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quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Brasileiros estão entre os clientes mais exigentes do mundo, quando o assunto é atendimento com IA


A edição 2026 do estudo anual Zendesk CX Trends revela que o Brasil está entre os países onde a inteligência artificial (IA) mais está transformando a experiência do cliente. De acordo com o levantamento, os consumidores brasileiros apresentam expectativas significativamente superiores às médias global e latino-americana quando o assunto é rapidez, personalização e transparência no atendimento.

O relatório evidencia que o país se destaca tanto pela adoção acelerada de tecnologias de IA quanto pela exigência crescente dos consumidores em relação à qualidade das interações, criando um ambiente onde as empresas precisam evoluir mais rápido para acompanhar esse novo padrão.

“O Brasil está puxando a transformação da experiência do cliente na América Latina, e a inteligência contextual (uma IA agêntica construída sobre conhecimento unificado e multifuncional) é o que reduz, de fato, a distância entre eficiência e empatia. Em um mercado onde 82% dos consumidores se frustram ao repetir informações e 87% preferem experiências realmente personalizadas, essa tecnologia permite que as empresas reconheçam cada cliente com precisão e consistência”, afirma Walter Hildebrandi, Chief Technology Officer da Zendesk para a América Latina. “A IA enriquecida por contexto se baseia em dados estruturados, histórico de relacionamento, sinais em tempo real e políticas corporativas. Já não falamos de um atendimento padronizado, mas de interações que realmente são mais pessoais, independentemente do canal ou momento”, completa o executivo. 

Entre os consumidores brasileiros:

  • 88% esperam que a IA melhore a qualidade do atendimento, acima da média global e da América Latina.
  • 86% acreditam que a experiência deveria ser muito melhor do que é hoje.
  • 82% ficam frustrados ao precisar repetir informações durante o atendimento.
  • 79% esperam disponibilidade 24/7, impulsionada pelo uso da IA.

Além disso, o Brasil se destaca como um dos mercados em que a adoção da IA pelo consumidor mais cresceu, com 69% afirmando que aumentaram o uso de IA no último ano, o que supera a média latino-americana (58%) e a média global (51%).
 

Personalização não é mais diferencial, é mandatório

A busca por interações contextualizadas e fluidas também coloca os consumidores brasileiros como um dos mais exigentes mundialmente, já que 73% afirmam que a IA generativa aumentou suas expectativas de respostas mais rápidas, acima das médias global e regional. Enquanto isso, 78% dos brasileiros valorizam explicações em linguagem simples sobre as decisões automatizadas da IA, e 95% esperam clareza total sobre como a IA chega às suas conclusões — o que mostra uma crescente necessidade da população de entender a lógica por trás das decisões da inteligência artificial generativa.

O estudo evidencia que, para o consumidor brasileiro, a IA só será bem aceita se combinar eficiência com transparência. Em outras palavras, não basta gerar respostas rápidas, mas precisam fazer sentido também.
 

Líderes brasileiros aceleram implantação de IA avançada

Os líderes de CX no Brasil demonstram alinhamento com essa mudança de comportamento do consumidor. Segundo a pesquisa Zendesk CX Trends 2026:

  • 89% afirmam que a IA já é o principal motor das interações com clientes, muito acima das médias global e latino-americana.
  • 91% dizem que a IA já melhora dados, métricas e análises internas.
  • 92% planejam implementar Quality Assurance com cobertura total para humanos e IA no próximo ano.
  • 90% relatam que os clientes esperam experiências rápidas e fluidas em todos os canais de atendimento.

Em relação à IA multimodal (que usa vários formatos de comunicação, como texto, voz, imagem e vídeo dentro de um mesmo canal), o Brasil também se destaca, com 97% dos líderes de CX afirmando que esse tipo de IA “vai parecer quase mágica” para os clientes. Segundo esses executivos, o impacto operacional da IA multimodal reduzirá em torno de 59% o tempo de resolução de um atendimento. Isso tudo influenciará diretamente o comportamento dos consumidores, que tendem a ficar mais impacientes e menos tolerantes a erros.
 

Para a Zendesk, o Brasil avança rapidamente para um cenário em que a IA estará presente em todas as etapas da jornada do cliente, desde a triagem inicial até interações complexas que hoje demandam maior intervenção humana.
 

“Os dados mostram que o Brasil está entre os mercados onde a IA mais rapidamente deixou de ser promessa e passou a ser expectativa”, comenta Hildebrandi. “O consumidor brasileiro quer resoluções rápidas, mas também quer clareza e contexto. Isso coloca as empresas em um momento decisivo: ou evoluem com inteligência contextual com o apoio da IA, ou podem perder relevância”, finaliza.
 

Acesse aqui o relatório completo Zendesk CX Trends 2026 para uma análise detalhada das cinco tendências que moldam o futuro da experiência do cliente e das ações que as empresas podem tomar para se manter à frente da concorrência no mercado.
 

Metodologia

O estudo Zendesk CX Trends 2026 é baseado em respostas de mais de 11.000 participantes em todo o mundo. A pesquisa combinou dois levantamentos globais realizados em 22 países em junho de 2025: um com 6.182 consumidores e outro com 5.115 respondentes empresariais, incluindo líderes de CX, gerentes de atendimento e agentes.

Os países pesquisados incluem Austrália, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Dinamarca, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, Malásia, México, Países Baixos, Filipinas, Singapura, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Tailândia, Reino Unido e Estados Unidos.

 

Novas regras para obtenção da CNH passam a valer esta semana

IMAGEM: Luiz Prado/DC
A exigência de aulas práticas passará das atuais 20 horas-aula para duas horas e o candidato poderá escolher realizar o treinamento em autoescolas ou com instrutores autônomos

 

As novas regras para a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) passam a valer esta semana, logo após a publicação da resolução aprovada pelo Conselho Nacional de Trânsito que dispensou, por exemplo, as aulas de autoescola obrigatórias para poder obter o documento.

Segundo o ministro dos Transportes, Renan Filho, a resolução com novas regras será publicada nesta semana no Diário Oficial da União (DOU), com validade imediata. A expectativa é que a publicação ocorra nesta terça-feira (9), após cerimônia no Palácio do Planalto para lançar o novo aplicativo para celular CNH do Brasil.

O aplicativo deve viabilizar a obtenção da CNH sem necessidade de passar por uma autoescola, disponibilizando o material para que os pretendentes a condutor estudem as regras de trânsito. Quem quiser ainda poderá fazer aulas teóricas e práticas em uma autoescola.

Segundo o Ministério dos Transportes, as medidas podem reduzir em até 80% o custo total da CNH.


Veja as principais mudanças:

Abertura do processo - Poderá ser feita pelo site do Ministério dos Transportes ou pelo aplicativo da Carteira Digital de Trânsito (CDT).

Aulas teóricas - O Ministério dos Transportes irá disponibilizar todo o conteúdo teórico online gratuitamente. Quem preferir poderá estudar presencialmente em autoescolas ou instituições credenciadas.

Aulas práticas - A exigência de aulas práticas passará das atuais 20 horas-aula para duas horas. O candidato poderá escolher entre autoescolas tradicionais, instrutores autônomos credenciados pelos Detrans ou preparações personalizadas. Será permitido o uso de carro próprio para as aulas práticas.

Provas - Mesmo sem a obrigatoriedade das aulas, o condutor ainda é obrigado a fazer as provas teórica e prática para obter a CNH. Outras etapas obrigatórias, como coleta biométrica e exame médico, devem ser feitas presencialmente no Detran.

Instrutores - Os instrutores autônomos serão autorizados e fiscalizados pelos órgãos estaduais, com critérios padronizados nacionalmente. A identificação e o controle serão integrados à Carteira Digital de Trânsito.



Agência Brasil
Fonte: https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/novas-regras-para-obtencao-da-cnh-passam-a-valer-esta-semana

 

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Critério mais rigoroso para diagnóstico da sarcopenia melhora prevenção

 

Com pontos de corte mais altos, a prevalência de sarcopenia provável
 quadruplicou (de 10,6% para 40,1%), a sarcopenia diagnosticada aumentou
 de 1,4% para 5% e a grave mais que dobrou, de 3,9% para 8,8%
 (
imagem: Freepik)

Com base em dados de 7.065 brasileiros com mais de 50 anos, pesquisadores da UFSCar defendem mudanças na nota de corte do teste usado para avaliar a força muscular, de forma a identificar a doença mais precocemente


Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) analisaram dados de mais de 7 mil brasileiros e concluíram que usar critérios mais rigorosos para mensurar a fraqueza dos músculos pode melhorar a triagem da sarcopenia, doença associada à velhice e caracterizada pela perda progressiva de massa e função muscular. Além de facilitar o diagnóstico precoce, a abordagem com pontos de corte mais altos ajuda a identificar previamente o risco de morte associado aos estados de sarcopenia.

Essa condição está ligada à perda de funcionalidade da pessoa idosa, maior risco de quedas e mortalidade. De acordo com o consenso atualizado do European Working Group on Sarcopenia in Older People (EWGSOP2), existem três estágios dintintos: provável sarcopenia, caracterizada apenas por baixa força muscular; sarcopenia propriamente dita, quando há baixa força e massa muscular; e sarcopenia grave, quando além de perda de massa e força muscular também há baixo desempenho físico.

O trabalho, que utilizou dados do Estudo Longitudinal de Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), comparou a prevalência e os fatores associados à sarcopenia utilizando o padrão recomendado pelo EWGSOP2 para definir baixa força muscular (força da mão menor que 27kg para homens e 16kg para mulheres) com pontos de corte mais altos (menos de 36kg para homens e menos de 23kg para mulheres), que já haviam sido associados à mortalidade em pesquisas anteriores.

“Medir a força da mão é uma forma simples, prática e barata de rastrear a sarcopenia. E, ao usar critérios mais rigorosos, conseguimos identificar a doença mais cedo, o que aumenta as chances de reversão com musculação e alimentação adequada. Na gerontologia, é essencial agir antes que os problemas se agravem. Dessa forma, quanto antes a sarcopenia for detectada, maiores são as chances de evitar quedas, perda de funcionalidade e até a morte”, explica Tiago da Silva Alexandre, professor da UFSCar e autor do estudo financiado pela FAPESP.

No trabalho, a adoção dos pontos de corte mais altos adicionou mais de 2 mil pessoas na triagem de "provável sarcopenia". “Quando usamos pontos de corte mais altos, a prevalência desse estágio inicial quadruplicou, passando de 10,6% para 40,1%. A sarcopenia propriamente dita aumentou de 1,4% para 5%. Já a sarcopenia grave mais que dobrou, de 3,9% para 8,8%”, conta Sara Souza Lima, bolsista da FAPESP que realizou o estudo como objeto de sua dissertação de mestrado.

Os pesquisadores afirmam que existem inúmeras sugestões de pontos de corte para detectar a sarcopenia e que, atualmente, no Brasil tem se adotado como diagnóstico os critérios internacionais do EWGSOP2. “No entanto, já vínhamos percebendo que o ponto de corte padrão começou a gerar uma certa dificuldade de diagnóstico. Em outro estudo realizado pelo nosso grupo de pesquisa, verificamos que o ponto de corte menor, de 36 kg para homens e de 23 kg para mulheres, era o único que identificava risco de morte para todos os estados de sarcopenia”, explica (leia mais em: agencia.fapesp.br/39770)


Desnutrição e sarcopenia

Outra descoberta importante do estudo está relacionada à desnutrição. Ao utilizar os pontos de corte mais altos, a associação entre desnutrição e sarcopenia grave tornou-se ainda mais forte. Na amostra, 41,5% dos participantes estavam em risco nutricional e 10% já estavam desnutridos.

“A nutrição desempenha um papel fundamental na manutenção da saúde muscular, especialmente na população idosa. Quando usamos critérios mais sensíveis, conseguimos ver com mais clareza o impacto da desnutrição na sarcopenia”, explica Alexandre.

Os pesquisadores chamam a atenção para o fato de que, como os mesmos indivíduos foram avaliados com os dois critérios de triagem, os fatores clássicos associados à sarcopenia – como idade avançada, baixa renda e sedentarismo – continuaram os mesmos. “A diferença é que os limites mais altos permitiram identificar o risco da sarcopenia mais cedo. Isso nos leva à importância de que os critérios diagnósticos sejam baseados em desfechos clínicos relevantes, como a mortalidade, e não apenas em estatísticas, como foi o caso do EWGSOP2”, conclui Alexandre.

O artigo How does the cut-off point for grip strength affect the prevalence of sarcopenia and associated factors? Findings from the ELSI-Brazil Study pode ser lido em: https://doi.org/10.1590/0102-311XEN155624.

 

Maria Fernanda Ziegler

Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/criterio-mais-rigoroso-para-diagnostico-da-sarcopenia-melhora-prevencao/56667


Alívio imediato, risco duradouro: os mitos que cercam o uso de colírios

 Foto: Imagem de stefamerpik no Freepik
Soluções aparentes podem ocultar doenças sérias; especialista alerta para erros cotidianos que colocam a visão em perigo


À primeira vista, um frasco pequeno pode parecer uma solução rápida para aliviar incômodos. Muitas pessoas, ao notar o olho vermelho, ardência ou coceira, recorrem imediatamente ao que está no armário do banheiro ou ao que foi indicado por alguém próximo. A sensação de alívio imediato costuma reforçar a ideia de que “não há problema”. Mas, quando se trata da saúde ocular, a aparência de simplicidade esconde armadilhas capazes de comprometer de forma séria a visão. 

Para a Dra. Elba Ferrão, oftalmologista do IOBH – Instituto de Olhos de Belo Horizonte, a automedicação com colírios é um hábito perigoso e ainda muito comum. “O maior risco de usar colírios sem prescrição é a ausência do diagnóstico correto. Cada doença exige um tratamento específico e, quando o produto não é adequado, pode haver piora do quadro e efeitos adversos”, explica. 

Entre as substâncias que merecem atenção redobrada, os corticoides se destacam. Embora possam trazer alívio rápido, são também os mais danosos quando usados sem acompanhamento médico. “O corticoide pode elevar a pressão intraocular e esmagar o nervo óptico, provocando perda de campo visual. Sem medir a pressão do olho, como faria o oftalmologista, essa alteração passa despercebida e evolui silenciosamente”, afirma a especialista. Além desse impacto, o uso prolongado favorece o desenvolvimento precoce de catarata, tanto em colírios quanto por via oral. 

Outro ponto crítico é que determinados sinais não devem ser “camuflados” pelo uso inadequado de medicamentos. A hiperemia — o famoso olho vermelho — é um indicativo importante e auxilia no diagnóstico. “A intensidade da vermelhidão orienta a conduta médica conforme a evolução da alteração. Quando a pessoa tenta resolver sozinha, mascara informações essenciais para um tratamento seguro”, reforça a médica. 

Antibióticos oculares também aparecem entre os produtos usados de forma precipitada. A Dra. Elba explica que seu uso sem necessidade compromete a flora natural da conjuntiva e do filme lacrimal, que são fundamentais para a defesa do olho. “Aplicar antibiótico sem haver secreção purulenta não só é desnecessário como contribui para resistência bacteriana. Na próxima infecção, a mesma cepa pode não responder à medicação”, alerta. 

A especialista aponta ainda mitos enraizados no imaginário popular. Um dos mais frequentes é acreditar que o colírio que sobrou de outra pessoa serve para qualquer situação semelhante. “Cada paciente precisa de avaliação individual. O que funciona para alguém pode ser totalmente inadequado para uma segunda pessoa”, observa. Outro equívoco recorrente é associar todo olho vermelho à conjuntivite contagiosa, quando muitos quadros, como a conjuntivite alérgica, não oferecem risco de transmissão. 

Em alguns cenários, a procura imediata pelo oftalmologista é indispensável. “Dor ocular, queda súbita da visão e secreção purulenta são emergências. Nesses casos, obter o diagnóstico rápido é crucial para evitar danos permanentes”, destaca a médica. O uso incorreto de colírios pode inclusive agravar doenças preexistentes: “Um exemplo clássico é aplicar corticoide sem saber que o paciente tem glaucoma. A pressão aumenta e o quadro se complica”. 

Por fim, cuidados básicos com armazenamento e validade também fazem diferença. Compartilhar frascos é totalmente contraindicado. “A ponta do frasco pode tocar a conjuntiva, facilitando a contaminação. Além disso, é essencial respeitar o prazo após a abertura: muitos produtos duram até 30 dias; outros, sem conservantes, têm validade menor; já medicamentos como a latanoprosta exigem refrigeração antes do uso e se mantêm estáveis por até 60 dias fora da geladeira”, orienta. A recomendação final é simples: “Verifique sempre as instruções na embalagem”. 

Com sintomas aparentemente banais e soluções que parecem inofensivas, a saúde ocular acaba sendo colocada em risco por falta de orientação. “Diante de qualquer alteração, a consulta com um especialista continua sendo o caminho mais seguro para preservar a visão”, finaliza a Dra. Elba Ferrão, oftalmologista do IOBH – Instituto de Olhos de Belo Horizonte.

 

Hospital Alemão Oswaldo Cruz orienta sobre cuidados com a saúde em períodos de fortes chuvas e enchentes

Especialista reforça atenção para leptospirose, dengue, chikungunya e hepatite A, doenças que tendem a aumentar durante alagamentos e acúmulo de água

 

Com a intensificação das chuvas e o aumento da possibilidade de alagamentos e enchentes em várias cidades brasileiras, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz alerta a população sobre os riscos de doenças infecciosas que encontram nesse ambiente condições ideais para se espalhar. De acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), quadros como leptospirose, dengue, chikungunya e hepatite A tendem a aumentar durante e após grandes volumes de chuva1. 

“Além dos transtornos urbanos, as enchentes criam um ambiente favorável para a transmissão de diversas doenças. Muitas delas podem ser prevenidas com cuidados simples, como evitar o contato com água contaminada, eliminar possíveis criadouros de mosquitos, garantir o consumo de água potável e manter uma boa higiene dos alimentos e do ambiente. São atitudes básicas, mas que fazem grande diferença na redução dos riscos.” - explica o Dr. Filipe Piastrelli, infectologista e gerente médico do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

 

Leptospirose: atenção à água contaminada 

A leptospirose é uma infecção febril aguda transmitida a partir da exposição direta ou indireta à urina de animais (principalmente ratos) infectados pela bactéria Leptospira2. A infecção acontece quando essa bactéria consegue passar pela pele, especialmente se ela estiver com ferimentos ou machucados2. 

A doença apresenta elevada incidência em áreas com infraestrutura sanitária precária e alta infestação de roedores. Em casos graves, a letalidade pode chegar a 40%¹. No Brasil, até 18 de setembro de 2025, foram confirmados 2.103 casos e 164 óbitos pela leptospirose³. 

Sinais de alerta: febre, falta de apetite, dor muscular intensa (especialmente nas panturrilhas), dor de cabeça, náuseas e vômitos. 

Cuidados recomendados: evitar entrar em água de enchente; usar botas de borracha e luvas se o contato for inevitável; lavar bem a pele após a exposição; buscar atendimento médico se surgirem sintomas nos dias seguintes. 

“É importante lembrar que a lama das enchentes também pode ser fonte de contaminação e adere facilmente a móveis, paredes e pisos”, reforça o Dr. Piastrelli. “A recomendação é remover toda a lama utilizando equipamentos de proteção e, em seguida, realizar a desinfecção com água sanitária. Para isso, deve-se diluir duas xícaras de chá (400 ml) de água sanitária em 20 litros de água”, orienta o especialista.

 

Dengue e Chikungunya: mosquitos ganham terreno com água parada 

As arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti aumentam significativamente no verão. Após as chuvas, pequenos recipientes, calhas e ralos acumulam água e se transformam rapidamente em criadouros do mosquito. O calor também acelera o ciclo de desenvolvimento do vetor, encurtando o tempo entre os ovos e o mosquito adulto. 

De acordo com o Painel de Monitoramento de Casos de Arboviroses do Ministério da Saúde, até 22 de novembro de 2025 o Brasil registrou 1.637.122 casos prováveis de dengue, com 1.732 óbitos confirmados4. No mesmo período, foram notificados 128.078 casos de chikungunya e 116 mortes associadas à doença4. 

Para o infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, os números refletem um cenário que exige atenção contínua: “Estamos diante de um dos maiores registros de casos confirmados dos últimos anos. A combinação de chuvas intensas, altas temperaturas e ambientes com água parada cria condições muito favoráveis para o mosquito. Por isso, eliminar criadouros e buscar atendimento médico aos primeiros sinais é fundamental. O Aedes é um vetor oportunista e se aproveita de qualquer descuido.”, reforça. 

Além das medidas de prevenção, o especialista destaca o avanço recente no campo da imunização. No último dia 26 de novembro, a Anvisa aprovou a vacina nacional do Instituto Butantan, primeiro imunizante em dose única contra a dengue no mundo, indicada para pessoas de 12 a 59 anos. A expectativa é de que ela seja incorporada ao Plano Nacional de Imunizações (PNI), ainda em 2026, ampliando a proteção da população. 

“A aprovação da vacina de dose única representa um marco importante no enfrentamento da dengue no país. Trata-se de uma ferramenta adicional que, combinada ao controle do mosquito e ações individuais para eliminação de criadouros pode reduzir significativamente a carga da doença nos próximos anos.”.

 

Sinais de alerta: febre alta, dor no corpo, dor atrás dos olhos e manchas (dengue); dor articular intensa e prolongada (chikungunya).


Cuidados recomendados: eliminar água parada; manter áreas externas limpas; usar repelentes; instalar telas nas janelas; observar sinais de alarme e procurar atendimento médico.

 

Hepatite A: risco elevado quando a água potável é comprometida 

A hepatite A é uma infecção causada pelo vírus A (HAV), também conhecida como “hepatite infecciosa”. Na maioria dos casos, apresenta evolução benigna, mas o curso sintomático e a letalidade tendem a aumentar com a idade⁵.

Durante enchentes, é comum que a água destinada ao consumo seja contaminada e sua incidência cresce em cenários em que a potabilidade da água fica comprometida.

 

Sinais de alerta: febre, cansaço intenso, enjoos, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados (icterícia).


Cuidados recomendados: na ausência de água potável, consumir apenas água tratada ou fervida; higienizar corretamente frutas e verduras; descartar alimentos que tiveram contato com água de enchente; reforçar a higiene das mãos e utensílios; verificar situação vacinal, especialmente de crianças, idosos e pessoas com doença hepática crônica, imunossuprimidos e indivíduos com condições clínicas que aumentem o risco de complicações.

 

Limpeza após enchentes: como se proteger 

A limpeza de casas e comércios após alagamentos exige atenção redobrada, pois o contato com água contaminada pode representar riscos importantes à saúde. O ideal é realizar a higienização sempre com botas de borracha, luvas e máscara, reduzindo a exposição direta a resíduos e micro-organismos presentes no ambiente. A desinfecção deve ser feita com água sanitária, respeitando as diluições recomendadas, e todos os alimentos, medicamentos e objetos que tiveram contato com enchentes devem ser descartados. Utensílios e superfícies que possam ser reaproveitados precisam ser lavados cuidadosamente antes de serem utilizados novamente.

 

Quando procurar atendimento médico? 

De acordo com o Dr. Filipe Piastrelli, coordenador da Infectologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, é fundamental que a população busque assistência médica diante de sinais como febre persistente, vômitos intensos, manchas na pele ou sangramentos, dor abdominal forte, sinais de desidratação ou ainda pele e olhos amarelados. Esses sintomas podem indicar infecções relacionadas à exposição a enchentes e não devem ser ignorados. 

“É fundamental não subestimar sintomas após períodos de enchentes. Mesmo manifestações leves podem evoluir rapidamente, especialmente no caso de doenças como leptospirose, dengue ou hepatite A. Quanto mais cedo a avaliação médica, maiores as chances de evitar complicações”, destaca o especialista. 



Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Acesse o nosso site para saber mais: Link


Estação Franco da Rocha da TIC Trens terá ação de vacinação e testagem rápida

Iniciativa promove acesso facilitado a serviços de saúde, com ações de prevenção, diagnóstico e imunização em parceria com a Prefeitura de Franco da Rocha 


A estação Franco da Rocha da TIC Trens receberá duas iniciativas de saúde pública nos dias 11 e 19 de dezembro, realizadas em parceria com a Prefeitura de Franco da Rocha. As ações reforçam o compromisso conjunto em oferecer cuidados essenciais à população que utiliza diariamente a Linha 7-Rubi. 

Nesta quinta-feira (11), das 17h às 21h, a estação sediará uma campanha de vacinação, com aplicação de imunizantes disponibilizados pela rede pública de saúde, entre eles febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola e influenza.

Na semana seguinte, em 19 de dezembro, também das 17h às 21h, será promovida uma ação de testagem rápida, com a oferta de exames para HIV, sífilis, hepatite B e hepatite C, ampliando o acesso ao diagnóstico precoce e contribuindo para a prevenção dessas infecções. 

“As estações da Linha 7-Rubi recebem um número elevado de passageiros todos os dias, o que abre espaço para ações que aproximem a população de serviços essenciais. É uma maneira de incorporar o cuidado com a saúde à rotina de quem usa o trem metropolitano”, afirma Diana Mari Siqueira, gerente de Experiência do Cliente da TIC Trens. “O nosso objetivo é que as estações da Linha 7-Rubi funcionem como espaços de serviço público ampliado, colaborando com campanhas de prevenção, diagnóstico rápido e imunização”, conclui. 

A TIC Trens assumiu a operação e manutenção da Linha 7-Rubi em 26 de novembro e vem estruturando uma agenda contínua de ações sociais, culturais e de bem-estar ao longo do trecho. A programação será ampliada nos próximos meses. 

A agenda completa de atividades da concessionária pode ser consultada no aplicativo da TIC Trens, disponível para download nas lojas virtuais Google Play e Apple Store, na seção “Agenda de Eventos”.
 

SERVIÇO: 

Vacinação na estação Franco da Rocha
Data: 11 de dezembro
Horário: 17h às 21h
Imunizantes: vacinas do calendário básico adulto, incluindo difteria e tétano, hepatite B, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, influenza, Covid-19 (conforme orientações vigentes) e meningocócica ACWY para grupos recomendados
 

Testagem rápida na estação Franco da Rocha
Data: 19 de dezembro
Horário: 17h às 21h
Exames: HIV, sífilis, hepatite B e hepatite C


Pacientes que sofrem com dor crônica passam a contar com a primeira tecnologia de estimulação medular disponível no país

  • Doença já é uma das principais causas de incapacidade no mundo; impacto financeiro no País supera R$ 3 bilhões em quatro anos1
     
  • Inceptiv™, da Medtronic, é o primeiro sistema do Brasil capaz de medir a resposta neural do paciente em tempo real e ajustar automaticamente o estímulo elétrico, proporcionando melhor qualidade de vida ao paciente 

 

A dor crônica, definida como dor persistente por três meses ou mais, é hoje uma das principais causas de incapacidade no mundo, impactando a qualidade de vida, o sono, a saúde mental e a produtividade de milhões de pessoas2. No Brasil, onde o cenário segue a tendência global, com custos diretos e indiretos que pressionam o sistema, estima-se que mais de R$ 3 bilhões foram absorvidos nos últimos quatro anos por planos de saúde1.

Entre os diferentes tipos, a dor neuropática se destaca por sua gravidade e complexidade. Estima-se que de 6,9% a 10% da população mundial possa sofrer com essa condição, originada por lesões ou doenças que afetam o sistema nervoso, como sequelas de cirurgias, diabetes, neuralgia pós-herpética, esclerose múltipla, HIV, acidentes vasculares cerebrais e traumas na medula2. 

Quando tratamentos como fisioterapia, medicações, bloqueios ou radiofrequência não trazem alívio suficiente, a estimulação da medula espinhal (SCS) surge como uma alternativa minimamente invasiva e eficaz. Contudo, tecnologias tradicionais enfrentam um desafio conhecido: a intensidade do estímulo pode variar conforme postura e movimento, causando desconfortos e exigindo ajustes manuais.


 

Primeira tecnologia de estimulação medular com circuito fechado disponível no Brasil 

Para transformar esse cenário, a Medtronic lança no Brasil o Inceptiv™, primeiro e único sistema implantável de estimulação da medula espinhal capaz de adaptar a terapia em tempo real às respostas neurais do paciente. 

Pela primeira vez no país, uma tecnologia mede continuamente os potenciais de ação compostos evocados (ECAPs), que são sinais que indicam a resposta do corpo ao estímulo, e ajusta automaticamente a intensidade, garantindo alívio constante independentemente de movimentação ou mudanças de posição. 

Segundo o Dr. Marinho, o grande diferencial é que o paciente não precisa ficar regulando o aparelho. “O sistema se adapta sozinho. Isso reduz desconfortos, evita choques indesejáveis e mantém o alívio de forma constante ao longo do dia.”



Recursos que ampliam o conforto e a experiência do paciente

O Inceptiv™ reúne inovações projetadas para melhorar a jornada terapêutica:

  • Terapia DTM: forma de onda exclusiva com evidências robustas para dor crônica axial;
  • Design compacto: o dispositivo tem volume reduzido para maior conforto do paciente;
  • Modo sem parestesia: alívio sem sensação de formigamento;
  • Recarga rápida: carga completa em cerca de uma hora;
  • Longevidade ampliada: performance consistente por até 15 anos;
  • Compatibilidade total com ressonância magnética de corpo inteiro: crucial para pacientes que precisam monitorar outras condições de saúde.

Para quem convive com dor crônica severa e refratária, o impacto da tecnologia pode ser decisivo. “O objetivo é devolver autonomia, movimento e qualidade de vida ao paciente. A dor crônica não precisa ser um destino, existem soluções modernas, seguras e altamente eficazes”, destaca o Dr. Marinho.


Referência: 

1. Henriques A, Ogata AJN, Gondo C, Kobayashi R, Oliveira RA, Stefani S, Silva MA, Bilevicius E. Pacientes com dor crônica no sistema de saúde suplementar brasileiro: um estudo de banco de dados com a perspectiva dos especialistas. Disponível em: Link
2. Posso IP, Palmeira CA, Vieira EB. Epidemiologia da dor neuropática. Disponível em: Link

 

Culpa, vergonha e depressão estão entre os termos mais associados à obesidade nas redes sociais, revela pesquisa

       “Body positivity” perde espaço para “body shaming”, ampliando o uso de termos pejorativos como “nojo” e “preguiça” associados à obesidade


       Trends expõem comportamentos alimentares desordenados, potencializando transtornos nos usuários das redes


       A análise individualizada do consumo digital de pessoas com sobrepeso e obesidade é cada vez mais relevante para o melhor manejo da doença

 

 

Uma análise de postagens nas redes sociais, conduzida pela consultoria Ilumeo a pedido da farmacêutica Merck, revelou que a imagem de pessoas com obesidade no ambiente digital está amplamente associada a emoções negativas, como depressão (20%), ansiedade (16%), vergonha e culpa (10%).1 A análise monitorou conversas no Instagram e Twitter, além de dados do TikTok, para identificar como o consumo de conteúdo dos brasileiros nas redes sociais pode interferir no comportamento alimentar.

Realizado ao longo de três meses em 2024, o estudo revelou que 54% das referências a pessoas com sobrepeso ou obesidade tiveram conotações negativas, enquanto 27% foram neutras e 19% positivas. Dos dados negativos, 46% tratam de autoestima ou autoimagem negativa, mostrando que as pessoas não se sentem mais confortáveis com seu próprio corpo. Esses dados indicam a retomada do 'body shaming', com críticas à aparência de indivíduos com sobrepeso ou obesidade, e a perda de relevância do movimento de body positivity, ou aceitação corporal.1

“Estamos vivenciando o retorno de tendências dos anos 2000, época em que a magreza extrema era amplamente valorizada. Observamos um aumento significativo de conteúdos sobre perda de peso, com celebridades, influenciadores e até pacientes compartilhando suas jornadas de emagrecimento a qualquer custo, muitas vezes desordenadas, sem acompanhamento médico e pouco saudáveis. Essas postagens retratam frequentemente o corpo gordo como um “passado”, no clássico “antes e depois”, comenta Otávio Freire, professor da Universidade de São Paulo (USP), sócio e fundador da ILUMEO.

O levantamento também identificou emoções negativas e opiniões depreciativas sobre pessoas com obesidade, com os termos mais associados a palavra 'gordo' sendo nojo (44%) preguiça (36%) e falta de vontade (6%). Essas ideias reforçam a visão equivocada de que a obesidade é apenas uma questão de estilo de vida, e que bastaria uma decisão ou ação individual para “solucionar a questão”.1

 

“Emagreceu mesmo, ou foi só remédio?” 

“Embora a obesidade seja classificada como uma doença crônica pela Organização Mundial da Saúde2, ela ainda é mal compreendida pela população. Por ser complexa e multifatorial, está associada a questões genéticas, biológicas, ambientais e sociais3,4,5. Por isso, é fundamental entender a individualidade e características comportamentais de cada paciente para que possamos propor o melhor manejo, que assegure resultados saudáveis e duradouros.” explica o endocrinologista Cristiano Barcellos (CRM-SP 94400 RQE 98007), Diretor do Departamento de Endocrinologia do Exercício e do Esporte (SBEM). “Ninguém se autodiagnostica com diabetes, câncer ou hipertensão e trata sozinho – ou tem vergonha de tratar, mas, com a obesidade, infelizmente, esses comportamentos ainda são muito acentuados”, explica Dr. Barcellos. 

A análise mostrou que há enorme preconceito com as pessoas que estão em

tratamento, como se estivessem “roubando” no processo de emagrecimento. Assim, cerca de 56% das menções a remédios contra a obesidade e seus usuários são negativas.1

Tendências que impactam os comportamentos alimentares 

A trend "What I Eat in a Day” (o que como em um dia) é um dos principais nichos nas redes sociais, com mais de 1,2 milhões de posts no Instagram e 1,8 milhões no TikTok.1 Ela inclui variações como “o que como após um término” e “edição de junk food”. Outras tendências, como “Mukbang” e o áudio viral “magras, magras, magras”, compartilham comportamentos alimentares e dicas de emagrecimento.

“Embora esses conteúdos sejam apresentados como entretenimento, eles são bastante preocupantes. A maioria mostra pessoas se alimentando de maneira inadequada, escolhendo alimentos altamente palatáveis e de baixo valor nutricional, além de métodos de emagrecimento não comprovados que podem ser prejudiciais à saúde. Além disso, vários estudos vêm demonstrando que o fato de assistir a esses vídeos se associa ao surgimento de transtornos alimentares”, comenta Dr. Barcellos.

Estudos mostram que relações parassociais com influenciadores de alimentos aumentam o risco de comportamentos alimentares desordenados, vício em comida e “grazing” (consumo repetitivo em pequenas quantidades).6 A exposição online a alimentos pouco nutritivos também eleva sensações de fome e tristeza, reduzindo o desejo por opções saudáveis.7

Otávio explica que as relações unilaterais estabelecidas por usuários de redes sociais com figuras públicas podem levar à idealização estética, distorcendo a percepção da realidade e influenciando a repetição de comportamentos. “A exposição digital cria uma falsa sensação de proximidade com celebridades e influenciadores, fomentando interações parassociais que podem culminar em idealizações estéticas, desvio da realidade e comportamentos repetitivos, caso não haja moderação e reflexão”, comenta o fundador da Ilumeo.

  

Novas abordagens no acompanhamento médico 

A Dra. Maria Augusta Bernardini, Diretora Médica da Merck para Brasil e América Latina explica que as tendências e conteúdos digitais influenciam no comportamento e também nas escolhas alimentares. “Com essa influência massiva e em tempo integral, é crucial que, como profissionais de saúde, comecemos a avaliar o consumo digital dos pacientes com sobrepeso e obesidade e seus impactos psicológicos ao atendê-los no consultório, para que as recomendações sejam individualizadas e realmente eficazes”, conclui. 

“Vimos muitos adultos e principalmente jovens buscando informações nas redes sociais que acabam substituindo a orientação médica, mas o tratamento adequado da obesidade exige uma abordagem multidisciplinar e de longo prazo. O uso de medicamentos para emagrecimento deve ser avaliado por especialistas e realizado sob supervisão médica”, conclui Bernardini.

 


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Referências

1. Social Listening Ilumeo realizado nos meses de junho, julho e agosto de 2024.

2. Obesity and Overweight. World Health Organization, 2016. Acesso em 25, janeiro, 2025. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/obesity-and-overweight;

3. Blüher M et al. Nat Rev Endocrinol. 2019;15(5):288-298

4. Müller TD et al. Nat Rev Drug Discov. 2022;21(3):201-223

5. Heymsfield SB, Wadden TA. N Engl J Med. 2017;376:254-266

6. Shabahang, Reza, et al. "Downloading appetite? Investigating the role of parasocial relationship with favorite social media food influencer in followers’ disordered eating behaviors." Eating and Weight Disorders-Studies on Anorexia, Bulimia and Obesity 29.1 (2024): 28.

7. Zeeni, Nadine, et al. "Exposure to Instagram junk food content negatively impacts mood and cravings in young adults: A randomized controlled trial." Appetite 195 (2024): 107209.


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