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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Autonomia do BC favorece estabilidade financeira do país, defende especialista

 Projeto é defendido há 30 anos e será analisado pelo plenário da Câmara dos Deputados


Após a Câmara dos Deputados aprovar o caráter de urgência da tramitação do projeto de lei que implementa a autonomia do Banco Central, o plenário visa debater a questão nesta semana. Para o especialista em regulação José Luiz Rodrigues, a autonomia do Bacen é defendida há 30 anos e se mostra cada vez mais necessária na condução dos caminhos econômicos do país.

“Com a autonomia do Banco Central assegurada por lei, a principal mudança será nos mandatos do presidente e dos diretores da autarquia. Atualmente, o Presidente da República pode nomear membros e retirar do cargo a qualquer momento. A proposta é que exista mandatos de quatro anos, que se iniciem sempre no primeiro dia útil do terceiro ano de cada governo”, explica José Luiz Rodrigues, que também é sócio da JL Rodrigues & Consultores Associados.

O especialista detalha que a autonomia do Bacen visa trazer melhores processos organizacionais e democráticos para a entidade reguladora. “Essa é uma medida importante para a estabilidade financeira do país. É a consolidação de uma agenda que já vem sendo feita desde o mandato do Ilan Goldfajn, e que segue na gestão do Roberto Campos, de forma bastante consistente”.

Atualmente, uma das principais frentes do Banco Central é debater ações e regulações em prol da modernização do Sistema Financeiro Nacional. Essas medidas existem desde 2016, mas foi apenas em 2020 que o consumidor conseguiu sentir na prática o impacto destes trabalhos, com a chegada do Pix. “As tecnologias financeiras, assim como outras inovações digitais, vão surgindo em um ambiente sem leis específicas. Por isso, o primeiro debate do Bacen é em torno das leis, ou seja, o que é necessário para que uma inovação chegue ao mercado com respaldo regulatório para sua eficiência, transparência e segurança. Assim foi com o Pix, e esse fluxo seguirá com os próximos serviços, sendo eles o Open Banking e o Sandbox Regulatório”.

 


JL Rodrigues & Consultores Associados

https://jlrodrigues.com.br/


10 ações americanas mais compradas pelos brasileiros em janeiro

Segundo levantamento realizado pela startup Stake, entre as empresas preferidas dos investidores estão a Tesla, Apple, NIO e Palantir


Com o recente fenômeno do mercado financeiro, muitas pessoas ficaram entusiasmadas para investir em Wall Street. Levantamento realizado pela Stake, startup que viabiliza que brasileiros invistam em ações na bolsa de valores dos Estados Unidos, identificou as 10 ações americanas mais compradas pelos brasileiros em janeiro. De acordo com o ranking, dentre as empresas preferidas dos investidores estão a Tesla, Apple, NIO e Palantir.

Para Paulo Kulikovsky, Diretor Geral Latam da Stake, outro grande boom do mercado está atrelado a AMC, maior rede de cinemas dos EUA, que entrou em pauta movida pelo fenômeno GameStop, cujo aparecimento no ranking já era esperado. 

Outra grande aparição está atrelada a Fubo, canal de transmissão de TV ao vivo para eventos esportivos na Europa e nos EUA, relacionada à retomada dos esportes sem público, que levou muitas pessoas a acompanharem seus esportes pela internet.

“Nós estamos acompanhando há algum tempo diversas tendência de mercado, inclusive, uma delas está no fato de que as pessoas estão olhando mais para a energia limpa, fato que somado à expectativa de uma retomada econômica esse ano e o consequente aumento no consumo de energia, fez com que algumas ações e ETFs ganhassem destaque no ranking também”, analisa Kulikovsky. 

Confira abaixo a lista completas das ações americanas e ETFs (fundos que replicam índices) mais negociados pelos brasileiros em janeiro:


Top 10 ações

Tesla ($TSLA)

Apple ($APPL)

NIO ($NIO)

GameStop ($GME)

Palantir ($PLTR)

Churchill Capital Corp IV ($CCIV)

FuelCell Energy ($FCEL)

Plug Power ($PLUG)

AMC Entertainment Holdings ($AMC)

Fubo TV ($FUBO)

 

Top 10 ETFs

ARK Genomic Revolution ($ARKG)

ARK ETF Trust - ARK Innovation ($ARKK)

IiShares Global Clean Energy ($ICLN)

Vanguard S&P 500 ($VOO)

ProShares Ultra VIX Short-Term Futures ($UVXY)

Invesco Solar ($TAN)

ARK Next Generation Internet ($ARKW)

Invesco QQQ Trust ($QQQ)

Pro Shares UltraPro QQQ ($TQQQ)

Global X Lithium & Battery Tech ($LIT)

 

CLT não dá amparo legal para justa causa em quem não se vacinar, afirma especialista

Nesta semana, o Ministério Público do Trabalho (MPT) informou que os funcionários que recusarem a vacinação contra a Covid-19 sem apresentar motivos médicos documentados poderão ser demitidos por justa causa, modalidade na qual a pessoa é dispensada sem receber seus direitos trabalhistas. O fundamento seria a ameaça à saúde da coletividade. A orientação do órgão é para que as empresas reforcem, por meio de informações, a necessidade e importância da imunização e que a demissão por justa causa seja aplicada como o último recurso.

No entanto, na avaliação do advogado trabalhista Glauco Felizardo, mesmo diante da relevância da imunização para que o Brasil consiga vencer a maior crise sanitária já enfrentada, não há amparo legal para que seja aplicada a justa causa ao trabalhador que recusar a vacina. “A justa causa é a forma mais severa de punição ao trabalhador, é o extremo da extinção do contrato de trabalho, tanto que é previsto no artigo 482 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) quais os pressupostos pertinentes para justificar a punição. É com base nesse artigo que o juiz avalia se a empresa agiu de forma legal ao aplicar a justa causa. E a falta de vacinação não está elencada entre esses motivos”, argumenta Felizardo.

O advogado afirma que não há nenhuma Medida Provisória ou legislação complementar que determine a obrigatoriedade do funcionário se vacinar e da empresa fiscalizar. “Se houver demissão por justa causa por este motivo, a Justiça no futuro pode reverter esse quadro, muito embora a Constituição determine que o direito coletivo se sobreponha ao direito individual”, completa.


Falta de vacinação não está entre os motivos
para aplicação de justa causa (Foto: Freepik)

Além disso, decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) definiu que não há como obrigar ninguém a se vacinar. O Estado pode impor medidas restritivas a quem se recusar a tomar o imunizante, mas entre essas restrições não há amparo legal para a demissão por justa causa.

Felizardo comenta que a crescente divulgação de notícias falsas sobre efeitos da vacina e sobre a pandemia também devem ser levados em consideração nesse cenário. “A circulação de fake news vem prejudicando as entidades científicas e governos na tarefa de controlar a pandemia. É preciso investir em informação e orientação para conseguir controlar a situação e há, sim, parâmetros legais para a demissão, desde que sejam pagos todos os direitos dos trabalhadores”, reforça.


Entre os fatores que podem ocasionar uma decisão por justa causa, segundo a CLT, Felizardo cita a embriaguez; insubordinação; abandono de trabalho; violação de segredo da empresa e ato lesivo à honra. “Por enquanto, nem a CLT, nem a Constituição Federal preveem essa punição mais severa ao trabalhador que não se vacinar”, finaliza.

 

Cibersegurança: As medidas preventivas são a melhor segurança

As penalidades do Marco Civil da Internet estão em vigor e podem ser mais rigorosas que as sanções na LGPD


Em vigor desde agosto de 2020, a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) estabeleceu como um de seus alicerces para a utilização de dados pessoais, o “consentimento” expresso e de forma inequívoca.

Conforme o advogado Francisco Gomes Júnior, especialista em direito digital “é a consagração da autodeterminação informativa, ou seja, cabe a cada um administrar seus próprios dados pessoais e decidir a quem conceder o direito de utilizá-los, a finalidade específica e o tempo a ser manipulado”, explica. Qualquer empresa que se utilize de dados pessoais, seja ela pública ou privada, deve solicitar autorização para manipulá-los, cercando-se de medidas de segurança e responsabilizando-se por vazamentos ou usos indevidos.

Se as sanções administrativas decorrentes da LGPD estão sendo aplicadas a partir de agosto de 2021 através da ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados), em caso de violação de direitos de consumidores, as empresas já respondem com base no Código de Defesa do Consumidor seja em PROCONs ou perante o Ministério Público.

Pouco se menciona que o Marco Civil da Internet - MCI (Lei 12.965/2014) estabelece direitos dos usuários de internet e a responsabilidade de provedores.  O art. 12 do Marco Civil prevê as sanções de: advertência; multa de até 10% do faturamento do grupo econômico no Brasil no seu último exercício; suspensão temporária das atividades; proibição do exercício de atividades que envolvam manipulação de dados.

Em 2020 tivemos grandes vazamentos de dados em empresas como Microsoft, Zoom, Nintendo, Instagram, Tik Tok, Youtube, Intel, LG, SolarWinds, Sina Weibo dentre outras.

Muito se fala sobre o mega vazamento de banco de dados com informações pessoais de 223 milhões de brasileiros. “Uma das possibilidades é que os dados tenham sido extraídos de base da Serasa Experian, mas a empresa nega que tenha sofrido ciberataque em seus sistemas. Outra possibilidade é que os dados tenham sido consolidados depois de “roubados” de diferentes fontes”, afirma o especialista. No dia 3 de fevereiro, a Polícia Federal passou a investigar este megavazamento e em breve deve manifestar-se.

Outro grande vazamento expôs dados pessoais de 243 milhões de brasileiros por uma falha no Ministério da Saúde em dezembro de 2020 e foi causado pela exposição indevida de login e senha de acesso ao sistema do Ministério da Saúde, mesma falha que expôs 16 milhões de pacientes que tiveram a Covid-19. A empresa terceirizada que cuida desse sistema, a Zello, informou que “foi constatada uma vulnerabilidade no aplicativo do Ministério chamado “Notifica” sem que houvesse exposição massiva de dados”.

Por mais que as empresas se armem para enfrentar ataques, serão inevitáveis que parte deles seja bem-sucedido em maior ou menor grau, nas empresas públicas e privadas. Será necessário um trabalho de conscientização e de medidas efetivas de segurança, com a orientação da ANPD e outros órgãos.

“Para a evolução de uma cultura de segurança digital, a punição de empresas, principalmente em um momento complicado de nossa economia, não será a melhor opção, devemos trabalhar em conjunto para aperfeiçoar medidas preventivas e uma cultura de cibersegurança”, finaliza.


Pequenos negócios podem se beneficiar de MP que flexibiliza acesso a crédito

Texto editado pelo Executivo dispensa a apresentação documental nos empréstimos contratados


O Governo Federal publicou, nesta quarta-feira (10) no Diário Oficial da União, a Medida Provisória (MP) 1028/21 que dispensa as instituições financeiras privadas e públicas de exigir dos clientes uma série de documentos de regularidade na hora da contratar ou renegociar empréstimos. A isenção vale até 30 de junho de 2021 e a principal diferença dessa MP em relação à anterior, a MP 958/20  lançada em 2020, é que agora a dispensa de documentação não se restringe mais somente às instituições financeiras públicas, mas também às privadas, o que irá aumentar significativamente as opções de oferta de crédito para os pequenos negócios.

Para o analista de Capitalização e Serviços Financeiros do Sebrae, Giovanni Beviláqua, o recrudescimento da pandemia no final do ano trouxe a necessidade de que as medidas e políticas tivessem um prolongamento. “Uma boa notícia foi o início da vacinação da população, mas até que ela seja intensificada, é importante que novas medidas de apoio sejam tomadas. Um exemplo é a  MP 1028, que ao flexibilizar a exigência de documentações pelas instituições financeiras pode facilitar o acesso ao crédito para as empresas que necessitem dele”, destaca o analista.

Beviláqua diz que a medida é uma continuidade dos programas governamentais, lançados em 2020. “Eles foram muito importantes para permitir a sobrevivência das empresas e dar fôlego suficiente para que elas se fortalecessem para uma rápida retomada de suas atividades”, pontua.  Entre as medidas de facilitação de crédito, adotadas no ano passado,  está o Pronampe,  programa criado pelo governo federal para garantir recursos aos pequenos negócios e que beneficiou cerca de 517 mil empresas com R$ 37,5 bilhões liberado, por meio do Fundo Garantidor de Operações (FGO), com recursos do Tesouro, conforme dados acumulados até 7 de janeiro deste ano


Regras da nova MP

Entre os documentos que não serão cobrados de empresas e pessoas físicas estão a comprovação de quitação de tributos federais, a certidão negativa de inscrição na dívida ativa da União, a certidão de quitação eleitoral, a regularidade com Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a regularidade na entrega da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e a comprovação de pagamento do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) – válida para os tomadores de empréstimo rural. Também não será feita consulta prévia ao Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) para as operações de crédito que envolvam a utilização de recursos públicos.


Afinal, o que é o contrato de namoro?

Você já pensou em fazer uma proposta de contrato de namoro? Aliás, você já recebeu esse tipo de sugestão? 

O contrato de namoro existe e a sua função primordial é ajudar a afastar o reconhecimento de uma possível união estável! 

Esse tipo de contrato tomou relevância em épocas de pandemia, já que muitos casais resolveram morar juntos, mas sem a intenção imediata de formar família. 

Como bem se sabe, a união estável não tem um prazo específico para se configurar, podendo se caracterizar em 6 meses ou em 10 anos. 

Da mesma forma, a união estável não exige formalidades, por se tratar de uma situação de fato, sendo a escritura pública prescindível. Ou seja, bastam provas da existência do intuito de constituir família, para que sejam concedidos ao casal os direitos familiares e sucessórios. Mas, se não ocorrer a sua formalização em cartório, não haverá chances para escolha do regime de bens pelo casal, implicando a adoção automática da comunhão parcial de bens. 

Em outras palavras, há a comunicação de bens adquiridos na vigência da relação e a possibilidade de herança dos bens particulares no caso da morte. 

O contrato de namoro pode ser feito por escritura pública ou feito por advogado e levado a registro no Cartório, para, assim, produzir efeitos perante terceiros. 

Precisa ter prazo de vigência definido e poderá a qualquer tempo ser renovado ou revogado. 

Suas cláusulas podem versar sobre a coabitação, direitos sucessórios, regime de bens para um eventual reconhecimento de união estável, aquisição de patrimônio, término, o que mais for relevante ao casal. 

Importante mencionar que o contrato de namoro, tão somente, não possui o condão de afastar a existência de uma união estável, mas, junto com outras provas, facilita o seu não reconhecimento. 

A dica é: não deixe de consultar um advogado, namore e seja feliz!

 


Marina Borges - advogada especializada em direito das famílias e sucessões, bem como sócia do escritório BR Advocacia Humanizada (www.bradvocaciahumanizada.com.br). 


Conheça as tendências para Inteligência Artificial no setor financeiro

Divulgação
Especialista da NVIDIA Enterprise aponta que IA pode auxiliar na prevenção contra fraudes, na previsão de investimentos e no relacionamento com clientes


A Inteligência Artificial já domina a maior parte dos investimentos de empresas ao redor do globo. Só no Brasil, os investimentos em aplicações de inteligência artificial devem chegar a US$ 464 milhões em 2021, o que representa 30% de crescimento em relação a 2020, de acordo com dados da IDC (International Data Corporation).

O mercado financeiro é uma das áreas que mais tem vivido uma revolução de processos por conta chegada da Inteligência Artificial (IA). O crescimento de 34% em 2020 das fintechs, seguindo na contramão da crise, é mais uma prova disso. O sistema financeiro brasileiro passou por grandes mudanças e avanços tecnológicos durante o último ano, mas a tecnologia pode avançar ainda mais, gerando otimização de tempo, reduzindo custos e facilitando o contato com clientes.

Marcel Saraiva, especialista em Inteligência Artificial e gerente sênior nas indústrias de saúde e finanças da NVIDIA Enterprise, detalhou algumas das principais tendências envolvendo tecnologia de IA para os próximos anos. “A Inteligência Artificial já tem auxiliado na melhoria da qualidade de vida para muitos seres humanos, por ter a capacidade de realizar ações humanamente impossíveis, mas ainda há um potencial gigantesco a ser desbravado. No mercado financeiro, muitas transformações digitais foram aceleradas com a chegada da pandemia de Covid-19 e as inovações não param de surgir”, explica.


IA Conversacional

A inteligência artificial de conversação será uma necessidade cada vez maior em diversas indústrias, além do setor financeiro. A ideia é permitir que uma pessoa converse com uma máquina de forma fluída, seja no formato escrito ou por meio de voz, e com avançado grau de entendimento. Isso porque a máquina reconhecerá o texto ou o áudio, fará a interpretação do que foi dito e responderá de forma humanizada.

Quando se trata de projetos envolvendo Processamento de Linguagem Natural (NLP), os maiores desafios são a personalização de termos específicos para cada mercado no idioma local e a velocidade de resposta para o usuário. A plataforma NVIDIA Jarvis, uma estrutura de aplicações acelerada por GPU, tem auxiliado muito esse mercado, pois permite às empresas usar dados de vídeo e voz para construir serviços de IA de conversação de última geração personalizados para cada indústria, incluindo termos especializados. Já as GPUs auxiliam no processo de aceleração das plataformas, gerando uma baixa latência e aumentando drasticamente a velocidade de processamento.  

O PayPal, que desenvolveu chatbots que extraem automaticamente políticas de diálogo ideais de logs de chat ao vivo não anotados, é um exemplo de sucesso do uso da tecnologia da NVIDIA Enterprise para aprimorar o contato entre máquinas inteligentes e seres humanos. A política de diálogo desempenha um papel fundamental nos chatbots, guiando o fluxo da conversa por meio de uma série de respostas apropriadas do agente para a conclusão bem-sucedida de uma determinada tarefa.


IA na prevenção de fraude

A fraude financeira tem sido um problema constante atualmente. Em média, a cada dez ataques feitos contra transações on-line de empresas brasileiras, três são bem-sucedidos, segundo o estudo da LexisNexis® Risk Solutions no Brasil. A pesquisa afirma ainda que, para cada transação fraudulenta, as empresas sofrem uma perda econômica de 3,44 vezes o valor da perda atual.

Por conta disso, o HDFC Bank construiu uma solução de detecção de anomalias e outliers para prevenção de fraudes, com base em perfis de clientes e aceleração de GPU. Enquanto o PayPal neutraliza sofisticados ataques adversários baseados em conjunto com modelos de aprendizado de reforço generativo para impedir a fraude de pagamento online.

A American Express, que tem mais de 115 milhões cartões de crédito ativos, consegue manter a taxa de fraude mais baixa do setor há mais de 13 anos consecutivos, de acordo com o The Nilson Report. Atualmente, a American Express realiza mais de oito bilhões de transações por ano e tem usado deep learning em plataformas e GPUs NVIDIA para combater fraudes. Os algoritmos de Inteligência Artificial utilizados pela empresa monitoram todas as transações da American Express realizadas no mundo em tempo real. Com o sistema desenvolvido, é possível evitar gastos de mais de US$ 1,2 trilhão por ano e ainda possui a capacidade de compreender se uma transação é fraudulenta em milissegundos.


Robôs inteligentes para investir

O mercado global de robôs consultores financeiros alimentados por IA cresce, em média, 75% ao ano, segundo a consultoria TrendForce. Atualmente, as corretoras digitais já usam os robôs inteligentes de investimento para traçar o perfil do investidor e descobrir o risco que ele está disposto a correr.  Algumas fintechs ainda usam a IA para montar uma carteira de investimentos de acordo com os objetivos do cliente.

A Bloomberg foi uma das pioneiras no mercado de IA para investimentos. A Bloomberg utiliza plataformas internas de machine learning aplicadas com IA avançada e computação acelerada por GPU a dezenas de domínios, como PNL, visão computacional, análise de séries temporais e personalização, para auxiliar na previsão dos investimentos. Em resumo, a IA desenvolvida pela Bloomberg analisa dados e notícias sobre o mercado financeiro e o governo para prever como os investimentos irão se comportar nas bolsas.

Atualmente, outras empresas também utilizam sistemas similares que analisa em tempo real diversos históricos de ativos financeiros e aplicam modelos estatísticos, matemáticos, financeiros e de ciência de dados para analisar o desempenho dos ativos. Então, usam deep learning para gerar uma previsão do desempenho futuro, testando esse modelo com os dados analisados.

 



NVIDIA

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6 tendências da saúde digital para o futuro

A telemedicina é, por ora, uma consulta realizada por algum software ou aplicativo para casos de baixa complexidade. O uso de tecnologia para esse propósito, por si só, já é um avanço, com a conquista da confiança dos pacientes. No entanto, assim como em outros segmentos, a telemedicina tem um longo caminho a seguir em sua evolução, mesclando diferentes tecnologias em seu uso, como a análise de dados, a inteligência artificial e a realidade virtual. E esse crescimento está acontecendo diante dos nossos olhos. 

Temos buscado oferecer cuidado à vida de forma humanizada aliada à inteligência tecnológica, de forma que o serviço guie melhor o paciente dentro da sua jornada no sistema de saúde. Se em 2015 a ideia era resgatar o conforto, praticidade e qualidade do atendimento com o médico em casa, facilitado pelo meio digital, hoje sabemos que podemos fazer ainda mais via teleconsulta. 

Com determinadas informações, a inteligência artificial é capaz de escrever artigos e publicá-los, substituindo ou auxiliando no trabalho dos jornalistas. Da mesma forma, a tecnologia pode auxiliar os médicos a fecharem diagnósticos, fazendo interações entre sintomas que nem sempre são percebidos de imediato e que uma análise de dados e de sintomas feita por máquinas pode perceber. 

Por se tratar de aspectos de saúde, a inteligência artificial precisará ser monitorada por um médico, mas a soma dos esforços entre o cérebro humano e a capacidade analítica dos equipamentos pode dar mais segurança ao paciente. A coleta e análise de dados obtidos pelas companhias que atuam na telemedicina podem indicar caminhos para a prevenção de saúde pública de forma mais global. E essas oportunidades vão se ampliar daqui para frente.

 

1. Telemedicina vai ganhar tração com o passar do tempo 

Muitas das transformações necessárias dependem de um pontapé inicial. Se a telemedicina era vista com desconfiança até março de 2020, o isolamento social obrigatório causado pela pandemia, que deixou os consultórios vazios, fez com que muitos adotassem esta modalidade. Muitas companhias e operadoras de saúde também enxergaram facilidades de implementação sem grandes investimentos em software e hardware como uma possibilidade para ofertar saúde a seus colaboradores e beneficiários. Em última análise, a telemedicina ganhou tração, pois os pacientes a enxergaram como opção segura, confortável e eficiente.

 

2. Realidade virtual deve transformar a telemedicina

Somente na América do Norte, o mercado de realidade virtual deve saltar de US$ 1.8 bilhão em 2018 para atingir US$ 30,4 bilhões em 2026, segundo relatório da Forbes. Este faturamento inclui as possibilidades de uso na telemedicina, o que vai incluir maneiras de aliviar a dor e tratar certas doenças psicológicas, entre outras diversas possibilidades.

 

3. O uso da inteligência artificial 

A inteligência artificial deve ganhar corpo na telemedicina, em uma interação com os profissionais de saúde. É possível pensar em aplicativos e softwares capazes de avaliar se uma pessoa precisa de uma consulta, apenas observação ou ir a uma emergência apenas respondendo a um questionário. É possível conciliar essa entrevista para que o médico conclua o diagnóstico – incluindo as considerações da inteligência artificial.

 

4. Mais dados, mais prevenção 

As anamneses e entrevistas feitas pelos profissionais dão uma série de subsídios e insights para os profissionais, que podem indicar cuidados para melhorar a condição de saúde não necessariamente relacionada àquela queixa. Aspectos como hábitos do dia a dia e histórico familiar dão indicações de problemas que podem surgir no futuro e podem ser monitorados previamente com mais facilidade pela telemedicina. Além disso, é possível cruzar dados para identificar tendências e cuidados, que podem ser usados de forma preventiva – respeitando a privacidade dos usuários, mas fazendo uma análise de um grupo populacional.

 

5. Atendimento digital e saúde pública 

Os silos de informação gerados por empresas especializadas em telemedicina podem ser aplicados pela saúde pública para desenvolver programas de prevenção à saúde de doenças. Essa universalização de dados – respeitando as regras da Lei Geral de Proteção de Dados – é capaz de indicar caminhos importantes para o sistema de saúde, inclusive na projeção de possíveis doenças decorrentes de hábitos de vida, histórico de saúde, entre outros. Já existem esforços internacionais para o compartilhamento de dados entre países, especialmente na Europa, com o propósito de suportar os sistemas de saúde locais, fomentar pesquisas e desenvolver políticas públicas.

 

6. Checagem de sintomas 

Alguns países adotaram aplicativos, chatbots ou tecnologias vinculadas à inteligência artificial capazes de identificar a situação de um paciente contaminado pela Covid-19. Com checagens constantes, esses países conseguiram monitorar a situação das pessoas e, ao mesmo tempo, reduzir os custos de atendimentos desnecessários em hospitais – assim como evitar uma pessoa que testou positivo de circular pela cidade, ampliando o risco de exposição.

 



Fábio Tiepolo - CEO da Docway, empresa brasileira referência em soluções de saúde digital para empresas e operadoras de saúde


O que a nova gestão tem a ver com o esporte

A nova gestão não só precisa aprender com o esporte, como precisa praticar o esporte. Sim, cada vez mais, bons líderes são vistos como pessoas focadas e equilibradas, que sabem trabalhar em equipe e não se deixam abalar por qualquer coisa, características encontradas nos atletas, especialmente os de elite. Quem revela é Marcelo Arone, 12 anos de atuação na recolocação de lideranças no mercado corporativo.


Se antes da pandemia já havia uma tendência forte no mercado em trocar o estilo “tudo pelo trabalho” por uma vida mais equilibrada e com saúde integral, agora, então, mais do que uma tendência, essa mudança se tornou uma necessidade. “E que pode fazer diferença inclusive na recolocação profissional”, revela Marcelo Arone, que há 12 anos trabalha encontrando vagas de qualidade para boas lideranças.

Nas últimas décadas, o crescimento das companhias foi quase que equivalente a uma vida cheia de doenças, entre elas, a depressão, mais evidente ainda nos líderes, mas também em seus liderados. Isso porque a pressão por resultado, uma rotina estafante e cada vez menos tempo para a família e para o autocuidado formavam uma espécie de bomba relógio profissional.

Uma das principais características que começou a ser buscada pelas empresas nos líderes para o futuro foi a capacidade de gerar resultado sem ter que se transformar em uma máquina fria e desconectada da vida familiar, por exemplo: “quanto mais um líder consegue gerenciar suas equipes de forma humana, mais ele é seguido sem que precise exigir, ele se torna um exemplo poderoso de alguém que consegue o que a empresa quer, sem deixar de lado aqui que lhe é mais caro”, explica Marcelo.

E é aí que entra o esporte. Tanto como exemplo do que é preciso fazer para ser alguém de alta performance quanto para mudar completamente a relação do líder com o tempo, com a saúde e com seus times: “talvez ninguém pergunte em uma entrevista de emprego se você já correu uma meia maratona. Mas as características do esporte podem ser facilmente detectadas por recrutadores”, lembra Arone.

E quais são elas? Liderança real sobre si, seu tempo e seus objetivo, foco, disciplina, jovialidade para lidar com a vida, capacidade de resolver problemas com menos carga de estresse, níveis altos de felicidade e conexão familiar: “esportistas tê, geralmente, valores mais coerentes com uma vida saudável não só fisicamente, mas emocionalmente, também”, lembra Marcelo, que enfatiza: “e aí, para levarem isso a seus times, é questão de um passo apenas”.

Arone reforça: “não dá mais para que um líder se considere acima dos seus colaboradores. O esporte, especialmente nos últimos tempos, permitiu que as pessoas se vejam competidoras de si mesmas, e não umas das outras”, lembra ele. “O novo gestor, se precisar, vai finalizar o jogo, botando mesmo a mão na massa, porque ele não se enxerga acima, mas mais um na corrente que forma um time coeso e que trabalha pelo mesmo objetivo”, reforça.

E o que isso muda na hora da contratação? Segundo Marcelo Arone, tudo: “ao contratar um líder, os recrutadores vão perceber se ele é alguém que se preocupa consigo E com os outros, se tem a divisão de tempo entre trabalho e família equilibrada, se tem uma fonte de felicidade que o torna mais humano e alguém a ser admirado e seguido. E o esporte pode ser o motivador de todas essas características em qualquer pessoa”, finaliza.

 



Marcelo Arone - Headhunter, especialista em recolocação executiva e sócio da OPTME RH, com 12 anos de experiência no mercado de capital humano. Formado em Comunicação e Marketing pela Faculdade Cásper Líbero, com especialização em Coach Profissional pelo Instituto Brasileiro de Coaching, Marcelo já atuou na área de comunicação de empresas como Siemens e TIM, e no mercado financeiro, em empresas como UNIBANCO e AIG Seguros. Pelo Itau BBA, tornou-se responsável pela integração da área de Cash Management entre os dois bancos liderando força tarefa com mais de 2000 empresas e equipe de 50 pessoas. Desde então, se especializou em recrutamento para posições de liderança em serviços, além de setores como private equity, venture capital e empresas de Middle Market, familiares e brasileiras com potencial para investidores. Já entrevistou em torno de 8000 candidatos e atendeu mais de 100 empresas em setores distintos.

 

Confira quatro tendências do marketing digital para 2021

A revolução tecnológica causada pela pandemia fez com que o mercado digital crescesse durante 2020 e se tornasse uma tendência para 2021; o empreendedor digital Alex Vargas lista algumas tendências do mercado para este ano


 

O ano que se passou foi transformador, tanto de forma pessoal quanto profissional para o mundo inteiro. A dinâmica dos negócios tiveram que ser alteradas, a transformação digital foi acelerada e as empresas precisaram se reinventar para sobreviver em um dos anos mais desafiadores da história. Nessa realidade, o mercado digital apareceu para os brasileiros como uma nova estratégia de trabalho e deve crescer ainda mais neste ano. Para se ter uma ideia, a expectativa da Ebit|Nielsen é que o e-commerce cresça 26% em 2021 e atinja um faturamento de R$110 milhões.

 

Em uma realidade totalmente diferente, as pessoas começaram a buscar alternativas para sobreviverem e se reinventarem. Para Alex Vargas, empreendedor digital com mais de 800 mil inscritos no seu canal do Youtube, não é à toa que o comércio eletrônico deslanchou rapidamente durante 2020. “Nós podemos ver em pesquisas que somente nos oitos primeiros meses de 2020 o e-commerce no Brasil faturou 56% a mais comparado ao mesmo período de 2019. Esses números apenas reafirmam o quanto o e-commerce se tornou uma realidade no país”, explica.

 

Para o especialista, não é difícil olhar para o ano que se passou e entender que o mercado do marketing digital será a nova tendência de trabalho para este ano. “Durante a pandemia, nós vivemos uma revolução tecnológica sem tamanho. Daqui para frente, acredito que o mercado irá crescer cada vez mais todos os anos. Nessa realidade, o marketing digital será a melhor estratégia para alavancar os negócios tanto para quem já começou a apostar nos negócios online em 2020, quanto para quem deseja iniciar neste mundo agora”, complementa o especialista.

 

Pensando nisso, Alex Vargas lista algumas tendências do marketing digital em 2021. Confira:

 

Técnicas de SEO: uma das principais tendências será usar o tráfego orgânico do Google como uma forma de atrair consumidores. Para isso, é necessário que seja feita a implementação de boas estratégias de SEO (Search Engine Optimization). “O “SEO On Page” trabalha de forma em que as técnicas são aplicadas dentro do próprio site para melhorá-lo e atrair mais buscas, fazendo com que os sites comecem a receber mais tráfego e tenham mais chances de aparecer na primeira página do Google. Contudo, para aplicar técnicas como essas da forma correta, é importante buscar entender como o marketing digital realmente funciona”, explica o especialista.

 

Produção digital: durante a pandemia o home office surgiu como uma estratégia necessária de trabalho para todos. Pensando nesta realidade, tornar-se um produtor digital deve ser uma das tendências de 2021. “Plataformas como Hotmart e Eduzz oferecem a oportunidade de ser um produtor, ou seja, se o interessado tem algum conhecimento que queira compartilhar, pode criar produtos digitais como e-books, palestras, cursos e vender na plataforma. No mercado de trabalho online, ser um produtor digital é uma ótima alternativa para quem deseja trabalhar com algo que seja na área de interesse pessoal, além de conquistar grandes retornos financeiros”, acredita.

 

Afiliado de plataformas: a possibilidade de utilizar plataformas como Hotmart e Eduzz para se afiliar a itens que estão disponíveis gratuitamente já tem crescido no meio digital há algum tempo. “Nesse meio, é preciso iniciar a divulgação dos produtos e ganhar uma comissão por cada venda. As comissões variam entre 40% até 70% de cada produto, então são valores bem altos. Na Hotmart, por exemplo, se a pessoa se afilia e começa a vender um produto de R$500 reais, há chances dela ganhar até R$300 reais em cima dele. Principalmente em meio a pandemia, ser um afiliado também é uma das melhores formas de ter uma renda extra”, acredita.

 

Investir em marketing: dentro do mercado digital, essa será uma das principais tendências para 2021. “Um dos maiores receios das pessoas é investir seu dinheiro em algo que não sabe se irá dar certo. Mas, nessa realidade de pandemia, o investimento torna-se uma das dicas essenciais para conseguir destacar seus produtos. Estamos falando sobre crescer e aumentar o número de clientes e, consequentemente, aumentar o faturamento. Para ter um resultado mais rápido e com mais controle, é importante pensar em investir e reinvestir em marketing. Pode ser um custo, mas vale a pena comparado ao dinheiro que pode começar a entrar”, conclui Alex Vargas.

 

 

Alex Vargas - empreendedor digital há mais de 15 anos. Desenvolveu dezenas de negócios na Internet. É criador de diversos treinamentos online, com destaque para o Fórmula Negócio Online que é considerado o treinamento mais indicado para quem quer começar um negócio do zero. Reconhecidamente como um dos mais bem sucedidos profissionais de marketing digital do Brasil. Desenvolveu os melhores treinamentos para empreendedores digitais, profissionais de marketing e afiliados da atualidade. Reconhecido pelo mercado como um dos melhores copywriters da atualidade. Criou cartas de vendas de altíssima conversão. Desenvolveu diversos negócios na Internet. Ganhou o prêmio de Empreendedor Digital do ano de 2019 do Afiliados Brasil.Motivador de pessoas. Aborda pontos de motivação e mindset para criação de negócios altamente lucrativos.


Nucleo Expert


Catedral de Florença: um dos primeiros open innovations do mundo

Ao longo da história humana, presenciamos grandes mudanças nas mais diversas áreas que foram revolucionárias para suas épocas – muitas, inclusive, consideradas inovadoras até hoje. Um dos maiores exemplos é a famosa Catedral de Florença, também conhecida como Catedral Santa Maria del Fiore.  

 

Criada no século XIII, a Catedral tinha um grande problema arquitetônico: um buraco em seu topo. Para resolver, a família Médici, uma das mais ricas e poderosas da época – e que inclusive chegou a governar a região de Florença – organizou um concurso para que os arquitetos da época oferecessem soluções para o topo da Catedral. A recompensa: 200 florins de ouro.

 

O vencedor, o arquiteto Filippo Brunelleschi, foi o responsável por projetar e erguer sua famosa cúpula, considerada como a maior cúpula de alvenaria já construída e, até hoje, um dos maiores enigmas da arquitetura. Usando a sobreposição dos tijolos alternados na vertical e horizontal, ela forma duas circunferências (uma interna e outra externa) distribuindo seu peso.

 

Sem nenhum vestígio de desenhos ou esboços, especialistas do ramo discutem até hoje teorias que possam justificar a conquista do arquiteto, que vão desde quais materiais ele escolheu até os possíveis mecanismos de sustentação e planejamento que possam ter sido utilizados.  

 

O caso revela que lançar um desafio para solucionar um problema e oferecer um prêmio financeiro como recompensa não é nenhuma novidade. Hoje conhecidos como programas de inovação aberta ou open innovation, esses “concursos” estão mais em alta do que nunca.

 

Embora a cúpula da Catedral de Florença tenha sido criada a partir desse conceito, quem leva o crédito pela criação do termo open innovation é o professor Henry Chesbrough, da Universidade de Berkeley, em 2003. Seu objetivo inicial era reduzir a distância entre o mercado e as universidades.

 

Analisando o comportamento das grandes empresas americanas ao longo do século XX, ele percebeu que o modelo de gestão era bastante fechado, buscando reter os melhores talentos e gerar novas ideias apenas internamente. Com o passar do tempo, a globalização e as profundas transformações culturais, sociais e econômicas, ficou nítido que era preciso buscar conhecimento externo e co-criar, por meio da colaboração e da troca de ideias.

 

De lá para cá, esse conceito só se expandiu. Tanto é que hoje o relacionamento das empresas que fazem open innovation não está mais restrito apenas às universidades, mas também às startups. E esses programas vem ganhando cada vez mais forma. Só nos últimos cinco anos, o open innovation cresceu mais de 20 vezes, de acordo com a 100 Open Startups.

 

As empresas com algum tipo de relacionamento de inovação aberta com as empresas de tecnologia passaram de 82, em 2016, para 1.635 em 2020. E, enquanto em 2016 apenas 24% das empresas conseguiam encontrar uma startup parceira, em 2020, esse número saltou para 58%. Ao que tudo indica, esse é um número que deve continuar crescendo.

 

A Catedral de Florença, criada cerca de 500 anos atrás, pode ter sido uma das precursoras desse conceito em ampla expansão. Cada vez mais, as empresas começam a entender que inovar é preciso, e que não se deve fazer isso sozinho. Criar grupos multidisciplinares e diversos é fundamental para gerarmos novas e originais ideias. Buscar apoio dentro e fora da empresa é fundamental. Afinal, a união é o que faz a inovação, ontem e sempre.

 

 



Alexandre Pierro - engenheiro mecânico, físico nuclear e fundador da PALAS, consultoria pioneira na implementação da ISO 56002, de gestão da inovação.

 

PALAS
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