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terça-feira, 7 de julho de 2020

E-commerce brasileiro cresce 39,7% em junho, mas desacelera ritmo; Turismo cresce pela primeira vez


 Segundo estudo da consultoria Conversion, movimentação no mês caiu 6,29% em comparação à maio, devido a sazonalidade e reabertura de lojas físicas


A pandemia trouxe um grande crescimento para as vendas online. É o que aponta levantamento da Conversion, consultoria de SEO e marketing de performance. O setor online cresceu 39,7% em junho na comparação com o momento anterior ao novo coronavírus.

“Com as medidas de quarentena, as pessoas passaram a ficar mais em casa e usaram a Internet para comprar”, explica Diego Ivo, CEO da Conversion. “Há um grande e irreversível movimento em prol do e-commerce, que está batendo recorde sobre recorde”, diz Ivo.

Por outro lado, quando se compara o mês de junho a maio, há uma leve queda de 6,28% no setor, que se deve a uma sazonalidade natural do mês (em maio há o Dia das Mães) e, possivelmente, ao início da reabertura de lojas físicas e shopping centers, ainda que parcialmente.

Turismo volta a crescer pela primeira vez

Outro dado que traz o levantamento da Conversion é que, pela primeira vez desde o início da pandemia, o setor de Turismo (que acumula perdas de 74%) voltou a crescer e acumulou ganhos de 28% em relação a maio.
Ainda é muito cedo, entretanto, para dizer que tudo está ótimo. Com a reabertura gradativa, Diego Ivo vê um novo normal: “com a volta, é claro que as pessoas não vão ficar só em casa, mas os novos hábitos, especialmente os de consumir online, foram fortalecidos”, prevê o executivo.


Crescimento de setores durante a pandemia (junho x fevereiro)


 
Categoria
   Crescimento
Eletrônicos
   139,92%
Casa
   83,04%
Moda
   71,88%
Comida
   61,66%
Pet
   60,50%
Mercado
   37,53%
Grande varejo
   34,59%
Farmácia & Saúde
   27,24%
Cosméticos
   17,67%
Outros
   16,42%
Educação & Livros
   -2,57%
Importados
   -10,09%
Turismo
   -73,49%
Média geral
   39,66%


Crescimento de setores mensal em junho (junho x maio)
 
Categoria
   Crescimento
Turismo
   28,06%
Comida
   0,17%
Outros
   -0,23%
Casa
   -1,00%
Eletrônicos
   -1,98%
Pet
   -3,11%
Mercado
   -8,45%
Grande varejo
   -8,73%
Farmácia & Saúde
   -9,54%
Moda
   -11,71%
Importados
   -11,86%
Educação & Livros
   -12,90%
Cosméticos
   -16,67%
Total geral
   -6,29%


Uma nova corrida pelo e-commerce no Brasil

Seguindo a linha de empresas como Amazon, Facebook e Apple, que já superaram seu valor de mercado pré-coronavírus, no Brasil espera-se uma nova corrida pelo e-commerce, que se tornou a única modalidade de vendas para muitos varejistas.

Durante a pandemia, o e-commerce foi o único canal de vendas para praticamente todos os varejistas (B2C – Business to Consumer) e até indústrias, que chegam ao online pela modalidade de vendas conhecida como D2C (Direct to Consumer). Vendas online aumentaram 51%.

Pensando nesse movimento, a Conversion preparou um guia para e-commerce (https://www.conversion.com.br/blog/o-que-e-ecommerce/), que traz as melhores práticas para operação, site e marketing de sites de comércio eletrônico e também tem visto um aumento na demanda por estratégias online.

“No primeiro momento as empresas tomaram um verdadeiro susto, mas muitas empresas já perceberam que os canais online são a solução e os investimentos estão sendo retomados”, afirma o CEO da Conversion, que prevê um crescimento em 70% nos negócios da consultoria até o fim do ano.


Ranking dos 50 principais sites de e-commerce (tráfego em milhões)

 
Marca
Categoria
Acesso em Junho (em milhões)
MercadoLivre
Grande varejo
247,8
Americanas
Grande varejo
124
Amazon
Grande varejo
83,33
Magazine Luiza
Grande varejo
70,08
Casas Bahia
Grande varejo
58,87
AliExpress
Grande varejo
33,43
Submarino
Grande varejo
23,41
Elo7
Outros
21,12
Extra
Grande varejo
19,33
ShopTime
Grande varejo
18,7
Carrefour
Mercado
17,02
Madeira & Madeira
Casa
15,92
Dafiti
Moda
15,57
Samsung
Eletrônicos
15,45
PontoFrio
Grande varejo
14,33
Leroy Merlin
Casa
13,21
Apple
Eletrônicos
12,34
iFood
Comida
12,12
Riachuelo
Moda
10,37
Gran Cursos Online
Educação & Livros
9,768
Estratégia Concursos
Educação & Livros
9,702
Natura
Cosméticos
9,631
Lojas Renner
Moda
9,129
Zattini
Moda
8,229
Marisa
Moda
7,835
Avon
Cosméticos
7,313
C&A
Moda
7,168
Fast Shop
Eletrônicos
6,895
O Boticário
Cosméticos
6,772
Wish
Importados
6,704
Loja do Mecânico
Outros
5,941
Estante Virtual
Educação & Livros
5,862
eBay
Importados
5,538
Ultra Farma
Farmácia & Saúde
4,818
Saraiva
Educação & Livros
4,573
Booking
Turismo
4,516
Havan
Grande varejo
4,063
DrogaRaia
Farmácia & Saúde
3,942
Ricardo Eletro
Eletrônicos
3,927
Petz
Pet
3,847
Pet Love
Pet
3,685
Drogasil
Farmácia & Saúde
3,461
Polishop
Eletrônicos
3,082
ShopFácil
Grande varejo
2,581
Decolar
Turismo
2,462
Pão de Açúcar
Mercado
2,396
Growth Supplements
Farmácia & Saúde
2,302
Decathlon
Moda
1,952
ViajaNet
Turismo
1,603
Livraria Cultura
Educação & Livros
0,897


Metodologia

O levantamento foi realizado pela consultoria Conversion no dia 7 de julho de 2020, utilizando ferramentas de inteligência competitiva digital, tais como SimilarWeb e SEMRush.

Os dados deste estudo se referem ao tráfego dos principais sites de e-commerce, que foram selecionados de acordo com o critério de, majoritariamente, ser transacional (ou seja, vender online).






Conversion


Os perigos da retomada: o que você precisa saber sobre saúde e segurança antes de voltar ao trabalho?



A flexibilização da quarentena já é uma realidade para muitos locais no país. Cidades da Região Metropolitana de São Paulo, por exemplo, reabriram o comércio nesta semana – inclusive, com alguns já registrando aglomerações. Pouco a pouco, vamos voltando a sentir o gosto do que conhecíamos como normal, ainda que o dia a dia nas ruas ainda esteja cheio de restrições.

Para as empresas que estão planejando a volta ao trabalho, porém, ainda há muitas dúvidas. Mesmo com a liberação das atividades, é preciso estar atento às recomendações do poder público, além de organizações como a OMS (Organização Mundial da Saúde) e a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Questões de saúde e segurança no trabalho nunca estiveram tão em voga, principalmente depois que o STF (Supremo Tribunal Federal) considerou a Covid-19 como uma doença ocupacional, o que, na prática, representa que as empresas podem ser auditadas caso seja comprovado um risco de contaminação no local de trabalho.

Hoje, a principal recomendação é evitar aglomerações. E, para isso, algumas medidas devem ser levadas em consideração. A primeira delas é entender que o trabalho não começa só quando o colaborador chega na empresa, mas desde o momento em que ele sai de casa. Todo o trajeto deve ser considerado.

Neste momento, é importante verificar se é possível flexibilizar as jornadas de trabalho, permitindo o trabalhador realizar suas atividades em casa e ir até o escritório somente em alguns dias da semana e evitando que os colaboradores utilizem o transporte público em horários de pico, se expondo ao risco de contaminação. Isso também permite distribuir de uma maneira mais organizada as entradas e saídas de funcionários, sem que haja muitas pessoas ao mesmo tempo nas empresas.

Alguns cargos administrativos, por exemplo, não precisam estar todos os dias no trabalho. Muitas empresas, principalmente na Europa, já adotavam medidas como essa justamente por entender que não é necessário ir trabalhar todo dia fisicamente. Se nada disso for possível, há casos de empresas que contrataram vans para garantir o deslocamento dos funcionários com segurança. O custo desses serviços costuma ser equivalente ao que ela desembolsaria com vale-transporte.

Outra ponderação é em relação a organização dos espaços de trabalho, com mesas a pelo menos dois metros de distância umas das outras. A higiene pessoal também precisa estar alinhada à higienização do posto de trabalho, equipamentos como mouse, notebook e itens de uso compartilhado. Isso sem falar no uso de sanitários compartilhados, cuja limpeza deve ser feita com mais frequência. Empresas que possuem refeitórios precisam reorganizar o espaço e os horários das refeições, de modo a evitar aglomerações.

A ventilação dos espaços deve ser uma prioridade. Não adianta ter um distanciamento considerado adequado se o ar condicionado do escritório não estiver com os filtros limpos e não houver troca de ar, ainda mais porque fica cada vez mais evidente que a Covid-19 é transmitida pelo ar. Recentemente, um grupo de 239 cientistas afirmou que partículas do novo coronavírus permanecem no ar em ambientes fechados, com capacidade de infectar as pessoas.

Especialmente em momentos como este, a análise e gestão de riscos podem contar com o auxílio de uma consultoria especializada, que saberá traçar os planos de implementação de mudanças alinhados à cultura da empresa. Além disso, empresas certificadas pela ISO 45.001 possuem métricas para avaliar tudo que diz respeito a saúde e segurança ocupacional de seus funcionários. Isso ajuda em momentos como esse porque permite atuar com a prevenção e não com a reação a eventos adversos.

O momento pede ação e planejamento. Não é possível expor os colaboradores a um risco ainda maior do que eles já enfrentam no dia a dia. É hora das empresas praticarem o zelo e a empatia, buscando minimizar o contágio entre funcionários e, inclusive, clientes. A PALAS conta com um programa de consultoria chamado Cuidar em que desenvolvemos estratégias de retomada para as empresas com base na ISO 45.001 e nas recomendações da ANVISA e da OMS. É preciso estar preparado para o futuro e todas as possibilidades de enfrentamento à doença. Assim, poderemos dar o primeiro passo em direção a retomada econômica e garantir a manutenção do sustento de tantas famílias brasileiras.





Alexandre Pierro - sócio-fundador da PALAS e um dos únicos brasileiros a participar ativamente da formatação da ISO 56.002, de gestão da inovação.


Piramboia, Estivação e Gestão Empresarial: existe uma relação entre tudo isso?



Sempre gostei muito de entender os animais. Quando criança - e até a adolescência - lia muito a revista Super Interessante. Tive a grande sorte e o privilégio do meu irmão mais velho, Wilson Kazuo, assinar o título desde a primeira edição. Eu fico fascinado pela quantidade de espécies diferentes e como elas enfrentam as adversidades para sobreviver.

Nesse tempo de isolamento e de grandes desafios, especialmente para quem é dono de empresa, lembrei-me de um peixe chamado piramboia. Trata-se de um tipo de mistura de peixe e réptil. Não é um animal bonito de se ver, mas apresenta uma vantagem impressionante: ele consegue respirar dentro e fora d´água. Isso acontece, graças ao sistema respiratório que combina brânquias e pulmões.

Essa vantagem permite à piramboia sobreviver na seca. Isso mesmo! Quando as águas do rio secam, o fundo dele fica evidente e tudo o que resta é lama, a piramboia entra em estado de dormência. É a chamada estivação, algo muito parecido com a hibernação dos ursos, que ocorre no inverno. Na estivação, o organismo entra em um modo de sobrevivência, consumindo o mínimo possível de energia, apenas o suficiente para manter os sinais vitais garantidos até a próxima chuva, que encha os rios. Mas como a piramboia sabe quando vai acontecer a nova fase de cheias nos rios? Pois é, ela não sabe e não precisa saber. Ela permanece em estivação por meses. Consegue ficar assim até quatro anos, se for necessário.

Assim, quando cai a chuva, ela espera. Se o volume permanece constante, a piramboia sai do estado de estivação e segue para os rios. Além de tudo, esse animal mantém uma reserva de energia para se arrastar até o rio mais próximo.

Vejo que o exemplo da piramboia pode ajudar muito algumas empresas de áreas como eventos, entretenimento, alimentação fora do lar, turismo e até de outros setores. Vi muitas empresas destes segmentos se movimentarem para criar serviços on-line, investindo em capacitação e estrutura para o home office. Vi executivos e empresários debruçando em problemas e pensamentos, imaginando como criar uma fonte alternativa de receita e, infelizmente, acabarem perdendo mais dinheiro ainda. Consequentemente, diminuíram ainda mais o caixa, que já sofria nestes últimos três meses.

A estratégia da piramboia vale para essas empresas e empresários. Será que não é melhor ficar quietinho, sem se movimentar, sem gastar energia, mantendo o estado de estivação até que o ambiente melhore? Há quem diga que devemos fazer algo para mudar sempre. Mas, se os fatores externos inviabilizam a sobrevivência de qualquer ser, então, ficar parado talvez seja a melhor ação a ser executada naquele momento.

Quando a tempestade passar, os indicadores começarem a favorecer a economia e o mercado der sinal de vida, essas empresas podem começar a acordar e retomar suas atividades aos poucos. A parte boa é que essa estratégia pode ajudar a armazenar o pouco de energia que sobrou (nesse caso, grana mesmo) para a retomada dos negócios. Se não houver como sobreviver lá fora agora, pense nisso!




Haroldo Matsumoto - especialista em gestão de negócios e sócio-diretor da Prosphera Educação Corporativa, consultoria multidisciplinar com atuação entre empresas de diversos portes e setores da economia. 


segunda-feira, 6 de julho de 2020

AMPARA Animal apresenta os heróis Quarentiners para salvar a humanidade do tédio


Campanha criada pela HavasPlus quer promover a adoção de animais durante o período de quarentena


Após meses de isolamento social, o tédio, a solidão e o desânimo começam a invadir diversos lares. Para “salvar a humanidade” e resgatar a alegria e a diversão nos lares brasileiros, a AMPARA Animal escalou um time de heróis: a Liga Quarentiners. Em campanha criada pela agência HavasPlus, a instituição - que luta pela defesa dos direitos e pelo respeito aos animais -, incentiva a adoção de cães e gatos de forma divertida e lúdica.

Se apropriando da linguagem dos quadrinhos, literatura que deu vida à maior parte dos grandes super-heróis, a ação apresenta alguns dos cães e gatos que fazem parte da liga Quarentiners da AMPARA Animal. Por meio de um filme e peças para as redes sociais, a ONG revela aos brasileiros os heróis podem trazer alegria à vida novamente.


https://youtu.be/qz3ousIgWZg 

Quem estiver interessado em adotar um animal de estimação, pode entrar em contato com a ONG AMPARA Animal por meio do e-mail adote@amparaanimal.org.br ou pelo site www.amparanimal.org.br/adote



Sobre a AMPARA Animal:

A AMPARA Animal – Associação de Mulheres Protetoras dos Animais Rejeitados e Abandonados nasceu em agosto de 2010 com o objetivo de mudar a realidade de cães e gatos em situação de vulnerabilidade. Já em 2013 recebeu do Ministério da Justiça a certificação de OSCIP, comprovando sua transparência administrativa e seriedade.

Em 2015 lançou a campanha “Somos Todos Vira-Latas” que ficou conhecida nacionalmente e desmistificou o preconceito em relação à adoção de animais sem raça definida. No mesmo ano, se tornou a instituição que mais ajuda animais no país ao se tornar uma ONG mãe que ampara mais de 450 ONGs e protetores cadastrados em nível nacional com ração, medicamentos, vacinas, atendimento veterinário, eventos de adoção e projetos de conscientização. A AMPARA também gerencia o maior programa de adoção do país. Em 2016 ampliou a sua atuação para o segmento de animais silvestres, destacando-se como uma aceleradora de projetos de conservação e promoção de bem-estar. Em 2019 a AMPARA lançou a exposição Sinta na Pele, que representou um grande marco à instituição ao retratar, com uma abordagem bem explícita e polêmica, as diversas formas de exploração às quais os animais são submetidos diariamente. Também em 2019 iniciou o projeto Life Print em parceria com renomadas marcas da indústria da moda, criado pela agência Africa. Life Print é a primeira animal print certificada do mundo e reverte 100% dos seus lucros para a preservação das onças-pintadas do Brasil. Ainda em 2019, a AMPARA Animal recebeu as premiações do Instituto Doar de uma das 100 melhores ONGs do país e a melhor ONG da Região Sudeste.

Ficha Técnica
Anunciante:
AMPARA Animal
Agência: HavasPlus São Paulo
Título: Quarentiners
Produto: Adoção de pets

Chief creative officer (CCO): Alexandre Vilela (Xã)
Diretor de Criação: Alexandre Vilela (Xã), Melissa Pottker e Juliano Almeida
Diretores de Arte: Nuno Mendes
Redatores: Paula Capobianco
Conteúdo: Juliana Longano
Planejamento: Eduardo Loureiro
Diretor de Atendimento: Carolina Abreu
Atendimento: Carolina Abreu e Paloma Rodrigues
Diretor de Mídia: Andrea Ferreira
Mídia: Andrea Ferreira e Bruno Capitani
Assessoria: Giusti Comunicação
Projetos: Rafael Coelho, Danillo Ferreira e Isabele Prieto
Produção RTV: Diego Melo e Beatriz Rossi
Animação: Taís Peri e Gabriel Balestte
Produtora de Áudio: Lira Audio


Cinco anos do Estatuto da Pessoa com Deficiência



Conquista recente para os brasileiros, a Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015), também conhecida como o “Estatuto da Pessoa com Deficiência”, completou cinco anos da sua existência na data de 06 de julho. Trata-se de uma lei que teve a sua discussão iniciada em meados dos anos 2000 pelo Congresso Nacional e que foi uma verdadeira vitória dos movimentos da sociedade civil em prol das pessoas com deficiência (PcDs).

O Estatuto garante em lei a autonomia e a capacidade das PcDs para viverem em sociedade em condições igualitárias em relação aos demais indivíduos. As pessoas com deficiência possuem hoje direito a terem a sua reconhecida plena capacidade civil, com a designação de um curador restrita somente a temas de ordem patrimonial e negocial; à inclusão escolar; a um auxílio-inclusão oferecido pela Previdência Social; ao atendimento prioritário em serviços públicos e na restituição do Imposto de Renda; e a serem incluídas no Cadastro Nacional de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Cadastro-Inclusão).

A Lei também passou a punir criminalmente os responsáveis pela exclusão das pessoas com deficiência, assim como na esfera administrativa, sob pena de ato de improbidade. Por fim, o Estatuto ainda ampliou o financiamento do esporte paralímpico a partir da arrecadação das loterias federais.

Muitas foram as conquistas em favor das pessoas com deficiência, sobretudo a visibilidade das pessoas com deficiência intelectual e mental que, sob o ponto de vista histórico, sempre ficaram à margem da sociedade.

Esse importante marco regulatório, que foi inserido no ordenamento jurídico com o status de norma constitucional, porquanto decorre de tratado internacional, outorgou real capacidade às pessoas com deficiência, o que, na prática, significa protagonismo e autonomia na vida civil.

É claro que o Estatuto ainda demanda ajustes até para salvaguardar mecanismos de proteção como, por exemplo, em relação a prazos prescricionais dos direitos das PcDs. Mas não podemos deixar de comemorar o sentido da Lei Brasileira de Inclusão, especialmente no tocante ao dever de promovermos a inclusão por meio da diminuição de barreiras, a fim de que as pessoas com deficiência também executem seus planos de vida.

É necessário sempre atuar para criar e manter uma cultura de inclusão e derrubar as barreiras ainda existentes no cotidiano para as pessoas com deficiência, sejam as físicas, em relação à acessibilidade, sejam as sociais no convívio coletivo. A pandemia da Covid-19 (coronavírus), que afeta mais as pessoas com deficiência na crescente crise de empregabilidade e na adaptação ao “novo normal”, é um exemplo de como este trabalho deve ser constante.

Como diz o jurista alemão Rudolph Von Ihering, viver não significa simples existência física. Viver almeja bem-estar e, por mais diversa que seja sua ideia de bem-estar, a realização deste ideal constitui o objetivo de toda a sua aspiração, a alavanca de sua vontade!





Viviane Limongi - mestre e doutoranda em Direito Civil, com linha de pesquisa na área da pessoa com deficiência, e sócia do escritório Limongi Sociedade de Advogados.



Julho Amarelo: Infectologista do Hospital América de Mauá alerta a população para a prevenção das hepatites virais





A campanha Julho Amarelo faz referência ao dia 28 de julho, data escolhida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para celebrar o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais. A campanha visa conscientizar e orientar a população a respeito das consequências das hepatites virais e da importância da prevenção e do diagnóstico precoce dessas doenças. Segundo o Ministério da Saúde, milhões de pessoas no Brasil são portadoras do vírus das hepatites B e C e não sabem, correndo o risco de desenvolverem a doença crônica, cujas consequências mais graves são a ocorrência de cirrose ou câncer hepático. 



A hepatite é uma afecção do fígado, causada por vários fatores tais como infecções virais, consumo excessivo de álcool, uso de medicamentos que podem lesar o fígado, além de doenças autoimunes. “São três as hepatites virais mais comuns: hepatite A, hepatite B e hepatite C”, explica o Dr. Claudio Roberto Gonsalez, infectologista e prestador de serviços do Hospital América de Mauá.

O diagnóstico das hepatites virais é feito por meio de exames sorológicos em que é investigada a presença de anticorpos no sangue do paciente, sintetizados por ele para agir contra o vírus. No exame físico, são pesquisados sinais de doença hepática, como icterícia e aumento do volume do fígado. “Outra forma de diagnosticar hepatites B e C é fazendo a pesquisa do vírus diretamente no sangue por meio de um exame chamado Reação de Cadeia de Proteínas (PCR ou carga viral)”, lembra o infectologista.

Os sintomas mais comuns das hepatites virais são febre, dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia e astenia (perda ou diminuição da força física), sendo os mais característicos a icterícia (pele e olhos amarelos), colúria (urina escura) e acolia fecal (fezes esbranquiçadas). “A maioria dos pacientes, porém, são assintomáticos”, ressalta o especialista.

O tratamento da doença depende do tipo de hepatite. “A hepatite A é geralmente autolimitada, possui cura espontânea. Já as hepatites B e C também podem se curar espontaneamente, mas ao cronificarem, devem ser tratadas com antivirais”, esclarece o doutor.

A melhor estratégia de prevenção das hepatites inclui medidas educacionais de higiene, melhoria das condições de vida, com adequação do saneamento básico, e não ter relações sexuais sem proteção. “No caso das hepatites A e B, a vacinação é uma das melhores formas de se evitar a doença. No caso da hepatite A, o saneamento básico e bons hábitos de higiene são importantes fatores protetores. Para as hepatites B e C, o uso de preservativos, o controle rigoroso de transfusões sanguíneas e a pesquisa da doença no pré-natal são métodos utilizados”, pontua Gonsalez.

O maior desafio dos especialistas ainda é a falta de conhecimento das pessoas sobre essas doenças. “Existe muita falta de esclarecimento da população. As pessoas praticamente não reconhecem as formas de transmissão e não valorizam o valor da vacinação para esses casos”, finaliza o médico.






Dr. Claudio Roberto Gonsalez - infectologista e prestador de serviços do Hospital América de Mauá.


Quarentena: o risco para a saúde das pernas no home office


Especialista explica que pessoas que estão trabalhando em casa devem adotar algumas medidas para evitar problemas na circulação do sangue nas pernas


Em razão do isolamento social recomendado pelas autoridades de saúde de todo o mundo devido à pandemia do novo coronavírus, a maior parte das empresas, especialmente companhias alocadas em escritórios, adotou o home office como solução de trabalho aos funcionários nesse período. O formato, que já era conhecido, mas ganhou força em meio à necessidade de distanciamento social, ajuda a prevenir a propagação da Covid-19, mas o trabalhador deve ficar atento com a saúde das pernas, uma vez que, em grande parte das vezes, fica sentado em frente ao computador por um período muito longo.

Segundo o médico Gustavo Solano, especialista em Cirurgia Vascular e parceiro da SIGVARIS GROUP, empresa suíça líder em acessórios de compressão graduada, ficar muito tempo parado em uma mesma posição, seja em pé ou sentado, pode prejudicar a circulação venosa nas pernas. "Há o risco do agravamento de doenças vasculares, porque a posição dificulta o retorno do sangue venoso, favorecendo o aparecimento de dor e edema nas pernas". A ativação da circulação sanguínea local é essencial para prevenir doenças venosas, como varizes e trombose. É importante que quem está trabalhando em casa tenha em mente que é preciso fazer alguns intervalos ao longo do dia para se movimentar, a fim de prevenir os sintomas citados (dor e inchaço), assim como casos de tromboflebites, trombose venosa profunda e piora das varizes e microvarizes em casos mais avançados", diz.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que as doenças cardiovasculares est]ao entre as maiores causas de morte prevenível no planeta, por isso, especialistas elencam dicas importantes para manter a saúde das pernas:

§ Levante do banco, cadeira ou poltrona e caminhe um pouco: a natureza de nosso corpo é estar em movimento, portanto, é essencial se levantar sempre que possível e caminhar. O movimento ajudará a manter a circulação ativa.

§ Movimente-se, mesmo sentado: mesmo sentado, é muito importante se exercitar para evitar a sensação de cansaço nas pernas. Movimentar os tornozelos pode aliviar o desconforto.

§ Use meias de compressão graduada: a compressão graduada, além de promover conforto e bem-estar, auxilia no direcionamento correto do fluxo venoso e linfático. Com isso, não ocorre o acúmulo de sangue na região inferior das pernas, permitindo uma nítida melhora na circulação.

§ Adote hábitos saudáveis: além de evitar o fumo e a ingestão de bebidas alcoólicas, mantenha uma alimentação balanceada e beba água com frequência, para manter o organismo mais saudável.






SIGVARIS GROUP
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Pediatra alerta para sintomas na saúde infantil que precisam de atenção médica imediata


Especialista orienta para a diferença entre o que é emergência e o que pode esperar nos cuidados com as crianças, durante a pandemia. Alguns acidentes domésticos exigem pressa. Febre, vômitos, diarréia e recorrentes também merecem alerta


Em tempos de pandemia e isolamento social é importante saber qual o momento certo de ir ao hospital, especialmente para as crianças pequenas, que ainda estão com sistema imunológico em formação e os hospitais são considerados alto risco de contaminação para a Covid-19, justamente pelo grande número de pessoas doentes. Entretanto, a saúde dos pequenos não deve ser negligenciada, mas pais, mães e cuidadores, precisam entender a diferença entre o que é emergência e o que pode esperar.   

Segundo pediatra Evelyn da Cunha Rabelo, que atende na Clínica Bela Infância do Órion Complex, existe uma linha tênue entre os dois momentos, mas é possível diferenciar. “O que tem preocupado é que alguns pais, por medo, estão deixando os sintomas se agravarem e as crianças acabam adoecendo”. Como exemplo, a médica cita os casos de febre. A temperatura normal do corpo é entre 36° e 37°, e o estado febril é a partir dos 37,8°. Acima de 39,5° a febre é considerada alta e precisa de cuidados médicos.

Resfriados e gastroenterites são algumas causas comuns de febres nos pequenos. Para as crianças com mais de dois anos pode-se esperar 48h, fazendo medicação em casa, até levar a um pronto-socorro, o que não se aplica às menores dessa idade. Evelyn explica que normalmente os pediatras já deixam indicado aos pais qual remédio dar em caso de eventuais febres e, é nesse momento, que essa medicação deve ser administrada. É importante também observar quando a febre está associada a outros sintomas e isso requer ida ao pronto-socorro. 

A médica alerta que ficar cerca de 6 horas sem urinar é um sinal de desidratação;  vômitos recorrentes por mais de três vezes ao dia também indica que há algo errado; nos dois casos, deve-se procurar um médico. “As intoxicações por medicamentos ou produtos de limpeza são de urgência e essas crianças tem que procurar atendimento imediatamente”, ressalta a especialista, que já atua há quatro anos com pediatria.  

Uma realidade comum no período de férias, é o aumento do número de acidentes doméstico, já que as crianças estão com mais tempo livre, por isso quedas e contusões também devem ser cuidados.  “Se após bater a cabeça a criança teve vômito, sangramento e perda do nível de consciência, como um desmaio, é importante levar para uma emergência imediatamente, assim como cortes grandes que necessitem sutura, considerando que elas devem ser feitas em no máximo 6 horas após o machucado”, diz Evelyn. 

Ela lembra também sobre a época do ano, inverno com tempo seco e baixa umidade. “Vale fazer aplicações de soro nas narinas três vezes ao dia ou, se a criança estiver com secreção, de três em três horas. O umidificador não pode ficar molhando o local de dormir, deve ficar ligado no máximo três horas por noite e ser higienizado diariamente”, explica. Nos casos de doenças respiratórias os sinais de respiração acelerada e dificuldade para respirar também devem causar preocupação.

Em relação à contaminação do coronavírus, ela pontua: “Deve-se observar desconforto respiratórios, se a criança se cansa ao falar frases inteiras, se respira muito rápido ou se as costelas dela estão aparecendo”. Evelyn lembra que hospitais e pronto-socorros já adotaram medidas sanitárias específicas para o momento de pandemia. “A questão não é deixar de ir ao pronto-socorro, mas ir quando for necessário. Assim a saúde das crianças não será negligenciada e não haverá aglomeração desnecessária”.  

Dia 10 de julho é o Dia Mundial da Saúde Ocular


Histórias de pacientes que venceram problemas de visão comprovam importância do check-up oftalmológico


No próximo dia 10, é celebrado o Dia Mundial da Saúde Ocular, data estabelecida para chamar a atenção para a importância dos cuidados com a saúde dos olhos e mostrar à população os benefícios das medidas preventivas. Problemas de visão podem acarretar consequências no dia a dia – como perdas de oportunidades no mercado de trabalho, deficiências na aprendizagem e acidentes –, quando não é procurada ajuda médica. A prevenção pode fazer a diferença na qualidade de vida das pessoas. É o caso de Alberto Salles Paraíso Borges, 82 anos, coronel aposentado da Polícia Militar, que, após duas cirurgias, faz tratamento antigiogênico para assegurar que a degeneração macular relacionada à idade (DMRI) não prejudique o convívio familiar e nem seu maior hobby, a leitura: foram 15 livros somente este ano.

“Algumas doenças oculares são silenciosas, ou seja, podem ocorrer sem sintomas e prejudicar de forma importante e definitiva a visão. Uma consulta preventiva anual torna possível o diagnóstico precoce e a prevenção”, afirma a Dra. Milena Chibana, oftalmologista HCLOE, empresa do Grupo Opty. “Também importante é acompanhar a mudança no grau dos óculos ou lentes de contato. Diante de tais alterações, deve-se ajustá-los periodicamente, após novo exame de refração com o médico oftalmologista”, comenta a especialista em catarata, retina e vítreo. No Brasil, mais de 1,2 milhões de pessoas são cegas. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que em 60% a 80% dos casos a cegueira é resultado de causas previsíveis e/ou que poderiam ser tratadas. “Por isso a realização de exames oftalmológicos periódicos é decisiva“, reforça.

Conheça, abaixo, alguns depoimentos de pacientes que superaram problemas de visão e que mostram como a oftalmologia, com os cuidados e os avanços tecnológicos, pode melhorar o dia a dia das pessoas:


Cega de um olho e descolamento de retina no outro

Naipes Xavier da Silva, 61 anos, é uma professora aposentada que já passou por diversos problemas de visão ao longo da vida. Em uma queda grave, aos seis anos de idade, perdeu a visão do olho direito, o que tornou os cuidados com o olho esquerdo ainda mais importante. Isso não a impediu de estudar e, mesmo carente, da zona rural de Riacho de Santana, na Bahia, se graduar em Pedagogia. Diabética, no entanto, em 2007, começou a perceber que havia algo errado com o olho esquerdo, com a perda de visão evoluindo muito rapidamente. “Quando olhava para a claridade, era como se estivesse caindo uma neblina, depois passei a ver flashes. Procurei um oftalmologista, que disse que poderia ser vista cansada, em um primeiro momento. Isso foi uns 15 dias antes de eu ficar cega”, relembra. Posteriormente encaminhada com urgência a um especialista, Naipes percorreu 1.000 quilômetros até Brasília, para se consultar com o Dr. Renato Braz Dias, uma indicação do oftalmologista de Bom Jesus da Lapa, na Bahia. “Sem condições financeiras e sem acompanhante, conseguiram para mim um carro da Prefeitura para me levar. Foi quando o Dr. Renato fez a cirurgia do meu olho: tinha descolamento da retina. Eu fiquei em Brasília por quatro dias. E voltei para casa enxergando”.

Seguindo as orientações no pós-operatório, se recuperou rapidamente, mas o problema voltou a acontecer dois anos depois, sendo novamente necessário realizar o procedimento cirúrgico, com sucesso. “Hoje sei ainda mais o quanto é importante a prevenção. Como eu só enxergava com um olho antes desse problema, eu sempre ia ao oftalmologista, duas vezes por ano. Hoje estou bem, vou a consultas e exames a cada 2 ou 3 meses, na minha cidade, e uso os medicamentos indicados, para fazer um acompanhamento de glaucoma, que surgiu posteriormente, para a doença não evoluir. O Dr. Renato Braz Dias é uma bênção em minha vida”, conclui.
Naipes Xavier da Silva foi atendida no INOB, empresa do Grupo Opty no Distrito Federal.


Sem sintomas, prevenção indicou a doença

Descolamento da retina também foi o problema enfrentado por Patrícia Teles, 37 anos, coordenadora de Recursos Humanos, que não apresentava sintomas. Foi a Dra. Milena Chibana que viu a gravidade do seu problema e a encaminhou para exames mais específicos. “Nesse dia que a conheci, tive a certeza que existem médicos que fazem o que gostam, que fazem de tudo para salvar e ajudar o seu paciente. Ela me passou tanta segurança, mostrou que não mediria esforços para salvar minha visão”, conta. Como seu caso não respondeu bem a inúmeras sessões de laser, a solução apontada foi tentar um tratamento, uma aplicação de gás (retinopexia pneumática) no interior do olho para obstruir a fissura, antes de partir para uma cirurgia. Procedimento delicado, Patrícia ficou 15 dias em repouso absoluto e praticamente o tempo todo em uma posição desconfortável, com a cabeça abaixada, sempre olhando para baixo. O esforço deu resultado. “Foi a melhor notícia da minha vida, não ia precisar fazer a cirurgia”, relembra a paciente, que mantém o acompanhamento médico.

“Fazia acompanhamento com frequência e, se não fizesse consultas preventivas, não teria descoberto o descolamento em tempo e poderia ter ficado cega. Por isso, falo para todos, acompanhamento com o oftalmologista é essencial”, diz Patrícia, que também destaca a importância de procurar clínicas bem equipadas e preparadas para atendimentos de maior complexidade.
Patrícia Teles foi atendida no HCLOE, empresa do Grupo Opty em São Paulo.


Melhora a cada sessão

Foi a dificuldade em enxergar o que estava escrevendo no computador que fez Emira Themis Adas Cunha, 80 anos, perceber que havia algo errado com a sua visão. Em consulta com a Dra. Milena Chibana, o diagnóstico de uma doença que afeta principalmente os idosos: degeneração macular relacionada à idade.
“Ela acertou de primeira no diagnóstico e no tratamento. Explicou tudo muito claramente e já conseguiu marcar em seguida a primeira aplicação, que já deu um resultado impressionante na melhora da minha visão. A minha visão melhora um pouquinho a cada sessão. Faço exames uma vez ao mês e, em seguida, passo em consulta para verificarmos os efeitos do tratamento. Sempre há uma pequena melhora. Quando fiquei mais de um mês sem retorno, a vista piorou muito e retomamos o tratamento, daí a importância do acompanhamento”, afirma.
Emira Themis Adas Cunha foi atendida no HCLOE, empresa do Grupo Opty em São Paulo.


Cirurgia refrativa para a autoestima

O vilão de Angelita De Bona, 38 anos, sempre foi o astigmatismo. Aos 8 anos de idade, já tinha dificuldades de copiar o que a professora escrevia na lousa. Também não conseguia ficar sem os óculos no trabalho como supervisora de produção em uma confecção. “Na fase da infância e juventude, fui tratada com o uso de óculos. Já posso adiantar que resolvi um problema e achei outro. Sofria com baixa autoestima. Pois usar óculos na fase escolar era motivo de risos e chacotas. Na adolescência e juventude, já não riam ou me chateavam com isso, mas essa sensação já estava dentro de mim e eu me achava feia. Mas tinha também a maquiagem que ficava escondida, o incômodo de lentes sujas, embaçadas, perda dos óculos, enfim, muito mais, que só quem os usa sabe o quanto ajudam na visão, mas incomodam no dia a dia”, explica. 

Por volta dos 20 anos, foi informada por seu oftalmologista sobre a cirurgia refrativa que, na época, só era realizada em um hospital em Joinville, há 410 km da sua cidade. “Fiz acompanhamento, e, quando o grau estabilizou, aos 29 anos, fui mãe, e adiei os planos”, conta. A mudança na qualidade de vida de Angelita somente veio no ano passado, quando a Dra. Marcielle A. Ghanem realizou a tão sonhada cirurgia refrativa. Angelita diz que, se ao usar óculos a melhora da visão é significativa, após a cirurgia, poder ver a vida “sem ser através de um vidro”, é como pensava: “é maravilhoso, é lindo, até as cores ficam mais nítidas”. Completando um ano da operação, ela só se arrepende de não a ter realizado antes. “Não dói, é uma cirurgia rápida, e a recuperação, tranquila, seguindo as recomendações do pós-operatório. Costumo dizer que, depois da minha filha, a cirurgia foi a segunda melhor decisão que tomei na vida. Deveria ter feito 10 ou 12 anos antes. Hoje sou muito feliz e satisfeita com o resultado”, comemora.
Angelita De Bona foi atendida no Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem, empresa do Grupo Opty em Joinville (SC).


De 30 graus de miopia para primaveras mais coloridas

Hoje autointitulada “Menina Feliz”, Maria do Rosário Souza Dias Santos, uma aposentada de 57 anos, teve que superar uma miopia degenerativa, descoberta aos cinco anos de idade. A visão reduzida lhe causou outros problemas, como um acidente em sua cidade natal, Rio Real, na Bahia. “Na época, não havia luz elétrica onde nasci. Para enxergar alguma coisa, eu tinha que colocar o rosto bem próximo à luz do candeeiro. Uma vez, pegou fogo no meio cabelo, foi um desespero para minha mãe. Até hoje tenho sequelas desse episódio”, ela conta.
Depois de muitos anos convivendo com a alta miopia, tudo mudou quando soube da chegada de um novo hospital oftalmológico em Salvador. “Lá conheci o Dr. Cristian Santa Cruz e a Dra. Fátima Garrido. Eles me encaminharam para fazer uma cirurgia com o Dr. Ruy Cunha”, lembra Maria do Rosário. Ela passou por aplicações de fotocoagulação a laser e também facectomia, uma das técnicas da conhecida cirurgia de catarata.

Ela não se esquece da data da primeira cirurgia: 27 de setembro de 1999. Para quem chegou a ter 29 graus de miopia em um olho e 30 no outro, a cirurgia foi um divisor de águas. “Voltei a estudar, me tornei empresária, promotora de eventos, corretora de imóveis, anjo do acolhimento no DayHORC e hoje a vida boa de aposentada fazendo meus sonhos de infância virarem realidade”, comemora. Ela também é palestrante sobre “a esperança de lutar e nunca desistir”, realiza ações sociais e afirma que vai escrever um livro. Suas formas de celebrar a vida só provam o quanto voltar a enxergar bem é transformador e decisivo no bem-estar das pessoas. “Dentro da simplicidade de querer ver todo ano as cores da primavera mais colorida, agradeço meus médicos amigos que nada os detêm de avançar com a tecnologia”, completa a paciente.
Maria do Rosário Souza Dias Santos foi atendida no DayHORC, empresa do Grupo Opty na Bahia.



Opty


O que o paciente oncológico precisa saber nesta quarentena?


 Cirurgião oncológico explica os cuidados especiais que as pessoas que atravessam um tratamento de câncer devem ter e alerta para os riscos da interrupção do tratamento



Estudos apontam que, desde o início da pandemia da covid-19 no Brasil, pelo menos 50 mil pessoas deixaram de ser diagnosticadas com câncer. 
Outras milhares, já com o diagnóstico da doença, tiveram seus tratamentos interrompidos, sem previsão de retorno. Na entrevista a seguir, o Dr. Arnaldo Urbano Ruiz, cirurgião geral e oncológico, aponta as possíveis consequências que a situação vivida hoje poderá trazer aos pacientes oncológicos, especialmente nos casos de tumores agressivos.


Qual o risco de adiarmos o tratamento do câncer em função da pandemia da Covid-19?

O câncer é uma doença curável na grande maioria dos casos, mas para isso, deve ser diagnosticado e tratado o mais rápido possível. Adiar o início do tratamento reduz substancialmente as chances de cura e pode, não apenas dificultar o tratamento, como também reduzir a qualidade de vida do paciente


Há casos em que o tratamento pode aguardar o fim da epidemia?

Todo caso deve ser avaliado individualmente por um especialista e o tratamento deve ser decidido junto com o paciente. De qualquer forma, hoje já existem meios absolutamente seguros de dar continuidade a tratamentos de câncer, assim como de outras doenças, mesmo que não sejam urgentes. Como esta pandemia ainda deve se prolongar por alguns meses, pelo menos, precisamos evitar postergar tratamentos sem necessidades, sob o risco de superlotar os serviços no futuro.


Como o senhor lida com a interrupção dos tratamentos por parte dos pacientes, que temem a infecção pelo coronavírus?

É importante explicar que as medidas adotadas pelos profissionais envolvidos no tratamento e pelos hospitais nos quais os procedimentos têm sido realizados são eficazes para garantir a segurança e prevenir a contaminação pelo coronavírus. Hoje, atuamos em áreas denominadas "Covid-free" dentro dos hospitais, com normas de segurança especificamente voltadas à prevenção da contaminação pelo coronavírus.


No caso do paciente oncológico, quais casos não podem esperar o fim da pandemia?

Alguns tipos de câncer mais agressivos, de evolução mais rápida, certamente devem ser tratados imediatamente. Um bom exemplo é a carcinomatose peritoneal, que é a disseminação intra-abdominal de um câncer, que sai de seu órgão de origem e se espalha pelo peritônio, membrana de revestimento interno do abdome.


Quais as causas da carcinomatose peritoneal?

As causas são câncer de intestino, câncer do apêndice, pseudomixoma - que é um acúmulo de mucina no abdômen, mesotelioma peritoneal, câncer de ovário, câncer de pâncreas, câncer de estômago, câncer de mama e o câncer primário de peritônio.


Como é o tratamento deste tipo de câncer?

A carcinomatose peritoneal requer especialistas capacitados e hospitais de referência para oferecer melhor prognóstico a pacientes. Por se tratar de um procedimento de alta complexidade, além de médicos especialistas, com ampla experiência na área, requer hospitais com excelente infraestrutura de UTI. A cirurgia consiste em retirar todo o peritônio doente e, também, alguns órgãos, quando necessário, para em seguida aplicar a quimioterapia intraperitoneal hipertérmica (HIPEC). Esta técnica vem permitindo a muitos pacientes a cura da carcinomatose, ou proporcionando sobrevidas muito mais longas.


Para encerrar, quais as recomendações para os pacientes oncológicos de protegerem durante a pandemia?

Além das recomendações que valem para todos, que são: sempre que possível, permanecer em casa. Caso não seja possível, usar máscara, manter distância segura das pessoas, evitar contato físico e lavar bem as mãos com frequência, o paciente oncológico deve estar atento aos sintomas e procurar atendimento médico em caso de febre alta, tosse seca e falta de ar. É também importante seguir as recomendações médicas, tomar corretamente os medicamentos e se alimentar adequadamente.






Monica Kulcsar 


Especialista alerta para cuidados extras no inverno em meio ao coronavírus


Com dias mais frios e a pandemia, dermatologista traz dicas para evitar doenças típicas da estação e as ocasionadas pela COVID-19


O inverno chegou e com ele o período que registra as temperaturas mais baixas do ano no Brasil. Além dos desafios típicos dessa época, os brasileiros devem se atentar a cuidados extras em meio a pandemia causada pelo coronavírus. Se, em geral, o clima mais seco já costuma causar maior incidência de acnes, falta de hidratação e ressecamento na pele, a reclusão e a constante lavagem das mãos são fatores que podem agravar reações alérgicas e adversas no corpo.

“Alguns trabalhos, principalmente na Europa, mostraram lesões cutâneas associadas à infecção pelo novo coronavírus. Além disso, o constante atrito pelo uso prolongado de EPIs, principalmente por profissionais de saúde, e a recorrente desinfecção das mãos pelo álcool em gel podem gerar maior desgaste da pele e, consequentemente, aumento no ressecamento, dermatites irritativas (vermelhidões) e descamações que requerem cuidados específicos”, aponta Fábio Heidi Sakamoto, professor de dermatologia no curso de Medicina da Faculdade Santa Marcelina.

Manter a higiene das mãos e uso das máscaras nunca foi tão recomendado. Em contrapartida, os novos hábitos requerem mudanças na rotina de hidratação da pele. Para isso, existem diversos tipos de emolientes que podem ser usados conforme a necessidade. “Hoje a tecnologia dermocosmética apresenta opções em cremes para a aplicação na pele do rosto e mãos contendo ácido hialurônico, ceramidas, vitaminas E e C ou outros ingredientes hidratantes, eficazes na reparação”, explica Fabio.

Outras questões que podem ser ocasionadas tanto pelo clima frio quanto pela influência da reclusão e seus aspectos emocionais e sociais sobre a saúde física do corpo humano são as acnes. Segundo o especialista, o alto nível de estresse gerado em razão da pandemia é relevante, não só no caso de aparecimento de acnes, como no agravamento de afecções dermatológicas como quedas de cabelo, psoríases, eczemas, alergias e dermatites seborreicas, entre outras.

Confira, então, dicas para encarar os diferentes desafios para a pele nesse período:

Mantenha sua pele hidratada: o uso recorrente de emolientes (que amaciam e suavizam a pele), umectantes (que mantém e retém a unidade na pele) e hidratantes (que ajudam a manter a pele macia e a aumentar o teor de água na pele), dependendo do nível de ressecamento das mãos, é importante;

Prefira álcool em gel com opções umectantes: o mercado apresenta diversas opções para a higienização das mãos e que contém propriedades calmantes e hidratantes que diminuem a irritação que o álcool em gel pode causar, como a glicerina e o Aloe Vera;

Abuse de agentes hidratantes para o rosto: são fundamentais para minimizar a agressão causada pelos atritos dos EPIs no rosto, desde que tenham baixo teor de gordura (ácidos graxos) para não agravar a incidência de acnes;

Seja rápido nos banhos quentes: nesse frio são uma boa pedida, mas a permanência nele por muito tempo provoca diminuição da proteção natural da pele;

Beba bastante água: a hidratação interna do corpo, não somente a tópica com hidratantes, é um fator essencial para manter a umidade da pele, além de lubrificar as articulações e manter o bom funcionamento das funções do organismo;

Proteja-se dentro de casa: apesar do isolamento, o filtro solar é importante até mesmo para proteger contra a luz da lâmpada residencial;

Tome sol: caso tenha um quintal, sacada, janela ou varanda para “pegar” um sol, é importante para a vitamina D do corpo. A reclusão social motivada pela pandemia faz com que as pessoas “esqueçam” dessa luz natural e que ajuda a fortalecer o corpo.



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