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terça-feira, 7 de julho de 2020

Especialista destaca o adoecimento emocional de estudantes na era digital



Uso excessivo das tecnologias, alto consumo de informações e ausência de interação social afetam universitários do país.



Ansiedade, insônia e sobrecarga de demandas. Esses são os sintomas mais frequentes na rotina do aluno do 5º semestre de jornalismo, Cristian Pereira Espírito Santo Santos, 21. Com a paralisação das atividades presenciais na faculdadeconsequência da pandemia do novo coronavírus (COVID-19)e a adaptação das aulas e rotinas de estudo para ambientes virtuais, Cristian revela que sua saúde emocional piorou, sobretudo com a chegada de um método de ensino novo e repentino. 
É muito complicado lidar com essa situação que o Brasil e o mundo estão vivendo, e ainda ter que conciliar o ensino digital inesperado. Esse acúmulo de coisas tem me afetado de uma maneira muito forte, minha ansiedade foi multiplicada, tenho dificuldade para dormir e quase sempre troco o dia pela noite. É uma situação desesperadora e a cada dia piora”, relata o estudante. 
Morador do bairro de Pirajá, Cristian faz parte do conglomerado de alunos que acompanharam a migração do presencial para o virtual pelas instituições de ensino superior privadas. Fenômeno nacional, 78% das faculdades privadas readaptaram o modelo de ensino, exercícios e atividades avaliativas dos cursos para o ambiente digital, segundo o levantamento da Educa Insights, divulgado pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES).
Para o psicólogo do Instituto Baiano de Análise do Comportamento (IBAAC), Rodrigo Pinto Guimarães, a saúde emocional dos alunos está sendo colocada à prova com essa mudança repentina e com a necessidade de rápida adaptação aos meios virtuais de aprendizagem. Ansiedade, medo, dificuldade de concentração são alguns produtos emocionais desta mudança. “Os impasses de aprender e se readaptar velozmente a um modelo ao qual estão desacostumados, gera um mal-estar psicológico nos alunos. Essa sensação é potencializada pela alta quantidade de demandas, falta de interação interpessoal e a instabilidade do momento, gerando adoecimento emocional”, alega. 
A influência das tecnologias no quadro atual dos estudantes, conforme avaliado pela diretora da ARUNA Marketing, Priscyla Caldas, também não pode ser descartada. A profissional explica que a agilidade do mundo virtual, uso exagerado das tecnologias e a ausência de interação ou contato social são algumas desvantagens que a digitalização trouxe para os jovens.
A exposição de informações na era digital que chegam e se desintegram em questão de segundos exige muito dinamismo e critério por parte dos estudantes, e isso faz aumentar consideravelmente o padrão das atividades. Ao fim do dia, o estudante se encontra cansado após tantas pesquisas e ansioso pelas tarefas computadas que ainda não conseguiu lidar. A agilidade da era digital acaba sendo cansativa, se avaliado nessa perspectiva”, explica. 
Segundo o levantamento “How Much Information?”, realizado pela Universidade de BerkeleyEUA, um indivíduo comum passa mais de 11 horas por dia consumindo informação, o que equivale a aproximadamente 34 gigabytes de dados recebidos, ou 100 mil palavras diárias lidas ou escutadas. Além da sobrecarga de informações, Priscyla atenta para outra consequência da era digital nos estudantes: o uso excessivo de aparelhos e serviços digitais. 
Não devemos nos ater apenas às telas e teclados para o ensino. É preciso unificar a realização das atividades digitais com a rotina, estabelecendo um equilíbrio. Exercícios ‘extracurriculares’ devem ser pensados para que o estudante possa extravasar, criar, cortar, colar, pintar e desenvolver de maneira mais leve, saindo um pouco do ambiente tecnológico.”, elucida. 
A frente da ARUNA Marketing, Priscyla revela que a ausência do contato ainda é a principal dificuldade da digitalização, mesmo diante de tentativas para solucionar esse cenário, como o surgimento das videoconferências que simulam salas de aula. 
A ausência da interação presencial pode fazer com que as pessoas se acostumem com uma relação distante, acreditando que ela seja natural. O digital vem para aproximar as pessoas e não para afastá-las, ainda que possua suas limitações. Após a crise, as instituições de ensino já podem planejar estrategicamente uma união mais saudável entre o digital e o presencial. As tecnologias estão aí para facilitar o aprendizado e não para dificultar a rotina dos estudantes”, conclui. 
Para mais informações sobre as vantagens e desvantagens da era digital, acesse www.arunamarketing.com.br.


Campanha alerta sobre Doença de Pompe



              Quedas constantes. Fadiga. Fraqueza muscular. Dificuldade ao realizar pequenas ações cotidianas, como subir escadas ou levantar de uma cadeira. Tudo isso pode sinalizar a presença da Doença de Pompe, uma doença neuromuscular rara, progressiva e genética.

            As manifestações clínicas da condição simulam outras doenças musculares e uma descoberta tardia é capaz de impactar diretamente a qualidade de vida dos pacientes. Por essas e outras razões, a Academia Brasileira de Neurologia (ABN) realiza uma campanha para alertar os profissionais de saúde sobre a importância do diagnóstico precoce.

            “A Doença de Pompe ainda é pouco detectada no Brasil e, atualmente, há em torno de 150 a 180 pacientes diagnosticados. Muitos passam anos sem ter um diagnóstico. Na maioria das vezes, os exames solicitados não são adequados e acaba atrasando a constatação do quadro”, explica Edmar Zanoteli, neurologista e professor do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

            Com o mote “O que ninguém vê, os músculos sentem”, a ABN busca auxiliar o meio médico a mudar essa realidade e promover a conscientização sobre doença no Brasil. “O nosso objetivo é divulgar as principais manifestações clínicas da condição, como diagnosticá-la e as opções terapêuticas, ressaltando a necessidade do diagnóstico precoce”, comenta.

            Decorrente de um defeito genético, que leva à deficiência de uma enzima chamada maltase ácida, a Doença de Pompe pode acometer qualquer faixa etária. Seja em adultos, adolescentes ou crianças, os principais sintomas são a intensa fraqueza muscular e a dificuldade respiratória progressiva.

            Zanoteli explica que essas manifestações clínicas provocam um grande impacto na vida dos pacientes. “A fraqueza muscular acarreta limitações para executar atividades motoras importantes, tais como caminhar, correr e levantar-se do chão. Enquanto a fraqueza da musculatura respiratória provoca falta de ar e cansaço fácil”.

            Apesar da maioria das doenças neuromusculares não apresentarem tratamento específico, a Doença de Pompe tem tratamento medicamentoso através da reposição enzimática e, se tratada desde os primeiros sinais, vidas podem ser transformadas.

            De acordo com Zonateli “Além da reposição enzimática, considerada o tratamento mais eficaz para aliviar a progressão da doença, a abordagem multiprofissional é fundamental, incluindo reabilitação motora e respiratória.”


Com baixo crescimento de casos e menor número de mortes, RMC respira na luta contra o coronavírus


Contudo, dados ainda não indicam estabilização da pandemia na região; especialistas do Observatório PUC-Campinas recomendam atenção às medidas de prevenção 


A Região Metropolitana de Campinas (RMC) encerrou a 27ª Semana Epidemiológica, computada de 28 de junho a 4 de julho, com baixo crescimento de casos e menor número de óbitos por coronavírus. Em relação à semana passada, houve aumento de 2,47% em novos contágios, e redução de 2,3% em novas mortes. É o que mostra a nota técnica do Observatório PUC-Campinas. (VEJA ANÁLISE COMPLETA)

Apesar da trégua, o Departamento Regional de Saúde de Campinas, que integra 42 cidades, ultrapassou a Baixada Santista em número de casos e mortes, passando a ocupar a segunda posição no Estado de São Paulo. Por esse e outros motivos, os especialistas responsáveis pela análise afirmam que não é momento de relaxamento no combate à doença. 

“Os casos seguem crescendo na região, mas, aparentemente, em ritmo mais lento. É preciso observar o comportamento das curvas nas próximas semanas para ver se estamos, de fato, entrando em uma fase de estabilização da pandemia ou se trata de uma variação pontual. É importante, portanto, que continuemos com máxima atenção às medidas para a prevenção da infecção, principalmente o distanciamento social”, diz o Dr. André Giglio Bueno, docente de Medicina da PUC-Campinas. 

De acordo com o infectologista, há estudos em andamento no Brasil que demonstram baixo percentual de anticorpos contra a covid-19 em indivíduos residentes na RMC. Em Campinas, que apresentou decrescimento de 5% em novos casos e de 11% nas mortes na 27ª Semana Epidemiológica, estima-se que apenas 1,8% da população tenha tido contato com o vírus. 

“Há estimativas que sugerem a necessidade de que cerca de 60% da população deva estar imune ao vírus para que possamos desfrutar da imunidade de rebanho e caminhar ao fim da pandemia. Segundo esse estudo do Centro de Pesquisas Epidemiológicas da UFPEL, estamos bem distantes desse número na nossa região”, acrescenta Bueno. 

Coordenador da análise do Observatório, o economista Paulo Oliveira, embora reconheça o forte impacto do coronavírus à economia regional e nacional, que vem apresentando queda da atividade industrial, das importações e importações, e nos postos de trabalho, avalia que a reversão das iniciativas de flexibilização na RMC, impedindo a continuidade das atividades no comércio, tenha sido importante para a desaceleração das taxas de casos e mortes. 

“Infelizmente, os casos cresceram drasticamente após a reabertura do comércio, tornando necessária a reversão das ações de retomada. Para promover o retorno seguro às atividades econômicas, evitando também sobrecarregar o sistema de saúde, é necessária a articulação entre as prefeituras que compõem os polos econômicos regionais, de modo a conter o fluxo de pessoas que se deslocam entre os municípios e a disseminação do vírus”, conclui Paulo. 




Observatório PUC-Campinas 


Campanha Julho Verde debate o tratamento do câncer no contexto Covid-19


Em cenário de pandemia, o tratamento do câncer não pode parar. SBCCP inicia mobilização pelo Julho Verde.

Este ano de 2020, a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) oficializa o início da 4ª Edição da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Cabeça e Pescoço em conjunto com a Associação de Câncer de Boca e Garganta (ACBG). Com o slogan “O Câncer tá na cara, mas às vezes você não vê!”, seguido da frase: “Seu Corpo é Sua Vida. Não o Destrua!”, a campanha discutirá diversas temáticas, como a pandemia da Covid-19, alimentação saudável, tabagismo, sedentarismo, entre outros fatores de risco.
Desde 2016 a SBCCP participa do movimento criado pela International Federation of Head and Neck Oncologic Societies (IFHNOS), que instituiu o 27 de Julho como o Dia Mundial do Câncer de Cabeça e Pescoço. O mês Julho Verde tem apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da União Internacional para o Controle do Câncer. A SBCCP, portanto, encabeça esta campanha há 5 anos no país.
“O Julho Verde é uma marca da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, em que visa divulgar o câncer de cabeça e pescoço em nosso país, fazendo com que as pessoas conheçam melhor, possam perceber o início dos sintomas e, com isso, possamos oferecer tratamentos mais adequados em função do diagnóstico, que será mais precoce”, explica o presidente da SBCCP, o médico-cirurgião Dr. Antonio José Gonçalves.
Para exemplificar com dados a magnitude do problema, no Brasil, Dr. Gonçalves informa que neste ano, o câncer de cabeça e pescoço deve acometer de 35 mil a 40 mil brasileiros. O segundo maior câncer em frequência, ficando atrás apenas do câncer de próstata para o homem e do câncer de mama para a mulher, se igualando ao câncer de cólon e reto.
“Dentre as principais localizações do câncer de cabeça e pescoço, temos na mulher: o câncer de tireoide, que neste ano de 2020 acometerá aproximadamente 12 mil novos casos. No homem, teremos em boca, 11 mil novos casos e em laringe, teremos aproximadamente, 6.500 novos casos. Além disso, o câncer de cabeça e pescoço acomete a pele da face do pescoço, a faringe, as glândulas salivares, os seios paranasais, enfim, uma série de localizações em que a repercussão no paciente é extremamente importante”, reforça o presidente da SBCCP.
Dr. Antonio Gonçalves saliente que este tipo de câncer mexe com a estética facial, com a deglutição, com a alimentação, com a voz do paciente. “Daí a importância do diagnóstico precoce, para que estes órgãos possam ser preservados e propor tratamentos mais adequados, minimizando os gastos ao nosso sistema de saúde”, completa.
Vivemos uma agenda de adequações devido à pandemia. Este ano, as atividades serão online, com LIVES para debates. 



A eficiência na testagem da Covid19 salva vidas


O surto de Covid19 tem afetado social e economicamente países do mundo todo. Por ser tão complexa a situação, há muitas discussões acerca do surgimento do vírus, maneiras de retardar a propagação e as pesquisas para se descobrir a vacina. Porém, há um ponto de concordância entre as autoridades de saúde: a testagem em maior número possível do novo coronavírus é essencial para seu controle.
           
Em países como o Brasil, onde a doença ainda está em ascensão em diversas regiões, é fundamental realizar testes que tenham uma precisão na detecção do vírus, uma vez que um indivíduo contaminado com o Sars-CoV-2, o vírus da COVID-19, pode transmiti-lo para cerca de seis pessoas, muitas vezes antes mesmo de apresentar os sintomas mais agudos, ampliando exponencialmente a propagação do vírus, segundo o Disease Control and Prevention, o principal instituto nacional de saúde pública dos Estados Unidos.

Em relação à tecnologia, há dois tipos principais de testes atualmente disponíveis para a diagnóstico do Sars-CoV-2: o RT-PCR (sigla em inglês que quer dizer Transcrição Reversa seguida de reação em Cadeia da Polimerase) e o Sorológico.  

O RT-PCR consiste em um método laboratorial de diagnóstico molecular, ou seja, que detecta a presença do material genético do vírus. A amostra utilizada é obtida da mucosa das vias respiratórias. Ele é considerado o método padrão ouro, ou seja, o melhor e mais indicado para diagnóstico da COVID-19. E em meio a uma pandemia, com a enorme quantidade de casos confirmados e suspeitos, é imprescindível recorrer a um teste com qualidade e precisão diagnóstica.

A eficiência de um teste é avaliada por dois fatores: sensibilidade e especificidade. A primeira significa a capacidade de detectar o vírus mesmo em concentrações muito baixas. Em alguns infectados, especialmente aqueles em estágio pré-sintomático, a quantidade de partículas virais (ou cópias) pode ser muito baixa. O RT-PCR detecta a partir de 10 cópias do vírus, o que minimiza resultados falsos negativos. Já o conceito de especificidade está relacionado à capacidade de diferenciar “pedaços” do vírus da COVID-19 que não sejam semelhantes a de outros vírus. Em outras palavras, garantir resultado positivo quando houver a presença do Sars-CoV-2, apenas, e negativo em sua ausência, mesmo se houver infecção por outros vírus respiratórios. O RT-PCR tem a capacidade de detectar o vírus nos primeiros dias após o indivíduo o contrair, mesmo sem apresentar sintomas.

O outro tipo de teste, mencionado acima, é o Sorológico. E como ele funciona? Por meio da pesquisa de anticorpos (IgG e IgM) produzidos contra o SARS-CoV-2 numa amostra sanguínea.
  
O IgM, também chamado de anticorpo de fase aguda da doença, aparece quando a doença está em curso, e só é detectável após o oitavo ou décimo dia da infecção. O IgG, conhecido como anticorpo de memória imunológica, identifica se a pessoa foi exposta ao vírus e, por isso, produziu anticorpos em resposta à infecção. Embora capaz de distinguir infecção ativa (aguda) ou prévia (memória) da COVID-19, a sensibilidade dos testes sorológicos é bastante inferior à PCR. Por isso, a recomendação da OMS – Organização Mundial da Saúde e de autoridades de saúde, para diagnóstico da doença é o RT-PCR, descritos nos principais protocolos mundiais para detecção do novo coronavírus.

Atualmente, já é possível obter um resultado muito rápido do método RT-PCR – em menos de três horas, a partir da análise da amostra. Também há disponibilidade de testes para que o Brasil possa iniciar a testagem em larga escala, com o objetivo de auxiliar os governantes a tomarem as melhores medidas com relação à flexibilização do isolamento social, com um mapeamento preciso dos casos confirmados da Covd19 no país.





Patrícia Munerato - diretora de Análises Genéticas da Thermo Fisher Scientific, empresa líder mundial em produtos e soluções científicas com presença no Brasil.

Especialista em fisioterapia afirma que sequelas do coronavírus afetarão parte da população infectada até o início de 2021


Comprometimento pulmonar e perda da capacidade física e motora estão entre os danos causados pela doença. Demanda por profissionais na área continua aumentando


Os casos de infectados pela COVID-19 tem aumentado a cada dia, sem previsão de queda até o momento. O que muitos desses pacientes ainda não sabem é que parte deles deverão ter sequelas no sistema respiratório, desde casos mais leves da doença até os mais graves, segundo a fisioterapeuta Cássia Xavier Santos, coordenadora dos cursos de graduação e pós-graduação da Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo.

Os pacientes que se tratam ou os que já concluíram o tratamento entre os meses de maio e junho, que até o momento mostram o maior número de contágio e mortes pela covid-19, podem ter consequências no organismo até o início de 2021. Guardadas as proporções dos casos mais e menos graves, ambos serão impactados com a doença, seja por uma possível intubação ou repouso absoluto com acompanhamento médico, respectivamente.

“É por essa razão que a demanda por fisioterapeutas no país aumentou exponencialmente neste período, principalmente em função do trabalho que envolve a recuperação dos pacientes hospitalizados, cuidados intensivos e especializado”, afirma Cassia. Além disso, a tendência é que, mesmo com futuras quedas nos números de infectados no Brasil, a atuação do profissional de fisioterapia deverá ser essencial para a plena recuperação posterior do paciente, em razão das sequelas decorrentes do longo período de internação ao qual muitos deles foram submetidos.

Prova disso, é o aumento na demanda por profissionais em pós-graduação na área em até 50% no período de março a maio deste ano, de acordo com o levantamento da Faculdade Santa Marcelina. A demanda a ser suprida está no apoio a reabilitação principalmente pulmonar, órgão foco do ataque pelo vírus.

Outro fator não menos importante, é a fraqueza muscular. Muitos dos pacientes que tiverem a necessidade de maior tempo de internação em (UTI), precisarão ser acompanhados de perto por esses profissionais, de forma a evitar maior enfraquecimento em médio prazo e acarretar a síndrome do imobilismo. “Em casos graves, pode chegar a dimensões irreparáveis para o paciente, a partir do momento em que o período de repouso pode afetar a função motora do indivíduo”, alerta Cassia.


Fisioterapia na história

A profissão está diretamente ligada à grandes eventos, como foi o caso da Segunda Guerra Mundial. Antes e depois do conflito, a fisioterapia passou a atuar de forma mais expressiva na medicina, juntos aos militares que ficaram comprometidos fisicamente no front. Havia ali uma necessidade de se reaprender a conviver com novas condições corporais ou recuperar parte de funções de maneira progressiva. “Salvo exceções, assemelha-se à batalha que também vivemos hoje e que vai deixar marcas na população pelos próximos anos”, finaliza a coordenadora e fisioterapeuta.

Pandemia é "sinal amarelo" para risco de automedicação


Prática traz sérios problemas para a saúde e não trata adequadamente as doenças


O período de pandemia traz inúmeros desafios e muito aprendizado para as áreas médica e governamental e, ao mesmo tempo, aumenta a preocupação da população em geral com o cenário de incerteza e de medo de contaminação. Com uma vacina ainda em fase de testagem embrionária, os riscos da automedicação crescem tendo em vista a expectativa de uma proteção sem o acompanhamento médico e, portanto, sem respaldo científico.

A automedicação já é um hábito no Brasil. Dados do Conselho Federal de Medicina indicam que 77% dos brasileiros fazem o uso de medicamentos sem qualquer orientação médica.

Um risco que fica ainda maior em tempo de pandemia, como ressalta o cirurgião vascular, Francisco Simi. “Muitas pessoas já têm um remédio que julgam ser o certo para cada tipo de sintoma que aparece. Uma dor de garganta, uma tosse ou uma dor de cabeça são sintomas clássicos para fazer uso de medicação sem qualquer tipo de prescrição. Com a covid-19, o sinal ficou amarelo para a automedicação com remédios que se quer respondem, cientificamente, para um bloqueio na evolução da doença. Esse é um problema gravíssimo”, explica.


Anti-inflamatórios

De acordo com Simi, muitos remédios quando usados em automedicação podem funcionar como um ocultador da doença. É o caso dos anti-inflamatórios, que, além disso, quando ministrados de forma inadequada podem provocar comprometimentos de outros órgãos, como os rins. “Quem faz uso de medicamento sem acompanhamento médico não quer, na maioria das vezes, tratar a doença. O objetivo é ficar livre dos sintomas e isso desencadeia uso excessivo, provocando enormes riscos”, orienta Simi.


Antibióticos

Também são comuns na automedicação, embora a comercialização tenha sido controlada há pouco tempo nas farmácias. Essa categoria de medicamento é exclusiva para tratar infecções causadas por bactérias. “Vírus não é bactéria e, por isso, esse tipo de remédio não tem efeito significativo no trato de quadros virais, como a covid-19. Não se trata de opinião, mas de ciência”, diz. O uso desenfreado de antibióticos pode causar, por exemplo, super-resistência de bactérias, comprometendo a eficácia dos medicamentos já existentes no mundo. 

Acompanhamento

O acompanhamento médico é fundamental para o correto tratamento de um sintoma. O uso de medicamentos sem orientação médica é arriscado. “Traz enormes prejuízos e dissemina uma cultura equivocada na sociedade. Isso pode trazer sérios problemas de saúde pública, como a que estamos vivendo hoje”, finaliza.   

Clima seco favorece doenças nos olhos



Maior reprodução de vírus e aumento das doenças respiratórias afetam a saúde ocular.



Não é só a pandemia que aflige o Brasil. A falta de ar por asma atinge 1 em cada 4 brasileiros, enquanto o nariz entupido pela rinite afeta 26% das nossas crianças e 30% dos adolescentes segundo a ASBAI (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia). A situação fica pior no inverno. Isso porque, a estimativa da OMS (Organização Mundial da Saúde) é de que o clima seco triplica a gripe, resfriado, rinite, sinusite, bronquite e asma nesta época do ano. Todas estas doenças predispõem à alergia ocular.


Pesquisa

De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier diversos estudos mostram que coçar os olhos é o maior fator de risco para a evolução do ceratocone, doença degenerativa que faz a córnea tomar a forma de um cone e responde por 70% dos transplantes no País. O problema, afirma, é que a maioria dos pacientes não consegue abandonar este hábito que faz a visão ficar cada vez mais  desfocada para perto e longe. Um levantamento realizado pelo oftalmologista no último inverno com 315 portadores da doença mostra que metade dos participantes tinham alguma alergia respiratória acompanhada de processo alérgico nos olhos.

A boa notícia é que segundo Queiroz Neto a maioria dos pacientes faz tratamento da alergia com colírio lubrificante, antialérgico ou corticóide. Embora o corticóide não seja indicado para tratar Covid-19, pesquisa da EAACI (European Academy of Allergy and Clinical Immunology) que acaba de ser divulgada, revela que o uso das três classes de colírio estão liberadas durante a pandemia. Só não há consenso médico sobre o tratamento com imunossupressores sistêmicos. Isso porque, podem reativar a infeção de qualquer vírus e dificultar o combate à Covid-19.


Prevenção

Queiroz Neto afirma que o ceratocone não tem cura. A evolução pode ser interrompida com crosslinking, uma cirurgia ambulatorial que associa radiação UV e riboflavina, vitamina B2, para fortalecer a reticulação das fibras de colágeno da córnea. Por isso, o mais importante é o diagnóstico precoce que é feito com a tomografia da córnea e o acompanhamento periódico. A evolução da doença, comenta, geralmente é mais rápida entre crianças e indica necessidade do crosslinking. Durante a pandemia as dicas do médico para evitar a contaminação ocular são: não tocar os olhos, frequentemente lavar ou higienizar com álcool as mãos, não compartilhar toalhas, fronhas ou maquiagem, higienizar computador, celular e teclado com álcool isopropílico.


Conjuntivite viral

Queiroz Neto afirma que os olhos sofrem em dobro no inverno. Isso porque, são externos e a baixa umidade do ar diminui sua principal defesa, a lágrima que tem a função de lubrificar e proteger a superfície. “O frio também cria condições para a maior reprodução de todo tipo de vírus, inclusive do novo coronavírus”, afirma. Resultado: Nesta época do ano aumentam os casos de conjuntivite viral, inflamação da conjuntiva, membrana que recobre a esclera, parte branca do olho e a face interna das pálpebras, explica.


Sintomas e tratamento

Os sintomas elencados pelo médico são: pálpebras inchadas, vermelhidão, coceira, ardência, sensação de areia nos olhos, lacrimejamento, secreção transparente e fotofobia (aversão à luz). Inicialmente o tratamento é feito com compressas frias. Caso os sintomas não desapareçam em dois dias é mais prudente consultar um oftalmologista. Isso porque, o tipo de colírio indicado depender da gravidade do quadro. Os mais graves são tratados com corticóide que exige acompanhamento médico porque a retirada antes da hora provoca efeito rebote. Já o uso prolongado causa glaucoma, maior causa de cegueira irreparável no mundo.


Prevenção: Covid-19 e conjuntivite

Em tempo de pandemia, adverte, mãos contaminadas em superfícies pelo sars-cov-2 transformam o olho em via de acesso do novo coronavírus ao sistema respiratório através do ducto lacrimal. Mas a conjuntivite dificilmente é decorrente desta cepa. Geralmente é causada pela influenza e H1N1
Para evitar contrair a covid-19 pelos olhos e a conjuntivite viral as recomendações do médico são: evitar levar as mãos aos olhos. Lavar as mãos com frequência, evitar o contato com os olhos, não compartilhar toalhas fronhas ou maquiagem são as principais medidas para evitar a contaminação através dos olhos.

Dia Mundial da Alergia: inverno pode agravar os quadros das alergias respiratórias


A data é comemorada na próxima quarta-feira (8) e serve para alertar as pessoas sobre a importância do tratamento das alergias, que, em alguns casos, podem provocar até a morte.


O inverno chegou. E durante a estação, algumas alergias e doenças respiratórias, como rinites, sinusites, asma, alergias e resfriados surgem com mais frequência, em virtude das baixas temperaturas e do clima seco, atingindo facilmente mais pessoas e agravando os quadros das alergias respiratórias. Para alertar as pessoas sobre a importância do tratamento das alergias, que, em alguns casos, podem provocar até a morte, no dia 08 de julho é comemorado o Dia Mundial da Alergia.

A pneumologista pediátrica, alergologista e imunologista do Hospital Dia do Pulmão, centro de referência na área respiratória de Blumenau (SC), Dra. Caroline Gabriele Bernardes, alerta que em tempos de pandemia, é preciso ficar atento para não confundir os sintomas. "Ao contrário do que acontece em pacientes diagnosticados com a Covid-19, as alergias não causam febre. Os sintomas mais comuns são: espirros, coriza, obstrução nasal, coceiras no nariz, ouvido, garganta, tosse e falta de ar", diz.

As alergias respiratórias atingem grande parte da população mundial. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 40% das pessoas sofrem com algum tipo de alergia. A médica revela que entre as alergias respiratórias mais comuns estão a rinite e a asma. "A asma, por exemplo, consiste no estreitamento de canais de ar dos pulmões, mais conhecidos como brônquios, o que dificulta a respiração causando tosse seca, chiado e sensação de aperto no peito. A doença, pode surgir na infância e não tem cura, entretanto, possui tratamento que, na maioria dos casos, permite vida normal, evitando as crises e gravidades", afirma Dra. Caroline.

A médica explica que a rinite é ocasionada pela inflamação aguda ou crônica, infecciosa, alérgica ou irritativa da mucosa nasal e que no inverno é mais frequente por conta da maior proliferação de bactérias, ácaros e dos vírus que ocasionam as doenças respiratórias em roupas de inverno e cobertores que ficam guardados durante as outras estações e acabam desencadeando as crises de alergia. "Entre os sintomas, podemos destacar os espirros, tosse seca, coceira no nariz, coriza nasal clara e lacrimejamento dos olhos", conclui a pneumologista pediátrica, alergologista e imunologista do hospital.




Hospital Dia do Pulmão (HDP)


Infarto e derrame podem estar por trás da disfunção erétil: entenda os sinais


15 de julho é o Dia Nacional do Homem


Obesidade, diabetes mellitus e dislipidemia (alterações do colesterol e/ou triglicerídeos) podem representar a síndrome metabólica e devem sempre ser lembrados para tratar da saúde do homem. A disfunção erétil (DE) atinge cerca de mais de 152 milhões de homens em todo o mundo e está comumente associada ao diabetes mellitus, à hipertensão arterial e obesidade e pode ser o primeiro sinal de que o homem está apresentando alguma doença cardiovascular. Entre os riscos estão o infarto do miocárdio e o acidente vascular encefálico (“derrame”).

“Os homens apresentam muito mais resistência em procurar assistência médica preventiva, por medo, vergonha ou ‘falta de tempo’ do que as mulheres, o que resulta em diagnósticos mais tardios e complicados na maioria dos casos. Cuidados com a saúde geral em caráter preventivo podem melhorar a saúde e a qualidade de vida de homens e mulheres. A SBEM-SP quer alertar ao homem da importância de fazer avaliação clínica periódica”, explica a Dra. Larissa Gomes, diretora da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP).


Atenção para os sinais de alerta para procurar um médico:
  1. Grande quantidade de gordura abdominal - Em homens-> cintura com mais de 94 cm.
  2. Baixo HDL (“bom colesterol”) - Em homens-> menos que 40mg/dL.
  3. Triglicerídeos elevado (nível de gordura no sangue) - 150mg/dL ou superior.
  4. Pressão sanguínea alta - 135/85 mmHg ou superior ou se está utilizando algum medicamento para reduzir a pressão.
  5. Glicose elevada no sangue.
O risco de vir a ter síndrome metabólica aumenta se o homem apresenta hábitos sedentários; aumento do peso, principalmente, na região abdominal (circunferência da cintura); se há histórico familiar de diabetes, pressão alta, e níveis elevados de gordura no sangue. Dieta mais saudável, prática de atividade física regular e abandono do tabagismo são necessários para a melhora da saúde.


A Andropausa - Também chamada pelos médicos de DAEM (Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino) trata-se da falta de testosterona na corrente sanguínea. Mais frequente em homens diabéticos, obesos e sedentários, a andropausa traz sintomas como: queda de desejo sexual (libido), disfunção erétil, desânimo, cansaço, ondas de calor (fogachos), alteração do sono, perda de massa muscular, acúmulo de gordura no abdômen (”barriga”) e até ossos fracos (osteoporose).


O papel da testosterona - Produzida principalmente nos testículos, a testosterona é o mais importante hormônio sexual do homem (androgênios). “Essencial para boa saúde dos músculos e ossos, ajuda na disposição e na função sexual do homem”, finaliza a endocrinologista.






SBEM-SP  - Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Estado de São Paulo
bit.ly/PODCASTSBEMSP



Busca por internet móvel cresce quase 11% em maio



Mesmo com grande parte das pessoas ainda trabalhando em casa, a procura por internet móvel cresceu no último mês. Segundo um levantamento do site Portal de Planos (https://portaldeplanos.com.br/) - plataforma que reúne em um único lugar todos os planos de internet, celular, TV e telefone - a busca por internet móvel em maio teve um aumento de 10,75% em relação a abril. 

Ainda de acordo com a pesquisa, a procura por planos de TV por assinatura também cresceu. Em percentual do volume de buscas, esse número representa 7,93%.

“Com o fato de muitas pessoas terem precisado começar a trabalhar de casa de uma hora para outra, pudemos notar que agora há uma exigência ainda maior com a qualidade do serviço prestado, pois houve um crescimento na procura por melhorias nos planos atuais nos últimos meses”, revela Yuri Kaminski, especialista em marketing digital do Portal de Planos, site que além ajudar as pessoas a escolherem o plano ideal, possibilita a realização do teste de velocidade da internet.

Mudança em relação ao balanço anterior

Com este novo balanço, o Portal de Planos identificou algumas mudanças de comportamento em relação à abril. No mês anterior a busca por internet fixa havia aumentado. Em maio, a procura por internet móvel é que cresceu. “A retomada gradual das atividades em algumas regiões pode justificar essa alteração. Se as pessoas voltam a sair na rua, elas também voltam a precisar do celular e da internet móvel”, afirma Yuri. 

Outros serviços de telecomunicações, como TV por assinatura, também já não estavam mais sendo tão procurados pelos consumidores quanto no início da quarentena. No entanto, em maio, houve um aumento de 7,93% na busca por TV por assinatura em maio.

Segundo o especialista, essas mudanças podem significar que as pessoas estão mais adaptadas à nova rotina e, portanto, voltaram a buscar serviços consumidos anteriormente. 




Considerações sobre a conversão da MP 936/2020 em Lei 14.020/2020


Prorrogação dos prazos máximos depende de novo decreto regulamentador - empregados e empresas devem aguardar novo prazo por parte do Poder Executivo


Em 6 de julho, o presidente da República sancionou, com vetos parciais, o projeto lei de conversão da MP 936/2020, aprovada pelo Senado, em 16 de junho, a Lei foi publicada em 07/07/2020 sob o nº 14.020/2020 e, além de outras medidas, autoriza, mas não determina qual o prazo de prorrogação da redução de salários e jornada e a suspensão de contratos durante a pandemia.

Importantes alterações foram inseridas na MP e aprovadas pelo Senado e sancionada pelo presidente da República. Entre elas, a possibilidade de prorrogação da suspensão dos contratos de trabalho e da redução da jornada e salário, além dos 60 dias e 90 dias, respectivamente, previstos inicialmente na MP936/2020 e nos artigos 7º e 8º da lei 14.020/2020.

Entretanto os prazos, tanto da suspensão, quanto da redução de jornada e salário, só poderão ser prorrogados pelas empresas após nova determinação do Poder Executivo. Ou seja, os empregados, que já somam quase 10 milhões, contemplados pelo programa de Benefício Emergencial de proteção ao emprego e renda (BEm[1]) pelos prazos máximos previstos em Lei, terão que aguardar nova diretriz normativa do Poder Executivo Federal, por meio de Decreto Executivo, para ter os benefícios estendidos.

Outro ponto interessante inserido na Lei é a proibição das empresas cobrarem dos estados, municípios ou da União as despesas indenizatórias provenientes das rescisões trabalhistas oriundas de medidas de combate a propagação do coronavírus (SARS-CoV-2), afastando a aplicabilidade do art. 486 da CLT.

O dispositivo da CLT prevê que em caso de paralisação (temporária ou definitiva) dos trabalhos da empresa, motivada por ato da autoridade pública (municipal, estadual ou federal – através de lei ou resolução), que impossibilite a continuação da atividade, ficará a cargo do governo responsável pela medida o pagamento indenizatório da rescisão do contrato de trabalho. Vale lembrar que esse dispositivo foi alardeado pelo presidente em mais de uma ocasião, mas ele não vetou o referido dispositivo que afasta a aplicabilidade da teoria do fato do príncipe enquanto durar a estado de calamidade pública e o estado de emergência de saúde pública de importância internacional (Decreto Legislativo nº 6 de 20/03/2020 e Lei nº 13.979/2020).

Importante ressaltar que os prazos de suspensão e redução de jornada e salário já estão chegando, em grande parte das empresas, ao limite inicialmente previsto (total de 90 dias), pois as regras entraram em vigor em vigor em 1º de abril, ou seja, a mais de 90 dias.

Como a prorrogação além dos prazos iniciais depende de nova determinação do Poder Executivo Federal, as empresas que já se utilizaram do programa, caso o prazo de prorrogação não seja aprovado, terão que reestabelecer os contratos dos empregados em sua plenitude de salário, pois os empregados têm garantia provisória ao emprego por período equivalente ao acordado para a suspensão ou redução. Assim, o governo deve agir rápido para não prejudicar ou inviabilizar, ainda mais, os empregados e empregadores.





Carlos Eduardo Santos Cardoso Derenne - advogado trabalhista





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