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sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Variação média de preços dos presentes do Dia das Crianças está abaixo da inflação, mostra FecomercioSP

Cesta de itens mais procurados para a data subiu 2,04% em 12 meses, enquanto IPCA acumulada já está acima de 5%

 

O Dia das Crianças deste ano sairá mais em conta para os consumidores. Levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, aponta que a cesta de produtos tradicionalmente mais buscada por pais, familiares e amigos para a data ficou 2,04% mais cara ao longo dos últimos 12 meses, enquanto a inflação acumulada do País, no período, foi de 5,13%. 

Considerando que o avanço dos preços, em 2024, tinha sido de apenas 0,56%, é o segundo ano seguido com preços mais baixos nos presentes das crianças.

 

[TABELA 1]

Cesta de produtos consumidos no Dia das Crianças

 Inflação de 12 meses (2024–2025)

 

Segundo a FecomercioSP, porém, é importante que os consumidores pesquisem os preços antes de decidir quais produtos comprar. Isso porque, embora essa média geral caiu, alguns itens ficaram bem mais caros ao longo deste ano [tabela 1]. Para se ter uma ideia, dos 24 itens que a Federação usou para organizar a cesta, 19 subiram de preço ao longo desse período. 

É o caso, por exemplo, dos instrumentos musicais, que estão 7,83% mais caros agora, ou dos artigos de maquiagem (7,01%). Consoles de videogames, bastante procurados nessa época do ano, também inflacionaram (6,74%). 

Isso é relevante, porque, com os juros mais altos (a Selic se mantém na casa de 15% ao ano), presentes com valores maiores — e que, em alguns casos, exijam pagamento a prazo — podem ser impactados. Considerando o endividamento de muitas famílias, mapear condições e produtos pode ser uma saída essencial. 

É por isso que, na visão da Entidade, os consumidores devem comprar levando em conta as dinâmicas atuais do orçamento doméstico. 

 

OPORTUNIDADES DA CESTA

Por outro lado, alguns produtos não apenas estão abaixo da inflação como ainda ficaram mais baratos nos últimos 12 meses. São os casos dos agasalhos infantis, (-6,3%), das mochilas (4,21%) e dos televisores (-2,42%). 

Mas não só isso. Diversos estabelecimentos ainda oferecem descontos significativos para modalidades de pagamento específicas, como o PIX. Sendo assim, a Entidade sugere que os consumidores pesquisem, além dos produtos, também onde estão essas oportunidades.

 

FecomercioSP
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Como o Brasil pode liderar a inovação energética mundial?

 

A transição energética global é inevitável. Mas, a pergunta que fica é: quem irá ditar o ritmo e a direção dessa mudança? O Brasil é uma das nações com maior potencial para liderar essa inovação, com uma das maiores e mais diversificadas matrizes energéticas do planeta capazes de guiar na busca por fontes renováveis e ecologicamente benéficas. Uma expectativa, realmente, promissora, porém que dependerá de uma forte governança por trás para que essas ideias se transformem em geração de valor à sociedade.

Diante de um território tão vasto e rico em energias renováveis, muito tem sido direcionado em pesquisas inovadoras neste campo que consigam encontrar soluções cada vez melhores para esse fim. Em 2023, como exemplo, os investimentos públicos orientados em PD&I no setor de energia no Brasil somaram R$ 5,5 bilhões, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), um crescimento de 36% em relação a 2022.

A maior parte desses recursos vem de programas regulados, como os da ANEEL e da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Todavia, se há tanto investimento assim, por que ainda não temos resultados significativos? Principalmente, pela falta de estratégia e governança ao levar essa teoria à prática, prejudicados, ainda mais, pelo enorme gap entre as descobertas feitas nas universidades nacionais e o conhecimento dessas pelo mercado.

Os riscos dessa falta de orientação são visíveis quanto à falta de aproveitamento de fontes que poderiam ser completamente benéficas. Um dos exemplos mais nítidos engloba a energia nuclear, capaz de prover energia elétrica de forma confiável, ininterrupta e com baixas emissões associadas, ainda mais com o apoio da IA. Porém, ainda há um enorme medo rotulado a este termo após os famosos acidentes de Chernobyl e Fukushima.

Outra fonte também má explorada é a eólica. Em 2024, dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) mostraram que o número de instalações de novas usinas no país caiu mais de 30% em relação à quantidade registrada em 2023. Por mais que seja uma fonte constante em termos de geração, ainda há formas positivas de utilizá-la. A Alemanha, como exemplo, direciona essa matriz à sua rede hidroelétrica, em um sistema que funciona como "bateria de água", usando a energia excedente das turbinas para bombear água para um reservatório elevado ou estrutura apropriada, para depois liberar quando houver queda de geração eólica – impulsionando, assim, a eficiência.

Esses são apenas alguns exemplos do que poderíamos dedicar esforços por aqui. Mas, o que acabamos vendo, ao invés, é uma insistência em estratégias que não tendem a ser completamente benéficas. Perfurações anunciadas, recentemente, na Margem Equatorial, devido ao potencial petrolífero da região, vêm gerando debates intensos e resistência quanto à limitação deste recurso em nosso meio ambiente, além de argumentos que destacaram que os recursos obtidos com a exploração do petróleo poderiam financiar a transição energética do país para fontes mais limpas.

Há várias formas de olharmos para nossa matriz energética e buscarmos por novas maneiras inovadoras e sustentáveis que preservem nosso ecossistema e, ao mesmo tempo, garantam o fornecimento elétrico à sociedade. O que falta para colocar isso em prática é, justamente, a governança, nos inspirando em tudo que é feito internacionalmente nesse sentido e adaptando essas boas ideias à nossa realidade.

A própria Aneel disponibiliza uma cartilha orientativa sobre a regulamentação e usos da energia elétrica nacionalmente, o que poderia ser muito bem aproveitado pelas empresas caso quebrassem esse ciclo de insistência em fontes não renováveis, para outras mais limpas e benéficas ao setor elétrico. Falta critérios nas decisões tomadas, assim como um olhar crítico que traga mais inteligência ao determinar quais caminhos seguir.

Uma governança estratégica orienta das empresas a estudarem este mercado, e como investir nas fontes renováveis que sejam, de fato, benéficas para cada necessidade, conduzindo este processo com máxima inteligência e cuidado para que obtenham resultados eficazes sem danos ambientais. Ela quebra paradigmas, analisando o que já deu errado, quais planos podem trazer os objetivos desejados, e como preparar o negócio para trilhar essa trajetória com segurança, mitigando possíveis riscos que possam impactar as operações.

Precisamos olhar este tema sob uma perspectiva diferente, pensando não apenas nos resultados capazes de serem conquistados agora, mas levando em consideração onde desejam chegar à longo prazo, conscientizando os times sobre essa importância. Afinal, o próprio Albert Einstein já dizia: “A insanidade é continuar fazendo a mesma coisa esperando resultados diferentes”.

  

Alexandre Pierro - mestre em gestão e engenharia da inovação, engenheiro mecânico, bacharel em física e especialista de gestão da PALAS, consultoria pioneira na implementação da ISO de inovação na América Latina.



Deepfake já é encontrada por preços a partir de 160 reais na dark web, aponta Kaspersky

 De videochamadas com rosto trocado à clonagem de voz, fóruns de cibercriminosos oferecem serviços de deepfake e deepvoice sob demanda


Especialistas da Kaspersky identificaram anúncios na dark web que oferecem serviços de deepfake e deepvoice em tempo real, permitindo a criação de vídeos e mensagens de áudio falsos por preços acessíveis: US$ 50 para um vídeo e US$ 30 para uma mensagem de voz manipulada. Em média, esses “serviços sob demanda” são tão baratos quanto um jantar fora de casa. Em 2023, serviços similares custavam de 300 a 20 mil dólares por minuto, o que significa que atualmente o custo é até 400 vezes mais barato do no passado. O baixo custo e a facilidade de uso tornam a tecnologia de manipulação de vídeo e voz uma ferramenta poderosa nas mãos de cibercriminosos, permitindo ataques digitais mais rápidos, sofisticados e com impacto direto em empresas e usuários. Veja mais detalhes abaixo.

Anúncios que promovem "Deepfakes-as-a-Service" incluem várias opções, como troca de rosto em tempo real durante videochamadas em plataformas de videoconferência ou mensagens, substituição de rostos para processos de verificação e substituição de transmissão de câmera em dispositivos.

Os criadores desses anúncios, encontrados após a análise de várias plataformas em russo e inglês, afirmam que podem fornecer um software que sincroniza as expressões faciais de uma pessoa em um vídeo com texto, mesmo em línguas estrangeiras, além de ferramentas para clonagem de voz e ajuste de tom e o timbre para transmitir emoções específicas. No entanto, é muito provável que vários desses anúncios sejam golpes para enganar compradores interessados.

"Não estamos apenas observando anúncios oferecendo deepfake como serviço, mas também uma clara demanda por essas ferramentas. Cibercriminosos mal-intencionados estão experimentando ativamente a IA e incorporando-a em suas operações. Algumas plataformas apresentam recursos mais sofisticados: por exemplo, modelos de linguagem maliciosa criados do zero, independentes de modelos públicos, que são executados localmente. Embora essas tecnologias não introduzam ciberameaças fundamentalmente novas, elas podem aprimorar significativamente as capacidades dos cibercriminosos. Nesse contexto, os especialistas em cibersegurança devem trabalhar arduamente para combater essas ameaças. Uma das maneiras mais promissoras de enfrentar esse desafio é aproveitar a IA para melhorar a produtividade dos profissionais de cibersegurança e a eficácia das medidas defensivas", disse Lisandro Ubiedo, analista sênior de segurança da Kaspersky.

Para se proteger dessas vulnerabilidades, a Kaspersky recomenda:

  • Ensine a equipe a reconhecer os principais sinais de deepfake, como movimentos bruscos, iluminação inconsistente entre os quadros, tons de pele não naturais, piscadas incomuns ou ausentes, distorções de imagem e vídeos gravados intencionalmente em baixa qualidade ou com pouca luz.
  • Ensine a equipe a reconhecer sinais de deepvoice: fique atento a entonação estranha, pausas incomuns, respiração artificial ou timbre metálico, que podem indicar áudio manipulado.
  • Tenha medidas eficazes de cibersegurança em vigor: não apenas soluções de proteção, mas também especialistas em TI treinados. Use o Kaspersky Threat Intelligence para identificar ameaças que podem afetar seus negócios.
  • Certifique-se de que os funcionários entendam o que são deepfakes e porque eles representam uma ameaça séria, oferecendo treinamento regular sobre como identificá-los. O Kaspersky Automated Security Awareness Platform pode ajudar a fortalecer a alfabetização digital da equipe.

Para obter mais informações sobre como proteger a segurança digital corporativa, visite nosso blog. 



Kaspersky
Mais informações no site

 

Importadores rejeitam bebidas brasileiras após casos de metanol, alerta Anffa Sindical

 

Empresas fiscalizadas pelo Mapa cumprem padrões
 de qualidade e rastreabilidade
Foto: Anffa Sindical

Mesmo sem restrição oficial de países parceiros, compradores suspendem cargas por temor de contaminação. Entidade destaca que fiscalização do Mapa garante segurança aos produtos legalizados

 

Os recentes casos de contaminação por metanol no Brasil já impactam o comércio internacional. Cargas de bebidas alcoólicas brasileiras, como conhaques e espumantes, vêm sendo rechaçadas por importadores estrangeiros, temerosos de contaminações. Para o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), embora não se trate de uma restrição oficial de países parceiros, a medida já afeta o mercado exportador e reforça a necessidade de fortalecer os mecanismos públicos de controle e fiscalização.

Para o presidente do sindicato, Janus Pablo Macedo, é importante destacar que as empresas legalmente constituídas e fiscalizadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) cumprem padrões de qualidade e rastreabilidade. Até o momento, não há denúncias nem suspeitas de que produtores legalizados estejam envolvidos nas ocorrências. As investigações apontam para fabricantes clandestinos, que atuam à margem da legislação e representam risco grave à saúde pública e à imagem do País. 

Os casos de intoxicação registrados em diferentes estados brasileiros já resultaram em mortes confirmadas e dezenas de internações. Segundo as autoridades, a fraude consiste na adição de metanol, um álcool altamente tóxico, a bebidas destiladas, com o objetivo criminoso de reduzir custos de produção. Quando ingerido, o metanol é metabolizado no organismo em substâncias que causam lesões severas no sistema nervoso e podem levar à cegueira ou à morte. 

“Casos como este mostram que a proteção da sociedade depende de um Estado forte e tecnicamente estruturado,” afirma o presidente do Anffa Sindical. Macedo ainda destaca que a atuação dos auditores fiscais federais agropecuários é essencial para prevenir fraudes, identificar riscos e garantir que apenas produtos seguros cheguem ao consumidor. 

O Anffa Sindical ressalta ainda a importância da criação de um grupo de trabalho interinstitucional, que reunirá técnicos do Mapa e de outras autoridades federais, com o objetivo de aprimorar a rastreabilidade das bebidas e reforçar o combate à clandestinidade. 

“É preciso investir continuamente em ações de inteligência e no fortalecimento da inspeção pública para que situações dessa gravidade não se repitam. Os profissionais que atuam no Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteira) atuam com inteligência e em parceria com autoridades policiais e também carecem de investimentos em recursos humanos e estrutura para um trabalho ainda mais eficaz”, destaca o presidente da entidade.

 

Orientações ao consumidor

A intoxicação por metanol é uma emergência médica de extrema gravidade. Os principais sintomas são:

  • visão turva ou perda de visão (podendo evoluir para cegueira);
  • náuseas, vômitos, dores abdominais e sudorese intensa.

Em caso de suspeita, a recomendação é buscar imediatamente atendimento médico de urgência e acionar um dos canais de orientação especializados:

  • Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001
  • CIATox da sua cidade (lista disponível aqui)
  • Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733 – atendimento nacional 

Segundo as autoridades de saúde, também é essencial alertar outras pessoas que possam ter consumido a mesma bebida, para que procurem avaliação médica o quanto antes. A demora no atendimento aumenta o risco de sequelas graves e óbito. 

O Anffa Sindical lamenta profundamente as mortes e os impactos causados por esse crime, que atinge de forma direta a saúde pública e a credibilidade dos produtos brasileiros. A entidade reforça que somente o consumo e a comercialização de bebidas com procedência comprovada e submetidas à inspeção oficial garantem segurança ao consumidor. Por isso, os auditores fiscais federais agropecuários seguem à disposição do Estado brasileiro e da sociedade para atuar com rigor técnico e compromisso público na identificação de riscos e na proteção da população.


Justiça que não sai do papel: a frustração do "ganhou, mas não levou" e o problema da eficácia dos processos de execução no Brasil

 No Brasil, uma sensação amarga tem se tornado cada vez mais comum para cidadãos e empresas que buscam o Judiciário para resolver seus conflitos: a de "ganhar, mas não levar". Após anos de uma verdadeira batalha processual, com audiências, recursos, despesas e uma longa espera, a sentença favorável chega. O direito é reconhecido, a justiça é declarada no papel. Mas, na prática, nada acontece. O devedor não paga, o bem não é devolvido, e a decisão judicial se transforma em um quadro na parede, desprovido de efeito real. Esse é o problema da ineficácia da fase de execução.

 Para entender essa dinâmica, é preciso saber que um processo cível se divide em duas grandes fases. 

A primeira é o "processo de conhecimento", momento em que o juiz toma conhecimento do que cada parte tem a dizer sobre o conflito, analisa as provas e, ao final, diz o direito aplicável e decide quem tem razão. Daí vem o nome jurisdição, do latim ius dicere ou iurisdictio, que significa justamente dizer o direito[1]. É nessa fase ou processo que o direito é "conhecido" e declarado. Uma vez que o juiz “diz o direito” – ou quando o credor possui um documento que permite pular essa fase (título executivo) –, inicia-se a segunda fase: o "processo de execução". É nesta etapa, possível quando a obrigação a ser cobrada já é certa, líquida e exigível, que aquilo que foi reconhecido é efetivamente perseguido com o auxílio do Estado-Juiz por meio de medidas executórias como a penhora dos bens e direitos do devedor, bloqueio de suas contas bancárias, quebra de sigilo fiscal e outras medidas possíveis. 

A fase de execução é a que concretiza todo o processo civil. No Brasil, o grande problema é que muitas vezes acontece aquela famosa situação conhecida popularmente como ‘ganhou, mas não levou’. Há muitos cidadãos e empresas que vencem processos, mas no momento da cobrança da outra parte acabam não tendo o ressarcimento. São processos nos quais a parte vencedora não consegue receber seu direito porque a execução não é efetiva. 

Então, é no processo de execução que o nosso sistema de justiça revela suas maiores fragilidades, transformando-se em um labirinto burocrático que, muitas vezes, beneficia o devedor profissional – aquele que utiliza as brechas da lei, a morosidade do Judiciário, a dificuldade e custo para se fazer uma investigação patrimonial e os riscos processuais que existem contra o credor para ocultar seu patrimônio e se esquivar de suas obrigações.

 Vamos explorar algumas causas desse problema multifacetado.

 

POSSIBILIDADES DE MELHORIA NA CONDUÇÃO DOS PROCESSOS 

O sistema judicial atual, em grande parte, ainda opera com uma mentalidade analógica em um mundo digital. Procedimentos que poderiam ser simples e automatizados, como intimações e citações, ou levantamento de valores, ainda dependem de uma série de etapas manuais e demoradas, dando ao fraudador tempo para tomar providências para frustrar as medidas executórias que estão sendo intentadas. Essas tarefas simples podem levar meses a depender da Vara em que o processo tramita, um "tempo morto" que corrói a confiança do cidadão na Justiça. 

Mas, se o diagnóstico é claro, quais seriam os caminhos para a solução? A resposta passa, invariavelmente, pela modernização e pela tecnologia. Não é mais aceitável que, em pleno século XXI, as comunicações processuais ainda dependam de métodos ultrapassados. A utilização de ferramentas como WhatsApp e outras redes sociais para citações e intimações, com algumas adaptações para acontecer de forma regulamentada e segura, traria uma agilidade imensa aos processos. 

Por exemplo, seria efetivo, mediante regulamentação adequada, estabelecer convênios dos tribunais com as principais plataformas digitais, como a Meta, proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp, ou com o LinkedIn, TikTok ou X, para publicização de algumas decisões e realização de intimações e citações que chegassem diretamente no WhatsApp ou outras mídias sociais da pessoa interessada. Tal iniciativa, implementada de forma gradual e com salvaguardas apropriadas, poderia revolucionar a comunicação processual, garantindo maior efetividade na localização das partes enquanto preserva os direitos fundamentais e a segurança jurídica dos procedimentos. 

Outra ideia seria a criação de um portal governamental unificado, de cadastro obrigatório para todos os cidadãos e empresas, que poderia também centralizar as comunicações oficiais e acabaria com a dificuldade de localizar as partes. Ter um meio digital centralizado (hub) para acessar e abrir uma citação ou intimação poderia ser muito mais efetivo do que é realizado atualmente. 

Até o presente momento, por enquanto, é preciso ainda que a comunicação se dê por carta, ou por um edital que é publicado no mural físico do fórum e em um site da Justiça que ninguém acessa, ou ainda, em alguns casos, é necessário que um oficial de justiça fique tentando insistentemente localizar uma pessoa que está se ocultando para não receber aquela intimação. O comportamento de algumas pessoas que se ocultam para não serem citadas ou intimadas nos processos toma muito tempo de todos os envolvidos e poderia ser solucionado com um uso mais efetivo da tecnologia e das ferramentas hoje disponíveis.

 

REFORMAS LEGISLATIVAS PODEM CONTRIBUIR PARA A SOLUÇÃO DO PROBLEMA 

Uma reforma legislativa no Código de Processo Civil também contribuiria para a solução do problema. Por exemplo, a regra da impenhorabilidade de rendas até 50 salários mínimos[2] e de investimentos até 40 salários mínimos[3], criada para proteger o patrimônio mínimo do cidadão, é facilmente distorcida para proteger devedores com alto poder aquisitivo e, se aplicada de forma cega e indistinta, acaba blindando totalmente a renda da maior parte da população, pois são poucos os que ganham mais do que 50 salários mínimos no Brasil. Com efeito, segundo dados do IBGE, a renda mensal média atual do brasileiro é de R$3.488,00[4]. 

Logo, esses dispositivos poderiam ser alterados para permitir pelo menos a penhora de um percentual das rendas do devedor de modo a preservar sua dignidade e mínimo existencial mas, ao mesmo tempo, viabilizar o pagamento de suas dívidas. É fato que a maioria das pessoas só tem a sua própria renda para pagar suas despesas e, se essa renda fica integralmente blindada, na prática essas pessoas ficariam imunes de terem que pagar suas dívidas, o que seria um contrassenso com consequências desastrosas para o mercado de crédito do país. 

A morosidade, ineficácia e imprevisibilidade da Justiça geram insegurança, desestimulam investimentos, prejudicam o ambiente de negócios e, no limite, minam a própria essência do Estado de Direito. É necessária uma Justiça que não apenas declare o direito, mas que o concretize de forma rápida e efetiva. E, aliás, que faça isso com prioridade em favor dos cidadãos que dela necessitam, em vez de sempre priorizar o próprio Estado que, atualmente, é o principal “cliente” da Justiça. 

O Estado, por sinal, ao cobrar dívidas fiscais e tributárias, possui uma série de privilégios que o credor comum não tem, sendo isso atribuído ao “interesse público” superior do Estado receber seus créditos. Mas não é também do máximo interesse da coletividade, composta por todos nós, que o cidadão receba o que é seu? E que o receba o mais rapidamente possível? É como disse Rui Barbosa: “justiça atrasada não é justiça, senão injustiça qualificada e manifesta”[5]. Por isso, é necessária também uma reforma do sistema de privilégios dos créditos e da forma como é realizado o concurso de credores[6]. 

A título de reflexão, é possível se inspirar e aproveitar, respeitando as peculiaridades do sistema brasileiro, elementos que funcionam em outros países e demonstram maior efetividade na fase executória. Nos Estados Unidos, por exemplo, o sistema de execução de sentenças confere uma autonomia e agilidade notáveis ao credor. Lá, o advogado do credor, considerado um "oficial do tribunal" (officer of the court), pode emitir diretamente intimações (subpoenas) para obter um vasto leque de informações financeiras e patrimoniais do devedor sob juramento, e pode até mesmo requerer que o devedor preencha um detalhado formulário sobre todo o seu patrimônio (Fact Information Sheet), sob pena de poder até ser preso por desacato (contempt of court) em caso de recusa[7]. Evidentemente, qualquer adaptação de tais mecanismos ao contexto nacional deveria respeitar os princípios constitucionais e as tradições de nosso sistema de direito codificado, buscando inspiração sem importação acrítica de institutos estrangeiros. 

No Brasil , em contraste, a obtenção de informações e a emissão de ordens similares dependem invariavelmente da análise e autorização do juiz em cada pequena etapa, criando um abismo de agilidade e transferindo para o Estado uma investigação que no modelo americano é conduzida de forma muito mais eficaz pelo próprio credor e seus advogados.

 

A ADVOCACIA COMO PARTE ESSENCIAL DA SOLUÇÃO DO PROBLEMA 

É bem verdade que nos últimos anos houve avanços importantes, mas o Judiciário brasileiro continua enfrentando sérios gargalos que impactam diretamente a celeridade e a efetividade da Justiça. 

Neste ponto há de se destacar outro vetor essencial de solução do problema: a advocacia.

A solução para a inefetividade crônica da Justiça não virá apenas de uma caneta legisladora ou de um novo software implantado nos tribunais. Ela exige uma mudança de mentalidade, uma evolução do papel do advogado: de um mero peticionário que aguarda passivamente os lentos ritos processuais para um agente proativo de transformação, um verdadeiro gestor da execução. O advogado moderno não pode mais se contentar em apenas "pedir" ao juiz; ele precisa investigar, descobrir e indicar os caminhos para que a decisão judicial se materialize.

Isso significa empregar técnicas e métodos como a tecnologia da informação, a investigação patrimonial aprofundada (asset tracing), o cruzamento de dados públicos e privados e a formulação de pedidos executórios cirúrgicos. Ao adotar essa postura, inspirada em modelos onde o credor e seu representante têm a autonomia para conduzir a busca pelos bens, o advogado deixa de ser coadjuvante da burocracia estatal para se tornar protagonista da efetivação do direito de seu cliente.

A tecnologia, nesse contexto, é a grande aliada. Ao trabalharem com sistemas de automação de documentos, plataformas de gestão de processos e inteligência artificial para análise de dados, os profissionais se libertam do trabalho repetitivo e burocrático. A digitalização da prática jurídica não apenas melhora a eficiência, mas, fundamentalmente, libera o capital intelectual do advogado para que ele se dedique a tarefas mais delicadas e complexas, como a elaboração de teses, a estratégia investigativa e o atendimento diligente a clientes em situações intrincadas.

Essa transformação é, em sua essência, um resgate da função primordial da advocacia: não apenas lutar por uma sentença, mas garantir que a justiça declarada no papel se converta em justiça real na vida do cidadão. É um chamado à responsabilidade profissional para que cada advogado, em sua esfera de atuação, contribua para evoluir o sistema judiciário, tornando-o, na prática, mais eficiente, ágil e, naturalmente, mais justo.

CONCLUSÃO 

Em última análise, a jornada de um processo judicial não pode terminar com uma sentença emoldurada na parede. A sensação de "ganhar, mas não levar" corrói a confiança do cidadão nas instituições e desestimula o ambiente de negócios, deixando um rastro de insegurança jurídica e frustração. 

Ainda que a própria jurisprudência já ensaie respostas a esse cenário, buscando alternativas para garantir a efetividade das decisões, a solução definitiva para este impasse exige uma ação em duas frentes interdependentes: uma reforma estrutural que modernize e reequilibre as regras do jogo, conferindo ao credor ferramentas mais eficazes sem desproteger a dignidade do devedor; e uma revolução na prática da advocacia, que deve assumir seu papel de protagonista na investigação e na satisfação do crédito. 

Superar a inefetividade da Justiça é o grande desafio de nossa geração de profissionais do Direito. É uma tarefa que nos convoca a sermos mais do que operadores da lei, mas verdadeiros arquitetos de um sistema onde a palavra “justiça” seja, enfim, sinônimo de “resultado”. 

 



Dr. Rommel Andriotti - advogado e sócio fundador do escritório Rommel Andriotti Advogados Associados. Atua como professor de Direito Civil e Processo Civil na Universidade Presbiteriana Mackenzie e também na Escola Paulista de Direito (EPD). É mestre em Direito (concentração em processo civil) pela PUC/SP (2020). É também mestre em Direito (concentração em Direito Civil) pela FADISP (2020). Possui pós-graduação lato sensu em Direito Civil e Processo Civil pela Escola Paulista de Direito e é bacharel em Direito pelas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU, 2015).



[1] Enciclopédia Saraiva do Direito, v. 47. Coord.: Rubens Limongi França. São Paulo/SP: Saraiva, 1978, p. 77.

[2] Prevista no Código de Processo Civil da seguinte forma: “Art. 833. São impenhoráveis: [...] IV - os vencimentos, os subsídios, os soldos, os salários, as remunerações, os proventos de aposentadoria, as pensões, os pecúlios e os montepios, bem como as quantias recebidas por liberalidade de terceiro e destinadas ao sustento do devedor e de sua família, os ganhos de trabalhador autônomo e os honorários de profissional liberal, ressalvado o § 2º. [...]. § 2º O disposto nos incisos IV e X do caput não se aplica à hipótese de penhora para pagamento de prestação alimentícia, independentemente de sua origem, bem como às importâncias excedentes a 50 (cinquenta) salários-mínimos mensais, devendo a constrição observar o disposto no art. 528, § 8º , e no art. 529, § 3º .

[3] Prevista no Código de Processo Civil da seguinte forma: “Art. 833. São impenhoráveis: [...] X - a quantia depositada em caderneta de poupança, até o limite de 40 (quarenta) salários-mínimos”. O Superior Tribunal de Justiça estende esse dispositivo para abranger não apenas poupanças, mas também valores depositados em conta corrente, fundos de investimento, aplicações financeiras em geral e até papel moeda. Ver, nesse sentido, o seguinte julgado exemplo, dentre outros tantos: STJ - AgInt no AgInt no AREsp: 1785985 SP 2020/0291740-4, Relator.: Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, Data de Julgamento: 21/02/2022, T4 - QUARTA TURMA, Data de Publicação: DJe 25/02/2022, disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/stj/1395159557?_gl=1*1ur29ly*_gcl_au*NTkxMzkyNjkzLjE3NTc5MzAyMDUuMjE0MzgxMTA3OC4xNzU5MjgxMjM2LjE3NTkyODEyMzY.*_ga*OTYzNzQ4NDk5LjE3NTAwNzU1MTc.*_ga_QCSXBQ8XPZ*czE3NTk0MDk4NjIkbzI0JGcxJHQxNzU5NDEwMjE0JGo1MSRsMCRoMA – acesso em: 2 out. 2025.

[4] “O rendimento médio mensal real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas foi estimado em R$ 3 488 no trimestre de junho a agosto de 2025”, cfr. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: trimestre móvel: jun./ago. 2025. Rio de Janeiro: IBGE, 2025. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/3086/pnacm_2025_ago.pdf . Acesso em: 02 out. 2025.

[5] BARBOSA, Rui. Oração aos moços. [s.l.: s.n.], 1949, versão digital e-pub (Kindle), pos. 520.

[6] Em termos simples, imagine que uma pessoa ou empresa deve para várias pessoas ao mesmo tempo, mas não tem dinheiro para pagar todas. Privilégios dos créditos é a ordem de preferência que a lei cria para o pagamento (ex: dívidas fiscais são pagas antes de dívidas com fornecedores). Concurso de credores é o procedimento que reúne todos os credores para organizar essa fila e dividir o patrimônio que o devedor ainda possui.

[7] O sistema judicial americano é regido primariamente pela legislação estadual, havendo significativas variações entre os 50 estados quanto aos procedimentos executivos, limites de impenhorabilidade e prerrogativas dos credores. As práticas aqui descritas refletem o modelo predominante na maioria dos estados, especialmente aqueles com tradição de common law, mas podem não se aplicar integralmente a todas as jurisdições americanas. A referência serve como inspiração para possíveis adaptações ao contexto jurídico brasileiro, respeitadas as peculiaridades de nosso sistema de direito codificado.


Expansão de condomínios eleva risco de conflitos

 Estudo mostra que, só em São Paulo, houve crescimento de mais de sete mil empreendimentos em 10 anos

 

São Paulo ganhou mais de sete mil novos condomínios em uma década, segundo o Mapa dos Condomínios 2025, estudo realizado pela Lello sobre o mercado condominial. Só em 2014, eram 23 mil empreendimentos, dos quais 91% residenciais. Para a advogada Vivian Duarte, especialista em administração condominial, a expansão do setor também amplia as chances de conflitos entre moradores.

“Questões consideradas pequenas acabam se agravando pela convivência forçada, pela ausência de soluções eficazes, pela reincidência dos problemas e pelo acúmulo de ressentimentos gerados pela falta de empatia e paciência”, observa.

Entre as principais causas de atritos estão os chamados “5 Cs”, formados por cachorro (barulho e uso das áreas comuns), criança (comportamento e ocupação dos espaços), cano (vazamentos e infiltrações), carro (estacionamento, manobras e danos) e calote (inadimplência e uso indevido das verbas condominiais).

Diante desse cenário, o síndico deve atuar como mediador imparcial, ouvindo as partes envolvidas, buscando soluções amigáveis e fundamentando suas decisões no regimento interno e na legislação. “É fundamental manter a confidencialidade, a comunicação clara e promover um diálogo respeitoso para evitar que as disputas escalem para medidas legais ou desgaste entre os condôminos”, orienta.

Nos casos mais críticos, cabe ao síndico acionar autoridades competentes, como a polícia, em situações de crimes ou infrações, como furto, roubo, danos, agressão física, ameaças ou violência doméstica, especialmente quando há risco à segurança dos moradores. “No estado de São Paulo, a Lei nº 17.406/2021 obriga o síndico a denunciar casos de violência doméstica e familiar de forma imediata em ocorrências urgentes e, em até 24 horas, por escrito, mesmo que apenas com indícios”, explica.

Para Vivian, a boa convivência em condomínio depende, antes de tudo, de empatia e respeito às regras. “Sempre falo que se colocar no lugar do próximo é a dica de ouro. Além disso, é essencial respeitar horários de silêncio, ser cortês com vizinhos e funcionários, manter áreas comuns limpas e organizadas, cuidar dos animais de estimação e comunicar-se com síndico e vizinhos antes de obras ou em caso de conflitos, buscando sempre uma solução amigável”, finaliza.

 

Vivian Duarte - pós-graduanda em Direito Imobiliário e Condominial pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com graduação e bacharelado em Direito, pela Universidade Cruzeiro do Sul, pós-graduação em Direito e Processo do Trabalho, pela Escola Paulista de Direito/EPD e síndica profissional pela Sindiconet/Gabor.



Saiba dicas de viagens e destinos para viajar com o pet no feriado de Dia das Crianças

 

Freepik 

Com 149,6 milhões de animais de estimação e 30% dos lares compostos por "pais de pet", o Brasil consolida o turismo pet friendly como tendência

  

O Brasil vive um novo momento no relacionamento entre pessoas e animais de estimação. Segundo o Instituto Pet Brasil (IPB), o país ocupa a terceira posição mundial em número de pets, com uma população estimada em 149,6 milhões de animais domésticos. Esse cenário reflete o crescimento das chamadas famílias multiespécies,lares compostos por tutores que consideram seus animais como parte da família. Atualmente, 30% dos lares brasileiros são formados por “pais de pet”.

Com esse avanço, o turismo pet friendly deixou de ser um nicho para se tornar uma prática consolidada. Em 2024, o setor pet movimentou cerca de R$ 75,4 bilhões, segundo dados da Abinpet e do IPB, um aumento de 9,6% em relação ao ano anterior. No feriado do Dia das Crianças, cresce o número de famílias que optam por incluir seus animais de estimação nas viagens, buscando experiências que possam ser prazerosas para todos os integrantes. 

Juliana Stephani, CEO da PETFriendly Turismo, empresa que tem como objetivo consolidar o transporte seguro de pets em viagens nacionais e internacionais, enfatiza que para garantir que a viagem seja segura e tranquila, é fundamental tomar alguns cuidados.

Durante o transporte em automóveis, o uso de caixas de transporte, cintos específicos ou assentos adaptados é obrigatório. Deixar o animal solto dentro do carro representa risco à segurança e é considerado infração pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), sujeita a multa e pontuação na carteira do motorista. Além disso, recomenda-se realizar revisão preventiva no veículo antes de pegar a estrada, assegurando o bem-estar de todos os ocupantes.

No caso de viagens aéreas, é importante checar previamente as políticas da companhia, manter a documentação em ordem, como carteirinha de vacinação e atestados veterinários e preparar o animal para o uso da caixa de transporte com antecedência. O uso de sedativos deve ser feito apenas sob recomendação médica. Em viagens internacionais, é indispensável confirmar as exigências sanitárias do país de destino.

Diante disso, a PETFriendly Turismo separou alguns principais destinos para viajar com o pet, são eles: 


Refice (PE)

Nos últimos dois meses, o Nordeste foi o destino preferido entre os tutores que viajam com seus animais. Recife liderou as escolhas, com a PETFriendly Turismo levando 10 pets para a região, confirmando o crescimento do turismo pet friendly em destinos de clima quente e com ampla oferta de hospedagens adaptadas para os animais.


Porto Alegre (RS)

O Sul também tem atraído cada vez mais viajantes com seus companheiros de quatro patas. Porto Alegre recebeu 5 pets pela PETFriendly Turismo nos últimos dois meses, destacando-se pelo aumento da infraestrutura voltada a pets, como parques, restaurantes e hotéis preparados para receber os animais com conforto e segurança.


Florianópolis (SC)
Conhecida como “Ilha da Magia”, Florianópolis é um dos destinos mais procurados por tutores que desejam viajar com seus pets. A cidade possui diversas praias e parques ideais para passear com cães, oferecendo espaços amplos e contato direto com a natureza. A Praia Mole é uma das mais indicadas, com uma extensa faixa de areia onde os animais podem correr e brincar livremente. Além disso, Florianópolis conta com uma ampla rede de restaurantes e pousadas preparados para receber os visitantes de quatro patas, garantindo conforto e lazer para toda a família.


Paraty (RJ)
Situada no litoral sul do Rio de Janeiro, Paraty combina história, cultura e belas paisagens naturais. O destino é reconhecido por sua hospitalidade com os animais, sendo ideal para quem deseja unir turismo cultural e momentos de descanso com o pet. Todas as praias da região são pet friendly, e muitos passeios guiados pela cidade histórica permitem a presença dos cães. A infraestrutura local conta com pousadas, bares e restaurantes que recebem os animais com estrutura adequada e espaços confortáveis.


Jericoacoara (CE)
Localizada na costa oeste do Ceará, Jericoacoara é um verdadeiro paraíso natural, perfeito para quem busca relaxar e curtir a natureza ao lado do pet. O Parque Nacional de Jericoacoara e a Duna do Pôr do Sol são passeios imperdíveis, ideais para caminhadas com os animais. As praias da região permitem a presença dos cães, e vários restaurantes aceitam pets. Para os tutores mais aventureiros, o destino também oferece trilhas ecológicas e rotas ao ar livre, garantindo experiências únicas e seguras para humanos e animais.




PETFriendly Turismo

 

3 motivos pelos quais você deveria estudar inteligência artificial

 

Entender como utilizar a inovação faz com que estudantes e profissionais preparem suas carreiras para o futuro
 

A ascensão da inteligência artificial traz consigo mudanças significativas no mercado de trabalho. De acordo com informações do levantamento AI Jobs Barometer, produzido pela PwC, a quantidade de vagas para empregos especializados em IA em 2024 aumentou sete vezes em comparação com o ano de 2012. Para se encaixar nos requisitos dessas novas oportunidades, é necessário atualizar habilidades e conhecimentos. “Não se trata apenas de domínio técnico, mas de ter pensamento estratégico para conseguir agregar valor com a inovação”, diz Isabela Castilho, CEO da Rocketseat, edtech líder na formação de profissionais de tecnologia. 

De acordo com a executiva, tal necessidade de atualização na formação dos profissionais inspirou e pautou a criação da graduação focada em inteligência artificial e automação digital. O curso de educação superior é realizado em parceria com a UniFECAF, instituição de ensino superior reconhecida por sua inovação e alinhamento com as exigências do setor. Ao acompanhar as mudanças e demandas do mercado de trabalho, é possível analisar a necessidade de uma qualificação alinhada às demandas atuais do mercado. As instituições parceiras destacam três motivos que ilustram por que investir no estudo da inteligência artificial é uma escolha estratégica e inteligente para a sua carreira.


Salários e oportunidades diferenciadas:

Enquanto as empresas buscam especialistas com habilidades de inteligência artificial, há uma escassez de talentos qualificados no mercado. Dessa forma, os profissionais com tais diferenciais são amplamente disputados e uma das estratégias de prospecção e retenção de talentos envolve a oferta de salários bem competitivos. De acordo com informações do estudo produzido pela PwC, o pacote de remuneração de colaboradores com habilidades em inteligência artificial é 56% mais elevado em comparação com os bônus oferecidos para cargos semelhantes que não exigem conhecimento em IA.

“Ao longo dos últimos meses, pude acompanhar alunos que, ao iniciarem estudos em em inteligência artificial, conseguiram crescer dentro das empresas onde trabalham, assumindo posições estratégicas e participando de projetos inovadores. Hoje, muitas companhias estão criando setores inteiros dedicados à IA, justamente para aproveitar o potencial desses profissionais. Isso mostra que não se trata apenas de conhecimento técnico, mas de se tornar capaz de transformar processos, resolver problemas complexos e gerar resultados concretos para o negócio”, explica Osvaldo Jr., coordenador dos cursos de tecnologia da UniFECAF e professor da Graduação em Inteligência Artificial e Automação Digital em parceria com a Rocketseat.


Flexibilidade na carreira:

A versatilidade da inteligência artificial é tamanha que um especialista na aplicabilidade da IA possui um leque de oportunidades de trabalho. O mesmo profissional pode otimizar a logística de uma empresa de agronegócio, personalizar a jornada do consumidor de um comércio ou criar um assistente que analise leis e poupe o tempo da equipe de um escritório de advocacia. “A carreira em tecnologia é diversa, com oportunidades de inserção nos mais diversos setores, assim o profissional especializado consegue migrar de setores de acordo com as suas ambições de carreira e aspirações pessoais”, reforça Castilho. A mesma migração pode acontecer com facilidade caso o profissional prefira atuar de forma remota ou queira ganhar em dólar.
 

Carreira pioneira e com impacto social:

A aplicação da inteligência artificial é uma área completamente nova e pode ser interessante para aqueles profissionais que se interessam não apenas em ter uma ocupação, mas fazer com que o seu trabalho seja pioneiro e tenha impacto no futuro da tecnologia em si. Além do vanguardismo tecnológico, não podemos deixar de citar o impacto social que a inovação pode proporcionar à sociedade e ao mundo. Como o suporte, otimização e rapidez da IA, há problemas antes que não conseguiam ser endereçados por limitações estruturais e agora podem ser revisados. Desafios globais complexos como o tratamento de doenças específicas podem ser mitigados. O profissional que se especializar em tal tecnologia pode não apenas se sentir realizado com uma compensação monetária, mas também pode ter uma satisfação pessoal.

“A inteligência artificial pode transformar a vida das pessoas de maneira concreta. Hoje, há estudantes criando soluções que melhoram processos de saúde, apoiam comunidades e tornam possível otimizar a educação em regiões onde antes parecia impossível implementar mudanças. A IA permite enfrentar problemas complexos com criatividade e eficiência, e acompanhar esses projetos realmente gerando impacto na sociedade é extremamente gratificante. Essa tecnologia abre caminhos para que os profissionais unam conhecimento técnico, visão estratégica e propósito, criando soluções que fazem diferença de verdade no dia a dia das pessoas”, acredita Osvaldo Jr.

 

Graduação em IA e Automação Digital - nova formação foi desenvolvida em conjunto pela Faculdade de Tecnologia Rocketseat.

 

No Dia das Crianças, Serasa Experian traz dicas para PMEs ampliarem as vendas

   Data segue relevante para economia e empreendedores     

 

O Dia das Crianças segue sendo uma das principais datas para o varejo brasileiro, ao lado de eventos como o Dia das Mães, dos Pais, dos Namorados, o Natal e a Black Friday. Para os empreendedores, é a oportunidade para ampliarem suas vendas e faturamento. Pensando nisso, a Serasa Experian, primeira e maior datatech do país, preparou umas algumas dicas para as pequenas e médias empresas pensando nessa data.

 

“O Dia das Crianças segue como uma data estratégica para os pequenos e médios negócios. É nesse momento que o empreendedor pode colocar em prática ações de planejamento, gestão de estoque e marketing digital que fortalecem o relacionamento com os clientes e impulsionam as vendas — não só agora, mas ao longo de todo o ano. E mesmo quem não se planejou com antecedência pode aproveitar a data com estratégias simples, mas efetivas — como uma boa comunicação digital, atendimento ágil e promoções criativas”, explica Cleber Genero, vice-presidente de pequenas e médias empresas da Serasa Experian.

 

Dicas para aproveitar melhor a data


1.    Organize o estoque

Analise os produtos mais vendidos e evite rupturas ou sobras. Aposte em lançamentos e combos promocionais para atrair o consumidor.


2.    Treine a equipe

Um time bem-preparado garante atendimento ágil e assertivo, especialmente nos horários de pico.


3.    Precifique com estratégia

Ofereça descontos sem comprometer a margem de lucro. Avalie quais produtos podem ter redução de preço e quais devem manter valor.


4.    Invista na experiência do cliente

Atendimento rápido e suporte eficiente — seja no WhatsApp, redes sociais ou e-mail — fazem diferença na fidelização.


5.    Divulgue de forma inteligente

Use campanhas de e-mail marketing, redes sociais e anúncios locais. Destaque promoções e condições exclusivas. Aqui cabem também campanhas segmentadas e remarketing para quem visitou o site ou abandonou o carrinho, uso do WhatsApp para atendimento personalizado e envio de promoções e programas de fidelidade e cupons digitais para recompensar clientes recorrentes, por exemplo. Para te ajudar nessa etapa, inclusive, a Serasa Experian preparou um ebook com dicas de como vender mais usando as mídias sociais.


6.    Integre o físico e o digital

Atualize informações de horário, estoque e endereço online. Ofereça a opção de “compre online e retire na loja” — isso reduz custos e aumenta o fluxo no ponto físico. Além disso, crie conteúdo temático que impulsionam tanto a loja física quanto à digital.


7.    Cuidado com as fraudes

É importante que os empreendedores reforcem a segurança em seus ecommerces.Para garantir uma navegação segura e proteger informações sensíveis, é fundamental que as empresas adotem medidas de cibersegurança consistentes. Isso inclui disponibilizar um site com certificado SSL, utilizar um sistema antifraude robusto, proteger os dados dos clientes por meio de criptografia, implementar autenticação em dois fatores e exigir senhas fortes. Além disso, manter todos os sistemas e softwares atualizados é essencial para reduzir vulnerabilidades e prevenir ataques virtuais.


Além disso, com o suporte adequado, o lojista pode usar os dados gerados pela análise antifraude para refinar suas estratégias de marketing, logística e atendimento. Apenas no último ano, dados da Clearsale, empresa da Serasa Experian, mostram que, por meio de suas soluções, mais de R$ 61,80 milhões em perdas financeiras com fraudes foram evitados nas compras realizadas no e-commerce.


Um antifraude para vendas online como da Clearsale analisa pedidos realizados no varejo virtual por meio de modelos estatísticos e machine learning, e utiliza uma base histórica e robusta de transações para identificar padrões anômalos e comportamentos de risco com alto grau de precisão. Isso permite uma tomada de decisão mais segura, que prioriza a experiência do consumidor e o desempenho do lojista.


8.    Acompanhe os resultados

Mensure o desempenho da campanha: faturamento, margem de lucro, novos clientes, engajamento nas redes e giro de estoque. Esses dados ajudam a planejar futuras ações. 



Experian
experianplc.com


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