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quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Dia Mundial do Alzheimer mostra como a iluminação adequada pode reduzir sintomas e melhorar a qualidade de vida

No 21 de setembro, especialista reforça como ajustes simples na luz artificial ajudam a amenizar agitação, irritabilidade e mudanças de humor típicas da doença

 

No dia 21 de setembro, data em que é celebrado o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença de Alzheimer, a atenção se volta para as estratégias que podem melhorar o bem-estar e a qualidade de vida dos pacientes. Entre elas, a iluminação adequada dos ambientes tem se mostrado uma aliada importante no controle de sintomas, principalmente os ligados à chamada “Síndrome do Pôr do Sol” — caracterizada por agitação, irritabilidade, alterações bruscas de humor e até comportamentos agressivos no fim da tarde.

 

Segundo Adriana Tedesco, Lighting Designer especialista em iluminação integrativa e saudável, ajustes na iluminação artificial podem ajudar a amenizar esses sintomas. “Quando vai chegando o pôr do sol, a pessoa com Alzheimer pode ficar agitada e apresentar mudanças de humor intensas. Uma iluminação difusa e mais clara nesse momento ajuda a suavizar essa transição e a reduzir o desconforto, fazendo com que o paciente passe por esse período de forma mais calma e estável”, explica.

 

O objetivo é criar um ambiente que disfarce a passagem do dia para a noite, evitando que o paciente perceba essa mudança. Para isso, recomenda-se, nesses horários, utilizar luz difusa, clara e uniforme, reduzindo ao máximo os contrastes e evitando diferenças bruscas de intensidade luminosa entre os ambientes. “Isso evita confusão e contribui para a estabilidade emocional do paciente”, complementa.

 

Mesmo para quem ainda não apresenta sintomas da síndrome, a recomendação é manter durante todo o dia uma iluminação indireta, homogênea e sem contrastes acentuados. Essa medida simples ajuda a prevenir episódios de desorientação e mantém o paciente em um estado de maior conforto e segurança.

 

Embora outras medidas possam ser indicadas por médicos para o manejo da síndrome, a especialista reforça que a luz é um recurso importante. “A iluminação não substitui tratamentos médicos, mas é um aliado que contribui para o bem-estar, a tranquilidade e a qualidade de vida das pessoas com Alzheimer”, conclui.

 

Neste Dia Mundial de Conscientização sobre o Alzheimer, a mensagem central é clara: a luz, quando bem planejada, pode se tornar um recurso poderoso para promover dignidade e bem-estar a quem convive com a doença.

 

 

Adriana Tedesco - tem como missão projetar ambientes luminosos saudáveis, trazendo experiências da natureza para dentro de nossos espaços, permitindo que o corpo humano reconheça e se sincronize com os ciclos naturais. Seu trabalho visa proporcionar bem-estar e qualidade de vida, transformando a iluminação em uma ferramenta de cura e reconexão com a própria essência. Ela é titular do Studio Guido Projetos de Iluminação Integrativa, referência no setor, onde lidera o desenvolvimento de projetos que aliam luz e saúde. Seu escritório é um dos poucos especializados nessa abordagem inovadora, que considera os impactos da iluminação no ser humano. Adriana iniciou sua trajetória na arte e no design desde a infância, influenciada por sua família e amigos. Aos 18 anos, formou-se em Educação Artística e licenciatura em Artes Cênicas, especializando-se posteriormente na Itália, onde teve contato com fábricas renomadas e participou, por 13 anos consecutivos, dos maiores eventos internacionais de tecnologia e design em Frankfurt e Milão. Ela se aprofundou nos impactos da luz artificial na saúde e no comportamento humano, especializando-se em Lighting Design com foco em neurociência e bem-estar. É pós-graduada em Naturopatia, capacitada em Neuroiluminação pelo Instituto Poli Design de Milão e possui MBA em Neuroarquitetura e Iluminação pelo Instituto Franklin Covey. Como especialista em design biofílico, Adriana une diferentes áreas do conhecimento para criar uma metodologia própria na projeção da iluminação nos ambientes construídos. Sua abordagem humanizada coloca as pessoas no centro dos projetos, minimizando os impactos negativos da luz artificial e promovendo um ambiente mais harmônico e equilibrado. O Studio Guido Projetos de Iluminação Integrativa está localizado na Rua Guaiaó, 66 - sala 809 - Praiamar Corporate - Santos - SP. Telefone: (13) 3234-3445.



O check-up ocular anual pode salvar sua visão

Freepik
A Dra. Mayra Leite fala das doenças que podem ser prevenidas durante uma avaliação oftalmológica de rotina

 

Você já fez seu check-up ocular este ano? Já estamos em Setembro e em poucos meses estaremos no final de 2025. A Sociedade Brasileira de Oftalmologia reforça a importância de pessoas de todas as idades realizarem exames oftalmológicos ao menos uma vez por ano. A medida é essencial para a prevenção de doenças oculares que muitas vezes avançam sem causar sintomas nas fases iniciais. 

A Dra. Mayra Leite, oftalmologista do H.Olhos, Hospital de Olhos da Rede Vision One, explica que “assim que o paciente chega a uma consulta oftalmológica é realizada uma avaliação detalhada da área externa dos olhos, um teste de acuidade visual para medir sua capacidade para enxergar com clareza em diferentes distâncias e um exame de tonometria, que mede a pressão dentro de seu olho e que é essencial para o diagnóstico de condições oculares como o Glaucoma”. 

Quando há suspeita, para o acompanhamento de doenças oculares ou sistêmicas que podem afetar a retina, o médico solicita o mapeamento de retina, um exame detalhado do fundo do olho. Ele também é recomendado para pacientes com histórico familiar de doenças retinianas, que têm miopia em grau elevado, em bebês prematuros, entre outras diversas situações. 

De acordo com a médica, “no mapeamento de retina conseguimos avaliar se há sinais de doenças que podem levar à cegueira. Algumas das mais comuns, que podem demorar para ser percebidas são a Catarata, o Glaucoma e as Doenças de Retina como a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), a Retinopatia Diabética e o Descolamento de Retina, que é uma emergência médica”. 

O exame possibilita visualizar estruturas internas do olho e identificar alterações que podem indicar problemas visuais. A observação é feita por meio de um foco de luz, após o paciente ter a pupila dilatada, por isso é necessário vir acompanhado ao consultório. “O mapeamento de retina auxilia no diagnóstico de tumores oculares, doenças sistêmicas como diabetes e hipertensão, problemas reumáticos e até doenças inflamatórias e infecciosas como a toxoplasmose”, complementa a Dra. Mayra Leite. 

Dependendo dos resultados e da história clínica do paciente, o médico poderá solicitar exames complementares para fechar a avaliação diagnóstica e definir o tratamento. Vale lembrar que o olho humano é um órgão complexo que possui diversas estruturas, com diferentes funções, que trabalham em conjunto para que possamos enxergar. São necessárias várias etapas até que a luz refletida nos objetos chegue até a retina, no fundo do olho, e os sinais visuais sejam transformados em impulsos nervosos que são conduzidos pelo nervo óptico até o cérebro, onde a imagem é finalmente formada.

Realizar o check-up ocular anual é a melhor forma de proteger seus olhos de doenças graves, que sem o tratamento adequado podem causar cegueira. Além disso, a qualquer sinal de piora na visão para perto ou longe, mudança na coloração das imagens, moscas volantes no campo visual ou qualquer outra alteração, marque uma consulta com o oftalmologista de sua confiança o quanto antes. Seus olhos desempenham um papel importante em sua interação com o mundo, cuide bem deles!


See Me lança autoexame inovador para microbioma vaginal com suporte médico completo

Healthtech aposta em diagnóstico preciso, tratamento eficaz e acompanhamento contínuo para revolucionar o cuidado íntimo no Brasil 

 

 Após transformar o rastreamento do HPV com autoexames de alta precisão feitos em casa, a See Me amplia seu portfólio com uma solução inédita no Brasil: o autoexame de microbioma vaginal com suporte médico integrado, voltado à detecção precoce, diagnóstico preciso e cuidado organizado da saúde íntima feminina.

O microbioma vaginal é um ecossistema de bactérias que atua como a principal linha de defesa da região íntima. Quando desequilibrado, pode gerar infecções recorrentes, desconforto, infertilidade e até aumentar o risco para ISTs. Com tecnologia de ponta (PCR), a See Me permite que a paciente realize a autocoleta em casa e tenha acesso a um mapeamento completo da flora vaginal, com resultados detalhados, teleatendimento e plano de tratamento personalizado.

“O que propomos vai além do exame: é um ecossistema de cuidado. A mulher entende o resultado, o médico trata com maior precisão e o acompanhamento é estruturado para que nada fique pelo caminho”, explica a CEO da See Me, Dra. Stephani Caser.

O exame detecta:

● Lactobacilos protetores (L. crispatus, L. gasseri, L. jensenii), essenciais para a saúde vaginal;

● Agentes causadores de vaginoses bacterianas, como Gardnerella vaginalis, Atopobium vaginae, Megasphaera, entre outros;

● Fungos associados à candidíase de difícil tratamento, como Candida. glabrata, C. tropicalis e C. krusei;

● Bactérias associadas a ISTs, como Clamídia, Gonorreia e Tricomoníase;

● Causas possíveis de desconforto íntimo, infertilidade e infecções urinárias de repetição. 

A jornada da paciente é simples: após escolher o kit, ela realiza a coleta em casa ou no consultório do seu médico, preenche um questionário clínico e ativa seu exame via QR code. O resultado chega em até 15 dias, com relatório médico e o auxílio do Co-piloto Médico See Me, que organiza e sugere o tratamento adequado, facilitando a tomada de decisão clínica. 

Essa nova solução reafirma o compromisso da See Me com a inovação em saúde da mulher, integrando prevenção ativa, medicina de precisão e suporte contínuo — pilares da startup que já lidera uma transformação nacional no cuidado íntimo.

  

See Me
Saiba mais em www.seeme.life.


HIV: Novo medicamento chega ao mercado brasileiro e pode transformar a prevenção


Nova modalidade de profilaxia pré-exposição (PrEP) tem eficácia de até 99% e já está disponível no mercado privado

 

 

 

O Brasil deu mais um passo no enfrentamento ao HIV com a chegada ao mercado privado da profilaxia pré-exposição (PrEP) injetável de longa duração. O medicamento Cabotegravir, aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2023 para uso em prevenção do HIV, agora passa a estar disponível também em clínicas e farmácias privadas do país ¹.

Diferente da PrEP oral, que exige uso diário, a versão injetável é aplicada a cada dois meses, aumentando a adesão e a eficácia preventiva. Estudos clínicos, como o HPTN 083, demonstraram que o Cabotegravir injetável reduziu em até 79% o risco de infecção pelo HIV em comparação ao uso oral de tenofovir/emtricitabina ².

“O cabotegravir injetável representa uma das maiores revoluções da última década no enfrentamento ao HIV. Além de garantir maior proteção, ele responde a um desafio histórico: a dificuldade de adesão ao uso contínuo da PrEP oral. Isso pode ampliar o alcance da prevenção, sobretudo entre populações mais vulneráveis”, explica o médico infectologista Klinger Soares Faíco Filho, CEO do InfectoCast e professor da Unifesp.

No Brasil, estima-se que 960 mil pessoas vivem com HIV e cerca de 51 mil novos casos são diagnosticados a cada ano ³. A ampliação das estratégias preventivas é considerada fundamental pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo UNAIDS para atingir a meta global de acabar com a epidemia de AIDS até 2030 4.

 

 

 

InfectoCast

https://infectocast.com.br

 

Referência:

  1. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). ANVISA. Vocabria® (cabotegravir): novo registro. Publicado em 15 de dezembro de 2023. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/vocabria-r-cabotegravir-novo-registro

2.            HPTN 083 - HIV Prevention Trials Network (ensaios clínicos). HPTN. HPTN 083 Study Results. Disponível em: https://www.hptn.org/research/studies/hptn-083

3.            Ministério da Saúde - Brasil. Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico HIV/Aids 2024. Brasília: Ministério da Saúde, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/boletins-epidemiologicos

4.            UNAIDS. UNAIDS. Global AIDS Update 2024. Geneva: Joint United Nations Programme on HIV/AIDS; 2024. Disponível em: https://www.unaids.org/pt

 

 

Setembro Verde: Brasil é segundo maior transplantador do mundo e tem mais de 46 mil pessoas na fila a espera de um órgão

Divulgação
Dos mais requisitados, transplante de rim representa 92,7% da fila de espera; a cada 14 pessoas potencialmente aptas a doar, apenas 2 realmente se tornam doadores efetivos

 

Estabelecida pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, a campanha Setembro Verde tem o propósito de conscientizar a importância de doação de órgãos no Brasil. Sendo o segundo maior transplantador do mundo, perdendo apenas para os Estado Unidos, o país enfrenta dificuldades em diminuir a fila de espera, que tem mais de 46 mil pessoas, devido a resistência da população em doar por conta de informações falsas ou mitos espalhados.  

O nefrologista do Grupo São Lucas de Ribeirão Preto, Dr. Filipe Miranda Bernardes (CRM:202097 / RQE: 112141), comenta que o país realizou mais de 30 mil procedimentos em 2024, sendo os principais transplantes de rim e córnea, com mais de 85% dos procedimentos realizados financiados pelo SUS. A doação de órgãos no Brasil é regulamentada pelo Ministério da Saúde, que regulamenta, controla e monitora todo o processo de doação e transplantes realizados no país, atuando desde o processo da doação, captação e distribuição. 

“Esse processo é gerido pelo Sistema Nacional de Transplantes, que após o aceite inicia-se o processo de envio das equipes de captação, e posterior realização de testes de compatibilidade e envio aos doadores. A preservação do órgão depende de vários fatores: órgãos como o coração e pulmão precisam ser transplantados em até 4 a 6h, fígado e pâncreas entre 12 e 24h, rim até 24 a 48h. Em 2025 até o dia 01 de setembro já foram realizados 6.409 transplantes sendo 4.285 de rim e 1.678 de fígado e 280 de coração”, explica.  

O processo se inicia quando há pacientes elegíveis para a doação através de um diagnóstico de Morte Encefálica. Esse processo passa por um protocolo criterioso e regulamentado por diretrizes do Ministério da Saúde e Conselho Federal de Medicina, realizando provas clínicas e exames de imagem que constatem a ausência as funções cerebrais essenciais a vida. Durante o processo, a Organização de Procura de Órgãos (OPO), um órgão executivo da Comissão Nacional de Transplantes, atua, fiscaliza e aborda os familiares da possibilidade de doação dos órgãos e, caso aceite, inicia o processo de captação e distribuição para os possíveis doadores via Sistema Nacional de Transplantes. 

“O Protocolo de Morte Encefálica visa garantir a ausência de funções cerebrais básicas, diferenciando do estado de coma, onde há a perda de consciência, porém preservando as funções cognitivas básicas. Envolve exames clínicos neurológicos realizados por um intensivista, emergencista, neurologista ou neurocirurgião devidamente certificado, em dois momentos, bem como um exame de imagem confirmatório como o Doppler Cerebral ou Angiografia cerebral que ateste a ausência de fluxo sanguíneo cerebral”, detalha o médico.  


Fila de espera 

Entre um dos motivos na resistência de doar, é a falta de compreensão e a propagação de informações falsas sobre os critérios de doação na fila de espera. O procedimento não funciona por ordem de chegada ou inscrição, nem tem ordem crescente ou decrescente. A fila segue critérios para a seleção do possível receptor do órgão, sendo o principal a compatibilidade por tipagem sanguínea e genética (HLA), compatibilidade de peso e altura e critérios de gravidade que são distintos de acordo com o órgão. 

Recentemente o caso do apresentador Fausto Silva, que realizou um transplante duplo fígado-rim, gerou grandes questionamentos na população. O nefrologista explica que, no caso do apresentador, houve uma priorização na fila de transplante pela gravidade clínica por uma insuficiência hepática grave e por já estar com insuficiência renal grave com realização de diálise, para garantir uma melhor viabilidade do transplante de fígado, há o transplante duplo fígado-rim. 

Entre os maiores desafios para conscientizar sobre a doação de órgãos, estão desmitificar os mitos sobre a definição da morte encefálica e do próprio processo da doação, reverter a baixa taxa de conversão de doadores efetivos e ultrapassar a alta recusa familiar na autorização de doação. Aproximadamente 40 a 50% das famílias negam a doação de órgãos motivadas por medos, convicções religiosas e mitos.  

Os profissionais de saúde têm um papel essencial na conscientização sobre a doação de órgãos. Isso pode ser feito por meio de campanhas educativas e da desmistificação do processo, trazendo informação confiável à população. No ambiente hospitalar, diante de uma possível morte encefálica, é fundamental que a equipe adote uma comunicação clara, empática e acolhedora com os familiares. Por fim, é importante estimular a cultura da doação em vida. Quando uma pessoa manifesta sua vontade de ser doadora e comunica isso à família, as chances de autorização no momento da perda aumentam significativamente”, conclui o nefrologista.  

 

São Lucas de Ribeirão Preto (SP)


O que acontece com o corpo após o uso de anabolizantes?

 Endocrinologista explica as consequências, a possibilidade de reversão e por que a testosterona não deve ser usada para emagrecer

 

As vendas de anabolizantes cresceram 670% no Brasil entre 2019 e 2024, segundo levantamento do Valor Econômico e da Anvisa. Embora seu consumo para fins estéticos tenha sido proibido em 2023, o problema vai além do uso: há consequências graves quando os esteroides deixam de fazer efeito no corpo. 

Originalmente desenvolvidos para auxiliar na recuperação de massa muscular em pacientes com queimaduras graves, câncer ou desnutrição, os anabolizantes passaram a ser usados por frequentadores de academias, homens e mulheres, para ganho estético e muscular. No entanto, o uso prolongado dessas substâncias eleva significativamente os riscos de doenças cardiovasculares, problemas no fígado, câncer, infarto, derrame, hipertensão, insuficiência cardíaca, tromboses e embolia pulmonar. 

“Nos homens, podem ocorrer redução dos testículos, infertilidade, perda de cabelo e acne. Nas mulheres, além da queda de cabelo e acne severa, há também o engrossamento da voz, aumento do clitóris e alterações hormonais", explica o endocrinologista e diretor executivo da startup de saúde e educação médica, G7med, Márcio Krakauer. 

Quanto à reversibilidade dos efeitos, o especialista esclarece que isso depende da dose e do tempo de uso. Enquanto alguns sintomas, como oleosidade e acne, podem regredir, doenças cardiovasculares, diabetes e alterações hormonais muitas vezes são permanentes. Krakauer é enfático ao desmentir o mito de que a testosterona possa ser usada para emagrecimento, afirmando que “não há qualquer indicação médica para o uso da testosterona com essa finalidade”. 

O aumento de massa magra promovido pelos anabolizantes depende também de alimentação adequada, exercícios de resistência e fatores genéticos. No entanto, ao interromper o uso, seja por decisão pessoal, surgimento de efeitos colaterais ou falta de recursos, os ganhos desaparecem rapidamente. O corpo pode entrar em colapso, apresentando sintomas como falta de ar, dor no peito, alterações hepáticas, pressão alta, inchaço nas pernas, queda brusca de desempenho e problemas hormonais severos. Além disso, o uso dessas substâncias pode prejudicar ainda mais quem possui diabetes, interferindo no controle glicêmico e aumentando os riscos de complicações. 

O médico destaca ainda que é importante diferenciar a terapia de reposição hormonal (TRH) do uso de anabolizantes para ganho muscular. A TRH é indicada para homens com hipogonadismo e utiliza doses fisiológicas de testosterona, aplicadas por meio de gel ou decanoato. Já os esteróides são usados exclusivamente para ganho de massa muscular e não têm relação com reposição hormonal. 

“Diante do crescimento expressivo do consumo e dos riscos à saúde, o alerta é para que o uso de anabolizantes seja sempre acompanhado por profissionais especializados, evitando que a ‘bomba depois da bomba’ comprometa a qualidade de vida dos usuários”, finaliza.



Marcio Krakauer - Médico Endocrinologista; Fundador e Presidente da ADIABC – Ass. de Diabetes do ABC (1998); Cofundador e Diretor Médico Executivo do G7med.



Dermatologia na saúde da mulher: Como a menopausa afeta a saúde da pele, cabelos e unhas?

Alterações hormonais marcantes podem impactar a autoestima e bem-estar das mulheres após os 45 anos 

  

Como os cuidados dermatológicos impactam a saúde feminina? O tema foi um dos assuntos discutidos no 78º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia, que ocorreu de 3 a 6 de setembro, no Rio de Janeiro. A menopausa, por exemplo, está diretamente relacionada a dermatologia na saúde da mulher, já que afeta a pele, cabelos e unhas, além dos conhecidos sintomas vasomotores como ondas de calor, alterações de humor e insônia.

De acordo com a Dra. Marcelle Nogueira, coordenadora do Departamento de Geriatria da SBD, a menopausa acontece 90% das vezes entre 45 e 56 anos de idade. “É importante falar que a definição clínica de menopausa é a ausência de menstruação por 12 meses consecutivos sem outra causa identificável. Mas a menopausa pode ser antecipada por fatores como tabagismo, baixa paridade, histórico familiar e até algumas condições médicas”, explica a médica dermatologista.

Segundo ela, nos cabelos, é comum a diminuição do calibre dos fios, mudança na textura e queda difusa, especialmente na região frontal e parietal do couro cabeludo. Além disso, o desequilíbrio hormonal pode causar o aparecimento de pelos faciais em áreas indesejadas.

As unhas também tendem a se tornar mais frágeis, quebradiças e de crescimento mais lento. Já a pele, com menos colágeno e hidratação, pode apresentar mais flacidez, ressecamento, perda de elasticidade e surgimento de rugas.


O que acontece com os hormônios e opções de cuidados    

Durante a menopausa, ocorre a falência progressiva da função ovariana, com redução acentuada dos níveis de estrogênio (especialmente o estradiol), progesterona e androgênios. Esse desequilíbrio hormonal tem efeitos não apenas no sistema reprodutor, mas em diversos tecidos do corpo, incluindo a pele.

“O estrogênio tem papel importante na manutenção da densidade óssea, no metabolismo, na modulação imunológica e na estrutura da pele. Sua queda impacta diretamente a produção de colágeno, a espessura cutânea e a hidratação. Além disso, alterações hormonais influenciam até mesmo a saúde capilar. Estudos recentes mostram mudanças estruturais na queratina dos fios após a menopausa”, explica Dra. Marcelle.

As opções de cuidado são cada vez mais eficazes e acessíveis. Segundo a dermatologista, há uma ampla gama de cosméticos tópicos e procedimentos dermatológicos minimamente invasivos que ajudam a reverter ou suavizar os efeitos da menopausa sobre a pele.

“Hoje temos cremes que fortalecem a barreira cutânea, aumentam a hidratação e favorecem o equilíbrio do microbioma da pele. Também há ativos que estimulam o colágeno e tratam manchas do fotoenvelhecimento”, destaca.

Além dos tópicos, procedimentos como toxina botulínica, ácido hialurônico, bioestimuladores de colágeno, lasers, ultrassom microfocado e peelings químicos são indicados para melhorar textura, firmeza e luminosidade da pele. Esses tratamentos podem ser combinados de acordo com as necessidades de cada paciente.


Estilo de vida e bem-estar emocional 

Mais do que estética, o cuidado dermatológico na menopausa é uma questão de saúde e bem-estar. “É importante chamar a atenção do quanto essas manifestações dermatológicas podem impactar negativamente a qualidade de vida e a autoestima das mulheres menopausadas, para que possamos ter sempre mais estudos desenvolvidos para essa fase da vida”, ressalta Dra. Marcelle.

Ela fala ainda sobre a importância de uma abordagem multidisciplinar que inclua, quando necessário, terapia hormonal, além de intervenções tópicas e mudanças no estilo de vida.

“Alimentação rica em antioxidantes, hidratação adequada, proteção solar diária, sono de qualidade e atividade física são pilares essenciais. E não podemos esquecer do impacto positivo da gestão do estresse e de práticas como meditação para o equilíbrio emocional”, conclui.

Entre os assuntos tratados durante o 78º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia também estiveram: Complicações de procedimentos estéticos”, “Dermatologia na Saúde da Mulher”, “Produtos usados – unhas artificiais e vários tipos de esmaltes com suas composições”, “Métodos de imagem no diagnóstico precoce do câncer, entre outros.

“A diversidade de temas discutidos neste congresso reflete a complexidade e a constante evolução da Dermatologia. Nosso objetivo foi ampliar o conhecimento dos dermatologistas, reforçando nosso compromisso com a atualização científica e a segurança do paciente”, diz o presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui.

O Congresso contou com conteúdos teóricos e práticos. “Nosso objetivo foi proporcionar a todos uma experiência dinâmica, permitindo uma troca de conhecimentos intensa e enriquecedora, fortalecendo a união e a interação entre todos os participantes”, conta a presidente do congresso, Dra. Leandra Metsavaht.

Para mais informações sobre essas e outras condições dermatológicas, além de cuidados com a saúde da pele, cabelos e unhas, acesse as redes sociais @dermatologiasbd ou o site www.sbd.org.br. Encontre um especialista associado à SBD em sua região e cuide de sua saúde integral.

  

Horto Florestal terá ação de vacinação contra febre amarela e sarampo

Divulgação

Parceria entre a Secretaria de Saúde da capital paulista e a Urbia Parques vai vacinar pessoas a partir dos 6 meses de vida e de forma gratuita; ação ocorre nos próximos sábados, dias 13 e 20

 

A Urbia Parques e a Supervisão Técnica de Saúde (STS) de Santana/Jaçanã promovem campanha vacinação gratuita e aberta ao público nos próximos dois sábados, dias 13 e 20 de setembro, no Horto Florestal, em São Paulo. A iniciativa visa ampliar a cobertura vacinal e proteger a população contra doenças como febre amarela, sarampo, caxumba e rubéola.

A ação ocorre no Centro de Visitantes do parque, com acesso pelo Portão 4 (Av. José da Rocha Viana, nº 62), das 9h às 16h. Além das vacinas, a presença do personagem Zé Gotinha garantirá um ambiente lúdico e educativo para as famílias, incentivando a vacinação de crianças a partir dos 6 meses de vida.


Serviço:

O quê: Ação de vacinação gratuita

Quando: Sábados, 13 e 20 de setembro, das 9h às 16h

Onde: Centro de Visitantes do Parque Horto Florestal (próximo ao estacionamento do Portão 4, acesso pela Av. José da Rocha Viana, nº 62).

Para quem: Toda a população, incluindo crianças a partir de 6 meses de idade.

Vacinas disponíveis:

  • Febre Amarela
  • SCR "Tríplice Viral" (Sarampo, Caxumba e Rubéola)

O que levar: Documento de identificação com foto e o cartão de vacina ou CPF.



Gestão de Parques
Para mais informações, acesse: Site | Instagram | Facebook | Linkedin



Todos os pacientes hipertensos devem ser rastreados para disfunção hormonal

Estima-se que cerca de 6% da população geral com hipertensão arterial apresente essa disfunção

Nova diretriz foi apresentada no Congresso Americano de Endocrinologia

 

Se você tem hipertensão, essa informação pode mudar o seu tratamento. No último Congresso Americano de Endocrinologia de 2025, uma mudança nas diretrizes de diagnóstico e tratamento da hipertensão arterial recomenda que todos os pacientes hipertensos sejam investigados para detectar a presença de uma disfunção hormonal específica: o hiperaldosteronismo, condição em que as glândulas adrenais produzem aldosterona em excesso, levando ao aumento da pressão arterial.

 

Estima-se que cerca de 6% da população geral com hipertensão arterial apresente o hiperaldosteronismo. Em centros de tratamento especializados em hipertensão, essa prevalência pode ser ainda maior.

 

“Até recentemente, as diretrizes estabeleciam critérios específicos para a investigação do hiperaldosteronismo, o que significava que nem todos os pacientes hipertensos eram submetidos a esse rastreamento. Muitas pessoas vivem com hipertensão arterial sem nunca terem sido investigadas para essa causa hormonal”, conta a endocrinologista Dra. Lorena Lima Amato.

 

A especialista explica que esta nova diretriz, representa um avanço significativo no manejo da hipertensão arterial. "Ao recomendar o rastreamento universal para hiperaldosteronismo em todos os pacientes hipertensos, estamos abrindo caminho para diagnósticos mais precisos e, consequentemente, tratamentos mais eficazes e direcionados. Muitos pacientes podem ter sua hipertensão controlada com medicamentos específicos, uma vez identificada essa disfunção hormonal”, comenta Dra. Lorena Amato. 

A investigação para o hiperaldosteronismo é simples e consiste em uma dosagem de exame de sangue que mede os níveis de aldosterona e a atividade da renina plasmática. 



Dra. Lorena Lima Amato - A especialista é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), com título da Sociedade Brasileira de Endocrinologia (SBEM), endocrinopediatra pela Sociedade Brasileira de Pediatria e doutora pela USP.
Site: https://endocrino.com/
www.amato.com.br
Instagram: https://www.instagram.com/dra.lorenaendocrino/


Desinformação e preconceito com exames e vacinas ainda são os principais gargalos na prevenção do câncer no Brasil

Cerca de 30 mil brasileiras recebem o diagnóstico de tumores ginecológicos a cada ano, mas menos da metade da população sabe que a vacina contra o HPV pode prevenir algumas dessas doenças.
 

O conhecimento das brasileiras sobre os diferentes tipos de câncer ginecológico chama a atenção da comunidade médica pelo alto nível de desinformação em torno do tema. Além de uma série de mitos e meias-verdades que circulam na internet sobre os métodos de prevenção e rastreamento dessas doenças, preconceitos e a resistência à realização de exames ginecológicos de rotina e vacinas, como a do HPV, ainda se mostram os principais obstáculos para as políticas de prevenção no Brasil. 

Dados do A.C.Camargo Cancer Center, em parceria com a Nexus — Pesquisa e Inteligência de Dados, publicados em 2024, mostraram que menos da metade da população brasileira (48%) sabe que a vacina contra o HPV pode prevenir diferentes tipos de câncer. Além disso, 25% acreditam que a vacina só é aplicada em mulheres (majoritariamente sexualmente ativas). A falta de conhecimento é ainda mais prevalente entre a população jovem. Já segundo pesquisa encomendada pelo Grupo EVA, presidido pela oncologista Dra. Andrea Gadelha, 57% das brasileiras não sabem que o HPV é o principal agente causador do câncer de colo do útero e 82% não têm conhecimento de ao menos uma informação essencial sobre o vírus. 

“Esse cenário de resistência e fake news reflete diretamente na baixa adesão vacinal de homens e mulheres, sejam eles adolescentes ou mesmo adultos, assim como na realização de exames ginecológicos considerados desconfortáveis, como o Papanicolau, mas que são importantíssimos para o rastreamento de possíveis tumores. Por essa razão, campanhas como o Setembro em Flor são tão necessárias para quebrar esses tabus”, afirma a Dra. Andrea Gadelha, idealizadora da campanha Setembro em Flor, presidente do Grupo EVA e vice-líder do Centro de Referência em Tumores Ginecológicos do A.C.Camargo Cancer Center. 

O papilomavírus humano é um vírus que provoca infecções sexualmente transmissíveis (IST). Há mais de 200 tipos de HPV, 14 deles considerados oncogênicos, sendo a maioria responsável por sintomas como verrugas, coceira, ardência e manchas na região genital, no ânus ou na boca, que exigem tratamento e acompanhamento médico. A infecção persistente por HPV pode levar ao desenvolvimento de câncer do colo do útero, vagina, vulva, pênis, ânus, boca e garganta. Hoje, estima-se que cerca de 5% de todos os cânceres no mundo sejam causados pelo vírus. 

Dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) revelam que, a cada ano, cerca de 30 mil mulheres recebem o diagnóstico de algum câncer ginecológico. De acordo com um levantamento do A.C.Camargo Cancer Center, eles já representam pouco mais de 5% dos tipos de câncer atendidos na instituição. Entre 2000 e 2020, mais de 5 mil pacientes com tumores ginecológicos foram tratadas no Cancer Center. A análise desses casos revela que o câncer de colo do útero é o 4º mais prevalente entre mulheres, mesmo sendo 100% evitável. Apesar da alta incidência, as taxas de sobrevida de pacientes com esse tipo de diagnóstico saltaram de 60,9% (em 2000) para 83,6% (em 2020). 

Desde que passou a ser oferecida de forma gratuita pelo SUS, em 2014, a vacina contra o HPV enfrenta resistência, mesmo com comprovação científica consistente de sua eficácia. No Brasil, existem dois tipos de vacina disponíveis: a quadrivalente e a nonavalente (esta apenas na rede privada). Na rede pública, a vacina disponível é a quadrivalente, indicada para meninas e meninos de 9 a 14 anos, pessoas imunossuprimidas ou em tratamento oncológico (até 45 anos) e vítimas de violência sexual. Já na rede privada, a vacina disponível é a nonavalente, recomendada para homens e mulheres entre 9 e 45 anos, mesmo aqueles que tiveram contato prévio com o HPV ou até com um câncer relacionado a ele.

“Embora a prioridade seja a imunização antes do início da vida sexual, pessoas adultas que não se vacinaram na adolescência também devem buscar a imunização. Afinal, hoje sabemos que a vacina é uma das ferramentas mais poderosas para reduzir os casos de câncer de colo do útero e de outros cânceres relacionados ao HPV. Além disso, é fundamental adotar outras estratégias de prevenção, como o uso de preservativos nas relações sexuais, a realização de exames de rastreamento regulares e o tratamento das lesões precursoras”, reforça a especialista. 

Além do câncer de colo do útero, os demais cânceres ginecológicos também exigem atenção. O câncer de ovário, por exemplo, é um dos mais letais, muitas vezes associado ao histórico familiar e geralmente silencioso em sua evolução. Já os tumores de endométrio, vagina e vulva podem apresentar sintomas como sangramentos anormais e alterações urinárias, sinais que não devem ser ignorados. “Prevenir também significa rastrear. Consultas regulares ao ginecologista e a realização de exames de rotina, como o Papanicolau e o teste de DNA do HPV, são fundamentais para identificar doenças em estágios iniciais e aumentar as chances de cura”, destaca a oncologista.

A campanha Setembro em Flor, que busca conscientizar sobre os cânceres ginecológicos, reforça a importância da informação de qualidade, da vacinação e do diagnóstico precoce como aliados indispensáveis na luta contra a doença.
 

A.C.CAMARGO CANCER CENTER


Nova versão de liraglutida promete ampliar acesso ao tratamento contra obesidade no Brasil, diz especialista

Com preço mais acessível, medicamento pode democratizar o uso das “canetas emagrecedoras” e ampliar as opções para pacientes com sobrepeso e obesidade

 

Nos últimos dois anos, houve avanços significativos na indústria farmacêutica das chamadas canetas emagrecedoras. O mercado brasileiro de medicamentos injetáveis está em plena expansão, impulsionado pelo aumento de doenças crônicas como a obesidade. De acordo com o Atlas Mundial da Obesidade, estima-se que, em 2025, 31% da população adulta brasileira viverá com obesidade — o equivalente a um em cada três adultos. Além disso, cerca de 68% dos brasileiros apresentam excesso de peso, sendo 37% na faixa de sobrepeso. Impulsionada pela busca por soluções rápidas e eficazes para emagrecimento, chega ao país uma nova versão da liraglutida com preço reduzido, prometendo ampliar o acesso ao tratamento. Segundo estimativas do Goldman Sachs, esse nicho de mercado poderá movimentar US$ 100 bilhões anuais até 2030. 

A liraglutida é um análogo do GLP-1, hormônio que auxilia no controle do apetite e na regulação da glicose. No Brasil, está aprovada pela Anvisa tanto para o tratamento do diabetes tipo 2 quanto, em doses específicas, para o manejo da obesidade. A nova formulação, lançada pela farmacêutica SEM, sob o nome Olire, chega após a queda de patente, permitindo preços mais competitivos. Indicada para adultos com sobrepeso associado a comorbidades ou obesidade, é aplicada por via subcutânea, geralmente uma vez ao dia. Outra novidade é que jovens a partir de 12 anos poderão utilizar a caneta no tratamento da obesidade e de doenças associadas, como dislipidemia (colesterol alto). 

“Com a queda da patente e o valor mais acessível, será possível atingir uma parcela da população que antes não tinha acesso por conta do custo. Isso é muito importante, porque ao intervir na questão hormonal conseguimos tratar a obesidade de forma mais eficaz. Vejo, inclusive, que em pouco tempo a liraglutida poderá estar disponível no SUS”, afirma Renato de Araujo Pereira, especialista em tratamentos de obesidade da Clínica Bels e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). 

No mercado, outras opções como Ozempic e Wegovy — ambas à base de semaglutida — oferecem posologia semanal, menor taxa de efeitos gastrointestinais e podem resultar em 10% a 15% de perda de peso. Já o Mounjaro, de tirzepatida, combina ação sobre dois hormônios (GLP-1 e GIP), potencializando a perda de peso para 15% a 20%. Estudos indicam que a liraglutida (Olire), embora exija aplicação diária e possa causar efeitos como náuseas e constipação, é uma alternativa eficaz e agora mais competitiva, com potencial de redução de 5% a 8% do peso corporal. Todos estão aprovados pela Anvisa para tratamento da obesidade — sendo o Wegovy exclusivo para emagrecimento, enquanto Ozempic e Mounjaro têm indicação principal para diabetes e uso off-label para obesidade, sob supervisão médica. 

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 75 milhões de brasileiros têm sobrepeso ou obesidade, incluindo 5,7 milhões de crianças entre 5 e 9 anos — o que equivale a 1 em cada 3 crianças nessa faixa etária. “A obesidade é uma preocupação crescente e reforça a urgência de políticas públicas e educativas que incentivem a reeducação alimentar e a prática de atividade física como base do combate à doença. Há consenso de que hábitos saudáveis e alimentação equilibrada são fundamentais para o sucesso do tratamento”, explica o especialista. 

Em nota conjunta, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a Sociedade Brasileira de Diabetes e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica alertam que o uso indiscriminado dessas medicações preocupa, tanto pela segurança da população quanto pela possibilidade de reduzir o acesso a pacientes que realmente necessitam. 

“Qualquer um desses tratamentos só terá sucesso pleno com acompanhamento médico contínuo. Sem orientação adequada, existe o risco de reganho de peso. A reeducação alimentar e o apoio de uma equipe multidisciplinar são essenciais para garantir a manutenção dos resultados e cuidar integralmente da saúde do paciente”, conclui o Dr. Renato.


CAMINHADAS COM SAÍDA DA FIESP CONSCIENTIZAM SOBRE A DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E PREVENÇÃO AO SUICÍDIO

Eventos gratuitos serão realizados no dia 14/9 e toda a população está convidada a participar

 

O deCOMSAUDE, Departamento do Complexo Produtivo e Econômico da Saúde e Biotecnologia da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), apoia duas importantes campanhas pela saúde e pela vida, no próximo domingo, 14 de setembro: o Setembro Verde, em parceria com o HRim (Hospital do Rim), e o Setembro Amarelo, em parceria com o Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) e o CONSOCIAL, Conselho Superior de Responsabilidade Social da Fiesp. 

 

As ações terão suas tradicionais caminhadas com participação da população e concentração às 9h, em frente ao prédio da Fiesp (Avenida Paulista, 1313).

 

Setembro Verde: Conscientização sobre a Doação de Órgãos

 

A 10ª Caminhada "Doando Vida" reunirá pessoas em um grande ato de solidariedade e conscientização sobre a importância da doação de órgãos.


• Saída às 10h, com animação especial da Bateria Enfarta, em direção ao prédio da Gazeta.


• A participação é gratuita e não exige inscrição prévia, mas quem quiser retirar a camiseta oficial deve se inscrever antecipadamente. A distribuição será gratuita e as quantidades são limitadas. Quem desejar, basta apenas comparecer usando camiseta verde.

 

Setembro Amarelo: Prevenção ao Suicídio

 

A IV Caminhada Setembro Amarelo – “Amar Elo que Salva Vidas” reforça a importância do cuidado com a saúde mental e da prevenção ao suicídio.


• Saída às 11h, em direção à Praça Oswaldo Cruz onde terá atendimento psicológico gratuito, palestra sobre prevenção ao suicídio, intervenções teatrais e música ao vivo. 


• Para participar basta comparecer usando camiseta amarela.



Depois dos 40, a visão muda? Oftalmologista explica

Após os 40 anos, quase todas as pessoas começam a sentir dificuldade para enxergar de perto, especialmente em ambientes com pouca luz. Conhecida como presbiopia, essa condição natural do envelhecimento ocular já afeta 1,8 bilhão de pessoas no mundo e deve atingir 2,1 bilhões até 2030, segundo estudo internacional.

 

Ler o cardápio em um restaurante, responder mensagens no celular ou enxergar detalhes de perto: atividades simples podem se tornar desafiadoras a partir dos 40 anos. Essa dificuldade é resultado da presbiopia, também conhecida como “vista cansada”, uma alteração natural do envelhecimento ocular.

De acordo com um estudo publicado em 2023 no StatPearls (NCBI/NIH), a presbiopia já afeta 1,8 bilhão de pessoas em todo o mundo, número que deve crescer para 2,1 bilhões até 2030. O levantamento mostra ainda que a condição costuma se manifestar entre 40 e 45 anos e se torna praticamente universal aos 60 anos.

Segundo o oftalmologista Dr. Halim Féres Neto, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e diretor da clínica Prisma Visão, o problema acontece quando o cristalino a lente natural dos olhos, perde elasticidade, reduzindo a capacidade de foco em objetos próximos. “Praticamente todas as pessoas desenvolvem presbiopia em algum grau. Não se trata de uma doença, mas de uma consequência natural do envelhecimento ocular”, afirma.

Entre os sintomas mais comuns estão a necessidade de afastar o celular ou livros para conseguir ler, visão borrada em distâncias curtas e dores de cabeça ou fadiga ocular após períodos de leitura. Nos míopes, a percepção pode ser diferente: muitas vezes, precisam retirar os óculos para enxergar de perto e recolocá-los para enxergar de longe.

A forma mais comum de correção continua sendo o uso de óculos de leitura ou lentes multifocais. Porém, avanços na oftalmologia permitem maior independência dos óculos. “Hoje já temos cirurgias a laser para presbiopia, que remodelam a córnea e oferecem ótima qualidade de visão em diferentes distâncias. É o método que mais gosto, inclusive eu mesmo me submeti e não uso mais óculos para nada”, relata Dr. Halim.

Outra alternativa é o implante de lentes intraoculares, semelhante à cirurgia de catarata, que substitui o cristalino natural por uma lente multifocal. Além disso, novos colírios específicos já estão em uso nos Estados Unidos e prometem reduzir a dependência dos óculos, ampliando as opções de tratamento.

Para Dr. Halim, consultar um oftalmologista é essencial para escolher a melhor opção de correção: “Cada paciente tem características próprias. Exames detalhados e uma boa conversa são fundamentais para indicar o tratamento adequado e garantir segurança e qualidade de visão”.

Mais do que corrigir a vista cansada, os exames oftalmológicos após os 40 anos permitem detectar precocemente doenças silenciosas como glaucoma, catarata inicial, degeneração macular e alterações na retina relacionadas a diabetes e hipertensão. 



Dr. Hallim Feres Neto @drhallim - CRM-SP 117.127 | RQE 60732. Oftalmologia Geral. Cirurgia Refrativa. Ceratocone. Catarata. Pterígio. Membro do CBO - Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Instagram: drhallim
Portal: https://www.drhallim.com.br


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