Pesquisar no Blog

quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Barulho Exagerado é Crime: STJ Decide que Poluição Sonora Não Precisa de Perícia

STJ reforça que o crime de poluição sonora prescinde de prova pericial, bastando o descumprimento das normas de emissão sonora para sua caracterização.


A poluição sonora é um dos problemas ambientais mais recorrentes em áreas urbanas, afetando diretamente a qualidade de vida da população. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) reafirmou recentemente que o crime de poluição sonora é de perigo abstrato, ou seja, não exige a comprovação de danos concretos à saúde humana por meio de perícia técnica para sua configuração. 

Essa decisão, proferida pela 5ª Turma do STJ, deu provimento ao recurso especial do Ministério Público de Minas Gerais, mantendo a imputação contra o proprietário de um bar acusado de ultrapassar os limites de emissão sonora previstos em normas regulamentadoras.
 

O que diz a lei?

O crime de poluição sonora está previsto no artigo 54 da Lei 9.605/1998, a Lei dos Crimes Ambientais, que dispõe:

"Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora." 

A norma estabelece que a simples emissão de poluentes sonoros acima dos níveis permitidos já é suficiente para caracterizar o crime. Não é necessário provar que a saúde humana foi efetivamente prejudicada; o potencial para causar danos é o suficiente para configurar a infração.
 

O contexto do caso

O caso julgado pelo STJ teve origem em Minas Gerais, onde o proprietário de um bar foi acusado de poluição sonora por manter níveis de ruído acima do permitido pela legislação local. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) havia desclassificado a conduta, alegando que seria necessária uma perícia médica para comprovar que os barulhos causaram riscos concretos à saúde humana. 

No entanto, ao analisar o recurso, o STJ reafirmou que o crime é formal e de perigo abstrato. De acordo com o ministro relator Joel Ilan Paciornik, a jurisprudência do tribunal é clara: não é preciso apresentar provas periciais para demonstrar a capacidade do ruído de causar danos. O simples desrespeito às normas de emissão sonora já caracteriza o delito.

 

O crime de perigo abstrato

O entendimento do STJ segue a lógica do direito ambiental e penal, que privilegia a prevenção ao dano. No caso da poluição sonora, a lei presume que níveis excessivos de ruído têm o potencial de causar malefícios à saúde humana, dispensando a necessidade de comprovação individualizada. 

Especialistas apontam que a tipificação como crime de perigo abstrato é essencial para garantir a proteção da coletividade. "O ruído excessivo, além de ser uma perturbação, pode gerar efeitos graves, como estresse, insônia e até danos auditivos. Não se trata apenas de incomodar; é uma questão de saúde pública", explica Edgar Bull, especialista em segurança e saúde no trabalho.
 

A importância da decisão do STJ

A decisão do STJ tem implicações importantes para a gestão ambiental e urbana. Ela fortalece o papel das normas regulamentadoras e das fiscalizações, uma vez que o foco está no cumprimento dos limites estabelecidos para emissões sonoras. 

"Se fosse exigida uma perícia em todos os casos, muitos crimes ambientais passariam impunes, dada a dificuldade de comprovar danos concretos a cada indivíduo afetado", destaca Edgar. "A legislação ambiental não pode esperar que o dano se concretize; ela deve ser preventiva."
 

Implicações para estabelecimentos comerciais

Com a reafirmação de que o crime de poluição sonora é formal, estabelecimentos comerciais, como bares e restaurantes, precisam redobrar a atenção ao controle de ruídos. Isso inclui:

  • Monitorar os níveis sonoros regularmente;
  • Investir em isolamento acústico;
  • Adotar horários rigorosos para eventos e apresentações ao vivo;
  • Seguir as regulamentações locais sobre emissão sonora.

O descumprimento dessas normas pode levar a sanções administrativas, como multas e suspensão de atividades, além de implicações criminais, como no caso analisado pelo STJ. 

A decisão da 5ª Turma do STJ reafirma o caráter preventivo e coletivo da legislação ambiental no Brasil. Ao dispensar a necessidade de perícia para configurar o crime de poluição sonora, o tribunal fortalece o combate a essa forma de poluição, garantindo que a saúde pública seja protegida sem burocracias desnecessárias. 

"A poluição sonora não é um problema menor; ela afeta comunidades inteiras e pode ter impactos profundos na saúde mental e física. O entendimento do STJ é um passo para responsabilizar aqueles que desrespeitam as regras e proteger o direito ao silêncio e ao bem-estar de todos", conclui Edgar Bull.

 

Edgar Bull - Engenheiro Civil formado pela USP, pós-graduado em Engenharia de Segurança do Trabalho e Higiene Ocupacional e bacharel em Direito. Com uma trajetória sólida e ampla experiência em perícias judiciais, ele atua como perito nos Tribunais Regionais do Trabalho da 2ª e 15ª regiões, além de ser membro ativo da Comissão de Perícias da OAB e professor de pós-graduação do SENAC. Responsável técnico pela EST da METRA (Medicina e Assessoria em Segurança do Trabalho), Edgar é referência em segurança do trabalho e avaliação de riscos, com um olhar especializado para a proteção dos trabalhadores e a conformidade legal das empresas.


Dicas para Ser Contratado em 2025: Como se destacar em processos de recrutamentos impulsionados por IA

 

Com a inteligência artificial transformando rapidamente o mercado de trabalho, os candidatos enfrentam novos desafios para encontrar vagas que realmente se alinhem às suas habilidades e valores. No início do ano, marcado por expectativas de renovação e novas oportunidades, muitos profissionais sentem a pressão de agir rapidamente para garantir uma posição. No entanto, a pressa pode levar a escolhas inadequadas e, consequentemente, à insatisfação no trabalho.

 

Segundo a Hogan Assessments, líder global em avaliações de personalidade, o autoconhecimento estratégico e a análise da compatibilidade cultural são fatores cruciais para evitar erros comuns na carreira. Ao investir tempo em compreender seus pontos fortes e como eles se alinham às oportunidades, os profissionais têm mais chances de garantir posições que promovam sucesso e satisfação a longo prazo.

Confira as 5 principais dicas da Hogan Assessments para se destacar e ser contratado em 2025:

 


Seja Honesto no Currículo


Evite a tentação de preencher o currículo com palavras-chave irrelevantes. Embora possa parecer uma estratégia eficaz para atrair os sistemas de IA, essa prática pode distorcer suas qualificações e ter o efeito contrário. Em vez disso, foque em construir um currículo que reflita de forma genuína suas habilidades e conquistas reais.

 

"Ser honesto no currículo não apenas ajuda você a se destacar, mas também cria uma base de confiança com os empregadores, aumentando as chances de encontrar uma posição onde você realmente possa prosperar," explica Dr. Ryne Sherman, Chief Science Officer da Hogan Assessments.


 

Transparência Sobre Experiências Profissionais


Exagerar ou inventar experiências para enganar algoritmos de IA é uma estratégia arriscada. Muitos recrutadores utilizam ferramentas para verificar informações, e a falta de veracidade pode prejudicar sua reputação e futuras oportunidades. Mostre seu valor real com cases claros de realizações que estejam alinhadas com a vaga desejada.


 

Destaque Suas Competências Comportamentais com Exemplos Práticos


Embora a inteligência artificial seja altamente eficaz na identificação de competências técnicas, habilidades comportamentais, como trabalho em equipe, adaptabilidade e resolução de problemas, são mais difíceis de avaliar pelos sistemas automatizados. Para destacar essas qualidades, os candidatos devem incorporá-las em suas cartas de apresentação ou durante entrevistas, usando exemplos reais, como liderar equipes, resolver conflitos ou superar desafios. Essas competências são fundamentais para o sucesso em qualquer posição e amplamente valorizadas pelos empregadores.

 

"Destacar habilidades comportamentais não apenas demonstra sua capacidade de atender às exigências do cargo, mas também ressalta como o candidato pode contribuir positivamente para a cultura organizacional," afirma Dr. Ryne Sherman, Chief Science Officer da Hogan Assessments.


 

Prepare-se para Avaliações de Personalidade


Com o uso crescente de testes de personalidade nos processos seletivos, os candidatos precisam estar preparados para essa etapa. Assim como no currículo, tentar apresentar uma versão idealizada de si mesmo nesses testes pode ser prejudicial, resultando em um encaixe inadequado tanto para o profissional quanto para a empresa. A melhor abordagem é responder com sinceridade, permitindo que os resultados reflitam seu verdadeiro perfil.

 

"Testes de personalidade cientificamente validados oferecem uma visão precisa do candidato. Ser autêntico é a melhor estratégia para garantir uma posição alinhada aos seus pontos fortes. Candidatos que tentam manipular os resultados frequentemente acabam em cargos incompatíveis, gerando insatisfação para ambos os lados," alerta Dr. Ryne Sherman, Chief Science Officer da Hogan Assessments.

 


Use a IA a Seu Favor


Embora a IA possa parecer desafiadora, ela também é uma ferramenta poderosa para candidatos. Utilize-a para aprimorar seu currículo, praticar respostas para perguntas comuns de entrevista e pesquisar empresas, aumentando sua preparação para as oportunidades.

 

O processo seletivo está em constante evolução, e encontrar o equilíbrio entre qualificações técnicas e habilidades comportamentais nunca foi tão importante. Evitando erros comuns e demonstrando seu verdadeiro valor, o profissional poderá navegar no cenário de recrutamento impulsionado por IA com confiança e conquistar uma posição onde terá sucesso. 

 



Hogan Assessments
Distribuidores Hogan Assessments no Brasil
Ateliê-RH: https://atelie-rh.com.br/
Artisan: https://www.hogan-artisan.com.br/
EDGEBrasil: https://www.edgebrasil.com.br/

 

Janeiro Branco: o que é luto perinatal e quando buscar ajuda

Crédito: Juan Pablo Serrano
Casos como o de Maíra Cardi chamam atenção para o impacto emocional da perda gestacional e a importância do acolhimento psicológico


A perda de um bebê durante a gestação ou logo após o nascimento é uma experiência que vai além da ausência física. O luto perinatal envolve também a interrupção de sonhos e expectativas, e afeta profundamente a saúde emocional das mães e de suas famílias.

Casos como o da influenciadora Maíra Cardi, que recentemente compartilhou o luto pela perda de seu bebê, trazem visibilidade ao tema. Durante o Janeiro Branco, mês dedicado à saúde mental, a psicóloga perinatal Rafaela Schiavo, fundadora do Instituto MaterOnline, explica a importância do acolhimento psicológico e de práticas humanizadas para lidar com essa dor.


O que é o luto perinatal?

O luto perinatal acontece quando há a perda de um bebê durante a gestação ou logo após o nascimento. Ele não se restringe à ausência física, mas inclui perdas simbólicas, como o luto pelo sexo do bebê ou pela impossibilidade de realizar o parto planejado. Todas essas experiências envolvem a interrupção de expectativas e precisam ser acolhidas.


Como lidar com a perda de um bebê como no caso da Maíra Cardi?

Lidar com a perda envolve validar os próprios sentimentos e dar espaço para que emoções, como tristeza ou culpa, sejam vividas sem repressão. Guardar lembranças do bebê, como ultrassom, fotos ou roupas, pode ajudar a transformar a dor em algo significativo. Acolhimento psicológico e a participação em grupos de apoio também são fundamentais para ajudar no processo.


Quando buscar apoio psicológico?

O luto perinatal é uma experiência única e profundamente pessoal. Para algumas pessoas, o processo pode durar semanas, para outras, meses ou até mais tempo. Não há um prazo certo ou errado para lidar com essa perda, já que cada um tem seu próprio ritmo para processar a dor e as mudanças que ela traz. Mas, o momento de buscar ajuda é quando a tristeza começa a interferir na vida diária, como isolamento ou sentimentos de desesperança.


Como os hospitais podem acolher famílias enlutadas?

Práticas humanizadas, como separar mães que enfrentaram perdas de alas com recém-nascidos e oferecer espaços para despedidas, ajudam a aliviar o sofrimento. Recordações como fotos, a marca do pezinho ou um pedaço do cabelo do bebê também podem transformar a dor em algo significativo.


Por que evitar frases que minimizem a dor da perda?

Frases como “foi melhor assim” ou “Deus quis dessa forma” podem parecer inofensivas, mas invalidam os sentimentos de quem está enfrentando a perda. É importante oferecer escuta atenta, sem julgamentos, e respeitar o momento de luto.


Por que falar sobre luto perinatal?

Casos como o de Maíra Cardi ajudam a romper o silêncio em torno do luto perinatal, um tema que ainda é considerado tabu. Falar sobre essa dor não apenas valida o sofrimento das famílias, mas também incentiva uma abordagem mais acolhedora e humanizada.


Como a gestão de riscos patrimoniais pode blindar seu negócio contra perdas inesperadas

freepik
João Schabarum, gerente de controle de riscos da REP Seguros, explica como evitar esses incidentes e proteger seus bens contra esses tipos de adversidades

 

Empresas com grandes patrimônios sabem que lidar com riscos faz parte do dia a dia dos negócios. No entanto, muitas vezes, os impactos de um sinistro inesperado podem ser prejudiciais e comprometer a continuidade da operação. Para evitar essas situações, a gestão de riscos patrimoniais se apresenta como uma estratégia importante para proteger bens e minimizar prejuízos. 

Um estudo realizado pela seguradora Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS) revelou que incêndios e explosões representaram 21% de todas as perdas financeiras globais entre 2017 e 2021, somando cerca de US$18 bilhões em prejuízos. Outros riscos, como danos causados por eventos climáticos, têm se tornado mais frequentes, com aumento de 15% nos custos relacionados a desastres naturais na última década. Esses números evidenciam a importância de estar preparado para conter os danos e proteger o patrimônio empresarial. 

De acordo com João Schabarum, gerente de controle de riscos da REP Seguros, corretora focada em seguros corporativos, a primeira etapa para uma gestão eficaz é realizar uma avaliação detalhada dos riscos associados ao patrimônio empresarial. Isso inclui identificar vulnerabilidades estruturais, operacionais e até mesmo externas, como eventos climáticos extremos, incêndios, furtos ou danos causados por terceiros. 

"Entender os riscos é o primeiro passo para protegê-los. Muitas organizações deixam de realizar essa análise por acreditarem que estão seguras com o básico, mas um sinistro pode causar desde prejuízos financeiros até danos à reputação, afetando toda a cadeia produtiva," explica o especialista da REP Seguros. 

Um exemplo recorrente é o de incêndios em instalações industriais, onde a ausência de medidas preventivas resultou em perdas milionárias e paralisação das operações. Por outro lado, há casos de empresas que conseguiram se recuperar rapidamente graças a uma apólice de seguro bem estruturada e à implementação de planos de resposta imediata. 

"Quando um sinistro ocorre, o tempo de resposta faz toda a diferença. Empresas que possuem uma gestão de riscos ativa, com suporte de uma corretora especializada, conseguem reduzir significativamente os danos e retomar suas atividades em menos tempo", ressalta João. 

Entre as soluções mais eficazes para reduzir riscos patrimoniais, estão:

  • Análise de vulnerabilidades: mapeamento completo dos bens e das áreas mais suscetíveis a danos.
  • Planos de contingência: desenvolvimento de estratégias para garantir a continuidade do negócio em caso de incidentes.
  • Seguros personalizados: contratação de apólices que atendam às necessidades específicas do patrimônio, com coberturas adequadas e condições ajustadas à realidade de cada empresa.

"Nosso objetivo é ajudar as empresas a se anteciparem ao inesperado, proporcionando não apenas proteção patrimonial, mas também segurança para a continuidade de seus negócios em cenários adversos. Entendemos que cada organização possui desafios únicos, e é por isso que trabalhamos para identificar riscos específicos e oferecer soluções apropriadas, garantindo que elas estejam preparadas para enfrentar qualquer eventualidade com agilidade e eficiência", explica o gerente. 

Ele finaliza falando que além de proteger o patrimônio físico, uma gestão de riscos bem estruturada também preserva a reputação e a confiança de clientes e parceiros, elementos fundamentais para a sustentabilidade de longo prazo.
 

REP Seguros


Surtos de virose e litorais contaminados: universalização do saneamento pode demorar até 2070

Quase 2 milhões de piscinas olimpíadas de esgoto sem tratamento foram despejadas no meio ambiente em 2024

 

O Brasil enfrenta surtos de viroses e um aumento de praias impróprias para banho, reflexo direto da precariedade no saneamento básico. Com o início dos mandatos dos novos prefeitos municipais em 2025, a melhoria da infraestrutura de saneamento torna-se uma prioridade urgente. 

De acordo com dados do SNIS, ano-base 2022, apenas 52,2% do esgoto produzido é tratado, resultando no despejo de 5.253 piscinas olímpicas de esgoto não tratado despejadas diariamente no meio ambiente. Em 2024, o "esgotômetro" do Instituto Trata Brasil estimou que quase 2 milhões de piscinas olímpicas de esgoto foram lançadas na natureza. 

Embora o Novo Marco Legal do Saneamento estabeleça 2033 como prazo para alcançar a universalização do acesso à água potável (99%) e à coleta e tratamento de esgoto (90%), o um estudo do Trata Brasil alerta que, ao ritmo atual de evolução, a meta só será cumprida em 2070 — um atraso de 37 anos. Esse cenário exige que a infraestrutura básica seja tratada como prioridade pelos gestores públicos recém-eleitos. 

A ausência de saneamento básico contribui para o aumento de doenças gastrointestinais, como viroses e diarreia, impactando a saúde e a qualidade de vida de milhões de brasileiros. Prefeitos recém-eleitos têm um papel decisivo nesse cenário, já que, segundo a Política Nacional de Saneamento Básico, os municípios devem elaborar e implementar Planos Municipais de Saneamento Básico (PMSB). Esses planos são fundamentais para identificar demandas locais, planejar investimentos e captar recursos. 

O saneamento básico é essencial para o desenvolvimento e crescimento sustentável das cidades, influenciando áreas como saúde, educação, turismo, valorização imobiliária e renda. Com a oportunidade de novos mandatos em 2025, os gestores municipais têm em mãos a responsabilidade de transformar a infraestrutura de saneamento em prioridade e catalisadora de mudanças significativas para a qualidade de vida da população.

 

Primeiro Emprego: Descubra quais são erros mais comuns e como evitá-los


A jornada universitária é repleta de sonhos: se formar, estagiar, expandir o conhecimento e, finalmente, conquistar um lugar de destaque no mercado de trabalho. Esse é o cenário ideal para muitos estudantes que se dedicam entre quatro e cinco anos a um curso superior. No entanto, a realidade pode ser desafiadora, e muitos recém-formados enfrentam dificuldades para encontrar uma oportunidade na área escolhida. 

Atualmente, o Brasil conta com mais de 7 milhões de desempregados, com uma parte significativa desse número sendo de jovens que acabaram de se formar. Em meio a esse cenário, é essencial adotar estratégias eficazes para conquistar o primeiro emprego. A seguir, o Pravaler, principal plataforma de acesso e soluções para o ecossistema de educação privada do Brasil, lista algumas dicas importantes para ajudá-lo a trilhar o caminho até a colocação profissional.
 

1. Comece a Estagiar Durante a Graduação
A primeira oportunidade de entrar no mercado de trabalho pode vir por meio de um estágio. Por isso, é importante iniciar a busca o quanto antes. Estágios, mesmo os voluntários, oferecem aprendizado prático e ajudam a consolidar os conhecimentos adquiridos em sala de aula. Essa experiência será valiosa não apenas para a formação profissional, mas também para abrir portas no futuro. Aproveite o estágio para fortalecer suas habilidades e conhecer melhor sua futura profissão.
 

2. Explore Oportunidades Online
Com a crescente digitalização do mercado de trabalho, as vagas de emprego na internet são uma excelente ferramenta na busca pelo primeiro emprego. Crie perfis em sites de emprego e participe de grupos nas redes sociais relacionados à sua área. Além disso, muitos sites de empresas oferecem uma aba “Trabalhe Conosco” onde é possível se cadastrar e, assim, ter seu currículo analisado antes mesmo de a vaga ser formalmente aberta. A agilidade nesse processo pode acelerar sua colocação profissional.
 

3. Crie um Currículo Adaptado
Evite o erro comum de enviar um currículo genérico para todas as vagas. Para se destacar, personalize seu currículo conforme as exigências de cada vaga. Se a oportunidade é para um cargo específico, como analista de redes sociais, destaque seus estágios e cursos relacionados à área, mesmo que seu curso principal seja outro. A personalização do currículo aumenta suas chances de ser notado pelos recrutadores.
 

4. Prepare-se para a Entrevista de Emprego
O currículo é a porta de entrada, mas é durante a entrevista que você realmente tem a chance de garantir o emprego. Seja espontâneo e apresente suas experiências com exemplos concretos que comprovem suas habilidades. Pesquisar sobre a empresa e a vaga antes da entrevista é essencial para demonstrar seu interesse e preparação, o que pode ser decisivo para conquistar a vaga desejada.
 

5. Use o LinkedIn a Seu Favor
O LinkedIn é uma ferramenta indispensável na busca pelo primeiro emprego. Mantenha um perfil atualizado e profissional, incluindo suas qualificações, cursos e experiências. Siga empresas e profissionais de sua área para ficar por dentro das vagas e tendências do mercado. Muitas empresas utilizam o LinkedIn para divulgar oportunidades de emprego e compartilhar dicas sobre o que buscam em novos colaboradores.
 

6. Esteja Aberto a Novas Oportunidades
Mesmo que você tenha uma empresa dos sonhos, é importante ser flexível no início da carreira. Se a vaga dos seus sonhos exige experiência prévia, esteja disposto a começar em outra empresa. A experiência adquirida em diferentes lugares pode abrir portas para novas oportunidades no futuro. Lembre-se de que, muitas vezes, a experiência vale mais que o salário inicial.
 

7. Use seu Networking
Networking é uma ferramenta poderosa na busca pelo primeiro emprego. Professores, gestores de estágio e até colegas de faculdade podem ser fontes valiosas de informações sobre vagas e oportunidades. Além disso, alguns professores podem ter empresas próprias e podem ajudar com cartas de recomendação ou até mesmo indicar você para processos seletivos. Aproveite as conexões que você já possui para expandir suas chances de conseguir uma entrevista.
 

Com essas dicas, recém-formados podem aumentar suas chances de alcançar o primeiro emprego. A persistência, o preparo e a busca ativa são fundamentais para superar os desafios e dar início a uma carreira de sucesso.
 

Pravaler


Saiba como descartar as embalagens de vidro

  O-I Glass, Instituto Recicleiros e Cooperativa Recicla Guaxupé dão dicas para realizar a destinação correta do vidro pós-consumo

 

O vidro é um material 100% reciclável e pode ser reutilizado infinitas vezes sem perder as suas propriedades. Ao descartá-lo da maneira correta, o consumidor contribui para a preservação do meio ambiente e para a economia de recursos naturais. A O-I Glass, líder mundial na fabricação de embalagens de vidro, atua fortemente na ampliação da reciclagem, o que inclui envolver os elos da cadeia do vidro e a população. 

No dia a dia, há diversos tipos de vidros que podem ser reciclados, como as garrafas de suco, refrigerante, cerveja, recipientes para molhos e conservas, copos, pratos, tigelas e frascos de cosméticos. Esses e outros itens devem voltar para o ciclo produtivo, ao invés de ocuparem espaço nos aterros sanitários. 

Ana Luiza da Silva, mobilizadora do Instituto Recicleiros e parte da equipe local que incuba a Cooperativa Recicla Guaxupé, de Minas Gerais, conta que ainda há bastante dúvida da população sobre o que pode ser reciclado e como separar. “Aqui no entorno da cooperativa orientamos bastante as pessoas, principalmente sobre a importância de identificar vidros quebrados para que ninguém se machuque”, comenta.

Divulgação

Quebrado ou inteiro o vidro pode ser reciclado bastando remover o excesso de outros resíduos, como restos de bebidas e comidas, e separá-lo de outros materiais. Os profissionais que trabalham em cooperativas fazem a separação completa, removendo tampas e invólucros, por exemplo. A triagem adequada garante a venda para a indústria, rentabilizando a operação e gerando ganhos ambientais. 

A O-I Glass não tem unidade industrial em Minas Gerais, mas compra vidro da Recicla Guaxupé graças ao Instituto Recicleiros que atua conectando cooperativas e catadores à indústria. “A parceria da Recicleiros com as cooperativas é primordial, pois dá credibilidade ao trabalho e ajuda a vender os resíduos para a indústria”, comenta Ana Luiza. 

"Ao reintroduzir o vidro pós-consumo para a produção de novas garrafas e recipientes, há menor consumo de energia, redução da emissão dos gases de efeito estufa, diminuição do uso de recursos naturais, além de contribuição com a geração de emprego e renda na cadeia produtiva, como os catadores e as cooperativas”, explica Bianca Ferro, especialista em Economia Circular da O-I Glass.

Divulgação

Confira abaixo as dicas reunidas por esses importantes elos da cadeia do vidro e veja como é possível ampliar ainda mais a reciclagem: 

1º) Limpe: faça uma higienização simples, apenas para remover o excesso de matéria orgânica, facilitando assim o processo de reciclagem e a contaminação de outros materiais.

2º) Separe: coloque o vidro em saco ou caixa separada de outros materiais, pois isso facilita o manuseio e evita acidentes. Se forem cacos de vidro, embrulhe em papel ou saco resistente e identifique.

3º) Descarte: deixe o vidro em pontos de coleta que recebam e encaminhem o material para reciclagem.

 

Vidros que podem ser reciclados (quebrados ou inteiros):


  • Embalagens de bebidas, como garrafas de sucos, refrigerantes e cervejas;
  • Embalagens de alimentos, como vidros de molhos, conservas, papinha de bebê, etc.;
  • Copos, pratos e tigelas de vidros;
  • Frascos de perfume.


Materiais que não devem ser misturados ao vidro reciclável:

  • Travessas resistentes ao calor, aquelas que costumam ser utilizadas para preparar alimentos em fornos convencionais e micro-ondas;
  • Espelho, vidro de televisores, cristais, lâmpadas e luminárias;
  • Papel/papelão, plástico, tecido, borracha, restos de alimentos, madeira;
  • Metais e estruturas metálicas, alumínio, cobre, latão;
  • Tampas/rolhas, gargalos de alumínio, parafusos, pilhas e baterias;
  • Cerâmicas, pedras, porcelanas, entulho, concreto e materiais de construção.


Alguns tipos de vidros que necessitam de uma destinação específica:

  • Frascos de medicamentos, seringas, objetos perfurocortantes (bisturis, agulhas e ampolas, por exemplo), máscaras, luvas e demais resíduos da saúde;
  • Embalagens de produtos químicos, tubos de ensaio e vidrarias provenientes de atividades laboratoriais.

Ficou em dúvida sobre o descarte? Siga o passo a passo:
  • Separe os vidros por tipos (com exceção dos vidros que necessitam de destinação específica, conforme descrito acima);
  • Entregue-os em um ponto de coleta próximo à sua residência;
  • Os coletores darão a destinação correta ao material. 

A O-I Glass desenvolveu um manual com recomendações para o descarte do vidro. Para ter acesso às informações na íntegra, clique aqui e faça download.

 

O-I Glass, Inc. 
O-I Glass / Facebook / Twitter / Instagram / LinkedIn

 

Cruzeiro com criança: Dicas e atrações que tornam a viagem inesquecível e sem perrengues

De brincadeiras radicais a lúdicas, companhias oferecem atrações para todas as faixas etárias e para diferentes gostos 

 

Viajar com crianças pode gerar muitas dúvidas, desde a escolha de um destino que agrade adultos e pequenos, até questões de segurança, estrutura para os menores e o custo-benefício da viagem. Cada vez mais, as famílias estão optando pelos cruzeiros como alternativa ideal, unindo conforto, destinos incríveis e uma variedade de atrações para todas as idades. 

 

"O setor de cruzeiros tem experimentado um crescimento impressionante desde 2023 e isso reflete diretamente na diversidade de opções disponíveis para famílias. Hoje, as principais companhias marítimas estão investindo em experiências que atendem a todas as faixas etárias, com atrações que encantam crianças e oferecem conforto e conveniência para os pais”, afirma Paulo Papoy, CEO da Krooze. 

 

Além de roteiros que já são uma atração por si, as companhias oferecem entretenimento infantil, áreas temáticas, segurança e conveniências que tornam a experiência a bordo ainda mais personalizada, de acordo com o estilo de cada família. A seguir, confira dicas essenciais para quem vai embarcar com crianças e conheça as atrações oferecidas pelas principais empresas do setor:

 

Dicas Krooze para pais de primeira viagem em cruzeiros com crianças: 

 

Escolha o itinerário ideal para a família

Priorize excursões em terra que combinem com o estilo das crianças que estarão com você e o nível de atividade física adequado para elas.

 

Considere cabines conjugadas

As cabines interligadas são uma excelente opção para famílias, oferecendo conforto e praticidade. Informe-se sobre essa possibilidade ao fazer a reserva.

 

Reserve berços com antecedência

Para quem viaja com bebês, garanta a disponibilidade de berços, que são limitados em todas as companhias marítimas.

 

Leve carrinhos de bebê dobráveis

Carrinhos compactos são úteis para embarques, desembarques e excursões em terra. Eles também facilitam a locomoção a bordo.

 

Verifique a autonomia das crianças para atividades

Lembre-se de que, para participar de atividades desacompanhadas, é necessário que as crianças tenham autonomia para usar o toalete.

 

Atrações para crianças das principais companhias: 

 

Carnival Cruise Line

A diversão é garantida nos navios da Carnival, especialmente no Mardi Grass, Jubilee e Celebration, que abrigam o playground com a primeira montanha-russa dos mares, a BOLT. Muitos navios também contam com o parque aquático WaterWorks e o SportSquare, um espaço completo com minigolfe, quadra de basquete e um caminho aéreo de cordas. A companhia ainda oferece o Camp Ocean, um programa para crianças de 2 a 11 anos, que são divididas em três faixas etárias – pinguins (2 a 5 anos), arraias (6 a 8 anos) e tubarões (9 a 11 anos). Cada grupo possui áreas de recreação específicas, repletas de brinquedos, jogos, artesanato e vídeos apropriados para cada idade. A companhia ainda oferece atividades com profissionais especializados para crianças de menos de dois anos, com arte, histórias e atividades sensoriais. 

 

Norwegian Cruise Lines

A Norwegian Cruise Lines (NCL) possui atrações pensadas para diferentes faixas etárias. Para os pequenos de até 4 anos, o Programa Guppies proporciona momentos de brincadeiras em família. Já para crianças de 3 a 12 anos, a Splash Academy oferece atividades como artesanato, esportes e noites temáticas, com uma programação flexível que permite personalização. Para os adolescentes de 13 a 17 anos, o programa Entourage é um destaque, oferecendo atividades criativas como música, graffiti, esportes e produção de filmes, além de um clube de dança exclusivo à noite.

 

Costa Cruzeiros

A Costa Cruzeiros também pensa em cada etapa da infância e adolescência. Crianças de até 3 anos podem brincar na Squok Baby Area, acompanhadas dos pais, com atividades como pintura e jogos lúdicos. Para os pequenos de 3 a 11 anos, o Squok Club oferece experiências musicais, esportivas e recreativas, com festas até meia-noite. Os adolescentes de 12 a 17 anos têm à disposição a Teen Zone, onde podem participar de jogos, atividades manuais e aproveitar uma discoteca noturna para socializar e se divertir.

 

MSC

A MSC Cruises oferece atividades para todas as idades, com atrações que variam de tirolesas e parques aquáticos a programas exclusivos. Entre os destaques estão a LEGO Experience On Board, que proporciona diversão com uma ampla variedade de peças e brinquedos, e a competição de dança MSC Dance Crew, para hóspedes de 10 a 17 anos. Além disso, o Masterchef At Sea Juniors transforma crianças de 5 a 12 anos em pequenos chefs, trazendo o famoso programa de TV para o alto-mar em forma de competição teatral. A bordo de um MSC, os pais também poderão deixar seus bebês no Baby Care em horários específicos, onde eles serão cuidados por pessoas qualificadas e dedicadas.

 

Disney Cruise Line

A Disney Cruise Line combina a magia dos personagens com experiências únicas para todas as idades. Todas as atividades a bordo giram em torno de princesas, heróis e vilões das histórias da Disney, Pixar e Marvel. Entre os destaques estão jantares temáticos de Star Wars, piqueniques com personagens de Frozen e brincadeiras interativas com Mickey e Minnie, que encantam desde as crianças mais novas até os adultos fãs do universo Disney. Os cruzeiros da Disney ainda contam com berçários para crianças de 6 meses a 3 anos (ou idades de 1 a 3 anos para itinerários Transatlânticos, Canal do Panamá e Havaí) e oferecem horas extras para acomodar as muitas atividades dos navios.

 

Princess  

A bordo do Discovery at Sea, a Princess oferece o Camp Discovery para crianças e adolescentes. Os pequenos de 3 a 7 anos poderão curtir a Treehouse, espaço temático onde poderão dançar, fazer festa do pijama com filmes e brincar com legos. Para as crianças de 8 a 12 anos, o Lodge é o espaço perfeito para competições, show de talento, noite temáticas e caça ao tesouro. Para adolescentes de 13 a 17 anos, The Beach House oferece noite de cinema, aulas de hip hop e competições esportivas. 

 

Posts mais acessados