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sábado, 16 de novembro de 2024

Aceitando a impermanência: estudo propõe reflexões sobre a passagem do tempo e novas maneiras de enxergar a vida

 

  • 80% dos entrevistados acreditam ser possível se preparar para envelhecer mais e melhor, mas apenas 4% das pessoas relatam que sempre se planejaram para isso, enquanto 9% mudou hábitos recentemente;
  • Intitulado de Permanência da Impermanência, análise é feita de forma autoral e exclusiva pela Neura, curadoria de estudos comportamentais e porquês;
  • Entender a realidade em questão ajuda a refletir sobre como é possível impactar pessoas, marcas e negócios para um amanhã menos resistente a mudanças

 

Pensando em garantir um amanhã menos resistente à mudanças é que a Neura, curadoria de estudos comportamentais e porquês, lança A Permanência da Impermanência. Em parceria com a PiniOn, plataforma de pesquisa com mais de 3 milhões de usuários, o estudo traz análises e reflexões sobre o desafio de diminuir a influência de termos perenes, como envelhecimento e longevidade, e oferece novas possibilidades para pessoas, negócios e marcas por meio do conceito da impermanência. Com uma metodologia proprietária que une pesquisas de mercado com a tecnologia da neurociência, a Neura busca ajudar marcas e negócios a compreenderem as decisões emocionais - os códigos não ditos - que estão no subconsciente e inconsciente das pessoas, para decisões mais assertivas. 

“A vida não é uma linha contínua, mas sim uma jornada. Além disso, a morte não é apenas o nosso ponto de chegada. Somos diferentes, impermanentes e flexíveis e, por isso, precisamos nos permitir viver o momento e aceitar as mudanças. As únicas três permanências que temos na vida são: o nascimento, a morte e a impermanência. Por meio desse último conceito, propomos reflexões sobre a relação com a passagem do tempo e demais condicionantes que sejam capazes de provocar uma nova maneira de enxergar a vida, a sociedade e a forma como consumimos”, afirma Andre Cruz, fundador e CEO da Neura e expert em Neurociência e Comportamento.

 

Levantamento de dados:

De acordo com a análise, 80% dos entrevistados acreditam ser possível se preparar para envelhecer melhor, mas apenas 4% relata que sempre se planejou para isso e 9% que já mudou hábitos recentemente pensando nessa questão. Outro comportamento observado é que as mudanças de rotinas acontecem com o aumento da idade. Além disso, a maioria das pessoas respondentes (71%) entende alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos e os cuidados com a saúde mental como os principais pontos para a melhora na qualidade de vida. 

Na pesquisa não foi encontrado incômodo (apenas 12,8%) em falar sobre o tema de envelhecimento, mas, das faixas etárias, os jovens são os que mais possuem tabus sobre o assunto. Em geral, também não há grande ressalva em falar sobre idade (74,5% das pessoas não ligam), mostrando que a etiqueta social de não levantar essas questões em público encontra pouca ressonância no real incômodo de fornecer uma resposta. Porém, o estudo revela que as classes sociais mais altas se incomodam mais em falar sobre a idade e, além disso, as mulheres (17%) se preocupam duas vezes mais com termos como ‘idosa’, ‘senhora’ e ‘velhice’, do que os homens.

 

O que guia o estudo:

De acordo com a análise, a impermanência é uma interação com o tempo e o reconhecimento de que mudanças são necessárias para o crescimento. Essa ideia se reflete em várias esferas da vida, incluindo sociedade e cultura, onde tendências surgem e desaparecem rapidamente, mas sempre trazem novas formas de continuidade. 

“Enquanto o envelhecimento é uma visão linear e fatalista, a impermanência oferece uma perspectiva mais flexível e adaptativa à vida. É preciso levar em conta as vivências pessoais, histórico sociocultural e a jornada de cada um para tangibilizar as verdadeiras necessidades e anseios”, completa Cruz.


 

Fatores influenciadores:

De acordo com o conteúdo, as vidas permanentes são influenciadas por questões como predisposição genética, propósito imutável e planejamentos pensados a longo prazo. Já na impermanência, é necessário analisar a realidade sociodemográfica, além de manter o aprendizado contínuo e um planejamento sempre revisitado de acordo com as mudanças e necessidades.

Estudo: Permanência da Impermanência. | Página 83.

Para lidar com os desafios que as vidas longas podem trazer, o estudo reforça a importância de garantir um envelhecimento saudável, maior independência pessoal, resiliência e planejamento financeiro, além de aumentar a representatividade e diversidade na sociedade. No levantamento, foi constatado que a questão de se programar para o futuro tem mais relação com três fatores principais: classe social, se as pessoas se consideram mais ou menos tradicionais e a possibilidade delas acharem que o melhor da vida está no passado ou no futuro. Na Classe A, apenas 7,9% não se prepara para o futuro, enquanto na DE, o número sobe para 32,3%. 

“Nós não temos todos as mesmas 24 horas por dia. As mulheres sofrem mais com a passagem do tempo, por exemplo, e já as pessoas pretas vivem menos. Também analisamos que as minorias sobrevivem por além desta passagem. Por isso, entendemos que nós não temos todos a mesma existência e muito menos a mesma concepção de tempo e espaço”, Zed, Coordenador de conceito criativo do estudo e pesquisador da Neura.


 

As marcas e as pessoas nessa nova sociedade:

Além de analisar as condições das vidas impermanentes, é preciso levar em conta como são as marcas e os consumidores nessa nova forma de olhar o mundo. Adaptabilidade, empatia, inteligência emocional e resiliência são alguns dos condicionantes das pessoas impermanentes. Dos respondentes, 35% afirmou que sente a necessidade de novos produtos que ajudem e representem os esforços de uma vida longeva e qualitativa. 

“É importante que as indústrias e marcas auxiliem no desejo de envelhecer com qualidade e se adaptem ao conceito de impermanência da sociedade atual. Para levantar todos esses pontos, juntamos cinco metodologias que foram essenciais nesse processo: desk research, Associação Implícita de Atributos (IAT), entrevistas e as pesquisas qualitativas e quantitativas”, afirma Carolina Dantas, Co-CEO da PiniOn.


 

Como é a vida impermanente?

Ainda para o estudo, viver uma vida impermanente não é sobre sair da zona de conforto, mas sim se permitir aproveitar o conforto necessário, no momento oportuno, pela duração que for possível e nos aspectos da vida que são pertinentes. “Por fim, também fizemos uma análise da impermanência em alguns mercados como esportes, beleza, imóveis e moda. Levantamos que a inclusão, auto aceitação, coletividade, personalização e autoconhecimento são pontos importantes para o funcionamento desse novo modelo. O futuro impermanente é único, diverso e está em constante construção. É preciso se permitir viver o presente e mudar para o futuro”, finaliza Bruno Stassburger, pesquisador de cultura e comportamento da Neura.


O que o Bruxismo diz sobre a sua saúde emocional?


O Bruxismo é uma condição clínica muito comum na atualidade. É o ato involuntário de apertar, deslizar ou bater os dentes, principalmente, durante o sono, podendo acontecer também durante o dia.

 

Um tipo de comportamento que pode afetar adultos e crianças e está relacionada com a ativação do modo de luta e fuga do corpo, quando em níveis elevados de estresse, preocupações e ansiedade.

 

Normalmente, ao ficarmos mais tensos, nosso corpo poderá reagir apresentando diversos sintomas que irão variar de acordo com cada pessoa. O Bruxismo é um deles. Especialistas o descrevem como “um tipo de sussurro não falado do estresse” que carregamos.

 

A principal causa está relacionada a uma variedade de tensões e medos, desde preocupações diárias, pensamentos negativos, tristezas e depressão, se tornando assim, o verdadeiro eco dos desafios emocionais cotidianos.

 

A dinâmica do bruxismo esbarra na ansiedade e encontra aqui um de seus principais gatilhos, seja para o bruxismo diurno ou noturno. A associação se dá por conta da tensão psicológica, causada pela ansiedade acumulada durante o dia e liberada durante o sono, resultando no ranger dos dentes à noite.

 

É o que chamamos na saúde mental de “Interiorização dos Impulsos”, pois durante o dia, tendemos a suprimir emoções aparentemente impróprias, empurrando-as para as profundezas do inconsciente. Todavia, quando nos recolhemos ao sono, esses sentimentos negados vêm à tona, traduzindo-se no ato físico de apertar, deslizar ou ranger os dentes.

 

Além disso, o bruxismo também pode ser o grande causador de agravamento de um estado ansioso, visto que cria uma sensação de nervosismo e tensão acima do normal, causando um inconveniente físico.

 

Seguindo a premissa de que o corpo fala e manifesta tensões físicas à partir de nossas emoções internas, é correto afirmar que existem desejos instintivos, como raivas contidas, que geram impulsos reprovados causando uma batalha interna de sentimentos que, naturalmente, podem intensificar o ranger de dentes.

 

Por isso, é muito importante se autoconhecer, fazer terapia para compreender os gatilhos emocionais que potencializam o problema. Além de identificar, aceitar e articular os sentimentos sem culpa para reduzir a tensão e suavizar os efeitos do bruxismo.

 

O tratamento passa pelo convencional com o odontologista e também por uma terapia focada em identificar a raiz emocional responsável pela condição clínica.

 

A mudança de hábitos, a desaceleração, o gerenciamento das emoções são fundamentais para minimizar o bruxismo, que, quando não controlado, pode provocar desgastes dentários, dores faciais, e até disfunções na articulação, resultando até mesmo em irradiação para outras partes do corpo, como o pescoço, ombros e cabeça, levando a cefaleias e enxaquecas frequentes.

 

Enfim, o Bruxismo é uma resposta do corpo ao estresse, a ansiedade e as preocupações acumuladas. Ele afeta tanto o sono, quanto a qualidade de vida de quem sofre com o problema.

 

Porém, para evitar sua ação e minimizar os impactos, é fundamental controlar os fatores que geram o desequilíbrio da mente, assim como investigar suas causas emocionais, para a melhora da saúde física e mental.

 

Dra. Andréa Ladislau - Psicanalista

 

sexta-feira, 15 de novembro de 2024

Cerca de 10 cachorros com algum tipo de deficiência estarão à espera de uma nova família

 

O Projeto Cãodeirante vai realizar um evento de adoção de pets com algum tipo de deficiência no Shopping Morumbi Town, dia 16 de novembro, das 11h às 16h. De acordo com Sophia Porto, uma das fundadoras do projeto, cerca de 10 cães estarão à espera de novos lares.


“Estes eventos de adoção são importantes tanto para gerar esses encontros dos pets com potenciais tutores, e assim dar a eles a oportunidade de encontrarem uma nova família, como também ajudam a combater o preconceito que existe em torno deles”, diz a fundadora.

Sophia explica que o projeto surgiu após ela oferecer lar temporário para o Marrom, cachorro paraplégico resgatado por uma ONG em que atuava como voluntária. Além disso, após seu voluntariado, ela adotou o Marrom e viu a necessidade de conscientização sobre adoções de animais com deficiência.

“Nesta ocasião, entendi que há muita desinformação a respeito de pets com deficiência e, como em tudo na vida, a falta de conhecimento é um terreno fértil para o preconceito”, desabafa.

Ela explica que o Projeto Cãodeirante não abriga cães, mas mantém uma rede de relacionamento com alguns abrigos e lares temporários. São desses parceiros que eles acolhem os pets que têm algum tipo de deficiência e realizam esse trabalho de conscientização.

“Nosso objetivo é transformar esta realidade de desinformação e preconceito, e fazer deste mundo um lugar onde os animais com deficiência não passem a vida sem uma chance de terem uma família. E, como qualquer outro pet, certamente eles vão retribuir essa chance com muito amor”, conclui Sophia.

O Shopping Morumbi Town fica na Avenida Giovanni Gronchi, número 5930, no bairro Vila Andrade.

 

Cobasi realiza ação especial de adoção de animais na final do Paulistão Feminino

Unindo as causas valorização do futebol feminino e a animal, atletas do Corinthians irão interagir com animais do Instituto Luisa Mell disponíveis para adoção na chegada a Neo Química Arena

 

A Cobasi, uma das empresas líderes do setor pet no Brasil, irá realizar uma ação especial de adoção de animais na grande final do Paulistão Feminino 2024, que será disputada entre Palmeiras e Corinthians, com o primeiro jogo ocorrendo no dia 15 de novembro, às 15h30. No jogo de ida, na NeoQuímica Arena, as jogadoras do Corinthians irão interagir com cães disponíveis para adoção do Instituto Luisa Mell, quando chegarem ao estádio. 

A Cobasi patrocinou 6 jogos do Paulistão Feminino, incentivando o investimento e valorizando a modalidade no país. E na final promove a união de causas importantes, que é a valorização do futebol feminino e a causa animal, por meio, do incentivo a adoção responsável. Esta interação entre jogadoras e animais faz parte do programa Cobasi Cuida, pilar social da marca que atua em projetos de proteção e cuidado animal, e tem como objetivo chamar a atenção para a importância da adoção responsável em um dos momentos mais importantes do calendário esportivo feminino. Os animais para adoção também serão divulgados nas redes sociais da Cobasi, e cadastrados na plataforma do Cobasi Cuida.

"Para nós, é uma oportunidade muito especial poder unir duas causas tão inspiradoras – o futebol feminino e a adoção de animais. Queremos que cada animal no estádio encontre um lar amoroso, e que o público sinta que pode fazer parte dessa corrente do bem, seja apoiando a modalidade feminina, seja abrindo espaço para um animal resgatado em suas vidas. Convidamos o Instituto Luisa Mell para realizar essa ação conosco, pois a Luisa é uma das mulheres mais influentes na causa animal sendo uma grande voz para falar com as pessoas sobre a importância da adoção. Esperamos que essa ação inspire muitas pessoas, porque o futebol e a causa animal têm em comum a grande capacidade de conectar e transformar vidas", afirma Daniela Bochi, Gerente de Marketing da Cobasi. 


Governo de SP oferece mamografias gratuitas na Neo Química Arena até sexta-feira (23)

 

Iniciativa do movimento SP por Todas é fruto de parceria com o Corinthians para promover a saúde e a autonomia das mulheres; carreta também funciona aos sábados

 

Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Políticas para a Mulher, oferece mamografias gratuitamente até sexta-feira (23) na Neo Quimica Arena, em Itaquera, Zona Leste da capital. Em parceria com o Corinthians, as carretas do movimento SP Por Todas estão estacionadas no local para facilitar o acesso das mulheres ao diagnóstico precoce do câncer de mama. 

Diariamente, até 50 mulheres podem ser atendidas no local. Há prioridade para quem tem entre 50 e 69 anos, sendo necessária apenas a apresentação do RG e do cartão do SUS, sem necessidade de pedido médico. Para mulheres fora dessa faixa etária, é necessário apresentar um pedido médico do SUS. 

“Queremos garantir que as mulheres possam cuidar de sua saúde e detectar o quanto antes qualquer suspeita da doença para que o tratamento seja mais eficaz”, afirma a Secretária de Políticas para a Mulher, Valéria Bolsonaro. 

A iniciativa também viabiliza cursos e oficinas de capacitação na carreta do Empreendedorismo com apoio do Senac e Senai para mulheres inscritas com apoio do Departamento Cultural do Corinthians, através da área de Responsabilidade Social. É possível ter acesso à Cartilha SP Por Todas, que reúne informações sobre leis, programas e toda a rede de proteção e apoio à população feminina. 

Serviço de Mamografia na Neo Química Arena:

  • Data: até 23 de novembro (exceto dias 15 e 20 devido aos feriados)
  • Horário: das 8h às 17h (segunda a sexta) e das 8h às 12h aos sábados
  • Capacidade diária: 50 atendimentos (25 aos sábados)
  • Local: Neo Química Arena - Avenida Miguel Inácio Curi, 111, Portão E4

Documentos necessários: RG e cartão do SUS (sem pedido médico para mulheres de 50 a 69 anos; outras faixas etárias precisam de encaminhamento)


Novembro Azul: Telemedicina é aliada no combate ao câncer de próstata

O mês de novembro é dedicado à campanha Novembro Azul, uma iniciativa global que busca alertar sobre a importância da prevenção e detecção precoce do câncer de próstata, uma das doenças que mais afeta os homens. O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens brasileiros, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Estima-se que 72 mil novos casos sejam diagnosticados a cada ano no próximo triênio, um dado alarmante que reforça a necessidade de conscientização. 

Fatores de risco são a idade, genética, tabagismo e excesso de gordura. Adotar hábitos de vida saudáveis, como manter um peso adequado, praticar atividade física regularmente e evitar o tabagismo, pode ajudar a reduzir o risco de desenvolver câncer de próstata. Também é fundamental realizar exames regulares a partir dos 50 anos, ou antes em caso de histórico familiar da doença, para um diagnóstico precoce e tratamento mais eficaz. 

A Vital Help destaca o papel da telemedicina como aliada na conscientização e no acompanhamento preventivo da doença. A telemedicina pode facilitar o acesso à saúde, principalmente para homens que, muitas vezes, não têm o hábito de realizar consultas preventivas presenciais. Pioneira em telemedicina no Brasil, a Vital Help utiliza essa tecnologia para conectar pacientes e profissionais de saúde, promovendo orientações preventivas de forma prática e acessível. 

“Com a telemedicina, homens em qualquer parte do país podem obter orientações com especialistas sobre fatores de risco. A plataforma de teleconsultas da Vital Help permite que pacientes recebam informações sobre a importância de exames preventivos e fiquem atentos aos primeiros sinais e sintomas”, destaca a enfermeira responsável técnica da operação Vital Help, Aline Coelho. 

“Na fase inicial, costuma evoluir silenciosamente, e muitos homens não apresentam sintomas. Quando surgem, os sintomas podem ser parecidos com os de outras condições, como dificuldade para urinar, aumento da frequência urinária diurna e noturna, fluxo urinário mais fraco e, em alguns casos, presença de sangue na urina. Já em estágios mais avançados, a doença pode causar dor óssea, sintomas urinários mais intensos e até insuficiência renal”, acrescenta. 

A telemedicina também é uma ferramenta importante para o acompanhamento contínuo, tanto após o diagnóstico ou durante o tratamento. Pacientes podem realizar teleconsultas regulares para o monitoramento dos níveis de PSA (Antígeno Prostático Específico) no sangue, evitando o deslocamento e mantendo a frequência dos exames de forma prática e segura.

 

Vital Help


Prazos para agendamento e consultas são as principais barreiras para o tratamento de diabetes no Brasil

Populações vulneráveis, de menor renda e escolaridade são os mais prejudicados; Cerca de 2 milhões dos pacientes não consegue acompanhamento adequado

 

A principal barreira para o acompanhamento de diabetes no Brasil é o tempo de espera tanto para agendar quanto para conseguir consultas médicas. Em 13% dos casos, o médico não sugeriu periodicidade de acompanhamento. No total, 10% não costumam passar por consultas e 6% o fazem com frequência menor do que deveriam. Isso significa que aproximadamente 2 milhões de pessoas têm acompanhamento inadequado da doença, o que reflete no descontrole da glicemia, sendo que 30% estão com a hemoglobina glicada superior a 7% e 42% não sabem ou não lembram do percentual. Todos estes dados são da pesquisa nacional inédita do Vozes do Advocacy em Diabetes e Obesidade – intitulada Radar Nacional sobre Tratamento de Diabetes no Brasil – realizada pela consultoria Imagem Corporativa. 

Outro dado que contribui substancialmente para mostrar falta de controle do diabetes é que 58% dos participantes da pesquisa fazem acompanhamento com médicos de família, ao invés do endocrinologista, que tem especialização sobre a condição. Em decorrência desta dificuldade de acesso ao tratamento e de um acompanhamento de profissional especializado, 12% dos respondentes dizem ter retinopatia diabética, alteração da retina que pode levar à cegueira, 32% têm neuropatia diabética, 25% doenças cardiovasculares, 23% doenças sexuais, 10% nefropatia diabética e 10% feridas nos pés. 

Entre os fatores pesquisados, os prazos de agendamento e consultas são os que recebem as piores notas por parte dos que referem a doença. Em ambos os casos, a média é de 4,8 numa escala que vai de zero a 10. Além disso, 54% dos entrevistados que dizem estar na fila para consulta com oftalmologista, revelam a condição por mais de três meses, sem citar o tempo de espera pelos exames e pelos tratamentos, se houver alteração da retina. 

A quantidade de médicos (5,6) e a dificuldade de acesso a resultados de exames (5,5) também têm desempenho abaixo da média. A facilidade para conseguir medicamentos, (que recebe nota 6,0) figura como importante vetor, especialmente ao se considerar o valor que os entrevistados atribuem ao tema – 60% o apontam como um dos três principais fatores para o acompanhamento adequado da doença no país. 


Segmentos vulneráveis da população, com menor escolaridade e renda, são os mais impactados pelas barreiras. Entre os que integram as classes D/E e entre os que se autodenominam de cor preta, por exemplo, notas médias abaixo de cinco ocorrem em boa parte dos fatores contemplados no estudo. Ainda entre os que dizem pretos, o grau de insatisfação com a quantidade de médicos e com os prazos para agendamento e consulta alcançam patamares próximos a 90%. 

A posse de planos de saúde também tem correlação com os dados de avaliação. Entre os que não têm convênio, o tempo de espera recebe nota 4,3, índice que vai a 6,3 entre beneficiários. A maioria da Classe A também se mostra mais satisfeita e não dá nota abaixo de seis a nenhum item questionado na pesquisa. 


Apesar das melhores notas entre beneficiários dos planos de saúde, os resultados refletem a importância de alcance e cobertura do SUS no tratamento de diabetes no Brasil:

  • 77% utilizam algum serviço gratuito para consultas, dentre os quais 72% por meio do SUS;
  • Mesmo entre os que têm plano de saúde, 26% passam por alguma consulta gratuita para monitoramento da doença;
  • Dos que têm diabetes, 31% costumam pagar por consultas, dentre eles, a maior parte por meio dos planos de saúde ou clínicas particulares mais acessíveis como Dr. Consulta;
  • 67% dos que têm diabetes fazem seus exames pelo SUS; 38% pagam por algum tipo de exame;
  • Os medicamentos gratuitos ou subsidiados pelo governo, vetor mais importante na opinião dos entrevistados, alcançam 84% dos que têm diabetes;
  • Mesmo entre os que têm plano de saúde, a grande maioria (73%) se beneficia de medicamentos gratuitos ou subsidiados;
  • Maioria (52%) consegue medicamentos nas UBSs e 44% recorrem ao Farmácia Popular.

“Os dados da pesquisa mostram como o diabetes precisa ser tratado com urgência na saúde pública. Problemas graves são apontados, principalmente pela população mais pobre, como barreiras que dificultam o acesso ao tratamento da doença no Brasil. Precisamos de mais investimentos, profissionais qualificados e atenção do poder público nessas questões”, ressalta a coordenadora do Vozes do Advocacy, Vanessa Pirolo.

 

Acompanhamento com especialistas e adesão ao tratamento

O Diabetes tipo 2 é o mais comum, declarado por 75% dos respondentes, enquanto o Diabetes tipo 1 é reportado por 9%. Segundo a Dra. Monica Gabbay, professora e pós-doutora em endocrinologia e coordenadora do ambulatório de tecnologia em diabetes do Centro de Diabetes da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), a pesquisa traz dados muito preocupantes. 

"As pessoas com diabetes no Brasil são acompanhadas na sua maioria por médicos da família ou clínicos, que nem sempre apresentam treinamento adequado para essa patologia, especialmente se considerarmos aqueles que apresentam diabetes tipo 1. Além disso, existe um fila de espera para agendamento de consulta, mesmo quando efetivada, nem sempre é seguida por orientação para acompanhamento. Considerando que mais de dois terços destes pacientes dependem do SUS e aqueles mais vulneráveis são os mais afetados na dificuldade de agendamento de consultas, exames e obtenção de medicação, é possível entender este cenário inadequado de controle glicêmico no Brasil, que resulta em complicação microvascular com comprometimento dos olhos, rins e nervos e as complicações macrovasculares, como alteração de colesterol e pressão. Isso revela a complexidade dos desafios enfrentados pelas pessoas com diabetes e sublinha a importância de um tratamento mais acessível e eficaz para todos”, destaca a especialista. 

Outra condição associada, potencializada pelo acompanhamento inadequado, são os problemas de visão. "O diagnóstico precoce da retinopatia diabética é essencial para que pacientes com diabetes possam receber tratamento de forma oportuna, preservando a visão e evitando complicações irreversíveis. A triagem oftalmológica regular destes pacientes torna-se, portanto, um passo crítico, pois permite identificar e tratar precocemente alterações oculares, evitando a progressão da doença e promovendo uma melhor qualidade de vida”, afirma o Prof. Dr. Caio Regatieri, professor adjunto do Departamento de Oftalmologia da UNIFESP. 

Ainda de acordo com Vanessa Pirolo, a adesão ao tratamento do diabetes e das doenças correlacionadas é muito baixa. “É necessário olhar com atenção para esses dados e identificar os gargalos que impedem o tratamento adequado não só da diabetes, mas também da obesidade, hipertensão, colesterol alto e os problemas de visão, por exemplo, começando pela maior disponibilidade de profissionais especializados nos serviços de saúde”, afirma.

 

Vacinação entre os que têm diabetes

A pesquisa mostrou também que a maioria (69%) desconhece vacinas especiais para pessoas com diabetes. As vacinas contra COVID e gripe têm alta adesão, enquanto 57% já se vacinaram contra hepatite. No entanto, a vacinação gratuita pelo SUS é utilizada por quase todos os entrevistados, sendo relatada por 93%. Mesmo assim vale ressaltar que 60% dos que têm diabetes nunca se vacinaram nos CRIEs (Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais) porque nunca ouviram falar do serviço. No total, apenas 11% já o fizeram, taxa que chega a 20% entre os que dizem ter diabetes tipo 1. 

"Isso só mostra a necessidade de campanhas informativas a respeito dos riscos que pacientes diabéticos têm em desenvolver formas graves de doenças evitáveis pela vacinação, bem como dos benefícios da imunização. Melhorar o acesso a esta intervenção é fundamental para alcançar o benefício", salienta Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

 

Perfil dos que referem diabetes

Segundo o estudo, a maioria dos que declaram ter diabetes integram a Classe C (52%) e têm renda familiar mensal de até 2 salários-mínimos, ou seja, cerca de R$2.824. No total, pretos e pardos somam 52% dos respondentes e a ocorrência de mulheres é um pouco superior à média da população (58% contra 51%, respectivamente). 

Apenas 24% têm plano de saúde, sendo o índice mais comum entre os que têm renda superior a 5 salários-mínimos, cuja posse de plano salta para 80%, o que aprofunda desigualdades no acesso a acompanhamento adequado da doença. A maioria (58%) tem apenas nível fundamental de escolaridade, reflexo da participação importante de idosos entre os que têm diagnóstico referido da doença. 

A maioria das pessoas com diagnóstico de diabetes tem mais de 60 anos (56%) e 42% têm entre 30 e 59 anos. O envelhecimento da população é um dos principais desafios para o controle de diabetes no Brasil e deve pressionar ainda mais o sistema público de saúde. A prioridade deve ser adequar oferta de serviços à demanda. Caso contrário, barreiras de hoje, como gargalos no atendimento, falta de medicamentos e de médicos tendem a se agravar à medida que a população idosa aumentar.

 

Metodologia

A pesquisa foi realizada com uma amostra quantitativa com 1.843 pessoas da população adulta (com 18 anos ou mais) com diagnóstico referido de diabetes, de 1º de julho a 22 de agosto de 2024. O levantamento foi coordenado pelo núcleo de Pesquisas e Tendências da Imagem Corporativa, e a coleta dos dados foi realizada pelo Instituto Qualibest por meio de painel online do universo correspondente. 

A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos no total da amostra, enquanto o nível de confiança é de 95%. Na fase de processamento, os dados foram ponderados segundo perfil dos que têm diabetes na Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), do IBGE, de 2019 e dados de posse de planos de saúde, segundo a ANS. 

A Pesquisa teve apoio de AstraZeneca, Bayer, Boehringher, Genom, GSK, Medtronic, NovoNordisk, Roche e Servier.

 

Sobre o Vozes do Advocacy em Diabetes e em Obesidade

Com a participação de 25 associações e de 2 institutos de diabetes, o projeto promove o diálogo entre os diferentes atores da sociedade, para que compartilhem conhecimento e experiências, com o intuito de sensibilizar a sociedade sobre a importância do diagnóstico e do tratamento precoce do diabetes, da obesidade e das complicações de ambas, além de promover políticas públicas, que auxiliem o tratamento adequado destas condições no país.


Gravidez aos 40: entenda a idade dos óvulos, lista de exames e recursos para reprodução humana

 Professor de Medicina do CEUB destaca a relação do envelhecimento dos óvulos com os riscos associados à gestação 

 

Com o protagonismo feminino em diversas áreas, muitas mulheres optam por adiar a maternidade para depois dos 40 anos. Subiu 65,7% o número de mulheres que decidiram engravidar após essa idade na última década, enquanto a faixa dos 30 a 39 anos registrou aumento de 19,7%, de acordo com o IBGE. Bruno Ramalho, especialista em reprodução humana e docente no Centro Universitário de Brasília (CEUB), explica como o avanço da medicina pode auxiliar quem opta pela gestação em idade avançada. 

A mulher já nasce com todos os seus óvulos, que vão envelhecendo com o passar do tempo. Assim, conforme explica o professor, no momento da ovulação, o óvulo selecionado sempre terá a idade da mulher que o ovulou. Até que, um dia, o estoque de óvulos acabará, quando vem a menopausa. “O envelhecimento dos óvulos impacta a fertilidade, pois os óvulos vão perdendo sua capacidade de serem fecundados e de gerar embriões com o número correto de cromossomos.” 

Ramalho alerta que, em idades avançadas, podem ser mais frequentes as anomalias cromossômicas na prole, como aneuploidias, aborto espontâneo e óbito fetal. “As chances de conceber um bebê com alguma aneuploidia são estimadas em 1 entre 385 aos 30 anos, 1 entre 192 aos 35 e 1 entre 66 aos 40. Perceba que, em uma década, a chance aumenta 5 vezes”. Apesar dos riscos, os exames recomendados antes de uma gravidez após os 40 são semelhantes aos de mulheres mais jovens.  

Mesmo que a gravidez natural seja possível em várias idades, o período para avaliar a infertilidade deve ser reduzido em alguns casos para não desperdiçar “um tempo precioso”, explica Ramalho. Embora não existam protocolos específicos para quem quer engravidar em diferentes faixas etárias, o especialista detalha: “O que muda é o período de espera antes de investigar. Para mulheres com menos de 35 anos, o recomendado é tentar por um ano antes de procurar avaliação. Entre 35 e 39 anos, o tempo reduz para seis meses. A partir dos 40, a investigação deve ser imediata”.

 

Técnica de reprodução humana

Para mulheres acima dos 40, Bruno garante que fertilização in vitro (FIV) é o tratamento com maior probabilidade de sucesso e pode ser considerada a análise genética pré-implantação para detectar aneuploidias nos embriões. “O uso da técnica deve ser individualizado, mesclando aspectos clínicos e expectativas das pessoas envolvidas”. 

O professor indica às mulheres buscar acompanhamento e suporte médico adequados, mantendo o equilíbrio entre os avanços técnicos e as expectativas das futuras mães. “Hoje, a fertilização in vitro é a técnica com maior chance de levar ao bebê em casa. Isso vale para qualquer idade, mas, novamente, quanto mais jovem, maior a chance de o tratamento dar certo”, considera.


Dia Nacional da Dislexia: Importância da Identificação e Apoio no Ambiente Escolar

No Dia Nacional da Dislexia, celebrado em 16 de novembro, o Brasil busca conscientizar a sociedade sobre esse transtorno de aprendizagem que afeta cerca de 5 a 10% da população mundial. Especialistas apontam a importância de identificar e apoiar precocemente crianças e adolescentes com dislexia, especialmente no ambiente escolar, onde adaptações pedagógicas e suporte psicopedagógico são fundamentais para garantir um desenvolvimento acadêmico e emocional saudável. 

 

No Dia Nacional da Dislexia, celebrado em 16 de novembro, o foco se volta para a conscientização sobre esse transtorno de aprendizagem que afeta cerca de 5 a 10% da população mundial. Caracterizada pela dificuldade na leitura, na escrita e compreensão de textos, a dislexia exige atenção especial no ambiente escolar para que crianças e adolescentes com o transtorno recebam o suporte adequado em seu processo de aprendizagem.

Segundo Tais Guimarães, diretora pedagógica da Legacy School, é essencial que a escola esteja preparada para identificar e apoiar alunos com dislexia. “Muitas vezes, a dislexia passa despercebida nos primeiros anos escolares, o que pode afetar o desempenho e a autoestima dos estudantes. Identificar precocemente esse transtorno e oferecer as adaptações necessárias faz toda a diferença no desenvolvimento acadêmico e emocional da criança”, explica Tais. Ela destaca que, no Brasil, muitas escolas ainda carecem de estrutura e treinamento para atender as necessidades desses alunos de forma plena.


A Importância do Apoio Psicopedagógico

A psicóloga Cristiani Fonseca, pós-graduanda em Psicologia Escolar e Educacional, também da Legacy School, ressalta que o acompanhamento psicopedagógico é fundamental para ajudar crianças e adolescentes com dislexia a enfrentarem suas dificuldades e fortalecerem suas habilidades. “Muitos alunos com dislexia podem desenvolver insegurança e até ansiedade ao se sentirem diferentes dos colegas ou ao perceberem que precisam de mais tempo para realizar as atividades escolares”, afirma a psicóloga. Ela acrescenta que, na escola, o trabalho é integrado entre psicólogos e pedagogos, permitindo um atendimento personalizado para cada aluno.

Esse suporte, segundo Cristiani, envolve práticas de acolhimento e estratégias que auxiliam no processo de aprendizagem sem sobrecarregar o aluno. Estudos indicam que adaptações como o uso de textos reduzidos, aumento da fonte e espaçamentos, tempo estendido para a conclusão das avaliações, além de atividades multissensoriais podem ajudar significativamente.


Dislexia e Adaptações na Sala de Aula

Estudos recentes reforçam a importância do apoio pedagógico diferenciado para alunos com dislexia. Uma pesquisa de 2021 da Universidade de Cambridge mostrou que crianças disléxicas que recebem apoio adaptado em suas escolas têm 40% mais chances de progredir academicamente em relação a colegas com dislexia que não contam com tais adaptações. Esse apoio pode incluir a utilização de recursos visuais, materiais auditivos e métodos de ensino individualizados.

Na Legacy School, Tais Guimarães explica que são aplicadas adaptações que vão desde a utilização de fontes mais acessíveis para leitura até o uso de tecnologias assistivas para atividades de escrita. “Queremos que esses alunos se sintam incluídos e que possam aprender de maneira confortável, respeitando seu próprio ritmo”, afirma Tais. A escola investe em treinamento contínuo para que os educadores entendam as particularidades do transtorno e saibam aplicar estratégias eficazes em sala de aula.

 

Construindo um Ambiente de Inclusão e Apoio 

Para Tais e Cristiani, o Dia Nacional da Dislexia é uma oportunidade de lembrar da importância de construir ambientes educacionais inclusivos e livres de julgamentos. “Precisamos desmistificar a dislexia, tirando o peso que muitos alunos carregam por acharem que não conseguem acompanhar os colegas”, afirma Cristiani. Ela acrescenta que o ambiente escolar deve ser um espaço seguro, onde todos possam se desenvolver plenamente.

A conscientização sobre a dislexia e o incentivo a práticas educacionais inclusivas são passos essenciais para garantir que as crianças e adolescentes com o transtorno se sintam compreendidos e apoiados. Com essa visão, profissionais como Tais Guimarães e Cristiani Fonseca seguem trabalhando para que a educação brasileira avance na inclusão e adaptação de métodos que atendam às necessidades de cada aluno, celebrando a diversidade na sala de aula. Pois, entendem que é dever da Escola garantir o direito de aprender.



Dia Mundial da Prematuridade alerta para cuidado aos recém-nascidos prematuros

Cuidados neonatais e a atuação de equipes multidisciplinares são essenciais para um desenvolvimento saudável 

 

A prematuridade, caracterizada pelo nascimento antes das 37 semanas de gestação, é a principal causa de morbimortalidade neonatal, o que ressalta a necessidade de cuidados especializados, como suporte respiratório, controle de temperatura e alimentação adequada. Comemorado em 17 de novembro, o Dia Mundial da Prematuridade busca conscientizar sobre a importância desses cuidados e evidenciar os avanços na saúde neonatal, essenciais para a qualidade de vida dos bebês.  

Segundo o médico neonatologista do Hospital Sapiranga, Dr. Julio Cezar dos Santos, a prematuridade pode ocorrer em diferentes graus, e entender o que significa esse tipo de nascimento é fundamental para que pais e familiares saibam o que esperar e como apoiar o desenvolvimento saudável do bebê. 

“Quando nasce uma criança prematura, ela é avaliada de acordo com sua idade gestacional e seu quadro clínico. A medicina avançou muito nesse campo, com métodos minimamente invasivos, como a ventilação não invasiva, sendo preferidos sempre que possível. Além disso, hoje temos equipes multidisciplinares, com médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e outros profissionais que trabalham em conjunto, garantindo um acompanhamento completo e mais eficaz”, destaca. 

O especialista também ressalta que problemas respiratórios, complicações cardíacas e problemas de controle da temperatura corporal são os principais desafios no tratamento do nascimento precoce. 

“Entre os principais problemas estão as dificuldades respiratórias, as complicações cardíacas, a temperatura corporal, pois eles têm pouca gordura e precisam de ambiente aquecido, como incubadoras. A alimentação também pode ser um processo delicado, pois falta a coordenação entre sucção e respiração, exigindo por vezes a nutrição por sonda. O sistema imunológico imaturo os torna mais vulneráveis a infecções, e problemas neurológicos, oculares e gastrointestinais são comuns, demandando um acompanhamento contínuo. Com essa abordagem cuidadosa e multidisciplinar, podemos ajudar esses pequenos a vencerem as dificuldades e progredirem em seu desenvolvimento”, pontua Dr. Julio. 

Os cuidados começam com um bom Pré-natal, com orientação à gestante, exames regulares e o controle de fatores como diabetes, hipertensão, e o uso de álcool e tabaco. O médico enfatiza, ainda, o uso de novas tecnologias que auxiliam no tratamento de complicações por meio de incubadoras modernas que controlam temperatura e umidade, e equipamentos de ventilação não invasivos que ajudam na função respiratória. O cuidado humanizado, como o Método Canguru, também é fundamental para melhorar a qualidade de vida. Esses avanços aumentaram a sobrevivência, mas a preocupação com a qualidade de vida a longo prazo permanece, para garantir alta saudável e sem sequelas.

 

Gabriela Dalmas

Hospital Sapiranga


Novembro azul: Saiba como o Yoga ajuda a fortalecer a saúde do homem


O Yoga traz vários benefícios para a saúde do homem, principalmente quando combinada com um estilo de vida saudável, afirma o criador do Método Kaiut Yoga, Francisco Yoga
 

 

O Novembro Azul é uma campanha internacional que busca conscientizar sobre a importância de prevenir e diagnosticar precocemente o câncer de próstata, quebrar tabus ligados ao tema, incentivando os homens a fazerem exames regulares. 

O câncer de próstata é um dos grandes problemas de saúde masculina e pode ser prevenido com exames regulares. No Brasil, por exemplo, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), um homem morre da doença a cada 38 minutos. 

 

Estudo liga Yoga a um tratamento mais tranquilo

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, publicado na revista “International Journal of Radiation Oncology, Biology, Physics”, revelou que a prática regular de yoga durante o tratamento de radioterapia para câncer de próstata pode melhorar a fadiga, além de reduzir problemas urinários e disfunções sexuais nos pacientes.

 

O Yoga e a melhora na saúde masculina

A prática regular do Yoga traz vários benefícios para a saúde integral do homem em várias áreas, afirma o professor de Yoga e criador do Método Kaiut Yoga, Francisco Kaiut.

 

“O yoga traz muitos benefícios para a saúde dos homens, como melhorar o movimento das articulações e músculos, o desempenho sexual, entre outros. Ele também reduz o estresse, o que ajuda os homens a lidarem melhor com as pressões do dia a dia e a encontrarem mais equilíbrio emocional”, explica Francisco Kaiut.

 

5 dicas para a saúde masculina

1. Faça exames e check-ups regulares;

2. Inclua a prática de atividades físicas no seu dia a dia;

3. Mantenha uma alimentação equilibrada;

4. Dê atenção ao gerenciamento do estresse;

5. Tenha um sono de qualidade.

 

 

Francisco Kaiut - professor de yoga, quiroprata e terapeuta natural que dedicou sua vida a encontrar uma abordagem simples e fácil para lidar com os desconfortos no corpo, dores crônicas e ansiedade. Essa busca resultou na criação do Método Kaiut Yoga, um método moderno de yoga que proporciona saúde e bem-estar, especialmente frente aos problemas da vida contemporânea.


Crescimento alarmante da doença e suas consequências para a saúde global

  

Federação internacional afirma que até 2045 mais de 783 milhões de pessoas devem desenvolver a condição em todo o mundo

 

O Dia Mundial do Diabetes, lembrado no último dia 14 de novembro, reforçou a urgência de conscientizar a população sobre a prevenção e controle da doença, que tem atingido números crescentes no Brasil e no mundo. De acordo com a Federação Internacional de Diabetes (IDF), o número de adultos com diabetes deve subir de 537 milhões em 2021 para impressionantes 783 milhões até 2045, evidenciando uma verdadeira crise de saúde global.

 

No Brasil, a situação é igualmente preocupante: mais de 16 milhões de pessoas convivem com a doença, colocando o país entre os cinco com maior número de diabéticos no mundo.

 

O crescimento acelerado da diabetes está intimamente ligado a diversos fatores, como o envelhecimento populacional, dietas inadequadas, sedentarismo e o aumento da obesidade. O impacto dessa expansão não é apenas individual, mas também afeta gravemente os sistemas de saúde pública, que precisam lidar com o aumento expressivo de complicações associadas como doenças cardíacas, insuficiência renal, amputações e cegueira.

 

“O diabetes é uma doença multissistêmica que afeta o funcionamento de diversos órgãos, e quando não bem controlada, causa danos irreparáveis ao corpo. O  tratamento medicamentoso, mais alimentação e atividade física são fundamentais para a qualidade de vida do diabético, que quando feito corretamente não desenvolve complicações associada a doença.” Segundo a Nutricionista Gisele Rocha

 

As projeções para o futuro mostram que, se nada for feito, as complicações relacionadas ao diabetes continuarão sobrecarregando os sistemas de saúde, principalmente em países em desenvolvimento. A conscientização sobre a importância de hábitos de vida saudáveis, diagnóstico precoce e tratamento adequado é fundamental para mitigar os impactos dessa epidemia silenciosa.

 

No contexto do Dia Mundial do Diabetes, o foco deve ser fortalecer a educação sobre a doença, incentivando mudanças comportamentais, como a adoção de uma alimentação equilibrada, retirada do açúcar e a prática regular de exercícios físicos. Além disso, é vital garantir que mais pessoas tenham acesso ao diagnóstico precoce e ao acompanhamento médico contínuo, fatores cruciais para evitar complicações graves.

 

Como parte da soma de esforços para reduzir a incidência da doença e seus impactos, a Lowçucar, marca pioneira no desenvolvimento de produtos zero açúcar, está realizando uma série de ações durante o mês de novembro em apoio a entidades de saúde, profissionais e formadores de opinião.


“É parte da nossa filosofia e missão contribuir para mais qualidade de vida e saúde e, para isso, informação é essencial. Além disso, contribuir para mudança de hábitos alimentares da população oferecendo produtos mais saudáveis e sem adição de açúcar é uma maneira de facilitar a adesão a mudança de padrões”, explica Cezar Couto, diretor executivo da empresa. 



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