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sexta-feira, 18 de abril de 2025

CCBB São Paulo recebe a mostra inédita "Cosmologias da Imagem: cinemas de realização indígena"


 


A curadoria, realizada por Olinda Tupinambá e Júnia Torres, propõe uma reflexão profunda

 

**Evento acontece de 26 de abril a 25 de maio, com 33 filmes, debates e sessão comentada. Entrada Gratuita.


**Um mês para conhecer e refletir sobre os cinemas de autores e autoras indígenas

 

O Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo recebe a inédita mostra "Cosmologias da Imagem: cinemas de realização indígena", de 26 de abril a 25 de maio, com 33 filmes, entre 12 longas e 21 curtas e médias-metragens, destacando o movimento cinematográfico indígena, com filmes experimentais, documentários e filmes-performance. 

 

O evento reúne cineastas de diversos povos e de regiões como Maxakali/Tikmũ'ũn, Kuikuro, Yanomami, Mbya-Guarani, Guarani Nhandeva, Tupinambá, Karapotó, Awa Guajá/Tentehara/Guajajara, Huni Kuin, Xakriabá, Mebêngôkre-Kayapó, Baniwa, Krahô, Xavante, Tupi, Fulni-ô e Kaiabi. A seleção cinematográfica apresenta uma linguagem inovadora que transforma a narrativa audiovisual, dando visibilidade à multiplicidade de formas de expressão e resistência cultural dos povos oroginários.

 

A programação, composta por 17 programas organizados de acordo com os povos indígenas representados na mostra, está organizada nos seguintes eixos temáticos: Terra e Território: Brasil é Terra Indígena, que explora a conexão dos povos com suas terras; Direito à Diferença: Nosso Modo de Vida, Nossas Festas, Nossos Rituais, celebrando as tradições e rituais indígenas; Fluidez da Forma: Encenações e Performance nos Cinemas Indígenas, que destaca as manifestações artísticas nas produções cinematográficas; Cinemas da Floresta, do Sonho e da Luta, que aborda as narrativas de resistência e desafios dos povos indígenas; e Para Adiar o Fim do Mundo, que propõe uma reflexão sobre o futuro e o protagonismo indígena.

 

Entre os destaques, estão os longas A Transformação de Canuto”, de Ariel Kuaray Ortega e Ernesto de Carvalho (RS), que se passa em uma comunidade Mbyá-Guarani na fronteira entre Brasil e Argentina, e narra a história de Canuto, um homem transformado em onça e morto tragicamente, e Yvy Pyte - Coração da Terra, de Alberto Alvares e Guilherme Cury, que percorre as terras Guarani, rompendo fronteiras físicas e simbólicas. Também se destacam os filmes Ibirapema, de Olinda Tupinambá (Bahia), “Tuíre Kayapó - O gesto do facão”, do Coletivo Beture de Cineastas Mebêngobrê-Kayapó (Pará), “Abdzé Wede’õ – O Vírus Tem Cura?”, de Divino Tserewahú / Xavante (Mato Grosso), Mãri hi – A árvore dos sonhos”, de Morzaniel Ɨramari Yanomami (Roraima), Yuri uxëatima thë - A Pesca com Timbó, de Aida Harika, Roseane Yariana e Edmar Tokorino Yanomami (Roraima), e Thuë pihi kuuwi - Uma Mulher Pensando”, de Aida Harika, Roseane Yariana e Edmar Tokorino Yanomami (Roraima). Os dois últimos curtas são os primeiros filmes dirigidos e filmados por mulheres Yanomami.

 

A curadoria, realizada por Olinda Tupinambá e Júnia Torres, propõe uma reflexão profunda sobre a pluralidade das culturas indígenas e seus novos protagonismos no cinema. Os filmes selecionados abordam temas como terra, território, rituais e a relação dos povos com a natureza, sempre a partir de uma perspectiva interna, de auto-representação. “Ao partilhar este conjunto de filmes procuramos contribuir para tornar mais visível o atual e importante movimento de ‘demarcação das telas por um novíssimo cinema brasileiro’ - como o definiu Ailton Krenak", observa Júnia Torres.

 

“O cinema indígena apresenta um olhar de descolonização à imagem dos indígenas. “É extremamente importante que os povos possam fazer seus próprios filmes, é importante pensar em distribuir essas produções, pois só assim teremos a possibilidade de fortalecer o cinema nacional feito pelos povos indígenas”, completa Olinda Tupinambá.

 

Sessão de Abertura e Atividades Paralelas

 

A sessão de abertura acontece no dia 26 de abril, às 18h, com as exibições de “Drill de Kaysara, o Filme” e “Tupinambá na Baixada Santista”, mini-documentários musicais, em formato de clipe de rap, realizados pelo grupo Wescritor, artistas tupinambá da Baixada Santista; “Aguyjevete Avaxi’i”, de Kerexu Martin, uma celebração da retomada do plantio das variedades do milho tradicional do povo Guarani M'Bya na aldeia Kalipety; e “Kaapora, o Chamado das Matas”, de Olinda Tupinambá, sobre a ligação dos povos indígenas com a terra e sua espiritualidade. A sessão será comentada pelas diretoras e diretores.

Além dos filmes, a programação inclui atividades paralelas, como a mesa-redonda no dia 30/04, quarta-feira, às 18h, com o tema 'Cosmologias nas imagens, política das imagens, lutas e conquistas indígenas', com as participações de Olinda Tupinambá, cineasta indígena e curadora da mostra, Sérgio Yanomami, cineasta indígena, Vincent Carelli, indigenista e documentarista, e mediação da curadora Júnia Torres. Também haverá uma sessão com medidas de acessibilidade [legendagem descritiva].

A realização da mostra 'Cosmologias da Imagem: cinemas de realização indígena' é da Filmes de Quintal, com a coordenação de Júnia Torres, produção de Arthur Medrado, Cora Lima e Clara Olac, e a produção executiva de Tatiana Mitre para a Amarillo Produções. A programação está disponível no catálogo virtual, que poderá ser baixado gratuitamente durante o período do evento.

 

 

SERVIÇO


Mostra "Cosmologias da Imagem: cinemas de realização indígena"

Local: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Período: 26 de abril a 25 de maio

Entrada Gratuita

Classificação indicativa: Todos os filmes são Livres, exceto “A Transformação de Canuto” e “Ibirapema” (14 anos) 

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – SP  

Funcionamento: aberto todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças-feiras

Informações: (11) 4297-0600

Estacionamento: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas – necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12h às 21h.

Transporte público: O CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque

 nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista. 

Táxi ou Aplicativo: Desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m).

Van: Ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12h às 21h.

Entrada acessível: Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e outras pessoas que necessitem da rampa de acesso podem utilizar a porta lateral localizada à esquerda da entrada principal.

 

bb.com.br/cultura

instagram.com/ccbbsp | facebook.com/ccbbsp

E-mail: ccbbsp@bb.com.br 

 

SITE E REDES DA MOSTRA 

Canal Youtube: @forumdoc  

Instagram: @cosmologiasdaimagem_mostra 

Facebook: mostracosmologiasdaimagem

  

SINOPSES DOS FILMES ORGANIZADOS TEMATICAMENTE

 

“TERRA E TERRITÓRIO: BRASIL É TERRA INDÍGENA”

 

Tava, A Casa de Pedra

Rio Grande do Sul, 78’, 2012

Direção: Vincent Carelli, Patricia Ferreira (Yxapy), Ariel Duarte Ortega, Ernesto Ignacio de Carvalho. 

 

Memória, mito e história Mbya-Guarani sobre as reduções jesuíticas e a guerra guaranítica do século XVII no Brasil, Paraguai e Argentina.

 

Ava Yvy Vera – Terra do Povo do Raio 

Mato Grosso do Sul, 52’, 2016

Direção: Genito Gomes, Valmir Gonçalves Cabreira, Johnaton Gomes, Joilson Brites, Johnn Nara Gomes, Sarah Brites, Dulcídio Gomes, Edna Ximenes.

 

Uma invenção formal com conteúdo de denúncia, o filme nos ensina sobre resistência e vida nas retomadas no Mato Grosso do Sul, revelando uma outra forma de o cinema se relacionar com a terra e com os elementos cósmicos. Exibido no DocLisboa em 2018, foi destaque também em festivais brasileiros por sua linguagem cinematográfica inteiramente aberta ao modo de ser (nhanderekô) e de se documentar guarani-kaiowá. Premiado pelo Júri Jovem e pelo Júri Oficial do VIII Cachoeira.Doc como melhor filme.

 

ATL – Acampamento Terra Livre

Minas Gerais, 17’, 2017

Direção: Edgar Kanaykõ

 

Em abril de 2017, em Brasília, povos indígenas de todas as regiões do país e das mais diversas etnias reuniram milhares de lideranças no maior Acampamento Terra Livre da história, exigindo seus direitos, que têm sido sistematicamente vilipendiados. 

 

ZAWXIPERKWER KA’A – Guardiões da Floresta 

Maranhão, 50’, 2018

Direção: Jocy Guajajara

 

O filme apresenta, de dentro e com intensa proximidade, as atividades dos Guardiões da Floresta, um grupo que defende seu território com a própria vida – tanto sentido literal quanto com suas câmeras. Uma obra de ação real e suspense, na qual a câmera, para além do cinema direto, adquire novos usos e se torna um mecanismo de vigilância, uma aliada imprescindível nas ações de defesa do grupo. Aqui, uma câmera que não caça – como nos clássicos do cinema –, mas uma câmera que defende: o território, os indígenas, o que resta da floresta, todos nós. O filme abriu o Festival Autres Brésils, na França, em 2020.

 

 

Nūhū Yãg Mū Yõg Hãm: Essa terra é nossa! 

Minas Gerais, 70’, 2020

Direção: Isael Maxakali, Sueli Maxakali, Carolina Canguçu, Roberto Romero 

 

Antigamente, os brancos não existiam e nós vivíamos caçando com os nossos espíritos yãmĩyxop. Mas os brancos vieram, derrubaram as matas, secaram os rios e espantaram os bichos para longe. Hoje, as nossas árvores compridas acabaram, os brancos nos cercaram e a nossa terra se tornou pequenininha. Mas os nossos yãmĩyxop são muito fortes e nos ensinaram as histórias e os cantos dos antigos que andaram por aqui.

 

Yvy Pyte - Coração da Terra  

Mato Grosso do Sul e Paraguai, 110’, 2023

Direção: Alberto Alvares e Guilherme Cury

 

Em "Yvy Pyte", Alberto Alvares e José Cury traçam um percurso cinematográfico entre terras Guarani, desfazendo fronteiras físicas e simbólicas. O filme, entrelaçando sonhos, cantos e caminhos, revela a busca coletiva pelo tekoha, desafiando as imposições coloniais e revelando a ligação profunda entre espiritualidade, terra e liberdade. Palavras, cânticos e imagens aéreas costuram uma narrativa poética que desdobra a resistência Guarani e recria um mapa contra-colonial.

 

Ava Yvy Pyte Ygua - Povo do Coração da Terra 

Mato Grosso do Sul, 39’', 2024

Direção: Coletivo Guahu'i Guyra 

 

Um canto sagrado que protege a terra com os raios que contam a própria história do começo da Terra. Uma história contada pelas pessoas que nasceram no coração da terra.

 

“DIREITO À DIFERENÇA: NOSSO MODO DE VIDA, NOSSAS FESTAS, NOSSOS RITUAIS”

 

Bicicletas de Nhanderu

Rio Grande do Sul, 48’, 2011 

Direção: Kuaray Poty (Ariel Ortega), Pará Yxapy (Patrícia Ferreira)

 

Uma imersão na espiritualidade presente no cotidiano dos Mbyá-Guarani da aldeia Koenju, em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul.

 

As Hiper Mulheres 

Mato Grosso, Xingu, 79’, 2011

Direção: Takumã Kuikuro, Leonardo Sette, Carlos Fausto

 

Temendo a morte da esposa idosa, um velho pede que seu sobrinho realize o Jamurikumalu, o maior ritual feminino do Alto Xingu (MT), para que ela possa cantar uma última vez. Enquanto as mulheres do grupo começam os ensaios, a única cantora que de fato sabe todas as músicas se encontra gravemente doente.

 

Yãmiyhex, as mulheres espírito 

Minas Gerais, 76’, 2019 

Direção: Sueli Maxakali e Isael Maxakali

 

As yãmĩyhex, mulheres-espírito, se preparam para partir após passar um tempo na Aldeia Verde. Os preparativos para a grande festa de despedida. Elas se vão, mas sempre voltam com saudades de pais e mães. Sueli é uma das primeiras mulheres indígenas cineastas no Brasil. Seus filmes co-realizados com Isael Maxakali, foram premiados em diversos festivais e destacados pela crítica. Em Yãmiyhex temos a chance de acompanhar o raro ritual das mulheres-espírito na Aldeia Verde, ritual que reviveu pela proposta do filme. Prêmio Olhos Livres na Mostra de Cinema de Tiradentes em 2020.

 

Sigyjat - A Pesca de Timbó

Mato Grosso, Xingu, 52’, 2023

Direção: Aruti Kaiabi, Ewa Kaiabi, Juirua Kaiabi, Kujãesage Kaiabi,

Mairiwata Kaiabi, Reai'i Kaiabi, Reiria Kaiabi, Rywa Kaiabi, Ukaraiup

Kaiabi, Urukari Kaiabi e Wyiry Kaiabi

 

Na época da seca, nós, os Kaiabi da aldeia Guarujá, nos reunimos para fazer a pescaria do timbó. É uma pescaria coletiva que tem regras e cuidados, mas é muito alegre e divertida e garante muito peixe para as famílias.

 

Rami Rami Kirani 

Acre, 33’, 2023 

Direção: Lira Mawapai HuniKui e Luciana Tira HuniKui

 

Até pouco tempo, as mulheres Huni Kuin não podiam consagrar e preparar o Nixi Pae (ayahuasca), apenas os homens detinham o conhecimento sobre o poder dessa medicina. Este filme acompanha os aprendizados, as transformações e a força da ayahuasca através da vivência das mulheres Huni Kuin.

 

Ketwajê 

Tocantins, 77’, 2023

Mentuwajê Guardiões da Cultura - Krahô e Coletivo Beture - Mebêngôkre-Kayapó

 

O grupo Mentuwajê Guardiões da Cultura (jovens cineastas Krahô) convida o Coletivo Beture (Mebêngôkre-Kayapó) para visitar sua aldeia e acompanhar a festa de Kêtwajê – um importante ritual de iniciação que não acontecia há dez anos. Durante vários dias, crianças e adolescentes passam por diversas “provas" para se transformarem em adultos guerreiros, perante o olhar atento e compartilhado entre os cineastas locais e os convidados Mebêngôkre-Kayapó.

 

“A FLUIDEZ DA FORMA”: TRANSFORMAÇÃO, ENCENAÇÃO E PERFORMANCE”

 

O verbo se fez carne

Alagoas, 6’, 2019

Direção: Ziel Karapotó

 

Curta experimental que apresenta a perspectiva da contracolonização por meio de uma sofisticada performance do artista e diretor do povo Karapotó, o jovem Ziel, que alia artes visuais e cinema ao colocar seu corpo em cena para tornar presentes os macroprocessos civilizatórios e os choques culturais que estes provocam. O filme se destaca por sua ousadia formal e foi exibido em importantes festivais de cinema do Brasil desde seu lançamento.

 

Kaapora, o chamado das matas 

Bahia, 20’, 2020

Direção: Olinda Muniz Wanderley (Yawar/Tupinambá)

 

Uma narrativa da ligação dos Povos Indígenas com a Terra e sua Espiritualidade, do ponto de vista da indígena Olinda, que desenvolve um projeto de recuperação ambiental nas terras de seu povo. Tendo a cosmovisão indígena como lente, a Kaapora e outros personagens espirituais são a linha central da narrativa e argumento do filme. PRÊMIOS: III FFEP – Festival do Filme Etnográfico do Pará – Melhor Curta Metragem da Mostra competitiva Divino Tserewahú; 12º Cinefantasy – Menção Honrosa da Mostra Competitiva Brasil Fantástico.

 

Ibirapema

Bahia, 50’, 2022

Direção: Olinda Tupinambá

 

Viajando entre o mundo mítico e o mundo cotidiano, Ibirapema, uma indígena Tupinambá, se transmuta e percorre o espaço e o tempo, dialogando, por onde passa, com o mundo da arte ocidental, com a cidade e seus espaços de concreto e florestas domesticadas.

 

A Transformação de Canuto

Rio Grande do Sul, 130’, 2023

Direção: Ariel Kuaray Ortega e Ernesto de Carvalho

 

Em uma pequena comunidade Mbyá-Guarani entre o Brasil e a Argentina, todos conhecem o nome Canuto: um homem que, muitos anos atrás, sofreu a temida transformação em uma onça e depois morreu tragicamente. Agora, um filme está sendo feito para contar a sua história. Por que isso aconteceu com ele? Mas, mais importante, quem, na aldeia, deveria interpretar seu papel?

 

Tupinambá na Baixada Santista  

 

 

 

 

 

São Paulo, 6’, 2022

Direção: Wescritor

 

Mini-documentário musical em formato de videoclipe de rap, criado por Wescritor e artistas tupinambá da Baixada Santista.

 

Drill de Kaysara, o Filme 

São Paulo, 6’, 2024

Direção: Wescritor

 

Mini-documentário musical, em formato de clipe de rap, criado por Wescritor e artistas tupinambá da Baixada Santista.

 

 

“CINEMAS DA FLORESTA, DO SONHO E DE LUTA”

 

Hekura

Amazonas, 25’, 2018

Direção: Núcleo de Audiovisual Xapono Yanomami (NAX)

 

Registro do encontro de xamãs das comunidades Yanomami do Rio Marauiá.

 

Karemona 

Amazonas, 13’, 2019

Direção: Romeu Iximawëteri Yanomami / Núcleo Audiovisual Xapono – NAX 

 

Crianças yanomami mostram como buscar os frutos de karemona na floresta para saborear e fazer pequenas flautas.

 

Mãri hi – A árvore dos sonhos

Roraima, 17', 2023

Direção: Morzaniel Ɨramari Yanomami

 

Quando as flores da árvore Mãri desabrocham, surgem os sonhos. As palavras de um grande xamã conduzem uma experiência onírica através da sinergia entre cinema e sonho yanomami, apresentando poéticas e ensinamentos dos povos da floresta.

 

Yuri uxëatima thë - A Pesca com Timbó

Roraima, 10’, 2023

Direção: Aida Harika, Roseane Yariana e Edmar Tokorino Yanomami

 

Dois jovens realizadores yanomami descrevem o processo de pesca com timbó, cipó tradicionalmente empregado para atordoar os peixes. O encontro de vozes e perspectivas sugere o reencantamento das imagens como forma de contar história.

Thuë pihi kuuwi - Uma Mulher Pensando

Roraima, 15’, 2023

Direção: Aida Harika, Roseane Yariana e Edmar Tokorino Yanomami 

 

Uma mulher yanomami observa um xamã durante o preparo da yãkoana, alimento dos espíritos. A partir da narrativa de uma jovem mulher indígena, a yãkoana, que alimenta os Xapiri e permite aos xamãs adentrarem o mundo dos espíritos, também propõe um encontro de perspectivas e imaginações.

 

Ngoko’ohn  

Pará, 2020, 33’

Direção: Beptemexti Kayapó (Coletivo Beture)

A comunidade da aldeia mãe Kubenkrãkej se organiza para realizar o ritual de Ngoko'ohn, a tradicional batida do timbó.

 

Menire djê 

Pará, 2021, 14’ 

Direção: Bepunu Kayapó (Coletivo Beture)

Uma mulher colhe e prepara o jenipapo, faz a tintura e pinta sua filha com os grafismos que domina. Fala sobre as pinturas e a beleza mebêngôkre.

 

Menire djapej - o trabalho das mulheres

Pará, 2022, 9’ 

Direção: Kokokaroti Txukahamãe Metuktire, Nhakmô Kayapó, Nhakpryky Metuktire, Bepunu Kayapó (Coletivo Beture)

 

Três mulheres vão para a roça apanhar batata e retornam para a aldeia. O filme acompanha a coleta e o preparo do alimento tradicional kayapó na aldeia Wani Wani T.I. Capoto Jarina.

 

Tuíre Kayapó - O gesto do facão 

Pará, 10’, 2023

Direção: Coletivo Beture | Patkore Kayapó e Simone Giovine, 

 

A guerreira Tuire relata para o neto Patkore detalhes sobre o lendário gesto do facão na mobilização contra a Eletronorte, em Altamira (PA), no ano de 1989.

 

Mebêngôkre pyka mã ruwyk â ujarej | A Chegada dos Mêbengôkre na Terra 

Mato Grosso, 10', 2024

Direção: Kokokaroti Txucarramãe, Matsipaya Waura Txucarramãe, Simone Giovine (Coletivo Beture)

 

O cacique Raoni conta aos jovens cineastas Kayapó a história da chegada dos Mebêngôkré na Terra, repassada de geração em geração desde os tempos dos antigos.

 

“PARA ADIAR O FIM DO MUNDO”

 

Aguyjevete, Avaxi’i

São Paulo, 21’, 2023

Direção: Kerexu Martin

 

Uma celebração da retomada do plantio das variedades do milho tradicional do povo Guarani Mbya na aldeia Kalipety, onde antes havia uma área seca e degradada, consequência de décadas de monocultura de eucalipto.

 

“Bakish Rao: plantas en lucha” 

Amazonas/Brasil e Peru, 30’, 2024

Direção: Denilson Baniwa e Comando Matico

 

Curta-metragem de ficção científica realizado pelo coletivo de artistas Comando Matico, do povo Shipibo-Conibo (Amazônia peruana), e pelo artista Denilson Baniwa (Amazônia brasileira). O filme especula sobre o futuro do planeta Terra sob a perspectiva das plantas, propondo uma especulação entre diferentes espécies para discutir formas de resistência à monocultura, à hierarquização entre formas de vida e à homogeneização ecológica e do pensamento.

 

Os Sonhos Guiam 

São Paulo, 20’, 2023

Direção: Natália Tupi

 

Para o povo Guarani Mbya, os sonhos são como se fossem portais para tudo aquilo que não vivemos no mundo físico. Este filme retrata algumas das experiências espirituais e sensoriais do jovem líder indígena Mateus Wera, morador da Terra Indígena Jaraguá, em São Paulo. Os sonhos compartilhados são a conexão entre ele e o irmão, Karaí Poty, e entrelaçam os caminhos da vida do cacique nas lutas atuais do seu povo.

 

Wadja 

Pernambuco, 28’, 2024

Direção: Narriman Kauane

 

O documentário biográfico conta a vida e carreira de Marilena Araújo, Wadja, mulher indígena, defensora das causas indígenas, da cultura e fundadora da Escola Bilíngue Antônio José Moreira. Apresenta a sua atuação pioneira na educação indígena e no ensino didático da língua materna do povo Fulni-ô, o Yaathe.

 

Abdzé Wede’õ – O Vírus Tem Cura? 

Mato Grosso, 53', 2021

Direção: Divino Tserewahú

 

Narrado em primeira pessoa por Divino Tserewahú, o filme destaca a luta de sua aldeia, Sangradouro, ao leste de Mato Grosso, para sobreviver à trágica epidemia. Através de materiais de arquivo e imagens captadas por Divino durante a pandemia, o filme busca relacionar um passado traumático com a realidade da Covid-19 nas aldeias Xavante. Filme premiado no forumdoc.bh.2022 como Melhor Documentário da Mostra Contemporânea Brasileira.



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