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quinta-feira, 12 de março de 2026

Saúde da mulher: estimativa de novos casos de câncer reforça importância da prevenção e do diagnóstico precoce

banco de imagem 
O Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano no triênio 2026–2028. Os dados são da publicação Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil, divulgada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) em fevereiro deste ano. Diante desse cenário, especialistas reforçam que o diagnóstico precoce continua sendo o principal aliado na redução da mortalidade e no aumento das chances de cura.

 

No contexto do Mês da Mulher, o alerta ganha ainda mais relevância, especialmente em relação ao câncer de mama — o mais incidente entre as brasileiras, atingindo 30,0% delas. Cólon e reto (10,5%), colo do útero (7,4%), pulmão (6,4%) e tireoide (5,1%), somados ao de mama, formam o grupo de cinco tipos de câncer mais incidentes entre mulheres no país. 

A ginecologista do Sabin Diagnóstico e Saúde, Luciana de Paiva Nery Soares, defende a prevenção como método de combate ao câncer e cita como exemplo o câncer de mama. “Grande parte dos cânceres de mama em estágio inicial é assintomática. Ou seja, a mulher não sente dor, não percebe nódulos nem alterações visíveis. Por isso, mesmo sem sinais aparentes, é preciso manter os exames de imagem em dia”, afirma a ginecologista do Sabin Diagnóstico e Saúde, Luciana de Paiva Nery Soares. 

De acordo com a médica radiologista Nara Fabiana da Cunha, coordenadora da Radiologia Mamária do Sabin Diagnóstico e Saúde, em Brasília, mamografia é considerada o padrão-ouro no rastreamento do câncer de mama em todo o mundo. 

“Muitas lesões precursoras do câncer de mama só são visíveis na mamografia. É o caso de alterações muito iniciais, como algumas calcificações, que não aparecem em outros métodos e não são perceptíveis no exame físico”, explica a médica. “É muito importante garantir o acesso ao diagnóstico, que precede o tratamento, com o melhor acompanhamento”, avalia Nara Fabiana.

 

Prevenção

A estimativa do INCA confirma que o câncer vem se consolidando como uma das principais causas de adoecimento e morte no país, ficando atrás apenas das doenças cardiovasculares. O câncer de pele não melanoma, por exemplo, permanece como o mais frequente em ambos os sexos, sendo apresentado separadamente devido à sua alta incidência e baixa letalidade. 

Além do rastreamento e do diagnóstico precoce, especialistas destacam que mudanças no estilo de vida podem reduzir significativamente o risco de desenvolvimento da doença. A vacinação contra o HPV, por exemplo, é uma das principais estratégias de prevenção do câncer do colo do útero. O imunizante protege contra os principais subtipos do vírus associados ao desenvolvimento da doença e integra o calendário nacional de vacinação. 

O controle do tabagismo segue como uma das medidas mais eficazes de prevenção. O cigarro está relacionado a diferentes tipos de câncer, como pulmão, cavidade oral, esôfago, bexiga e pâncreas. Manter uma alimentação saudável, rica em frutas, verduras e alimentos minimamente processados, além de praticar atividade física regularmente, contribui para reduzir o risco de câncer e de outras doenças crônicas.

 

Grupo Sabin

 

Dia Mundial do Rim (12/03): entenda a importância do acompanhamento médico para identificar alterações que podem levar à falência do órgão

Especialista alerta que exames simples são fundamentais para detectar precocemente a doença renal crônica, que pode exigir procedimento de diálise para filtragem do sangue 

 

O Dia Mundial do Rim, 12 de março, reforça a importância do acompanhamento médico para identifica alterações que podem levar à falência do órgão. Geralmente, assintomática no início, a doença renal crônica (DRG) causa a perda lenta, progressiva e irreversível da função dos rins. O diagnóstico requer atenção com exames de rotina. 

A diretora do Serviço de Nefrologia do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), Dra. Melissa Pinheiro, explica o porquê da dificuldade da detecção dos sinais da doença pelo paciente. “A doença renal crônica começa a apresentar algum sintoma quando está em estágios mais avançados”, afirma. 

Com o agravamento da doença, surgem os sintomas: presença de espuma na urina, inchaço nas pernas, falta de ar, falta de apetite e fadiga.  

Auxiliam na identificação precoce de alterações no funcionamento dos rins exames simples, como: de urina e dosagem de creatinina no sangue. O ideal é realizar as análises laboratoriais anualmente. A identificação da doença renal crônica em estágios iniciais permite controlar fatores de risco e evitar a progressão do problema para estágios mais graves, que podem exigir diálise ou até transplante renal. 

A prevenção da doença renal está diretamente ligada à adoção de hábitos saudáveis. Por isso, a nefrologista do HSPE, Dr. Melissa indica a adoção dos seguintes hábitos: 

  • Praticar atividade física regularmente;
  • Controlar a pressão arterial;
  • Manter o diabetes sob controle;
  • Parar de fumar, no caso de pessoas tabagistas;

·         Adotar uma alimentação equilibrada, com redução do consumo de sal, menor ingestão de alimentos ultra processados e melhora no consumo de frutas e legumes.


Hábito de roer unhas pode causar sérios problemas, até perda do dedo

Freepik

 Caso de americana viralizou; especialistas da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão podem explicar os riscos

  

A revista americana People noticiou o caso de uma jovem de 21 anos que desenvolveu uma infecção grave no dedo, possivelmente relacionada ao hábito de roer as unhas desde a infância (https://people.com/woman-gets-severe-infection-after-biting-nails-exclusive-11920944). O problema começou como uma irritação qualquer, mas evoluiu muito rápido e quase levou à perda do dedo. 

Ela foi encaminhada a uma especialista em cirurgia da mão para fazer uma avaliação mais detalhada. Poucos dias depois, passou por um procedimento cirúrgico de urgência, no qual foi feita uma incisão de cerca de dois centímetros para tirar o tecido que estava comprometido e controlar a infecção. Durante o período de recuperação, os médicos chegaram a considerar até a possibilidade da infecção ter atingido o osso — o que poderia levar à perda da unha ou do dedo. 

A Predicado Comunicação assessora a Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), com especialistas que podem falar sobre as consequências do hábito de roer unhas.



SBCM - Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão
www.cirurgiadamao.org.br
 

Violência contra a mulher: levantamento inédito da FEBRASGO identifica necessidades de quem está na linha de frente do cuidado da saúde feminina


Levantamento inédito feito pela FEBRASGO, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia traz as principais necessidades e demandas dos profissionais médicos diante da identificação e atendimento de mulheres vítimas de violência, seja ela psicológica, moral, sexual, física ou patrimonial.

 

Identificar lacunas estruturais e técnicas no atendimento, compreender o nível de preparo e segurança dos médicos, mapear dificuldades relacionadas à rede de apoio e fluxos de encaminhamento e subsidiar o desenvolvimento de ações estratégicas estão dentro dos objetivos da próxima fase da campanha #EuVejoVocê pelo fim da violência contra a mulher em todas fases da vida.

 

Dos respondentes, 66,09% correspondeu ao público feminino, sendo grande parte das respostas advindas de médicas(os) de São Paulo (31,83%) e Minas Gerais (11,42%). Cerca de 61% do público participante atuam em ambas as redes, pública e privada e 57,24% dos profissionais atendem vítimas de violência ao menos ocasionalmente, evidenciando que a violência está presente de forma recorrente na prática clínica

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Entre os tipos de violência mais identificados estão: violência psicológica/emocional (82,99%), violência sexual (50%), violência física (34,38%) e violência patrimonial (24,65%). Dos médicos(as) entrevistados, 23% relatam sentir-se pouco ou nada preparados para lidar com estes casos, indicando uma lacuna formativa relevante.

 

“Ao apresentar esses dados, assumimos nosso papel institucional de liderar esse debate, transformar conhecimento em ação e fortalecer nossos profissionais para que sejam parte ativa no enfrentamento à violência contra a mulher” explica Dra. Maria Celeste Osório Wender, presidente da FEBRASGO.

 

Na prática clínica, em relação à abordagem sobre violência contra a mulher, 46,55% abordam as pacientes apenas quando há sinais evidentes; 26,55% apenas quando a paciente relata a violência espontaneamente; 14,48% realizam abordagem rotineira e 12,41% raramente ou nunca abordam o tema. A ausência ou fragilidade da rede de apoio (59,17%) associada às inseguranças jurídicas (44,98%) revela que o principal obstáculo não é apenas clínico, mas estrutural.

 

Há variação no grau de conhecimento dos fluxos regionais: 43% dos profissionais conhecem pouco ou não conhecem os fluxos de notificação e encaminhamento, evidenciando fragilidade estrutural na articulação assistencial.

 

“Neste levantamento identificamos uma forte demanda por campanhas educativas contínuas na mídia, divulgação de direitos legais e canais de denúncia (como o Disque 180), orientações claras sobre onde e como buscar ajuda, ações educativas em escolas e comunidades e fortalecimento da autoestima e da autonomia feminina”, explica Dra. Maria Celeste.

 

Foram mencionados como prioritários: Fluxogramas objetivos de atendimento, protocolos padronizados, checklists operacionais, orientações específicas por município ou região, ferramentas de avaliação estruturada (questionários ou escores), diretrizes claras sobre notificação obrigatória.

 

Para os(as) ginecologistas ouvidos, há necessidades de educação jurídica simplificada, esclarecimento sobre deveres legais e limites do sigilo, proteção institucional ao profissional, segurança em casos sensíveis (como aborto legal) e garantia de respaldo em situações que envolvam risco ao médico ou à equipe.

 

Diante dos números levantados, a FEBRASGO identifica demandas de mapeamento atualizado da rede de proteção por região, integração com assistência social, psicologia e serviços jurídicos, fortalecimento das Delegacias da Mulher, ampliação de casas-abrigo, redução da burocracia para encaminhamentos e equipes multiprofissionais estruturadas.

 

Entre as contribuições dissertativas dos respondentes, foram mencionadas propostas de educação de meninos e jovens sobre respeito e igualdade, inclusão de homens nas campanhas, combate a narrativas que romantizam controle e ciúme, enfrentamento da violência psicológica invisibilizada e ações educativas desde a infância.

 

Olhar ampliado - Desigualdades no acesso a exames, vacinação, rastreamento e assistência qualificada configuram formas de violência que impactam diretamente indicadores como câncer do colo do útero e mortalidade materna — condições que, em grande parte, poderiam ser evitadas com políticas públicas efetivas e assistência adequada.

 

A segunda fase da campanha #EuVejoVocê deve, portanto, avançar do campo da conscientização para o campo do suporte prático, fortalecendo o profissional que está na linha de frente do cuidado por meio de treinamentos práticos, simulações de atendimento, orientações sobre como perguntar e acolher, fornecimento de educação médica continuada objetiva e aplicável, e divulgação de conteúdos específicos para ginecologistas e obstetras.

 

A escuta realizada reafirma o compromisso da FEBRASGO com a qualificação da assistência e com o enfrentamento da violência contra a mulher no contexto da saúde.

Para conhecer os dados completos deste levantamento, clique aqui.

 



Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia – FEBRASGO - Comprometida com o pleno respeito à saúde e bem-estar das mulheres, a FEBRASGO lidera a Campanha #EuVejoVocê – Pelo fim da violência contra a mulher, em todas as fases da vida, incluindo a mulher médica em exercício. O objetivo é o de desconstruir discursos que sustentam a violência, promovendo uma reflexão constante sobre o tema e, assim, atuar ativamente no combate à violência contra a mulher.
https://www.febrasgo.org.br/pt/
@febrasgooficial
@feitoparaelaoficial


Inteligência artificial identifica dor em bebês e pode auxiliar decisões médicas em UTI neonatal

Um bebê internado em UTI neonatal pode ser submetido a até
13 procedimentos dolorosos por dia, como punções, inserção
de cateteres, cirurgias e intubações
imagem: Freestockcenter/Freepik)

Ferramenta desenvolvida por pesquisadores da FEI e da Unifesp utiliza IA para interpretar expressões faciais de recém-nascidos com mais objetividade e precisão

 

Engenheiros do Centro Universitário FEI e pediatras da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) desenvolveram em parceria uma ferramenta de inteligência artificial capaz de identificar o nível de dor de recém-nascidos internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). A tecnologia usa modelos multimodais de linguagem e visão (vision-language models), que integram imagens e textos para interpretar expressões faciais dos bebês com mais precisão e menos subjetividade.

“Como a dor é um fenômeno subjetivo e o bebê ainda não consegue se comunicar verbalmente, ele depende essencialmente da observação de terceiros. Em UTIs neonatais, utilizamos escalas de dor, mas elas são muito subjetivas. As interpretações podem variar conforme o estado emocional de quem o observa, já que um médico, um enfermeiro ou uma mãe mais angustiada podem ter percepções diferentes. Nesse contexto, a ferramenta de inteligência artificial pode ajudar a reduzir essa subjetividade e apoiar a tomada de decisões clínicas", afirma Ruth Guinsburg, professora de pediatria neonatal da Unifesp e coordenadora-geral da UTI Neonatal do Hospital São Paulo.

A pesquisa, financiada pela FAPESP, foi publicada na revista Pediatric Research e demonstrou que o sistema de inteligência artificial supera técnicas tradicionais de deep learning na identificação de estados de dor e conforto. Além disso, o modelo não precisa ser treinado separadamente para cada tarefa, o que amplia sua aplicabilidade clínica.

“Até pouco tempo atrás, se utilizavam modelos clássicos de machine learning que exigiam um banco de dados enorme e específico para cada tarefa, além da necessidade de um pré-processamento complexo das imagens. Com a chegada dos modelos de linguagem multimodais, como ChatGPT e Gemini, por exemplo, tornou-se possível utilizar modelos pré-treinados em uma imensidão de dados da internet para resolver tarefas médicas específicas com maior rapidez”, explica Carlos Eduardo Thomaz, professor da FEI.

Segundo Guinsburg, um bebê internado em uma UTI neonatal pode ser submetido a até 13 procedimentos dolorosos por dia, como punções, inserção de cateteres, cirurgias e intubações. “Essas intervenções são vitais, mas causam dor. Por isso, é essencial equilibrar necessidade clínica e sofrimento, já que a dor mal gerenciada pode deixar sequelas duradouras”, ressalta.

Ela conta que até os anos 1990 acreditava-se que recém-nascidos não sentiam dor por serem neurologicamente imaturos. “Hoje se sabe o exato oposto: por serem imaturos neurologicamente, eles são ainda mais vulneráveis aos efeitos adversos dos estímulos dolorosos”, diz.

Por isso, os pesquisadores acreditam que a ferramenta de IA pode ser uma aliada para transformar sinais subjetivos em parâmetros objetivos, funcionando como um “fiel da balança” na avaliação clínica.

A expectativa é que, no futuro, a ferramenta poderá emitir alertas em tempo real, atuando como um monitor de dor ao lado dos dispositivos cardíacos e respiratórios. E também poderia apoiar prescrições mais seguras de analgésicos.

“No cérebro em desenvolvimento, tanto a dor não tratada quanto o excesso de medicação podem ser neurotóxicos. O desafio é acertar o alvo: tratar quando há dor e suspender quando ela cessa”, ressalta Guinsburg.

Para o engenheiro Lucas Pereira Carlini, integrante da equipe, o impacto da IA vai além da performance técnica. “Buscamos sempre mais precisão, mas é importante lembrar: o que cada ponto percentual de acerto representa para um bebê?”, conclui.

O artigo Is this neonate feeling pain? Leveraging clinical knowledge towards high-precision Large Language Model-based neonatal pain assessment pode ser lido em: nature.com/articles/s41390-025-04669-8.

 


Maria Fernanda Ziegler

Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/inteligencia-artificial-identifica-dor-em-bebes-e-pode-auxiliar-decisoes-medicas-em-uti-neonatal/57430

 


Saúde da mulher no climatério: A terapia de reposição hormonal (TRH) como alternativa segura

Segundo o coordenador da ginecologia do Grupo Kora saúde, a TRH oferece benefícios no alívio dos sintomas da menopausa, além de proporcionar melhorias na saúde óssea e bem-estar psicológico das mulheres 

 

Lidar com os sintomas da menopausa nem sempre é fácil. Alterações de humor, insônia e mudanças no bem-estar físico são apenas alguns dos desafios enfrentados por muitas mulheres durante o climatério. Um problema que tem impactado diretamente a qualidade de vida de cerca de 30 milhões de mulheres no Brasil, 7,9% da população feminina, conforme apontam dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo Luiz Sobral, coordenador da ginecologia do Grupo Kora Saúde, esses sintomas podem afetar profundamente a qualidade de vida e o bem-estar emocional das mulheres, tornando essa fase um desafio diário.

Pensando nisso, o ginecologista revela que a Terapia de Reposição Hormonal (TRH) se apresenta como uma solução eficaz e segura para aliviar esses sintomas e ajudar as mulheres a viverem melhor durante esse período. De acordo com o Consenso Brasileiro de Terapêutica Hormonal do Climatério 2024 da SOBRAC, a TRH, quando realizada de forma individualizada, proporciona benefícios consideráveis. Ela não apenas ajuda no alívio dos sintomas vasomotores e geniturinários, mas também oferece melhorias na saúde óssea, prevenindo a osteoporose e reduzindo o risco de fraturas.

Com os avanços da medicina e das pesquisas recentes, a Terapia de Reposição Hormonal oferece resultados mais seguros e eficazes, permitindo que as mulheres desfrutem de uma melhor qualidade de vida durante e após a menopausa”, afirma Luiz Sobral.

Além disso, a TRH se mostra um aliado importante na prevenção de doenças relacionadas à queda dos níveis hormonais, como as doenças cardiovasculares, quando administrada corretamente. A abordagem personalizada da TRH é essencial para garantir que o tratamento seja seguro e eficaz, considerando as necessidades individuais de cada mulher, bem como o acompanhamento contínuo para ajustar o tratamento quando necessário.


Mas afinal, como funciona?

A TRH repõe os hormônios que diminuem naturalmente durante o climatério, principalmente o estrógeno. Essa reposição pode ser realizada de diversas formas, como via oral, transdérmica, gel ou adesivo, sempre escolhendo a via mais adequada para cada paciente. “O principal objetivo é aliviar sintomas como alterações de humor, insônia e problemas geniturinários, além de prevenir doenças a longo prazo, como a osteoporose”, revela o médico.

Embora a TRH seja eficaz para muitas mulheres no alívio dos sintomas do climatério, nem todas podem ou devem fazer uso dela. “O tratamento precisa ser individualizado, levando em consideração o histórico médico, fatores de risco pessoais, como antecedentes de câncer de mama ou doenças cardiovasculares, e as necessidades específicas de cada mulher. A TRH é recomendada, principalmente, para mulheres que iniciam o climatério e não possuem contraindicações, sendo fundamental o acompanhamento médico para avaliar sua segurança ao longo do tempo”, fala Luiz.


Fora a terapia hormonal, como podemos diminuir os sintomas?

Além da TRH, existem várias maneiras de aliviar os sintomas do climatério, sem o uso de hormônios. Mudanças no estilo de vida, como uma alimentação balanceada, rica em cálcio e vitamina D, exercícios físicos regulares, e técnicas de redução de estresse, como meditação e yoga, podem ajudar bastante a controlar os sintomas.

A psicoterapia pode ser uma excelente alternativa para aliviar questões emocionais e melhorar o bem-estar psicológico. A combinação desses métodos com acompanhamento médico pode garantir uma abordagem eficaz e segura para todas as mulheres que enfrentam o climatério”, finalizada o médico.

 

Kora Saúde


Compartilhar colírio pode causar 4 doenças nos olhos

Freepik

·        Levantamento mostra que o compartilhamento responde por 35%  dos casos de doença do olho seco,  ceratite, conjuntivite viral e bacteriana.


·        Usar colírio impróprio exige reflexo rápido do oftalmologista para o paciente não perder o globo ocular.

 

Você abre o armarinho do banheiro e não tem dúvida – Usa o colírio do avô que acabou de operar a catarata na maior despreocupação com a sua saúde e a dele. A cena é recorrente no Brasil. De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier os prontuários 850 pacientes do hospital mostram que 297 (35%) só buscaram por consulta depois de usar à vontade colírio de algum familiar ou amigo. O comportamento é mais frequente no verão, estação da conjuntivite que se não for bem tratada pode causar ceratite (inflamação da córnea). 

O oftalmologista afirma que colírio é medicamento individual e intransferível – cada pessoa deve ter o seu. Isso porque, explica, a lágrima e a superfície de nosso olho contêm bactérias, vírus e fungos que funcionam como    barreira para proteger nossos olhos do ambiente externo. Esta flora ou microbioma difere de uma pessoa para outra. Por isso, o compartilhamento de colírio facilita através do bico dosador da embalagem a contaminação cruzada - transferência do microbioma de uma pessoa para a outra.

       

Tipos de olho seco

“Diferente do olho seco evaporativo causado pelo uso excessivo de tela que é caracterizado por disfunção nas glândulas que secretam a camada oleosa da lágrima, o olho seco após uso indevido de colírios é uma deficiência da camada aquosa. É provocada por fórmulas com corticoide que também aumentam o risco de catarata. As   gotas com anti-histamínico para combater alergia também diminuiem a produção da lágrima, pontua. Estes colírios, comenta, embora sejam bem indicados após cirurgias nos olhos ou processos alérgicos, desequilibram o microambiente da superfície ocular. 

Isso significa que o uso de colírio lubrificante até melhora a ardência e sensação de areia nos olhos. Entretanto o oftalmologista indica outros cuidados durante o tratamento para aliviar o sofrimento:

·        Use óculos escuros nas atividades externas;


·        Interrompa o uso de lente de contato;


·        Evite a exposição ao ar-condicionado;


·        Hidrate o corpo tomando 30 ml de água/quilo de seu peso.


·        Dê preferência aos colírios lubrificantes sem conservante.

 


Conjuntivite: Sintomas e tratamento

Queiroz Neto afirma que os tipos mais frequentes de conjuntivite causadas pelo uso indiscriminado de colírios são a viral que tem secreção viscosa e a bacteriana caracterizada pela secreção purulenta. Vermelhidão, pálpebras inchadas, dor e sensação de areia nos olhos são os sintomas em comum. O tratamento dura de uma a duas semanas, sendo mais longo na viral. O tratamento consiste em aplicar três vezes ao dia compressas frias na viral e compressas quentes na bacteriana para ajudar o olho expelir a infecção.  O uso de colírios só deve ser adotado sob prescrição médica. A dica do especialista é ocluir o canto interno do olho a cada instilação para evitar efeitos colaterais sistêmicos.

 

Prevenção

Os principais cuidados preventivos indicados pelo 0ftalmologista para evitar recaída são:

·        Mantenha as mãos limpas;


·        Não leve as mãos aos olhos;


·        Não compartilhe fronhas, toalhas, talheres;


·        Evite aglomerações;


·        Higienize teclados e se possível evite o compartilhamento;


·        Não use lente de contato e maquiagem durante o tratamento;


·        Caso use lente de contato substitua por um par novo quando sarar.

 

Ceratite

O compartilhamento de colírio pode causar inflamação na córnea, lente externa do olho.  O principal sintoma é a diminuição da visão. Isso porque, ressalta, a córnea responde por 60% de nossa refração. Portanto, qualquer sequela nesta área do olho pode comprometer gravemente nossa capacidade de enxergar. Se a ceratite não for tratada corretamente leva à perda da visão. O tratamento depende do agente causador e da gravidade da lesão. Em alguns casos pode exigir transplante de córnea.  Quando há perfuração, como já aconteceu com uma paciente após instilar um colírio impróprio, a melhor solução e colar a córnea e entrar com um pedido de urgência no banco de olhos para que não aconteça a perda do globo ocular.   Queiroz Neto afirma que todo cuidado é pouco para evitar complicações na córnea. Por isso quando você sentir um desconforto no olho consulte um oftalmologista. Como diz o ditado a prevenção é o melhor remédio, finaliza.

 

12 de março é Dia Mundial do Rim - doença silenciosa afeta mais de 170 mil brasileiros

No Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), mais de 170 mil pessoas estão atualmente em diálise, número que cresce ano após ano., mas as técnicas endovasculares melhoram qualidade de vida desses pacientes

 

A doença renal crônica é um importante problema de saúde pública que afeta milhares de pacientes em todo o país. Caracterizada pela perda progressiva da função dos rins, a doença requer, como parte do tratamento a hemodiálise. 

O procedimento consiste na colocação de um acesso venoso em local de fluxo sanguíneo elevado. O sangue é então depurado em uma máquina e devolvido ao corpo. O tempo e a quantidade de sessões por semana dependem do estadiamento da doença renal crônica. 

A doença renal crônica é mais frequente em pacientes hipertensos, diabéticos, que usam anti-inflamatórios não hormonais indiscriminadamente ou com histórico familiar de insuficiência renal. 

O uso de cateter como acesso venoso é o mais comum, mas também o que apresenta mais problemas. Estudo conduzido por profissionais de enfermagem, publicado na Revista da Escola de Enfermagem da USP¹, apontou que muitos dos eventos adversos relacionados à hemodiálise são de cateter obstruído por coágulo sanguíneo ou por infecção. As complicações envolvendo o cateter podem ser graves e prejudicar o tratamento do paciente. 

Levando-se em conta que, segundo a OMS, há 133 mil pessoas no mundo que precisam de diálise – aumento de 33% em 10 anos – e esse número deve triplicar até 2030, é preciso buscar formas de melhorar a via de acesso do tratamento. 

Segundo o cirurgião vascular Dr. Caio Focássio, Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular da capital paulista, isso é possível por meio de uma técnica endovascular que pode aumentar a expectativa e a qualidade de vida do paciente. 

“É uma técnica dentro da cirurgia vascular que constrói a fístula, que é o nosso acesso, e a técnica endovascular faz com que ela se mantenha ativa por mais tempo”, explica o médico. Dr. Caio conta ainda que o procedimento é feito, geralmente, no braço do paciente. “Em dois anos a fístula pode fechar, mas há técnicas para mantê-la aberta por mais tempo”, diz o médico. 

“Com as técnicas endovasculares, é possível triplicar a vida útil, assistindo esse acesso periodicamente e mantendo a fístula ativa com consultas regulares ao médico vascular”, conclui Dr. Caio.  



Dr. Caio Focássio - Cirurgião vascular pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo e Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Pós graduado em Cirurgia Endovascular pelo Hospiten – Tenrife (Espanha). Médico assistente da Cirurgia Vascular da Santa Casa de São Paulo.
drcaiofocassiovascular



Dia Mundial do Glaucoma: a importância do diagnóstico precoce para preservar a visão

Especialista alerta para os riscos da perda irreversível da visão e reforça a importância de exames oftalmológicos periódicos

 

No Dia Mundial do Glaucoma, celebrado em 12 de março, a atenção se volta para uma condição oftalmológica que avança de forma silenciosa e pode comprometer definitivamente a visão quando não identificada a tempo. O glaucoma é uma doença crônica que provoca lesão progressiva do nervo óptico, estrutura responsável por transmitir as imagens captadas pelos olhos ao cérebro. Reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo, estima-se que cerca de 60 milhões de pessoas convivam atualmente com a doença. Projeções baseadas em estudos epidemiológicos internacionais indicam que esse número pode ultrapassar 111 milhões até 2040, sobretudo em razão do envelhecimento da população global.

Por se desenvolver, na maioria dos casos, sem dor ou alterações visuais perceptíveis nas fases iniciais, o diagnóstico costuma ocorrer apenas quando já houve perda significativa do campo de visão. “O grande desafio do glaucoma é justamente o seu caráter silencioso. Muitos pacientes só percebem alterações quando a doença já está em estágio avançado. Por isso, o acompanhamento oftalmológico regular é indispensável, especialmente a partir dos 40 anos”, explica Fabiano Cade, médico oftalmologista e Diretor de Oftalmologia da MedSênior. 

Embora esteja frequentemente associado ao aumento da pressão intraocular, o glaucoma pode ocorrer mesmo em pessoas com níveis considerados normais. Entre os principais fatores de risco estão histórico familiar da doença, idade avançada, diabetes, hipertensão arterial, miopia elevada e uso prolongado de medicamentos à base de corticoides. 

A perda visual causada pelo glaucoma é irreversível, mas a progressão pode ser controlada com tratamento adequado, que inclui colírios específicos, procedimentos a laser ou, em alguns casos, cirurgia. “O tratamento tem como objetivo estabilizar a doença e preservar a visão remanescente. Quanto mais cedo iniciarmos o acompanhamento, maiores são as chances de manter a qualidade de vida do paciente”, destaca o especialista.


Sinais de alerta

Embora frequentemente assintomático no início, alguns sinais podem indicar a necessidade de avaliação médica imediata:

  • Perda gradual da visão lateral (redução do campo visual periférico);
  • Dor intensa e súbita em um dos olhos
  • Visão embaçada;
  • Olhos vermelhos ou inchados;
  • Dor na região frontal;
  • Lacrimejamento excessivo;
  • Sensibilidade acentuada à luz.

Cuidados gerais com a saúde da visão
 

A saúde da visão deve fazer parte da rotina de cuidados ao longo de toda a vida, com atenção redobrada na maturidade. Além das consultas periódicas, algumas medidas contribuem para a prevenção e o monitoramento de doenças oculares:

  • Realizar exames oftalmológicos anuais ou conforme orientação médica;
  • Manter controle rigoroso de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão;
  • Evitar automedicação e uso indiscriminado de colírios;
  • Utilizar óculos com proteção contra radiação ultravioleta;
  • Adotar alimentação equilibrada, rica em nutrientes antioxidantes;
  • Fazer pausas durante o uso prolongado de telas digitais.

Com foco na medicina preventiva, a MedSênior tem ampliado sua rede própria de oftalmologia, que inclui clínicas especializadas, centro cirúrgico e centro de diagnóstico avançado nos estados em que atua. A rede completa pode ser consultada clicando aqui.


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