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sexta-feira, 15 de novembro de 2024

Inteligência Artificial, Digital Health e Empreendedorismo compõem agenda gratuita de atividades do Samsung Ocean em novembro

Aulas remotas e presenciais em Manaus oferecem certificado de participação aos alunos concluintes; saiba como participar

 

Com uma série de atividades gratuitas até o fim de novembro, o Samsung Ocean, programa de capacitação tecnológica da Samsung, está com as inscrições abertas para aulas remotas e presenciais sobre as mais diversas áreas relacionadas à tecnologia e inovação. Tendo como destaque em novembro os cursos sobre Inteligência Artificial, Digital Health, Metaverso e Empreendedorismo, a iniciativa oferece um certificado aos alunos concluintes. Veja abaixo mais detalhes sobre a agenda de novembro e o que esperar para o próximo mês.
 

Destaques da agenda do Samsung Ocean 

Para os interessados em aprender sobre Inteligência Artificial no formato remoto, acontece no dia 18 de novembro um laboratório com foco em Engenharia de Prompt. Já no dia 19, a Trilha de IA oferece uma aula sobre as Ferramentas e Aplicações para a Criação de Programas com Linguagens Generativas. Também no formato remoto acontecem as aulas de Digital Health. A primeira delas, marcada para o dia 18, vai abordar as Aplicações de IoT na Saúde, enquanto a aula do dia 21 vai focar na Aplicações do Metaverso na Saúde. Na última semana do mês, a agenda contempla ainda duas aulas remotas da Trilha de Metaverso para apresentar a parte teórica e prática do Design de Games. Elas estão marcadas para os dias 25 e 26. 

Para os residentes de Manaus, o Samsung Ocean também oferece atividades sobre Inteligência Artificial no formato presencial. Marcadas para os dias 18, 19 e 21, a Trilha de IA oferece três aulas sobre o Aprendizado Não Supervisionado para Ciência de Dados. Também no dia 21, a grade conta com uma aula de Empreendedorismo Tecnológico Inovador, com foco na Introdução ao Lean Startup e Design Thinking. E no dia 28, a Trilha UX oferece uma aula de Introdução ao UX Writing. 

“Estamos próximos do fim do ano, mas ainda dá tempo de os interessados participarem das atividades de capacitação tecnológica oferecidas pelo Samsung Ocean”, afirma Eduardo Conejo, diretor de Inovação na área de Pesquisa e Desenvolvimento da Samsung. “Com foco nos temas de maior relevância para o mercado atual de tecnologia, a agenda de cursos tem aulas recorrentes de assuntos como Inteligência Artificial, Digital Health, Fabricação Digital, Metaverso e Empreendedorismo, entre outros”. 

As atividades do Samsung Ocean são totalmente gratuitas e oferecem certificado de participação. Os interessados podem se inscrever pelo site www.oceanbrasil.com ou pelo aplicativo do Samsung Ocean, disponível para download na Play Store.
 

Confira a grade do Samsung Ocean até o fim de novembro:

 

18/11

- Jornada IA: Entendendo e implementando modelos de inteligência artificial com Orange e Python (Parte 3)

- Trilha IA: Laboratório de Engenharia de Prompt

- Trilha Digital Health: Aplicações de IoT na Saúde

- Trilha IA: Aprendizado Não Supervisionado para Ciência de Dados (Parte 1)*

- Trilha Desenvolvimento Ágil: Desenvolvimento Ágil – Framework Scrum*

- Trilha Desenvolvimento Ágil: Desenvolvimento Ágil – DevOps GIT*

 

19/11

- Jornada IA: Entendendo e implementando modelos de inteligência artificial com Orange e Python (Parte 4)

- Trilha IA: Criação de Programas com Linguagens Generativas – Ferramentas e Aplicações

- Trilha IA: Aprendizado Não Supervisionado para Ciência de Dados (Parte 2)*

- Trilha Desenvolvimento Ágil: Desenvolvimento Ágil – DevOps Docker*

 

21/11

- Jornada IA: Entendendo e implementando modelos de inteligência artificial com Orange e Python (Parte 5)

- Trilha Digital Health: Aplicações do Metaverso na Saúde

- Trilha IA: Introdução a Visão Computacional com OpenCV

- Trilha IA: Aprendizado Não Supervisionado para Ciência de Dados (Parte 3)*

- Trilha Desenvolvimento Ágil: Desenvolvimento Ágil – DevOps Jenkins*

- Trilha Empreendedorismo Tecnológico Inovador: Introdução ao Lean Startup e Design Thinking*

 

22/11

- Jornada IA: Entendendo e implementando modelos de inteligência artificial com Orange e Python (Parte 6)

- Trilha Blockchain: Ferramentas de Suporte a Programação para Blockchain

 

25/11

- Jornada IA: Entendendo e implementando modelos de inteligência artificial com Orange e Python (Parte 7)

- Trilha Wearables: Introdução aos dispositivos Wearables

- Trilha Digital Health: Inteligência Artificial Aplicada na Análise de Imagens Médicas e Diagnóstico (Parte 1)

- Trilha Metaverso: Game Design – Teoria e Prática (Parte 1)

- Trilha Fabricação Digital: Manufatura Aditiva (Impressão e Escaneamento 3D) (Parte 1)*

- Trilha Fabricação Digital: Eletrônica/Microcontroladores para Fabricação Digital (Parte 1)*

- Trilha Empreendedorismo Tecnológico Inovador: Times de alta performance para desenvolvimento de produtos em nível Beta (Parte 1)*

 

26/11

- Jornada IA: Entendendo e implementando modelos de inteligência artificial com Orange e Python (Parte 8)

- Trilha Metaverso: Game Design – Teoria e Prática (Parte 2)

 

27/11

- Jornada IA: Entendendo e implementando modelos de inteligência artificial com Orange e Python (Parte 9)

- Trilha Digital Health: Inteligência Artificial Aplicada na Análise de Imagens Médicas e Diagnóstico (Parte 2)

- Trilha Digital Health: A Influência do Blockchain na Digital Health

- Trilha Fabricação Digital: Manufatura Aditiva (Impressão e Escaneamento 3D) (Parte 2)*

- Trilha Fabricação Digital: Eletrônica/Microcontroladores para Fabricação Digital (Parte 2)*

- Trilha Empreendedorismo Tecnológico Inovador: Times de alta performance para desenvolvimento de produtos em nível Beta (Parte 2)*

 

28/11

- Jornada IA: Deep Learning (Parte 1)

- Trilha Wearables: Watch Face Studio – Construção de Watch Faces com Wear OS 4

- Trilha UX: UX Writing – Introdução*

 

29/11

- Jornada IA: Deep Learning (Parte 2)

- Trilha IoT: Laboratório de Internet das Coisas (IoT)

- Trilha UX: Laboratório de Design de Temas para Samsung Galaxy

- Trilha Fabricação Digital: Manufatura Aditiva (Impressão e Escaneamento 3D) (Parte 3)*

- Trilha Fabricação Digital: Eletrônica/Microcontroladores para Fabricação Digital (Parte 3)*

 

*Atividades realizadas presencialmente no campus de Manaus.

 


Samsung Electronics Co., Ltd.
visite a Samsung Newsroom em Link

 

Existe equidade no seu ambiente de trabalho?

Muitas pessoas falam sobre como é importante que o ambiente de trabalho seja justo e com chances iguais para os colaboradores. Afinal, independente da função que exercemos, é natural que o nosso desejo seja de oportunidades igualitárias para todos. Desta forma, ninguém é prejudicado ou privilegiado. Porém, você já parou para pensar que muitas vezes a igualdade pode não ser suficiente?


Eu sei que pode parecer que não faz tanto sentido a princípio, porque sempre pedimos por igualdade, mas cada vez mais é necessário começarmos a promover a equidade no nosso dia a dia. A igualdade prega que todos tenham as mesmas oportunidades, enquanto na equidade, as regras podem ser adaptadas de acordo com a situação, sempre observando os critérios de justiça.

O fato é que a liderança deve estar bem atenta e perceber se os colaboradores possuem as ferramentas para que possam ter as mesmas oportunidades. Ou seja, ao invés de tratar todos da mesma forma, o líder passa a avaliar cada um individualmente, conhecendo suas forças e fraquezas, trabalhando para atender as eventuais necessidades, garantindo assim os mesmos acessos.

Sejamos sinceros, não adianta nada darmos as mesmas oportunidades para pessoas que não estão com o mesmo preparo. Quando penso na questão, me vem à cabeça a imagem do desenho da conversa entre um macaco com uma girafa. O macaco pergunta para girafa - que está dentro de uma piscina - se está muito fundo. E ela responde que a água bate no pescoço. O que não seria o mesmo cenário para o tamanho do macaco, certo?

Esse exemplo simples nos mostra que a realidade do outro não é a mesma que a nossa e se aplica tanto para a vida pessoal, quanto para a profissional. Neste sentido, é essencial que os gestores passem a olhar os integrantes do time de forma individualizada, para que assim, todos possam se sentir mais valorizados, o que consequentemente vai fazer com que se sintam mais motivados e engajados.

Desta forma, é possível que a liderança consiga evitar que os colaboradores estejam em posições erradas, o que impede que exerçam todo seu potencial. Muitas vezes, uma pessoa possui habilidades para uma área em que não foi designada, porém, a partir do momento em que passa a estar com as tarefas certas, consegue trabalhar corretamente e ainda mais feliz. O que é algo positivo para todos.


Pedro Signorelli - um dos maiores especialistas do Brasil em gestão, com ênfase em OKRs. Já movimentou com seus projetos mais de R$ 2 bi e é responsável, dentre outros, pelo case da Nextel, maior e mais rápida implementação da ferramenta nas Américas. Mais informações acesse: http://www.gestaopragmatica.com.br/


‘Guia Prático para a Segurança Digital’ traz dicas fundamentais contra crimes cibernéticos

Iniciativa do Instituto Nacional de Combate ao Cibercrime (INCC), o documento é uma fonte de consulta completa, voltada para o poder público, a iniciativa privada e a população, com informações sobre golpes, dicas de prevenção e cuidados, divididos em onze capítulos 

 

Os ataques cibernéticos têm crescido de forma exponencial em todo o mundo. O Brasil, por exemplo, é um campo propício para a proliferação desses ataques, com uma população altamente conectada (cerca de 464 milhões de dispositivos digitais, que vão de celulares a computadores). A maior parte dos cidadãos brasileiros não está habituada a cuidados primários, como o ajuste das configurações de segurança do celular, ações simples que podem ajudar a mitigar os riscos envolvidos e evitar prejuízos financeiros, morais e emocionais. 

 

Para ajudar a fortalecer a segurança cibernética em todas essas frentes, o INCC (Instituto Nacional de Combate ao Cibercrime) elaborou o Guia Prático para a Segurança Digital, publicado hoje. Trata-se de um documento robusto e informativo, que combina explicações teóricas e orientações práticas. Dessa forma, ele não se dirige apenas a leitores com formação mais técnica, como profissionais de TI e cibersegurança; em vez disso, está disponível a população geral. O intuito desse material é promover a conscientização de toda a sociedade sobre o tema – escopo que se insere no primeiro dos seis eixos centrais para enfrentamento dos crimes cibernéticos, propostos pelo INCC no relatório que foi apresentado ao governo federal em agosto deste ano com sugestões de prioridades para o efetivo combate a crimes digitais no Brasil. 

 

“Enquanto golpes, crimes e incidentes cibernéticos tornam-se cada vez mais variados, todos saem perdendo: os governos, as instituições públicas e privadas e o cidadão comum. Os prejuízos vão além da esfera financeira, podendo chegar até mesmo a danos psicológicos decorrentes da violação da intimidade dos indivíduos. Por isso, tais ameaças devem ser combatidas com rigor, por meio de uma defesa consistente e bem orientada. Neste contexto, é essencial que toda a população se municie com a informação necessária para enfrentar esses desafios”, destaca Fábio Diniz, fundador e Presidente do INCC.

 

Os avanços da tecnologia, incluindo a inteligência artificial, facilitam o trabalho dos criminosos, permitindo que eles desenvolvam técnicas e artifícios cada vez mais sofisticados. Com isso, conseguem explorar vulnerabilidades e ludibriar pessoas, organizações e instituições. 

 

O Guia Prático para a Segurança Digital traz um compilado de informações que são úteis em diversos ambientes: no âmbito do serviço público, entre os trabalhadores da iniciativa privada e junto aos demais cidadãos brasileiros, sejam eles jovens ou idosos. Seu conteúdo foi estruturado em onze capítulos:

 

1. Mantenha-se seguro no ambiente de trabalho;

2. Previna-se contra os golpistas;

3. Cuide de sua proteção pessoal e familiar;

4. Aprenda a resolver problemas que já ocorreram;

5. Cuide da segurança dos seus dispositivos móveis;

6. Aprenda a proteger suas redes sociais;

7. Proteja seus serviços de armazenamento em nuvem;

8. Cuide da segurança dos dispositivos de sua casa;

9. Aprenda a identificar golpes;

10. Proteja sua vida financeira; e

11. Proteção para as crianças.

 

"A segurança cibernética não é apenas uma responsabilidade individual, empresarial ou do poder público, mas uma necessidade coletiva que afeta nossas vidas, nossas informações sensíveis e a segurança de nossas famílias. Com este Guia, esperamos deixar uma contribuição de valor e trazer ainda mais luz para esse assunto cada vez mais urgente. Conhecendo as diversas modalidades de ataques e adotando medidas básicas de segurança digital, fortalecemos não apenas a nossa própria segurança, mas também a integridade de nossas instituições e da própria sociedade", finaliza Luana Tavares, fundadora e CEO do INCC.

  



Instituto Nacional de Combate ao Cibercrime - INCC
https://incc.org.br/


Do desafio climático à oportunidade econômica: o surgimento do mercado de carbono

 

A recente aprovação das regras para o mercado global de créditos de carbono na COP29 representa um avanço significativo para enfrentar as mudanças climáticas, especialmente ao definir padrões e trazer clareza ao processo de compensação de emissões. No entanto, o sucesso deste mercado depende de desafios técnicos e estruturais que precisam ser enfrentados com rigor. As novas diretrizes visam garantir que os créditos emitidos representem reduções reais e verificáveis, afastando o risco de “greenwashing” e fortalecendo a confiança no mercado. Mas isso exigirá que todos os países participantes invistam em auditoria e rastreamento robustos, utilizando tecnologias como blockchain para monitorar a origem e a aplicação dos créditos. Esse sistema, se implementado com transparência, aumentará a credibilidade e atrairá investidores globais, algo essencial para dar escala ao mercado. 

Para o Brasil, que possui um ecossistema vasto e recursos naturais únicos, o mercado de carbono é especialmente promissor. Atualmente, o mercado brasileiro representa menos 5% do mercado global. Com a recente aprovação do projeto de mercado de carbono pelo Senado, o país está posicionado para assumir um papel de liderança, monetizando suas práticas sustentáveis e transformando a preservação ambiental em ativo econômico. Esse movimento pode promover uma transformação nas economias regionais, especialmente em áreas rurais e de preservação que têm potencial para desenvolver projetos de baixo carbono. No entanto, o sucesso do Brasil nesse novo mercado exigirá investimentos significativos em infraestrutura de fiscalização, para assegurar que cada crédito de carbono tenha integridade e rastreabilidade, garantindo que o país seja visto como um fornecedor confiável. 

Além disso, tanto no mercado global, federal ou até mesmo para os mercados municipais, é essencial a definição de metas claras de redução efetiva de emissões de CO2 e a obrigatoriedade da compensação de carbono para empresas e setores, que não investirem em processos e tecnologias de baixo carbono. Essa obrigatoriedade deve ser progressiva e contar com a participação de todos. 

A regulamentação deve considerar a participação de pequenos e médios produtores, comunidades tradicionais e povos indígenas, que atualmente estão fora do mercado de carbono devido aos altos custos de implementação e complexidade regulatória. É essencial que as novas regras considerem mecanismos de incentivo e financiamento para viabilizar a entrada de players menores. 

Por fim, a inclusão de países em desenvolvimento é um fator crítico. Para que o mercado global de carbono tenha impacto ambiental e econômico, é necessário que esses países tenham acesso facilitado a recursos financeiros e tecnológicos, possibilitando a implementação de projetos sustentáveis que, de outra forma, poderiam ser inviáveis. A falta de financiamento adequado pode transformar o mercado em uma barreira econômica em vez de uma oportunidade, perpetuando desigualdades. Portanto, é essencial que o mercado de carbono global priorize uma abordagem inclusiva, que fortaleça as economias de baixo carbono e crie espaços para todos os participantes. 

Se implementado com seriedade e clareza, o mercado global de créditos de carbono pode ser um divisor de águas na luta contra as mudanças climáticas, redefinindo os rumos da economia sustentável. Esse é um momento crucial para assegurar que os compromissos climáticos globais se transformem em ações reais e efetivas, com o carbono se consolidando como um ativo central na construção de um futuro mais verde e resiliente. 



Fernando Beltrame - mestre pela USP, engenheiro pela Unicamp e CEO da Eccaplan. Com mais de 20 anos de experiência em projetos de consultoria, sustentabilidade e estratégia Net Zero, já atuou em diferentes eventos e iniciativas como a COP18, Rio+20 e fóruns mundiais.



“Quem cresce quando você cresce?”: Especialista explica desafios de ser a primeira pessoa a ascender financeiramente na família

Mila Gaudencio, consultora financeira do will bank, aponta questões sociais e raciais que impactam o peso da ascensão financeira 

 

Em um cenário onde duas pessoas compartilham o mesmo cargo, salário e oportunidades, por que uma delas consegue realizar sonhos e prosperar financeiramente enquanto a outra permanece estagnada ou leva mais tempo para alcançar os mesmos objetivos? É neste contexto que, muitas vezes, se encontram as pessoas que são os primeiros da família a ascender social e financeiramente.   

Um dos principais efeitos dessa questão está conectado com seu grupo mais próximo: a família. Embora conselhos como “não empreste seu cartão” ou “não assuma dívidas de familiares” sejam comuns, eles estão apenas na superfície de um problema mais profundo, especialmente para aqueles que são a primeira geração de suas famílias a alcançar ascensão financeira. De acordo com dados do estudo de Dismorfia Financeira, 16% dos brasileiros já emprestaram o cartão de crédito ou pediram dinheiro emprestado para amigos e familiares. 

Mila Gaudencio, consultora financeira do will bank, entende que ser o primeiro da família a alcançar sucesso financeiro é uma conquista significativa, mas também traz a pressão de ser o pilar da esfera familiar. “O caminho até o sucesso costuma ser, para muitos, pavimentado pelo sacrifício de familiares que, mesmo com a escassez de recursos, investiram tudo o que tinham. As sensações de empatia e dívida moral são compreensíveis diante da situação, mas o sucesso só se sustenta se for equilibrado com limites. O maior desafio é encontrar maneiras de ajudar sem comprometer a própria estabilidade”, explica. 

Esses desafios, segundo Mila, têm raízes de uma herança histórica do Brasil que envolvem questões sociais e raciais. “A história do Brasil, marcada pela exploração e abolição sem reparação, gerou um contexto em que a ascensão individual, principalmente para pessoas negras, é cercada por expectativas e pressões. A ausência de políticas de inclusão econômica, social e educacional dos libertos, junto à persistência de práticas discriminatórias, criou um legado de desigualdade que persiste até hoje”, ressalta. 

Para conseguir equilibrar sucesso e responsabilidade familiar, a consultora do will bank traz dicas para aqueles que são os primeiros da família a ascender financeiramente: 

·         Converse sobre limites: abra um diálogo com seus familiares sobre suas metas e como você pode ajudar de forma sustentável. 

·         Tenha um fundo específico para familiares: separe uma quantia mensal destinada a ajudar, sem comprometer seu orçamento principal. 

·         Eduque sua família: compartilhe conhecimentos sobre gestão financeira para que todos entendam a importância da educação financeira. Quando a família se educa financeiramente, os pedidos de ajuda diminuem e todos crescem juntos. 

·         Priorize sua saúde financeira e emocional: Lembre-se de que seu bem-estar é fundamental para continuar crescendo e apoiando os outros. 

O sucesso financeiro deve ser uma oportunidade para gerar impacto positivo, mas precisa ser equilibrado, com limites claros. “Quem cresce quando você cresce?”: a resposta não deve ser um fardo. Ao crescer, é possível encontrar equilíbrio para apoiar a família sem se afundar em dívidas, transformando o crescimento individual em um legado coletivo e duradouro.

 

will bank
Para saber mais, acesse o site


Fui mal no ENEM, e agora? 5 dicas para quem vai realizar o exame no próximo ano

Canva
Nem todos conseguem atingir as notas de corte necessárias para seus objetivos, mas os candidatos que não tiveram uma boa performance não devem desanimar; professor da plataforma de estudos Ferretto lista algumas dicas para essa situação 

 

O sentimento de fracasso perante um resultado abaixo do esperado é normal - afinal, nossa sociedade nos cobra e espera que sejamos competitivos. Além disso, os jovens muitas vezes sofrem muita pressão (até deles mesmos) para alcançarem resultados de forma rápida e serem bem-sucedidos em tudo o que fazem. No entanto, essa cobrança e competição excessivas não são saudáveis e devem ser evitadas, pois muitas vezes invalidam o progresso e tudo o que já foi conquistado. 

“O Enem não ‘aprova’ ou ‘reprova’ ninguém, pois não se trata de um Vestibular. O que ocorre é que a pontuação do exame é utilizada pelo Sistema de Seleção Unificada (SiSU), plataforma que substitui vestibulares em todo o país e é a principal forma de ingresso no ensino superior gratuito”, explica o Professor Ferretto, um dos maiores influenciadores de matemática do país e fundador da plataforma de estudos Professor Ferretto que tem foco no conteúdo complementar para o Ensino Médio e preparação para o Enem e vestibulares, e conta com 50 mil alunos de todo o Brasil. 

Ele ressalta que a nota de corte muda diariamente no período de inscrições do SiSU e pode ser maior ou menor conforme o ano, já que depende do tanto de vagas oferecidas em cada, quantidade de inscritos e modalidade de concorrência. No entanto, mesmo não podendo falar em reprovação, é claro que ir bem na prova é o principal objetivo, até para utilizar os resultados para o ingresso no ensino superior. 

“Conquistar uma vaga na faculdade não é um caminho fácil, e muitas vezes é preciso ser resiliente e superar diversos obstáculos. Mas com foco, perseverança, otimismo e, não menos importante, com boa saúde mental, é mais do que possível”, avalia o especialista. 

Pensando em ajudar os candidatos que terão que repetir a prova, o professor Ferretto listou algumas dicas:
 

1- Mantenha a calma, é OK tentar novamente 

O Enem ocorre todos os anos, ou seja, está disponível para quando o aluno puder e quiser se candidatar. Há múltiplas variantes externas e internas para que se alcance o resultado esperado. Independentemente de qualquer uma delas, de nenhuma forma vale a pena se “remoer” e ficar preso a esse “fracasso” pontual na avaliação. 

“A clássica frase ‘prova não prova nada’ é clichê porque clichês são reais. É natural que às vezes o insucesso aconteça, mas isso não pode impedir a concretização dos sonhos e objetivos. Após o ‘luto’ inicial (que é necessário para alguns), não desista. Tente quantas vezes for preciso, pois a aprovação é, sim, possível”, recomenda ele.
 

2 - Analise pontos fortes e fracos 

Outra dica interessante é fazer um questionamento do por quê o objetivo não foi concretizado neste momento. O que faltou para atingir a meta? Com essa análise, fica mais fácil identificar o que mudar, para a próxima tentativa ficar bem mais fácil. 

“Vários motivos podem influenciar, desde má administração do tempo durante a avaliação até dificuldade de raciocínio sob pressão. A autocrítica é necessária em momentos de revés. Ao conhecer os motivos que o levaram a errar, o candidato terá maior facilidade para combatê-los”, ensina Ferretto.
 

3- Avalie seu plano de estudos 

Em muitos casos, o problema pode estar no projeto de estudos. Para alguns, estudar 8 horas por dia é suficiente. Para outros, 5 horas já bastam, desde que bem aproveitadas. “Cada candidato é diferente e possui suas particularidades e características. Por isso, o plano de estudos também há de ser individualizado”, orienta o professor. 

Perceba o que funciona melhor para você. Em qual horário do dia seus estudos são mais efetivos? Em quais matérias você possui mais dificuldade? Quais delas fluem com mais naturalidade para você? “Reconheça seus próprios limites e valorize suas fortalezas. Monte um plano de estudos adaptado à sua personalidade”, diz Ferretto.
 

4- Abra seu leque de opções 

Claro que ter um objetivo é importante, mas sempre é bom considerar outras possibilidades. Às vezes a concentração é tanta em cima de um único propósito- como uma universidade ou curso específico- que outras opções passam despercebidas. 

“Pesquise e se informe sobre diversas faculdades, e até mesmo tipos de cursos. Novos cenários significam novas chances e, principalmente, mais alternativas. Faz parte do senso comum a ideia de que, quando nascemos, somos predestinados a algo e somente a aquilo. Mas a vida é uma estrada com vários caminhos”, pondera.
 

5- Fique atento à sua saúde mental 

Não apenas com a finalidade de conquistar uma vaga na faculdade pelo Enem, manter a saúde mental em dia é sempre essencial. Muitos candidatos enfrentam dificuldades para ter momentos (mesmo que breves) de descanso e lazer, já que a cobrança por um bom desempenho na prova é constante. 

“Mantenha em mente que o equilíbrio é a ‘chave’ de tudo. Estudar é tão importante quanto descansar. A ideia de ‘estude enquanto eles dormem’ não é pertinente. Durma enquanto eles também dormem, pois dormir é necessário para manter o corpo e o cérebro sãos. Saia com seus amigos, mesmo que esporadicamente, pois é algo necessário. Pratique um exercício físico, assista um filme, relaxe a cabeça, hábitos simples, mesmo que por poucos minutos, fazem bem e controlam o stress”, finaliza Ferretto.
 

Plataforma Professor Ferretto

 

Blink Twice e o retrato brutal da cultura do estupro e da hipocrisia masculina

 

Dirigido por Zoë Kravitz, o filme Blink Twice, que inicialmente se chamaria Pussy Island, é uma obra poderosa e intransigente, inserida diretamente nas discussões do movimento #MeToo. Desde o início, o filme me impactou ao expor como homens sedam mulheres para obter vantagens sexuais, apagando não apenas sua capacidade de consentir, mas também suas memórias traumáticas.

 

Essas condutas são típicas da cultura do estupro e dos crimes sexuais, nos quais a anulação do consentimento e o apagamento das memórias são estratégias deliberadas para silenciar e controlar as vítimas. Muitas vezes, essas mulheres acabam por tentar esquecer ou fingem que não se lembram dos abusos como uma forma de sobrevivência em um mundo que as silencia e oprime.

 

No entanto, Blink Twice subverte essa dinâmica ao introduzir o simbolismo do veneno de cobra, que não é um agente de dor, mas sim de libertação. Esse veneno salva as mulheres da sedação e do apagamento, trazendo-as de volta à consciência e permitindo que se lembrem dos abusos, resgatando assim seu poder e autonomia.

Dessa forma, a cobra no filme se torna uma metáfora poderosa de transformação e empoderamento feminino. Tradicionalmente vista como um símbolo de traição ou perigo, aqui a serpente é reconfigurada como um agente de cura e de força, destacando a capacidade das mulheres de se reinventarem e se fortalecerem, mesmo nas condições mais adversas.

 

A cultura do estupro na tela grande

O longa-metragem também explora a domesticação das mulheres pelos homens, tanto de forma literal quanto metafórica. A ilha onde a trama se desenrola simboliza a prisão invisível que muitas vítimas enfrentam, sendo manipuladas e controladas sob o pretexto de proteção. No entanto, Blink Twice destaca que, ao se unirem, as mulheres conseguem resistir e sobreviver. 

A sororidade é apresentada como a chave para a libertação em um ambiente no qual o poder masculino é absoluto. A união entre essas mulheres é o que lhes permite sobreviver e também retomar o controle de suas vidas, ressignificando o que é ser forte em um mundo que tenta constantemente silenciá-las.

Outro ponto que me chamou a atenção foi a hipocrisia dos abusadores, retratados como homens que se apresentam como espiritualmente evoluídos — bebendo sucos verdes, fazendo terapia e se engajando em práticas de autoconhecimento — enquanto perpetuam abusos sexuais. Essas condutas são frequentemente observadas na cultura do estupro, na qual os perpetradores mantêm uma fachada de moralidade ou evolução espiritual para mascarar suas ações criminosas. 

Quando confrontados, esses homens se classificam como “bons moços”, revelando a dissonância entre suas ações e a imagem que projetam. Em sua produção, Kravitz expõe como essas práticas superficiais podem mascarar a verdadeira natureza desses manipuladores, desafiando a noção de que o desenvolvimento espiritual pode redimir atos profundamente violentos.

O longa ainda faz uma crítica contundente à forma como o poder e o dinheiro podem apagar até os crimes mais graves. Ao mostrar como um bilionário, ao desaparecer temporariamente após cometer atrocidades, é rapidamente esquecido pela sociedade, Blink Twice evidencia a facilidade com que os poderosos manipulam a memória coletiva. Além disso, o filme coloca em foco a responsabilidade compartilhada: o homem que não comete diretamente o abuso, mas observa e nada faz, é tão culpado quanto o perpetrador.

Ainda, o filme é uma obra profundamente relevante, oferecendo não apenas uma crítica feroz à cultura do estupro, mas também uma visão sobre como a solidariedade entre mulheres pode ser uma força de resistência e sobrevivência em um mundo dominado por abusos de poder. Kravitz, em sua estreia como diretora, nos entrega um produto que é tanto um thriller instigante quanto um manifesto feminista.

Se você ainda não viu, recomendo assistir a Blink Twice quanto antes - é um filme que ficará com você por muito tempo depois que os créditos finais rolarem.

 

 

Mayra Cardozo - mentora de Mulheres e Advogada, especialista em gênero e sócia do escritório Martins Cardozo Advogados Associados. Idealizadora do método alma livre criado para auxiliar mulheres a saírem de relacionamentos tóxicos e abusivos.

 

Dia do Empreendedorismo Feminino: Confira 3 dicas para começar seu negócio já!

A data, comemorada em 19 de novembro, foi instituída pela ONU para destacar e valorizar o papel das mulheres empreendedoras em todo o mundo 

 

Não é novidade que, no cenário econômico brasileiro, o empreendedorismo feminino tem ganhado cada vez mais destaque e relevância. O relatório técnico do Sebrae sobre o Empreendedorismo Feminino divulgado este ano aponta 30 milhões de empreendedores no Brasil, dos quais 10 milhões são mulheres. Uma outra pesquisa, Monitor Global de Empreendedorismo 2023, mostra que entre os 47,7 milhões de brasileiros com intenção de empreender até 2026, as mulheres representaram 54,6%. Esse dado contrasta com a mesma pesquisa feita em 2022, em que os homens eram a maioria, com 55%.

A independência financeira para as mulheres é fundamental para a igualdade de gênero e o empoderamento feminino. Quando uma mulher alcança a autonomia financeira, ela conquista a liberdade de tomar decisões importantes sobre sua vida sem depender de terceiros, seja em relação à carreira, relacionamentos ou estilo de vida. Essa independência fortalece a autoestima e a confiança, mas também proporciona segurança em momentos de adversidade. 

Além disso, mulheres financeiramente independentes têm maior poder de escolha em relação à educação, saúde e bem-estar, podendo investir em seu crescimento pessoal e profissional. Isso cria um ciclo positivo, inspirando outras mulheres e contribuindo para uma sociedade mais equilibrada e justa, onde elas têm voz ativa e participação igualitária em todas as esferas. Para apoiar e incentivar essa tendência positiva, confira três dicas práticas e essenciais para mulheres que desejam iniciar um pequeno negócio:


1- Assuma o risco

A dica da Cleonice Teles, de 44 anos, é que as mulheres se arrisquem mais e que façam valer seus sonhos: “Hoje, graças ao meu pequeno negócio, que começou com uma prateleira de perfumes, mais duas famílias têm fonte de renda, além de mim . Os maridos das minhas duas filhas estão desempregados e trabalhamos juntas! A mais nova, de 21 anos, fica comigo, e a de 24, fica em um segundo ponto que abrimos recentemente”.  Além das lojas, ela também vende de porta em porta. "Quando comecei, muitos duvidaram que eu pudesse transformar uma simples prateleira em um negócio próspero. Mas não tive medo de arriscar. Se não desse certo, eu pensaria em outra coisa e uma hora ia conseguir. Hoje, vejo minhas filhas seguindo meus passos, aprendendo sobre empreendedorismo e construindo seus próprios futuros", complementa. O sucesso de Cleonice vai além do aspecto financeiro. Ela se tornou um exemplo em sua comunidade, inspirando outras mulheres a perseguirem seus objetivos. Seu negócio não apenas gera renda, mas também promove a independência financeira e o empoderamento feminino em sua família e círculo social.


2- Busque formas alternativas de crédito

Para Cleonice, uma das maiores dificuldades é a falta de soluções de crédito para micro empreendedores. Mesmo após quase um ano à frente do seu negócio, ela ainda não consegue um empréstimo em um banco tradicional. “Eu não tinha um capital inicial, por isso comecei com pouquíssimos produtos, mas, buscando, encontrei alternativas de crédito e pude expandir”, recorda. Ela é cliente da Zippi, fintech que oferece capital de giro semanal para micro empreendedores, assim como Carolina de Castro, de 47 anos, que também enfrentou desafios semelhantes ao iniciar seu próprio negócio como pet sitter especializada em felinos: “Como meu trabalho é ir até a casa das pessoas cuidar dos bichinhos de estimação enquanto elas estão fora, meu gasto mais essencial é com combustível. Muitas vezes o capital de giro semanal me salvou, porque muitas vezes não recebo dos clientes antecipadamente e não tenho caixa. É uma solução que geralmente os bancos tradicionais não oferecem para os pequenos negócios.”


3- Agregue valor 

Agregar valor ao serviço ou produto oferecido é uma estratégia fundamental para se destacar no mercado e fidelizar clientes. Carolina, por exemplo, vai além do simples cuidado com os felinos: ela pergunta proativamente aos clientes se precisam que ela leve itens essenciais, como ração, areia ou medicamentos, durante suas visitas. Embora não seja sua obrigação, esse gesto de consideração a diferencia da concorrência, demonstrando um cuidado genuíno com as necessidades dos pets e a conveniência dos tutores. De forma similar, Cleonice adota uma abordagem personalizada em seu negócio de perfumes, sempre incluindo um mimo especial nos pedidos de suas clientes. Essa atenção aos detalhes é particularmente notável em datas especiais ou quando homens compram para presentear mulheres, adicionando um toque de surpresa e carinho que transforma uma simples compra em uma experiência memorável. Essas práticas elevam a qualidade do serviço, mas também criam uma conexão emocional com os clientes, incentivando a lealdade e as recomendações boca a boca.


Black Friday 2024: 5 dicas que todo consumidor precisa saber

Principalmente durante a Black Friday, os consumidores precisam se manter atentos a todos os produtos que desejam comprar; o advogado Mário Henrique Martins, do Martins Cardozo Advogados, lista as principais dicas para passar ileso nessa data

 

Considerado um dos eventos mais aguardados do ano, está chegando a Black Friday, que acontece no próximo dia 29 de novembro. Já faz algum tempo que as pessoas vêm se preparando para aproveitar as ofertas tentadoras da data. 

Para se ter ideia, segundo projeções do mercado, a expectativa positiva para a Black Friday 2024 promete um crescimento de, no mínimo, 9,1% com relação ao ano passado. Além disso, uma pesquisa da LWSA mostra que 51% dos brasileiros pretendem aproveitar a oportunidade para comprar produtos eletrônicos. 

Principalmente em datas como essa, é importante que os consumidores não se deixem levar apenas por valores baixos demais - é preciso manter a atenção e a cautela na hora de realizar qualquer compra. “O art. 6º do Código de Defesa do Consumidor estabelece uma lista, que não é exaustiva, dos chamados direitos básicos do consumidor. Dentre eles, podem ser citados os direitos à proteção à vida, à educação e divulgação sobre o consumo adequado, à informação adequada e clara sobre produtos e serviços, à proteção contra a publicidade enganosa, à prevenção e reparação contra danos patrimoniais e morais, à preservação do mínimo existencial e à garantia de práticas de crédito responsável”, comenta Mário Henrique Martins, advogado do Martins Cardozo Advogados Associados e especialista em Direitos Difusos e Coletivos. 

Segundo o advogado, todos esses direitos se aplicam à Black Friday, mas é necessário que se faça um importante destaque em relação ao direito à informação e ao direito à proteção contra a publicidade enganosa. “É que tais direitos básicos ganham muita relevância dentro de um contexto específico em que há uma altíssima quantidade de ofertas apresentadas aos consumidores e que, por vezes, podem estar acompanhadas de aspectos negativos ou que podem, em verdade, demonstrar que a oferta não possui a vantajosidade que aparenta ter”, ressalta. 

Pensando nisso, o advogado listou as principais dicas para que os consumidores passem pela Black Friday sem sofrer. Confira:

 

1. Faça pesquisa: “A proteção pode se dar tanto de forma preventiva quanto repressiva. Para prevenir eventuais publicidades enganosas, o que se demonstra extremamente importante é a avaliação da confiabilidade da empresa fornecedora do produto. Via de regra, a tendência é que grandes marcas ou sites renomados tenham um maior índice de confiabilidade. Contudo, caso a compra seja realizada em um local menos conhecido, é importante que se façam pesquisas para verificar o que clientes anteriores têm a dizer sobre as aquisições realizadas em tais estabelecimentos e em relação ao produto desejado”, entende o advogado.

 

2. Se atente à garantia legal: “O Código de Defesa do Consumidor estabelece a chamada garantia legal, que garante ao consumidor o direito de reclamar pelos vícios do produto dentro de um prazo de 30 dias, se tratando de serviços e produtos não duráveis, e de 90 dias se tratando de bens e serviços duráveis. Além disso, o CDC também permite o estabelecimento de uma garantia contratual, em que pode ser estendido o prazo legalmente previsto”, aponta.

 

3. Entenda a Troca e Devolução: “O chamado direito de arrependimento é um grande avanço trazido pelo Código de Defesa do Consumidor. O CDC estabelece que o consumidor tem um prazo de 7 dias para se arrepender do produto ou serviço adquirido, desde que a compra tenha sido online. Assim, passa a ser comum que o consumidor - que não consegue visualizar de forma precisa o que adquire pela internet -, venha a se arrepender do produto comprado online, o que altera consideravelmente a forma pela qual as relações consumeristas se dão”, complementa Martins. 

“Entretanto, é importante esclarecer que o direito de arrependimento (próprio das compras realizadas por telefone ou pela internet) não se confunde com os prazos referentes à garantia (seja ela legal, seja ela contratual). O direito de arrependimento independe de qualquer vício no produto, o que não se confunde com a garantia, que somente gera o direito de troca na hipótese de que se constate eventual vício. Dessa forma, é preciso ressaltar que não há direito de troca dos produtos adquiridos presencialmente, salvo na hipótese de assim ter sido acordado entre as partes, por isso é tão necessário que se tenha uma especial atenção nesse tipo de compra”, ressalta.

 

4. Atenção às violações e fraudes: “Na hipótese de que se constatem eventuais violações ou fraudes, a medida inicial é a tentativa de contato com o fornecedor, para que este faça a devida substituição do produto defeituoso ou que faça o reembolso do valor pago. Neste caso, o consumidor pode escolher a melhor forma de satisfação da obrigação: ou seja, é direito dele optar entre o cumprimento forçado da obrigação, nos termos da oferta, apresentação ou publicidade; aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente; ou rescindir o contrato, com direito à restituição de quantia eventualmente antecipada, monetariamente atualizada, e a perdas e danos”, exemplifica o advogado. 

“No entanto, precisa-se saber que, caso o fornecedor se recuse a cumprir a oferta realizada, os consumidores podem ajuizar as medidas judiciais cabíveis. Ressalto que, na hipótese de causas que tenham valor de até 20 salários mínimos, o consumidor pode ajuizar ações perante os Juizados Especiais Cíveis, independentemente da constituição de advogado. Além disso, conforme pontuado no item anterior, eventuais práticas fraudulentas podem configurar crime, tanto aqueles constantes nos tipos delimitados entre os artigos 61 a 80 do Código de Defesa do Consumidor, quanto os crimes descritos no Código Penal, tal qual a prática de estelionato, previsto no art. 171, CP”, complementa.

 

5. Mantenha-se atento: “A prudência é extremamente relevante em contextos de um grande número de ofertas. Se, de um lado, a vantajosidade das ofertas apresentadas durante a Black Friday é extremamente benéfica, há que se tomar o devido cuidado para que não se venha a adquirir produtos de baixa qualidade ou que tenham características diferentes das apresentadas na oferta. Ademais, eventuais ofertas podem ser menos vantajosas do que dadas publicidades podem fazer parecer, sendo de extrema importância que se faça sempre uma prévia pesquisa antes de se efetivar a aquisição do produto ou do serviço”, conclui o advogado.


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