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quarta-feira, 9 de julho de 2025

Novo trojan espião se infiltra na App Store e no Google Play para roubar dados de usuários

Kaspersky detecta o SparkKitty, um malware que se esconde em aplicativos móveis para acessar fotos dos usuários e extrair dados ligados às criptomoedas 

 

Pesquisadores da Kaspersky descobriram um novo trojan espião chamado SparkKitty, que ataca smartphones com sistemas operacionais iOS e Android. Esse malware envia aos criminosos imagens do telefone infectado e informações sobre o dispositivo. O trojan estava embutido em aplicativos relacionados a criptomoedas e apostas, além de um app do TikTok trojanizado (que contém trojan) distribuído tanto na App Store quanto no Google Play, além de sites fraudulentos. Os especialistas sugerem que o objetivo dos criminosos é roubar ativos em criptomoedas. 

A Kaspersky notificou o Google e a Apple sobre os aplicativos maliciosos. Alguns detalhes técnicos indicam que essa nova campanha pode estar relacionada ao SparkCat, um trojan detectado anteriormente e que foi o primeiro de seu tipo a atacar dispositivos iOS. O SparkCat incluía uma função de Reconhecimento Ótico de Caracteres (OCR), que permitia revisar galerias de imagens e roubar capturas de tela com frases de recuperação de carteiras de criptomoedas ou senhas. O caso do SparkKitty marca a segunda vez em um ano que especialistas da Kaspersky detectam um trojan ladrão na App Store. 

Na App Store, o trojan se disfarçava como um aplicativo relacionado às criptomoedas chamado coin. Em páginas de phishing que imitavam a loja oficial de aplicativos da Apple, o malware era distribuído com aparência de aplicativos de TikTok e apostas.
 





 

 


 



Páginas falsas que simulavam a App Store promoviam a instalação de um suposto app do TikTok usando ferramentas de desenvolvedores, incluindo uma loja integrada no app modificado, que aceitava apenas pagamentos em criptomoedas.

 

“Um dos métodos utilizados pelos criminosos para distribuir o trojan foi por meio de sites falsos, nos quais tentavam infectar iPhones das vítimas. Embora o iOS limite a instalação de apps fora da App Store, existem métodos legítimos para isso, como o uso de perfis de provisionamento e ferramentas para desenvolvedores. Essa campanha abusou justamente desses mecanismos: os criminosos se aproveitaram de certificados empresariais para distribuir apps maliciosos. No caso da versão infectada do TikTok, que funcionava como uma modificação do aplicativo, durante o processo de login, o malware não apenas roubava fotos da galeria do dispositivo, como também inseria links para uma loja suspeita dentro do perfil do usuário. Essa loja aceitava apenas criptomoedas como forma de pagamento, o que reforça as suspeitas de uso malicioso”, afirma Leandro Cuozzo, analista de Segurança do time Global de Pesquisa e Análise para América Latina da Kaspersky. 

No caso do sistema Android, os criminosos miraram usuários tanto por meio de sites de terceiros quanto via Google Play, disfarçando o malware como diferentes serviços de criptomoedas. Por exemplo, um dos aplicativos infectados — um mensageiro chamado SOEX com função de troca de criptomoedas — foi baixado mais de 10 mil vezes pela loja oficial.

         

Suposto app de troca de criptomoedas, SOEX, na Google Play

 

Os especialistas também encontraram arquivos APK de apps infectados (que podem ser instalados diretamente em celulares Android sem passar pelas lojas oficiais) em sites de terceiros provavelmente ligados à campanha maliciosa. Esses apps eram apresentados como projetos de investimento em criptomoedas. Os sites que hospedavam essas aplicações eram promovidos em redes sociais, incluindo o YouTube. 

“Uma vez instalados, os aplicativos funcionavam conforme descrito, no entanto, em segundo plano enviavam aos criminosos as fotos da galeria do telefone. Com isso, eles podem tentar encontrar dados confidenciais nas imagens, como frases de recuperação de carteiras de criptomoedas, para acessar os ativos das vítimas. Existem indícios indiretos de que os criminosos estão interessados nos ativos digitais das pessoas: muitos dos apps infectados estavam relacionados às criptomoedas, e o app do TikTok trojanizado também tinha uma loja integrada que aceitava apenas cripto como forma de pagamento”, acrescenta o especialista. 

Para evitar se tornar vítima desse malware, os especialistas da Kaspersky recomendam:

  • Se você instalou algum dos aplicativos infectados, remova-o do seu dispositivo e não o utilize novamente até que seja publicada uma atualização que comprove a remoção da funcionalidade maliciosa.
  • Se um aplicativo solicitar acesso à sua galeria de fotos, certifique-se de que ele realmente precisa disso. Conceder permissões desnecessárias pode facilitar o roubo de imagens com informações sensíveis.
  • Evite armazenar capturas de tela com informações confidenciais na galeria, como frases de recuperação de carteiras de criptomoedas ou senhas. As senhas, por exemplo, podem ser armazenadas em aplicativos especializados como o Kaspersky Password Manager.
  • Use um software de cibersegurança confiável, como o Kaspersky Premium, que pode prevenir infecções por malware. Devido à arquitetura do sistema operacional da Apple, a solução da Kaspersky para iOS exibe um alerta caso detecte uma tentativa de envio de dados ao servidor do criminoso e bloqueia essa conexão.

Para acessar o relatório completo sobre esse ataque, consulte Securelist.com.

  

Kaspersky
Mais informações no site.


Férias escolares: como dividir a guarda dos filhos sem conflitos

Especialista em Direito de Família explica como organizar o período de férias entre pais separados

 

As férias escolares são aguardadas com ansiedade pelas crianças, mas para pais separados ou divorciados, esse período pode exigir um planejamento cuidadoso. A divisão da guarda no recesso escolar costuma ser um dos pontos mais sensíveis entre ex-cônjuges, principalmente quando não há diálogo claro, boa comunicação e espírito de parceria.

De acordo com a advogada especialista em Direito de Família, Dra. Monica Pérez, a guarda compartilhada é o modelo mais comum hoje no Brasil, mas muitos pais ainda têm dúvidas sobre como funciona na prática durante as férias. “Em regra, o período deve ser dividido igualmente entre os genitores, mas isso não é uma obrigação rígida. Cada família precisa analisar o que é mais saudável para a criança, considerando idade, rotina, disponibilidade dos pais e até mesmo a distância entre as residências”, explica.

Na maioria das vezes, a divisão se dá de forma equilibrada, com cada genitor ficando metade do período — podendo ser quinze dias corridos ou semanas alternadas. Porém, há exceções. “Se um dos pais mora longe, por exemplo, pode ser melhor que o filho passe as férias inteiras com ele, compensando a distância durante o ano”, pontua a especialista.

A falta de organização prévia é a principal causa de brigas que poderiam ser evitadas. “O ideal é que os pais alinhem tudo com antecedência: onde a criança vai ficar, por quanto tempo, como será a logística, como ficam as despesas e como serão informados sobre viagens. A falta de acordo pode acabar levando o caso para o Judiciário, o que raramente é o melhor caminho”, alerta Monica.

Outro ponto importante é que o genitor responsável pela criança durante as férias deve se preparar para garantir segurança, alimentação adequada e lazer. E quando surgem imprevistos, também é necessário assegurar a responsabilidade. “Crianças não são bens. Um filho é um ser humano com sentimentos, vontades e necessidades. Às vezes é preciso ajustar o combinado se a criança ficar doente ou surgir um evento familiar importante com o outro genitor”, lembra.

Para viagens dentro do Brasil, a regra é mais simples: menores de 12 anos não precisam de autorização judicial se estiverem acompanhados por um dos pais. Já viagens internacionais exigem mais atenção. Independentemente do tipo de guarda, é obrigatória a autorização expressa do outro genitor — que pode ser feita em cartório ou já constar no passaporte do menor.

Caso um dos pais negue injustificadamente a autorização para uma viagem internacional, é possível recorrer à Justiça com uma ação específica na Vara da Infância e Juventude para obter o suprimento judicial.

Outro fator que costuma gerar conflito é quem paga as atividades de lazer nas férias. Pela lei, o genitor que está com a guarda no período arca com os custos do dia a dia, mas nada impede que despesas extras, como viagens, cursos ou passeios mais caros, sejam divididas de forma proporcional à renda de cada um. “Tudo pode ser resolvido com diálogo. E o mais importante é sempre priorizar a criança”, reforça a advogada.

Em muitos casos, as férias também são oportunidade para a criança conviver com madrastas, padrastos e outros familiares. Essa convivência é permitida, mas deve ser prazerosa para todos, especialmente para o menor. “Questões de ciúmes ou conflitos entre ex-parceiros não podem recair sobre a criança. É preciso respeitar o vínculo afetivo que ela tem com novos membros da família e garantir que se sinta acolhida”, orienta Monica.

No fim das contas, tudo se resume a uma palavra: respeito. Respeito aos direitos do menor, ao convívio equilibrado com ambos os pais e à necessidade de crescer em um ambiente saudável. “Separações são difíceis, mas os filhos não podem ser usados como instrumento de disputa. A infância é curta, e cabe aos pais garantir que as memórias de férias sejam positivas e inesquecíveis para seus filhos”, conclui a especialista.

  

Furno Petraglia e Pérez Advocacia


Qual a importância de desvendar a rentabilidade real do negócio?

 

O mercado está cada vez mais competitivo. Não é de hoje que ouvimos essa expressão. No entanto, se antes a forma de medir o sucesso da organização era apena analisando o volume de vendas ou faturamento, atualmente, não é mais assim. Diante disso, a análise de rentabilidade ganha protagonismo, uma vez que permite uma visão mais estratégica acerca da performance financeira da empresa, verificando se os investimentos feitos estão dando o retorno esperado.

A partir dessa análise é possível ter uma dimensão do quanto a organização lucra em relação ao que investe. Essa ação vai além de analisar o valor em caixa, pois ajuda a revelar quais ações, serviços, canais ou áreas estão contribuindo com o seu crescimento e quais estão consumindo tempo e verba.

A falta desse tipo de clareza impacta diretamente no crescimento da companhia, uma vez que as decisões são tomadas com base em indicadores isolados que não refletem a real situação da organização. E, justamente, esse é um dos grandes desafios a serem superados pelas empresas. Isso porque, com a dinâmica do dia a dia, muitas acabam investindo em estratégias que acreditam ser aquilo que o negócio precisa, quando na verdade, estão desperdiçando recursos.

Ou seja, a conjuntura do mercado atual, pede que as organizações tenham um olhar mais acentuado sobre as estratégias a serem adotadas. Sendo assim, mais do que executar, é preciso entender a funcionalidade de cada serviço, compreender se faz sentido ou não, bem como identificar pontos de melhorias desde localizar gargalos até reajustar as operações.

Sem dúvidas, executar todas essas ações não é uma tarefa simples, pois exige foco máximo e máxima assertividade nos resultados apresentados. Quanto a isso, a tecnologia, como sempre, se mostra uma importante aliada. Por meio de ferramentas especializadas nessa abordagem, é possível maximizar o desempenho e lucratividade da empresa, ampliar a geração de insights e, sobretudo, tomar decisões com base em informações corretas.

Por meio dessa análise precisa, a companhia consegue destravar as suas oportunidades de valor, permitindo um ganho de crescimento contínuo e medidas que assegurem o seu desempenho. No entanto, é preciso enfatizar que uma ferramenta sozinha não tem a habilidade de mudar realidade organizacional sozinha.

Deste modo, ter o apoio de uma consultoria especializada na análise de indicadores, bem como no planejamento financeiro, é uma importante iniciativa para garantir máxima assertividade e resultados promissores. Afinal, o time de especialistas ajuda a identificar o que pode ou não ser removido, e assegurar que apenas iniciativas rentáveis sejam mantidas nas operações.

Conhecer a rentabilidade real do negócio mais do que importante, é algo fundamental para assegurar a eficiência operacional, saúde financeira e longevidade. Deste modo, para as empresas que querem se manter ativas em um mercado cada vez mais dinâmico, é essencial atribuir essa iniciativa no núcleo organizacional.

Se antes tínhamos a ideia de que era necessário produzir em escala, agora, percebemos o quão importante é analisar. É a partir do conhecimento que é possível traçar um caminho de sucesso e, em se tratando do meio corporativo, conhecer sua rentabilidade hoje, é o que garante o sucesso de amanhã.

 

Alexandre Kuntgen -Partner da SolvePlan.

SolvePlan


Vai viajar em julho? Confira dicas para economizar

Especialista ressalta que ainda é possível viajar sem gastar muito e enumera cinco dicas

 

Início de julho e ainda não programou a viagem das férias escolares? Ainda é possível conseguir preços acessíveis. Em alta temporada, normalmente, os preços são mais altos. O ponto primordial é fazer uma pesquisa, por meio de sites de busca que permitem comparar preços. 

A mestre em finanças e professora de economia da Una, Vaníria Ferrari, explica que “após essa primeira seleção nos sites de busca, o ideal é entrar em contato direto com o hotel ou pousada para verificar preço. Outra dica importante é buscar data de check-in diferente, pois finais de semana são mais caros. Quando for fazer a reserva, pesquisar preços por diversos períodos diferentes. Alguns sites, inclusive, já classificam datas em preços mais altos, médio e mais baixos. Avaliar também a reserva da hospedagem e as passagens separados, comparando com os pacotes”. 

De acordo com a professora, se a viagem for internacional o primeiro passo é verificar a paridade cambial, ou seja, o valor do real frente à moeda do destino escolhido. “Vale a pena se a pessoa tiver reserva financeira em dólar”, ressalta. 

Alguns destinos típicos desse período podem ser mais caros, como os voltados para crianças, devido ao período de férias. “Os parques temáticos e destinos cujas temperaturas são mais baixas, como Sul do Brasil, além de alguns internacionais como estações de esqui na Argentina e Chile costumam ter preços maiores. Praias e Nordeste do Brasil tendem a ser mais barato. Importante pesquisar, pois muitas vezes com baixa demanda, podem surgir promoções. Hospedar em uma cidade perto do destino pretendido é uma forma de economizar. Se quer conhecer o Sul, como Gramado, hospedar em uma cidade mais próxima na Serra Gaúcha e visitar os locais turísticos é o ideal”, diz.
 

Confira cinco dicas para um roteiro de viagem mais econômico: 

Hospede-se em uma região de fácil acesso aos destinos turísticos seja a pé ou de transporte público. 

Busque hospedagem com café da manhã incluso, pode não parecer, mas economiza. 

Ao buscar restaurantes para refeições, dar preferência a restaurantes menos famosos e fora do centro turístico.

Compre com antecedência a entrada para pontos turísticos, a diferença de preço da compra antecipada e no local costuma ser grande. 

Pacotes de visitação podem ser vantajosos. Procure as opções antecipadamente.

  

Centro Universitário Una

 

Fim da exigência de tirar os sapatos em aeroportos dos EUA promete transformar a experiência de viagem

Nova diretriz da TSA trará mais agilidade e conforto a passageiros que embarcam rumo aos Estados Unidos. R3 Viagens analisa impactos e tendências para o futuro do setor. 

 

Uma das regras mais conhecidas – e criticadas – por quem viaja para os Estados Unidos está prestes a ser abolida. A Administração de Segurança no Transporte dos EUA (TSA, na sigla em inglês) deve anunciar em breve o fim da obrigatoriedade de retirada dos sapatos nos postos de triagem nos aeroportos do país. A medida, em vigor há quase 20 anos, será revista à luz de novas tecnologias de inspeção e do objetivo de tornar a experiência do passageiro mais ágil, fluida e eficiente.

Para empresas do setor de turismo, como a R3 Viagens, com sede em São Paulo e atuação nacional, a mudança é vista como um avanço importante na jornada dos passageiros – tanto em viagens corporativas quanto de lazer.

“A retirada dos sapatos sempre foi vista por muitos como uma etapa cansativa e pouco eficiente. Com o apoio da tecnologia, é possível manter a segurança sem comprometer o conforto. Essa mudança traz mais comodidade e reduz o estresse no embarque, beneficiando milhares de brasileiros que visitam os EUA todos os anos”, explica Wilson Silva, diretor de marketing e tecnologia da R3 Viagens.

Mais conforto para todos os perfis de viajantes

A nova política deverá valer para a maioria dos passageiros comuns, eliminando uma etapa que até hoje só era dispensada para quem participa do programa TSA PreCheck. Com isso, o processo de segurança se tornará mais semelhante ao de grandes aeroportos europeus e asiáticos, como os de Frankfurt, Dubai, Londres, Cingapura e Amsterdã, que já adotam procedimentos menos invasivos e mais tecnológicos.

Segundo a R3 Viagens, a mudança beneficiará passageiros de todas as faixas: desde famílias com crianças pequenas até executivos que viajam a trabalho com frequência.

“Independentemente do motivo da viagem, o passageiro quer agilidade, conforto e segurança. Esse novo posicionamento da TSA está alinhado com a tendência mundial de tornar a experiência de voar mais humana e eficiente”, destaca Wilson Silva.

Um marco para o setor aéreo

A obrigatoriedade de tirar os sapatos teve origem em 2001, após o atentado frustrado do chamado “homem-bomba do sapato”, e foi oficializada em 2006 como uma das medidas de reforço da segurança nos Estados Unidos após os ataques de 11 de Setembro. Desde então, passou a ser parte do cotidiano de quem embarca no país.

Entretanto, especialistas vinham questionando a real eficácia da prática, apontando-a como um exemplo de “teatro de segurança” — procedimentos com impacto limitado na proteção, mas que causam desconforto e atrasos nos aeroportos.

Agora, com o avanço das tecnologias de escaneamento e análise em tempo real, a TSA considera que há meios mais eficazes de manter a segurança sem abrir mão da boa experiência do passageiro.

Reflexos para o turismo brasileiro

Os Estados Unidos continuam sendo um dos destinos mais procurados por viajantes brasileiros, tanto no lazer quanto nos negócios. Destinos como Orlando, Miami, Nova York, Las Vegas, Los Angeles e Houston estão entre os preferidos dos clientes da R3 Viagens.

Com a nova medida, espera-se que o tempo de espera nas filas seja reduzido e o embarque se torne mais fluido, impactando positivamente não só os voos com origem nos EUA, mas também as conexões realizadas em solo americano.

"É uma mudança simples, mas com grande poder de melhorar a experiência. Isso contribui para que mais brasileiros se sintam encorajados a viajar, especialmente aqueles que valorizam conforto e praticidade", afirma Wilson.

 

R3 Viagens
www.r3viagens.com.br


Educação financeira contribui para realizar o sonho da casa própria

Imagens geradas por IA
Gerenciamento eficiente do orçamento familiar, associado a condições e facilidades para compra do imóvel próprio, tem feito com que o brasileiro saia do aluguel

 

 

Planejamento, organização e prioridade, três pilares da educação financeira, têm permitido a uma grande parcela da população realizar o sonho da casa própria. De acordo com o último levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)/Brain Inteligência Estratégica, o mercado imobiliário cresceu 15,7% em vendas no primeiro trimestre do ano, com o Minha Casa Minha Vida respondendo por 47% da comercialização de imóveis residenciais no País. “Além de constatar na prática a importância e a eficiência do bom gerenciamento de seus orçamentos, os compradores encontram atualmente nas incorporadoras condições favoráveis para a compra do imóvel próprio, que representa um negócio seguro e também um projeto de vida para as famílias”, observa Guilherme Bonini, Co-CEO da Longitude Incorporadora.

Segundo a recente pesquisa Datafolha, sair do aluguel é o desejo de 93% das famílias e se manifesta mais expressivamente entre jovens de 16 a 34 anos (97%). Em um cenário de juros altos, 94% dos brasileiros acreditam ser mais vantajoso assumir o financiamento da casa própria do que pagar um imóvel alugado. Nos primeiros meses do ano, o Índice FipeZap indica que em 36 cidades monitoradas pelo levantamento o aumento acumulado do valor do aluguel foi de 5,13% contra 2,75% da inflação oficial.

“De forma geral, estimativas mostram que 25 milhões de pessoas no Brasil não sabem que têm condições de comprar um imóvel”, afirma o executivo. “Hoje, com uma entrada a partir de R$ 300 e subsídios que chegam a R$ 55 mil para quem participa do Minha Casa Minha Vida, é possível adquirir o imóvel próprio”, completa.

A decisão pela casa própria, na visão de Guilherme Bonini, passa pela educação financeira. Neste ponto, destaca o executivo, o comprador deve organizar o orçamento de acordo com a renda da família, ponderar sobre quanto terá que desembolsar na entrada do apartamento ou da casa e como vai arcar com as prestações. “Também é muito importante que ele se informe sobre as melhores condições oferecidas pelas incorporadoras e tudo o que envolve a negociação. Da mesma forma, ter uma reserva extra para pagamento do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis), registro do imóvel e outras possíveis taxas é recomendável”, diz.

Durante todo o mês de julho, a Longitude Incorporadora realiza uma campanha com diversas vantagens para compra de imóveis. Além dos benefícios do Minha Casa Minha Vida, uma das facilidades concedidas pela empresa é o parcelamento do valor da entrada em até 82 vezes para imóveis de aproximadamente R$ 250 mil. Ainda há a possibilidade de somar os ganhos de até três pessoas para compor o valor mínimo da renda. “Neste caso, podem ser os salários dos cônjuges somados ao de um parente ou mesmo um amigo que more no mesmo imóvel”, diz.

Com 13 anos no mercado, presença em mais de 20 cidades do interior paulista e também na Capital, totalizando 35 empreendimentos, a Longitude Incorporadora comercializou 2.020 unidades entre apartamentos e casas em 2024. Com atuação prioritária no segmento econômico de imóveis, beneficiou 6.030 pessoas. Este ano, com a ampliação das operações, a empresa vai lançar novos empreendimentos em Sumaré e Hortolândia, cidades da Região Metropolitana de Campinas, Sorocaba e também em São Paulo. No planejamento, ainda há lançamentos previstos para os próximos dois anos.

“No cenário imobiliário atual, com os subsídios, crédito regulado e um volume de lançamentos pelo programa Minha Casa Minha Vida, compatível com as demandas habitacionais, as famílias brasileiras encontram as condições favoráveis para sair do aluguel e, de fato, terem um aporte seguro em seus patrimônios com a aquisição do imóvel próprio”, conclui Guilherme Bonini.


5 dicas para aproveitar ao máximo as férias de julho na Disney

Com quase 50 milhões de visitantes anuais, os parques da Disney World na Flórida, nos Estados Unidos, continuam sendo um dos destinos turísticos mais populares do mundo. Para garantir uma experiência mágica e sem contratempos, é fundamental se planejar com antecedência, usar aplicativos de planejamento e aprender inglês.

 

As férias de julho estão chegando e muitos brasileiros sonham em visitar os parques da Disney. Com quase 50 milhões de visitantes anuais, a Disney World na Flórida, Estados Unidos, continua sendo um dos destinos turísticos mais populares do mundo. Para garantir uma experiência mágica e sem contratempos, é importante se planejar bem. Aqui estão cinco dicas essenciais para quem pensa em passar as férias na ‘terra do Mickey Mouse’:

  1. Planeje com antecedência
    Reservar passagens aéreas, hospedagem e ingressos para os parques com antecedência pode garantir melhores preços e evitar surpresas desagradáveis. A alta temporada na Disney atrai turistas do mundo todo, então garantir seus bilhetes e acomodações com meses de antecedência é uma boa prática. Lembre-se também de ter o seu visto em dia.
  2. Utilize aplicativos de planejamento
    Existem diversos aplicativos que ajudam a planejar sua visita aos parques da Disney. Aplicativos como o My Disney Experience permitem agendar atrações, fazer reservas em restaurantes e ver os tempos de espera em tempo real. Essas ferramentas são valiosas para maximizar seu tempo e aproveitar melhor o dia.
  3. Aprenda inglês
    Embora muitas atrações e serviços na Disney sejam oferecidos em vários idiomas, inclusive o português, falar inglês pode enriquecer muito a sua experiência. Conhecer o idioma facilita a interação com funcionários, a compreensão de informações e a participação em atividades. A KNN Idiomas oferece cursos de inglês digitais e presenciais, adaptados às suas necessidades e horários, garantindo que você esteja preparado para aproveitar tudo o que a Disney tem a oferecer.
  4. Esteja preparado para o clima
    O verão na Flórida pode ser bastante quente e úmido. Use roupas leves, protetor solar e mantenha-se hidratado. Leve garrafas de água reutilizáveis para encher nos bebedouros disponíveis nos parques. Não se esqueça de verificar a previsão do tempo e planejar suas atividades de acordo com as condições meteorológicas.
  5. Explore as opções de alimentação
    A Disney oferece uma variedade enorme de opções de alimentação, desde lanches rápidos até refeições gourmet. Pesquisar previamente os restaurantes e fazer reservas pode garantir que você aproveite ao máximo as delícias disponíveis. Além disso, conhecer as opções pode ajudar a economizar e evitar filas longas.

Com essas dicas, suas férias na Disney têm tudo para serem inesquecíveis. Planeje-se bem, esteja preparado e, acima de tudo, aproveite cada momento dessa experiência mágica! 


Nova regra da ANS para negativas de planos de saúde: maior proteção ao beneficiário

 No início deste mês de julho, entraram em vigor as novas regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que tratam do conteúdo e prazo para respostas dos planos de saúde às solicitações de procedimentos solicitados por seus beneficiários, especialmente no que diz respeito às negativas. A comunicação repleta de ruídos entre as partes, vale destacar, representa um ponto de muita discórdia e de muita judicialização envolvendo a relação entre consumidores e operadoras. 

Antes dessa relevante determinação da ANS, beneficiários muitas vezes enfrentavam longos e angustiantes períodos de espera por uma resposta definitiva para liberação de algum procedimento médico, incluindo exames e tratamentos, trazendo muito mais que frustrações e impactos emocionais, mas também diversos prejuízos à saúde dos pacientes diante de processos morosos e que eram concluídos com uma negativa desacompanhada de qualquer justificativa detalhada. O resultado evidente era uma relação complicada entre consumidores e operadoras de plano de saúde, que tomava o rumo para ações judiciais como recurso para que o beneficiário conseguisse o atendimento solicitado. 

A nova regra da ANS, sem dúvidas, deve trazer maior proteção ao beneficiário. Estabelecida na Resolução Normativa nº 623/2024, a determinação exige que operadoras de planos de saúde respondam com celeridade a autorização ou negativa de procedimentos. Em casos de urgência ou emergência, a resposta deve ser imediata. Para procedimentos de alta complexidade ou internações eletivas, o prazo tem limite de até 10 dias úteis. Já para os demais casos, o prazo é de até 5 dias úteis. Para demandas assistenciais ligadas ao contrato, como cancelamento e portabilidade, o prazo de resposta conclusiva é de 7 dias úteis. 

Para todos os casos, respostas genéricas passam a ser proibidas. Retornos como “em análise”, “em processamento” não devem ser aceitas. As respostas precisam ser claras, completas e com linguagem acessível. Caso a negativa a um procedimento médico seja fundamentada, a resposta deve incluir as razões detalhadas, informações sobre alternativas e, se possível, orientar o beneficiário quanto às próximas etapas para contestação ou recurso. 

A norma também determina que as operadoras atendam solicitações que não envolvam cobertura de procedimentos, que os beneficiários possam acompanhar online essas demandas, além de divulgarem de forma clara seus canais de atendimento em seus sites, incluindo contatos da Ouvidoria. 

Temos que considerar a nova determinação da ANS um importante avanço na proteção ao consumidor, em vários sentidos. Primeiramente, com um prazo estabelecido e mais curto para respostas, o beneficiário não fica mais dependente da boa vontade da operadora. Finda-se os longos períodos de incerteza, algo fundamental para quem deseja cuidar da saúde, justamente o motivo que leva o beneficiário a procurar o serviço do plano. 

Depois, com o estabelecimento do prazo e obrigatoriedade de respostas fundamentadas, não mais vazias, a relação entre as partes ganha a necessária transparência. Por exemplo, ao fundamentar a negativa para uma solicitação, o usuário poderá compreender os motivos da recusa, facilitando a contestação ou o recurso administrativo, se for o caso. 

O fortalecimento da fiscalização é outro ponto que garante ao beneficiário maior proteção. A nova norma aumenta a responsabilidade das operadoras, que precisam aprimorar seus processos internos para cumprir o prazo estipulado e isso deve gerar impactos positivos para quem toma o serviço dos planos de saúde. Com essa mesma fiscalização mais rigorosa, acredita-se ficar mais difícil para as operadoras recorrerem a negativas indevidas ou injustificadas, o que reforça a proteção do direito à saúde do consumidor. 

Com responsabilidades definidas de forma mais assertiva, como dita a norma da ANS, a relação tão conturbada entre operadoras de planos de saúde e beneficiários pode melhorar, trazendo maior segurança e confiança entre as partes, abrindo caminhos para uma desejada promoção da cultura de atendimento mais voltada ao bem-estar do usuário. 

Para tudo isso acontecer, claro, é essencial que as operadoras de planos de saúde ajustem seus processos internos, adequando sites e demais canais de comunicação, bem como invistam em treinamento de funcionários. Do outro lado, também é importante que os beneficiários conheçam seus direitos e saibam como reivindicá-los de forma adequada. 

O direito à saúde é inegociável. E, no caso da saúde suplementar, onde existe a relação entre beneficiário e plano de saúde, temos diretamente envolvido o direito do consumidor, outra ferramenta da Justiça irrevogável para que sejam evitadas ou punidas abusividades que levam, todo ano, milhares de pessoas aos tribunais em busca desses direitos feridos.

 

Natália Soriani - advogada especialista em Direito Médico e de Saúde, sócia do escritório Natália Soriani Advocacia

 

Vai para os EUA nas férias de julho? Saiba o que fazer para não ser barrado na imigração

Alta temporada aumenta a fiscalização na entrada dos Estados Unidos, e erros simples podem impedir sua entrada no país.

 

Julho é, historicamente, o mês com maior movimentação de brasileiros rumo aos Estados Unidos. Com as férias escolares começando na primeira semana do mês, muitas famílias aproveitam esse período para visitar destinos como Orlando, Miami e Nova York. A demanda por viagens internacionais cresce ano após ano: em 2024, cerca de 1,9 milhão de brasileiros viajaram para os EUA, um aumento de 17,6% em relação ao ano anterior. Até março de 2025, o Brasil já ocupava o quarto lugar entre os países que mais enviaram turistas para o território americano.

 

Apesar do entusiasmo, muitos viajantes não estão preparados para a etapa mais crítica da viagem: a entrada no país. Ter o visto de turista aprovado não garante a entrada nos Estados Unidos. E julho, justamente por ser um mês de grande fluxo, também registra um número expressivo de brasileiros barrados na imigração. O alerta é do advogado Murtaz Navsariwala, especialista em imigração para os EUA e fundador da Murtaz Law. Segundo ele, o preparo para o controle migratório é decisivo.

 

“O principal erro dos turistas é achar que ter o visto garante a entrada. Não garante. O visto apenas autoriza você a tentar entrar. Quem decide se você entra ou não é o agente da imigração, na hora, com base no que você apresenta e diz”, explica Murtaz.

 

Para passar pela imigração sem problemas, é essencial ter a documentação completa: passaporte com validade mínima de seis meses, visto B1/B2 válido, passagem de volta, reserva de hospedagem e comprovação de vínculos com o Brasil — como emprego, matrícula escolar ou propriedade de imóvel. Durante a entrevista, os agentes costumam fazer perguntas diretas sobre onde o turista vai ficar, quanto tempo pretende permanecer, quem financiou a viagem e o que ele faz no Brasil. Respostas vagas ou inconsistentes levantam suspeitas.

 

Outro fator importante é a bagagem. Itens como uniformes, equipamentos profissionais, produtos de estética ou até mesmo currículos impressos podem ser interpretados como indício de que a pessoa pretende trabalhar nos Estados Unidos — o que não é permitido com o visto de turista. “Não importa se você diz que vai só visitar. Se sua mala parecer de quem vai para trabalhar, você pode ser barrado. E nesses casos, não há apelação possível. O agente tem autoridade final”, destaca o advogado.

 

Quem possui green card ou visto de residência temporária também precisa estar atento. É necessário respeitar os prazos de permanência fora dos Estados Unidos, manter os vínculos exigidos por lei e não atrasar renovações. Qualquer descuido pode levar ao cancelamento do status migratório.

 

Para quem viaja com filhos menores de idade, é obrigatório levar a autorização do outro responsável legal, com firma reconhecida em cartório. Também é recomendável portar certidão de nascimento, comprovantes escolares e de vacinação. Jovens que viajam sozinhos ou acompanhados de parentes, como avós ou tios, precisam estar com toda a documentação legal em dia.

 

Em resumo, os Estados Unidos continuam abertos ao turismo, mas exigem clareza e preparo por parte dos visitantes. “Turismo é bem-vindo nos EUA. O que eles não querem é gente entrando como turista para trabalhar ou ficar ilegal. Se você está viajando com intenção legítima de turismo, apresente isso com clareza e segurança na entrevista. É isso que faz a diferença”, finaliza Murtaz.

 

Murtaz Law


Biometria não é suficiente: como fraudes avançadas estão desafiando os bancos


A adoção de biometria explodiu no Brasil nos últimos anos – 82% dos brasileiros já utilizam alguma tecnologia biométrica para autenticação, impulsionada pela conveniência e pela busca por mais segurança nos serviços digitais. Seja no acesso a bancos via reconhecimento facial ou no uso de impressão digital para autorizar pagamentos, a biometria virou o “novo CPF” em termos de identificação pessoal, tornando processos mais rápidos e intuitivos.  

Porém, uma onda crescente de fraudes tem exposto os limites dessa solução: somente em janeiro de 2025, foram registradas 1,24 milhão de tentativas de fraude no Brasil, um aumento de 41,6% em relação ao ano anterior – o equivalente a uma tentativa de golpe a cada 2,2 segundos. Grande parte desses ataques mira justamente os sistemas de autenticação digital. Dados da Serasa Experian mostram que em 2024 as tentativas de fraude contra bancos e cartões cresceram 10,4% em relação a 2023, representando 53,4% de todas as fraudes registradas no ano.  

Se não tivessem sido evitadas, essas fraudes poderiam ter causado um prejuízo estimado em R$ 51,6 bilhões. Esse aumento reflete uma mudança de cenário: os golpistas estão evoluindo suas táticas mais rápido do que nunca. Segundo uma pesquisa da Serasa, metade dos brasileiros (50,7%) foi vítima de fraudes digitais em 2024, um salto de 9 pontos percentuais em relação ao ano anterior, e 54,2% dessas vítimas sofreram prejuízo financeiro direto.  

Outra análise aponta um aumento de 45% nos crimes digitais em 2024 no país, com metade das vítimas sendo efetivamente ludibriadas pelos golpes. Diante desses números, a comunidade de segurança questiona: se a biometria prometia proteger usuários e instituições, por que os fraudadores parecem estar sempre um passo à frente?

 

Golpes driblam reconhecimento facial e digital

Parte da resposta está na criatividade com que as quadrilhas digitais contornam os mecanismos biométricos. Nos últimos meses, surgiram casos emblemáticos. Em Santa Catarina, um grupo fraudulento lesou pelo menos 50 pessoas obtendo clandestinamente dados de biometria facial de clientes – um funcionário de telecomunicações simulou vendas de linhas telefônicas para capturar selfies e documentos dos clientes, usando esses dados depois para abrir contas bancárias e contrair empréstimos em nome das vítimas.  

Em Minas Gerais, criminosos foram além: fingiram ser entregadores dos Correios para coletar impressões digitais e fotos de moradores, com o objetivo expresso de burlar a segurança de bancos. Ou seja, os golpistas não só atacam a tecnologia em si, mas também exploram a engenharia social – induzindo pessoas a entregarem seus próprios dados biométricos sem perceber. Especialistas alertam que mesmo sistemas considerados robustos podem ser enganados.  

O problema é que a popularização da biometria criou uma falsa sensação de segurança: os usuários presumem que, por ser biométrica, a autenticação é infalível.  

Em instituições com barreiras menos rigorosas, golpistas conseguem êxito usando meios relativamente simples, como fotos ou moldes para imitar características físicas. O chamado “golpe do dedo de silicone”, por exemplo, tornou-se conhecido: criminosos colam películas transparentes em leitores de digitais de caixas eletrônicos para roubar a impressão do cliente e depois criam um dedo falso de silicone com aquela digital, realizando saques e transferências indevidas. Bancos afirmam já empregar contramedidas – sensores capazes de detectar calor, pulsação e outras características de um dedo vivo, inutilizando moldes artificiais.  

Ainda assim, casos isolados desse golpe evidenciam que nenhuma barreira biométrica está totalmente a salvo de tentativa de burlar. Outro vetor preocupante é o uso de ardis de engenharia social para obter selfies ou exames faciais dos próprios clientes. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) soou o alarme para um novo tipo de fraude em que golpistas solicitam “selfies de confirmação” às vítimas sob falsos pretextos. Por exemplo, fingindo serem funcionários de banco ou do INSS, eles pedem uma foto do rosto “para atualizar cadastro” ou liberar um benefício inexistente – na verdade, usam essa selfie para se passar pelo cliente em sistemas de verificação facial.  

Um simples descuido – como tirar uma foto atendendo ao pedido de um suposto entregador ou agente de saúde – pode fornecer aos criminosos a “chave” biométrica para acessar contas alheias. 

 

Deepfakes e IA: a nova fronteira dos golpes

Se enganar pessoas já é uma estratégia muito utilizada, os criminosos mais avançados estão também enganando as máquinas. Aqui entram as ameaças de deepfake – manipulação avançada de voz e imagem por inteligência artificial – e outras técnicas de falsificação digital que tiveram um salto de sofisticação de 2023 para 2025.  

Em maio passado, por exemplo, a Polícia Federal deflagrou a operação “Face Off” após identificar um esquema que fraudou cerca de 3 mil contas do portal Gov.br usando biometria facial falsa. O grupo criminoso aplicava técnicas altamente sofisticadas para se passar por usuários legítimos na plataforma gov.br, que concentra o acesso a milhares de serviços públicos digitais. 

Investigadores revelaram que os golpistas usavam uma combinação de vídeos manipulados, imagens alteradas por IA e até máscaras 3D hiper-realistas para enganar o mecanismo de reconhecimento facial. Em outras palavras, simulavam os traços faciais de terceiros – inclusive pessoas já falecidas – para assumirem identidades e acessar benefícios financeiros vinculados àquelas contas. Com movimentos artificiais de piscar olhos, sorrir ou virar a cabeça sincronizados perfeitamente, conseguiam até driblar a funcionalidade de liveness detection, que foi desenvolvida exatamente para detectar se há uma pessoa real diante da câmera.  

O resultado foi o acesso indevido a valores que deveriam ser resgatados apenas pelos verdadeiros beneficiários, além da aprovação ilícita de empréstimos consignados no app Meu INSS usando essas identidades falsas. Esse caso expôs de forma contundente que sim, é possível burlar a biometria facial – mesmo em sistemas grandes e teoricamente seguros – quando se dispõe das ferramentas certas.  

No setor privado, a situação não é diferente. Em outubro de 2024, a Polícia Civil do Distrito Federal conduziu a operação “DeGenerative AI”, desarticulando uma quadrilha especializada em invadir contas de bancos digitais por meio de apps de inteligência artificial. Os criminosos realizaram mais de 550 tentativas de invasão de contas bancárias de clientes, usando dados pessoais vazados e técnicas de deepfake para reproduzir a imagem dos correntistas e assim validar procedimentos de abertura de novas contas em nome das vítimas e habilitar dispositivos móveis como se fossem delas.  

Estima-se que o grupo tenha conseguido movimentar cerca de R$ 110 milhões em contas de pessoas físicas e jurídicas, lavando dinheiro de diversas origens, antes que a maioria das fraudes fosse barrada pelas auditorias internas dos bancos. 

 

Para além da biometria

Para o setor bancário brasileiro, a escalada desses golpes de alta tecnologia acende um sinal de alerta. Os bancos investiram pesado na última década para migrar clientes para canais digitais seguros, adotando biometria facial e digital como barreiras contra fraude.  

Entretanto, a recente onda de golpes sugere que depender exclusivamente da biometria pode não ser suficiente. Golpistas exploram falhas humanas e brechas tecnológicas para se passar pelos consumidores, e isso demanda com que a segurança seja pensada em múltiplos níveis e fatores de autenticação, não mais um único fator “mágico”. 

Diante desse cenário complexo, especialistas convergem em uma recomendação: adotar autenticação multifator e abordagens multicamadas de segurança. Isso significa combinar diferentes tecnologias e métodos de verificação, de forma que, se um fator falhar ou for comprometido, outros impeçam a fraude. A própria biometria continua sendo peça importante – afinal, quando bem implementada com verificação de vida (liveness) e criptografia, dificulta bastante ataques oportunistas.  

Porém, deve atuar junto com outros controles: senhas ou PINs de uso único enviados ao celular, análise de comportamento do usuário – a chamada biometria comportamental, que identifica padrões de digitação, uso do aparelho e pode soar o alarme ao notar um cliente “agindo diferente do normal” –, e monitoramento inteligente de transações. 

 

Ferramentas de IA também estão sendo usadas a favor dos bancos, identificando sinais sutis de deepfake em vídeos ou vozes – por exemplo, analisando frequências de áudio para detectar vozes sintéticas ou procurando distorções visuais em selfies.  

No fim das contas, a mensagem que fica para os gestores bancários e profissionais de segurança da informação é clara: não existe bala de prata. A biometria trouxe um patamar superior de segurança em comparação com senhas tradicionais – tanto que os golpes migraram em boa parte para enganar as pessoas, não mais quebrar algoritmos.  

Contudo, os fraudadores estão explorando cada brecha, seja humana ou tecnológica, para frustrar os sistemas biométricos. A resposta adequada envolve tecnologia de ponta em constante atualização e monitoramento proativo. Só quem conseguir evoluir suas defesas na mesma velocidade em que surgem novos golpes estará apto a proteger plenamente seus clientes na era da inteligência artificial maliciosa.

 


Sylvio Sobreira Vieira - CEO & Head Consulting da SVX Consultoria

SVX Consultoria
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AFPESP destaca legado democrático da Revolução de 1932 neste 9 de Julho



Movimento foi um dos marcos mais significativos da história de São Paulo e do Brasil

 

Neste 9 de Julho, a Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (AFPESP) reforça a importância de manter viva a memória da Revolução Constitucionalista de 1932, uma mobilização que teve como principal objetivo a conquista de uma nova Constituição e o fortalecimento das instituições democráticas no país. 

Liderada pelos paulistas, a Revolução de 1932 surgiu como reação ao autoritarismo do Governo Provisório de Getúlio Vargas, instaurado após a Revolução de 1930. Com a ordem constitucional suspensa, São Paulo se ergueu em defesa do Estado de Direito e de eleições legítimas. Embora derrotado no campo militar, o movimento teve efeito decisivo na convocação de uma Assembleia Constituinte e na promulgação da nova Constituição brasileira em 1934. 

A data representa um marco na luta pela cidadania e pelos direitos civis no Brasil. Para a AFPESP, é fundamental que as novas gerações conheçam a coragem e o espírito democrático que marcaram a Revolução de 32. Preservar essa memória é garantir que os ideais de justiça e participação continuem vivos. 

Como parte de seu compromisso com a valorização da história paulista, a entidade mantém um acervo permanente dedicado à Revolução. A mostra, instalada na Galeria Jorge Mancini, anexa à sede da entidade, no centro da capital paulista, reúne documentos originais, uniformes, armas e objetos que ajudam a contar essa trajetória essencial na defesa da democracia brasileira.

Durante o mês comemorativo, a exposição está aberta à visitação gratuita, de segunda a sexta-feira (exceto feriados), das 10h às 15h. Além dos objetos históricos, os visitantes têm a oportunidade de conhecer curiosidades sobre o cotidiano dos combatentes e as mobilizações civis da época. É uma chance de vivenciar parte da história paulista e compreender a importância da luta por uma Constituição democrática em um espaço preservado pela maior entidade associativa da América Latina.


Revolução de 1932: os símbolos da resistência que marcaram a história de São Paulo

Dois dos combatentes que se tornaram símbolo da luta constitucionalista foram sepultados no Cemitério da Consolação

 

Combatentes constitucionalistas de São Paulo, durante levante de 1932
 Foto Reprodução/Wikicommons


Nesta quarta-feira, 9 de julho, o estado de São Paulo homenageia a Revolução Constitucionalista de 1932, movimento que entrou para a história como a maior mobilização armada paulista contra o governo federal. A revolta, que durou cerca de três meses, tinha como principal objetivo exigir uma nova Constituição para o país, em um momento de instabilidade política sob a liderança de Getúlio Vargas. 

Milhares de paulistas, entre civis e militares, aderiram à causa. Entre os símbolos desse levante estão os jovens Mário Martins de Almeida, Euclides Miragaia, Dráusio Marcondes de Souza e Antônio Camargo de Andrade, que deram origem à sigla M.M.D.C. Dois deles, Martins e Dráusio, foram sepultados no Cemitério da Consolação após serem mortos durante as manifestações em maio daquele ano. Posteriormente, na década de 1950, os restos mortais foram transferidos para o Obelisco Mausoléu do Ibirapuera, onde permanecem até hoje, junto a outros combatentes

 

Cemitério da Consolação
 Consolare

O Cemitério da Consolação é um dos mais tradicionais da capital paulista e desempenha um papel relevante na preservação da memória da cidade. Além dos monumentos e jazigos de personalidades históricas, o espaço abriga importantes obras de arte tumular, assinadas por nomes consagrados. 

A Consolare, concessionária que faz a gestão do local, oferece visitas mediadas ao público todas as segundas-feiras, às 14h, conduzidas por Francivaldo Gomes, conhecido como Popó. Há mais de duas décadas, ele apresenta aos visitantes histórias e curiosidades que conectam a arte funerária à história de São Paulo. 

“As visitas mostram que o cemitério é muito mais do que um lugar de despedida. É um espaço onde a história da cidade ganha vida, onde cada túmulo pode contar uma trajetória que ajuda a entender São Paulo e quem somos hoje”, afirma Popó. 

Os passeios revelam ao público uma nova forma de olhar para os cemitérios, como espaços de memória, cultura e reflexão sobre a trajetória da cidade e de seus moradores.
 

Visitação mediada

Todas as segundas-feiras do mês ocorre uma visita mediada no cemitério da Consolação, os ingressos são disponibilizados de forma gratuita semanalmente.

Onde: Cemitério da Consolação (R. da Consolação, 1660 - Consolação, São Paulo).

Quando: todas as segundas-feiras.

Quanto: Gratuito – Reservar ingresso no Sympla. 



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