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quarta-feira, 8 de março de 2017

DICA BELLIZ: PARA QUE SERVE CADA PINCEL DE MAQUIAGEM?



 Quando falamos de pincéis para maquiagem existem tantas opções que é normal surgirem dúvidas de como usar cada um. Para ajudar a esclarecer a função dos pinceis, a Belliz prepara um guia de como e onde usá-los. 



Esfumando a sombra 




O preto esfumado no olho é essencial para uma make perfeita. Nesta fase, o pincel ideal precisa ter cerdas macias e formato oval. Para o efeito esfumado desejado é preciso fazer o movimento vaivém com paciência e de forma contínua.

Sombra e côncavo 


Para aplicação de sombras e marcação do côncavo, o pincel de formato oval e de cerdas pequenas é perfeito. Ele se ajusta às curvas dos olhos, o que garante uma cobertura uniforme nas pálpebras. Para um acabamento perfeito, o ideal é aplicar a sombra com batidas leves na região.

Chanfrado


O pincel chanfrado é coringa na maquiagem e por isso se torna indispensável. Ele exerce várias funções, sendo uma das principais aplicar delineadores rente aos cílios e na marca d’água dos olhos. Além disso, o pincel ajuda a levantar o olhar e pode ser usado para colocar os cílios postiços. Caso deseje usar o pincel chanfrado para delinear, a dica é passá-lo bem rente aos cílios, contornando o formato dos olhos de forma ininterrupta.

Base e Corretivo


O pincel para base deve ser específico para causar o efeito desejado, como esconder as olheiras e as manchinhas da pele. Ele deve ter formato oval, com cerdas grandes e achatadas. Ele é perfeito para produtos líquidos ou cremosos e ajuda a causar um aspecto aveludado na pele. Para causar o efeito esperado, dê leve batidas de dentro para fora do rosto.

Blush


 


Com cerdas grandes e chanfradas, esse pincel deve ser utilizado para aplicar blush nas bochechas em movimento diagonal. O seu formato facilita também o contorno do rosto nas laterais, causando um leve efeito degradê ao esfumar. Uma dica de expert: retire o excesso do produto com um sopro ou nas costas das mãos para não deixar as bochechas marcadas.

Pó Facial


Para aplicar o pó facial, o pincel deve ser fofinho, com muitas cerdas e de formato arredondado. Ele é ideal, pois dá a cobertura uniforme às áreas maiores do rosto. Para aplicar é preciso desenhar o formato do rosto e tomar cuidado na quantidade de pó aplicada, para não ficar sobrecarregado.




terça-feira, 7 de março de 2017

MULHER É TUDO DE BOM



Eu sei que você já sabia disso. Todo mundo sabe ou deveria saber porque sempre tem uma por perto. Mas de vez em quando - ou melhor, sempre - é bem bom relembrar o fato pisando com o saltinho agulha, sambando com toda a ginga nas cabeças e corações dos que ainda não se deram conta da plenitude desse significado: mulher é tudo de bom. Não adianta bater, sufocar, espezinhar, humilhar, discriminar, matar: isso cada vez nos fará mais fortes. Vingamos umas às outras, tanto aqui na Terra quanto no Céu.


Falo com conhecimento de causa, sim, senhores. Não faz muito tempo que conseguimos sair por aí para dizer tudo isso bem na lata de quem teima em não reconhecer a extrema e diferenciada força das mulheres. Inclusive outras mulheres - ainda há muitas apegadas na barra de alguma perna de calça como se dizia antigamente. Ou ainda adormecidas aguardando o beijo redentor. A novidade é que esse beijo agora pode vir tanto de um príncipe quanto de uma princesa. Mulheres que amam mulheres hoje são visíveis. Brotam.



(Aliás, os movimentos LGBTS e outras letrinhas - com elas formando a palavra chave diversidade - estão dando de dez nos feministas. Vitórias reais como o uso do nome social, casamento civil, rede de proteção).



Nada disso era assim, gente, até há muito pouco tempo atrás, três, quatro décadas, no máximo. Vivi para ver e acompanhar uma parte dessas passadas largas, que vieram para acelerar o andar das primeiras heroínas que carregavam essa luta com seus sapatos apertados. Foram pulos, saltos - os bons e os errantes; vivi para ver o mundo se transformando de uma maneira magnífica. Minha geração foi especialmente privilegiada nisso, e como fui atrás desses caminhos desde bem cedo, logo pós-adolescência, posso dizer que ainda deu para aproveitar um pouco, embora ainda falte, e muito, para conquistar. Mas ainda tenho tempo e é muito legal ser precursora. Dá orgulho. Devo até ter sido importante para muitas mulheres. Continuarei.



Pois bem, as coisas estavam indo muito bem assim até que aqui no Brasil, que pelo menos é de onde acompanho, surgem alguns grupos específicos jogando brasa perigosa na questão feminina. Perigosa, porque os identifico como grupos essencialmente moralistas, maternais e assistencialistas; infelizmente só virtualmente em redes sociais: se tem uma coisa de que toda mulher precisa é de real assistência, seja social, moral, profissional ou de saúde.



Essas novas tipas creem firmemente que sem elas, nós, as coitadas das outras mulheres, não veremos a luz, não conseguiremos a libertação. A lanterna delas tem uma direção só. A tal luz já chega cheia de ranços políticos, posições intelectuais arcaicas, preconceitos ao contrário, com regras além das menstruais, e palavras de ordem difusas, muito difusas. Chegam a ser infantis. Gostam de causar, esse é o foco 1, provocação.



Nessa toada tem até marchinhas que não se poderia cantar. Outro dia uminha fez um tratado sobre turbantes-emponderamento-pertencimento-e-apropriação digno, este sim, do samba da crioula doida que teve seu antepassado histórico aviltado pelas patricinhas ambulantes brancas e alienadas. E aí aquilo vira uma massa que a galera passa para lá, passa para cá, inunda nosso caminho com essas bobagens, faz com que percamos tempo. Falam em diversidade, mas são rainhas do homogêneo. A esquerda estranhamente gosta muito de exércitos, tropas. Não entendo.



As mulheres vão bem, sim, muito obrigada. De todas as cores, formatos, idades estão aí com sua linguagem especial, força, beleza, elegância, e cada uma com sua personalidade, propósito, tamanho de unha, cabelo, depilação e forma de encarar o mundo, muito além da decantada e santificada maternidade. Não precisam nem dependem mais de que ninguém fique soprando em suas orelhas o caminho do vento. Ela o sopra.



Além de ter de aturar o lançamento da tal cerveja Rosa Vermelha Mulher - arghhh! - começou há dias a apelação do Dia da Mulher. Principalmente gente querendo vender de um tudo para a beleza eterna. Pouco se fala dos índices alarmantes de mulheres assassinadas ou de que, durante o Carnaval do Rio de Janeiro, uma mulher foi agredida a cada 4 minutos, 2154 denúncias à PM. Pouco se fala até de um movimento que está rolando na rede e que convoca e programa uma greve internacional feminina para o próximo dia 8. Você sabia?



Pois é. Até me animei e fui espiar. Mas sabe como vai chamar o ato aqui de São Paulo, às 15 horas, na Praça da Sé? "Aposentadoria fica, Temer sai".



Quem saiu fora fui eu.



Entendeu? Aqui não é feito para unir. É para dividir. No resto do mundo pelo menos é greve de mulheres para mulheres, pelas mulheres.



2017, que traga mais para as mulheres em todos os dias



Marli Gonçalves, jornalista - O movimento 8M internacional propõe que as mulheres parem. Tudo que fazem - as chatices de casa - o dia inteiro. O trabalho externo, por duas horas. Que não comprem nada. Que apitem ao meio dia e meia, mesma hora que tuitem algumas hashtags. Ah! Que usem roxo. Em casa e na roupa.

marligo@uol.com.br - marli@brickmann.com.br



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