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| Imagem ilustrativa. Créditos: Freepik |
Fisioterapeuta explica se é apenas uma dor muscular ou aviso de lesão, entenda.
Distender um músculo durante uma corrida ou sentir o impacto no
cotovelo durante uma partida de vôlei são cenários em que as lesões se
evidenciam imediatamente. Nesses casos, a dor é prontamente percebida, e a
causa, assim como sinais visíveis, como inchaço ou hematomas, podem ser
identificados de forma clara. No entanto, quando um desconforto inesperado se
manifesta na coxa, antebraço e ombros, torna-se difícil distinguir entre uma
lesão e a dor considerada "normal" após um treino.
De acordo com Bernardo Sampaio, fisioterapeuta e diretor clínico
do Instituto ITC Vertebral, de Guarulhos, a dor após um treino intenso pode ser
apenas muscular em alguns casos, mas em outros, pode ser um alerta para uma
lesão causada por sobrecarga.
Mas afinal, como diferenciar?
Segundo Sampaio, a dor muscular pós-treino, também conhecida como
dor muscular de início tardio (DMIT), geralmente se manifesta gradualmente,
atingindo seu auge 24 a 48 horas após o exercício intenso, predominantemente
nos músculos trabalhados durante o treino.
Além disso, é comum experimentar, nos dias seguintes ao início de
uma nova prática esportiva, alterações na rotina de treinos ou aumento na
intensidade dos exercícios, uma sensação progressiva de dor muscular, rigidez e
até queimação, indicando a resposta normal do corpo ao esforço físico.
"Diferentemente da dor causada por lesões, que frequentemente
se intensifica com o movimento, a dor muscular pós-treino tende a diminuir com
atividades leves. Isso sugere que os músculos estão se recuperando e
respondendo positivamente ao esforço anteriormente aplicado", explica
Sampaio.
E quando pode ser uma lesão?
Por outro lado, a fisioterapeuta destaca que os sinais de lesão merecem atenção, especialmente se a dor persistir além de 24 a 72 horas após o exercício e se tornar insuportável. "Dores agudas e súbitas durante o exercício, inchaço visível, inflamação e limitações nas atividades diárias podem indicar que algo está errado", esclarece.
"Identificar esses sinais a tempo pode evitar complicações
mais graves, pois lesões não tratadas podem resultar em complicações crônicas e
prolongadas, impactando negativamente a qualidade de vida e a continuidade da
prática esportiva” , complementa.
Bernardo Sampaio enfatiza ainda que, se houver dúvidas sobre a natureza da dor, é importante procurar a orientação de um profissional de saúde. "A autoconsciência e a escuta atenta ao corpo são essenciais. Se a dor persistir ou parecer fora do comum, é recomendável consultar um fisioterapeuta, médico ou profissional de saúde qualificado para uma avaliação adequada”, finaliza.
Bernardo Sampaio - Fisioterapeuta pela PUC Campinas, possui especialização e aprimoramento pela Santa Casa de São Paulo e é mestrando em Ciências da Saúde pela mesma instituição. Atua como professor universitário em cursos de pós-graduação na área de fisioterapia músculo esquelética e é Diretor Clínico do Centro Especializado em Movimento (CEM), ITC Vertebral e Instituto Trata, de Guarulhos.

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