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domingo, 21 de junho de 2026

Obras de arte ganham protagonismo em projetos de interiores e reforçam identidade dos ambientes



 

Arquitetos defendem a arte como elemento essencial para criar profundidade, narrativa e conexão emocional dentro dos espaços

 

Cada vez mais presentes em projetos de interiores, as obras de arte deixaram de ocupar um papel exclusivamente decorativo para se tornarem parte central da construção de atmosfera e identidade dos ambientes. Pinturas, esculturas, fotografias e peças têxteis ajudam a criar narrativas, provocar sensações e estabelecer conexões emocionais entre os espaços e as pessoas que os habitam. 

De acordo com os arquitetos Thiago Tanaka, Camille Scopel e Guilherme Belotto, do escritório Spuma, de Curitiba (PR), a arte funciona como um elemento capaz de atribuir profundidade e humanidade aos ambientes. A presença artística transforma a percepção dos ambientes e amplia a experiência sensorial da arquitetura. “Acreditamos que a obra de arte é um dos elementos mais importantes dentro de um projeto, porque ela tem a capacidade de atribuir identidade, profundidade e emoção ao espaço. Mais do que um complemento estético, a arte introduz narrativa e cria uma conexão mais sensível entre o ambiente e as pessoas que o vivenciam”, afirma Thiago Tanaka. 

O profissional explica que a escolha das obras acontece de forma intuitiva, mas sempre conectada ao conceito e à atmosfera desejada para cada espaço. Luz natural, materiais predominantes, escala dos ambientes e a experiência sensorial pretendida influenciam diretamente a curadoria artística. “Ela cria momentos de contemplação, desperta memória, provoca interpretações e adiciona camadas de leitura ao ambiente. Em projetos mais minimalistas ou silenciosos visualmente, por exemplo, a arte ganha ainda mais força, porque ela passa a tensionar o espaço de maneira muito sutil e sofisticada. Já em ambientes mais densos ou sensoriais, ela ajuda a construir atmosfera e reforçar o conceito do projeto”.

 

ILUMINAÇÃO ADEQUADA NAS OBRAS 

Além da escolha das peças, a iluminação exerce papel fundamental na valorização das obras dentro dos projetos. A incidência de luz correta evidencia textura, profundidade, relevo e materialidade, além de influenciar a maneira como o olhar percorre o ambiente. Muitas vezes, pequenos ajustes de intensidade, temperatura de cor e direção da luz transformam completamente a leitura da obra e do ambiente e cria pontos de pausa e contemplação dentro do espaço. 

“A iluminação é essencial para a forma como uma obra será percebida dentro do ambiente. Muitas vezes, uma peça extraordinária pode perder completamente sua força quando iluminada de maneira inadequada. A luz não apenas destaca a obra, mas também revela textura, profundidade, relevo, cor e materialidade”, destaca Camille Scopel. 

Um dos exemplos recentes dessa integração entre arte e arquitetura aparece no ambiente Casa Alva, assinado pelo Spuma. No projeto, a obra “Certas distâncias de tão distantes são próximas”, do artista Sergio Lucena, ocupa posição central na composição do espaço. Inserida sob claraboias e em meio a uma paleta neutra e texturas delicadas, a pintura estabelece uma relação direta com a luz natural e reforça a atmosfera contemplativa do ambiente. “A composição cria sensação de profundidade e suspensão, enquanto um pequeno objeto espelhado disposto sobre o banco reflete fragmentos da obra e da iluminação natural, conectando arte, arquitetura e matéria de forma dinâmica e sensorial’, explica a arquiteta. 

A presença da arte dentro dos projetos também atravessa tendências e transforma os ambientes em espaços mais duradouros e afetivos. “A arte nunca deve ser tratada apenas como preenchimento visual. Ela precisa estabelecer diálogo com a arquitetura, mas também manter autonomia e presença própria dentro do espaço”, conclui Guilherme Belotto. 



SPUMA
https://www.spuma.studio
Instagram: @spuma.studio


5 sinais de que sua casa está precisando de manutenção preventiva

 

Pequenos sinais do dia a dia podem indicar problemas maiores e gerar gastos desnecessários se forem ignorados


Muitas pessoas só percebem a importância da manutenção preventiva quando algum problema aparece: uma infiltração inesperada, um vazamento, uma tomada que para de funcionar ou um móvel que cede. No entanto, alguns sinais costumam aparecer antes e podem ser identificados com antecedência, evitando prejuízos e dores de cabeça.

Adotar uma rotina simples de revisão da casa ajuda a prolongar a vida útil de estruturas, móveis e equipamentos, além de contribuir para segurança e economia. Pensando nisso, a Multicoisas listou cinco sinais de alerta:


1. Torneiras pingando ou vazamentos discretos

Uma torneira pingando pode parecer um detalhe, mas costuma indicar desgaste em vedação, borrachas ou conexões. Além do desperdício de água, pequenos vazamentos podem evoluir para infiltrações e danos estruturais.


2. Manchas de umidade ou mofo

Paredes com manchas escuras, cheiro forte de umidade ou excesso de mofo podem indicar infiltrações, falhas de vedação ou pouca circulação de ar. Resolver o problema rapidamente ajuda a evitar danos maiores e melhora o conforto do ambiente.


3. Tomadas frouxas ou falhas elétricas frequentes

Tomadas aquecendo, soltando faísca, apresentando mau contato ou aparelhos desarmando o disjuntor são sinais de atenção. Problemas elétricos devem ser avaliados rapidamente para evitar riscos e acidentes.


4. Portas, gavetas e móveis desalinhados

Quando portas começam a raspar, gavetas emperram ou móveis ficam instáveis, isso pode indicar desgaste de dobradiças, parafusos frouxos ou necessidade de pequenos ajustes estruturais.


5. Itens quebrados acumulados “para resolver depois”

Objetos como puxadores soltos, prateleiras bambas, cabos desgastados ou pequenos reparos ignorados tendem a se acumular e virar problemas maiores. Resolver essas pendências preventivamente ajuda a manter a casa funcional.

Além de identificar sinais, montar um kit básico de manutenção faz diferença para resolver pequenas demandas do dia a dia. Itens como trena, parafusadeira, colas multiuso, lixas, fitas de vedação, buchas e ferramentas básicas ajudam em ajustes rápidos e evitam improvisos.


Multicoisas

 

O que faz um lar transmitir bem-estar de verdade?

As arquitetas da Dantas & Passos Arquitetura explicam quais elementos transformam uma casa em um espaço capaz de acolher, desacelerar a rotina e melhorar a qualidade de vida dos moradores


A casa é onde as pessoas desaceleram, descansam, convivem, trabalham, criam memórias e, principalmente, buscam sentir pertencimento, mas como cada pessoa é uma, descobrir o que te causa bem-estar é o desafio | Projeto Dantas & Passos Arquitetura |
Foto: Henrique Ribeiro

 

Mais do que possuir um endereço legal ou ambientes aesthetics, o lar precisa ser refúgio, principalmente, naqueles dias intensos já que são nessas horas que vemos como a casa precisa ser um espaço de recuperação física e emocional. Mas afinal, o que faz um ambiente transmitir essa sensação de acolhimento? O que existe nos projetos residenciais que faz algumas casas parecerem tão agradáveis de viver?

 

Para as arquitetas Danielle Dantas e Paula Passos, à frente da Dantas & Passos Arquitetura, a resposta sobre o bem-estar residencial está na relação entre corpo, emoção e ambiente.

 

Bem-estar não é apenas um conceito abstrato e nem apenas estético, ele acontece quando o ambiente facilita a vida cotidiana, reduz tensões, promove o acolhimento e cria uma sensação única de pertencimento. Os projetos residenciais mais relevantes hoje são aqueles que conseguem equilibrar conforto físico, identidade, personalidade e funcionalidade de maneira harmoniosa e exclusiva”, explicam.

 

Casa ‘gostosa de morar’

 

Parece repetitivo falar que o lar precisa ser refúgio, mas segundo a dupla de profissionais, essa sensação tão subjetiva de acolhimento nasce de uma soma coerente de estímulos e sensações, como a junção do conforto térmico, iluminação equilibrada, sensação de amplitude, respiros visuais, materiais agradáveis ao toque, boa acústica, organização e proporções bem resolvidas entre móveis e espaços. 

Objetos afetivos, lembranças de viagens, obras de arte e peças com significado
ajudam a construir a identidade dos ambientes | Projeto Dantas & Passos Arquitetura
 Foto: Henrique Ribeiro


Mas existe um elemento ainda mais importante: identidade. “Muitas vezes, ambientes considerados perfeitos do ponto de vista estético podem parecer impessoais quando não carregam referências dos moradores. Quando os espaços incorporam memórias, objetos afetivos e elementos que contam histórias, eles criam uma conexão emocional muito mais forte”, comenta Paula Passos.

 

Outro aspecto importante é a fluidez da rotina. As casas bem planejadas eliminam obstáculos invisíveis do dia a dia e tudo parece funcionar de forma natural, da organização dos armários à circulação entre os ambientes, a experiência do morar se torna mais leve.

 

O projeto começa compreendendo quem vive ali, quais são seus hábitos, suas necessidades e seus momentos de convivência. Os ambientes precisam apoiar a rotina das pessoas e não o contrário”, acrescenta a arquiteta.

 

O bem-estar mora nos detalhes sensoriais


Embora a funcionalidade seja fundamental, ela não atua sozinha. A forma como percebemos um ambiente também está ligada aos estímulos sensoriais presentes no espaço. É por isso que materiais, revestimentos, tecidos, texturas e acabamentos são essenciais na construção da atmosfera de uma residência. 

 

A sensação de conforto começa muitas vezes pelas mãos, imagine um enxoval bem confortável com tecidos macios e texturas suaves que estimulam os sentidos e convidam à permanência | Projeto Dantas & Passos Arquitetura
 Foto: Maura Mello

 

Um ambiente pode ser visualmente lindo e ainda assim parecer desconfortável para determinado usuário. Da mesma forma, espaços extremamente funcionais, mas sem personalidade, podem se tornar impessoais. O bem-estar nasce dessas camadas trabalhando juntas”, explica Danielle Dantas.

 

Atualmente, tons terrosos, verdes suaves, argilas, areias, beges quentes e off-whites aparecem com frequência em projetos voltados ao conforto por criarem composições visualmente mais tranquilas e conectadas à natureza. No entanto, para as arquitetas, não existe uma fórmula única.

 

Mais importante do que seguir uma cartela específica é entender quais sensações os moradores desejam experimentar dentro de casa”, observam.

 

Além disso, os materiais naturais também desempenham papel relevante nesse contexto, principalmente madeira, linho, algodão, fibras naturais, palha e pedras para criar ambientes mais acolhedores e menos artificiais. Mas além da estética, cortinas, tapetes, mantas e tecidos contribuem para o conforto acústico e proporcionam experiências táteis que tornam os ambientes mais agradáveis no dia a dia.

 

As texturas deixam os ambientes menos cenográficos. Espaços excessivamente lisos e brilhantes costumam transmitir uma sensação mais fria e distante”, explica Danielle.

 

Uma boa iluminação

 

A luz natural aumenta demais a sensação de bem estar durante o dia | Projeto Dantas & Passos Arquitetura | Foto: Maura Mello


Durante muito tempo, a iluminação branca foi associada à ideia de modernidade, mas hoje, a busca por ambientes mais acolhedores tem provocado uma mudança importante na forma como a luz é utilizada dentro dos projetos residenciais. Para tanto, Danielle e Paula indicam temperaturas de cor mais quentes, entre 2700K e 3000K, que favorecem sensações de relaxamento e conforto, especialmente em ambientes destinados ao descanso e à convivência.

 

Já para quem deseja abandonar gradualmente a iluminação excessivamente branca, uma alternativa é começar pelas temperaturas neutras e, aos poucos, introduzir fontes de luz mais quentes em pontos estratégicos da casa.

Mas não é apenas a cor da luz que faz a diferença. “Combinar luz indireta, luminárias de apoio, arandelas, pendentes e iluminação decorativa cria profundidade, flexibilidade e diferentes experiências dentro do mesmo ambiente”, enfatiza Paula.

 

A possibilidade de dimerização também ganhou força nos últimos anos por permitir ajustar a intensidade luminosa conforme o momento do dia e a necessidade dos moradores. Além disso, a presença de luz natural continua sendo indispensável para promover conforto e influenciar positivamente o humor, produtividade e qualidade de vida.


 

O erro mais comum? Projetar para fotos e não para pessoas


Na prática, isso significa priorizar cenários perfeitos para fotografias em detrimento de
aspectos fundamentais para o conforto, como ergonomia, manutenção,
praticidade e acolhimento | Projeto Dantas & Passos Arquitetura
 Foto: Eduardo Pozella

 

Nas redes sociais, é comum encontrar ambientes visualmente impecáveis. O problema surge quando a preocupação com a imagem supera a experiência real de quem utiliza os espaços diariamente. Para as arquitetas, esse é um dos equívocos mais frequentes nos projetos residenciais.

 

Excesso de informações visuais, iluminação fria, falta de tratamento acústico, móveis desproporcionais, excesso de superfícies duras e ambientes que seguem tendências sem considerar a rotina dos moradores acabam criando casas bonitas, mas pouco humanas”, pontua a dupla.


 

Ou seja...a resposta

 

No fim das contas, o verdadeiro luxo talvez seja justamente abrir a porta do quarto e sentir que aquele espaço foi pensado para acolher a sua vida e não apenas para impressionar | Projeto Dantas & Passos Arquitetura
 Foto: Henrique Ribeiro

 

Se antes a casa era vista principalmente como um local de permanência, hoje ela passou a desempenhar um papel muito mais complexo, pois é onde muitas pessoas trabalham, descansam, recebem amigos, convivem com a família e encontram momentos de pausa em meio à correria cotidiana. Por isso, o bem-estar não está necessariamente relacionado a acabamentos sofisticados, móveis caros ou grandes metragens, a verdadeira sensação surge quando existe coerência entre os espaços e a forma como seus moradores vivem.

 

Os ambientes que mais acolhem são aqueles que fazem o usuário respirar, relaxar e sentir que pertence àquele lugar. Uma casa que promove bem-estar é uma casa que faz sentido para quem vive nela”, finalizam Danielle Dantas e Paula Passos.

 



Dantas & Passos Arquitetura 
@dantaspassos.arquitetura 
Tel. e WhatsApp: (11) 99366-9690 (Danielle Dantas)
Tel. e WhatsApp: (11) 98339-9096 (Paula Passos)



BRASIL TEM 20 MILHÕES DE ASMÁTICOS, MAS SÓ 1 EM CADA 8 TEM A DOENÇA CONTROLADA

No inverno, infecções de vias aéreas superiores (IVAS) são o principal gatilho de crises. Dados da Alice, plano de saúde para empresas, antecipam o pico: idas ao pronto-socorro por IVAS já cresceram 16% em maio. 

 

No Brasil, cerca de 20 milhões de pessoas convivem com asma — e a maioria delas vai passar o inverno com a doença mal controlada sem perceber. Isso porque asma controlada não significa ausência de sintomas: significa não acordar à noite com tosse, não limitar atividades, não depender de broncodilatador de resgate com frequência. Segundo estudo nacional publicado no Journal of Asthma, apenas 12,3% dos pacientes diagnosticados atingem esse patamar. Os outros chegam ao frio vulneráveis a um gatilho que raramente reconhecem: as infecções de vias aéreas superiores. 

IVAS são uma das principais causas de exacerbação asmática. Elas chegam com sintomas que se confundem com rinite, laringite e resfriado comum (tosse, coriza, chiado, falta de ar) e, para quem tem asma não controlada ou ainda não diagnosticada, o que parece um vírus banal pode terminar em crise. Para especialistas, a atenção primária e a coordenação do cuidado mudam o desfecho – e os dados corroboram com isso.  

Em maio de 2026, a Alice, plano de saúde para empresas que tem por missão tornar o mundo mais saudável, registrou aumento de 16% nas idas ao pronto-socorro por IVAS entre seus 95 mil membros, antes mesmo do ápice do inverno.  

O subdiagnóstico da asma é parte do problema. Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) revelou que 23% dos alunos do 9º ano tinham sintomas compatíveis com asma, mas apenas 12% deles haviam recebido diagnóstico médico. Quem não sabe que tem asma não trata, não monitora e não reconhece o gatilho quando ele aparece. No Brasil, a prevalência de asma em adolescentes é uma das mais altas do mundo: 20%. Mesmo assim, o diagnóstico chega tarde, e o tratamento, mais tarde ainda. Condições sensíveis à atenção primária, categoria que inclui asma e infecções respiratórias, respondem por mais de 20% das internações pelo SUS, segundo dados do DATASUS. A interpretação clínica é direta: uma parcela expressiva dessas internações seria evitável com acesso oportuno a um médico de família.  

"Quando pais e responsáveis não têm a quem recorrer às onze da noite com uma criança tossindo há cinco dias, o PS vira a única resposta disponível. Não porque seja a mais resolutiva para aquela queixa, mas porque é a única porta aberta", explica Daniel Knupp, líder médico na Alice. "O que a medicina de família faz nesse momento é diferente: ela avalia o histórico, considera se a criança tem asma ou rinite e decide junto com os pais se é hora de observar, tratar em casa ou ir ao pronto-socorro. Isso é coordenação de cuidado".

 

A tosse que os pais não entendem e o médico de família consegue explicar  

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) estima que crianças saudáveis em ambiente urbano podem ter entre oito e 12 episódios de infecção respiratória por ano. A tosse associada a IVAS dura, em média, 10 dias, podendo se estender até 25. A maioria dos pais desconhece essa faixa de normalidade, o que gera idas ao PS por quadros que, clinicamente, ainda estão dentro do curso esperado da doença. A SBP recomenda buscar atendimento especializado quando a tosse ultrapassar quatro semanas, em lactentes menores de seis meses ou diante de febre persistente, perda de peso ou falta de ar. 

O diagnóstico diferencial entre IVAS, asma e rinite alérgica – doenças que se agravam no mesmo período, compartilham sintomas e têm condutas distintas – é território da medicina de família e comunidade. É o médico de família que consegue responder se aquele chiado é a primeira vez ou se é um padrão que se repete todo inverno, se há rinite não tratada por trás, se existe asma subdiagnosticada.  

Essa leitura longitudinal não acontece no pronto-socorro — não porque o PS seja inadequado, mas porque não é o que ele foi feito para fazer. "Quando a família já tem esse vínculo estabelecido, a conduta muda. A gente não está só resolvendo a tosse de hoje, está entendendo se ela faz parte de um quadro maior que precisa de acompanhamento ", diz Daniel Knupp, líder médico na Alice. É com esse modelo que a Alice estrutura o Alice Agora: médico de família, enfermeiro ou pediatra em até 60 segundos, 24 horas por dia, sem agendamento.  

No Dia Nacional de Controle da Asma, 21 de junho, a data serve menos como efeméride e mais como marcador clínico: é o momento em que o inverno começa a se instalar, os vírus circulam com mais intensidade e quem tem doença respiratória crônica enfrenta seu período de maior vulnerabilidade. "É assim que a atenção primária evita que um resfriado vire uma crise", conclui Knupp.

 

sábado, 20 de junho de 2026

Tecnologia a serviço da pele: como a inteligência artificial está revolucionando a dermatologia

 

Divulgação
Ferramentas podem ajudar a analisar a progressão de lesões, permitindo intervenções mais rápidas e eficazes

 

Você pode já ter se acostumado a ouvir sobre inteligência artificial (IA) para a criação de imagens e posts para as redes sociais. Mas na realidade, a IA não se resume a memes e vídeos absurdos. Seu maior potencial já pode ser observado em setores que beneficiam a população diariamente, como a detecção precoce de doenças e cuidados com a saúde. A dermatologia, por exemplo, é um setor que tem visto possibilidades e benefícios no uso da tecnologia. 

A inteligência artificial refere-se à capacidade de sistemas computacionais simularem funções cognitivas humanas, como aprendizado e resolução de problemas. Esses sistemas observam o ambiente, aprendem com ele e tomam decisões com base nesses

dados¹. De acordo com a dermatologista Luciana Samorano, médica consultora da Libbs, o impacto da IA na dermatologia pode ser significativo. Ferramentas inteligentes podem ajudar a analisar a progressão de lesões, aprimorando a triagem de pacientes e permitindo intervenções mais rápidas e eficazes. 

Com base em milhões de imagens dermatológicas, os algoritmos conseguem identificar padrões que podem passar despercebidos ao olho nu. Por exemplo, dermatoscópios acoplados a softwares inteligentes são capazes de mapear lesões cutâneas em 3D e correlacionar essas imagens com possíveis diagnósticos1. Segundo Samorano, a IA já contribui, em alguns centros, no mapeamento de pintas, em programas de diagnóstico automatizado de tipos de pele e até sugestões de skin care. 

Empresas também utilizam a tecnologia para criar bancos de dados sobre ingredientes cosméticos e prever tendências de mercado. “A IA possivelmente irá revolucionar a dermatologia ao melhorar a precisão de alguns diagnósticos, acelerar processos de triagem e auxiliar na melhor definição de tratamentos, embora o exame dermatológico presencial e completo e o olhar de um especialista sejam considerados fundamentais.” 

O diagnóstico dermatológico é, muitas vezes, visual. Com mais de 2 mil tipos de doenças de pele e a semelhança entre algumas lesões, o desafio da diferenciação é grande. Esse cenário é agravado pela escassez global de dermatologistas, especialmente em países de baixa renda e áreas afastadas dos centros urbanos¹. 

O avanço na IA, aliada ao uso generalizado de smartphones em todo o mundo, não só significa uma oportunidade de ampliar o acesso à saúde dermatológica, como também de aumentar as taxas de diagnósticos mais precoces, o que pode resultar em tratamentos mais assertivos¹. 

Algumas aplicações da IA em dermatologia já encontraram seu caminho para a prática

clínica. Por exemplo, uma equipe de pesquisadores japoneses desenvolveu um modelo de IA capaz de avaliar a gravidade de casos de eczema, comumente conhecida como dermatite atópica, a partir de imagens carregadas diretamente pelos smartphones dos

pacientes3. O modelo visa superar a dificuldade que os pacientes têm em identificar a gravidade dos sintomas por conta própria e permite a busca por atendimento médico em tempo oportuno, melhorando o gerenciamento da doença3. 

Iniciativas como essas mostram como as possibilidades de cuidado dermatológico estão evoluindo com a IA. Mas, talvez, a principal revolução para o setor seja no combate no combate à doença de pele mais incidente no mundo: o câncer de pele.

 

Inteligência artificial no combate ao câncer de pele 

O câncer de pele é o tipo de câncer mais comum no mundo. No Brasil, o câncer de pele não melanoma corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados9. O diagnóstico normalmente começa com uma avaliação clínica e pode envolver dermatoscopia, biópsia e exames histopatológicos (análises microscópicas de tecidos)². 

Com o apoio da IA, esse processo tem se tornado mais preciso e eficiente. Algoritmos treinados com grandes bancos de imagens, como fotografias clínicas, dermatoscópicas e histopatológicas, conseguem distinguir com alta precisão entre lesões benignas e malignas¹. 

O uso da IA para o diagnóstico precoce do câncer de pele não é algo novo. Um estudo publicado na revista Nature, em 2017, mostrou que um modelo de IA treinado com mais de 129 mil imagens superou o desempenho de 21 dermatologistas no diagnóstico deste tipo de câncer. Desde então, pesquisadores buscam aplicar esses modelos de forma prática e significativa na vida real2. 

Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia apontam que o uso da IA aumentou a sensibilidade diagnóstica de melanoma de 84% para 100%. O melanoma é o tipo mais letal de câncer de pele, com cerca de 55 mil mortes por ano no mundo, segundo a OMS, o que faz com que a detecção precoce seja crucial para aumentar as chances de cura5. 

“A IA tem demonstrado potencial para, além de diagnosticar o câncer, identificar subtipos específicos da doença, o que colabora para a recomendação de tratamentos mais precisos para cada caso”, acrescenta Samorano.

 

Limites e desafios da IA na dermatologia: o que ainda precisa evoluir 

Apesar dos avanços, a IA ainda enfrenta barreiras importantes. De acordo com Samorano, um dos principais desafios é a falta de diversidade nas imagens usadas para treinar algoritmos. “A maioria dos bancos de dados é composta por fotos de peles claras, o que pode reduzir a precisão dos diagnósticos em pessoas com peles mais escuras.” 

Outro ponto de atenção é a ocorrência de falsos positivos. A alta sensibilidade da IA pode gerar diagnósticos incorretos e levar a exames desnecessários, como biópsias. Além disso, como os sistemas operam apenas com imagens, eles não substituem o exame físico completo, tampouco a escuta do paciente. 

É importante destacar que a IA pode ser uma ferramenta valiosa para a dermatologia, mas deve ser usada com cautela e como complemento à avaliação médica tradicional e nunca substituindo-a.

 



Libbs
www.libbs.com.br

 

Referências 

1. Journal of Clinical Medicine. Artificial Intelligence in Dermatology Image Analysis: Current Developments and Future Trends. Disponível em: https://www.mdpi.com/2077-0383/11/22/6826 (Acesso em: 26.06.2025) 

2. Nature. Dermatologist-level classification of skin cancer with deep neural networks. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28117445/ (Acesso em: 26.06.2025) 

3. EurekaAlert. AI tool enables real-world assessment of eczema severity via smartphone photos. Disponível em: https://www.eurekalert.org/newsreleases/1084312 (Acesso em: 26.06.2025)  

4. JAAD International. The global reach of artificial intelligence in atopic dermatitis: The quality and reliability of ChatGPT responses in 8 languages. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11915516/ (Acesso em: 26.06.2025) 

5. Sociedade Brasileira de Dermatologia. Disponível em: Link (Acesso em: 26.06.2025) 

6. The Inkey List. Disponível em: https://uk.theinkeylist.com/pages/breakoutanalyzerpro?irclickid=XgDyuy1W7xycUdhUoBwpSRA%3AUksXXCzmZTgyR80&source=im

pact&medium=affiliate&irgwc=1 (Acesso em: 26.06.2025) 

7. Cetaphil. Disponível em: https://www.cetaphil.com.br/assistente-virtualskincare/analise-facial.html (Acesso em: 26.06.2025) 

8. Ministério da Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/conitec/ptbr/midias/protocolos/resumidos/pcdt-resumido-dermatite-atopica.pdf . (Acesso em: 26.06.2025)

9. INCA. Câncer de pele não melanoma. https://www.gov.br/inca/ptbr/assuntos/cancer/tipos/pele-nao-melanoma (Acesso em: 26.06.2025)



Inverno é tempo de preparar a pele para o verão: especialista explica quais tratamentos ganham destaque na estação

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Protocolos com resultados progressivos ganham espaço nos meses mais frios por permitirem um planejamento da pele para o fim do ano; especialista orienta cuidados e tratamentos recomendados.

 

Com a chegada do inverno, em 21 de junho, muitas pessoas aproveitam a estação para iniciar tratamentos estéticos faciais. Mais do que uma questão climática, o período costuma ser visto como uma oportunidade para planejar a saúde da pele com antecedência, já que diversos protocolos apresentam resultados progressivos e podem ser iniciados no inverno e continuados ao longo dos meses que antecedem o verão e as festas de fim de ano. 

Segundo a cirurgiã-dentista pós-graduada em Harmonização Orofacial, Dra. Adriana Fabres, a ideia de que determinados procedimentos só podem ser realizados no inverno já não reflete a realidade de muitas técnicas atuais. “Hoje, já é possível trabalhar com protocolos muito mais modernos e menos agressivos, que permitem uma recuperação rápida. Existem procedimentos em que a orientação é ficar apenas um dia sem exposição solar intensa e atividade física, por exemplo. Por isso, eles podem ser realizados durante todo o ano”, explica. 

Ainda assim, a especialista destaca que o inverno continua sendo um período estratégico para quem deseja investir em tratamentos que exigem mais de uma sessão e apresentam resultados graduais. “Muitas pessoas aproveitam essa época para iniciar protocolos que estarão no auge dos resultados no verão, quando começam as viagens, as confraternizações e as festas de fim de ano”, afirma.

 

Por que muitas pessoas começam os tratamentos no inverno?

Embora os procedimentos possam ser realizados em qualquer estação, o inverno costuma marcar o início de um planejamento estético mais estruturado. Isso acontece porque alguns tratamentos trabalham a regeneração celular e a produção de colágeno ao longo de semanas ou meses, exigindo acompanhamento contínuo para alcançar o resultado desejado. 

“Não é uma questão de o inverno ser a única época boa para fazer procedimentos. O diferencial está no tempo. Quando iniciamos determinados protocolos agora, conseguimos estimular a pele de forma gradual e chegar ao verão com mais firmeza, viço e qualidade”, afirma a Dra. Adriana. 

A especialista reforça ainda que os cuidados continuam sendo indispensáveis em qualquer estação. O uso diário do protetor solar, a hidratação adequada e o cumprimento das orientações pós-procedimento são fundamentais para preservar a saúde da pele e potencializar os resultados.

 

Quais tratamentos costumam fazer parte desse planejamento?

De acordo com a especialista, o inverno é uma boa estação para fazer qualquer procedimento, mas uma ótima oportunidade para iniciar protocolos que trabalham a pele de forma progressiva e cujos resultados se tornam mais evidentes ao longo dos meses. 

“Bioestimuladores de colágeno e protocolos de estética regenerativa são excelentes opções porque estimulam mecanismos naturais do organismo. Os resultados não aparecem da noite para o dia, mas evoluem gradualmente. Por isso, quem começa agora costuma perceber uma pele mais firme, uniforme e saudável até o fim do ano”, explica. 

A Dra. Adriana destaca que a estética regenerativa, por exemplo, costuma ser realizada em ciclos de sessões mensais, enquanto os bioestimuladores atuam ao longo de vários meses estimulando a produção natural de colágeno. Já procedimentos como toxina botulínica (botox) e preenchimento com ácido hialurônico podem ser associados ao planejamento em momentos estratégicos, de acordo com a necessidade de cada paciente.

 

Cuidados com a pele durante a estação mais fria

O inverno também exige atenção especial à rotina de cuidados diários. As temperaturas mais baixas e os banhos quentes favorecem o ressecamento da pele, comprometendo sua barreira de proteção natural.

Confira algumas orientações da Dra. Adriana Fabres:

  • Não abandone o protetor solar: mesmo nos dias nublados, a radiação ultravioleta continua presente e contribui para o envelhecimento precoce da pele;
  • Reforce a hidratação: o clima mais seco favorece a perda de água da pele, tornando essencial o uso de hidratantes adequados para cada necessidade;
  • Evite banhos muito quentes: temperaturas elevadas removem a camada protetora natural da pele e favorecem o ressecamento;
  • Mantenha uma rotina de skincare: limpeza adequada, hidratação e proteção solar continuam sendo os pilares dos cuidados diários;
  • Aumente a ingestão de água: mesmo sentindo menos sede, o organismo continua precisando de hidratação para manter a saúde da pele;
  • Planeje os tratamentos com antecedência: protocolos que estimulam colágeno e regeneração celular costumam apresentar resultados progressivos e podem ser iniciados meses antes das festas de fim de ano.

“O mais importante é entender que a pele responde a um processo. Quando existe planejamento, conseguimos construir resultados mais naturais, duradouros e alinhados aos objetivos de cada paciente. O inverno acaba sendo um ótimo momento para começar essa preparação e chegar ao verão com a pele mais bonita e saudável”, conclui a Dra. Adriana.

 

Dra. Adriana Fabres Barcelos é cirurgiã-dentista em Vitória (ES), com 28 anos de atuação e pós-graduação em Harmonização Orofacial pela Associação Brasileira de Odontologia (ABO-ES). Após trajetória na odontopediatria e no serviço público, passou a atuar com harmonização facial a partir de 2019, com foco em atendimento humanizado, redução de dor e resultados graduais, preservando a individualidade de cada paciente. Também desenvolve uma mentoria voltada a profissionais de saúde sobre harmonização facial humanizada.


Canetas emagrecedoras impulsionam nova relação dos brasileiros com autoestima, autocuidado e bem-estar

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Após o início do tratamento, os gastos médios mensais com beleza e bem-estar crescem 17,6%, aponta estudo da HSR Specialist Researchers


As canetas emagrecedoras vêm transformando muito mais do que os hábitos alimentares dos brasileiros. Dados de um estudo realizado pela HSR Specialist Researchers, maior grupo independente de pesquisa de mercado do Brasil, por meio da Reds Research, revelam que o tratamento está associado a mudanças importantes na forma como os usuários se relacionam com a própria imagem, autoestima e rotina de autocuidado.

Segundo o levantamento, 68% dos usuários afirmam que passaram a cuidar mais de si mesmos após iniciar o tratamento. Além disso, 62% dizem se sentir mais responsáveis pela própria saúde e 63% se matricularam em academias ou passaram a praticar atividades físicas, indicando que a jornada de emagrecimento tem funcionado como um catalisador para mudanças mais amplas de estilo de vida.

O impacto também aparece no consumo. Após o início do tratamento, os gastos médios mensais com beleza e bem-estar cresceram 17,6%, passando de R$ 512 para R$ 602 por mês. O aumento é acompanhado por uma maior frequência de consumo de categorias ligadas ao autocuidado, como skincare, bodycare, massagens, tratamentos faciais, tratamentos corporais e salão de beleza.

"O que os dados mostram é que estamos diante de uma transformação que vai além da perda de peso. Muitos usuários relatam uma relação mais positiva com o próprio corpo e passam a investir mais tempo e recursos em práticas que reforçam o bem-estar e a autoestima. O autocuidado deixa de ser algo pontual e passa a fazer parte da rotina", afirma Karina Milaré, CEO e fundadora da Reds Research.


Do emagrecimento à redescoberta da imagem pessoal

A pesquisa mostra que a autoestima está entre os principais motivadores para o uso das canetas emagrecedoras, sendo citada por 18% dos entrevistados. Mais do que alcançar um objetivo estético, o tratamento parece influenciar a percepção que os usuários têm de si mesmos.

Esse movimento se reflete no aumento da procura por procedimentos corporais, tratamentos faciais e produtos voltados aos cuidados com a pele. Entre as categorias analisadas, o skincare apresentou crescimento de frequência de uso após o início do tratamento, assim como bodycare, massagens e serviços de salão. “A perda de peso costuma ser apenas o ponto de partida. Conforme os resultados aparecem, muitas pessoas passam a olhar para si mesmas de uma forma diferente e ampliam seus investimentos em saúde, beleza e qualidade de vida. Existe uma conexão direta entre autoestima, confiança e autocuidado", explica Karina.

Os dados sugerem ainda uma mudança mais profunda de comportamento. Metade dos usuários afirma falar abertamente sobre o uso das canetas emagrecedoras, enquanto apenas 4% preferem esconder o tratamento. O resultado indica uma crescente normalização do tema e uma visão mais ampla sobre os medicamentos, associados não apenas ao emagrecimento, mas também à busca por bem-estar.

O estudo também aponta que milhões de brasileiros passaram a frequentar especialistas como endocrinologistas, nutricionistas e psicólogos durante a jornada, reforçando a adoção de uma abordagem mais integrada para saúde física e emocional.

Para Karina, o fenômeno ajuda a explicar por que setores ligados ao bem-estar vêm observando crescimento entre esse público. "Existe uma busca cada vez maior por experiências que contribuam para a construção da autoestima e da autoconfiança. Beleza, atividade física, alimentação equilibrada e saúde emocional passam a fazer parte de uma mesma jornada de cuidado pessoal."

 



Reds Research

HSR Specialist Researchers


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