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quarta-feira, 9 de julho de 2025

Educação e autocuidado são pilares essenciais no combate à cefaleia

 Iniciativas destacam a importância do uso consciente de analgésicos e cuidados integrados com a dor para melhorar a qualidade de vida em comemoração ao Dia Nacional de Combate à Cefaleia 

 

A cefaleia afeta mais de 140 milhões de brasileiros, comprometendo a qualidade de vida e a produtividade de grande parte da população, segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia. Diante disso, é fundamental conscientizar sobre o uso seguro de analgésicos, especialmente dos Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs), e destacar a importância de buscar orientação médica quando necessário. O Dia Nacional de Combate à Cefaleia, em 19 de maio, reforça a relevância dessas ações para o manejo adequado da condição.

Segundo Dr. Andres Zapata, Líder Médico na Haleon, cada indivíduo tem diferentes gatilhos e respostas ao tratamento da cefaleia, por isso, uma abordagem personalizada pode ser mais eficaz. “Profissionais de saúde de diferentes áreas, como médicos, farmacêuticos, nutricionistas, psicólogos e odontólogos, colaboram para oferecer um cuidado mais completo e integrado. Essa abordagem inclui desde a prescrição de medicamentos até a orientação sobre mudanças no estilo de vida, técnicas de relaxamento e estratégias de manejo do estresse para o autocuidado diário, de maneira holística e integrada”, completa o médico.

Para pessoas que sofrem de cefaleia, o Dr. Andres recomenda também a adoção de práticas de autocuidado como uma estratégia eficaz para aliviar os sintomas e prevenir novas crises. Hábitos como manter uma alimentação equilibrada, garantir uma hidratação adequada, praticar exercícios físicos regularmente e priorizar um sono de qualidade contribuem diretamente para o bem-estar geral e a redução das dores de cabeça. Além disso, o manejo do estresse por meio de técnicas de relaxamento, como meditação, respiração profunda e mindfulness, pode ter um impacto positivo significativo.

“Outro ponto importante é identificar e evitar  de fatores desencadeantes. Para isso, o uso de um diário de cefaleia pode ser extremamente útil, permitindo que a pessoa registre a frequência, a intensidade e os possíveis gatilhos das crises, facilitando ações preventivas”, afirma Dr. Andres. Ao integrar essas práticas de forma consistente na rotina diária, é possível não apenas reduzir a frequência e a intensidade das cefaleias, mas também melhorar significativamente a qualidade de vida e o desempenho nas atividades cotidianas.

Para o manejo da cefaleia, inovações recentes têm revolucionado o alívio da dor, oferecendo soluções mais eficazes e de ação rápida. Um exemplo marcante é o desenvolvimento de analgésicos com tecnologia avançada, como Optizorb, que acelera a absorção do paracetamol. Essa tecnologia proporciona uma absorção  mais rápida do medicamento, resultando em alívio mais eficiente da dor — benefício especialmente relevante para quem convive com cefaleias recorrentes.

Além dos avanços farmacêuticos, o monitoramento das dores de cabeça também tem sido aprimorado por meio de soluções digitais, como aplicativos de saúde que permitem registrar a frequência, intensidade e possíveis gatilhos das crises. Essas ferramentas geram dados valiosos, que auxiliam pacientes e profissionais de saúde a identificar padrões e personalizar abordagens terapêuticas.

Essas inovações favorecem uma abordagem de cuidado integral, ao combinar tratamentos modernos com ferramentas de monitoramento que capacitam os indivíduos a gerenciar proativamente sua saúde. Ao integrar essas soluções ao seu portfólio, a Haleon se consolida como referência na gestão da dor, destacando-se por seu compromisso com a educação e a inovação no tratamento da cefaleia. Por meio de programas de capacitação e da plataforma Haleon HealthPartner, a empresa assegura que os profissionais de saúde estejam continuamente atualizados e preparados para promover uma melhor qualidade de vida aos pacientes.

Para conferir a plataforma Haleon HealthPartner, acesso ao link https://www.haleonhealthpartner.com/pt-br/. 


Haleon
www.haleon.com


Uso de cigarros eletrônicos pode comprometer a fertilidade: especialista alerta para riscos ocultos

Cerca de três milhões de pessoas são usuárias de vape no Brasil. Dados apontam que hábito pode ter impacto direto na fertilidade de homens e mulheres 


Considerado sensação entre os jovens, o uso de cigarros eletrônicos, também conhecidos como vapes, podem trazer diversos malefícios à saúde - incluindo problemas na fertilidade masculina e feminina. Somente nos últimos seis anos, o aumento da utilização dos dispositivos foi de 600%, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

Apenas no Brasil, de acordo com o centro de Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (Ipec), já são quase três milhões de usuários. Os dados apontam que esse reflexo tem preocupado especialistas em reprodução assistida do mundo inteiro, justamente por seus impactos e tendências de crescimento. 

Nos homens, segundo uma pesquisa publicada pela Universidade de Cumhuriyet, na Turquia, foi observado que os cigarros eletrônicos podem diminuir a contagem de espermatozoides e provocar alterações morfológicas nos testículos. Isso ocorre devido a um potencial aumento do estresse oxidativo causado pelo líquido do dispositivo. 

"Contudo, um ponto de atenção é que, até o momento, o estudo foi realizado em ratos machos, que foram expostos tanto à fumaça de cigarros eletrônicos quanto dos convencionais. Apesar dos dados importantes, ainda são necessárias mais pesquisas para analisar os impactos causados a longo prazo", explica Verônica Ferraz, especialista em Reprodução Assistida da GEARE, unidade do FertGroup.
 

Vapes x fertilidade feminina

Um outro cenário é o de que os vapes e o tabaco podem diminuir a fertilidade feminina. A pesquisa, que reuniu 325 mil mulheres (a maioria entre 20 e 30 anos), através de um relatório fornecido pela Hertility Health, mostrou que os níveis do Hormônio Anti Mulleriano (AMH) eram mais baixos naquelas que usavam os dispositivo em todos os grupos etários. 

O relatório mostrou ainda que no recorte entre 36 e 40 anos, as mulheres que fumam vape têm um quinto a menos do AMH do que aquelas que não realizam o hábito. "Esse hormônio faz parte do processo de regulamentação e desenvolvimento dos folículos do ovário. Por isso, está diretamente relacionado à capacidade reprodutiva feminina", explica. 

Segundo o estudo, isso ocorre porque o AMH acaba sendo suprimido nas pessoas que fumam cigarros eletrônicos em comparação àquelas que não os utilizam. "É fundamental que as mulheres que desejam engravidar abandonem o hábito. A nicotina, encontrada nos dispositivos, pode, por exemplo, restringir os vasos e reduzir o fluxo sanguíneo para o útero, dificultando assim a concepção e aumentando o risco de complicações na gravidez", comenta a especialista.
 

Como parar de fumar vape?

A nicotina, presente nos cigarros eletrônicos, pode ser altamente viciante. Um exemplo disso é o de que o consumo de vapes chega a provocar níveis de intoxicação no organismo superiores ao cigarro convencional, alcançando um nível até seis vezes maior, segundo uma pesquisa realizada pela Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo em parceria com o Instituto do Coração (Incor) e o Laboratório de Toxicologia da Rede Premium de Equipamentos Multiusuários da FMUSP. 

Enquanto o cigarro tradicional possui o limite de 1mg de nicotina por item, os vapes podem chegar a até 57mg de substância por ml do líquido, de acordo com o Ministério da Saúde. Para aqueles que desejam abandonar o vício, o primeiro passo é buscar por serviços de cessação ao fumo e realizar acompanhamento psicológico. 

"Parar de fumar é uma decisão crucial para homens e mulheres que desejam ter filhos. Ao eliminar essa exposição, as chances de uma gravidez saudável aumentam significativamente. Por isso, buscar ajuda é fundamental nesse processo. Não é uma jornada fácil, mas com as estratégias e recursos disponíveis é possível tornar esse cenário realidade", finaliza Verônica Ferraz.
 

 FERTGROUP


Cirurgia Robótica para o Câncer de Próstata reduz os índices de impotência sexual e incontinência urinária

 

A prostatectomia radical é o tratamento mais utilizado para o tumor prostático, segundo mais comum entre os homens (atrás do câncer de pele não-melanoma). O grande problema da cirurgia aberta é o risco de sequelas, como a incontinência urinária e a disfunção erétil. Quando a prostatectomia radical é realizada por cirurgia robótica as chances de incontinência urinária  e de impotência sexual reduzem significativamente. "A glândula, que produz parte do sêmen, fica numa região muito rica em estruturas vasculonervosas e do esfíncter urinário", explica o urologista Marcos Dall'Oglio.

 

O cirurgião gaúcho radicado em São Paulo é um dos precursores da Cirurgia Robótica no país. Dall'Oglio conta que migrou para esta nova modalidade porque "a técnica é mais delicada e pouco agressiva, preservando estruturas nobres com melhores resultados para a qualidade de vida do paciente".

 

Com a cirurgia robótica, o cirurgião tem uma visão ampliada e em alta definição, permitindo uma precisão ainda maior. Os instrumentos cirúrgicos delicados ajudam a  reduzir significativamente o sangramento durante a operação e as incisões são muito pequenas. Desta maneira, resultando em menos dor e trauma para o paciente, que se recupera mais rápido com menos tempo de internação e retorno antecipado à rotina.

 

O câncer de próstata é mais comum depois dos 55 anos de idade, os fatores de risco para a doença relacionam-se a homens com histórico familiar do tumor, sobrepeso e avanço da idade. A prevenção anual é fundamental para a detecção precoce da doença.

  

DR. MARCOS DALL´OGLIO - Especialista em Oncologia Urológica. Membro Associações Americana e Europeia de Urologia. Treinamento em Cirurgia Robótica na Harvard Medical School. Professor da USP


Cinco anos depois: como a pandemia ocultou as violências contra crianças e adolescentes

Cinco anos depois, ainda é desafiador entender o impacto que a pandemia teve no enfrentamento às violências contra crianças e adolescentes. O isolamento social e o fechamento de escolas, necessários para diminuir o ritmo de contágio, transformaram a forma como as violências são percebidas e denunciadas. Se, por um lado, a crise sanitária obrigou o mundo a repensar prioridades e políticas de proteção social, por outro lado, silenciou milhares de crianças ao privá-las de um importante espaço de acolhimento e denúncia: a escola e outras instituições de atendimento.

O impacto desse silenciamento se reflete nos números. Durante a pandemia, os registros de violência sexual contra crianças caíram, mas não porque os abusos diminuíram — pelo contrário, especialistas apontam que a subnotificação se tornou ainda mais grave. O fechamento das instituições de ensino e o isolamento dentro de casa impediram que sinais de abuso fossem notados e relatados. 

Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, ilustram esse problema. Em 2019, antes da crise sanitária, foram registradas 34.212 notificações de violência sexual contra pessoas de 0 a 19 anos. Já em 2020, primeiro ano da pandemia, esse número caiu 14,4%, com 29.269 notificações. Essa redução, em vez de indicar um avanço, evidencia o impacto do distanciamento social na identificação de situações de violência.

Muitos dos abusos acontecem dentro da própria casa, cometidos por pessoas do convívio das crianças e dos adolescentes. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública com dados de 2021 apontou que, em casos de estupro com vítimas entre 0 e 19 anos, 83% dos agressores foram familiares ou conhecidos, e mais de 60% desses casos aconteceram na residência, e essas características são observadas também nos anos anteriores. Sem contato com professores, cuidadores e profissionais da saúde, as crianças perderam contato com espaços estratégicos para identificação da violência e se viram isoladas com seus agressores.

Os números que se seguiram confirmam essa realidade. Em 2023, a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (Disque 100) registrou 9.580 denúncias de violência contra crianças e adolescentes, considerando somente os dados até abril, conforme caminhávamos para o fim da pandemia. Dessas, cerca de 14% envolviam crimes sexuais. Um aumento de 48,6% no número de denúncias em comparação com o mesmo período do ano anterior. 

Em 2024, o órgão registrou, a cada hora, uma média de 33 denúncias de violações contra crianças e adolescentes. Esse recorte liderou as notificações, com um aumento de 228,5 mil no ano anterior para 289,4 mil. No total, foram mais de 1,6 milhão registros de violações em 2024 (cada denúncia pode incluir diferentes tipos de violação).

A pandemia também intensificou o uso da internet cada vez mais massivo e precoce por parte de crianças e adolescentes. Como grande parte desse acesso é feito de forma não supervisionada, meninos e meninas ficam expostos a riscos no ambiente online e, muitas vezes, longe dos olhos de adultos responsáveis ou qualquer outra rede de proteção. Entre 2019 e 2022, a aliança global WeProtect detectou um aumento de 87% nos casos relatados de violência sexual e psíquica contra crianças e adolescentes nas redes. Os dados foram revisados a partir de fontes como Unicef e a Representação Especial do Secretariado-Geral da ONU sobre Violência Contra Crianças. Entre os casos, estão assédio, criação de imagens sexualizadas com uso de inteligência artificial e extorsão. Apenas em 2022, foram cerca de 32 milhões de episódios. 

A violência sexual contra crianças é um problema global e sua real dimensão ainda é desconhecida. Uma análise de 165 estudos, publicado pelo periódico Jama Pediatrics, abrangendo quase um milhão de crianças em 80 países, revelou que entre 8,5% e 15,1% delas já sofreram assédio sexual ao longo da vida. Quando analisada a violência com contato físico, os números variam de 4,7% a 15,5%. As meninas são as principais vítimas, apresentando taxas mais elevadas de abuso do que os meninos. 

É preciso então preparar profissionais da educação e da saúde para reconhecer sinais de abuso e encaminhar de forma rápida e eficaz aos equipamentos das redes de proteção, a fim de garantir celeridade no atendimento, proteção integral e um espaço seguro às crianças e adolescentes, fortalecendo a rede de proteção. Cinco anos depois de um momento crítico no enfrentamento às violências contra as infâncias e adolescências, precisamos recolher os aprendizados e agir: qualificar a atuação dos profissionais e instituições; aprimorar a coleta de dados; e fortalecer canais de denúncia acessíveis e eficazes. A ampliação dos esforços nesse combate é uma necessidade urgente

O impacto da violência sexual na vida das crianças é devastador. Estudos apontam que as consequências podem se estender para a saúde física e mental, além de gerar implicações econômicas tanto em nível individual quanto social. Crianças que são vítimas de violência sexual têm maior risco de desenvolver transtornos psicológicos, dificuldades de aprendizagem, problemas de socialização e até mesmo menor perspectiva de renda na vida adulta. O custo dessa violência para a sociedade é imensurável, e medidas preventivas são urgentes para minimizar esses danos. É preciso romper com a culpabilização das vítimas, a cultura do segredo e o ciclo de silêncio que protege agressores e deixa crianças e adolescentes mais suscetíveis a todas as formas de violência.

 

Bárbara Pimpão Ferreira - gerente do Centro Marista de Defesa da Infância 

 

Uso da IA como um pilar essencial para o êxito sustentável


A rápida expansão da Inteligência Artificial (IA) provocou uma corrida em implementações de soluções muitas vezes desconectadas dos objetivos reais de negócio. Esse aprendizado foi fundamental para entendermos que a IA só é eficaz quando direcionada a questões específicas e mensuráveis. A tecnologia se destaca pela personalização de experiências em setores como marketing, saúde e varejo, mas seu impacto depende de métricas claras, como ganhos de eficiência e retorno sobre o investimento.

É fato que o mercado amadureceu e muitas empresas estão integrando a IA a processos existentes, reduzindo interrupções e priorizando resultados concretos. A capacitação das equipes tornou-se um pilar essencial para maximizar o potencial da tecnologia, enquanto a sustentabilidade direciona as implementações, garantindo impactos duradouros e crescimento consistente.

Este ano, vimos a consolidação da IA como uma ferramenta prática e indispensável em diferentes setores. Após superar o entusiasmo inicial, o mercado tem adotado a IA com mais maturidade, focando em aplicações estratégicas que geram valor real, otimizam processos e personalizam experiências.

Esse cenário já está transformando setores inteiros. Na manufatura, por exemplo, a IA tem automatizado processos, reduzindo desperdícios e impulsionando a produção sustentável. No varejo, algoritmos criam experiências personalizadas, ajustam estoques em tempo real e otimizam a logística, oferecendo mais valor ao consumidor.

No sistema da saúde, ferramentas avançadas oferecem diagnósticos precisos, telemedicina eficiente e assistentes virtuais que tornam os cuidados mais acessíveis. Nesse aspecto, a educação também está em evolução, com plataformas adaptativas que personalizam o aprendizado e reduzem a carga administrativa dos professores. Já em cibersegurança, a IA monitora e neutraliza ameaças digitais em tempo real, protegendo dados e sistemas críticos. Até o setor público está colhendo os benefícios, com melhorias na gestão de tráfego, no atendimento ao cidadão e na formulação de políticas baseadas em dados.

A transição do hype para o pós-hype transformou a maneira como enxergamos e utilizamos a IA. Deixamos para trás as grandes promessas que impressionavam, mas frequentemente falhavam na entrega de resultados concretos. Atualmente, o foco está em usar a IA de forma consciente, guiada por objetivos claros e apoiada por equipes capacitadas. Mais do que uma tecnologia transformadora, a IA tornou-se um pilar essencial para o êxito sustentável. Integrada aos processos mais específicos, a tecnologia mostra que seu verdadeiro impacto não está no que promete, mas no que entrega diariamente para construir um futuro mais sólido e eficiente.
 



Marcelo Ciasca - CEO da Stefanini Brasil.

Roubo dos aposentados, face mais cruel de um país anestesiado

A revelação de que milhões de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foram lesados por meio descontos indevidos em seus contracheques entre 2019 e 2024 revela talvez o episódio recente de maior grau de perversidade contra a parcela mais vulnerável da população brasileira, da qual foram tiradas pelo menos R$ 6,3 bilhões. 

Choca pela sua crueldade e desfaçatez porque roubou dinheiro das já minguadas aposentadorias e pensões de quem depende desses recursos para sobreviver na fase mais crítica da existência - velhice, doença, invalidez, ou morte do ente querido. E é inaceitável por se concretizar justamente no pilar da seguridade social brasileira, o INSS, concebido para amparar os cidadãos nos momentos de maior necessidade e que, para isso, contribuíram a vida inteira para ter direito aos benefícios sociais. 

O que o país assistiu, estupefato, não foi um apenas um ato administrativo falho ou simples roubo. Foi um atentado à dignidade humana, praticado justamente contra aqueles que não possuem reservas financeiras, que não têm advogados caros à disposição, que dependem de cada centavo, afetando a própria capacidade de subsistência daqueles que não têm a quem mais recorrer. 

Estamos falando de pessoas que já sofreram demais com um sistema previdenciário lento e falho, caracterizado por filas intermináveis (reais ou virtuais), exigências burocráticas descabidas, sistema digitais inacessíveis para grande parte da população atendida, e análise de processos que levam meses, por vezes anos, enquanto a fome bate à porta e os remédios acabam. Um sistema que parece ter esquecido sua função social, transformando-se em um labirinto kafkaniano para os que mais precisam de um caminho direto e humano e, em vez de amparo social, veem, impotentes, benefícios negados ou postergados por erros grosseiros. Mais uma consequência de uma máquina burocrática que é gigante e, para o cidadão comum, impessoal e inatingível. 

Mas como esse país chegou a tal nível de crueldade? A resposta, dolorosamente evidente, parece estar na certeza da impunidade. Poucos servidores são de fato responsabilidades pelos atrasos, pelos erros, pela falta de atendimento humanizado. As decisões que prejudicam milhares de pessoas raras vezes resultam em consequências severas para os tomadores de decisão ou aprimoramento da estrutura que permite tais falhas. Cria-se um ciclo vicioso onde o descaso é normalizado, pois não há punição efetiva. 

É só mais um retrato de uma nação leniente com a corrupção e indiferente a seguidas práticas que visam apenas ao incremento de benefícios a uns poucos privilegiados. Enquanto o aposentado é escandalosamente roubado, o Congresso aprova o aumento de 18 cadeiras na Câmara dos Deputados, as assembleias estaduais pegam carona e já articulam a mesma proposta; o Judiciário aumenta desavergonhadamente os penduricalhos que permitem ganhos dos magistrados muito acima do teto constitucional e boa parte isenta do Imposto de Renda, além de garantir mais folgas que posteriormente serão indenizadas, e o governo tira dinheiro do salário-mínimo por meio de uma nova fórmula de reajuste que o trabalhadora somente compreenderá quando perceber menos comida na mesa. 

Não há nação que prospere tratando seus cidadãos dessa maneira e se omitindo quando à necessidade de atacar urgentemente essas questões. 

A indignação da sociedade não é sem razão, pois o argumento do governo de que o problema do INSS teve início do governo passado não o exime da responsabilidade, porque o escândalo só aumentou e seria obrigação de quem prega moralidade apoiar todas as iniciativas, inclusive instauração de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), para investigar, punir, prender e confiscar bens para a recuperação do dinheiro roubado de quem ganha mísero um salário-mínimo de aposentadoria ou pensão. 

Qualquer posicionamento em contrário leva a crer que o governo está mais interessado em manter a divisão da sociedade brasileira – direita x esquerda, ricos x pobres -, em aumentar a arrecadação – com mais tributos, mais inflação e juros altos -, e ainda retirando dinheiro dos pobres via redução dos benefícios sociais (com a não correção do Bolsa Família e do BPC, mais inflação (imposto perverso) e alteração da fórmula de reajuste do salário-mínimo), tudo agravado agora com a falta de firmeza e transparência para a apuração do assalto do INSS, provavelmente cobrindo o rombo com o dinheiro de toda a população, quando o ressarcimento deveria ser feito exclusivamente pelas associações e sindicatos beneficiados com a fraude. 

É essencial e inadiável que a sociedade brasileira – hoje aparentemente anestesiada - reflita sobre o que está acontecendo no INSS. Não como um problema técnico-administrativo menor, mas como mais um triste episódio da grave crise ética e social que se aprofunda no Brasil. A audácia e a insensibilidade de subtrair dos mais pobres e vulneráveis, amparadas pela perversa certeza da impunidade, corrói os alicerces da justiça social e desumaniza as relações entre o Estado e o cidadão. Exigir transparência, responsabilização exemplar e devolução do dinheiro roubado é o mínimo que se pode fazer para resgatar a confiança no INSS e, mais importante, a dignidade de seus segurados.

  

Samuel Hanan - engenheiro com especialização nas áreas de macroeconomia, administração de empresas e finanças, empresário, e foi vice-governador do Amazonas (1999-2002). Autor dos livros “Brasil, um país à deriva” e “Caminhos para um país sem rumo”. Site: https://samuelhanan.com.br


Aposentados bombardeados por ligações e armadilhas financeiras: crédito ou cilada?

Imagine finalmente alcançar a tão esperada aposentadoria, após décadas de trabalho e contribuição. Antes mesmo de comemorar, começa o bombardeio: dezenas de ligações, mensagens e propostas de empréstimos consignados, cartões, seguros e até planos funerários. Sem pedir, sem autorizar, sem sequer entender como seus dados pessoais foram parar nas mãos dessas empresas. 

Essa é a realidade de milhões de brasileiros. Mal o benefício do INSS é concedido, os aposentados e pensionistas se tornam alvo preferencial do assédio comercial — um mercado voraz que enxerga nesse público uma oportunidade de negócio, muitas vezes, desleal. 

O motivo é simples: com a aprovação do benefício, abre-se uma margem consignável que pode comprometer até 45% da renda do aposentado. São 35% disponíveis para empréstimos pessoais, 5% para cartão de crédito consignado e outros 5% para o chamado “cartão benefício”, uma armadilha relativamente nova no mercado. O que parece facilidade, na prática, pode se transformar em sobreendividamento e perda da qualidade de vida. 

Há um segundo problema, ainda mais grave: a circulação indiscriminada de dados pessoais. Nome, CPF, telefone, número do benefício e até o valor da aposentadoria passam a circular entre bancos, correspondentes e empresas de crédito, quase sempre sem qualquer consentimento. Uma clara violação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que segue sendo ignorada na prática. 

Mais do que insistência, há casos de fraude escancarada. Não são poucos os relatos de aposentados que veem dinheiro cair na conta sem qualquer solicitação, seguido de desconto automático no benefício. É um jogo perverso: as empresas se beneficiam do modelo consignado, que reduz inadimplência, enquanto os aposentados ficam presos a contratos cheios de juros, taxas e cláusulas muitas vezes camufladas em letrinhas miúdas. 

O Brasil até tenta, no papel, proteger esses cidadãos. A Lei do Superendividamento (nº 14.181/2021) proíbe práticas abusivas e exige transparência nas ofertas de crédito. O Banco Central e a Febraban determinam que, nos primeiros 30 dias após a concessão do benefício, é proibido qualquer contato comercial com aposentados. A LGPD protege o uso dos dados pessoais. Mas tudo isso parece letra morta diante da realidade diária enfrentada por quem se aposenta no país. 

O resultado é dramático: muitos aposentados comprometem parte relevante da sua renda sem perceber. Quando percebem, estão reféns de contratos longos, descontos automáticos e juros que tornam a dívida praticamente impagável. E não se trata apenas de má escolha ou falta de atenção — mas de um sistema que opera na fronteira entre a legalidade e o abuso. 

Diante disso, a primeira linha de defesa é a informação. É preciso desconfiar de qualquer oferta por telefone, recusar fornecer dados pessoais e monitorar constantemente os extratos pelo portal Meu INSS. Ferramentas como o site www.naomeperturbe.com.br ajudam a reduzir o volume de chamadas indesejadas. Se houver desconto não autorizado, o caminho é procurar Procon, Banco Central, Defensoria Pública, INSS e, se necessário, a Polícia Civil. 

Aposentar-se deveria significar segurança, não medo. Transformar o benefício previdenciário — fruto de uma vida inteira de trabalho — em porta de entrada para dívidas e armadilhas financeiras é uma perversão do sistema. É urgente que as autoridades reforcem a fiscalização e que o Congresso avance na regulamentação do crédito consignado, especialmente para proteger quem mais precisa. 

Enquanto isso não acontece, vale lembrar: nem todo crédito é oportunidade. Às vezes, é cilada.

 

Simone Lopes - advogada especialista em Direito Previdenciário e sócia do escritório Lopes Maldonado Advogados

 

Você aceitaria a causa ?

Há quem pense que advogar é falsificar a verdade, inventar narrativas, mentir. Muitas pessoas imaginam que nessa profissão intente-se justificar o injustificável. Mentir ou argumentar com o injustificável, em geral, não é bom caminho. Agora, o\a advogado\a pode explicar uma situação, mostrando que nem sempre é possível pedir um comportamento diferente do adotado por alguém, seja diante de um fato, seja diante da própria vida. Advogado\as não necessariamente justificam ocorrências, mas as explicam. Advogado\as trabalham com argumentos.

Como nascemos já cercados de leis e somos educado\as a havê-las como válidas para todos os lugares e tempos, esquecemos que os códigos legais são o resultado de uma relação de poder específica, que ocorre em um tempo e lugar. Uma lei é produzida por quem pode elaborá-la e permanece valendo enquanto preserva interesses de quem pode fazê-la perdurar com validade. Sei bem que impossível viver sem lei, sei também que as leis têm garantido liberdades e a própria civilização, mas é bem ingênuo considerar que lei significa justiça.

Tome-se o exemplo das drogas. É crime vender droga. Mas, é crime vender qual droga? No momento é crime vender maconha, certo? Mais ou menos. No momento é crime vender maconha no Brasil, mas essa não é uma regra universal. Há países bem mais avançados socialmente do que o nosso que permitem vender maconha. E outra droga bem mais danosa do que maconha, o álcool? Essa já há tempos é proibida em alguns países e é, atualmente, reprimida em diversos outros. Quer dizer, uma lei havida como adequada para nós não é no momento, ou não foi no passado, ou poderá não ser no futuro, apropriada para diversas outras nações. E nós mesmos podemos mudar de ideia, bastando que se alterem as posições relativas de poder.

Há um exemplo histórico bem forte dessas variações. Havia escravidão legal em boa parte do mundo. O\as escravizado\as eram submetidos à condição de gado para diversos usos, sobretudo na produção agrícola. Na época, a Inglaterra era uma nação muito poderosa. Com a revolução industrial, já não interessava aos ingleses que perdurasse o sistema produtivo escravocrata. Vender máquinas, isso é o que lhes interessava. A Inglaterra começou a interditar navios negreiros, chegando a entrar em portos brasileiros, apreender embarcações, levá-las para alto-mar e atear-lhes fogo. Entre outros motivos, dadas as pressões emanadas do poder inglês, as leis mudaram.

Contudo, no Brasil era lícito, se um\a escravizado\a fugisse, caçá-lo\a como a um animal qualquer. Então imaginemos um\a escravizado\a que, desconsiderando a legalidade que nem o\a incluía, fugiu. Um capitão do mato, expressão do exercício da lei, alcança-o. Explica-lhe, pois se trata de um capitão do mato tolerante, porém obediente à valoração legal vigente, que ele\a, escravizado\a, nem agrediu a lei, que isso é coisa de gente; que o senhor seu dono poderia matá-lo, ou, talvez, se fosse piedoso, somente açoitá-lo. Mas que voltasse, afinal voltar era o imperativo da lei. Que fazer? Obedecer às normas? Naquele tempo, talvez o\a próprio\a escravizado\a pensasse que sim. Hoje esperamos que todos digam que não.

Agora, que posição se tomaria diante de um\a traficante da nossa época? Chama-se o\a jovem traficante com boa posição na favela. Ele\a tem o que o poder do tráfico lhe propicia. E todos sabemos o que o poder pode propiciar. Manda-se-lhe um\a agente da lei compreensivo\a. O\a agente lhe recomendará o retorno às possibilidades que o sistema lhe oferece: uma peregrinação louca por filas degradantes de empregos miseráveis. Haverá, é de se supor, desobediência. Justa? Injusta? É de se imaginar o que se faria no seu lugar.

Não, não justifico traficante. Antes, tenho medo dele\a. Mas reconheço-o\a como ser histórico que não tem que se pôr obediente aos interesses produtores da legislação vigente. Ademais, qualquer traficante pode responder: “Ora, se é permitido vender uísque ou cerveja, por que não maconha?” E demonstrar com ciência social e médica: maconha é a oitava na lista das drogas danosas, álcool é a primeira (açúcar é a quarta). E indagar: a lei que me enquadra é justa, ou protege vendedore\as da droga álcool em detrimento de vendedore\as da droga maconha? E então? É possível advogar e explicar com argumentos a causa do\a referido\a comerciante?

 

Léo Rosa de Andrade
Doutor em Direito pela UFSC.
Psicanalista e Jornalista.


Qual a falha estratégica que mais atrapalha novos empresários?


No Brasil, novos empreendedores surgem a cada dia. O sonho de conquistar seu local no mercado, ou melhor, de possuir a sua própria empresa, é compartilhado por muitas pessoas. Segundo dados da GEM (Global Entrepreneurship Monitor), o país está colocado na oitava posição no que se refere à taxa total de empreendedores. Porém, ao mesmo tempo, são poucos os negócios que prosperam ao longo dos anos, o que reflete um gap estratégico perigoso que precisa ser melhor compreendido e combatido para que possamos alavancar nosso potencial empreendedor.

Um estudo realizado pelo IBGE em 2022 mostrou que 60% das empresas no Brasil não sobrevivem após cinco anos de atividades. Considerando que temos um grande número de novos negócios todo ano, isso demonstra o entendimento de que, apesar de possuírem vontade, a ideia e o dinheiro necessário para criar os negócios e começar a trilhar o caminho da pequena empresa, muitos não estão sendo assertivos na fundação dessas estruturas. Mas, quais as raízes dessa mortalidade alta entre empresas nos seus primeiros anos?

A areia movediça na qual grande parte dos empreendedores afundam o pé está relacionada a questões como precificação, condição de pagamento, margem de lucro, matéria prima, logística e, de forma igualmente crítica, a falta de planejamento operacional. Esses são pontos que poderiam ser antecipadamente avaliados por meio de um plano de negócio de base, pesquisa de mercado e análise dos concorrentes.

No entanto, essa etapa essencial, que deveria estar entre as prioridades mais importantes na fundação de qualquer negócio, muitas vezes é negligenciada. O resultado aparece meses depois, quando os fundadores começam a analisar dados, interpretar informações e percebem, tardiamente, que a empresa está estagnada, operando no prejuízo ou presa em processos desorganizados que impedem o crescimento sustentável.

Para evitar esse equívoco comum, é essencial, antes de mais nada, realizar pesquisas aprofundadas sobre o segmento atuado, junto a uma análise estratégica de como se diferenciar ou, pelo menos, se manter no mesmo nível que seus concorrentes no que se refere aos fundamentos do negócio. Caso seja difícil em um primeiro momento entender o que deve ser avaliado nas questões mais básicas do funcionamento da sua companhia, busque consultorias com profissionais de negócios e marketing, que podem te direcionar ao que analisar. Contratar um profissional para apenas fazer essas pesquisas também é uma ideia válida para aqueles que possuem pouco tempo no seu dia a dia.

Neste primeiro momento, a ideia seria ignorar todos os pontos diferenciais que cada marca traz consigo e analisar somente questões que fazem parte do alicerce do negócio, como: comparação do custo de frete, formas de pagamento, preço do produto e motivo para tal, total de vezes em que se pode parcelar, como funcionará a questão do capital de giro, gateway de pagamento, taxa de antecipação de recebíveis etc.

Esse tipo de pesquisa é ideal para entender o campo no qual você está se inserindo – a qual, diferentemente de uma análise de posicionamento ou branding, tem foco na viabilidade operacional e competitividade financeira. Começar um negócio sem antes ter ciência de todos esses dados, em termos práticos, seria como construir um edifício sem antes avaliar a qualidade do terreno e a resistência da fundação.

O maior inimigo das novas empresas no Brasil não é apenas a falta de recursos ou ideias, mas sim a ausência de uma base sólida construída para estruturar um negócio. Toda empresa bem-sucedida nasce de decisões informadas — e isso só é possível quando se investe tempo e energia na compreensão profunda do cenário competitivo, das práticas comuns e das exigências do consumidor.

Para quem deseja empreender com consistência, o caminho mais seguro é aquele que começa com análise e estratégia. Antes de pensar em vender, comunicar ou escalar, é preciso entender. E, para entender, é preciso estudar e pesquisar. Esse é o verdadeiro alicerce de uma empresa que deseja não só nascer, mas permanecer e crescer.




Renan Cardarello - CEO da iOBEE - Agência de Marketing Digital e Tecnologia.


iOBEE
https://iobee.com.br/


Férias escolares: advogado alerta sobre cuidados em condomínios durante o mês de julho

Especialista em Direito Condominial, Eduardo Rachid, destaca medidas para garantir a segurança das crianças no período 

 

O período de férias escolares de julho chegou e, com ele, as crianças passam a maior parte do tempo em casa. Nos condomínios, isso significa mais movimento nas áreas comuns, como parquinhos, brinquedotecas e quadras, exigindo atenção redobrada de síndicos, moradores e responsáveis. 

 

Eduardo Rachid, advogado especialista em direito condominial, reforça que a segurança e o bem-estar das crianças devem ser prioridades nessa época. “Durante as férias, os pequenos ficam mais tempo nas dependências do condomínio e, muitas vezes, sem a supervisão constante dos pais, o que aumenta o risco de acidentes. É fundamental que haja um planejamento coletivo para que todos possam aproveitar o período de forma segura e tranquila”, explica. 

 

Segundo Rachid, uma das principais medidas é a definição de regras claras para o uso das áreas comuns. “A regulamentação de horários para brincadeiras e atividades mais barulhentas ajuda a preservar o convívio harmonioso e evita conflitos entre vizinhos. Além disso, a comunicação clara sobre essas regras deve ser feita de forma acessível, para que todos os moradores estejam cientes e respeitem as normas”, orienta o advogado. 

 

A manutenção preventiva dos equipamentos das áreas comuns também deve receber atenção especial antes e durante as férias. “Garantir que brinquedos, parquinhos e outros espaços estejam em condições adequadas, dentros das normas de segurança, é indispensável para prevenir acidentes. Pequenos reparos ou revisões podem evitar grandes problemas, protegendo as crianças e promovendo um ambiente mais seguro”, pontua Rachid. 

 

Outro ponto importante, segundo o especialista, é a organização de atividades supervisionadas, que podem ser uma forma de entreter as crianças com segurança. “Oficinas culturais, jogos e pequenas competições esportivas são ótimas alternativas. Essas iniciativas, além de estimular a convivência, reduzem as chances de acidentes, já que as crianças estarão acompanhadas e engajadas em atividades planejadas”, destaca o advogado. 

 

Mesmo em julho, quando as piscinas costumam ter menos uso devido às temperaturas mais baixas, a atenção com as áreas de lazer não pode ser deixada de lado. “Ainda que as piscinas não sejam tão frequentadas, outros espaços acabam sendo mais procurados. O monitoramento e a supervisão contínua ajudam a garantir que as crianças brinquem em segurança e que eventuais situações de risco sejam rapidamente resolvidas”, explica Rachid. 

 

Por fim, o advogado lembra que a base para um período de férias tranquilo é a colaboração entre gestão condominial e moradores. “Quando síndicos, funcionários e condôminos atuam de forma conjunta, adotando medidas preventivas e incentivando o respeito às regras, o condomínio se torna um lugar mais acolhedor e seguro para todos. Esse cuidado coletivo transforma as férias em um momento realmente especial para as famílias”, conclui Eduardo Rachid. 

 

Eduardo Rachid - Com mais de 20 anos de experiência em direito condominial, Eduardo Rachid é um advogado especializado em soluções jurídicas eficientes para condomínios. Sua atuação abrange áreas como assessoria jurídica, cobrança, contratos e mediações, sempre com o objetivo de garantir a conformidade legal e a tranquilidade de seus clientes. Rachid Advocacia está localizado na avenida Cassiano Ricardo, 601 – Sala 53 – Jardim Aquarius, em São José dos Campos. Para mais informações, acesse: https://rachidadvocacia.com.br/  


Avaliação judicial do aluguel em shopping center

 

Os locativos das lojas, rotineiramente, são alvos de avaliações judiciais, principalmente, em sede das ações renovatórias de contrato de locação e revisionais de aluguel. Nestas ações, como estabelece a Lei do Inquilinato, o aluguel a ser fixado pelo Juiz deve ser o real e justo para o momento da renovação do contrato de locação ou da época da propositura da ação revisional de aluguel. 

Salvo casos excepcionais, quando o Magistrado entende ser dispensável a prova, a avaliação do aluguel fica a cargo do Perito Judicial, normalmente um engenheiro, que é o expert no assunto de confiança do Juiz da causa. A apuração do locativo se dá através da apresentação do Laudo de Avaliação pelo Perito Judicial, o qual deverá conter a indicação do valor do aluguel que julga adequado para o caso determinado. O Juiz não é obrigado a acatar o valor assinalado pelo Perito Judicial, inclusive, como é comum nas demandas do gênero, lhe é permitido determinar qualquer providência que acredite ser cabível para a correta avaliação do aluguel. No entanto, na maioria das vezes, o valor do aluguel fixado em sentença é o apontado pelo Perito Judicial ao final dos trabalhos periciais, quantia esta que tende a ser confirmada em eventuais recursos, salvo algum erro grave ou nulidade. 

O trabalho pericial começa com a vistoria do imóvel, oportunidade em que o Perito Judicial e os assistentes técnicos das partes verificam as suas condições estruturais e demais características, tais como, metragem, localização, visibilidade, entre outras. Os assistentes técnicos são os profissionais contratados pelas partes que acompanham a perícia, bem como atuam tecnicamente juntamente com o advogado, por meio das suas manifestações nos autos e formulação de quesitos (perguntas direcionadas ao Perito Judicial). A contratação de assistente técnico é uma faculdade das partes, porém é altamente recomendável, tendo em vista a complexidade das avaliações do gênero. Os peritos devem seguir as normas técnicas aplicáveis, sendo a ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas o órgão responsável pela normalização técnica no Brasil, criadora da Norma Brasileira de Avaliação de Bens (NBR-14653), que representa a diretriz destes trabalhos periciais. Em São Paulo, como ocorre em outras regiões, existe o IBAPE/SP - Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo, o qual, habitualmente, publica a chamada “Norma para Avaliação de Imóveis Urbanos”, revisada de tempos e tempos, com vistas a aperfeiçoar os princípios e critérios adotados, bem como harmonizar as premissas da NBR-14653, às condições peculiares da cidade de São Paulo. 

Salvo raríssimas exceções, como está pacificado em nossos Tribunais, na avaliação de aluguéis de espaços em shopping centers deve ser utilizado o “Método Comparativo Direto”, o qual é realizado por meio da comparação dos aluguéis de imóveis assemelhados, isto é, com as mesmas características, podendo ser feito por inferência estatística e/ou por fatores. Vale ressaltar que, no caso dos centros de compras, os espaços a serem usados na comparação devem ser os localizados no mesmo shopping da loja cujo aluguel está sendo alvo de avaliação. Deste modo, na prática, após selecionadas pelo Perito Judicial e assistentes técnicos, fica a cargo da administração do centro de compras fornecer as informações das lojas a serem usadas como paradigmas na perícia e respectivos contratos de locação, dados e documentos estes que serão, igualmente, acessados por todos os envolvidos na avaliação judicial. E, justamente, por este motivo, os locadores de espaços comerciais em shopping centers têm nítida vantagem sobre os lojistas, vez que, diferente destes e dos locadores de lojas de rua (nas avaliações de imóveis de rua, como regra, os elementos comparativos são obtidos pelas ofertas “públicas” de locação na região), sabem o valor do aluguel de todos os lojistas, tamanho das lojas etc. do seu empreendimento, o que lhes permite prever com mais exatidão o resultado nas avaliações judiciais, gerando, também, proveito nas negociações com os varejistas. 

De modo a equilibrar as forças e buscar a isonomia empresarial, como já vem sendo adotado em muitos procedimentos, cabe aos Peritos Judiciais e Juízes atuarem com rigor nas perícias no sentido de exigirem o completo e correto fornecimento das informações e documentos por parte dos administradores dos centros de compras, devendo, ainda, serem atendidas as requisições dos lojistas para a apresentação de contratos de locação de lojas que estes entendam válidos para a realização das avaliações, ressaltando-se que, quanto maior o número de amostras, menor é a chance de ocorrer distorções na apuração do locativo. 

Assim, a completa disponibilização das informações é importante, por exemplo, para ser verificado o real valor médio pago pelos lojistas, considerando que, atualmente, diante do atual cenário do mercado, é muito comum a concessão de descontos nos aluguéis pelos empreendedores por meses e meses, o que, obviamente, deve ser levado em conta nas perícias em pauta. Além do mais, neste momento, observamos uma retração generalizada nos preços dos locativos, ou seja, os novos lojistas estão arcando com aluguéis menores e em condições diferenciadas, devendo, pois, estes novos locativos serem especialmente considerados nas avaliações, na medida em que os aluguéis dos novos lojistas são que melhor representam a realidade de mercado.

 

Daniel Cerveira - sócio do escritório Cerveira, Bloch, Goettems, Hansen & Longo Advogados Associados. Autor dos livros "Shopping Centers - Limites na liberdade de contratar", São Paulo, 2011, Editora Saraiva, e “Franchising”, São Paulo, 2021, Editora Thomson Reuters Revista dos Tribunais, prefácio do Ministro Luiz Fux, na qualidade de colaborador. Consultor Jurídico do Sindilojas-SP. Colunista do site “Central do Varejo” e do Portal “Sua Franquia”. Coordenador da Comissão de Expansão e Pontos Comerciais da ABF - Associação Brasileira de Franchising. Membro da Comissão de Franquias da OAB/SP. Pós-Graduado em Direito Econômico pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV/SP) e em Direito Empresarial pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atuou como Professor de Pós-Graduação em Direito Imobiliário do Instituto de Direito da PUC/RJ, MBA em Gestão em Franquias e Negócios do Varejo da FIA – Fundação de Instituto de Administração e Pós-Graduação em Direito Empresarial da Universidade Presbiteriana Mackenzie.



Reciclagem é educação, não milagre

 

Muito se fala sobre a necessidade de o Brasil avançar na reciclagem, e de fato, essa é uma urgência ambiental e social. O que raramente se discute, porém, é que reciclagem não é um milagre, é uma questão de educação. Sem que cada cidadão faça sua parte, higienizando embalagens e descartando corretamente os resíduos, a cadeia simplesmente não funciona. Acreditar que esse sistema pode operar de forma eficiente por si só é apostar em uma ilusão. 

Um dos maiores entraves enfrentados pela reciclagem de plásticos no Brasil é a desinformação. Ainda persiste o mito de que o plástico não é reciclável. Isso não é verdade. Trata-se de um material 100% reciclável, moldável e extremamente útil. O problema está na forma como ele é tratado, o que poderia ser matéria-prima valiosa e fonte de renda para milhares de famílias é, muitas vezes, taxado genericamente como "lixo". 

Narrativas alarmistas contribuem para essa distorção. Discurso como “o plástico vai acabar com os oceanos” ou “é inevitavelmente tóxico” espalham medo, mas não oferecem soluções reais. Pior ainda, favorecem materiais supostamente mais sustentáveis, que muitas vezes contam apenas com mais verba de marketing e não necessariamente com menor impacto ambiental. 

A educação ambiental é o verdadeiro ponto de virada. No Instituto Soul do Plástico, o foco está em transformar esse discurso em prática. Por meio de ações em escolas públicas e comunidades, o Instituto mostra como é possível reciclar plástico em microambientes, utilizando energia limpa e sem desperdício de água. Mais do que palestras, a proposta é colocar as mãos na massa, na vivência. 

Alunos operam os equipamentos, observam o processo e compreendem, com seus próprios olhos, o ciclo da reciclagem. A maioria dos estudantes se surpreende e entende que o plástico não é o vilão. Percebe que, quando tratado da forma correta, pode ser peça-chave na geração de renda e inclusão social. É essa consciência, crítica e prática, que o Instituto busca multiplicar. 

A responsabilidade, no entanto, não é só da população. A indústria, o setor público e o poder legislativo também precisam fazer sua parte. Felizmente, iniciativas como o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, o programa Recicla Brasil e a Frente Parlamentar da Economia Circular, já apontam caminhos concretos. O grande desafio é acelerar a transição do modelo econômico linear, baseado em produção, consumo e descarte, para um modelo circular, onde não haja mais desperdício. 

Outro ponto que exige atenção é o combate ao discurso da proibição sem diálogo. Algumas organizações defendem a extinção de determinados produtos plásticos sem apresentar dados sólidos ou alternativas viáveis. Enquanto isso, o setor do plástico, que movimenta a economia e sustenta milhões de famílias, continua sendo demonizado. 

Separar o lixo é só o início. Um bom início, sem dúvida. Mas para que o ciclo se complete, é preciso entender que o resíduo reciclável, ao ser limpo e descartado corretamente, se transforma em matéria-prima e, mais que isso, em dignidade e sustento para quem vive da reciclagem.

 

Rui Katsuno --empresário e comunicador do setor de plásticos, Presidente do Instituto Soul do Plástico e da MTF Termoformadoras, com mais de 36 anos de experiência. Referência no segmento, ele ganhou destaque nas redes sociais ao desmistificar informações incorretas sobre o uso dos plásticos e promover práticas sustentáveis com linguagem acessível e direta. Rui também lidera projetos sociais em escolas públicas, levando educação, inclusão, cultura e empreendedorismo para jovens e crianças. Sua trajetória mostra que é possível unir indústria, responsabilidade social e educação em prol de um futuro mais informado e sustentável.

 

A importância do suporte contínuo para franqueados durante o processo de expansão


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 Especialista explica que um franqueado com acesso contínuo a mentorias e consultorias consegue tomar decisões mais estratégicas e impacta o crescimento saudável das redes 

 

No franchising, a expansão representa mais do que o crescimento de uma unidade: é a consolidação de uma trajetória. Quando o empreendedor decide abrir novas operações, o suporte da franqueadora se torna peça-chave para manter o padrão da marca e garantir sustentabilidade ao processo. “A expansão exige preparo. Um franqueado que tem acesso contínuo a mentorias e consultorias consegue tomar decisões mais estratégicas, antecipar riscos e liderar melhor suas equipes”, explica Vinicius Barreto, especialista em franquias e vice-presidente da vertical de Scale-up do Ecossistema 300 Franchising.

Segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), no primeiro trimestre de 2025, o setor de franquias registrou um crescimento de 8,9% na receita em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando R$ 65,967 bilhões. A última pesquisa de multifranqueados da ABF, realizada no segundo semestre de  2024, 87% das redes de franquias no Brasil contam com pelo menos um multifranqueado. Além disso, 30% das franquias existentes no país são administradas por eles, sendo que 61% desses empreendedores operam com marcas diferentes. Esses dados reforçam a importância de um suporte estruturado e contínuo para que a expansão ocorra com eficiência e controle.

“Quando o franqueado começa a crescer dentro da rede, ele enfrenta desafios diferentes dos que tinha na primeira unidade. É outro nível de gestão, com novas responsabilidades, e por isso o suporte precisa evoluir junto. O papel da franqueadora é acompanhar de perto essa evolução, com ações personalizadas, capacitações frequentes e apoio técnico nas áreas críticas do negócio”, afirma Barreto. 

O fortalecimento da rede também passa por esse modelo de acompanhamento. Um multifranqueado bem orientado tende a operar com mais eficiência, replicar boas práticas e contribuir com insights valiosos para a marca. “Não se trata apenas de abrir novas lojas, mas de construir um crescimento sustentável. É isso que faz diferença para o franqueado e para o negócio como um todo”, complementa o executivo.

Em um mercado competitivo, o suporte ao franqueado não pode ser limitado aos primeiros meses de operação. Garantir que ele esteja preparado para escalar é uma das formas mais eficazes de preservar a saúde da rede e estimular o avanço de quem já conhece a marca por dentro.

  


Ecossistema 300 Franchising


Conheça Salto del Agrio, a cachoeira de fogo de Neuquén, na Patagônia Argentina

Cachoeira Salto del Agrio, na província de Neuquén, na Patagônia Argentina
 Divulgação
Cachoeira milenar se destaca por suas cores vibrantes de origem vulcânica e significado cultural Mapuche

 

Por trás das paisagens amplamente conhecidas da Patagônia argentina, a província de Neuquén guarda uma joia ainda pouco explorada: a cachoeira Salto del Agrio. Encravada entre cânions de origem vulcânica e envolta por araucárias milenares, ela oferece um espetáculo natural que impressiona não apenas pela beleza, mas pela intensidade dos elementos que a compõem.

 

Situada a cerca de 18 quilômetros de Caviahue, vilarejo premiado em 2024 pela ONU Turismo como um dos mais belos do mundo, a queda d’água é alimentada pelo Rio Agrio, que nasce na Cordilheira dos Andes e percorre terrenos ricos em minerais antes de desaguar no Rio Neuquén.

 

Com cerca de 40 metros de altura, a Salto del Agrio se destaca pelo contraste entre o azul profundo ou o verde-esmeralda do poço em sua base e as paredes de rocha vulcânica que a cercam. A coloração avermelhada e dourada dessas rochas se deve à atividade contínua do vulcão Copahue, ainda ativo e visível ao fundo da paisagem, criando uma composição visual que lembra lava recém-expelida.

 

A luminosidade ao longo do dia transforma a aparência da cachoeira. Sob o sol da manhã ou da tarde, o cenário muda, revelando nuances diferentes e reforçando a sensação de que o local está em constante mutação. A natureza, ali, parece em permanente estado de performance

 

Cultos Indígenas

A crença tradicional Mapuche (povo indígena de regiões do Chile e da Argentina) glorifica a conexão entre os elementos naturais e os espíritos ancestrais. Para essa população, o rio, as rochas vulcânicas e a própria queda d’água são como manifestações de forças espirituais, que devem ser respeitadas e reverenciadas. Até os dias atuais, alguns grupos indígenas realizam celebrações no local, demonstrando sua enorme importância histórica e cultural.

 

Neuquén Tur 

O vasto distrito de Neuquén, localizado na Patagônia argentina, com uma extensão territorial de 94.078 km², possui a maior superfície de neve do país e é permeado por majestosas montanhas, vulcões ativos e inativos, termas medicinais, lagos imponentes, bosques, vinhedos, entre outros inúmeros espetáculos que a farta natureza local oferece. A província é um prato cheio para amantes de esportes radicais e natureza, mas também de gastronomia, turismo rural, bem-estar, viagem a dois ou em família. Sua capital homônima, fundada em 1904 e com atualmente aproximadamente 300 mil habitantes, é a cidade mais povoada da Patagônia e um importante centro econômico e cultural. Outras atrações importantes da província incluem San Martin de los Andes, Chapelco, Vila Angostura, Vila Traful, Rota dos Sete Lagos, Caviahue, Lago Hermoso.

 


Interamerican Network


Brasil terá mais idosos do que crianças até 2030. A economia prateada já responde por 39% do PIB, somando R$ 1,8 trilhão


O Brasil está envelhecendo. Até 2030, o número de pessoas com 60 anos ou mais superará o de crianças. E, até 2050, a população acima dos 50 anos deve representar cerca de 40% do total do país. Nesse contexto, a chamada economia prateada, que movimenta produtos e serviços voltados ao público maduro, já responde por 39% do PIB, somando aproximadamente R$ 1,8 trilhão. 

Foi a partir dessa realidade que o painel “Economia Prateada: Como a liderança feminina está inovando para um Brasil que envelhece” reuniu, nesta terça-feira (17), durante o Fin4She Summit, em São Paulo, quatro executivas para discutir os impactos do envelhecimento populacional no mercado de trabalho e na sociedade. Participaram da conversa Aline Sun (Boost Content, moderadora), Ana Carolina Gonçalves (COPAG), Cristina Prado (True Brands) e Luciane Lima (Visa).   

“A inversão da pirâmide etária muda tudo: mercado, saúde, relações de trabalho e o futuro do país”, destacou Aline ao abrir o painel. 

Aos 45 anos, Cristina Prado fundou sua empresa e, hoje aos 51, defende a maturidade como diferencial competitivo. “Idade não pode ser impeditivo. O importante é ter propósito, vontade e disposição para continuar se reinventando.” 

Luciane Lima, vice-presidente de Finanças da Visa, abordou os desafios enfrentados por mulheres com mais de 50 anos no mercado corporativo. “Definitivamente, ser mulher com mais de 50 traz mais obstáculos do que para os homens.” 

Já Ana Carolina Gonçalves, CEO da COPAG, compartilhou a experiência de contratar uma profissional 50+ e os impactos positivos para a equipe. “Ela trouxe equilíbrio, estabilidade e um repertório muito valioso. Integrar diferentes perfis gera aprendizado e fortalece o time.” 

O painel também discutiu temas como menopausa, saúde preventiva, suplementação e preconceito etário, reforçando a urgência de quebrar os silêncios que ainda cercam o envelhecimento feminino, dentro e fora do mercado de trabalho.

 

A nova força da liderança: como a imagem profissional define autoridade e reputação nas empresas|

A nova força da liderança: como a imagem profissional define autoridade e reputação nas empresas Consultora Clara Laface analisa o papel da imagem na construção de lideranças mais inspiradoras, confiáveis e alinhadas à cultura organizacional. 

No atual contexto corporativo, em que a liderança vai muito além de cargos e competências técnicas, a imagem profissional torna-se um diferencial estratégico decisivo. É o que afirma Clara Laface, consultora de imagem pessoal e corporativa, que redefine o conceito de imagem ao extrapolar a mera estética para adentrar o campo da influência, da confiança e da reputação organizacional. 

“A imagem profissional de um líder é a interseção entre sua identidade pessoal, a cultura da empresa e a percepção que deseja gerar”, explica Clara. Segundo ela, essa imagem não se limita ao aspecto visual, mas abrange também postura, comunicação e comportamento. “Um líder eficaz é aquele cuja imagem sustenta sua autoridade e reforça a cultura organizacional. Mais do que parecer preparado, é preciso ser confiável — e ser percebido como tal”, afirma. 

A consultora menciona que, com times cada vez mais plurais e criteriosos, a imagem de um líder comunica, de forma imediata, o grau de coerência entre discurso e prática. “Autoridade não nasce da rigidez, mas da coerência. Um líder que inspira é aquele que compreende as singularidades da equipe e demonstra, com atitudes, que está à altura dos desafios”, reforça. 

De acordo com Clara, a gestão de imagem deve ser encarada como um ativo estratégico — e não como uma questão meramente estética. “A imagem dos profissionais compõe, em tempo real, a reputação da empresa. Cada colaborador é um ponto de contato com o público, e sua imagem transmite — ou distorce — os valores institucionais”, pontua. Empresas que reconhecem esse valor, segundo ela, conseguem fortalecer a confiança do mercado, melhorar o clima organizacional e até influenciar positivamente as negociações. 

Entre os elementos que precisam estar alinhados para transmitir uma liderança forte e autêntica, a profissional destaca a coerência entre o visual, a postura, o comportamento e a clareza na comunicação.

“Presença, escuta ativa e reputação íntegra são pilares de uma imagem de liderança que mobiliza pessoas e reforça o propósito corporativo”, conclui.

 


Clara Laface - consultora de imagem pessoal e corporativa, estrategista com vasta experiência em ajudar pessoas e empresas a se posicionarem com impacto no mercado competitivo. Com formações nacionais e internacionais em imagem, comunicação e marca pessoal, Clara utiliza a imagem como ferramenta essencial para transmitir valores, credibilidade e propósito, impulsionando a construção de uma marca pessoal forte e respeitada.


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