio com o tomador de decisões. Minha recomendação é tratar a sucessão patrimonial como tema de governança familiar, com diálogo aberto e a participação nas tratativas sobre os bens da família. 

O protagonismo feminino está mais representativo também no mercado financeiro. Pesquisas recentes mostram que nós, mulheres, respondemos hoje por mais de um quarto dos investidores de renda variável na B3, um crescimento de mais de 80% em cinco anos. Esse avanço indica maior disposição das mulheres participaremativamente da gestão dos investimentos, buscando a diversificação e com visão de longo prazo. O perfil de investidora que mais predomina, entre as minhas clientes, é aquele com foco em preservação e segurança do patrimônio, principalmente com estratégias em renda fixa, e abertas a terem orientações sobre demais classes de ativos para trazer maior sofisticação e retorno, de forma estruturada e não especulativa. 

Mais do que proteger os investimentos, entendo que o desafio das mulheres de alta renda é fazer o dinheiro trabalhar para elas, por meio dos juros compostos e segurança na escolha dos ativos no momento de mercado, considerando inclusive a eficiência fiscal e tributária. A função do patrimônio construído será garantir que ele proporcione qualidade de vida, manutenção do padrão de consumo e assegure um legado estruturado para as próximas gerações. Planejar com estratégia é transformar riqueza em liberdade. No caso de nós, mulheres que conquistaram esse espaço, liberdade é o ativo mais valioso de todos.
 

Samira Munaier - Planejadora Financeira CFP® na Monte Bravo

 

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