Pesquisar no Blog

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Outubro Rosa: Caminhada do COC reforça iniciativas de combate ao câncer de mama

 

Evento no dia 18 de outubro simboliza comprometimento com as ações que salvam vidas; inscrições estão abertas

 

Reforçar a necessidade de um estilo de vida saudável está entre as propostas do Centro de Oncologia Campinas durante a campanha Outubro Rosa de prevenção ao câncer de mama. A 6ª edição da Caminhada contra o Câncer de Mama, que o COC organizará no dia 18 de outubro, é uma das oportunidades criadas pelo centro para destacar a necessidade dos exercícios na prevenção à doença e ainda de reunir pacientes, familiares e apoiadores da causa em torno da conscientização sobre a neoplasia.

O percurso suave pelas ruas do distrito de Barão Geraldo, de 2,5 quilômetros, receberá um evento criado para simbolizar a solidariedade e o comprometimento com ações para salvar vidas. Agentes da mobilidade urbana acompanharão os participantes e cuidarão do fechamento do trânsito ao longo do trajeto. A concentração será a partir das 8h, em frente à sede do COC, com saída às 8h30.

Para confirmar presença na caminhada do COC, é preciso se inscrever até o dia 17/10/2025, via formulário online neste link. O valor da taxa, que dá direito à camiseta, é de R$ 75,00. Em seguida, o participante deve enviar o comprovante de pagamento da inscrição via WhatsApp (19) 99368-8704. A retirada dos kits da caminhada ocorrerá de 16 a 17 de outubro, das 9h às 17h, na sede do COC

Fernando Medina, oncologista clínico, reforça que o exercício físico regular, incluindo a caminhada, tem sido associado à redução dos níveis de estrogênio, um hormônio que está relacionado ao desenvolvimento do câncer de mama em mulheres na pós-menopausa. “Além disso, a caminhada regular contribui para a redução da gordura corporal, que é um dos fatores de risco para o câncer de mama”, acrescenta.

Os benefícios da caminhada, complementa, também se estendem ao sistema imunológico, fortalecendo-o e aumentando a capacidade do organismo de combater doenças, incluindo o câncer. “Além disso, a prática regular de exercícios ajuda a reduzir o estresse e a ansiedade, que também são fatores de risco relacionados ao desenvolvimento de várias doenças, incluindo o câncer de mama”, lembra.

É importante ressaltar, frisa Medina, que a caminhada deve ser combinada com um estilo de vida saudável, o que significa uma alimentação equilibrada, sem consumo de álcool e tabagismo. “Além disso, é recomendado consultar um profissional de saúde antes de iniciar qualquer nova atividade física, especialmente se você já tiver algum problema de saúde pré-existente”, recomenda.

 

SERVIÇO

O quê: 6ª Caminhada contra o Câncer de Mama “Quem procura, cura!”

Quando: Dia 18/10, a partir das 8h

Onde: Centro de Oncologia Campinas, Rua Alberto de Salvo, 311, Barão Geraldo, Campinas

Quanto: R$ 75,00

Inscrições: Para confirmar presença na caminhada do COC, é preciso se inscrever até o dia 17/10/2025, via formulário online neste link. O valor da taxa, que dá direito à camiseta, é de R$ 75,00. Em seguida, o participante deve enviar o comprovante de pagamento da inscrição via WhatsApp (19) 99368-8704. A retirada dos kits da caminhada ocorrerá de 16 a 17 de outubro, das 9h às 17h, na sede do COC


Dia Mundial da Saúde Mental: dinâmicas reforçam importância do cuidado coletivo no bem-estar emocional

  Atividades como rodas de conversa, leituras em grupo e escrita terapêutica mostram caminhos para o fortalecimento psicossocial

 

Celebrado em 10 de outubro, o Dia Mundial da Saúde Mental reforça a importância de promover o bem-estar emocional e combater o estigma em torno dos transtornos mentais. Em um país onde 9,3% da população convive com a ansiedade — a maior proporção do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) —, iniciativas que estimulam o diálogo, a escuta e a expressão emocional tornam-se ainda mais urgentes. 

No Brasil, apenas 5,1% das pessoas fazem psicoterapia regularmente, embora ela seja uma das principais formas de tratamento. Os dados, divulgados e pelo Instituto Cactus em parceria com a AtlasIntel, revelam a lacuna entre a necessidade e o acesso aos cuidados psicológicos. Nesse contexto, dinâmicas em grupo voltadas ao autoconhecimento e à convivência podem representar uma ponte essencial para a saúde mental. 

É o que demonstra a experiência conduzida pela psicóloga e escritora Mônica Costa Boruchovitch na ONG Criança Responder, onde atividades como rodas de conversa, leituras coletivas e escrita terapêutica têm transformado a maneira como jovens lidam com emoções e constroem vínculos. 

“Esses espaços de partilha oferecem uma vivência de acolhimento e pertencimento. É no encontro com o outro que reconhecemos nossas dores e forças”, afirma Mônica. 

Entre as dinâmicas desenvolvidas, as rodas de conversa semanais funcionam como uma terapia em grupo, com pilares de confiança, sigilo e respeito. Elas promovem o fortalecimento de vínculos afetivos e ajudam os participantes a reconhecer e nomear seus sentimentos, passo fundamental para o equilíbrio emocional. 

As leituras coletivas de poesia e análises de letras de música complementam essa abordagem, estimulando a sensibilidade e o pensamento crítico. 

Já a escrita aparece como ferramenta de elaboração emocional, que convida à organização das emoções e à valorização da própria voz. O ciclo dessa dinâmica se completa com a apresentação e leitura dos textos produzidos, momento em que os participantes compartilham suas criações e percebem a potência de transformar a dor em arte. 

As práticas, que unem psicologia, arte e convivência, se mostram um antídoto contra o isolamento e o silenciamento que marcam tantas experiências de sofrimento psíquico. Elas evidenciam que o cuidado com a mente não se limita ao consultório, mas pode florescer em espaços coletivos, criativos e afetivos. 

“Cuidar da saúde mental é, antes de tudo, construir pontes de diálogo. E a escrita e a música são algumas dessas pontes”, resume Mônica Boruchovitch.


Dia Mundial da Visão: especialista da HOYA reforça a importância da prevenção e do acompanhamento oftalmológico desde a infância


 

OMS alerta que metade da população poderá ter miopia até 2050

 

Até 2050, metade da população mundial poderá ter miopia. O alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça que os problemas de visão já configuram uma epidemia silenciosa, com impacto direto na qualidade de vida e na saúde pública. No Brasil, o cenário é igualmente preocupante. Somente no Brasil, as estimativas da OMS e do Ministério da Saúde apontam que cerca de 25% da população já convive com a miopia, o que significa aproximadamente 59 milhões de pessoas. 

Para Carlos Matos, VP Latam da HOYA Vision Care, multinacional japonesa líder em soluções ópticas de alta tecnologia, a mensagem é clara: “Cuidar dos olhos é cuidar do futuro”. A companhia destaca que a conscientização e a prevenção precisam estar no centro do cuidado com a visão.

 

PREVENÇÃO DEVE SER PRIORIDADE

Segundo Celso Cunha (CRM-MT 2934), médico especialista e consultor da HOYA Vision Care, muitas doenças evoluem de forma silenciosa e só são percebidas em estágios avançados. “A visita regular ao oftalmologista é fundamental, mesmo quando não há sintomas aparentes. Glaucoma, degeneração macular e até alterações na retina podem ser identificados precocemente, evitando danos irreversíveis”. 

O especialista explica que a consulta vai muito além da prescrição de lentes oftálmicas. “No consultório, examinamos o fundo do olho, medimos a pressão ocular e investigamos potenciais sinais de catarata, glaucoma ou outras alterações que podem comprometer a visão”, detalha.

 

INFÂNCIA EM FOCO

Entre as crianças, os erros de refração — como miopia, hipermetropia e astigmatismo — merecem atenção especial. Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica, cerca de 20% delas podem apresentar algum desses problemas. “Pais e professores devem estar atentos a sinais como desalinhamento dos olhos, reflexo branco nas pupilas, lacrimejamento frequente, dor de cabeça ou a necessidade de se aproximar da TV ou do quadro na escola”, alerta Cunha. 

O médico lembra que a primeira consulta deve ocorrer entre os seis meses e um ano ou diante de qualquer sinal de anormalidade. É nessa fase que também podem ser identificadas doenças graves como o retinoblastoma, tumor maligno que ganhou notoriedade após o diagnóstico da filha de Tiago Leifert e Daiana Garbin, aos 11 meses.

 

TELAS EM EXCESSO: O NOVO VILÃO 

O uso prolongado de dispositivos eletrônicos é um dos fatores de risco mais citados pelos especialistas. A recomendação de pediatras e oftalmologistas é clara: crianças de até 2 anos não devem ter contato com telas; dos 2 aos 5 anos, o tempo deve ser limitado a 1 hora por dia; dos 6 aos 10 anos, até 2 horas; e dos 11 aos 18 anos, o ideal é que não ultrapasse 3 horas diárias. 

Entre os adultos, a exposição constante ao computador pode ser minimizada com medidas simples, como a regra 20-20-20: a cada 20 minutos em frente à tela, olhar para algo a seis metros de distância por 20 segundos. 

“Muitas vezes, a criança não consegue relatar o problema, mas ele aparece no desempenho escolar, no comportamento e até no convívio social. Pais e professores precisam observar esses sinais”, reforça Cunha. 

Conter o avanço da miopia é um tema de saúde pública. Garantir informação, acesso a exames e hábitos saudáveis desde a infância é essencial para que o País enfrente os impactos visuais e sociais dessa condição.

 

HOYA
www.hoya.com


HOYA Vision Care
www.hoyavision.com


Brasil realiza menos de 30% das mamografias recomendadas para a sua população-alvo

A taxa recomendada pela Organização Mundial da Saúde é de 70%. Desinformação sobre a doença é um dos principais entraves para a baixa adesão à realização do exame no país 


A mamografia, tipo de exame das mamas que permite identificar doenças como o câncer, é o principal exame capaz de revelar tumores em estágio inicial, quando as chances de cura podem chegar a 98%. 

Apesar dessa evidência, o Brasil ainda está longe de alcançar os índices recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que sugerem uma cobertura de 70% no rastreamento. No país, apenas 23,7% da população-alvo realiza mamografias, segundo o Observatório de Oncologia do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer.

Para entender tamanha baixa adesão ao exame, uma pesquisa divulgada em 2023 pelo Datafolha, encomendada pela Gilead Oncology, lista algumas das principais barreiras mamográficas no país: 

● Desinformação e mitos: pesquisas apontam que 64% das brasileiras acreditam que o câncer de mama é essencialmente hereditário, quando, na realidade, apenas 5% a 10% dos casos têm origem genética. 

● Idade e percepção de risco: cerca de 42% das mulheres jovens afirmam nunca ter feito a mamografia por se considerarem fora da faixa de risco. Contudo, embora o exame seja recomendado a partir dos 40 anos, casos em mulheres mais jovens também podem ocorrer. 

“O acesso à informação tem um papel muito importante nessa conscientização”, destaca o Dr. Afonso Nazário, líder da Mastologia do Hcor. “A baixa adesão à mamografia tem relação com crenças inverídicas ainda muito comuns, como a falsa relação entre o exame e o surgimento de câncer e o fator hereditariedade, que está ligado a apenas cerca de 10% dos casos.” 

Nazário ainda pontua que a realização do exame é essencial a partir dos 40 anos de idade. “Mulheres mais jovens (entre 40 e 49 anos) têm sido diagnosticadas com câncer de mama cada vez mais cedo. Mesmo que não haja sintomas, a realização do exame a partir dessa idade tem um importante caráter preventivo”, destaca. “Também é importante continuar a realizar a mamografia após os 70 anos; esta faixa etária corresponde a quase 30% dos casos de câncer de mama”, enfatiza o médico.


Tratamento inovador

No início deste ano, o Instituto de Pesquisa do Hcor (IP-Hcor), em parceria com a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), anunciou a realização de um ensaio clínico para atestar a eficácia da crioablação em relação à cirurgia mamária para o tratamento de câncer de mama inicial.

A crioablação é um tratamento pouco invasivo, que consiste no congelamento do tumor a -170°C por meio de uma agulha fina guiada por imagem, sem necessidade de cirurgia, internação ou anestesia geral. Denominado de Estudo SIX, o ensaio irá avaliar 750 pacientes com câncer de mama inicial com seguimento de quatro anos.

Em uma pesquisa clínica anterior realizada pelo Hcor em parceria com a UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo) - estudo FIRST – foi avaliada somente a eficácia da crioablação. A técnica demonstrou ser capaz de eliminar até 100% dos tumores de câncer de mama menores do que 2 centímetros. Ambos os estudos (FIRST e SIX) são pioneiros com esta técnica na América Latina.

“Com o aumento da demanda por tratamentos no SUS (Sistema Único de Saúde), técnicas menos invasivas e com tempo de recuperação mais curto podem ajudar a desafogar o sistema público, reduzir filas e melhorar a qualidade de vida das pacientes”, finaliza Nazário.

  

Hcor


Dia Mundial da Trombose, 13 de outubro


No domingo, 12de outubro, véspera do Dia Mundial da Trombose,
população terá acesso gratuito a uma base de cuidados em trombose,
 no térreo do prédio da FIESP, na Av. Paulista, em São Paulo.
 divulgação

Trombose tem 10 milhões de casos no mundo, com 100 mil mortes, a cada ano

   Segundo o Ministério da Saúde, doença resulta em mais de 200 internações por dia no Brasil, grande parte das quais pode ser evitada, desde que as pessoas tenham informações.

·           
No domingo, 12 de outubro, população terá acesso gratuito a exames e informações, em uma base montada na Av. Paulista, em São Paulo, iniciativa da Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia, com apoio da FIESP, chamando atenção a como evitar e tratar casos de trombose

 

De acordo com a Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia (ISTH), da qual a Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia – SBTH faz parte, são cerca de 10 milhões de casos de trombose venosa no mundo a cada ano. Destes, cerca de 100 mil casos resultam em morte. No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, apenas nos seis primeiros meses de 2025, já foram contabilizados mais de 36 mil novos diagnósticos, uma média de 200 internações por dia. Como complicação grave dos casos de trombose, a embolia pulmonar é fatal em 30% das ocorrências. Especialistas ressaltam que a falta de informação e prevenção torna a doença ainda mais grave, já que milhares de mortes poderiam ser evitadas todos os anos.

 

No domingo, 12 de outubro, véspera do Dia Mundial da Trombose, das 10h às 14h, o público circulante na Avenida Paulista, em São Paulo, terá acesso gratuito a uma base de cuidados em trombose. A iniciativa da SBTH, em parceria com o Centro de Doenças Tromboembólicas do Hemocentro da Unicamp – CDT,  ocupará uma área na entrada do prédio da FIESP, em frente a um dos acessos da estação de metrô Trianon-MASP, onde serão montados espaços de informação, conversas com especialistas e alguns exames médicos. Tudo gratuito e aberto a qualquer pessoa interessada.

 

No espaço, em um percurso formado por quatro estações, médicos especialistas e auxiliares vão informar e alertar o público sobre questões como o que é trombose venosa e arterial, suas principais causas e fatores de risco, como viagens aéreas e rodoviárias de longa duração, obesidade, tabagismo, sedentarismo, reposição hormonal, uso de anticoncepcionais, o cuidado maior com gestantes e pacientes com câncer, o perigo de consequências como embolia pulmonar, infarto e AVC, a atenção a varizes e como usar corretamente meias de compressão, entre outros pontos. Depois de passar por uma triagem, alguns visitantes poderão fazer no próprio local exames como eletrocardiograma, glicemia, medidas de bioimpedância, aferição de pressão arterial, avaliação de circunferência abdominal e de insuficiência venosa nas pernas.

 

“Com medidas simples no nosso dia a dia, é possível baixarmos muito o risco de trombose, que é a terceira causa de óbito entre as enfermidades cardiovasculares. Para que isto aconteça, todos precisamos nos unir para informar corretamente a população, estimulando a prática de medidas simples como movimentação do corpo, hidratação, controle de peso, uso de meias compressoras, não fumar, prevenção em hospitalização e viagens longas, indicação do anticoncepcional adequado e, quando necessário, o uso de anticoagulantes recomendados pelo médico”, afirma a hematologista Joyce M. Annichino, professora, coordenadora do CDT e presidente da SBTH.

 

Também no domingo, por volta das 9h da manhã, uma equipe de médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde sairá em caminhada desde o Hospital Sírio-Libanês até a FIESP, para, no trajeto, chamar a atenção para a gravidade dos casos de trombose no Brasil e de como é possível evitar grande parte deles. O grande púbico também é convidado a participar da caminhada e, para receber uma camiseta específica do evento, pede-se fazer inscrição pelo site https://sbth.org.br/caminhada-da-saude/.

 

A trombose é uma doença caracterizada pela formação de trombos (coágulos) nas veias ou artérias de qualquer parte do corpo, dificultando ou, nos casos mais graves, impedindo o fluxo sanguíneo. Quando acontece em braços e pernas, os primeiros sintomas podem ser vermelhidão, inchaço, calor, dor na área afetada. A recomendação é procurar atendimento médico o mais rápido possível.

 

O Dia Mundial da Trombose foi criado em 2014 como uma iniciativa da Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia (ISTH) com o objetivo de chamar atenção para a educação e a prevenção, por meio de ações, eventos, campanhas de mídia e fóruns educacionais. Muitos monumentos no mundo inteiro, como o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e o Congresso Federal, em Brasília, recebem iluminação especial nas cores azul e vermelho (simbolizando o sangue arterial e o venoso).

 

Nos dias 14 e 15 de novembro de 2025, no Hotel Intercontinental, em São Paulo, será realizado o 4º Simpósio Internacional da Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia, que vai reunir pesquisadores, médicos, cientistas e outros profissionais de saúde do Brasil e de outros países para promover a troca de conhecimentos e definir novas metas e estratégias de combate à trombose e suas consequências. Esta é mais uma importante ação no sentido de promover conhecimento na área da trombose.

 

A Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia – SBTH visa a promover a educação continuada e disseminar conhecimento para a redução do tromboembolismo e suas consequências. Fundada em 10 de outubro de 2018 e composta atualmente por mais de 300 médicos, tem como missão investir em educação continuada e pesquisas, chamar atenção para a importância da prevenção e ampliar o acesso a medicamentos e tratamentos para a trombose. Atualmente, a SBTH trabalha para o fomento de políticas governamentais, educacionais e assistenciais através da promoção de pesquisas médicas relacionadas à trombose e doenças hemorrágicas congênitas ou adquiridas. www.sbth.org.br | @sbth.bsth 

Além da FIESP, esta iniciativa da SBTH e do CDT na Av. Paulista no domingo, 12 de outubro, conta com apoio de empresas e instituições como Abev, Aché Laboratórios, Cardinal Health Brasil, Creci SP, M. Dias Branco, Medi, Olweb, Omron e Werfen.


O Dia das Crianças e a coragem de quem luta pela vida todos os dias

 

Ser mãe muda tudo. Quando meu filho nasceu, entendi, de forma visceral, o que significa colocar a vida de outra pessoa acima da sua. Essa é a essência da maternidade: uma mistura de amor incondicional com coragem diária. Talvez por isso, ao entrar em contato com tantas famílias atendidas pelo Instituto Ronald McDonald, eu me veja tantas vezes no olhar dessas mães. Elas carregam a mesma determinação, mas em condições muito mais duras: a de acompanhar um filho em tratamento contra o câncer. 

Neste Dia das Crianças, enquanto muitas famílias celebram com presentes, passeios e sorrisos, milhares de meninos e meninas no Brasil estarão em hospitais. Em vez de escolher brinquedos, seus pais estão diante de prontuários, exames e medicamentos. São crianças que, apesar da doença, continuam sendo crianças: brincam, sonham, pedem colo. A diferença é que sua infância acontece em meio a agulhas, salas de quimioterapia e longas viagens até centros de tratamento. 

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 8 mil novos casos de câncer infantojuvenil são diagnosticados por ano no país. E, embora a medicina avance, a taxa média de sobrevida no Brasil ainda é de 64%. Nos centros apoiados pelo Instituto Ronald McDonald, conseguimos alcançar 72%, resultado de investimentos em diagnóstico precoce, atenção integral e, sobretudo, humanização. Esse dado nos enche de esperança, mas também mostra o tamanho do desafio: não basta tratar a doença, é preciso cuidar da família como um todo. 

Pesquisas internacionais da Ronald McDonald House Charities (RMHC) revelam que 51% das famílias de crianças com câncer vivem abaixo ou na linha da pobreza, e 37% relatam ter ao menos uma necessidade básica não atendida, alimentação, transporte, moradia, acesso a internet, até mesmo fraldas e material escolar. É impossível esperar que uma mãe consiga acompanhar o tratamento do filho com serenidade quando não sabe como chegar ao hospital ou o que vai servir no jantar. 

Foi justamente para enfrentar essa realidade que surgiram os Programas Casa Ronald McDonald e o Espaço da Família Ronald McDonald. A Casa oferece hospedagem gratuita, refeições, transporte até os hospitais, atividades pedagógicas e apoio psicossocial em um ambiente acolhedor, que faz as famílias se sentirem em casa. Já o Espaço da Família, dentro dos hospitais, oferece um local confortável para descanso, apoio emocional e momentos de alívio durante a rotina de tratamento. Somente em 2024, juntos, esses programas atenderam milhares de famílias em todas as regiões do Brasil. 

Essas iniciativas ganham ainda mais relevância diante dos dados da pesquisa realizada com as famílias apoiadas: mais de 84% afirmaram que não teriam onde se hospedar caso não conseguissem uma vaga em uma Casa Ronald McDonald, e mais de 72% têm renda familiar de até um salário mínimo. Isso mostra o quanto o acolhimento oferecido é essencial para garantir o acesso contínuo ao tratamento. 

Acredito profundamente que a humanização salva. Uma criança que encontra uma sala de aula dentro do hospital, que participa de uma oficina de arte, que vê a mãe descansando em um quarto limpo e seguro, ganha forças para continuar. Essa rede de cuidado reduz o abandono do tratamento e, em muitos casos, pode significar a diferença entre a vida e a morte. 

Como mãe, me sinto tocada de forma pessoal toda vez que vejo uma criança correndo pelos corredores das Casas Ronald depois de uma sessão de quimioterapia, ou quando escuto de uma mãe que, pela primeira vez em semanas, conseguiu dormir tranquila porque sabia que seu filho estava acolhido. Esses momentos me lembram que, por trás de cada número, existe uma história. E cada história merece ser contada, cuidada e preservada. 

O Dia das Crianças é sobre celebrar a infância. Mas ele também pode ser sobre solidariedade, empatia e responsabilidade coletiva. Cada gesto importa. Uma doação, um ato de voluntariado, uma parceria institucional, tudo isso pode transformar a vida de uma criança em tratamento oncológico e dar fôlego a uma família que já enfrenta tanto. 

O que desejo neste 12 de outubro é que o Brasil não esqueça das crianças que não estarão nos shoppings, mas sim nas enfermarias. Que possamos enxergar nelas não apenas pacientes, mas crianças plenas, com direito ao brincar, ao aprender, ao sonhar. Que cada uma delas tenha não apenas chances de cura, mas também a oportunidade de viver sua infância com dignidade, mesmo nos dias mais difíceis. 

É para isso que lutamos diariamente no Instituto Ronald McDonald. Porque quando cuidamos da criança e de sua família, cuidamos do futuro de todos nós. 

 

Bianca Provedel - jornalista, psicóloga, mãe, e há 20 anos atua no terceiro setor. É CEO do Instituto Ronald McDonald, organização que já impactou mais de 15 milhões de vidas em todo o Brasil.

 

Reconstrução de mama: quando a cirurgia plástica devolve autoestima e faz parte do tratamento do câncer de mama

 

Outubro Rosa, especialista reforça que a reconstrução mamária não é apenas estética, mas um direito da paciente e parte essencial do cuidado integral após a mastectomia
 

O câncer de mama segue como o tipo mais frequente entre mulheres no Brasil e no mundo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país deve registrar 73.610 novos diagnósticos em 2025, sendo a principal causa de morte por câncer em mulheres, com cerca de 18 mil óbitos estimados. Globalmente, os números também preocupam: 2,4 milhões de novos casos e 715 mil mortes devem ocorrer no mesmo período.

Apesar da gravidade, quando diagnosticado precocemente, o câncer de mama pode ter até 95% de chances de cura.

É nesse cenário que o Outubro Rosa se torna mais do que um mês de conscientização: é também uma oportunidade de reforçar que a reconstrução mamária é parte fundamental do tratamento e impacta diretamente na autoestima, qualidade de vida e bem-estar emocional das pacientes.

“A reconstrução da mama faz parte do tratamento multidisciplinar do câncer de mama. Hoje se sabe que a reparação pode ser feita no mesmo momento em que é realizada a cirurgia oncológica, sem qualquer prejuízo para o tratamento”, explica a Dra. Larissa Sumodjo, cirurgiã plástica pela SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica).

Segundo a especialista, os avanços têm possibilitado resultados cada vez melhores. “É mais do que autoestima. Ter a mama reconstruída é necessário para que a mulher se sinta completa e não carregue o estigma de uma doença. Isso permite que a paciente siga sua vida de forma plena após o término do tratamento.”

As técnicas variam de acordo com a cirurgia oncológica indicada e o biotipo da paciente. Em casos de retirada total da mama, pode-se recorrer ao implante de silicone. Já em cirurgias conservadoras, é possível remodelar a mama com o próprio tecido preservado. Além disso, a quimioterapia neoadjuvante realizada antes da cirurgia pode reduzir o tumor e permitir procedimentos menos extensos.

Outro ponto importante é desfazer mitos ainda presentes entre pacientes. “O principal ponto reconfortante é saber que o cirurgião plástico pode fazer a reconstrução no mesmo momento da retirada do tumor. Assim, a mulher não precisa viver a etapa dolorosa de permanecer sem a mama, como acontecia no passado.”

O impacto psicológico também é significativo. “O diagnóstico em si já traz medo e insegurança. A mama está ligada à feminilidade, sexualidade e autoestima. Mostrar às pacientes todas as opções técnicas disponíveis é fundamental para que elas terminem o tratamento confiantes e bem consigo mesmas”, destaca a médica.

A mensagem para quem enfrenta o câncer de mama é clara: a reconstrução é indicada e deve ser realizada sempre que houver condição clínica para isso. “O planejamento deve ser individualizado, levando em conta cada caso. Mais do que devolver a forma, a reconstrução traz segurança, esperança e qualidade de vida para seguir em frente.” 



Dra. Larissa Sumodjo Cirurgiã Plástica, pela SBCP
dralarissasumodjo



13 maneiras de reduzir o estresse com a chegada do fim de ano, segundo médico

Dicas que ajudam a controlar o estresse e a proteger a sua saúde mental

 

Com a chegada do fim do ano, é comum que o estresse aumente. Seja pela correria para encerrar os projetos ou pela expectativa das férias, a pressão acaba ficando mais intensa. O problema é que, quando os níveis do hormônio do estresse (cortisol) ficam altos por muito tempo, pode trazer consequências sérias para o corpo.

 

O estresse é uma reação natural do organismo diante de situações de pressão ou ameaça, mas quando vira algo constante, o excesso de cortisol pode acabar afetando tanto a saúde física quanto a mental.

 

“Quando o cortisol permanece elevado por muito tempo, ele pode causar pressão alta, cansaço extremo, irritabilidade, fraqueza muscular, cicatrização lenta de feridas e ganho de peso. No aspecto emocional, pode gerar ansiedade e depressão, além de atrapalhar a concentração e a capacidade de tomar decisões”, alerta o Dr. Carlos Ulloa, médico do esporte e membro do Conselho Consultivo da Herbalife.

 

Os níveis de cortisol podem ser medidos por exames de sangue, urina ou saliva, e é sempre importante contar com o acompanhamento de um profissional de saúde para uma avaliação adequada. Também é essencial encontrar formas de “desacelerar” para cuidar da saúde física e mental. Aqui vão algumas dicas para incluir na rotina:

 

1. Reduza açúcares e carboidratos refinados

Picos de glicose no sangue provocados por alimentos muito açucarados podem aumentar inflamação e ativar respostas de estresse metabólico. “Além disso, manter níveis de açúcar mais estáveis ajuda o corpo a não disparar reações de cortisol”, acrescenta Ulloa. Mais um motivo para manter uma alimentação saudável, com frutas, verduras, legumes, grãos integrais, proteínas magras e gorduras saudáveis.

 

2. Cuide da saúde do intestino

Uma revisão de estudos aponta que os probióticos — microrganismos vivos (como bactérias e leveduras) que trazem benefícios à saúde — podem contribuir para aliviar sintomas de ansiedade e depressão, especialmente em casos mais leves. Também há indícios de que reduzem marcadores inflamatórios, embora ainda não esteja claro como atuam no microbioma. Mais pesquisas são necessárias para identificar quais os tipos e as doses seriam mais eficazes. “Mesmo assim, pode-se investir em alimentos fermentados no dia a dia, como iogurtes com lactobacilos, kefir, kombucha, chucrute, kimchi, por exemplo”, coloca Ulloa.

 

3. Suplemente o magnésio

Esse mineral está envolvido em muitos processos de relaxamento muscular, modulação do sistema nervoso e regulação do sono. Estudo publicado na revista Nutrients aponta que a deficiência de magnésio aumenta a vulnerabilidade a transtornos relacionados ao estresse, enquanto o próprio estresse pode levar à depleção de magnésio. 

 

4. Pratique exercícios regularmente

Aeróbicos, musculação, yoga ou caminhada contribuem para diminuir o estresse e a ansiedade, além de melhorar humor, reduzir marcadores inflamatórios. A atividade física também ajuda na liberação de endorfinas e reforça a autoestima. “Pratique pelo menos cinco dias da semana, de preferência, em uma intensidade elevada”, recomenda Ulloa.

 

5. Tenha pessoas queridas por perto

Conversar com amigos, família, participar de grupos ou comunidades promove suporte emocional que pode reduzir os efeitos nocivos do estresse. O isolamento social agrava estresse. Por isso, não adie os encontros com os amigos. Outra boa ideia é chamar seu grupo para fazer atividade física! 

 

6. Busque uma prática que tranquilize a mente

Dedicar 30 minutos por dia para o relaxamento e se reconectar usando práticas como mindfulness, meditação, visualização guiada e técnicas de respiração é uma forma eficaz de lidar com o estresse, uma vez que ajudam a acalmar os pensamentos, controlar a respiração e restabelecer o equilíbrio emocional. Experimente!

 

7. Controle o consumo de cafeína

A cafeína é um estimulante natural do sistema nervoso central, presente em café, chás, energéticos e alguns suplementos. Em doses moderadas, contribui para aumentar o estado de alerta, melhor o desempenho no exercício e o humor. No entanto, em excesso, pode ter efeito oposto, potencializando o estresse e sintomas como irritabilidade, inquietação e nervosismo, além de poder atrapalhar o sono. "Evite consumir cafeína após o almoço e, não ultrapasse 400 mg de cafeína por dia para adultos saudáveis — o equivalente a cerca de 3 a 4 xícaras de café filtrado”, orienta o médico.

 

8. Procure ter um sono de qualidade

O sono ajuda a “resetar” o sistema HPA (ou eixo hipotálamo–hipófise–adrenal) que está diretamente relacionado ao aumento nos níveis de cortisol e adrenalina. “Por isso que, quando o sono falha, o estresse tende a se intensificar”, esclarece Molás. Para prevenir isso, procure estabelecer uma rotina regular para dormir e acordar, em um ambiente propício (escuro, pouco ruído, temperatura agradável).

 

9. Evite alguns agentes estressores evitáveis

Reduza o uso excessivo de redes sociais, notícias negativas, ambientes muito competitivos etc. Também equilibre o tempo entre trabalho e lazer. Estabelecer limites!

 

10. Realize passatempos e atividades prazerosas

Participar de atividades lúdicas ou que tragam prazer é uma forma eficaz de reduzir o estresse.

 

11. Priorize e organize

A melhor maneira de diminuir os níveis de cortisol é lidar com o estresse de forma eficiente: identificar o que está causando, dar prioridade às situações mais difíceis, aprender técnicas de gerenciamento e buscar estratégias de autocuidado. Em alguns casos, pode ser necessário contar com o apoio de um profissional de saúde.

 

12. Invista em psicoterapia

Abordagens como a terapia cognitivo-comportamental ou a terapia de aceitação e compromisso auxiliam na reorganização dos pensamentos, reduzem a ruminação e fortalecem estratégias mais saudáveis para lidar com os desafios da vida.

 

13. Rir e se divertir

O riso, os momentos alegres e a diversão têm um papel fundamental na redução do cortisol. Eles melhoram o humor e fortalecem os vínculos sociais.

 

Herbalife
www.Herbalife.com


Da crise à referência: como hospitais de câncer no Brasil se sustentam com solidariedade

Filantropia e iniciativas sociais transformam desafios em tratamento gratuito e de excelência para milhares de pacientes


No Brasil, a filantropia tem se mostrado um aliado decisivo para que hospitais públicos de câncer ofereçam tratamento de qualidade e gratuito a milhares de pacientes. Instituições como o Graacc, que se sustenta por doações, o Hospital de Câncer de Barretos, onde até 60% dos recursos vêm de iniciativas filantrópicas, e a Liga Contra o Câncer, responsável por 65% da demanda oncológica do Rio Grande do Norte, são exemplos de como a solidariedade fortalece a saúde pública e garante acesso a terapias de ponta. 

No Paraná, o Hospital do Câncer de Londrina viveu desafios semelhantes. Desde julho de 2024, a parceria possibilitou mais de 18 mil cirurgias oncológicas, média de cerca de mil procedimentos por mês, além da reforma da ala infantil e do terceiro andar do hospital, melhorando a infraestrutura e a experiência de atendimento para centenas de pacientes. A Santa Casa de Londrina também é beneficiada pelo Vale Sorte, versão local do título, ampliando o impacto das ações. 

Renato Ambrosio iniciou sua relação com o Hospital do Câncer de Londrina em 2014, quando doou recursos próprios para salvar a ala infantil, ameaçada de fechamento. Durante a pandemia de COVID-19, ele organizou lives solidárias com artistas como Gusttavo Lima, Wesley Safadão e Bruno & Marrone, garantindo que o hospital continuasse a atender pacientes oncológicos em um período crítico. 

“A gente ajudou a manter aberto o hospital em um momento terrível. Porque durante a pandemia o hospital tratava as pessoas com Covid e, ao mesmo tempo, outras com câncer. As doenças não pararam e, a partir daquele momento, eu comecei com o Hospital do Câncer e nunca mais parei,” relata Renato. 

A experiência de instituições como o Hospital do Câncer de Londrina, o Graacc, Barretos e a Liga Contra o Câncer mostra que a filantropia vai além do apoio financeiro: é instrumento de transformação social, inclusão e excelência na saúde pública. Ao unir solidariedade, gestão eficiente e mobilização social, essas instituições demonstram que é possível superar desafios históricos, garantindo atendimento gratuito de qualidade e consolidando o Brasil como referência em oncologia.


Tratamento Assistido por Animais (TAA) mostra resultados de transformação na recuperação de pacientes

Em um ano, mais de 140 pacientes da YUNA foram beneficiados por uma abordagem que eleva o humor, a motivação e a recuperação física com base em evidências científicas

 

O Tratamento Assistido por Animais (TAA) tem se mostrado não apenas uma atividade lúdica, mas uma verdadeira ferramenta terapêutica que contribui para a saúde mental e emocional dos pacientes, gerando benefícios no processo de cura. Após um ano de implantação na YUNA, a atividade já beneficiou cerca de 140 pacientes, proporcionando resultados significativos no tratamento de várias condições. 

O TAA utiliza a interação com animais especialmente treinados para complementar tratamentos convencionais, promovendo ganhos motores, emocionais e sociais. A atividade, conduzida por uma equipe multidisciplinar oferece sessões que vão desde o lazer até exercícios terapêuticos específicos, tornando o tratamento mais agradável e menos doloroso. 

Desde a introdução do TAA, pacientes internados participaram de sessões de interação com os animais, envolvendo desde atividades de lazer até atividades terapêuticas para ganho de funcionalidade, cognição, interação social entre os pacientes e profissionais. As atividades são desenvolvidas pela equipe multidisciplinar, e envolvem fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, psicólogo e fonoaudióloga, com auxílio dos animais. O tratamento tem sido elogiado por todos os envolvidos, e a adesão dos pacientes tem sido crescente, mostrando como a presença dos animais auxilia na redução do estresse, ansiedade e melhora na funcionalidade. 

“O vínculo afetivo que os pacientes criam com os animais durante essas atividades tem sido essencial para uma recuperação mais rápida e mais leve. Além disso, os relatos dos pacientes indicam um aumento significativo no humor e na motivação para seguir o tratamento”, declara Alyssandra Monteiro Paiva, psicóloga da YUNA que participa da atividade. 

Segundo Douglas Crispim, fisioterapeuta da equipe multiprofissional, “a interação com os animais também contribui para uma recuperação mais ágil e menos dolorosa, promovendo momentos de alegria e descontração”. 

É importante destacar que o TAA é direcionado de acordo com o plano terapêutico individual do paciente. Entre as indicações na área motora estão melhoria da coordenação e do planejamento motor, aumento da estabilidade e co-contração das articulações e dos músculos, treino de controle de tronco equilíbrio estático e dinâmico. Na área sensorial a indicação é aumentar a discriminação tátil através da aplicação de input tátil em áreas do corpo com alta concentração de receptores como face, mãos e pés. E na área cognitiva, aumento da atenção e desenvolvimento da memória.


“Tatuagens dentárias”: Estética radical que virou moda na China pode destruir o sorriso, diz especialista

Reprodução internet
Procedimento viral que grava desenhos nas coroas levanta preocupações sobre segurança e durabilidade, alerta Dra. Paula Fusetto

  

Uma nova, e inusitada, tendência estética tem viralizado entre jovens na China: as chamadas “tatuagens dentárias”, desenhos e frases gravados diretamente sobre coroas dentárias. As imagens vão de ideogramas tradicionais a mosaicos coloridos, e têm chamado atenção nas redes sociais por seu apelo visual e pelo ineditismo. 

De acordo com o South China Morning Post, clínicas odontológicas no país chegaram a oferecer o serviço de forma gratuita como forma de atrair pacientes interessados em coroas personalizadas. “Nossas coroas dentárias impressas em 3D são feitas de materiais aeroespaciais. Elas não apenas reparam seu dente problemático, mas também trazem palavras ou padrões gravados”, dizia um dos anúncios de uma clínica na província de Guangdong. 

No entanto, o que parece uma moda inofensiva pode esconder sérios riscos para a saúde bucal. Segundo a Dra. Paula Fusetto, dentista especialista em periodontia e reabilitação estética funcional, é preciso entender que o dente é um órgão,  e não um acessório. “Quando falamos de dentes, precisamos lembrar que o esmalte não é renovável. Uma vez que se aplica algo sobre ele ou se desgasta para colocar uma coroa, já existe um dano ao órgão dentário”, explica a especialista. 

A profissional alerta que, embora o uso de coroas seja indicado em casos clínicos específicos, transformar o procedimento em uma forma de expressão estética pode gerar arrependimento futuro. “Uma coroa tem durabilidade média de 10, 15 ou até 20 anos. Então, o que hoje parece uma ideia divertida pode se tornar incômodo com o tempo. Se o procedimento for realmente necessário e o paciente quiser algo gravado, é uma escolha pessoal,  desde que feita com indicação e segurança”, ressalta. 

O problema maior, segundo Fusetto, está nas versões temporárias que simulam tatuagens aplicadas diretamente sobre o esmalte. “Muita gente encara os dentes como se fossem unhas, algo que pode ser pintado, lixado ou renovado, mas isso é um erro grave. O esmalte é uma estrutura única e não se regenera. Qualquer aplicação sobre ele pode causar danos permanentes”, adverte. 

Para a especialista, o fascínio por modismos estéticos tem levado muitas pessoas a negligenciarem a função essencial dos dentes: saúde e qualidade de vida. “O problema é que o dano nem sempre aparece de imediato. Ele surge de forma tardia, e o paciente não relaciona a causa com o efeito. Por isso, é fundamental priorizar a saúde em vez da aparência momentânea”, conclui a dentista. 

A tendência das “tatuagens dentárias” pode até conquistar curtidas nas redes sociais, mas, segundo especialistas, o preço dessa estética pode ser alto, e pago com a própria saúde bucal.


Posts mais acessados