Após a polêmica envolvendo a nutricionista Bella
Falconi, que teve que passar por cirurgia para a retirada das próteses de
silicone por problemas de saúde, algumas dúvidas acabam surgindo em torno da
mamoplastia de aumento, uma das cirurgias mais procuradas nos consultórios de
cirurgia plástica.
Doutor Pedro Lozano, integrante da Sociedade
Brasileira de Cirurgia Plástica, afirma que essa cirurgia é a segunda mais
realizada no Brasil, ficando atrás apenas da lipoaspiração.
O especialista conta o que é preciso saber antes de
colocar a prótese de silicone:
- Estar em perfeitas condições
de saúde é fundamental para realizar o procedimento. Por isso, antes da
cirurgia é realizado um estudo pré-operatório que pode incluir avaliação
de outras especialidades, inclusive exames de imagem das mamas.
- O tamanho e o formato da
prótese serão discutidos com o médico após a paciente expor o objetivo que
deseja alcançar. A escolha do volume e modelo do silicone levam em conta
as medidas do corpo da paciente como largura do tórax e dos ombros,
distância entre os seios e espessura do tecido mamário, tipo de pele entre
outros.
- Próteses grandes demais
podem causar efeitos a longo prazo como alterações na postura, queda
precoce das mamas e até mesmo compressão no tórax. Apesar de rara a
compressão pode ocorrer em um percentual muito pequeno das pacientes com
próteses atrás do músculo. Por isso é muito importante avaliar quantos ml
são indicados para cada biotipo de paciente e discutir os prós e contras
de cada técnica.
- As mulheres que estão em
processo de emagrecimento devem esperar alcançar a meta de peso ideal para
depois realizar a colocação da prótese de silicone. Caso o procedimento
seja feito antes disso, pode ser necessário uma nova cirurgia para
correção.
- Ao contrário do que muitos
pensam, a prótese de silicone não prejudica a amamentação. Também não abre
precedência para doenças como o câncer.
- Se a mulher pretende
engravidar em breve é aconselhável que a prótese de silicone seja colocada
em média após um ano do parto ou no mínimo seis meses do término da
amamentação.
- A estação do ano não
influencia nos resultados da cirurgia, mas pode ajudar no pós-operatório.
Temperaturas mais amenas no outono e inverno fazem com que as pacientes
sintam menos desconforto e inchaço, mais comuns no verão.
- Os implantes de silicone não
interferem nos exames das mamas, assim como não têm prazo de validade
fixo. As próteses de primeira e segunda geração (lisas) tendiam a ficar
duras ou romper com o passar do tempo, atualmente esse tipo de alteração
ocorre em apenas 2% dos implantes modernos. Por esse motivo era
recomendado a troca em média a cada dez anos, mas hoje isso não é
obrigatório, pois essas alterações dependem de como o sistema imunológico
de cada paciente reage. O acompanhamento médico e ultrassom anual
continuam sendo recomendados, assim como uma ressonância magnética a cada
8 anos para uma melhor avaliação. Caso não exista alterações e a paciente
esteja satisfeita com o resultado, não é preciso trocar as próteses.
- A cirurgia de troca do
silicone no seio é muito individualizada. Tudo vai depender se há ou não
queda das mamas, flacidez, qualidade da pele, tipo e tamanho da prótese.
As cirurgias podem variar desde a troca do tamanho ou formato do implante,
assim como a troca do plano (local onde o silicone pode ser colocado, para
frente ou para trás do músculo ou fáscia), além de retirada da pele, que
pode ser ao redor da aréola, no sulco abaixo da mama, em “pirulito” ou em
“T” invertido. Ou seja, é personalizada e depende de cada caso.
- Se informe sobre a
experiência do médico e estrutura do local onde será realizada a cirurgia.
O procedimento nunca deve ser feito fora de ambiente hospitalar. Procure
sempre um especialista habilitado e que seja integrante da Sociedade
Brasileira de Cirurgia Plástica.
Pedro Lozano - integrante
da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, possui graduação em
Medicina pela Faculdade de Medicina de Botucatu – Universidade Estadual
Paulista (UNESP),Residência (Especialização) em Cirurgia Geral: Faculdade de
Medicina de Botucatu – UNESP, Botucatu, Residência Médica
(Especialização) em Cirurgia Plástica pela Faculdade de Medicina do ABC
(FMABC), Título de Especialista em Cirurgia Plástica: Sociedade Brasileira de
Cirurgia Plástica – SBCP, é Professor de Habilidades Cirúrgicas da Universidade
Cidade de São Paulo – (UNICID). Diretor e responsável técnico da Clínica Vix –
Medicina & Saúde, o cirurgião preza pelo bem estar e satisfação de seus
pacientes, para isso utiliza as técnicas mais adequadas a cada caso –
realizando assim, intervenções estéticas com segurança e precisão. Entre os
hospitais de atuação estão o Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital
Alemão Oswaldo Cruz, Hospital São Luiz e Hospital Santa Catarina – todos na
cidade de São Paulo.
CRM-SP: 111.967 / RQE: 44244
CRM-SP: 111.967 / RQE: 44244

Nenhum comentário:
Postar um comentário