Mais conhecida como dor de cabeça, a cefaleia é uma condição que afeta cerca de 140 milhões de pessoas no País, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe). O alto número comprova que esse é um sintoma bastante recorrente no dia a dia dos brasileiros - dificilmente será possível encontrar uma pessoa que não teve dor de cabeça ao menos uma vez na vida. Por ser tão comum, e surgir esporadicamente até mesmo por motivos de estresse ou alimentação, por exemplo, pode ser difícil decidir quando é hora de procurar um médico.
Segundo o neurocirurgião Dr. Otávio Turolo, do Hospital Evangélico
de Sorocaba, as dores de cabeça são
divididas em dois grupos: primárias e secundárias. Elas possuem características
e causas distintas, porém, têm um ponto de atenção em comum. "Quando a dor de cabeça impacta na atividade cotidiana e
prejudica a qualidade de vida do paciente, ela necessita de atenção e
tratamento especializado", explica ele.
Dores primárias e secundárias
Menos graves, as dores primárias são aquelas em que a dor não pode ser atribuída a alterações estruturais ou metabólicas. Geralmente, caracterizam-se por uma dor pulsátil, uni ou bilateral, ou dor opressiva e contínua, do tipo tensional. Essa dor de cabeça tem de quatro a 72 horas de duração e pode estar associada a náuseas, vômitos e intolerância à luz, sintomas característicos da enxaqueca, por exemplo.
“Já as cefaleias secundárias, consideradas mais preocupantes, são
decorrentes de outras comorbidades, como tumores, meningite ou hemorragias. Por isso, são detectáveis por exames complementares. Os
sinais de alerta (red flags) são febre, perda de força, visão turva ou dupla,
resistência à analgesia (medicamentos analgésicos), espasmos ou convulsões,
alterações comportamentais, despertar do sono pela dor e dor com início na terceira idade. Estes casos necessitam de investigação,
se necessário em ambiente hospitalar”, afirma o médico.
Gatilhos
Fatores
como excesso de álcool, estresse, cigarro, sono irregular, abuso de alimentos
como chocolate e café, problemas oftalmológicos e longo período em jejum podem
causar crises de dor de cabeça. As mulheres são mais
acometidas pela cefaleia em comparação aos
homens, em especial na meia-idade. No caso delas,
as cefaleias primárias são mais frequentes do que as secundárias.
Automedicação
Muitas das pessoas que sofrem com cefaleia recorrem à automedicação, o que
representa riscos à saúde. Essa prática pode mascarar os sintomas, dificultando
o diagnóstico de uma cefaleia secundária. Além disso, a automedicação pode
desencadear um tipo específico de cefaleia que é justamente causado pelo abuso
de analgésicos. Essas situações demandam tratamento específico, que muitas
vezes inclui internação.
Prevenção
Para
evitar a dor de cabeça é ideal adotar uma rotina saudável, que inclui dieta
equilibrada, sono regular e manejo do estresse. “No caso da enxaqueca, existem vários tratamentos preventivos, por
isso, é necessário consultar um especialista para indicar o que é mais
recomendado para o perfil de cada paciente”, finaliza Turolo.
Hospital Evangélico de Sorocaba
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