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quinta-feira, 17 de abril de 2025

Dia Nacional da Tontura (22/4): vertigem aguda pode ser sinal de AVC

É importante saber diferenciar a vertigem aguda por lesão periférica da vertigem aguda em um AVC 

 

Neste 22 de abril se comemora o Dia Nacional da Tontura. A data foi escolhida por ser o aniversário de Robert Bárány, (Viena, 22 de abril de 1876 — Uppsala, 8 de abril de 1936), um cirurgião austríaco que estudou a anatomia e fisiologia do labirinto, recebendo inclusive o Prêmio Nobel em 1914.

 

Segundo a Dra. Cristiana Borges Pereira, coordenadora do Departamento Científico de Distúrbios Vestibulares e do Equilíbrio, da Academia Brasileira de Neurologia, o objetivo da data é chamar a atenção da população e dos médicos para o tema da vertigem, explicando sobre os sintomas e doenças, e quebrando o mito de que tontura é sinônimo de labirintite.

 

A vertigem aguda é uma vertigem com início súbito (de uma hora para outra), geralmente bastante intensa. Há a sensação de que o corpo ou o ambiente está girando, mesmo quando não há movimento real. Pode ser acompanhada de tonturas, náuseas, vômitos, perda de equilíbrio ou instabilidade.

 

“Existem várias doenças que podem causar a vertigem aguda. As mais importantes são a neurite vestibular (por ser a mais comum, nesta situação), e o AVC (por ser o mais grave). A neurite vestibular é a inflamação do nervo vestibular (como é chamado o nervo do labirinto)”, destaca a Dra. Cristiana.

 

A tontura é um sintoma comum, que pode estar associado a doenças com menor ou maior gravidade, e pode ser sinal de mais de 60 doenças.

 

É uma das queixas mais comuns em consultas médicas, perdendo apenas para a dor e a fadiga. A tontura pode ser causada por problemas no ouvido, doenças neurológicas ou condições clínicas e cardiológicas, como anemia ou até problemas cardíacos.

 

 

Como é feito o diagnóstico?

 

Na maioria dos casos de tontura o diagnóstico pode ser estabelecido por meio da história e do exame clínico dos pacientes. Nos casos de vertigem aguda, há testes clínicos específicos que devem ser feitos, e cujos resultados podem confirmar ou afastar a possibilidade de AVC.

 

“Se houver a suspeita de AVC, é necessário confirmar com exame de imagem, que, neste caso, deve ser a ressonância”. Uma pessoa com vertigem aguda, deve procurar um médico de pronto-socorro. Se ele não conseguir resolver ou tiver dúvida, deve pedir avaliação do neurologista ou otorrino.”

 

Qual o papel do neurologista no tratamento da vertigem aguda?

 

Tanto o neurologista como o otorrino são capacitados para acompanhar e tratar pacientes com vertigem. E, uma vez que a vertigem aguda pode ser causada por um AVC, o neurologista tem um papel fundamental, tanto no diagnóstico como no tratamento.

 

O tratamento de toda crise de vertigem tem dois objetivos: tratar os sintomas, ou seja, reduzir o desconforto que o paciente sente, e tratar a causa. O tratamento dos sintomas é feito com antivertiginosos, ou seja, medicamentos que inibem a função do labirinto e, consequentemente, diminuem a sensação de vertigem. O tratamento específico depende da causa. 


Os medicamentos antivertiginosos devem ser prescritos na crise de vertigem. “É importante salientar que estas medicações não devem ser usadas a longo prazo, uma vez que são inibidoras do labirinto. Devem ser usadas apenas para diminuir os sintomas da crise e depois devem ser suspensas, dando lugar ao tratamento específico da causa daquela crise”, alerta a Dra. Cristiana.

 

ABN - associação dos neurologistas do Brasil. É uma sociedade civil


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