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quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

Waze ajuda motoristas a se prepararem para as férias de fim de ano

Recursos do aplicativo buscam deixar as viagens mais rápidas e seguras

 

Para passar o máximo de tempo com a família e os amigos neste período de férias e evitar o trânsito desnecessário, confira esses recursos do Waze que ajudam os motoristas a chegarem rapidamente e com segurança aos seus destinos:

 

Planejando com antecedência

Nesta função, o motorista pode sincronizar seu calendário com o Waze para se manter atualizado sobre quando é hora de pegar a estrada e chegar ao seu destino no horário.

Para sincronizar o calendário, o caminho é: Menu > Configurações > Percursos Planejados > Conectar Agenda.

 



Histórico de acidentes

A mais nova adição ao Waze são os alertas de histórico de acidentes, que notificam os motoristas sobre estradas propensas a acidentes ao longo da viagem. Ao continuar trazendo mais recursos de segurança para as viagens, o Waze tem como objetivo proporcionar mais tranquilidade em cada viagem. Esse recurso é automático e não precisa ser ativado no aplicativo.

 


Preços do pedágio

Esta funcionalidade permite que os motoristas calculem os preços de pedágio e se planejem financeiramente antes de começar a viagem. Se houver um pedágio em uma rota sugerida, uma notificação ficará visível para o motorista. 

Os motoristas que tiverem passes de passagem automática em pedágios podem inserir essa informação no Waze e ela será considerada na escolha de faixas. Para inserir, o clique em: Menu > Configurações > Detalhes do veículo > Passes de pedágio e alta ocupação.

 



Faróis ligados

A exigência de manter os faróis ligados ao dirigir, mesmo durante o dia, em rodovias estaduais e federais é lei em quase todo Brasil.

O Waze possui um recurso que lembra o usuário de acender os faróis de seu veículo assim que ele entra em alguma estrada. Após colocar um destino, o usuário recebe alertas a uma distância de 200 a 300 metros da entrada na rodovia.

 

 

Compartilhamento de rotas

Use o Waze para compartilhar sua hora prevista de chegada com outras pessoas antes de partir para um destino, para que amigos e familiares possam saber quando você chegará sem precisar enviar mensagens de texto que causem distração.

 

Para ativar, basta escolher uma rota e depois clicar em “Compartilhar percurso”. 

 


 

Lembrete de Criança 

O Lembrete de Criança é um alerta personalizável lembra os usuários de verificar se há crianças no carro antes de trancar as portas, mas também é útil para animais ou itens como compras, malas, ou algo que você precisa ser lembrado de fazer após uma longa viagem.  

Para ativar, basta o motorista acessar: Menu > Configurações > Lembretes > Lembrete de criança. Para personalizar a mensagem, selecione “Mensagem personalizada”, digite o texto e clique em “Pronto”.



waze@smartpr.com.br

 

Os primeiros 90 dias de um CISO: por onde começar


Com a falta crítica de profissionais, cada vez mais os CISOs são mais jovens. Uma pesquisa realizada pela Boyden no Brasil, há pouco mais de um ano, apontou que 93% dos diretores de Segurança da Informação brasileiros têm entre 30 e 49 anos. E esses profissionais iniciam sua carreira executiva precisando fazer uma combinação entre proficiência técnica e habilidades de liderança para comandar uma área de Segurança da Informação. 

Embora esta não seja mais uma função puramente técnica, os CISOs precisam ser capazes de se comunicar de forma eficaz com seus times, compreender a evolução dos riscos de segurança e da tecnologia de proteção de dados, e articular questões e soluções de segurança complexas para executivos, que geralmente não têm o mesmo nível de conhecimento técnico. 

Para CISOs que estão começando em uma nova organização que possui sistemas de governança e segurança de dados desconhecidos, os primeiros 90 dias podem ser desafiadores, para dizer o mínimo. Esse profissional terá como responsabilidade, neste período, garantir uma base de segurança sólida o mais rápido possível. Mas por onde começar? Reuni algumas considerações que podem ser importantes.

 

Garantir a segurança é essencial 

A primeira delas, e mais importante, é começar entendendo quais são as vulnerabilidades de segurança que essa organização tem. Mesmo que a empresa já conte com uma série de sistemas e aplicações para garantir a segurança da informação, uma infraestrutura de TI desconhecida, aliada a milhares de funcionários e diversas aplicações em nuvem, representam um conjunto desconhecido de riscos que um CISO precisa avaliar antes de poder abordá-los e priorizá-los. Cada segundo que existe uma lacuna de segurança representa uma ameaça para toda a organização. 

O segundo ponto é construir uma base de comunicação e coordenação transparente com a equipe, pares e o nível executivo. Por isso, é preciso manter um canal aberto com todos os stakeholders envolvidos – alinhando demandas técnicas aos objetivos do negócio e apresentando soluções para pessoas não técnicas. 

O terceiro ponto é a obtenção da adesão dos stakeholders para as inciativas de segurança. Conseguir o buy-in e o orçamento para fazer as mudanças necessárias pode ser difícil. Isso vai exigir que o CISO defenda de maneira firme a importância da segurança – o que, diga-se de passagem, não é muito simples. No Brasil a segurança muitas vezes ainda é vista como um gasto desnecessário, visto que o país está sempre no topo dos mais atacados no mundo. 

O quarto e o último ponto é a capacidade de lidar com momentos de redução de custos. Este ano, por exemplo, o mercado sentiu a restrição de orçamento após o primeiro trimestre. Isso exige do novo CISO a visão estratégica e operacional para consolidar soluções, melhorar fluxos de trabalho e negociar com fornecedores – garantindo que as medidas necessárias de segurança sejam tomadas, apesar do orçamento menor.

 

Plano de ação para os primeiros 90 dias 

Ter um plano de ação em vigor para os primeiros dias pode ajudar os CISOs a priorizar as ações que precisam tomar, com base no que aprenderam sobre os sistemas e dados existentes na empresa. Isso significa reduzir a sensação de sobrecarga e trabalhar estrategicamente em direção aos objetivos de negócios. 

Nesse caso, o primeiro passo é realizar uma avaliação de riscos de dados que permite ao CISO identificar vulnerabilidades e riscos no perímetro e nos endpoints, encontrar pontos em que é possível simplificar a conformidade, e priorizar riscos, de acordo com as necessidades do negócio. 

O segundo passo é contar com uma solução que possa detectar e responder prontamente quaisquer violações potenciais. Neste ponto, as soluções DSPM [Data Security Posture Management, na sigla em inglês] possibilitam o monitoramento proativo de alertas e investigação de ameaças, o desenvolvimento de um modelo de ameaça personalizado, com respostas automatizadas e atualizações regulares para revisar as descobertas de segurança. 

O terceiro passo é entender a estrutura de nuvem da empresa. Na medida em que aumenta a adoção de serviços em nuvem, os CISOs precisam saber onde estão os riscos em cada ponto de contato para que possam priorizar cada risco e implementar a segurança necessária. Isso inclui fatores como monitoramento de identidade na nuvem, capacidade de detecção de alterações no ambiente e desvios de conformidade. 

O terceiro passo desse plano de ação é a criação de relatórios e dashboards que ajudem o CISO a monitorar o ambiente, bem como entender se os dados confidenciais e mais importantes da organização estão seguros. Para isso, é preciso compreender com exatidão a localização desses dados, bem como monitorar acessos e atividades não autorizadas. Esse passo, em especial, é bem relevante: dados vazados podem gerar infrações na LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), e onerar a empresa com multas – além do custo reputacional de um vazamento.

Para resumir, enfrentar o desafio do cargo de diretor de Segurança da Informação não é fácil. Além dos aspectos gerenciais, as vezes é preciso fazer uma alteração estratégica na tecnologia para garantir a segurança necessária. Certamente, uma alteração de rota não é algo muito simples, mas as dores de uma mudança repentina certamente serão bem menores do que enfrentar as consequências de um cibercrime.

 

Carlos Rodrigues - Vice-Presidente da Varonis para América Latina


ESG na Saúde: iniciativa estima economizar R$ 20 mi por ano em papel, o equivalente a 66 mil árvores

 

Solução desenvolvida pela FCamara gera valor e aumenta práticas sustentáveis para grande rede de saúde brasileira

 

Com o crescimento da consciência ambiental e a preocupação com a saúde em meio às mudanças climáticas, muitas empresas têm adotado políticas para garantir a sustentabilidade de suas operações e minimizar o impacto no planeta, gerando valor para si e para o mundo. Nos últimos dois anos, foram investidos mais de R 119 milhões em práticas ESG no setor da saúde, com impacto direto em mais de 4,2 milhões de pessoas em todo o Brasil, de acordo com um estudo realizado pela Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp). 

A urgência em adotar tais medidas é mais do que uma questão de normatização; ela tem sido vista pelos gestores como um compromisso com a sociedade. O mercado de saúde, por exemplo, ainda enfrenta um desafio complexo de digitalização de processos, cujas informações trafegam com uso excessivo de papel – um processo que traz desperdício de recursos da Terra, tempo e dinheiro. 

Com isso em mente, a multinacional brasileira FCamara, ecossistema de tecnologia e inovação que potencializa o futuro de negócios, desenvolve projetos personalizados para entender como melhorar os conceitos sustentáveis dentro das empresas. Em uma das propostas, criada especialmente para uma companhia que reúne uma rede de saúde, estima-se uma economia de R 20 milhões em papel no período de um ano, o equivalente a 66 mil árvores. 

“Quando iniciamos o processo de imersão na jornada de atendimento físico, que historicamente faz uso excessivo de papel, nosso grande objetivo foi questionar o uso de cada folha usada e encontrar oportunidades de redução", conta Marcos Moraes, diretor da vertical de saúde da FCamara. 

O projeto traz significativa geração de valor aos empreendimentos e proporciona ao cliente, além do alcance das metas econômicas, atingir aquelas que são ligadas ao compromisso de sustentabilidade. Segundo o executivo, gerar valor de verdade se baseia, também, em conseguir endereçar todo o ecossistema, o que quase sempre envolve a articulação entre diferentes players e acomodação de seus conflitos de interesse. 

“Nossa abordagem tem como objetivo identificar oportunidades de geração de valor para o negócio. Tais oportunidades se dividem em quatro grupos principais: aceleração de vendas, aumento de eficiência operacional, ativação de novas fontes de receita e projetos de impacto e ESG. O processo se inicia com a identificação das oportunidades, seguida pelo desenho da solução e pela elaboração de um business case, que estabelece expectativas de retorno, prazos e resultados econômicos”, conclui Marcos.

 

FCamara


Quatro estratégias para superar os desafios de gestão em 2024

A cada novo ano, os desafios de gestão persistem. Administrar uma gama de tarefas e atividades diárias dentro de uma organização nunca é uma tarefa simples. À medida que nos aproximamos do início de um novo ciclo, surge o momento oportuno para líderes e gestores revisarem suas estratégias, superando os obstáculos que estão por vir.

No entanto, antes de projetarmos o futuro, é crucial refletirmos sobre o passado. As expectativas para o ano de 2023 se resumiam em uma palavra: retomada. Após dois anos de pandemia, a reestruturação do mercado era algo mais do que esperado. De fato, esse objetivo foi conquistado por diversos setores, mas um outro fator roubou a cena: o avanço da transformação digital. Sem dúvidas, esse ano foi marcado pela chegada de novas tecnologias e a popularização da Inteligência Artificial, que enfatizou a importância das empresas se adaptarem à essa nova realidade.

Diante do atual cenário que foi construído, a palavra-chave que permeia 2024, é adaptabilidade. Ou seja, estamos em um caminho sem volta, em que não existe mais a dissociação entre a tecnologia e negócios, até porque, dentro das organizações, cada vez mais uma área vem se aproximando da outra.

Como prova disso, de acordo com a IDC, o papel das lideranças de TI está ganhando importância nas áreas de negócios, sendo que 82% desses profissionais se sentem pressionados a implementar ou utilizar novas tecnologias na empresa, e 62% participam ativamente das tomadas de decisões estratégicas de diversas áreas.

Certamente, implementar tais mudanças em tempo real com toda a equipe é uma missão desafiadora. Até porque, dependendo da forma em que essa abordagem é feita, pode causar sérias dificuldades em efeito cascata. Diante disso, é crucial que a empresa tenha estratégias bem estabelecidas nessa jornada. Confira quatro delas:

#1 Invista na cultura organizacional: A cultura organizacional é a base de uma organização. É crucial investir no estabelecimento de valores, missão e propósito claro, alinhando-os com as práticas diárias. Uma cultura sólida fortalece a identidade da empresa, influencia as decisões dos colaboradores e contribui para um ambiente de trabalho mais coeso e produtivo.

#2 Estabeleça a comunicação interna: Uma boa comunicação é a base para o sucesso de qualquer organização. Ter um bom diálogo aberto com o time previne erros, retrabalhos, eventuais conflitos e agrega um clima organizacional benéfico para todos. Obviamente, essa não é uma tarefa simples, sendo considerado um dos grandes desafios. Sendo assim, uma alternativa para isso é centralizar as informações para que não haja ruídos, seja aumentada a transparência e elimine possíveis dificuldades nesse processo como um todo.

#3 Invista no desenvolvimento e capacitação da liderança: Os líderes desempenham um papel crucial na condução da equipe e no alcance dos objetivos organizacionais. Investir no desenvolvimento de habilidades de liderança é essencial para aprimorar a capacidade de orientar, motivar e inspirar os colaboradores. Programas de treinamento, mentoria e coaching são ferramentas valiosas para capacitar os líderes, tornando-os mais eficazes na gestão de equipes e na resolução de problemas.

#4 Adote um ERP: Para que a gestão seja realmente eficaz e minimize seus desafios, é crucial manter o gerenciamento de dados em dia. Nesse contexto, a implementação de um ERP se destaca como uma ferramenta essencial. Por meio do ERP, é possível aplicar um controle operacional especificado, garantindo uma gestão eficiente e estabelecendo uma integração mais sólida entre as diversas áreas da empresa. Essa integração possibilita uma resposta rápida a possíveis problemas e situações adversárias, promovendo uma tomada de decisão embasada em informações consolidadas.

A chegada de um novo ano é marcada pelo momento de criar metas e planos. É importante que essa prática também faça parte do planejamento estratégico, porém, mais do que uma simples “promessa”, que seja uma ação a ser executada com afinco ao longo de todo o próximo ano. Afinal, para dizer adeus à gestão velha, é preciso estar aberto para o novo.

 

Aline Labres - Analista de RH Sênior da  Keep.

 

As tecnologias digitais podem melhorar a qualidade da prestação dos serviços de saúde?

 

As tecnologias digitais podem melhorar a saúde de várias maneiras. Por exemplo, os registos de saúde eletrônicos podem apoiar ensaios clínicos e fornecer dados observacionais em grande escala. Estas abordagens sustentaram várias descobertas durante a pandemia da covid-19.  

A tecnologia digital é muito promissora, mas é preciso argumentar que, no geral, as transformações digitais não proporcionarão benefícios de saúde para todos sem um realinhamento fundamental e revolucionário.

A digitalização exige mudanças tanto no trabalho como na cultura das organizações. No entanto, mudar as formas de trabalho estabelecidas pode ser um desafio e os profissionais podem ter dificuldades na adaptação das novas tecnologias digitais às práticas de trabalho. 

Estão sendo levantadas preocupações globais sobre a preparação, capacidade e adaptação dos profissionais a esta transformação digital bastante rápida do trabalho. É importante uma compreensão atualizada das experiências dos profissionais de saúde ao aumento da digitalização e aos seus efeitos no seu trabalho, uma vez que desempenham um papel fundamental na consecução dos objetivos da transformação digital, como melhorar a produtividade, a eficiência, o fluxo de informação e qualidade do atendimento.  

As transformações digitais não podem ser revertidas. Mas devem ser repensadas ​​e mudadas. Apelar à investigação e expansão das tecnologias digitais de saúde não é um otimismo tecnológico equivocado, mas uma oportunidade séria para impulsionar mudanças tão necessárias. Sem novas abordagens, o mundo não alcançará os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para 2030. 

No entanto, nenhuma inovação técnica ou investigação trará benefícios equitativos para a saúde provenientes das tecnologias digitais sem uma avaliação profunda de sua institucionalização como método de trabalho. Esta transformação só será alcançada por meio de uma estratégia estrutural nacional para a saúde digital. 

Há uma necessidade desesperada de recuperar as tecnologias digitais para o bem das sociedades. A saúde de qualidade que queremos depende disso.

 

 Mara Machado - CEO do Instituto Qualisa de Gestão (IQG), que há quase 30 anos capacita pessoas e contribui com as instituições de saúde para reestruturar o sistema de gestão vigente, impulsionar a estratégia de inovação e formar um quadro de coordenação entre todos os atores decisórios.


RH 2024: como montar um planejamento estratégico assertivo?

Ano novo, vida nova. Com o final de 2023 se aproximando, muitas empresas já começaram a organizar seu planejamento estratégico para 2024, identificando o que deve ser mantido e aquilo que precisa ser aperfeiçoado em todas as áreas. No RH, esse redirecionamento é fundamental para assegurar seu papel estratégico ao negócio e aos times e, a forma com a qual a empresa conduzirá este plano fará toda a diferença para começar o próximo ano com o pé direito.

Muito vem se falando, recentemente, nas maiores tendências que este setor vem vivenciando em termos de transformação digital e inovações tecnológicas, e que costumam ser levadas em consideração ao elaborarem este planejamento.

Porém, é importante ter em mente que adotar essas tecnologias ou outros temas, como diversidade e inclusão, flexibilidade, automatização ou ações semelhantes, meramente por serem tendências do mercado, não é estratégico. Um bom planejamento está muito mais relacionado ao diagnóstico profundo da empresa em seus últimos anos e, com base nisso, compreender o que precisa ser ajustado para que cheguem aonde desejam.

Nenhum empreendimento pode ser estático no modo de operar. Novas demandas e necessidades surgem a todo momento, o que exige uma leitura de ambiente periódica para que consigam compreender o que deve ou não ser priorizado daqui para frente. Este processo em si, na prática, é mais importante do que o resultado a ser conquistado, pois é a partir da determinação desta cadência e da disciplina de execução que as metas serão atingidas em um movimento natural e consequente.

Desta forma, antes de decidir adotar algum recurso robusto ou que está em alta no mercado, é importante que estes responsáveis pelo planejamento do próximo ano façam uma leitura de cenário completa, analisando o que faz sentido ou não de permanecer vigente e manter a maior clareza possível sobre o que é esperado pela companhia. Aqui, uma boa comunicação é parte indispensável para que os planos se mantenham alinhados às expectativas de todos.

Um planejamento de sucesso não precisa incluir ações ou metas grandiosas. Pequenos passos são tão valiosos quanto, criando protótipos e garantindo que os times permaneçam engajados na causa. Mas, é preciso que haja a compreensão de que ajustes podem ser necessários, e a presença desta flexibilidade e adaptabilidade é essencial para os alinhamentos de rotas necessários a favor da conquista das metas estipuladas.

O futuro acontece no agora, e o hoje depende de muitas perguntas e respostas. Há poucas semanas para o fim deste ano, sua empresa precisa se questionar sobre o que pode fazer com os recursos que já possui, quais métodos incorporar, e nunca se estagnar frente às mudanças necessárias de serem feitas. Um olhar criterioso sobre o porquê cada processo será implementado é a melhor forma para que todos estejam alinhados e engajados para um 2024 ainda melhor para a sua empresa.

 


Thiago Xavier - sócio da Wide, consultoria boutique de recrutamento e seleção.

Wide


Onda de calor extremo: como se proteger e evitar riscos à saúde

Especialista da rede Meu Doutor Novamed explica os efeitos das temperaturas elevadas no organismo e dá dicas sobre cuidados essenciais

 

O Brasil vem enfrentando uma onda de calor intenso nas últimas semanas, devido à passagem do El Niño pelo país, e especialistas em meteorologia apontam que o pico de sua atividade deve acontecer em dezembro, com agravamento dos extremos climáticos. O aumento das temperaturas e o clima seco, principalmente no Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste, assinalados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) acendem um importante alerta sobre o impacto direto das condições do clima na saúde, principalmente nos sistemas vascular e respiratório. 

De acordo com o médico de família Arthur Zanolla, da rede de clínicas Meu Doutor Novamed em Belo Horizonte, a exposição prolongada ao calor pode provocar inúmeros efeitos no organismo, incluindo situações mais graves, capazes de levar à hospitalização. “Sabemos que o calor muda a forma que o corpo humano funciona, comprometendo a execução de várias funções vitais. Ele pode resultar em exaustão, insolação e hipertermia. De acordo com os estudos realizados nas ondas de calor que atingiram a Europa nos últimos anos, este fenômeno está associado a um aumento do risco de morte, especialmente entre pessoas portadoras de doenças cardiovasculares e pulmonares”, destaca o doutor Zanolla. 

O especialista ressalta, ainda, que o calor excessivo diminui a umidade relativa do ar, o que pode elevar problemas respiratórios e provocar ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz. 

“Essa baixa umidade significa menos partículas de água dispersas no ar que respiramos. Na prática, isso quer dizer que substâncias poluentes permanecem flutuando por mais tempo, gerando consequências principalmente para pessoas portadoras de doenças respiratórias. Dentre os sinais de que o ar seco pode estar fazendo mal estão: tosse persistente, falta de ar e sangramentos nasais. E, quando não melhora, é preciso procurar por assistência médica”, ressalta.

 

Calor excessivo e os efeitos na saúde 

O médico explica que os problemas podem ser categorizados em leves, moderados e graves. Entre os transtornos considerados leves estão o eczema (popularmente conhecido como brotoeja), o inchaço das pernas e sintomas relacionados à redução da pressão arterial. 

“Esses problemas podem ser resolvidos de forma simples, retirando a pessoa do ambiente com exposição ao calor e refrescando a pele”, comenta o especialista, que alerta para os efeitos dos demais quadros na saúde: “dentre as complicações consideradas moderadas, podemos destacar as cãibras, causadas pela desidratação e pela falta de sais minerais no corpo. Já entre as graves, temos a exaustão pelo calor, que consiste na desidratação intensa, causando fraqueza e sensação de desmaio persistente. Nestes casos, a pessoa deve receber hidratação oral também com eletrólitos e ser levada a um ambiente com temperatura amena – em que haja ar-condicionado ou água fria corrente, por exemplo –, capaz de diminuir a temperatura corporal”, explica o Dr. Arthur. 

Ao mencionar os sintomas de maior gravidade, que exigem muita atenção, o especialista cita os principais aspectos que devem ser observados: 

“Os quadros considerados graves são a insolação e a exaustão pelo calor. Essas condições são caracterizadas pela disfunção orgânica (quando algum órgão ou sistema para de funcionar), associada nos quadros moderados e leves. Pessoas que apresentem esses sinais de forma persistente por mais de uma hora após receber hidratação adequada e resfriamento corporal, ou com temperatura acima de 39 graus celsius, devem ser levadas para avaliação médica, pois correm risco de vida”, alerta o Dr. Arthur Zanolla.

 

Cuidados essenciais 

Para evitar maiores complicações nessa temporada de calor forte, que deve permanecer ainda até o fim do verão, o médico de família da Meu Doutor Novamed enumera alguns cuidados básicos, que podem beneficiar a saúde especialmente durante as ondas de calor:

 

1. Mantenha sua casa e seu local de trabalho fresco. A temperatura interna não deve ultrapassar 32º C. Formas de manter o ambiente fresco incluem janelas abertas para promover a circulação do ar, ventiladores e aparelhos de ar-condicionado, além de evitar o uso de aparelhos elétricos que gerem calor.

 

2. Evite atividades físicas intensas em local aberto. Busque realizá-las no período mais fresco do dia (antes das 7h da manhã) e evite se expor ao calor nos momentos mais quentes do dia – especialmente entre 10h e 15h.

 

3. Beba bastante água, e o máximo de líquidos frios possível, a menos que você tenha contraindicação médica para essa ingestão. Importante lembrar que bebidas à base de cafeína e álcool podem provocar desidratação.

 

4. Ondas de calor são momentos em que pessoas com fatores de risco ficam mais vulneráveis. Confira se seus familiares, bem como vizinhos idosos que vivam sozinhos, estão se cuidando adequadamente – este grupo é especialmente vulnerável a complicações graves do calor.

 

5. Outro ponto de atenção é a aceleração da decomposição dos alimentos, aumentando o risco de intoxicação alimentar e transmissão de doenças. Devemos buscar pequenas refeições leves, com alimentos frescos.

 

Meu Doutor Novamed


Marcas e eventos x Geração Z: por que a falta de representatividade ainda é grande?

Nos últimos anos, tenho participado de vários eventos de segmentos diferentes para estar inteirado com os mais diversos assuntos e cada vez mais percebo a falta de representatividade da Geração Z. Recentemente, estive em um congresso de empresas de pesquisa e o número me assustou bastante. De uma média de 200 pessoas, menos de 5% dos participantes faziam parte da GenZ. Por quê?

Quando falamos de pesquisa de comportamento de consumo do brasileiro, uma das demandas aparentes é como as novas gerações lidam com as marcas. Subentende-se que as empresas maiores estão olhando para estratégias dos próximos 5 anos, para os novos consumidores, fazendo divisões dentro da Gen Z: a mais nova e a mais velha, percebendo que a GenZ mais nova se conecta com a Geração Alpha, entre outros pontos.

Por essa razão, não faz sentido as empresas conduzirem estudos que envolvam as gerações mais novas, sendo que este grupo não faz parte das discussões de um congresso de empresas de pesquisa. Afinal, a partir do momento em que o consumidor não está presente dentro de uma cadeia, concluímos que ele não está sendo escutado. Se não está sendo ouvido e se não se vê representado, deixa de consumir.

E muitas vezes esse problema começa dentro da própria empresa. Em vários eventos em que participo, a própria curadoria não é diversa. As pessoas de grupos minorizados estão nas empresas sem ocupar as posições que participam da tomada de decisão, da criação de produtos, dos serviços, de abordagens. Isso acontece porque a conversa não costuma chegar para esse grupo.

É a partir desta constatação que surge um questionamento: como as empresas querem conduzir estudos se não estão trazendo essas pessoas para próximo? Convenhamos, é bem fácil lançar um estudo falando que a Geração Z não está se adaptando ao mercado de trabalho, do que admitir que, na verdade, é o mercado de trabalho atual que não está se adaptando às demandas das novas gerações.

No entanto, é possível mudar este cenário e quebrar o ciclo de culpabilizar a próxima geração. Aconteceu com os millennials, agora é com a GenZ. Ao promovermos debates intergeracionais saudáveis e que funcionam, conseguimos diminuir as diferenças de comportamento e passamos a ter mais assertividade nas estratégias de negócios, de produtos e também de serviços.

É importante lembrar que tudo que estamos criando para o consumidor final tem que trazer o consumidor final para o centro da estratégia, não há outro meio eficaz de fazer esse processo. Por isso, não dá mais para excluir ou marginalizar consumidores. É difícil não ser representado e ainda mais difícil se sentir à vontade em um local quando você é o grupo minorizado. 

Essa situação me fez constatar o quanto a academia ainda está distante da pesquisa de mercado e também da realidade. Ter acesso a universidades e a centro de estudo de pesquisa não faz parte da vida de todos os brasileiros. São poucos jovens de periferia que conseguem, por exemplo. Então é incabível que um ingresso considerado ‘meia entrada estudante’ custe por volta de R$ 500 reais, pois dificilmente um estudante terá esse dinheiro para conseguir pagar e estar presente.

Diante disto, é fundamental que existam outros planos de incentivo para que essas pessoas participem e tenham protagonismo, conseguindo também o palco. O local de fala importa. Ninguém representa cultura ou comunidade, mas o fato de você trazer um porta voz de um lugar diferente, com um recorte distinto, faz com que a janela desse grupo minorizado fique mais aberta para mostrar o quanto são vastos os campos e como estão sendo pouco explorados hoje pelos mercados e pelos clientes.

 

Luiz Menezes - fundador da Trope, uma consultoria de geração Z que ajuda marcas a rejuvenescerem suas estratégias de negócio. Aos 24 anos, Luiz é nativo digital, creator, apresentador, empresário e empreendedor. Fundou a Trope em 2021 e hoje a empresa busca facilitar a entrada de nativos digitais, ou seja, a geração Z, no mercado da comunicação, tornando-os aptos a ocupar posições de destaque e de tomada de decisão, promovendo um ecossistema mais plural, inclusivo e diverso. Luiz fez parte da co-criação da Pato Academy, empresa com foco em desmistificar hacking e tecnologia através de educação. Recentemente, fundou o InstitutoZ, braço especializado em estudos de comportamento de consumo da Geração Z, feitos pelo olhar de nativos digitais. Atua com comunicação há 7 anos, tendo feito projetos para marcas como Mondelez, Meta, Itaú, Ecossistema Ânima, P&G, Embelleze, entre outras.


Como utilizar a segunda parcela do 13º da melhor maneira possível?

 Especialista em finanças pessoais dá alguns conselhos sobre o que fazer com o dinheiro

 

Até o próximo dia 20 de dezembro, a segunda parcela do salário do décimo terceiro deve ser disponibilizada para todos os trabalhadores com carteira assinada, aposentados, pensionistas e servidores públicos. No entanto, é preciso tomar cuidado para não gastar todo o dinheiro de uma vez.

O pagamento do décimo terceiro pode ser feito de duas formas: em uma parcela, com o valor total, ou em duas parcelas, opção geralmente escolhida pela maioria das empresas. O valor equivale a um mês de salário líquido, descontando o Imposto de Renda e o INSS na segunda parcela. Para quem não tem um ano de registro em carteira, o cálculo do pagamento é feito pela divisão da remuneração integral por doze (número de meses do ano) seguida da multiplicação do resultado pelo número de meses trabalhados. 

Segundo o especialista em finanças pessoais, João Victorino, o décimo terceiro salário é bastante valorizado pelo brasileiro, que costuma contar com esse dinheiro, principalmente para quitação de dívidas e para as compras que ocorrem no final do ano. Porém, é importante saber administrar a quantia recebida, para que o orçamento não seja prejudicado por gastos mal planejados.

Com este alerta, João explica que o uso do décimo terceiro pode variar de acordo com a situação financeira específica de cada pessoa. “Não existe fórmula mágica sobre como utilizar esse dinheiro. Dependendo do seu planejamento financeiro, pode ser viável guardar (investir) o valor ou destiná-lo para opções de lazer. Agora, se você tem dívidas, o ideal é utilizar o montante para pagar essas obrigações e assim retomar o controle de sua vida financeira”, afirma.

No entanto, para trabalhadores autônomos, não existe uma estrutura de pagamento regular, como um salário mensal, e, portanto, não há um décimo terceiro salário garantido. Autônomos geralmente têm que gerenciar suas finanças de forma diferente. Se você é autônomo e deseja criar uma reserva de dinheiro para despesas extras no final do ano ou em outras épocas, João Victorino lista 3 etapas que você pode seguir:

1. Estabeleça um orçamento: Comece por criar um orçamento para o seu negócio e outro para as suas finanças pessoais. Isso ajudará você a entender suas receitas e despesas;


2. Economize sempre: Reserve uma parte das suas receitas para economizar. Você pode definir uma porcentagem fixa ou um valor específico a ser poupado a cada mês;


3. Invista todos os meses: O valor que você conseguir economizar poderá ser investido no produto que você escolher, como aqueles de renda fixa, por exemplo. É possível programar uma aplicação automática para que você “se obrigue” a economizar todos os meses e tenha o equivalente ao 13º no final do ano.

O especialista alerta que o autônomo deve ter disciplina financeira e um planejamento cuidadoso para que possa atender às despesas regulares e ainda economizar para despesas inesperadas ou extras, como um décimo terceiro. “O principal é conseguir manter registros financeiros precisos e consultar um profissional de finanças ou contador, se necessário, para obter orientações adicionais específicas para sua situação”, finaliza João.


João Victorino - administrador de empresas e especialista em finanças pessoais, formado em Administração de Empresas, tem MBA pela FIA-USP e Especialização em Marketing pela São Paulo Business School. Após vivenciar os percalços e a frustração de falir e se endividar, a experiência lhe trouxe aprendizados fundamentais em lidar com o dinheiro. Hoje, com uma carreira bem-sucedida, João busca contribuir para que pessoas melhorem suas finanças e prosperem em seus projetos ou carreiras. Para isso, idealizou e lidera o canal A Hora do Dinheiro com conteúdo gratuito e uma linguagem simples, objetiva e inclusiva.


Faça um bom planejamento pessoal para 2024 e melhore sua vida profissional


Do ponto de vista de planejamento para o ano, muito do que se faz nas empresas pode e deve se aplicar para as pessoas individualmente, em suas vidas pessoais. Afinal, ao mesmo tempo em que somos um só, desempenhamos papéis distintos, no meu caso: filho, pai, marido, amigo, profissional, entre outros.

E como não somos perfeitos, sempre é possível melhorar no desempenho de cada uma destas funções que exercemos na nossa vida. Porém, é preciso avaliar algumas questões: que aspectos do meu caráter poderiam ser melhores? Nascemos com um determinado temperamento e fomos educados em uma determinada família. Isso é uma bagagem forte que carregamos. Mas em qual aspecto podemos evoluir?

Um aspecto que parece óbvio, mas por alguns costuma ser negligenciado, é a nossa própria carreira. Muitas vezes costumamos delegar esta responsabilidade para a empresa em que trabalhamos, mas na realidade, é uma responsabilidade de cada um. Nós temos que ter o controle sobre os planos, enquanto os resultados podem vir ou não, pois dependem de muitos fatores.

Por essa razão, é importante olhar para a nossa carreira de forma bastante profissional e séria. Convenhamos que se você não se importa, porque a empresa deveria? A organização em que você trabalha pode, a qualquer momento, encontrar alguém para desempenhar o seu cargo. O mercado é competitivo e, às vezes, cruel e injusto. É preciso estar preparado.

Com isso, reafirmo que somos responsáveis pelo desenvolvimento das nossas capacidades. Por isso, precisamos nos perguntar: onde queremos chegar? Cargo, empresa, função, salário, entre outros fatores. O que precisamos para isso? Quais capacidades? Por quais funções precisamos passar antes de chegar no nosso objetivo?

O mundo muda cada vez mais rápido e sendo assim, não precisamos “escrever as coisas na pedra”, justamente porque nada costuma durar para sempre. Todavia, é fundamental ter um plano e estarmos atentos aos constantes sinais do mercado. Fazer um planejamento ajuda a lidar com essas inconstâncias sem se sentir perdido.

Faça alguns questionamentos: Quais capacidades precisamos desenvolver? Como sabemos que estamos no caminho certo? Estamos progredindo em um idioma? Afinal, podemos estar fazendo muitas aulas, mas as pessoas compreendem o que eu digo, consigo ler livros mais difíceis, quantas consultas faço ao dicionário quando estou lendo um texto em inglês?

Também é importante avaliar se é o momento adequado para começar a adquirir algumas capacitações técnicas. Novamente, se questione: eu tenho alguma certificação (profunda, não qualquer uma que o mercado oferece) ou alguma pós-graduação? E quanto às famosas softskills? É fundamental se conhecer por completo, acredite.

Como essa nossa atitude, passamos a desenvolver um senso maior de responsabilidade. É fundamental termos em mente que ser melhor profissional ou ser mais produtivo não tem a ver com a quantidade de horas em que estamos no escritório. Tem a ver com o tempo que levamos para executar nossas tarefas.

Neste sentido, podemos perceber que um bom planejamento pessoal está diretamente ligado ao nosso ‘eu profissional’, pois quando esse plano está estruturado, conseguimos entender quais devem ser as nossas prioridades no momento e como devemos fazer para atingir os nossos objetivos, em qualquer âmbito da vida.


Pedro Signorelli - um dos maiores especialistas do Brasil em gestão, com ênfase em OKRs. Já movimentou com seus projetos mais de R$ 2 bi e é responsável, dentre outros, pelo case da Nextel, maior e mais rápida implementação da ferramenta nas Américas. Mais informações acesse: http://www.gestaopragmatica.com.br/


Estágio e aprendizagem não são iguais: entenda as diferenças!

Ambos incentivam a educação, mas possuem particularidades


O nosso país sofre com o alto índice de desemprego. Atualmente, são mais de 8,4 milhões de brasileiros nessa situação, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Logo, dar oportunidade para os jovens ingressarem no mercado de trabalho é uma missão bem importante. Nesse sentido, os programas de estágio e aprendizagem surgem como grandes aliados. Contudo, como eles funcionam? Quais suas diferenças e semelhanças? Saiba mais!

 

Confira as diferenças entre as duas modalidades

 

Para a supervisora de atendimento do Nube, Bianca Ventura, os dois programas são fundamentais para a nação. “Sem dúvida são primordiais para a formação profissional dos alunos. Em muitos casos, essa é a porta de entrada no universo corporativo e colaboram para traçarem um plano de carreira, com base no conhecimento e experiência adquirida na prática”.

 

No entanto, as modalidades não são iguais. “Apesar de terem algumas semelhanças, são regidos por legislações distintas e têm objetivos diferentes”, explica Bianca. Sendo assim, entenda melhor as particularidades de cada uma.

 

Quem pode participar?

 

Estágio: é necessário estar matriculado e frequentando regularmente algum curso de ensino superior, médio, profissional, especial ou dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos - EJA. Quem faz pós-graduação, MBA, mestrado ou doutorado também tem essa possibilidade. Para isso acontecer, basta constar no projeto pedagógico.

 

Aprendizagem: estudantes do ensino fundamental, médio ou quem já concluiu a etapa escolar. Além disso, é preciso ter entre 14 e 24 anos incompletos. No caso de pessoas com deficiência, não há limite de idade.

 

Qual a carga horária?

 

Estágio: o expediente não pode ultrapassar seis horas diárias e 30h semanais.

 

Aprendizagem: para quem não terminou os estudos, a norma é a mesma dos estagiários. Os já formados podem atuar por até 8h por dia, se também estiver incluso o encontro teórico previsto na legislação.

 

Como é a remuneração?

 

Estágio: o colaborador recebe uma bolsa-auxílio mensal estabelecida pela organização. Não há valor pré-determinado.

 

Aprendizagem: é feita uma compensação baseada no salário mínimo-hora, observando-se o piso estadual, caso exista. Porém, se o empreendimento optar, o pagamento pode ser maior.

 

Existe o direito a descanso?

 

Estágio: a cada 12 meses na corporação, há o direito a 30 dias de recesso remunerado (ou proporcional)

 

Aprendizagem: segue o padrão da Consolidação das Leis Trabalhistas - CLT.

 

Outras informações importantes

 

No estágio, por conta da não criação de vínculo empregatício, existe a isenção de impostos e direitos trabalhistas por parte das contratantes, tais como Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS, Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, 1/3 sobre férias, multa rescisória de 40% e 13º salário.

 

Segundo o artigo 18 da Instrução Normativa nº 146/2018: "ao aprendiz não é permitido o trabalho aos domingos e feriados, ainda que previsto em contrato ou no programa de aprendizagem, em conformidade com a proibição disposta no artigo 432 da CLT." Outro ponto interessante: a falta ao curso sem atestado justifica descontos na folha de pagamento, afinal, esse dia é contabilizado como parte do expediente.

 

Por fim, a especialista resume: “o programa de aprendizagem visa o desenvolvimento técnico-profissional, ou seja, haverá uma mescla entre a atividade teórica (ofertada pelo instituto formador) e prática (realizada na empresa). Já o estágio se trata de um ato educativo supervisionado e visa o aprimoramento laboral na área acadêmica escolhida pelo discente”.

 


Fonte: Bianca Ventura, supervisora de atendimento do Nube

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