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segunda-feira, 8 de setembro de 2025

People Analytics: como transformar dados em estratégia?


As pessoas são o principal capital que as organizações têm e, em tempos de crise, se tornam peças-chave para solucionar desafios. Por isso, a análise de seus indicadores, desde a aprendizagem inicial até a curva de desempenho, é uma ação de extrema importância. É nesse contexto que o People Analytics ganha protagonismo, tanto na gestão de pessoas quanto em tomadas de decisões estratégicas. Mas, será que as empresas compreendem, de fato, como transformar dados em estratégia?

Não é novidade que o RH deixou, há muito tempo, de ser uma área meramente operacional e burocrática, focada apenas em folha de pagamento e rotinas administrativas. Sua participação tem se tornado, cada vez mais, um agente estratégico para o crescimento da companhia. Neste sentido, o People Analytics é um recurso que contribui para este movimento de transformação do setor, uma vez que se trata de uma abordagem que, com base nos dados dos colaboradores, torna possível entender o perfil das pessoas que trabalham na organização, identificar pontos fortes e fracos, bem como localizar gargalos que prejudicam o crescimento da empresa.

Olhar esses indicadores permite não apenas conhecer melhor a equipe, mas também mensurar a satisfação do colaborador e analisar se há diversidade do time, ou seja, se há equilíbrio entre gêneros, etnias entre outros fatores. Ter esse conhecimento é o que contribui para que a organização aplique medidas que garantam desde uma maior retenção de talentos, até promover um melhor clima organizacional.

Como prova do impacto do People Analytics, uma pesquisa da HR Strategy mostrou que 67% das empresas que utilizam a ferramenta já perceberam ganhos na retenção de talentos e redução da rotatividade. Isso mostra que investir na análise de dados não é mais algo opcional, mas essencial para garantir a sobrevivência do negócio. Não à toa, outro estudo do Infojobs com 520 profissionais de RH revelou que 95,5% dos entrevistados consideram essencial ou muito relevante o uso de informações estruturadas para melhorar processos e construir experiências.

Corroborando ainda mais com esta tendência, um levantamento do LinkedIn com mais de 7 mil profissionais consultados em 35 países indicou que 73% das companhias pretendem priorizar soluções de análise comportamental e de movimentação de funcionários nos próximos cinco anos.

Os estudos citados ajudam a elucidar que o analytics, sem dúvidas, é o recurso com maior capacidade de mudar as realidades organizacionais. Isso é, de nada adianta investir em estratégias, sem conhecer, a fundo, o seu negócio. Em se tratando das equipes, analisar os indicadores de cada membro é crucial, uma vez que, mesmo diante da atual era da transformação digital, as pessoas continuam sendo o centro do negócio.

No entanto, mesmo diante dos ganhos e vantagens do People Analytics, em muitas empresas, ainda falta adquirir maturidade neste tema. A pesquisa da HR Strategy também apontou que, das empresas que utilizam a análise de dados, 27% ainda dependem de planilhas e 23% operam com funcionalidades limitadas nos sistemas. Isso mostra o desafio ainda enfrentado pelas organizações em utilizar o máximo potencial deste recurso.

É preciso enfatizar que nenhuma solução consegue sozinha mudar a realidade da companhia. Para isso, é necessário que a empresa abandone hábitos errôneos e esteja aberta a mudança de mindset. Certamente, essa não é uma tarefa fácil, sendo assim, ter o apoio de uma consultoria especializada não apenas no sistema, mas em executar análises comportamentais, bem como financeiras, métricas de ganhos e perdas, é um importante diferencial na hora de transformar dados em estratégias.

Em um mercado que exige agilidade e precisão, as análises e interpretações erradas de dados se tornam um luxo que nenhuma empresa pode mais se dar. O People Analytics, embora não seja uma ferramenta nova, continua se mostrando um recurso indispensável para promover uma melhor gestão de custos e equilíbrio entre os membros da equipe. Afinal, as pessoas são o centro do negócio e, quando bem monitoradas, garantem o crescimento da organização.

 

Alexandre Kuntgen - Partner da SolvePlan.
SolvePlan


Dia Internacional da Alfabetização: como apoiar a aprendizagem das crianças em casa

Confira dicas para estimular a leitura e escrita fora da sala de aula
 

A alfabetização é uma das etapas mais significativas da educação básica e um marco na trajetória escolar das crianças. Embora a escola desempenhe papel central nesse processo, o envolvimento da família pode fazer toda a diferença: crianças que crescem em contato com livros e participam de momentos de leitura compartilhada desde cedo desenvolvem melhor compreensão para leitura e apresentam maior motivação para aprender a ler e escrever. 

De acordo com Adriana Selga, Consultora Pedagógica da Inspira Rede de Educadores, a presença ativa da família reforça o trabalho da escola e ajuda a transformar a alfabetização em uma experiência mais prazerosa. “Quando a criança percebe que ler e escrever fazem parte da vida cotidiana, seja em uma história antes de dormir, em um bilhete deixado na geladeira ou em uma lista de compras, ela cria vínculos afetivos com a aprendizagem, o que fortalece a confiança e acelera o desenvolvimento”, explica. 

Apesar da correria do dia a dia, pequenas atividades de curta duração podem ser incorporadas à rotina familiar para apoiar a alfabetização em casa. Confira abaixo algumas sugestões:
 

Reserve um momento diário de leitura

Criar uma rotina de leitura, mesmo que curta, é um hábito poderoso. Quinze minutos por dia, antes de dormir ou após as refeições, ajudam a criança a associar o ato de ler a momentos de afeto e relaxamento. Ler em voz alta, trocar os papéis (a criança “ler” para os pais) e conversar sobre a história ampliam a compreensão e o interesse.
 

Mostre a escrita presente no cotidiano

Escrever costuma estar presente em situações simples do dia a dia, como montar a lista do supermercado, deixar um recado na porta da geladeira ou escrever o nome nos objetos pessoais. Certifique-se de que a criança fique ciente desses pequenos hábitos. Dessa forma, ela passa a identificar que a escrita é útil e tem função social, o que dá mais sentido ao aprendizado.
 

Brinque com letras, sons e palavras

Jogos de rima, trava-línguas, músicas e brincadeiras como “adivinhe a palavra” são formas divertidas de treinar a leitura e a escrita. A ludicidade tira o peso da obrigação e cria prazer na aprendizagem.
 

Monte um cantinho da leitura

Não é preciso ter uma biblioteca completa ou centenas de opções. Uma caixa ou prateleira com alguns livros, gibis e revistas já é suficiente. O mais importante é que os materiais estejam ao alcance da criança, permitindo que ela explore de forma autônoma, sempre que sentir vontade. Uma boa dica para manter a curiosidade e o engajamento é trocar ou adicionar novos títulos periodicamente.
 

Valorize e comemore as conquistas

Cada avanço da criança merece ser reconhecido de forma afetiva: seja escrever o próprio nome pela primeira vez, ler uma placa na rua ou terminar sozinha um livro, busque celebrar esses momentos com elogios sinceros ou até pequenos rituais simbólicos, como deixá-la escolher a próxima história da noite. O reconhecimento fortalece a autoestima, aumenta a confiança e incentiva a criança a buscar novos desafios.
 

 

Inspira Rede de Educadores

 

Ciberataques expõem falhas na cadeia digital do sistema financeiro e impulsionam corrida por seguros e resiliência operacional

 Casos recentes envolvendo fintechs e empresas de tecnologia evidenciam a vulnerabilidade de fornecedores e colocam a gestão de terceiros no centro da agenda de riscos, alerta Marta Schuh, Diretora de Seguros Cibernéticos e Tecnológicos na Howden Brasil

 

 

Os recentes ataques cibernéticos a provedores de tecnologia que operam na cadeia de pagamentos e serviços financeiros no Brasil trouxeram à tona um ponto crítico, porém frequentemente negligenciado: a fragilidade na gestão de terceiros. Para Marta Schuh, Diretora de Seguros Cibernéticos e Tecnológicos da Howden, o episódio serve como um marco para que instituições brasileiras revejam seus modelos de avaliação de risco.

 

“Esse tipo de ataque deixa claro que não basta olhar apenas para os dados: o impacto atinge a continuidade do negócio, a reputação e até a estabilidade operacional do ecossistema financeiro como um todo”, afirma a especialista. Segundo Marta, o seguro cibernético, além de proteção financeira, é um instrumento importante de avaliação de maturidade e de indução à melhoria nos controles das empresas.

 

Na Europa, o Digital Operational Resilience Act (DORA) estabelece diretrizes claras para a gestão de riscos operacionais e de tecnologia, com foco especial em terceiros críticos. Para empresas brasileiras com operações na União Europeia, o DORA é um requisito imediato, e um modelo a ser seguido domesticamente. “A gestão de terceiros, como prevê o artigo 28 do DORA, é vital. O Brasil tem avançado com normas como a Resolução BCB 4.557, mas ainda há uma lacuna enorme na aplicação prática”, destaca Marta.


 

Seguro cibernético: barreira de entrada para fornecedores críticos


Segundo a diretora da Howden, algumas seguradoras já oferecem apólices que cobrem inclusive desvios monetários em ataques, mas exigem avaliação criteriosa da maturidade cibernética da empresa. “A seguradora faz uma checagem dos procedimentos de segurança e pode recomendar ajustes antes de emitir a apólice. Sem isso, muitas vezes o seguro não é viável — e isso força as empresas a amadurecerem seus controles, o que acaba elevando o padrão do mercado”, explica Marta.

 

Nesse cenário, executivos de tecnologia e GRC passam a considerar o seguro não apenas como uma proteção contratual, mas como um instrumento de governança. Incluir cláusulas obrigatórias de seguro em contratos com fornecedores críticos, com valores mínimos de cobertura, começa a ganhar força como boa prática de gestão de risco cibernético sistêmico.


 

Uma questão para conselhos e lideranças


A diretora da Howden alerta ainda que os recentes ataques mostram que a segurança digital não é mais um tema apenas técnico; é uma pauta estratégica para conselhos e lideranças.

 

Ela ressalta que o DORA e as normas do Banco Central indicam caminhos claros que devem ser seguidos. A gestão de fornecedores críticos precisa ser rigorosamente mapeada, com a exigência de certificações específicas e seguro cibernético como condição para contratação.

 

Marta destaca também a importância dos testes de resiliência previstos no Artigo 24 do DORA, que devem incluir os prestadores de serviço e estar alinhados com a Circular 4.090 do Banco Central, garantindo que a empresa esteja preparada para eventuais ataques.

 

Além disso, a diretora reforça que os planos de resposta a incidentes precisam contemplar todas as dependências externas. Indicadores como o MTTR devem refletir a capacidade real da empresa de responder rapidamente a crises que envolvam terceiros.


 

Recomendações práticas


Para CIOs, CISOs e líderes de risco, o momento exige ação concreta. As principais recomendações incluem mapear fornecedores críticos e subcontratados; exigir certificações (ISO 27001, PCI DSS) e apólices mínimas de seguro; atualizar contratos com penalidades por não conformidade em segurança; implantar testes de resiliência e monitoramento contínuo de terceiros

 

“A resposta não pode mais ser reativa. É hora de as empresas brasileiras tratarem a segurança cibernética como prioridade estratégica, e não como custo”, conclui Marta.

 

 

Howden Brasil

 

Qual o segredo por trás do sucesso do Google por mais de 20 anos?


Quando se fala no Google, poucas pessoas nesse mundo desconhecem este nome. Afinal, apesar de ter sido criado com a ideia inicial de funcionar, meramente, como um motor de buscas, hoje é uma força dominante no mercado, sendo considerado uma das marcas mais valiosas do mundo. A grande pergunta é: o que fez com que essa gigante de tecnologia, diante de intensos avanços digitais globais, não apenas sobrevivesse, mas prosperasse e resistisse à tais mudanças?

Fundada por Larry Page e Sergey Brin, a megacorporação iniciou seus passos em 1998 apenas como um buscador. Mas, se podemos usar uma palavra para resumir suas estratégias desde seu surgimento, é a inovação. Isso porque o grande sucesso do Google hoje se deve, dentre tantos fatores, a uma cultura inovadora contínua, com uma visão de longo prazo guiando a diversificação contante de suas estratégias, buscando sempre por melhorias que se ajustem às tendências e demandas do mercado e da população.

Se analisarmos, brevemente, sua história no mercado, tudo começou quando o Yahoo!  inseriu o Google como a ferramenta de busca acoplada em seu portal. A partir desse ponto, o uso da search engine disparou. E, em 2004, após ter seus serviços dispensados, as buscas efetuadas dentro do Google já chegavam às centenas de milhões por dia – começando a ocupar o trono que permanece até hoje.

Esse foi só o primeiro empurrão que acabou impulsionando cada vez mais seu crescimento e reconhecimento. Sua equipe nunca mais parou ou estagnou, indo sempre além e expandindo sua presença para outros canais. Em 2005, como exemplo, realizou sua primeira compra estratégica do sistema Android e, em 2006, do YouTube.

Sempre atenta ao setor de tecnologia, também faz investimentos contínuos em pesquisas que permitam aprimorar seus softwares e hardwares de última geração, assegurando sua competitividade com outras companhias que também focam em inovação. Nesse sentido, claro que ela não ficaria de fora do boom da IA, compreendendo que o futuro dos buscadores estaria fortemente atrelado a essa tecnologia – o que contribuiu com o lançamento de sua própria inteligência artificial, o Gemini, além de, mais recentemente, sua ferramenta de geração de vídeos extremamente realistas.

Esse mindset favoreceu que, segundo a receita registrada pela Alphabet (atual empresa por trás do conglomerado em que se insere o Google), seu faturamento do segundo trimestre deste ano tenha aumentado 14% em relação ao mesmo período de 2024. O próprio presidente-executivo do Google chegou a afirmar que, atualmente, a plataforma continua crescendo graças às aplicações das ferramentas Modo IA e Visões Gerais de IA, que vêm despontando significativamente no mercado mundial nos últimos anos.

Isso faz com que, mesmo diante de tantas ferramentas e chats de inteligência artificial disponíveis hoje em dia para se buscar uma informação, como, por exemplo, o ChatGPT, Microsoft Copilot e Perplexity, o Google continue se destacando como um forte pilar dentro de tantas opções, sempre se adaptando ao mercado e às necessidades emergentes, se mantendo em destaque por sua mentalidade inovadora que nunca se contentará com o hoje.

 


Renan Cardarello - CEO da iOBEE - Agência de Marketing Digital e Assessoria.


iOBEE
https://iobee.com.br/


Reforma Tributária: um aviso para aqueles que ainda não se prepararam

 

A Reforma Tributária não é mais uma promessa distante, mas sim uma transformação já em curso, impactando, de forma real e imediata, as empresas no Brasil. O Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 108/2024, atualmente em tramitação, complementa a reforma aprovada pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e regulamentada pela Lei Complementar nº 214/2025, trazendo um novo modelo de tributação sobre o consumo que afetará, de maneira significativa, as rotinas fiscais, contábeis e operacionais das empresas.

O novo modelo substituirá cinco tributos atuais — PIS, Cofins, ICMS, ISS e o IPI (em grande parte) — por três novos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal; o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), compartilhado entre estados e municípios; e o Imposto Seletivo (IS), destinado a tributar produtos e serviços considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. Não se trata apenas de uma troca de siglas, mas sim da adoção de uma nova lógica fiscal que exigirá das empresas muito mais do que uma simples adaptação: será necessário um verdadeiro reposicionamento estratégico.

Embora o novo sistema possua um calendário de transição até 2033, os primeiros efeitos práticos já se manifestam logo no início da implementação. A partir de 2026, será obrigatório que os documentos fiscais eletrônicos indiquem o IBS e a CBS, de acordo com os padrões técnicos definidos pelos órgãos competentes. Notas fiscais emitidas sem essas informações, dessa forma, serão rejeitadas automaticamente pelo sistema do Fisco, o que pode trazer sérias consequências operacionais e financeiras.

Esse novo panorama exige que as empresas ajam com urgência em suas estratégias de gestão fiscal. O primeiro estágio da transição se concentra na conformidade técnica e operacional, no qual as organizações que não ajustarem seus sistemas e processos ainda durante o período de testes estarão mais propensas a enfrentar inconsistências, passivos fiscais e perda de competitividade.

Ainda, um dos pontos mais delicados da regulamentação diz respeito às multas e penalidades. A Lei Complementar nº 214/2025 trouxe apenas diretrizes gerais, mas o PLP nº 108/2024 entrou no detalhe: são cerca de 36 tipos diferentes de infrações, que vão desde a ausência de inscrição no cadastro de contribuintes até o cancelamento de documentos fiscais fora do prazo.

O que chama atenção é que a aplicação da penalidade independe de intenção de fraude. Ou seja, falhas técnicas, configurações incorretas de sistemas ou até um simples esquecimento podem resultar em autuações severas. Para empresas que trabalham com margens apertadas e emitem milhares de notas todos os meses, o impacto pode ser significativo.

Diante desse cenário, entidades corporativas já se mobilizam para rever as regras. Há propostas de simplificação, como a redução do número de infrações para cinco grandes categorias, e a criação de mecanismos que atenuem a penalização quando houver boa-fé ou erro justificável. A ideia é substituir a cultura de punição por uma lógica de cooperação entre fisco e contribuinte, em linha com as melhores práticas internacionais.

O equilíbrio será determinante: a Reforma Tributária só cumprirá sua promessa de simplificação se as normas forem claras, proporcionais e aplicadas de forma justa. Para as empresas, a mensagem é inequívoca: o tempo de espera acabou. É hora de ajustar sistemas, treinar equipes e revisar processos. Quem se preparar mais cedo, estará mais protegido e enfrentará menos riscos quando o novo modelo entrar em vigor.

 


Taís Baruchi - CEO e sócia na PKF BSP.


PKF BSP
www.pkfbrazil.com.br


8 de setembro – Dia Mundial da Alfabetização

  



Juntas, iniciativa privada e pública podem avançar na alfabetização
Parceiros da Educação

Parceria entre governos e sociedade civil em programas inovadores mostra caminhos para reduzir analfabetismo no Brasil
 

Nesta segunda, 8, é celebrado o Dia Mundial da Alfabetização. A data, estabelecida pela Unesco em 1967, busca conscientizar e promover a importância da alfabetização para o desenvolvimento social e econômico mundial. No Brasil, a ocasião reforça a necessidade de políticas públicas que combatam o analfabetismo, especialmente com a constatação do último Inaf (Indicador de Alfabetismo Funcional), de que 3 a cada 10 brasileiros, ou seja, quase 30% da população adulta não sabem ler e escrever ou sabem muito pouco a ponto de não conseguir compreender pequenas frases, os chamados analfabetos funcionais. 

A realidade dos números nos mostra o tamanho do desafio a ser enfrentado no país. Por outro lado, também vem daqui do país boas práticas concretas e muito bem-sucedidas do que pode ser feito para transformar o cenário atual, num esforço unificado entre iniciativa pública e iniciativa privada.
 

Bertioga e Itaquaquecetuba superam metas de alfabetização 

Bertioga, localizada na Baixa Santista, no litoral de São Paulo, e Itaquaquecetuba, na região metropolitana da capital paulista, são duas cidades que estão conseguindo subir com êxito a escada da alfabetização. Os municípios participam do Programa de Apoio a Redes Municipais, promovido pela Parceiros da Educação, Organização da Sociedade Civil (OSCIP) que atua no segmento educacional, em conjunto com as secretarias municipais de educação. Os resultados evidenciam bons modelos dessa integração. 

Bertioga teve um importante avanço no Índice de Criança Alfabetizadora (ICA), de 55% de alunos alfabetizados, em 2023, para 70%, em 2024, já tendo alcançado as metas inclusive colocadas para 2025 e 2026.

Itaquaquecetuba também teve um avanço de 15%, passando de 43%, em 2023, para 57%, em 2024, meta que seria alcançada somente neste ano. Ambos os municípios receberam Selo Ouro no Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização 2024, reconhecimento do Ministério da Educação a esforços e iniciativas exitosas das secretarias de educação na formulação e implementação de políticas, programas e estratégias que assegurem o direito à alfabetização das crianças. 

A estratégia do projeto é contemplar quatro grandes objetivos: alfabetização plena de todos os alunos na idade certa, ou seja, até os 8 anos, aprendizado dos alunos na idade/série adequada; alunos frequentes, que não evadem e não abandonam; e rede com equidade entre alunos e escolas. 

“O programa tem duração de cinco anos. Nesse período, as escolas públicas que fazem parte precisam se comprometer em uma série de iniciativas, como a garantia da formação contínua e o suporte pedagógico aos docentes e gestores das escolas municipais, o estabelecimento de redes de colaboração entre as instituições de ensino, de modo a promover troca de boas práticas, e o envolvimento das famílias e da comunidade local no processo educacional, com ações que valorizem a educação como um esforço coletivo”, explica Lucas Pereira Sperandio, da Parceiros da Educação. 

Também é parte integrante dessas iniciativas a garantia da qualidade do ambiente escolar e da infraestrutura, com salas de aula bem equipadas, ambientes de aprendizagem saudáveis e recursos pedagógicos modernos, bem como o desenvolvimento de sistema de avaliações periódicas para acompanhar o progresso dos alunos.

“Essas avaliações contínuas constituem uma parte muito sensível do programa, já que elas fornecem os dados de aprendizagem necessários para ajustar as práticas pedagógicas e identificar áreas de melhoria, potencializando a aprendizagem em sala de aula”, ressalta Sperandio. 

“O projeto tem dado certo porque traz um modelo baseado em evidências e dados, que coloca o protagonismo nos profissionais da rede pública, o que dará ao município a oportunidade de alcançar melhorias significativas e duradouras nos resultados educacionais. Assim, eles conseguem realizar as adaptações necessárias e buscar as respostas rápidas às necessidades emergentes, assegurando que as mudanças não sejam temporárias, mas parte de um movimento contínuo de transformação da educação”, destaca o diretor da Parceiros, Rafael Machiaverni.
 

Novos materiais didáticos combatem defasagens 

Superar as defasagens na aprendizagem, especialmente quando se trata de alfabetização, representa um desafio ainda maior e mais complexo quando se observa a heterogeneidade dentro de sala de aula. Ali, não é raro encontrar nove níveis diferentes de aprendizagem, sem que o professor consiga dar conta de tamanha variedade. 

Somente no estado de São Paulo, atualmente há 2,8 milhões de alunos de escolas públicas no nível básico e abaixo do básico. Enfrentar esse cenário exige mudanças estratégicas, inclusive nos materiais didáticos. Para isso, novamente em conjunto iniciativa privada e iniciativa pública, a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo com a Parceiros da Educação lançaram, em agosto deste ano, a Coleção Horizonte, um material pedagógico voltado ao apoio de adolescentes dos Anos Finais que ainda não consolidaram alfabetização e letramento matemático. 

“O material foi produzido após avaliação adaptativa que permitiu mapear os diferentes níveis de defasagens dos alunos. Assim, combina habilidades essenciais dos Anos Iniciais com uma linguagem própria para os jovens, utilizando histórias em quadrinhos e personagens que conduzem o aprendizado de forma lúdica e engajadora. A inovação já está em uso em três projetos da rede e deve alcançar mais de 250 mil estudantes em todo o Estado ainda neste ano”, explica Sperandio.
 

Alfabetiza Juntos SP: colaboração histórica entre municípios
 

Outro exemplo de ação conjunta que merece lembrança neste Dia da Alfabetização é o programa Alfabetiza Juntos SP, lançado em 2024, com uma política pública que reúne mais de 620 municípios e 91 diretorias de ensino da rede estadual paulista, e que tem como objetivo alcançar, até 2026, 90% das crianças com até sete anos alfabetizadas. 

A iniciativa também é realizada em regime de colaboração, com o apoio de diversas entidades, como a União dos Dirigentes Municipais de Educação do Estado de São Paulo (Undime-SP), a Aliança, coalizão formada pela Fundação Lemann, Instituto Natura e Associação Bem Comum, e a Parceiros da Educação. 

Juntas, a Secretaria Estadual de Educação (Seduc-SP) e essas organizações oferecem material didático aos municípios, capacitam professores e implementam a Avaliação da Fluência de Leitura, ações que ampliam o programa estadual para mais estudantes e para mais professores, alcançando 40 mil docentes alfabetizadores da rede estadual e municipal. Os avanços já são visíveis, com um crescimento de 57% no número de alunos que sabem ler adequadamente, passando de 48% de leitores no início de 2024 para 77% no fim do mesmo ano letivo. 

“Os avanços em cidades e estados mostram que a alfabetização é possível quando há colaboração, avaliação constante e compromisso coletivo. O Dia Mundial da Alfabetização reforça que este caminho precisa ser expandido em todo o país”, conclui Machiaverni.


Estação Palmeiras-Barra Funda da CPTM recebe cadastro para vagas de estágio e aprendizagem nesta segunda-feira (8)

Estudantes entre 14 e 24 anos poderão se cadastrar e tirar dúvidas em relação ao mundo do trabalho com profissionais do CIEE das 11h às 15h

 

Quem estiver passando pela estação Palmeiras-Barra Funda da CPTM na próxima segunda-feira (08/09) poderá participar da ação realizada em parceria com o Centro de Integração Empresa Escola (CIEE). Durante a atividade, realizada sempre das 11h às 15h, serão oferecidos serviços como cadastramento em vagas de estágio e cursos de aprendizagem. 

As vagas são para estudantes entre 14 e 24 anos matriculados nos ensinos médio, técnico ou superior. Durante o evento, haverá divulgação de cursos online, orientações e atendimento pelos profissionais do CIEE, que prestam apoio aos jovens à procura de vagas de estágio e auxiliam na solução de dúvidas em relação ao mundo do trabalho.

 

Ações de Cidadania

Todas as iniciativas são realizadas com o apoio da CPTM, que abre espaços em suas estações para a realização de atividades ligadas à promoção do bem-estar de seus passageiros.

  

Serviço


CIEE: cadastramento para estágio e aprendizagem
Local: Estação Palmeiras-Barra Funda (Linhas 7-Rubi, 10-Turquesa, 11-Coral e Expresso Aeroporto)
Data: segunda-feira (08/09)
Horário: das 11h às 15h



Quatro estações da CPTM terão ação em referência ao Setembro Amarelo a partir desta segunda-feira (8)

Campanha incentiva o cuidado com a saúde e a valorização da vida

 

Nesta semana, as estações Jardim Helena-Vila Mara, Guarulhos-Cecap, Mauá e Guaianases da CPTM recebem ação em referência ao Setembro Amarelo. Alunos da Proz Educação vão realizar aferição de pressão arterial, cálculo de IMC e conscientizar os passageiros sobre a importância da valorização da vida. 

A programação começa na segunda-feira, dia 8 de setembro, na estação Jardim Helena-Vila Mara, das 19h às 22h. Na terça-feira (9), a ação acontece na estação Guaianases, das 9h às 12h e das 19h às 22h. 

Na quarta (10), a estação Jardim Helena-Vila Mara recebe novamente o atendimento, das 9h às 12h e das 19h às 22h, enquanto a estação Mauá terá serviço das 9h às 12h, das 13h às 16h e das 19h às 22h. 

Já no dia 11, quinta-feira, a estação Guarulhos-Cecap contará com atendimento das 9h às 12h, das 13h às 16h e das 19h às 22h, e a estação Mauá também terá serviço nos mesmos horários. A programação se encerra na sexta-feira, dia 12, na estação Mauá, das 19h às 22h. 

Todas as iniciativas são realizadas com o apoio da CPTM, que abre espaços em suas estações para a realização de atividades ligadas à promoção do bem-estar de seus passageiros.

 

Serviço

Campanha Setembro Amarelo
Data: segunda-feira (08/09)
Local: Estação Jardim Helena-Vila Mara (Linha 12-Safira)
Horário: das 19h às 22h

 

Data: terça-feira (09/09)
Local: Estação Guaianases (Linha 11-Coral)
Horário: das 09h às 12h e das 19h às 22h

 

Data: quarta-feira (10/09)
Local: Estação Jardim Helena-Vila Mara (Linha 12-Safira)
Horário: das 9h às 12h e das 19h às 22h
 

Local: Estação Mauá (Linha 10-Turquesa)
Horário: das 9h às 12h, das 13h às 16h e das 19h às 22h

 

Data: quinta-feira (11/09)
Local: Estação Guarulhos-Cecap (Linha 13-Jade e serviço Expresso Aeroporto)
Horário: das 9h às 12h, das 13h às 16h e das 19h às 22h
 
Local: Estação Mauá (Linha 10-Turquesa)
Horário: das 9h às 12h, das 13h às 16h e das 19h às 22h



Data: sexta-feira (12/09)
Local: Estação Mauá (Linha 10-Turquesa)
Horário: das 19h às 22h


Dívidas podem impactar saúde física e mental; no Setembro Amarelo, veja 3 dicas para organizar contas

Pesquisa da Opinion Box em parceria com a Serasa revela que 60% dos endividados relatam sofrer com ansiedade

 

À medida que os níveis de endividamento aumentam — em julho, mais de 78 milhões de brasileiros tinham dívidas, segundo o Mapa da Inadimplência do Serasa —, é crucial entender como essa carga financeira pode afetar o bem-estar psicológico. De acordo com um levantamento realizado pela Opinion Box em parceria com o Serasa, 60% dos inadimplentes entrevistados relataram aumento de ansiedade, 57% problemas de autoestima e 55% mencionaram piora na qualidade do sono.

 

Organizar-se financeiramente, além de ser saudável para o bolso, contribui para a melhora da saúde mental e emocional de toda a família. “Planejamento e organização trazem qualidade de vida e segurança, dois fatores fundamentais para uma mente tranquila. É importante dominar as próprias finanças e saber lidar com o dinheiro, seja para gastar com inteligência ou programar as despesas”, explica Thaíne Clemente, executiva de Estratégias e Operações da Simplic, fintech de crédito pessoal 100% online.

A executiva sugere três atitudes que facilitam a iniciação em uma rotina financeira mais saudável e, consequentemente, mais sossego. Confira:

 

1 - Anote seus gastos

Anote tudo, desde as despesas recorrentes, como água e luz, até os pedidos esporádicos de delivery. A ação de anotar, seja em uma planilha de gastos ou em um aplicativo de finanças, cria o hábito saudável do registro, essencial para o controle. “Assim, você enxerga o tamanho real das despesas e tem mais clareza da situação, identificando onde e como o dinheiro está sendo gasto, se existe desperdício e como contorná-lo”, orienta Thaíne.

 

2 - Reavalie o uso do cartão de crédito

O cartão de crédito traz vantagens, como a possibilidade de parcelar as compras ou ter um prazo maior de pagamento. Mas, quando não é usado com consciência, pode se tornar um grande problema. “É importante que o uso do cartão seja inteligente e esteja planejado no orçamento pessoal. Avalie se vale a pena usá-lo com frequência, pois parcelas podem se acumular com facilidade e fugir do seu controle. Crédito não é renda extra e, se não for usado com cautela, gera dívidas indesejadas”, alerta a especialista.

 

3 - Estude educação financeira

Hoje, adquirir conhecimentos que possam proporcionar mais qualidade de vida e tranquilidade é acessível e traz benefícios de longo prazo. “Manter-se atualizado sobre as melhores práticas de organização financeira faz muita diferença com o tempo. Saber poupar dinheiro, quais são as formas ideais de utilizar o cartão de crédito e até mesmo quando é o momento de solicitar um empréstimo ou fazer investimentos pode ampliar possibilidades. Aos poucos, essas práticas acabam se tornando hábitos”, finaliza Thaíne.

 

 Simplic


5 em cada 10 profissionais apontam falta de carisma em seus líderes de trabalho

 

iStock
Entrevistados pela escola de negócios Conquer classificam seus chefes e gestores como "neutros", pouco carismáticos ou perfis que geram desinteresse ou distanciamento 

 

Para além dos conhecimentos técnicos e perfis voltados à gestão, aparentemente, existe algo que une parte das lideranças corporativas hoje: a falta de carisma — percepção compartilhada por 49% dos profissionais ouvidos em um novo estudo.  

O dado é da escola de negócios Conquer, que, às vésperas de seu curso gratuito de carisma, com pré-inscrições abertas, buscou compreender a relação de líderes e liderados com tal competência, entre o modo como se autoavaliam, os impactos da habilidade de cativar no dia a dia de trabalho e, ainda, as vantagens obtidas pelos carismáticos, dentro ou fora das empresas.  

Para os respondentes, embora uma parcela considerável dos superiores fiquem atrás no quesito ser carismático, seriam três os impactos promovidos por uma liderança que passa boas impressões: mais leveza e acolhimento nas organizações (70%), liberdade para opinar e sugerir ideias (57%) e o aumento da empatia e respeito nos alinhamentos (51%), o que amenizaria certos conflitos e desafios.  

 

Principais conclusões:  

·         Para 56% das pessoas, o carisma seria algo inato, mas possível de ser lapidado; 

·         Na opinião dos respondentes, os carismáticos teriam mais oportunidades de emprego ou promoções; 

·         77% dos brasileiros se avaliam enquanto pessoas carismáticas no trabalho; 

·         Por outro lado, 50% dos profissionais sentem que falta carisma em suas lideranças.  

 

O que define uma pessoa carismática… e por que isso importa no trabalho? 

 

Mesmo sendo comumente associado à simpatia ou extroversão — atributos que uniriam celebridades como Neymar, Celso Portiolli, Taís Araújo e Ivete Sangalo, eleitas as mais carismáticas para os entrevistados —, o estudo da Conquer descobriu que, entre os brasileiros, falar de carisma no trabalho é ir muito além disso.

 

Segundo os entrevistados, o termo está, antes de tudo, ligado a saber cativar e envolver as pessoas (66%), se comunicando com naturalidade e confiança (66%). Demonstrar empatia e praticar a escuta ativa também aparecem como seus pilares, citados por 62% dos entrevistados. 

Mas afinal, ser alguém carismático é um privilégio de poucos ou algo que pode ser desenvolvido? A pesquisa mostra que a maioria acredita no equilíbrio entre talento e prática: 55,6% veem o carisma como predominantemente inato, mas possível de ser lapidado ao longo da vida. Já 29,6% defendem que a pessoa simplesmente nasce com ele, enquanto apenas 14,8% acreditam que qualquer um pode aprender a ser carismático com treino e dedicação. 

“É bastante comum ouvirmos que determinadas pessoas são carismáticas por natureza, como se o carisma fosse um traço de personalidade restrito a certos indivíduos”, comenta Juliana Alencar, Diretora de Marketing da Conquer. “Buscaremos desmistificar essa ideia ao longo do novo curso, mostrando que, enquanto uma competência, todo profissional é capaz de aprimorá-lo com técnica, observação e prática”. 

Quando olham para si mesmos, vale dizer que 77% dos profissionais se enxergam como carismáticos ou muito carismáticos no ambiente de trabalho — percepção que, segundo o estudo, não é mero detalhe. Para os respondentes, perfis capazes de inspirar e engajar têm mais chances de conseguir emprego ou promoções (43%), são mais lembrados por colegas e líderes (52%) e conseguem se comunicar melhor em reuniões (51%).  

Além disso, o carisma parece ter um papel relevante na resolução de conflitos: 4 em cada 10 entrevistados afirmam que pessoas carismáticas encontram soluções mais rapidamente e com menos atrito. No dia a dia corporativo, essa habilidade pode se traduzir em equipes mais alinhadas, relacionamentos mais saudáveis e, consequentemente, resultados mais consistentes. 

 



 Formas de desenvolver o carisma no trabalho  

Embora muitos ainda acreditem que o carisma seja algo inato, a pesquisa da Conquer revela não só que alguns profissionais enxergam essa característica como uma habilidade, mas que de fato tentam cultivá-la diariamente no ambiente corporativo.

Entre as estratégias mais adotadas, focar em ouvir mais e praticar a empatia lidera com 69% das respostas, mostrando como a conexão genuína com colegas é valorizada para conquistar e manter o carisma. Além disso, 55% dos profissionais apontam a atenção à linguagem corporal e ao tom de voz como um diferencial importante para causar boa impressão e transmitir confiança. 

Buscar feedback direto de colegas e gestores é outra prática valorizada (46%), enquanto 41% investem em treinamentos, cursos ou workshops para aprimorar suas habilidades sociais. Por sua vez, observar e imitar pessoas consideradas carismáticas aparece como estratégia para 30%, mostrando que o aprendizado por exemplo também faz parte da jornada. 

 

Muito além da simpatia: como líderes carismáticos impactam o time?  


Para 36% dos profissionais ouvidos pela Conquer, o carisma é uma competência essencial para quem ocupa cargos de liderança. No entanto, a avaliação sobre seus líderes atuais é menos animadora: somando os que consideram seus gestores pouco carismáticos (11%), nada carismáticos (8%) e até mesmo neutros (29%), a maioria dos entrevistados apontam que seus superiores falham quando o assunto é engajar e motivar equipes. 


 

Apesar dessa lacuna, o impacto positivo de líderes carismáticos é amplamente reconhecido pelos respondentes. 7 em cada 10, por exemplo, afirmam que eles tornam o ambiente mais leve e acolhedor, enquanto 57% se sentem mais confortáveis para opinar e sugerir ideias com esse tipo de liderança. A motivação e o entusiasmo nas entregas também ganham fôlego (mencionados por 50%), assim como o tratamento mais empático e respeitoso dos conflitos (51%).

Além disso, a presença de um líder carismático pode trazer mais alinhamento e clareza sobre os objetivos do time (37%) e aumentar a frequência do reconhecimento pelo bom trabalho (34%) — o que, por sua vez, geraria efeitos a longo prazo na cultura organizacional e comunicação entre equipes. 

 

Metodologia 

Para compreender como os brasileiros compreendem o papel do carisma no trabalho, nas últimas semanas, foram entrevistados 500 adultos (maiores de 18 anos) residentes em todas as regiões e conectados à internet. O índice de confiabilidade foi de 95%, e a margem de erro foi de 3,3 pontos percentuais.

Ao todo, os respondentes tiveram acesso a 8 questões, que exploraram os diversos conceitos de carisma, sua importância entre as lideranças e o impacto no dia a dia de trabalho. A organização das respostas possibilitou a criação de diferentes rankings, nos quais você confere o percentual de cada alternativa apontada pelos entrevistados.



https://escolaconquer.com.br/


Brasil entra na disputa bilionária do turismo de luxo em cirurgias plástic

Reprodução 
 Independent

Brasil lidera com 3,3 milhões de cirurgias e aposta em clínicas premium para competir no turismo estético de luxo

 

Passageiros em voo de retorno da Turquia após procedimentos estéticos, com curativos na cabeça, imagem que se tornou símbolo do turismo médico no país.

 

Cirurgia plástica já não se resume ao bisturi: em polos globais, ela virou produto de luxo que envolve hotéis cinco estrelas, experiências de bem-estar e pacotes turísticos completos. O Brasil se prepara para entrar em um mercado bilionário que movimenta mais de US$ 80 bilhões ao ano: o turismo estético de luxo. Estima-se que 24 milhões de pessoas viajem anualmente em busca de cirurgias e procedimentos, um fluxo que alimenta hospitais, hotéis, transporte e serviços de bem-estar. Turquia, Coreia do Sul e Tailândia consolidaram-se como referências globais ao transformar a cirurgia em produto turístico. Agora, o Brasil busca espaço nesse mapa com clínicas que investem em serviços premium para atrair pacientes internacionais.

Na Turquia, prevalece o modelo all-inclusive, que cobre da cirurgia à hospedagem em hotéis cinco estrelas, com tradutores disponíveis. O país recebe mais de 1,2 milhão de estrangeiros por ano, movimenta US$ 3 bilhões e é mundialmente conhecido pelos transplantes capilares, cerca de 1.500 por dia, além de rinoplastia, lipoaspiração e aumento de mamas. A Coreia do Sul aposta em tecnologia de ponta e no apelo da K-Beauty. Em 2024, recebeu 1,2 milhão de pacientes estrangeiros, atraídos por preços até dez vezes menores que nos Estados Unidos e pela reputação de Seul como “capital mundial da cirurgia plástica”. O governo criou incentivos como reembolsos de impostos, facilitação de vistos e serviços de concierge especializados. Já a Tailândia integra saúde e hospitalidade, com hospitais que lembram resorts de luxo. Pacientes se recuperam em suítes VIP com spa e gastronomia de alto padrão, estendendo a viagem para praias e retiros de bem-estar.

O Brasil aparece nesse cenário com uma credencial de peso: é líder mundial em cirurgias plásticas, segundo a ISAPS, com mais de 3,3 milhões de procedimentos realizados recentemente. Desse total, mais de 460 mil foram em pacientes estrangeiros, número em crescimento. Técnicas como o Brazilian Butt Lift, lipo HD, aumento de mamas e rinoplastia já atraem americanos, europeus e latino-americanos em busca de resultados reconhecidos pela naturalidade. O desafio é transformar esse potencial em uma experiência comparável à oferecida pelos grandes polos internacionais, algo que exige excelência médica, confiança, atendimento bilíngue, infraestrutura e hospitalidade.

Nesse ponto surgem iniciativas como a Revion International Clinic, com inauguração prevista para dezembro em São Paulo. Criada para o público internacional, a clínica aposta em um modelo integrado que inclui protocolos baseados em ciência de dados, atendimento multilíngue e concierge no padrão cinco estrelas. “O novo perfil de paciente internacional não busca apenas preço, mas confiança, reputação médica e uma experiência de alto padrão”, afirma o CEO da marca, Dr. Leandro Faustino. A Revion simboliza essa virada ao trazer para o Brasil um conceito já competitivo em Istambul, Seul e Bangkok, mas com a assinatura de um país que une tradição em cirurgia plástica e lifestyle reconhecido mundialmente.

Se o Brasil consolidar esse movimento, o impacto vai além da medicina. Cada paciente estrangeiro significa receita em moeda forte, ocupação hoteleira, movimentação turística e reforço da imagem do país como destino de excelência. Especialistas alertam, porém, que o crescimento exige padrões rigorosos de qualidade, prevenção contra riscos do turismo médico de baixo custo e posicionamento no segmento de alto valor, voltado a quem prioriza confiança e experiência premium. No novo mapa global da cirurgia, vencerá quem souber transformar bisturi em experiência e hospital em destino de luxo.


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