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domingo, 1 de novembro de 2026

FILHOTE DE MORSA RESGATADO NO ALASCA GANHA NOVO LAR NO SEAWORLD ORLANDO

Annautaq, uma morsa-do-pacífico de cinco meses, está sob os cuidados especializados da equipe de bem-estar animal do SeaWorld

 

ORLANDO, Flórida — Encontrado sozinho em uma praia remota no norte do Alasca e reabilitado pelo Alaska SeaLife Center, um filhote órfão de morsa-do-pacífico ganhou um novo lar no SeaWorld Orlando. O parque é reconhecido por sua experiência no cuidado de animais marinhos e é uma das apenas quatro instituições dos Estados Unidos atualmente capacitadas para abrigar morsas.

 

Com cerca de 100 kg, Annautaq tem cinco meses e está recebendo cuidados veterinários e atenção especializada 24 horas por dia enquanto se adapta ao novo ambiente. A equipe do SeaWorld prepara o filhote para, no momento adequado, conhecer as outras morsas do parque: Uki, Kaboodle e Garfield. Uki, de dois anos, também foi resgatada no Alasca e vive no SeaWorld Orlando desde que concluiu sua reabilitação no Alaska SeaLife Center.

 

A chegada de Annautaq é resultado de uma operação de resgate realizada por moradores da região e especialistas em vida selvagem, seguida de reabilitação especializada no Alaska SeaLife Center e de um esforço conjunto para garantir a ele um futuro seguro, já que não poderá voltar à natureza.


 

Um resgate extraordinário

 

Annautaq foi encontrado por Violet Anniskett, estagiária de pesquisa sobre vida selvagem e integrante da comunidade local, e Tony Fischbach, cientista do U.S. Geological Survey. O filhote estava sozinho em uma praia remota no norte do Alasca, depois que um grupo de morsas se afastou durante uma forte ressaca. Órfão, ele estava escondido entre os restos de dois adultos e já atraía aves necrófagas, com poucas chances de sobreviver sem ajuda. 

 

Anniskett e Fischbach cuidaram dele por vários dias até conseguirem transportá-lo de avião para o Alaska SeaLife Center, em Seward, com o apoio da comunidade local e de autoridades federais de vida selvagem. A comunidade apoiou a reabilitação, sabendo que Annautaq permaneceria sob cuidados humanos e poderia ajudar a ampliar o conhecimento sobre as morsas-do-pacífico. Anniskett escolheu o nome Annautaq (pronuncia-se “ah-now-tuq”), que significa “machado” em iñupiaq, em homenagem ao nome iñupiaq de seu pai.

 

O SeaWorld enviou ao Alasca profissionais especializados no cuidado de morsas, incluindo integrantes das equipes veterinária e de bem-estar animal, para apoiar os cuidados intensivos ao lado da equipe do Alaska SeaLife Center e preparar Annautaq para a viagem de 6.400 km até a Flórida. A história do filhote se soma à trajetória de resgate do SeaWorld, que já ajudou mais de 43 mil animais.

 

Embora tenha respondido bem à reabilitação, Annautaq não poderá ser devolvido à natureza, conforme determinação do U.S. Fish and Wildlife Service. Durante o primeiro ano de vida, as morsas-do-pacífico dependem exclusivamente do leite materno e precisam da mãe para proteção e para desenvolver comportamentos sociais e habilidades essenciais à sobrevivência. Por isso, especialistas em cuidado de morsas avaliaram as necessidades de longo prazo do filhote para definir o local mais adequado para ele. A escolha do SeaWorld Orlando levou em conta tanto os cuidados de que precisará quanto a possibilidade de crescer e conviver com outras morsas.

 

“A história de Annautaq mostra como é importante contar com uma estrutura especializada para reabilitar mamíferos marinhos no Alasca”, afirma Jane Belovarac, curadora de resposta à vida selvagem do Alaska SeaLife Center. “Quando um filhote órfão é encontrado em uma região remota do estado, o sucesso depende de uma resposta rápida, que vai do resgate aos cuidados intensivos, passando por reabilitação específica para a espécie, manejo e atendimento veterinário. Nossa equipe conseguiu estabilizar Annautaq, atender às suas necessidades médicas e sociais 24 horas por dia e prepará-lo para a próxima etapa. Foi preciso uma rede incrível de pessoas para que ele chegasse até aqui, e temos orgulho de ter oferecido o cuidado especializado desde o resgate no Alasca até este novo capítulo.”


 

Cuidados 24 horas por dia

 

No SeaWorld Orlando, Annautaq recebe até seis mamadeiras por dia, acompanhamento veterinário e suporte contínuo durante uma quantena prevista de 30 dias, medida que ajuda a proteger a saúde dos outros animais do parque. Ele toma uma fórmula rica em gordura, desenvolvida pelas equipes veterinária e de cuidado animal do SeaWorld para reproduzir o alto teor de gordura do leite natural das morsas.

 

“Nessa fase da vida, Annautaq precisa de mais do que nutrição e cuidados veterinários: também precisa de contato próximo e companhia, que nossa equipe especializada oferece 24 horas por dia”, diz Jim Kinsler, curador do SeaWorld Orlando. “Quando ele estiver adaptado, vamos apresentá-lo a Garfield, Kaboodle e Uki no ritmo dele. A experiência de Kaboodle no cuidado de filhotes resgatados e a possibilidade de Annautaq criar um vínculo com Uki, que também foi resgatada e tem dois anos, fazem desse grupo um ambiente promissor para que ele aprenda, estabeleça relações e cresça.”


 

A importância de viver em grupo

 

Mesmo com os melhores cuidados humanos, há algo que os cuidadores não conseguem substituir: a oportunidade de conviver e aprender com outras morsas. Para um filhote órfão, fazer parte de um grupo é importante para seu desenvolvimento a longo prazo, e o SeaWorld Orlando poderá oferecer essa oportunidade a Annautaq.

 

O grupo que Annautaq deverá conhecer é formado por:

  • Uki, 2 anos: assim como Annautaq, foi resgatada no Alasca e reabilitada no Alaska SeaLife Center antes de chegar ao SeaWorld Orlando. Está bem adaptada ao grupo, criou um vínculo próximo com Kaboodle e gosta de neve, gelo e atividades de enriquecimento.
  • Kaboodle, 23 anos: experiente no cuidado de filhotes, já atuou como figura materna para morsas resgatadas, incluindo Uki. Sua experiência será importante durante a apresentação gradual de Annautaq ao grupo.
  • Garfield, 44 anos: foi resgatado ainda filhote, depois de ficar órfão no Alasca, e criado no SeaWorld Orlando. Sua trajetória mostra como uma morsa resgatada pode se desenvolver sob cuidados especializados.

 

À medida que se adaptar, Annautaq deverá se juntar a Uki como embaixador de sua espécie, ajudando a conscientizar o público sobre os desafios enfrentados pelas morsas-do-pacífico na natureza. Sua história, assim como a de tantos outros animais resgatados pelo SeaWorld Orlando, reforça a missão do parque de inspirar ações em favor da proteção e da preservação da vida marinha.

 

A equipe de cuidado animal definirá quando Annautaq será apresentado às outras morsas e quando poderá ser visto pelo público. Enquanto isso, os visitantes podem conhecer melhor as características da espécie, seus vínculos sociais e os cuidados oferecidos pelo SeaWorld Orlando ao visitar o grupo residente no habitat Expedition Odyssey. 

 

Para acompanhar as novidades sobre Annautaq, siga o SeaWorld (@SeaWorld) e o SeaWorld Orlando (@SeaWorldOrlando) no Instagram. O Instagram (@AlaskaSeaLifeCenter) e o Facebook do Alaska SeaLife Center também compartilham fotos e vídeos do resgate e dos primeiros cuidados com o filhote.

 

 

SeaWorld é um parque temático dedicado à vida marinha e uma instituição zoológica e aquário credenciado, que oferece experiências educativas e inspiradoras para visitantes de todas as idades. Milhões de pessoas visitam seus parques todos os anos para participar de encontros com animais, programas educativos, atrações premiadas com temática marinha, eventos especiais e opções de entretenimento. Há mais de 60 anos, o SeaWorld promove a conservação da vida marinha dentro e fora de seus parques por meio da ciência, da educação e do cuidado animal. A organização é certificada pela American Humane e credenciada pela Alliance of Marine Mammal Parks and Aquariums e pela Association of Zoos and Aquariums.

 

Também está entre as maiores organizações de resgate de animais marinhos do mundo, com mais de 43 mil animais atendidos. Criado em 2003, o SeaWorld Conservation Fund já destinou mais de US$ 20 milhões a quase 1.400 organizações para apoiar pesquisas em todos os continentes. Parte da receita dos parques contribui para esses compromissos de conservação. Os parques SeaWorld estão localizados em Orlando, San Antonio, San Diego e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. A marca integra o portfólio da United Parks & Resorts Inc. (NYSE: PRKS). Saiba mais em SeaWorld.com.

 

Sobre o Alaska SeaLife Center (ASLC)

Inaugurado em 1998, o Alaska SeaLife Center é uma instituição de pesquisa sem fins lucrativos e um aquário público localizado em Seward, no Alasca. O centro produz e compartilha conhecimento científico para ampliar a compreensão e contribuir para a preservação dos ecossistemas marinhos do estado. O ASLC é credenciado pela Association of Zoos and Aquariums. Saiba mais em www.alaskasealife.org



O poder terapêutico do amor incondicional

 Os tutores de animais sofrem menos de depressão, de solidão, de medo e de ansiedade.

 

Quando você pensa em algo que melhore sua saúde, adotar um animal vem à sua mente? Dezenas de pesquisas e estudos realizados ao redor do mundo mostram que pessoas que têm animais vivem mais e com melhor qualidade de vida do que as que não têm. Eles trazem benefícios em todas as fases da vida.

 

Os animais são recomendados para crianças, porque contribuem para o aumento da autoestima, melhoram a integração, aumentam a capacidade de aprendizagem e diminuem a agressividade. "A presença deles estimula o equilíbrio emocional, especialmente de crianças com problemas na escola", ressalta a ambientalista Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News

 

Ensinar a criança a cuidar e respeitar o seu animal de estimação permitirá o desenvolvimento de sentimentos nobres, alicerçados no amor e na inocência, criando um laço profundo de amizade, que no futuro poderá servir de referência na socialização. O animal faz com que ela se sinta mais segura, pois aprenderá a se relacionar sem os conflitos encontrados no dia a dia com seus colegas.

 

"A maioria dos países desenvolvidos tem programas educacionais baseados nessa experiência, onde conseguem motivar os alunos a ter consciência sobre o autorrespeito, o respeito a outras formas de vida e, por consequência, à natureza", enfatiza Vininha F. Carvalho.

 

Os animais oferecem companhia aos adolescentes, até na prática de esportes, como é o caso dos cães no agility. Eles se sentem autovalorizados ao aprender a conduzir o animal, enquanto despertam para responsabilidade e obrigação, pois o animal é disciplinado através do limite estabelecido.

 

Em vários países, inclusive no Brasil, hospitais já admitem a presença deles para auxiliar no tratamento e elevar a recuperação dos pacientes.

 

Os tutores de animais estão entre os que sobrevivem mais tempo após um ataque cardíaco, sofrem menos de depressão, de solidão, de medo e de ansiedade.

 

A presença deles em casa, também, diminui a pressão sanguínea, os níveis de colesterol e o estresse dos moradores. Os idosos que possuem um animal de estimação gastam menos com médicos. As caminhadas diárias, realizadas para levá-lo para passear, auxiliam na prevenção de problemas cardíacos e na recuperação de quem sofreu um infarto.

 

Segundo Dennis Turner, fundador da Associação Internacional das Organizações de Interação Homem-Animal, animais podem atuar como terapeutas para crianças, jovens infratores, idosos, deficientes físicos e mentais e até casais em crise. "A presença de um animal de estimação em casa previne doenças psicológicas e até problemas cardíacos, uma vez que os passeios com o animal obrigam o dono a praticar exercícios", afirma.

 

Uma pesquisa da Universidade de Búfalo (EUA) realizada com 50 casais que tinham animais e 50 que não tinham, demonstrou que lares com animais apresentavam redução de conflitos, ajudando a manter a vida conjugal mais estável.

 

Escolas, hospitais ou residências, não importa o lugar; conviver com um animal é um dos melhores recursos terapêuticos. Adotar um animal é um verdadeiro plano de saúde, sem restrições e carências, onde todos são beneficiados. Não tem contra indicação. Ele tem uma influência muito positiva, sendo capaz de estimular as pessoas a encontrarem o equilíbrio físico e mental. " É o remédio na dose certa, que faz bem em todas as idades", conclui Vininha F. Carvalho.

 

Castração e diagnóstico precoce: As ferramentas mais eficazes contra o câncer de mama em pets


Anualmente, o mês de outubro se tinge de rosa para lembrar a sociedade sobre a importância do diagnóstico precoce e do cuidado com a saúde das mulheres. Contudo, essa onda de conscientização ultrapassou as barreiras da medicina humana e encontrou um eco necessário no universo pet. O câncer de mama não é uma exclusividade dos seres humanos; ele também afeta os animais de companhia, especialmente as cadelas em idade avançada e não castradas. 

Segundo dados do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) e estudos consolidados em oncologia veterinária, os tumores mamários representam cerca de 25% dos casos oncológicos em animais, número que salta para impressionantes 45% quando analisamos especificamente fêmeas caninas idosas que não passaram pela castração. Estamos diante de uma patologia agressiva e de avanço rápido, cujas origens combinam fatores genéticos, predisposição hormonal e até desequilíbrios nutricionais. 

Uma das maiores complexidades do câncer de mama em pets é o seu caráter silencioso nas fases iniciais. No entanto, o responsável ocupa um papel fundamental na linha de frente da detecção, por exemplo, em momentos rotineiros de afeto, como brincar, escovar o pelo ou fazer carinho na barriga do animal, são oportunidades preciosas para notar alterações. O surgimento de pequenos nódulos ou caroços nas mamas, vermelhidão, inchaço ou presença de secreção são sinais claros de que o pet precisa de avaliação profissional imediata. 

Infelizmente, dados do CFMV apontam que cerca de 20% dos diagnósticos ainda ocorrem de maneira tardia, o que limita as opções terapêuticas e reduz as chances de cura. O check-up veterinário periódico é a ferramenta mais eficaz para identificar essa e outras enfermidades antes que apresentem sintomas severos. 

Se a detecção precoce é essencial, a prevenção é o caminho mais seguro. A literatura científica e a prática clínica são unânimes: a castração precoce é a forma mais eficaz de proteger as cadelas contra o desenvolvimento de tumores mamários. Quando realizada no primeiro ano de vida, idealmente entre o primeiro e o segundo cio, a castração reduz em até 90% o risco de a cadela desenvolver câncer de mama ao longo da vida. Além do benefício contra neoplasias mamárias, o procedimento cirúrgico previne outras patologias graves, como a piometra (infecção uterina severa), e, no caso dos machos, reduz significativamente a incidência de câncer de próstata e tumores testiculares. 

Ainda observamos, com certa frequência, a resistência de alguns responsáveis em castrar seus animais por receio do processo cirúrgico ou por sentimento de penalização. É preciso transformar essa visão: a castração é, em sua essência, um ato de responsabilidade, cuidado e amor de longo prazo. 

O avanço da medicina veterinária garante que a castração seja um procedimento rotineiro e seguro. Contudo, por se tratar de uma intervenção cirúrgica, o controle do pós-operatório é determinante para a recuperação plena do animal. Garantir um protocolo adequado de manejo da dor e da inflamação é indispensável para proporcionar conforto e tranquilidade ao pet durante a cicatrização. Com soluções modernas e eficazes, como anti-inflamatórios desenvolvidos especificamente para a anatomia e necessidade dos cães, o tutor pode ter a certeza de que a recuperação do seu animal será sem sofrimento e com rápido retorno à rotina da família. 

Neste Outubro Rosa, o convite é para que todos os responsáveis estendam essa corrente de conscientização para o ambiente doméstico, mantenham as consultas com o médico-veterinário em dia e converse com o profissional sobre a castração no tempo adequado. A prevenção continua sendo a melhor demonstração de afeto e o caminho mais seguro para garantir mais anos de vida com saúde e alegria ao lado de quem tanto amamos.
 

Dra. Mariana Silva - médica-veterinária e consultora técnica da Boehringer Ingelheim Saúde Animal


Você sabe do que seu filhote precisa para crescer saudável?

Divulgação
ROYAL CANIN®
ROYAL CANIN® esclarece como as necessidades nutricionais de gatos e cães mudam ao longo do desenvolvimento e quais cuidados são fundamentais em cada etapa 

 

Um filhote recém-nascido não tem as mesmas necessidades de um pet que já está perto de completar um ano. Durante o crescimento, o organismo passa por mudanças rápidas e a alimentação precisa acompanhar esse processo. Nos primeiros meses, ossos e músculos estão em formação, os sistemas imunológico e digestivo ainda amadurecem e o cérebro continua se desenvolvendo. 

Nesse período, as exigências de energia e nutrientes também são próprias da fase: nos primeiros quatro meses, por exemplo, a necessidade energética pode chegar ao dobro da de um adulto maduro com a mesma massa corporal. 

“O crescimento é uma fase de intensas transformações na vida dos filhotes, e a nutrição desempenha um papel fundamental nesse processo. Cada etapa exige um equilíbrio preciso de energia e nutrientes, e tanto a deficiência quanto o excesso podem trazer impactos para sua saúde e seu desenvolvimento. Por isso, é importante estar atento à escolha de um alimento com perfil nutricional adequado à idade, ao porte e às necessidades específicas de cada animal, sempre com a orientação do Médico-Veterinário”, explica Ana Elisa Amaral, Médica-Veterinária e Especialista de Comunicação Científica da Royal Canin Brasil.

 

Quando a alimentação começa a mudar?

O desmame é uma das primeiras grandes transições. A partir desse período, o filhote deixa gradualmente o leite materno e começa a ter contato com alimentos sólidos. Como a habilidade de consumir alimentos sólidos ainda está em desenvolvimento, texturas mais macias podem facilitar a adaptação, e alguns croquetes podem ser reidratados, facilitando a preensão e incentivando a mastigação. A apresentação de diferentes aromas e consistências também ajuda a ampliar a experiência alimentar desde cedo. 

A combinação de alimentos secos e úmidos, conhecida como mix feeding, também pode fazer parte dessa rotina. Quando realizada de forma equilibrada, com alimentos com o mesmo objetivo nutricional e levando-se em consideração a necessidade energética diária do filhote, essa prática pode trazer muitas vantagens. O alimento úmido contribui para a ingestão de água e oferece novas texturas, enquanto o seco apresenta características complementares, inclusive relacionadas à maior concentração de nutrientes e à saúde oral.

 

Por que a transição para o alimento adulto acontece em idades diferentes?

Porque gatos e cães não crescem no mesmo ritmo. Nos gatos, a fase de crescimento se estende, em geral, até aproximadamente os 12 meses. Entre os cães, o porte faz diferença: menores atingem a fase adulta mais rapidamente, por volta dos 10 aos 12 meses, enquanto cães de porte gigante podem continuar se desenvolvendo até os 18 ou 24 meses. 

Além da idade, outros momentos podem exigir atenção. A castração, por exemplo, pode alterar as necessidades energéticas, especialmente nos gatos, tornando importante reavaliar a quantidade e o perfil nutricional do alimento oferecido.

 

Qual o papel da nutrição no início da vida?

Nas primeiras semanas, o organismo ainda está amadurecendo. Entre aproximadamente a quarta e a décima segunda semana de vida, por exemplo, a proteção recebida da mãe começa a diminuir enquanto o sistema imunológico do filhote ainda está em formação. Por isso, essa é uma fase que exige atenção especial aos cuidados e à alimentação. Buscar alimentos com nutrientes que contribuam para o fortalecimento do sistema imunológico, como betacarotenos e betaglucanos, é uma estratégia importante para apoiar o desenvolvimento saudável do filhote. 

O sistema digestivo também continua se desenvolvendo, assim como a microbiota intestinal. Nesse período, nutrientes específicos como proteínas de boa qualidade e prebióticos podem ajudar a apoiar a saúde digestiva e as defesas naturais. Já o DHA, da família do ômega-3, contribui para o desenvolvimento do cérebro e da visão.

 

O que o responsável deve observar no dia a dia?

Mais do que seguir apenas a idade indicada na embalagem, é importante acompanhar como o pet está evoluindo. Peso, quantidade de alimento consumida e possíveis mudanças relacionadas a etapas como desmame e castração ajudam a avaliar se a recomendação nutricional está adequada. 

Durante as consultas, o Médico-Veterinário pode fazer uma avaliação geral e observar aspectos do desenvolvimento esquelético, muscular, neurológico, social e sensorial. Também é possível acompanhar a evolução do peso por meio das curvas de crescimento e orientar ajustes quando necessários. 

A ROYAL CANIN® conta com uma linha completa de alimentos para gatos e cães filhotes, nas versões secas e úmidas, desenvolvidas para atender às particularidades de cada etapa de crescimento, considerando fatores como espécie, idade e porte. 

Para mais informações sobre a ROYAL CANIN®, visite o site.

 

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Doenças de pele e parasitas em pets: afinal, o que uma coisa tem a ver com a outra?

Especialista da Boehringer Ingelheim esclarece a relação direta entre parasitas e problemas dermatológicos em cães e gatos

 

Quando um cão ou gato começa a se coçar sem parar, perde tufos de pelo ou balança a cabeça repetidamente por incômodo nos ouvidos, a primeira reação da maioria dos responsáveis é suspeitar de alergia alimentar, estresse ou reação a produtos de limpeza. No entanto, na rotina clínica veterinária, a causa primária de grande parte dos problemas de pele está diretamente relacionada a invasores muito conhecidos: os parasitas externos.

A conexão entre a parasitologia e a dermatologia veterinária é estreita. Frequentemente, o que aparenta ser apenas um incômodo passageiro na pele é, na verdade, a manifestação visível de uma infestação por ectoparasitas. Por terem sintomas muito parecidos entre si, essas condições exigem dos médicos-veterinários uma investigação, chamada de diagnóstico diferencial, para identificar exatamente qual parasita está por trás do quadro clínico.

No consultório, os principais sinais dermatológicos observados pelos profissionais incluem:

. Prurido (Coceira Constante): O animal se coça, morde a própria pele ou lambe as patas repetidamente até ferir a região.

. Alopecia (Queda de Pelos): Surgimento de falhas localizadas ou perda difusa da pelagem.

. Otites (Inflamações no Ouvido): Presença de secreção escura, odor forte, dor e coceira intensa nas orelhas.

. Lesões de Pele: Vermelhidão, crostas, descamação e feridas que abrem caminho para infecções por bactérias ou fungos.

Por trás desses sintomas, os principais agentes parasitários identificados são:

. Pulgas (Ctenocephalides felis): Além da irritação das picadas, a saliva da pulga é um dos alérgenos mais potentes para os animais, desencadeando a DAPP (Dermatite Alérgica à Picada de Pulga). Em cães e gatos sensíveis, uma única picada é suficiente para provocar coceira desesperadora, feridas e queda de pelos, especialmente na região lombar e na base da cauda.


. Ácaros Causadores de Sarnas: O ácaro Otodectes cynotis causa a sarna otodécica (sarna de ouvido), uma das origens mais frequentes de otites em cães e gatos de todas as idades. Já o ácaro Sarcoptes scabiei (sarna sarcóptica) e Demodex canis (sarna demodécica) provocam desde descamação e crostas até perdas expressivas de pelo e inflamação cutânea severa.


. Carrapatos: Causam inflamações locais dolorosas no ponto de fixação, lesões que infeccionam facilmente e ainda atuam como vetores de doenças sistêmicas graves, como a erliquiose e a babesiose.

“Muitas vezes o responsável busca atendimento achando que o pet tem uma doença dermatológica complexa ou rara, quando, na verdade, a raiz do problema é um parasita que poderia ter sido controlado com uma rotina preventiva simples”, explica André Cutolo, doutor em parasitologia e gerente técnico de pets da Boehringer Ingelheim no Brasil. “Quando não tratamos a causa parasitária primária, o animal entra em um ciclo vicioso de coceira, ferimentos e inflamação crônica, o que exige tratamentos mais invasivos e desgastantes. O diagnóstico diferencial precoce faz toda a diferença”, complementa.



Prevenção Contínua e o Papel das Soluções Integradas 

Especialistas ressaltam que em regiões de clima quente e úmido como o Brasil, a pressão de parasitas não escolhe estação do ano e atinge inclusive animais que vivem em apartamentos ou ambientes 100% urbanos. Por isso, a melhor estratégia para preservar a saúde da pele é a prevenção ininterrupta.

Para auxiliar médicos-veterinários e responsáveis nessa rotina, a Boehringer Ingelheim conta com o portfólio da linha NexGard®, que inclui soluções específicas para cães (como NexGard® e NexGard SPECTRA®) e para felinos (NexGard Combo®). Desenvolvidas com base em evidências científicas, as formulações atuam no controle e combate a pulgas, carrapatos, ácaros causadores de sarnas e outros parasitas, servindo como uma barreira protetora fundamental para evitar que essas infestações evoluam para quadros dermatológicos graves.

A recomendação dos especialistas é manter o acompanhamento veterinário periódico e o calendário preventivo em dia. Tratar a infestação antes que ela se instale evita crises alérgicas agudas, protege o bem-estar do pet e impede o surgimento de lesões cutâneas secundárias.

Manter a administração regular de antiparasitários recomendados pelo médico-veterinário não serve apenas para eliminar parasitas visíveis, mas é a medida mais eficaz para manter a barreira cutânea íntegra, livre de inflamações e protegida a longo prazo.


Energia dos animais está gravado no inconsciente coletivo da humanidade

No dia a dia, o poder dos animais está diante de nossos olhos, sempre nos estimulando.

 

No início do ano é muito interessante descobrir onde podemos encontrar as boas energias. No Xamanismo, o praticante entra em contato com a energia animal, ou melhor, com o símbolo animal, que está profundamente gravado no inconsciente coletivo da humanidade, com o intuito de adquirir conhecimento, força e sabedoria, alerta Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News.

 

No dia a dia, o poder dos animais está diante de nossos olhos, sempre nos estimulando. No filme "Tarzan, o Homem Macaco" a energia do bem luta contra seus inimigos ferozes. "Os Homens Leopardos" -há símbolos e energia dos animais nos estimulando. E não podemos esquecer de "Batman, o Homem Morcego" e do sucesso , "O Homem-Aranha".

 

Até quando assistimos ao desenho "Rei Leão" recebemos uma série de estímulos e ensinamentos. Você já percebeu quanta simbologia o desenho traz do nosso dia a dia? O trecho em que o "Rei Leão" passa da fase adolescente para a adulta é um dos exemplos. Crescer não é fácil para ninguém.

 

O princípio do animal de poder é o mesmo do uso das rosas vermelhas para atrair amor e da fonte d`água para atrair prosperidade.

 

Veja, a seguir, uma lista de animais de poder e suas energias:

 

-Águia ou falcão: liberdade, flexibilidade, poder, visão, coragem e oportunidades

-Aranha: criatividade, a teia da vida e sabedoria para tecer o futuro

-Borboleta: auto-transformação, clareza mental e liberdade

-Cachorro: lealdade, estar a serviço e atenção

-Castor: segurança, construção e paciência

-Cobra: sabedoria, sensualidade e transmutação

-Coelho: fertilidade, crescimento, agilidade e prosperidade

-Coruja: sabedoria antiga e habilidades ocultas

-Corvo: guardião da magia e ocultismo, o mensageiro

-Elefante: longevidade, inteligência e memória ancestral

-Formiga: força, trabalho em equipe, paciência e resistência

-Gato: sensualidade, limpeza e visão mística

-Galo: altivez, sexualidade e garra

-Leão ou tigre: poder, força, nobreza e liderança

-Lobo: esperteza, agilidade e fidelidade

-Pombo: mensageiro da paz e liberdade

-Raposa: habilidade, astucia e integração

-Sapo: humor, limpeza e transformação

-Tartaruga: estabilidade, longevidade, honra e proteção

-Touro: fertilidade, sexualidade, poder e trabalho

 

Mais sobre os animais e seus símbolos podem ser encontrados no livro "O Vôo da Águia", de Leo Artese (editora E. Roka).

 


Estudo identifica excesso de peso em 30% dos gatos avaliados e 75% dos tutores não percebem

Pesquisa aponta que a maioria dos tutores subestima a condição corporal dos pets, o que pode dificultar a identificação do sobrepeso e da obesidade 


O excesso de peso pode passar despercebido na rotina dos gatos, alerta a WeVets, o maior grupo de saúde veterinária do Brasil. De acordo com estudo brasileiro publicado na revista científica PLOS ONE em janeiro de 2026, 28,7% dos gatos domiciliados avaliados apresentavam sobrepeso ou obesidade. Entre os gatos com sobrepeso, os tutores subestimaram a condição corporal em 71% dos casos. Para os gatos com obesidade, a proporção foi de 75%. 

A avaliação considerou o escore de condição corporal dos animais, indicador clínico que observa características como a cobertura de gordura e a percepção das costelas e da cintura. O estudo também identificou maior frequência de excesso de peso entre gatos de 7 a 10 anos e entre os que tinham menor nível de atividade física. Os resultados descrevem os animais avaliados na pesquisa e não representam uma estimativa para todos os gatos do país. 

“Como o ganho de peso pode ocorrer gradualmente, o tutor nem sempre percebe a mudança ou pode considerar que o gato está apenas mais robusto. Também existe, mesmo que em menor grau, a percepção de que o pet saudável é um pouco mais gordinho. A avaliação veterinária ajuda a verificar a condição corporal e a definir orientações compatíveis com a idade, a saúde e a rotina de cada pet”, afirma Gustavo Jorge Gonçalves, médico veterinário da WeVets. 

A pesquisa de opinião mais recente da Association for Pet Obesity Prevention (APOP), divulgada em 2026, também aponta dificuldades para controlar o peso dos felinos. Entre os tutores que tentaram ajudar seus gatos a emagrecer, 19% relataram que os animais chegaram ao peso saudável. O levantamento ouviu tutores e profissionais veterinários e se baseou em respostas dos participantes. 

O acompanhamento do peso deve considerar mais do que o número indicado pela balança. A avaliação profissional pode orientar o controle das porções, a escolha da alimentação e formas de estimular a atividade física. Mudanças na dieta precisam ser conduzidas com orientação veterinária, de acordo com as necessidades de cada gato. 

“O ganho de peso em gato é silencioso. Ele não deixa de comer, não deixa de brincar, e por isso o tutor costuma só notar quando alguém de fora aponta”, afirma Gonçalves. “A condição corporal é avaliada na própria consulta de rotina, e é a partir dela que dá para ajustar porção e alimentação com alguma precisão.”
 

O estudo brasileiro avaliou 188 gatos de 80 domicílios em Goiânia (GO) e foi publicado na PLOS ONE em 7 de janeiro de 2026. A pesquisa de opinião da APOP ouviu 265 pessoas, entre tutores e profissionais veterinários, em 45 estados dos Estados Unidos.

 

 

Chocolate é tóxico para pets: saiba como proteger cães e gatos

Especialista explica sintomas de intoxicação e orienta como prevenir acidentes com pets durante o período

 

O chocolate é um dos doces preferidos das pessoas. Mas o consumo dessa iguaria requer um cuidado especial para quem em pets, especialmente cães e gatos, pois o consumo do chocolate pode causar intoxicação alimentar em animais de estimação devido a substâncias presentes nestes alimentos.

De acordo com Victória Bório, coordenadora do curso de Medicina Veterinária do IBMR, integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil, o Ecossistema Ânima, o chocolate está entre os principais vilões. “O chocolate é perigoso porque contém teobromina, uma substância tóxica para cães e gatos. Diferente dos humanos, esses animais metabolizam a teobromina muito lentamente, o que leva ao acúmulo no organismo e pode causar intoxicação. Quanto mais escuro o chocolate, maior a quantidade de teobromina e maior o risco”, explica.

A especialista alerta que os sintomas podem surgir rapidamente após a ingestão. “Os sinais clínicos mais comuns incluem vômito, diarreia intensa, agitação ou inquietação, aumento da frequência cardíaca, tremores e, em casos mais graves, convulsões. Esses sintomas podem aparecer poucas horas após a ingestão”, destaca.

Caso o pet consuma chocolate, a recomendação é agir com rapidez. A primeira atitude deve ser levar imediatamente o animal ao pronto atendimento veterinário mais próximo. Não se deve esperar os sintomas aparecerem ou tentar tratar em casa, pois a intoxicação pode evoluir rapidamente.

Para evitar acidentes, medidas simples no dia a dia fazem a diferença. “Evitar consumir chocolate próximo aos pets, não deixar alimentos ao alcance dos animais, ter cuidado para não deixar cair pedaços no chão, orientar visitas e crianças a não oferecerem comida aos pets e armazenar chocolates e doces em locais fechados e altos são atitudes fundamentais para a prevenção”, conclui.

 

Centro Universitário IBMR
Ânima Educação


Feromônios sintéticos ajudam a promover segurança e bem-estar de cães e gatos sem causar sedação

Há cerca de três décadas, tecnologia desenvolvida pela Ceva Saúde Animal contribui para o manejo do estresse e de alterações comportamentais em pets


Mudanças na rotina, ambientes desconhecidos e situações percebidas como ameaçadoras podem desencadear estresse e ansiedade em cães e gatos. Esses estados podem se manifestar de várias formas, como arranhaduras em móveis, marcação urinária, vocalização excessiva e isolamento. Nesse contexto, a feromonioterapia é uma ferramenta que auxilia tutores no cuidado comportamental e promoção do bem-estar dos animais, sem provocar sedação.

Há cerca de 30 anos, a Ceva Saúde Animal desenvolve soluções baseadas em análogos sintéticos de feromônios naturais, substâncias utilizadas pelos próprios animais na comunicação entre indivíduos da mesma espécie. Essa tecnologia reproduz mensagens de segurança e familiaridade, ajudando os pets a se sentirem mais confortáveis em ocasiões desafiadoras.

Quando liberados no ambiente, os feromônios sintéticos são captados pelo órgão vomeronasal, uma estrutura sensorial especializada na percepção de sinais químicos. As informações são então transmitidas ao sistema límbico, região do cérebro relacionada ao processamento das emoções, contribuindo para respostas comportamentais associadas à sensação de proteção e acolhimento.

“A feromonioterapia é uma ferramenta que contribui para o bem-estar dos pets ao favorecer a sensação de segurança em diversos contextos. Isso pode beneficiar não apenas os animais, mas também a convivência com suas famílias, promovendo uma rotina mais tranquila”, explica Bruno Oliveira, gerente de produtos da Ceva Saúde Animal.


Bem-estar e adaptação

O manejo das alterações comportamentais em cães e gatos pode envolver diferentes abordagens, de acordo com as causas, a intensidade dos sinais apresentados e as necessidades individuais de cada animal. A terapia com feromônios sintéticos integra esse cuidado como um recurso complementar, devendo ser combinada a ajustes no ambiente, técnicas de modificação comportamental e acompanhamento médico-veterinário sempre que necessário.

Segundo Oliveira, a estratégia é adequada para situações que exigem adaptação, como mudanças de residência, reformas, chegada de novos pets ou bebês e alterações na rotina familiar. “A feromonioterapia também pode auxiliar em situações específicas, como problemas de separação e o medo de ruídos intensos, incluindo trovoadas e fogos de artifício”, comenta.

A Ceva Saúde Animal conta com as linhas FELIWAY®, voltada aos gatos, e ADAPTIL®, direcionada aos cães. Ambas utilizam a tecnologia dos feromônios sintéticos para contribuir com o bem-estar e a adaptação dos animais. Conforme a linha e a apresentação, os produtos estão disponíveis em formatos como difusores elétricos com refis e sprays. Para caninos, a linha ADAPTIL® também oferece apresentação em coleira.

Por não terem ação sedativa, essas soluções podem integrar métodos de controle do estresse sem provocar sonolência como efeito esperado. A escolha do produto e a forma de utilização devem considerar as características de cada animal e o contexto do caso a ser tratado.

“O médico-veterinário tem papel fundamental na identificação das causas dos comportamentos e na orientação das estratégias mais adequadas para cada pet. A feromonioterapia pode ser uma aliada nesse processo, contribuindo para o bem-estar dos animais e para uma convivência mais harmoniosa com suas famílias”, conclui Bruno Oliveira, da Ceva Saúde Animal.

  

Ceva Saúde Animal

  

01 de novembro – Dia do Veganismo


Especialista indica 5 tipos de alimentos que todo vegano deveria incluir no cardápio 

 

O mercado global de alimentos veganos segue em expansão. Segundo levantamento da consultoria Grand View Research, o setor movimentou aproximadamente US$ 22,1 bilhões em 2025. A estimativa é que alcance US$ 24,5 bilhões em 2026 e chegue a US$ 52,6 bilhões até 2033, com crescimento anual médio projetado de 11,5% entre 2026 e 2033.

Além do avanço comercial, a alimentação baseada em vegetais também tem despertado interesse da comunidade científica, especialmente pelos possíveis impactos na saúde cardiovascular. Uma revisão sistemática e metanálise publicada em agosto de 2026, na revista científica Nutrients, reuniu 19 estudos de coorte, com um total de 846.589 participantes. Os resultados apontaram que pessoas com maior adesão a padrões alimentares baseados em vegetais apresentaram risco 10% menor de desenvolver doenças cardiovasculares, em comparação com aquelas com menor adesão. Quando considerados padrões alimentares compostos predominantemente por alimentos vegetais saudáveis, como frutas, verduras, legumes, grãos integrais e oleaginosas, a associação com a redução do risco chegou a 17%. Por outro lado, padrões baseados em alimentos vegetais menos saudáveis foram associados a um risco cardiovascular 13% maior.

Mas, para que esses benefícios se concretizem, é essencial ter atenção à qualidade nutricional da dieta. Segundo Diego Righi, professor de nutrição da Afya Centro Universitário Itaperuna, a exclusão de alimentos de origem animal pode causar deficiência de nutrientes como vitamina B12, ferro, cálcio, zinco, iodo e ômega-3, fundamentais para o bom funcionamento do corpo. “O segredo está na variedade e no cuidado em incluir fontes vegetais ricas nos nutrientes mais críticos. Uma dieta vegana bem planejada é totalmente capaz de suprir as necessidades do organismo e promover saúde”, explica o nutricionista 


5 tipos de alimentos que todo vegano deve incluir na dieta

O professor lista cinco grupos de alimentos essenciais para quem quer manter uma alimentação vegana equilibrada e completa:


1. Leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico e ervilha)

Essas são as principais fontes de proteína vegetal, além de oferecerem ferro, zinco e fibras, que auxiliam na saciedade e na saúde intestinal.


2. Oleaginosas (nozes, castanhas e amêndoas)

Ricas em gorduras boas (ômega-3 e ômega-6), além de vitamina E, selênio e magnésio, ajudam a proteger o coração, o cérebro e fortalecem o sistema imunológico.


3. Vegetais verde-escuros (couve, espinafre e brócolis)

São excelentes fontes de cálcio, ferro e vitamina K, nutrientes que contribuem para a formação dos ossos e prevenção da anemia.


4. Grãos integrais e sementes (quinoa, aveia, chia e linhaça)

Esses alimentos fornecem proteínas completas, fibras, ferro e ômega-3 vegetal, sendo grandes aliados da saúde do coração e do cérebro.


5. Alimentos fortificados e suplementos (como vitamina B12 e bebidas vegetais com cálcio)

A vitamina B12 é essencial para o sistema nervoso e a formação dos glóbulos vermelhos, mas não é encontrada naturalmente em alimentos de origem vegetal.

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