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segunda-feira, 14 de outubro de 2024

Seconci-SP: mamografia é fundamental para prevenir câncer de mama

Conheça também alguns mitos e verdades sobre este exame

 

Pacientes com câncer de mama podem ter uma sobrevida em 95% dos casos, quando a doença é detectada em seu início. Daí a importância da prevenção, principalmente por meio de mamografia. O alerta é da dra. Nathalia Rodrigues Bettini, mastologista do Seconci-SP (Serviço Social da Construção), por ocasião da campanha Outubro Rosa, de conscientização sobre a doença e de estímulo à realização deste exame.

No Seconci-SP, a mamografia é feita anualmente a partir dos 40 anos de idade, explica a dra. Nathalia. Pacientes de risco, como mulheres com histórico de câncer de mama, e/ou familiar como mãe, irmã ou filha com câncer de mama devem ter seu rastreamento individualizado. As pacientes têm boa aderência ao acompanhamento e comparecem regularmente às consultas e aos exames. Além da mamografia, o Seconci-SP também dispõe de ultrassom e biópsia (de agulha fina).

A mastologista destaca a importância do autoexame periódico, verificando se há alterações nas mamas ou nas axilas. “O autoexame não substitui a mamografia, é apenas para o autoconhecimento das mamas e um alerta para mudanças físicas nelas”.

Além de nódulos, outros sintomas podem ser percebidos: a pele mais avermelhada e a região endurecida, retração de pele da mama ou do mamilo. “Algumas mulheres resistem à mamografia, talvez por medo de descobrir algo e ter de enfrentar o tratamento, ou por falta de informação a respeito. Entretanto, não há nada a temer, ao contrário, a detecção precoce pela mamografia pode levar a tratamento menos agressivo, com grande chance de cura”, reforça a especialista.


Hábitos saudáveis

A dra. Nathalia chama a atenção para os fatores protetores do câncer de mama: além dos exames periódicos, é fundamental ter alimentação saudável, fazer exercícios físicos, evitar tabagismo e ingestão de álcool, dormir pelo menos 8 horas por dia e também amamentação.

Detectado o câncer, o tratamento será realizado em centro oncológico, incluindo cirurgia, quimioterapia e/ou radioterapia, a depender do tipo de câncer, tamanho, se é local ou espalhado pelo corpo.

Segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), mais de 74 mil novos casos de câncer de mama devem ser registrados em 2024 no país. A doença atinge 64 a cada 100 mil mulheres, é o câncer que mais predomina entre elas.

A maior procura pela mamografia geralmente acontece em outubro, por ocasião da campanha, quando a rede pública de saúde realiza ações de conscientização. Além disso, o SUS dispõe de carretas para a realização da mamografia, mas na rede pública o exame é realizado somente a partir dos 50 anos de idade. A dra. Nathalia defende que a campanha seja ampliada, trabalhando-se mais com os agentes comunitários e médicos de família, para que estimulem as mulheres à realização do exame.

A campanha Outubro Rosa surgiu nos EUA pela Fundação Susan em 1990, com uma corrida para arrecadar recursos aos fundos de pesquisa sobre câncer de mama, e outras nações seguiram esta prática, relata a mastologista. As ganhadoras da corrida recebiam um laço rosa e daí vem o Outubro Rosa. No Brasil, onde a campanha começou em 2002, ela se tornou oficial em 2018, com a Lei 13.733, que traz recomendações como iluminar os edifícios públicos com luz rosa, preparar a enfermagem e estimular a realização dos exames.


Mitos e verdades sobre a mamografia

Algumas informações que circulam sobre a mamografia são falsas, afirma Juliane Barbosa de Freitas, técnica de raio-X da Unidade Central do Seconci-SP (Serviço Social da Construção). Abaixo, ela separa mitos de verdades sobre este exame.

• “Não preciso fazer mamografia porque não tenho casos de câncer na família”. Falso. Mesmo mulheres sem casos da doença na família devem realizar o exame.

• “Tenho prótese, então não posso fazer mamografia”. Falso. O exame não prejudica nem a paciente nem a prótese.

• “Tenho problema na tireoide, então preciso fazer o exame com um protetor”. Falso. Não há necessidade de colocar o protetor de tireoide, que não é aprovado pelo Conselho Brasileiro de Radiologia e pode atrapalhar o exame, obrigando a paciente a se expor a nova mamografia.

• “A mamografia é dolorida”. Verdadeiro, mas hoje o exame não é tão dolorido como antigamente. Além disso, a dor depende da sensibilidade da paciente, e não do tamanho da mama. A dor da doença é muito maior que a da mamografia, que evita tratamento agressivo da doença se esta for detectada em seu início.

• “A radiação da mamografia provoca câncer”. Falso. A dose de radiação é baixa, em comparação a outros aparelhos de raio-X.

• “Não se deve fazer a mamografia estando menstruada”. Falso. Se necessário, a paciente pode fazer o exame estando menstruada e pode ser que a mama esteja mais sensível.

• “No autoexame não percebi nada, então não preciso fazer mamografia”. Falso. A mamografia detecta microcalcificações que não são perceptíveis no autoexame, principalmente quando a mama é muito densa.

• “Se a mamografia detectar um nódulo, isso significa câncer”. Falso. A maioria dos nódulos detectados são benignos.

• “Homens devem fazer mamografia caso percebam a existência de nódulo”. Verdadeiro. Homens também podem ter esse tipo de câncer, embora isso seja mais raro.

• “Não se pode fazer mamografia com marcapasso ou port-a-cath (cateter totalmente implantado)”. Falso. Pode fazer o exame sim.

• “Paciente amamentando não deve fazer mamografia”. Falso. Pode fazer e continuar amamentando normalmente.

Segundo Juliane, a boa notícia é que a Unidade Central do Seconci-SP vai abrir mais vagas para a realização desse exame, diante da grande demanda.

 

Alimentação tem papel fundamental para recuperação pós-cirúrgica

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Um paciente que passa por uma cirurgia, qualquer que seja, recebe muitas instruções do médico:  medicamentos, repouso, restrições a atividades físicas, tipos de roupas que devem ser utilizadas e a alimentação. Esta última costuma ser, reconhecidamente, um dos deveres de casa mais difíceis. Um doce ou um alimento mais tentador acaba virando sinal de alerta diante do desejo de degustá-lo.

No entanto, a obediência às restrições médicas deve ser seguida à risca. Simplesmente porque o tipo de alimento que uma pessoa consome interfere diretamente no tempo de recuperação. “Uma dieta equilibrada, mas com restrições de açúcar e gordura saturada, representa um caminho seguro no processo de cicatrização. Além disso, também pode evitar eventuais inflamações”, orienta o médico Felipe Villaça, cirurgião-plástico que possui uma clínica em Belo Horizonte.

Após passar por uma cirurgia estética, especificamente, o paciente deve recorrer a alimentos ricos em proteínas, vitaminas e minerais. Ele explica que o principal papel desses nutrientes é acelerar a regeneração dos tecidos e produzir colágeno suficiente para cicatrizar e manter a elasticidade da pele. Para isso, é preciso diversificar a alimentação, e não concentrar apenas em um único alimento.

“O paciente deve ingerir carnes magras, ovos, peixes, leguminosas e leite e derivados. No que se refere às vitaminas, explorar bastante o consumo de frutas, principalmente aquelas ricas em Vitaminas A, C e E, já que são essenciais para a cicatrização e regeneração da pele”, afirma o cirurgião-plástico.

Via de regra, as gorduras tendem a ser liberadas para o consumo, desde que sejam de origem saudável. É o caso do azeite de oliva, do abacate, das nozes e de peixes ricos em ômega-3, como sardinha e atum. As frutas vermelhas, esclarece Felipe Villaça, são essenciais para uma ação anti-inflamatória no organismo. Outro tipo de produto cujo consumo é recomendável no pós-cirúrgico são aqueles ricos em fibras, como grãos integrais, frutas, vegetais e sementes.

“Tudo isso, aliado a uma hidratação constante, é essencial para uma recuperação mais rápida. E, claro, jamais ingerir bebidas alcoólicas e de comida excessivamente salgada. Por isso, o melhor é manter distância de bares e de restaurantes fast-food, onde as opções ficam mais direcionadas para produtos de baixa qualidade nutricional”, pontua Felipe Villaça.

 

Acompanhamento nutricional

Ele conta que, em sua clínica, é comum deparar com pacientes que se submetem a um procedimento estético e, com vistas a uma recuperação mais rápida e saudável, buscar acompanhamento com um nutricionista ou um nutrólogo, exatamente para fazer recomendações mais severas no que diz respeito à dieta no pós-operatório.

“A alimentação assume mesmo um papel de protagonismo após a cirurgia, então os pacientes recorrem a um profissional que indique o que deve ser valorizado na dieta e o que deve ser evitado ao extremo. Isso é positivo, mas exigirá uma disciplina muito forte da parte do paciente. O bom é que rapidamente se nota que a recuperação vale o preço”, finaliza.

 

Outubro rosa: Médico esclarece mitos entre próteses de silicone e câncer de mama e explica detalhes sobre cirurgia reconstrutora

 

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Dr. Luiz Haroldo Pereira, membro e ex-presidente da SBCP, afirma que o percentual de pacientes com próteses que desenvolvem câncer de mama está abaixo da média geral. Além disso, o cirurgião diz que cirurgia reconstrutora já pode ser feita junto à mastectomia na maioria dos casos

 

Outubro Rosa, o mês da conscientização sobre o câncer de mama chegou e com ele, muitas dúvidas surgem sobre a doença que vem mostrando um crescimento alarmante no Brasil, segundo o INCA. Acometendo majoritariamente mulheres, uma das preocupações além da saúde, é que o diagnóstico também mexe com a autoestima mesmo após o tratamento. 

No entanto, de acordo com o Dr. Luiz Haroldo Pereira, cirurgião plástico membro e ex-presidente da SBCP com mais de 40 anos de experiência, com a evolução da tecnologia e das cirurgias estéticas, não precisa mais ser assim, já que hoje consegue-se detectar o câncer em estágio inicial e em alguns casos, a cirurgia reparadora pode ser feita de imediato, junto com a mastectomia.

“Quando falamos sobre reconstrução, precisamos avaliar primeiro o câncer de mama. Hoje a doença pode ser descoberta na fase mais precoce possível, com meio centímetro. E quanto menor o câncer, mais opções de reconstrução nós temos”, explica o médico.

Na maioria dos casos, a retirada completa da mama, o que muitas mulheres temem, não é mais necessária. “Cerca de 95% dos pacientes podem fazer a quadrantectomia, que retira somente a região comprometida, fazendo um quadrante. A mastectomia radical, que retirava toda a mama, ficou no século passado”.

Após a retirada e a avaliação para certificar que o câncer foi retirado em sua totalidade, a reconstrução já pode ser feita. “De modo geral, as reconstruções são feitas ao mesmo tempo. Você tira a lesão e já reconstroi. Se a mama foi muito retirada, colocamos um expansor para manter a pele e muitas vezes já podemos colocar uma prótese embaixo do músculo, em casos mais brandos”. 

O médico também é categórico ao afirmar que os implantes não têm qualquer ligação com o aumento da probabilidade de desenvolver câncer de mama. “O percentual é bem pequeno. Porque são pacientes que passaram pelo pré-operatório, em que estudamos radiologicamente as mamas. Então muitas vezes conseguimos detectar algo precoce antes dos implantes. Existem estudos que alegam que a proporção é inclusive menor em pacientes com próteses, mas de modo geral, não tem ligação comprovada”.

Caso a paciente tenha próteses e seja diagnosticada com câncer de mama, de fato a retirada do implante será necessária. “Será feita a retirada, o quadrante e a avaliação da reconstrução que pode ser feita. Só em casos muito específicos e radicais que a reconstrução não será feita no mesmo momento, mas é raro. E pouco tempo depois, a paciente já poderá colocar o silicone novamente, se quiser”.

 

E como o principal é sempre manter os exames em dia, o médico tranquiliza pacientes com próteses sobre a mamografia: “Com os implantes modernos, o risco de haver um rompimento é mínimo. Até porque, hoje existe a mamografia digital e a ressonância magnética, que não fazem nenhum trauma na região mamária. O importante é não deixar de fazer os exames regularmente”, conclui.

 



Dr. Luiz Haroldo Pereira - referência em cirurgia corporal e facial no Brasil. O médico já foi presidente regional da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) do Rio Janeiro, participou da banca de exames para título de especialista em cirurgia plástica durante 12 anos e, desde 2006, é membro da comissão de avaliação para médicos que desejam se torna titulares da SBCP, capacitados para realizar as cirurgias de abdominoplastia, lipoaspiração, implantes de silicone e outros procedimentos.
www.drluizharoldo.com.br/ 


Menopausa: ginecologista destaca os desafios da saúde e o impacto na qualidade de vida das mulheres

Estudos indicam que as brasileiras iniciam a menopausa aos 48 anos e a fase pode aumentar o risco de doenças cardíacas 

 

No próximo dia (18), celebra-se o Dia Mundial da Menopausa, data idealizada  pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para conscientizar sobre o bem-estar feminino. A menopausa é definida como o último ciclo menstrual das mulheres e, no Brasil, a idade média em que as brasileiras entram nesta fase é aos 48 anos, conclui estudo colaborativo realizado por pesquisadores das Faculdades de Medicina de Jundiaí (FMJ), do ABC (FMABC), de São Paulo (USP) e da Universidade de Pavia, na Itália. Apesar de ser uma fase natural, segundo a Amercian College Of Cardiology, a saúde cardíaca feminina se complica após o ciclo. 

A menopausa pode causar sintomas como incontinência urinária, calor excessivo, ganho ou perda de peso repentinos, ressecamento vaginal, dores durante as relações sexuais, quedas de cabelo, alterações estéticas íntimas e até o aumento da pressão arterial, desencadeando problemas cardiovasculares impactando diretamente o bem-estar e a autoestima feminina. 

Para a Dra. Fernanda Nassar, ginecologista e obstetra, apesar da menopausa ser desafiadora para algumas mulheres, cada organismo responde à chegada do ciclo de maneiras diferentes. 

“Embora seja uma fase inevitável na vida de todas as mulheres, os sintomas que a acompanham não são vivenciados da mesma forma por todas. Algumas passam pela menopausa de forma mais tranquila, com poucos ou nenhum sintoma significativo, enquanto outras enfrentam desafios maiores” Explica a Dra. Fernanda. 

A ginecologista destaca os principais tratamentos que podem ser realizados a fim de amenizar os desconfortos. 

“Além da Terapia deesposição Hormonal (TRH), tratamento comum entre as mulheres, existem outras opções que diminuem os desconfortos, afinal nem todas as mulheres podem aderir a esta técnica. Por isso, alternativas como laser íntimo, suplementação e a utilização de fitoterápicos, são maneiras válidas de aliviar os desconfortos. Além disso, é importante aliar os tratamentos a hábitos saudáveis, como a prática regular de atividades físicas e a alimentação equilibrada. Entendo que cada paciente tem necessidades únicas, por isso, faço questão de ouvir atentamente todas as queixas para propor um tratamento individualizado que promova bem-estar e qualidade de vida", conclui a Dra. Fernanda. 

 


Fernanda Nassar - Formada em medicina pelo Centro Universitário Lusíada (UNILUS) há 16 anos, a Dra. Fernanda Nassar é ginecologista especialista em cirurgia íntima a laser, e possui outras duas especializações em medicina estética e ortomolecular. Ela é fundadora da La Femme, a primeira clínica dedicada exclusivamente a procedimentos íntimos do Brasil. Combinando seus conhecimentos avançados com tecnologia de ponta, oferece tratamentos que promovem a saúde, a qualidade de vida, a autoestima e o bem-estar das mulheres. Inaugurada em 2021, a Clínica La Femme é uma referência em estética íntima e atende pacientes em Santos, São Paulo e em todo o Brasil.


Medicina integrativa potencializa Terapia de Reposição Hormonal


À medida em que as mulheres se aproximam da menopausa, seus níveis de estrogênio variam e diminuem e muitas optam pela Terapia de Reposição Hormonal para elevar esse hormônio que tem muitas funções. Além de regular os ciclos menstruais, o estrogênio contribui para a resistência óssea e influencia na nossa temperatura, entre outros efeitos. Por isso, quando seus níveis ficam alterados, as mulheres podem ter vários sintomas.

Antes de iniciar a TRH é possível optar por tratamentos integrativos para potencializar o máximo possível a reposição hormonal por meio da mudança de comportamento aliada a fisiologia metabólica individual, criando um terreno biológico positivo para maior efetividade da TRH.

Logicamente, o uso de hormônio é para quem merece, não para quem quer pois é necessário avaliar as condições bioquímicas do paciente por meio de exames, seu histórico, sinais e sintomas. Neste caso, é importante avaliar o terreno biológico do paciente positivo, ou seja, se o paciente tem inflamação de baixo grau, intestino com disbiose, obesidade e outras doenças metabólicas, pois ele precisa ter o rigor de dose e resposta individual em um trabalho multidisciplinar.

Com mudança de estilo de vida que engloba a melhora do Sono, redução do Estresse, melhora do Intestino, Reeducação Alimentar e prática de Exercícios Físicos, a dosagem do hormônio é menor e capaz de trazer mais benefícios para esta nova fase da mulher, desde que ela mude seus hábitos de vida.

Já, em relação às formas de aplicação dos hormônios, deve se evitar a via oral e intramuscular. As melhores vias são através de adesivos, gel e dos famosos implantes, também denominados de chips. É importante ressaltar que dentro de uma medicina integrativa multidisciplinar, quanto melhor o terreno biológico menor é a dose resposta efetiva.

Sobre as opções de hormônios para o tratamento, muito médicos ainda insistem em usar famoso premarin, obtido da urina da égua prenha. É verdade que é um hormônio natural, mas, como é de uma espécie não humana, pode provocar vários efeitos colaterais.

Hoje, o hormônio mais indicado é estradiol bioidêntico ou isomolecular que, apesar de ser sintetizado em laboratório, tem a mesma estrutura molecular do estradiol que o ovário da mulher produz. É como se o seu ovário voltasse a produzir o hormônio, restaurando sua função e proporcionando uma melhora na qualidade de vida, desde o climatério até a menopausa e pós menopausa.

Existem muitas dúvidas sobre os riscos do uso dos hormônios. Uma delas é se ele pode aumentar o risco de câncer do endométrio. Na realidade, pode acontecer, mas isso pode ser evitado usando progesterona natural ou implantando um Diu medicado de progesterona no útero, pois a progesterona protege o endométrio do efeito proliferativo do estradiol.

A possibilidade de o hormônio aumentar o risco de câncer de mama é outro tema que divide os especialistas. Estudos mais recentes indicam que o uso isolado de estradiol reduz a incidência do câncer de mama, assim como o uso de testosterona. Para ser assertivo no uso da TRH, recomenda-se avaliação da mama antes de indicar os hormônios, além do Mapeamento Genético e avaliação do histórico familiar para se ter a dose adequada.

Já, sobre a influência do hormônio na prevenção de doenças cardiovasculares é importante ressaltar que as mulheres raramente infartam antes da menopausa, e esta proteção é dada pelo hormônio estradiol. Na realidade, a TRH em mulheres menopausadas reduz o risco cardiovascular em até 50%. Mesmo que a genética da pessoa seja favorável às doenças cardiovasculares, o que realmente impacta é seu estilo de vida.

Outro receio é se os hormônios podem engordar. Na verdade, um indivíduo obeso tem uma enzima chamada aromataze em suas células de gordura que pode transformar testosterona em estradiol, o que para mulher menopausada pode causar função estrogênica aumentada, impossibilitando a famosa perda de peso em gordura, por isso, é importante uma dose de resposta e um terreno biológico favorável.

Esse cuidado deve ser tomado quando se utiliza testosterona em homens, que pode ser aromatizado em estradiol, pois pode causar aumento das mamas e ganho de peso em gordura e diminuição da libido. Já, o hormônio testosterona para a mulher têm uma função primordial, a melhora da libido, além do aumento da massa muscular isenta de gorduras, sendo, junto com o estrogênio, um ótimo aliado contra a sarcopenia e osteoporose.

Outro benefício é o estradiol reduz risco de Alzheimer, especialmente quando ministrado antes dos 55 anos. Seus efeitos são potencializados quando a reposição é iniciada perto da época da menopausa, ou seja, quando a mulher estiver entrando no climatério. Os estudos mostram que 90% dos casos da doença estão atrelados a microbiota e intestino, devendo unir a modulação intestinal individualizada junto ao TRH.

É importante ressaltar que com uma medicina integrativa, com a mudança metabólica de comportamento, é possível realizar um tratamento multidisciplinar efetivo com impactos bastante positivos nesta nova etapa da mulher. 



Leonardo Pimenta - Doutor em Fisiologia Humana Metabólica pela Faculdade de Medicina ABC, Mestre em Fisiologia Humana Metabólica pela USJT/USP, com Pós-Graduações em Fisiologia do Exercício e Treinamento Desportivo pela FMU e Graduação em Educação Física pela FEFISA. O especialista também tem Extensão em Fisiologia Cardíaca e Exercício pela USP e Imersão a Avançada em Medicina Funcional Integrativa pela Academia Brasileira de Medicina Funcional Integrativa. Membro da Clínica do Dr. José Bento, é fundador e proprietário do CENFE- Centro Metabólico e Docente das Pós Graduações: Hi-Nutrition, Instituto Valorize e Coordenador das Pós Graduações Inspirar SP/Campinas e UNIABC - Grupos Especiais/Obesidade Clínica, Metabolismo e Intervenções.
www.instagram.com/drleopimenta/
www.cenfebr.com.br


Puericultura: por que o acompanhamento médico é fundamental para o crescimento saudável das crianças?

Pediatra da Unimed Araxá explica a frequência ideal das consultas médicas e destaca que o acompanhamento deve começar ainda na gestação

 

A puericultura é uma das práticas mais importantes dentro da pediatria, com um papel fundamental na promoção da saúde infantil e no desenvolvimento físico, mental e emocional das crianças. Segundo o médico pediatra da Unimed Araxá, Wilton Amorim de Matos Neto, a puericultura é a pedra angular da pediatria. “É o pilar, responsável pela promoção da saúde, pelo bom crescimento e desenvolvimento das crianças”, destaca.

 

O acompanhamento começa ainda na gestação, com a primeira consulta ocorrendo no terceiro trimestre. Esse momento é essencial para orientar as gestantes sobre a importância de um estilo de vida saudável, impactando diretamente o bem-estar do bebê. “A ciência já reconhece a relação entre o estilo de vida materno e a saúde da criança, seja na alimentação, atividade física, sono ou controle do estresse", ressalta o pediatra.

 

Após o nascimento, as consultas de puericultura seguem um cronograma rigoroso, com visitas mensais até os seis meses, bimestrais até o primeiro ano de vida, e depois, gradualmente, se espaçando. Esses encontros abordam questões cruciais, como ganho de peso, crescimento, desenvolvimento neuropsicomotor, suplementações vitamínicas e o calendário de vacinação. Além disso, o pediatra avalia fatores como a qualidade do sono, hábitos alimentares, atividade física e o tempo de exposição a telas, garantindo um desenvolvimento pleno e saudável.


Dr. Wilton Amorim destaca ainda a importância da puericultura no monitoramento do desenvolvimento infantil, utilizando métricas padronizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e as diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria, como curvas de crescimento e recomendações de suplementação de vitamina D e ferro. "A puericultura protege o paciente contra qualquer agravo que possa interferir no seu desenvolvimento físico e mental", afirma o pediatra, enfatizando a necessidade desse acompanhamento contínuo para a saúde integral da criança.



Dia Nacional e Mundial da Osteoporose: saiba quais exames laboratoriais fazer e como se prevenir da doença

Doença silenciosa pode atingir 200 milhões de pessoas no mundo todo

 

Todo ano, no dia 20 de outubro, o Dia Nacional e Mundial da Osteoporose é celebrado. Esse dia é dedicado à conscientização de todo o mundo para prevenção, diagnóstico e tratamento da doença. De acordo com a International Osteoporosis Foundation (IOF), estima-se que cerca de 200 milhões de pessoas ao redor do mundo estejam afetadas pela condição. A osteoporose é uma enfermidade que se caracteriza pela perda de massa óssea e alteração na microarquitetura dos ossos. Isso leva a um aumento do risco de fraturas no corpo humano. E por ser silenciosa, muitas pessoas podem descobrir tardiamente esse diagnóstico. No entanto, existem maneiras de prevenir os efeitos e exames laboratoriais que podem auxiliar na detecção da osteoporose. 

Segundo Dr. Pedro Saddi, médico endocrinologista, patologista clínico e diretor regional de São Paulo capital da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), os humanos têm a massa óssea construída desde o nascimento, atingindo o pico por volta dos 30 anos. A partir dessa idade, começa a ocorrer perda de massa óssea lentamente ao longo dos anos. “É importante destacar que estamos constantemente formando e reabsorvendo osso, um processo que chamamos de remodelação óssea. A diminuição da densidade mineral óssea ocorre quando a formação é menor que a reabsorção”, explica. 

As mulheres costumam ser mais afetadas, por conta da aceleração dessa perda durante o período ao redor da menopausa. A estimativa, segundo a IOF, é que uma a cada três mulheres, mundialmente, com idade maior que 50 anos apresentará uma fratura por fragilidade óssea. Isso seria aproximadamente 9 milhões de casos ao ano. Saddi explica que elas são mais suscetíveis à osteoporose, devido à queda acentuada de estrogênio, um hormônio que ajuda na formação óssea, especialmente após a menopausa. “Além disso, as mulheres geralmente têm um pico de massa óssea menor que os homens, o que as torna mais vulneráveis à perda óssea relacionada à idade”, acrescenta o patologista clínico.

 

Fatores de risco para a osteoporose

De acordo com o endocrinologista, os fatores de risco para o desenvolvimento da osteoporose são:

  • Idade avançada – o envelhecimento é um fator importante já que há perda progressiva de densidade mineral óssea;
  • Sexo feminino – esse grupo tem maior risco, principalmente após a menopausa;
  • Histórico familiar – pessoas com histórico familiar de osteoporose têm maior chance de desenvolver a doença;
  • Baixo peso corporal – o Índice de Massa Corporal (IMC) baixo está associado a menor densidade óssea;
  • Deficiência hormonal – redução dos níveis de estrogênio nas pessoas do sexo feminino (menopausa) e testosterona nas pessoas do sexo masculino, pode contribuir para a condição;
  • Uso prolongado de corticosteroides – esses medicamentos, geralmente usados para tratar problemas de saúde como asma, eczema, lesões articulares e artrite reumatoide, podem levar à perda óssea;
  • Baixa ingestão de cálcio e baixa vitamina D – essas deficiências nutricionais impactam negativamente a saúde óssea;
  • Sedentarismo;
  • Tabagismo e consumo excessivo de álcool;
  • Condições crônicas como diabetes mellitus e artrite reumatoide.

 

Sinais de alerta e detecção da osteoporose

Apesar de ser uma doença que evolui de forma silenciosa, sem apresentar muitos sintomas, existem alguns sinais que quando presente devem despertar a hipótese de osteoporose. O diretor regional da SBPC/ML esclarece que uma fratura após uma queda simples, por exemplo, é o maior sinal de alerta para a doença. Além disso, a diminuição de estatura ou postura progressivamente curvada com o avançar da idade podem indicar fraturas vertebrais, condição que define a presença de osteoporose. Dor nas costas também pode ser sinal de fratura vertebral. 

Para o diagnóstico da osteoporose, Dr. Pedro explica que o exame padrão para avaliação da densidade mineral óssea é a densitometria óssea (DXA). “O diagnóstico de osteoporose deve levar em conta as características clínicas do paciente e o resultado da densitometria. No entanto, alguns exames laboratoriais podem ser usados para avaliar fatores relacionados à saúde óssea”, explicita. 

Os exames laboratoriais para avaliar a saúde óssea são:

  • Cálcio sérico – essa substância ajuda a monitorar a função paratireoide e a saúde óssea. Níveis anormais podem indicar distúrbios de metabolismo ósseo;
  • Calcio na urina - pode indicar perda desse mineral.
  • 25-hidroxivitamina D – quando apresenta baixos níveis, indica deficiência de vitamina D, que associada à fragilidade óssea;
  • PTH – níveis elevados desse indicador podem sinalizar hiperparatireoidismo, condição que leva à desmineralização óssea;
  • Fosfatase alcalina – altos níveis podem indicar aumento da remodelação óssea, que pode estar associada a outras doenças do metabolismo ósseo;
  • Marcadores de reabsorção óssea como telopeptídeo C-terminal (CTX) – eles ficam elevados em processos de perda óssea aumentada, como osteoporose. 

O patologista clínico ainda diz que, para as pessoas do sexo feminino, é recomendado que a densitometria óssea seja realizada a partir dos 65 anos, ou mais cedo naquelas com fatores de risco. Nos indivíduos do sexo masculino, geralmente a avaliação é indicada a partir dos 70 anos, ou antes, dependendo de condições de risco. “Já os exames laboratoriais podem ser realizados a qualquer idade se houver suspeita clínica de deficiência nutricional ou hormonal ou ainda, a presença de outra doença que afete a saúde óssea”, complementa.

 

Prevenção da osteoporose

A prevenção da osteoporose se dá por diversas formas. Uma alimentação rica em cálcio e vitamina D, ou seja, consumo de laticínios, peixes gordurosos e exposição equilibrada ao sol ajudam a manter os níveis adequados dessas substâncias, segundo Dr. Pedro Saddi. Ele afirma também que ações como atividade física regular e caminhada, por exemplo, fortalece os ossos; parar de fumar e evitar o consumo excessivo de álcool, são formas de se ressalvar da doença. 

Além disso, o monitoramento de saúde hormonal é fundamental para se evitar a osteoporose. “Mulheres na pós-menopausa devem discutir com seus médicos sobre a terapia de reposição hormonal, quando apropriado. Suplementação de cálcio e vitamina D também são importantes, se indicadas por um médico”, finaliza o diretor regional da SBPC/ML.

 

SBPC/ML - Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial

 

Outubro Rosa: a nutrição tem um papel fundamental para contribuir no combate ao câncer de mama


Outubro é o mês de conscientização sobre o câncer de mama e a prevenção sempre é uma das melhores formas de reduzir os riscos dessa doença. Porém, além dos exames de rotina, como a mamografia, exercícios, evitar uma vida sedentária incluindo uma alimentação equilibrada pode ser uma grande aliada para tentar combater. 

De acordo com a nutricionista, Thainara Gottardi, uma dieta rica em nutrientes adequados não só fortalece o sistema imunológico, como também pode contribuir para a diminuição da inflamação e o controle do peso — fatores diretamente ligados à redução dos riscos de desenvolvimento do câncer. A especialista ressalta que, ao incorporar alimentos específicos na rotina, é possível atuar na prevenção e melhorar a qualidade de vida durante o tratamento. 

“Estudos indicam que alguns grupos alimentares possuem compostos bioativos que auxiliam na proteção do organismo contra o câncer. Entre eles estão as frutas vermelhas, ricas em antioxidantes, e os vegetais crucíferos, como brócolis, couve e repolho, que possuem compostos como o sulforafano, que ajudam a eliminar substâncias tóxicas do corpo”, explica Thainara. 

A especialista ainda recomenda a ingestão de gorduras saudáveis. “Quem puder incorporar na sua rotina alguns alimentos ricos em ômega-3, que está presente em peixes como o salmão, é uma ótima opção. Além disso, o consumo de oleaginosas, como nozes e castanhas, também são indicados porque essas gorduras auxiliam na modulação da inflamação no corpo, contribuindo para um ambiente menos propício ao desenvolvimento de tumores”, comenta. 

Outro ponto a ser destacado é o equilíbrio da alimentação. “É essencial focar em uma dieta variada e rica em alimentos naturais, evitando o consumo de ultraprocessados e açúcares refinados, que podem favorecer o ambiente inflamatório no corpo. Alimentos como grãos integrais, frutas, vegetais e fontes de proteína magra devem ser a base de uma dieta preventiva e, inclusive, durante o tratamento”, afirma Thainara Gottardi.
 

Apoio nutricional durante o tratamento 

Durante o tratamento do câncer de mama, a alimentação pode ser adaptada para amenizar os efeitos colaterais das terapias, como quimioterapia e radioterapia. A nutricionista Thainara Gottardi explica que o suporte nutricional é fundamental nessa fase, pois uma dieta balanceada pode ajudar na recuperação mais rápida, na manutenção da massa muscular e no fortalecimento do sistema imunológico, que pode ficar comprometido durante o tratamento. 

Outro ponto crucial é a hidratação. O consumo adequado de água ajuda o organismo a eliminar toxinas, melhora a digestão e pode até aliviar alguns sintomas relacionados ao tratamento do câncer, como a constipação. 

Neste sentido, a nutrição desempenha um papel vital na saúde de forma geral, e no contexto do câncer de mama, ela ganha ainda mais relevância. “Alimentos adequados, aliados a um estilo de vida saudável, podem atuar na prevenção e no suporte ao tratamento, trazendo mais qualidade de vida para quem enfrenta a doença”, finaliza Thainara Gottardi.

Por fim, a especialista também recomenda sempre consultar um nutricionista para que a dieta seja personalizada e atenda às necessidades individuais de cada paciente, pois, com ações informadas e bem orientadas, a nutrição se torna uma ferramenta poderosa na luta contra o câncer de mama.


Medicina integrativa potencializa Terapia de Reposição Hormonal

À medida em que as mulheres se aproximam da menopausa, seus níveis de estrogênio variam e diminuem e muitas optam pela Terapia de Reposição Hormonal para elevar esse hormônio que tem muitas funções. Além de regular os ciclos menstruais, o estrogênio contribui para a resistência óssea e influencia na nossa temperatura, entre outros efeitos. Por isso, quando seus níveis ficam alterados, as mulheres podem ter vários sintomas.

Antes de iniciar a TRH é possível optar por tratamentos integrativos para potencializar o máximo possível a reposição hormonal por meio da mudança de comportamento aliada a fisiologia metabólica individual, criando um terreno biológico positivo para maior efetividade da TRH.

Logicamente, o uso de hormônio é para quem merece, não para quem quer pois é necessário avaliar as condições bioquímicas do paciente por meio de exames, seu histórico, sinais e sintomas. Neste caso, é importante avaliar o terreno biológico do paciente positivo, ou seja, se o paciente tem inflamação de baixo grau, intestino com disbiose, obesidade e outras doenças metabólicas, pois ele precisa ter o rigor de dose e resposta individual em um trabalho multidisciplinar.

Com mudança de estilo de vida que engloba a melhora do Sono, redução do Estresse, melhora do Intestino, Reeducação Alimentar e prática de Exercícios Físicos, a dosagem do hormônio é menor e capaz de trazer mais benefícios para esta nova fase da mulher, desde que ela mude seus hábitos de vida.

Já, em relação às formas de aplicação dos hormônios, deve se evitar a via oral e intramuscular. As melhores vias são através de adesivos, gel e dos famosos implantes, também denominados de chips. É importante ressaltar que dentro de uma medicina integrativa multidisciplinar, quanto melhor o terreno biológico menor é a dose resposta efetiva.

Sobre as opções de hormônios para o tratamento, muito médicos ainda insistem em usar famoso premarin, obtido da urina da égua prenha. É verdade que é um hormônio natural, mas, como é de uma espécie não humana, pode provocar vários efeitos colaterais.

Hoje, o hormônio mais indicado é estradiol bioidêntico ou isomolecular que, apesar de ser sintetizado em laboratório, tem a mesma estrutura molecular do estradiol que o ovário da mulher produz. É como se o seu ovário voltasse a produzir o hormônio, restaurando sua função e proporcionando uma melhora na qualidade de vida, desde o climatério até a menopausa e pós menopausa.

Existem muitas dúvidas sobre os riscos do uso dos hormônios. Uma delas é se ele pode aumentar o risco de câncer do endométrio. Na realidade, pode acontecer, mas isso pode ser evitado usando progesterona natural ou implantando um Diu medicado de progesterona no útero, pois a progesterona protege o endométrio do efeito proliferativo do estradiol.

A possibilidade de o hormônio aumentar o risco de câncer de mama é outro tema que divide os especialistas. Estudos mais recentes indicam que o uso isolado de estradiol reduz a incidência do câncer de mama, assim como o uso de testosterona. Para ser assertivo no uso da TRH, recomenda-se avaliação da mama antes de indicar os hormônios, além do Mapeamento Genético e avaliação do histórico familiar para se ter a dose adequada.

Já, sobre a influência do hormônio na prevenção de doenças cardiovasculares é importante ressaltar que as mulheres raramente infartam antes da menopausa, e esta proteção é dada pelo hormônio estradiol. Na realidade, a TRH em mulheres menopausadas reduz o risco cardiovascular em até 50%. Mesmo que a genética da pessoa seja favorável às doenças cardiovasculares, o que realmente impacta é seu estilo de vida.

Outro receio é se os hormônios podem engordar. Na verdade, um indivíduo obeso tem uma enzima chamada aromataze em suas células de gordura que pode transformar testosterona em estradiol, o que para mulher menopausada pode causar função estrogênica aumentada, impossibilitando a famosa perda de peso em gordura, por isso, é importante uma dose de resposta e um terreno biológico favorável.

Esse cuidado deve ser tomado quando se utiliza testosterona em homens, que pode ser aromatizado em estradiol, pois pode causar aumento das mamas e ganho de peso em gordura e diminuição da libido. Já, o hormônio testosterona para a mulher têm uma função primordial, a melhora da libido, além do aumento da massa muscular isenta de gorduras, sendo, junto com o estrogênio, um ótimo aliado contra a sarcopenia e osteoporose.

Outro benefício é o estradiol reduz risco de Alzheimer, especialmente quando ministrado antes dos 55 anos. Seus efeitos são potencializados quando a reposição é iniciada perto da época da menopausa, ou seja, quando a mulher estiver entrando no climatério. Os estudos mostram que 90% dos casos da doença estão atrelados a microbiota e intestino, devendo unir a modulação intestinal individualizada junto ao TRH.

É importante ressaltar que com uma medicina integrativa, com a mudança metabólica de comportamento, é possível realizar um tratamento multidisciplinar efetivo com impactos bastante positivos nesta nova etapa da mulher.

 



DR. LEONARDO PIMENTA - Doutor em Fisiologia Humana Metabólica pela Faculdade de Medicina ABC, Mestre em Fisiologia Humana Metabólica pela USJT/USP, com Pós-Graduações em Fisiologia do Exercício e Treinamento Desportivo pela FMU e Graduação em Educação Física pela FEFISA. O especialista também tem Extensão em Fisiologia Cardíaca e Exercício pela USP e Imersão a Avançada em Medicina Funcional Integrativa pela Academia Brasileira de Medicina Funcional Integrativa.Membro da Clínica do Dr. José Bento, é fundador e proprietário do CENFE- Centro Metabólico e Docente das Pós Graduações: Hi-Nutrition, Instituto Valorize e Coordenador das Pós Graduações Inspirar SP/Campinas e UNIABC - Grupos Especiais/Obesidade Clínica, Metabolismo e Intervenções.
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Com apoio da tecnologia, gestão hospitalar inteligente reduz tempo de internação de pacientes

Integração da rotina de hospitais com sistemas avançados de monitoramento de leitos agiliza atendimentos e torna gestão de recursos mais eficiente 

 

A otimização de processos, comum no mundo corporativo, está revolucionando também o ambiente hospitalar. Com o uso de sistemas avançados, hospitais monitoram em tempo real dados essenciais para a gestão de leitos, altas médicas e emergências. São painéis dinâmicos, inteligências artificiais e ferramentas digitais que facilitam a tomada de decisões e aceleram o atendimento. Em hospitais de Curitiba (PR), a adoção dessas tecnologias está aumentando a eficiência dos serviços, permitindo que mais pacientes sejam atendidos em menos tempo, sem comprometer a qualidade do cuidado.

Nos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, uma central de comando otimiza a ocupação dos leitos, acelerando a rotatividade, reduzindo o tempo de espera e ampliando a capacidade de atendimento. Desde o início de 2024, o Command Center funciona como uma torre de controle de aeroporto, operando 24 horas por dia, 7 dias por semana, para agilizar as decisões sobre internações, tratamentos e altas dos pacientes. "A partir do momento em que temos um giro de leito maior, conseguimos disponibilizar mais vagas rapidamente, o que é fundamental no contexto do atendimento pelo SUS no Hospital Universitário Cajuru, pois significa atender uma quantidade maior da população", explica o gerente administrativo dos hospitais, Leonardo Barchik.

A implementação do Command Center resultou na redução do tempo de espera por leito em meia hora no Hospital São Marcelino Champagnat, de julho até setembro de 2024, e na diminuição de 4,6% para 2% na taxa de reinternação na UTI do Hospital Universitário Cajuru, ao comparar os meses de março a junho de 2023 com o mesmo período deste ano. "Diante do grande volume de pacientes, especialmente no pronto-socorro, conseguimos estabelecer prioridades com base na gravidade dos casos e no tempo de espera, garantindo que ninguém fique sem atendimento", ressalta Barchik. Essa aplicação da tecnologia nos processos internos hospitalares não apenas otimiza o atendimento, mas também contribui para um sistema de saúde mais ágil e humanizado, proporcionando uma experiência melhor para os pacientes.



Trajetória do paciente


À medida que a demanda por serviços de saúde cresce, a otimização dos processos hospitalares se torna cada vez mais crucial. Desde sua implementação no segundo semestre de 2022, a ferramenta UpFlux, que complementa o Command Center, tem desempenhado um papel fundamental na rotina dos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, proporcionando uma visão detalhada sobre a jornada do paciente. 

Essa inteligência artificial monitora cada etapa do atendimento, desde a triagem até a alta, garantindo que as diretrizes de qualidade e segurança assistencial sejam seguidas rigorosamente. “Com o UpFlux, conseguimos acompanhar a jornada do paciente de forma mais precisa, o que nos permite agir rapidamente quando há desvios no tratamento”, explica Leonardo Barchik.

Ao integrar dados de consultas médicas, exames e procedimentos cirúrgicos, o UpFlux  auxilia as equipes hospitalares a implementar intervenções de forma oportuna e precisa. Graças a essa abordagem, a média de permanência dos pacientes no Hospital Universitário Cajuru foi reduzida de 6,6 para 4 dias em apenas um ano, resultando em uma diminuição de quase 40% na ocupação dos leitos. “Esse avanço não é apenas um ganho significativo em termos de eficiência operacional, mas, o mais importante, reflete na qualidade do atendimento oferecido aos pacientes, que podem retornar para casa mais rapidamente, com uma experiência mais satisfatória e segura”, complementa Barchik.



Medicina olho no olho

A Inteligência Artificial (IA) é, por vezes, vista como algo que pode prejudicar a interação humana. No entanto, há exemplos práticos que demonstram o contrário. O cardiologista Gustavo Lenci Marques, que atua nos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, utiliza ferramentas de IA que facilitam uma maior conexão com os pacientes. No consultório, ele utiliza a inteligência artificial generativa. Enquanto o paciente relata seu histórico de saúde e suas queixas, a ferramenta de IA absorve essas informações e as converte em texto. Assim, o médico não precisa fazer os registros manualmente durante a consulta, o que possibilita um atendimento mais atencioso e direto.

“Em vez de ficar olhando para o computador, o médico pode manter contato visual com o paciente. Em vez de digitar a receita, o médico conversa com o paciente, explicando, por exemplo: ‘você deverá tomar tantos miligramas deste medicamento, tantas vezes ao dia’. A ferramenta de IA, ouvindo, transcreve essas orientações em uma receita. Isso beneficia imensamente o paciente, pois eleva a qualidade do atendimento recebido. O médico também é beneficiado, já que não perde tempo com tarefas burocráticas. Esse processo torna o atendimento mais eficiente e fortalece a relação entre médico e paciente”, reflete o cardiologista.

Para o médico, a IA já faz parte do presente e, segundo ele, será a grande responsável pela evolução da Medicina. “Estamos presenciando uma nova revolução. Nos anos 1990 e 2000, vivenciamos a revolução da internet. Atualmente, estamos na era da revolução da inteligência artificial. Muitas pessoas temem essa mudança, mas é essencial  reconhecermos a IA como uma ferramenta que potencializa a ação do médico, servindo de suporte, e não de substituição. Esse é o foco do nosso trabalho”, conclui o especialista.

 

Hospital São Marcelino Champagnat

Hospital Universitário Cajuru



No Dia do Médico, SBGG reforça a importância do Geriatra

 Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia explica as atribuições deste especialista e como ele pode cuidar da saúde dos idosos

 

Dia 18 de outubro é uma data especial. Trata-se do Dia do Médico, profissional sempre presente na vida das pessoas; do nascimento à fase adulta, independentemente da especialidade. 

Por falar em especialidade, uma que é de extrema importância, mas não é muito lembrada pelas pessoas, é a geriatria. Mas, afinal, qual é o papel do médico geriatra? 

Dados do Censo Demográfico Brasileiro de 2022 mostram que a população idosa, de 60 anos ou mais, teve um aumento de 56% em relação ao Censo Demográfico de 2010. São cerca de 32.113.490 pessoas que estão nesta faixa-etária, que representam 15,6% da população do Brasil, que gira em torno de 203.080.756. 

À medida que esta parcela considerável da população cresce, aumenta também a preocupação em relação à saúde e ao bem-estar. Mas, para ser ter a tão sonhada longevidade com qualidade de vida, a ajuda de um médico que conheça o estado clínico geral do paciente e entenda o processo de envelhecimento é muito importante. E o profissional apto para esta função é o geriatra que, além de especialista no envelhecimento humano, realiza também prevenção, diagnóstico, tratamento, gerenciamento das condições clínicas e múltiplas doenças do idoso. “O médico geriatra está habilitado a identificar e a manejar doenças clínicas que em muitos casos necessitam de atenção de forma integrada e não fragmentada”, explica o médico geriatra, Dr. Marco Túlio Cintra, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), ao comentar que o geriatra também é capaz de diagnosticar precocemente uma doença e traçar planos de cuidados; do idoso plenamente funcional aos mais dependentes, incluindo os que estão em cuidados paliativos. “O geriatra é responsável por acompanhar a saúde da pessoa idosa como todo, identificando alterações normais do envelhecimento e condições clínicas frequentes nesta fase da vida. O trabalho deste especialista é complementar e auxiliar o idoso no gerenciamento da complexidade dos problemas médicos que podem surgir ao envelhecer.”
 

Características

Embora esta especialidade não seja nova e é parte do vocabulário da grande maioria dos brasileiros, ainda existem muitas dúvidas sobre a área de atuação destes profissionais. Segundo o Dr. Cintra, nenhuma outra especialidade desenvolveu tantos programas abrangentes e bem-sucedidos que melhoram a qualidade de vida dos idosos. Ele explica que o geriatra é um profissional médico importante para garantir a qualidade de vida da pessoa idosa, pois é capaz de avaliar e tratar de doenças buscando entender os fatores biopsicossociais que estão influenciando em cada caso, além de lidar com doenças como demências, hipertensão arterial, diabetes e osteoporose. “O geriatra também trata de problemas com múltiplas causas, como tonturas, incontinência urinária, imobilidade e tendência a quedas. Ele atua ainda em cuidados paliativos aos pacientes portadores de doenças sem possibilidade de cura”, revela.

 

Para não esquecer

De acordo com o presidente da SBGG, as consultas ao geriatra devem começar aos 55 anos, para que a pessoa quando for um idoso, tenha a melhor qualidade de vida possível. “O ideal é fazer um acompanhamento preventivo, justamente para identificar possíveis doenças no estágio inicial e já fazer o tratamento correto.” 

Em resumo, as principais atribuições deste especialista são:
 

Acompanhamento

Acompanha a pessoa idosa para promover um envelhecimento bem-sucedido, atuando na prevenção de doenças e perda de funcionalidade, além de tratar doenças já existentes.
 

Reabilitação

Atua na reabilitação de várias doenças ou condições físicas da pessoa idosa.
 

Tomada de decisões

Auxilia o paciente e sua família na tomada de decisões importantes sobre a qualidade de vida e o bem-estar do idoso.
 

Preservação da autonomia

Trabalha para preservar e recuperar a independência e a autonomia funcional dos idosos.
 

Atendimento integral

Realiza uma abordagem ampla da pessoa idosa, considerando o envelhecimento natural, as doenças e as demandas psicossociais.
 

Trabalho em equipe

Atua em conjunto com profissionais de outras áreas da saúde para garantir que os cuidados a pessoa idoas sejam completos e integrados.
 

Tratar diferentes doenças

Avalia, faz o diagnóstico e trata diferentes doenças, entre elas o Alzheimer e demais demências; Parkinson; Tremor Essencial; Alterações de Memória e Cognição; AVC; Depressão; Confusão mental, chamada Delirum; Osteoartrite, Osteoporose, Perda da Massa Muscular; Instabilidade da postura e quedas; Vertigens e Tonturas; Diabetes: Hipertensão Arterial; Insuficiência Cardíaca; Colesterol e Triglicerídeos altos; Insuficiência Cardíaca; Hipotireoidismo; Incontinência urinária ou fecal; Insônia; Perda da audição ou visão; Deficiência de vitaminas e nutrientes, Insônia e Câncer. 

“O médico geriatra também é capaz de avaliar e identificar complicações causadas pelo uso de medicamentos inapropriados para a idade ou em excesso, orientar sobre medidas de prevenção de idades e perda de funcionalidade; orientar sobre vacinação e uso de suplementos”, finaliza Dr. Cintra. 



Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – SBGG


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