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sexta-feira, 8 de agosto de 2025

Menopausa sem tabu: informação e tratamento individualizado são essenciais para enfrentar processo

Freepik


Ginecologista do CEJAM orienta sobre os principais sintomas e a necessidade de empatia, inclusive, no ambiente de trabalho

 

Ondas de calor, insônia, irritabilidade, alterações no humor e queda na libido. Esses são apenas alguns dos sintomas mais comuns enfrentados por mulheres durante a transição para a menopausa. Apesar de ser algo natural do envelhecimento do corpo feminino, ainda é cercado de tabus e desinformação. O que pode atrasar o diagnóstico, dificultar o tratamento e comprometer significativamente a qualidade de vida. 

“Os sintomas da menopausa costumam surgir por volta dos 50 anos, durante o climatério, fase de transição hormonal que pode durar anos e impactar a saúde física, emocional e as relações afetivas. Por isso, é fundamental reconhecê-los e saber que existem caminhos seguros e eficazes para passar por essa fase com mais tranquilidade e bem-estar”, afirma a ginecologista-obstetra Camilla Salmeron do AME Mulher - Leonor Mendes de Barros, gerenciado pelo CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim) em parceria com a Secretaria do Estado da Saúde de São Paulo. 

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que aproximadamente 30 milhões de mulheres no Brasil estão na faixa etária do climatério e da menopausa. No entanto, apenas 238 mil foram diagnosticadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

Segundo a especialista, é importante que a mulher compreenda que a menopausa corresponde à última menstruação, confirmada após 12 meses consecutivos sem sangramento. Além disso, identifique os sintomas mais frequentes durante essa fase, que incluem fogachos (ondas de calor), sudorese noturna, insônia, alterações de humor, irregularidade menstrual, ressecamento vaginal, queda da libido, dores articulares, fadiga e ganho de peso, especialmente na região abdominal. 

“Muitas mulheres evitam procurar ajuda médica e seguem tratamentos populares, indicados por quem já passou pela fase. Mas é importante que busquem ajuda logo aos primeiros sintomas, pois cada processo é individual, o que significa que o tratamento também é”, explica.
 

Tratamento 

A Terapia Hormonal (TH) segue como tratamento de primeira linha para sintomas moderados a intensos, especialmente fogachos e secura vaginal. “Apesar de existirem riscos, como trombose ou aumento discreto do risco de câncer de mama com o uso prolongado, os benefícios superam os riscos em mulheres saudáveis com menos de 60 anos ou até 10 anos após a menopausa. A avaliação individual é essencial”, esclarece. 

Já os tratamentos naturais e complementares também podem ajudar, principalmente, em casos leves ou quando há contraindicações médicas. Entre eles: fitoestrogênios (soja, linhaça), chá de folha de amora, a planta Cimicifuga racemosa, acupuntura, terapias comportamentais como mindfulness e yoga, além de acompanhamento psicológico. 

A alimentação e a prática regular de exercícios físicos são grandes aliadas nesse período. Uma dieta rica em cálcio, vitamina D e fibras favorece a saúde óssea e o controle do peso. “Atividades físicas ajudam a reduzir fogachos, melhorar o humor, o sono e prevenir condições como osteopenia, sarcopenia e doenças cardiovasculares”, reforça a médica.

 

Impactos psicológicos 

De acordo com a pesquisa Menopause Experience & Attitudes, realizada pela farmacêutica Astellas e divulgada em março deste ano, 8 em cada 10 mulheres brasileiras (79%) vivenciaram sentimentos psicológicos negativos relacionados à menopausa, incluindo ansiedade (58%), depressão (26%), constrangimento (20%) e vergonha (16%).

“Além de ser um tabu para as mulheres, a queda dos níveis hormonais durante a fase pode desencadear problemas como a​​ ansiedade e até depressão. O que pode comprometer o desempenho, a produtividade e as relações interpessoais, destaca​​ a ginecologista. 

A pesquisa ainda apontou que 47% das mulheres relataram impacto negativo direto no ambiente de trabalho. Como redução de produtividade (26%), medo de contar aos colegas (17%) e até mesmo episódios de discriminação explícita (9%). 

“Ainda há muita desinformação e preconceito em torno do tema. É urgente criar espaços seguros para que as mulheres possam falar sobre essa fase da vida sem medo de julgamentos ou discriminação”. 

O acolhimento e a empatia no consultório são fundamentais para mudar esse cenário. “O primeiro passo é escutar, validar os sintomas e orientar com clareza. A mulher não está sozinha nesse processo. A informação é a maior aliada para enfrentar essa fase com autonomia e saúde”, complementa.

 

Menopausa precoce 

Algumas mulheres podem enfrentar a falência ovariana prematura, que ocorre antes dos 40 anos. As principais causas são genéticas, autoimunes ou provocadas por cirurgias e tratamentos, como a quimioterapia. Os sintomas são semelhantes aos da menopausa natural, mas costumam ser mais intensos. O diagnóstico exige avaliação médica e exames laboratoriais. 

“Ignorar os sintomas ou deixar de tratá-los pode levar a consequências como insônia crônica, depressão, perda de massa óssea e muscular, disfunção sexual e queda expressiva da qualidade de vida”, finaliza.

 

CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
(@cejamoficial

 

Perigo invisível: colesterol alto ameaça inclusive quem está com o peso ideal

Especialistas alertam: aparência física não garante proteção cardiovascular. Nutricionista e cardiologista do Hospital Costantini explicam os impactos do colesterol na saúde do coração e o papel fundamental da alimentação na prevenção

 

A saúde do coração exige atenção constante — e o colesterol é um dos principais fatores de risco que merecem destaque. No Dia Nacional de Combate ao Colesterol, celebrado em 8 de agosto, o Hospital Cardiológico Costantini reforça a importância de um olhar mais profundo sobre o tema, desmistificando a ideia de que apenas pessoas com excesso de peso estão expostas a esse risco.

Segundo o cardiologista Dr. Gustavo dos Reis Marques, do Hospital Costantini, o colesterol alto é uma condição que pode atingir qualquer pessoa, inclusive aquelas que não estão em condição de sobrepeso. “A avaliação clínica precisa ir além do que se vê no espelho. Fatores genéticos e o acúmulo de gordura visceral, que não é aparente, estão entre os principais motivos de alterações nas taxas de colesterol, mesmo em pessoas magras”, explica.

Essa gordura invisível, que se acumula em órgãos como fígado e coração, altera diretamente o metabolismo, podendo elevar o LDL (colesterol ruim) e reduzir o HDL (colesterol bom). O problema é silencioso e, por isso, exames preventivos são fundamentais. “Existem pessoas magras que se alimentam mal, são sedentárias e vivem sob estresse. Tudo isso impacta a saúde cardiovascular”, alerta o médico.


O prato como espelho do coração

O Hospital Cardiológico Costantini trabalha com uma abordagem preventiva e multidisciplinar, que inclui reeducação alimentar, práticas de atividade física e acompanhamento médico contínuo. E nesse contexto, a alimentação ganha protagonismo.

A nutricionista Cristiane Mara de Carvalho, também do Hospital Costantini, afirma que um plano alimentar adequado pode fazer toda a diferença. “Em alguns casos é possível, sim, reduzir o colesterol ruim e aumentar o bom apenas com mudanças simples na alimentação. O segredo está no equilíbrio e na constância”, explica.

A especialista destaca três pilares essenciais de uma dieta cardioprotetora:

1.     Fibras solúveis – encontradas em alimentos como aveia, maçã, cenoura e feijão, ajudam a “capturar” o colesterol no intestino, facilitando sua eliminação;

2.     Gorduras boas – azeite de oliva extravirgem, abacate, castanhas e sementes são aliados na elevação do HDL;

3.     Fontes de ômega-3 – como sardinha, salmão e atum, que têm ação anti-inflamatória e protegem as artérias.

A recomendação do hospital é que as mudanças alimentares sejam feitas de forma gradual e com acompanhamento profissional. “Começar trocando o pão branco pelo integral, incluir uma fruta no café da manhã ou substituir a carne vermelha por peixe algumas vezes por semana já são passos importantes”, pontua a nutricionista.

“O colesterol alto é um inimigo silencioso, mas combatê-lo começa por atitudes simples. E a mais eficaz delas é o cuidado contínuo, com o corpo, a mente e o prato”, conclui o Dr. Gustavo.

 

Hospital Cardiológico Costantini
https://hospitalcostantini.com.br/


Diabetes tipo 2 e perda muscular: o que você precisa saber sobre a sarcopenia


Condição silenciosa, a perda de massa muscular em pessoas com diabetes tipo 2 exige atenção. Médico explica a relação entre os quadros e como prevenir complicações

 

A diabetes tipo 2 é uma condição amplamente conhecida por seus impactos na glicemia e na saúde cardiovascular. Sua prevalência cresceu no Brasil entre 2006 e 2019, passando de 5,5% para 7,4%, segundo o Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Dados mais recentes da pesquisa Vigitel Brasil 2023 indicam que mais de 10% dos brasileiros vivem com diabetes, um aumento em relação a 2021

No entanto, um aspecto menos falado, mas igualmente preocupante, é a sarcopenia, condição caracterizada pela perda progressiva de massa e força muscular, que pode afetar significativamente a qualidade de vida de quem convive com o diagnóstico. O alerta é do Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da Carnot Laboratórios.

“Pessoas com diabetes tipo 2 apresentam maior risco de desenvolver sarcopenia, especialmente à medida que envelhecem. É uma combinação perigosa que pode comprometer a mobilidade, aumentar o risco de quedas e tornar o tratamento da própria diabetes mais desafiador”, afirma o especialista.

Segundo o médico, a sarcopenia em pacientes diabéticos é favorecida por uma série de fatores: resistência à insulina, inflamação crônica de baixo grau, alterações hormonais e sedentarismo. Com o tempo, essa perda de massa muscular também dificulta o controle da glicose, já que o músculo é um dos principais tecidos responsáveis pela captação de glicose no organismo.

“A redução da massa muscular gera um círculo vicioso. Quanto menos músculo, menor a capacidade de metabolizar a glicose de forma eficiente. Isso pode agravar o quadro da diabetes, levando a uma piora no controle glicêmico e aumentando o risco de complicações”, explica.

Por isso, o acompanhamento médico deve ir além da glicemia. É preciso avaliar periodicamente a composição corporal, principalmente em pacientes acima dos 50 anos. “A sarcopenia muitas vezes é negligenciada. Por ser silenciosa, só se torna evidente quando o paciente já apresenta dificuldade de subir escadas, carregar sacolas ou levantar-se da cadeira. Esses sinais devem ser levados a sério”, alerta Dr. Carlos.

Para prevenir a sarcopenia em pessoas com diabetes tipo 2, a recomendação é uma abordagem multifatorial, que inclui alimentação rica em proteínas de boa qualidade, atividade física regular, especialmente musculação ou exercícios de resistência, e, em alguns casos, suplementação nutricional específica.

“A escolha do tratamento deve ser personalizada. Suplementos com aminoácidos essenciais, como leucina, ou combinações que envolvam proteínas, vitaminas do complexo B e vitamina D podem ser indicados em algumas situações, sempre com orientação médica”, ressalta.

Dr. Carlos também destaca a importância do engajamento do paciente em seu próprio plano de cuidado. “A sarcopenia é reversível em muitos casos, principalmente quando diagnosticada precocemente. Mas é preciso conscientização. Não basta controlar a glicemia, precisamos olhar para o corpo como um todo.”

O alerta é claro: o cuidado com a musculatura não deve ser visto como um luxo ou algo estético, mas como uma necessidade clínica, especialmente em grupos mais vulneráveis. A boa notícia é que, com diagnóstico precoce e conduta adequada, é possível preservar a força, a autonomia e a qualidade de vida.

 

Carnot® Laboratórios

Obesidade infantil tem aumentado o índice de colesterol elevado desde a infância

 

No dia 8 de agosto celebra-se o Dia Nacional de Controlo do Colesterol e é importante estar atento, principalmente com a saúde das crianças. 

O colesterol é um tipo de gordura importante para o funcionamento do nosso corpo, pois participa na formação de hormônios e vitaminas. No entanto, torna-se prejudicial para a saúde quando está fora dos valores normais, podendo acumular-se nas artérias e impedir o fluxo sanguíneo e contribuir para o desenvolvimento de doenças coronarianas. 

“O colesterol alto é um importante fator de risco para diversas doenças, por isso mantê-lo dentro dos parâmetros normais é essencial”, ressalta o pediatra do Hospital Icaraí, Dr. Gabriel Farias, lembrando que as principais causas do colesterol elevado em crianças são o consumo excessivo de gorduras na alimentação, o excesso de peso e o sedentarismo. 

“Algumas crianças e adolescentes podem apresentar colesterol alto mesmo sendo magros e tendo uma alimentação equilibrada, devido à dislipidemia familiar”, alerta o especialista.

 

Valores de colesterol total em crianças: 

Ideal: inferior a 110 mg/dL 

Limítrofe: 110–129 mg/dL 

Elevado: acima de 130 mg/dL

 

Nos adultos: 

Ideal: inferior a 200 mg/dL 

Limítrofe: 200–239 mg/dL 

Elevado: acima de 240 mg/dL

 

Dicas para prevenir o aumento do colesterol na infância: 

Alimentação saudável, incluindo frutas (maçã, banana, mamão, laranja), legumes e hortícolas (cenoura, beterraba, curgete, abóbora, pepino, agrião, cebola, acelga, couve, brócolos, aipo, etc.), cereais, raízes e tubérculos (trigo, arroz, milho, centeio, cevada, aveia, pão, massas, batata, cará, inhame, mandioca) e leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, soja, grão-de-bico), além de gorduras saudáveis (azeite de oliva).

 

Evitar o consumo de gorduras saturadas, como carnes gordas, manteiga, linguiça, leite integral e hambúrgueres. 

Incluir peixes, especialmente de águas frias, como salmão, atum e truta, fontes de ácidos gordos e ómega-3 (gordura saudável). 

Praticar atividade física regularmente (no mínimo 3 vezes por semana). 

Manter controle do peso. 

Reduzir o sal na alimentação. Atenção ao teor de sódio nos produtos industrializados. 

Diminuir o consumo de açúcar, doces, guloseimas e refrigerantes. 

Evitar frituras. 

Preferir alimentos grelhados ou cozidos. 

O médico finaliza lembrando que todas as pessoas devem realizar exames de colesterol, inclusive crianças magras, pois mesmo estas podem apresentar níveis elevados. 

"Mudar hábitos começa pelas escolhas do dia a dia. Quando o assunto é saúde e prevenção da obesidade, vale lembrar: é melhor descascar do que desembrulhar", finaliza.


Tecnologia inédita baseada em Inteligência Artificial acelera diagnósticos de doenças hematológicas

Foto: rawpixel.com

Solução criada pela startup brasileira HemoDoctor otimiza a triagem nos serviços de saúde por meio de análise detalhada do hemograma, com a identificação de anomalias no sangue e sugere exames complementares. Com isso, possibilita a detecção precoce e evita complicações, tratamentos ineficazes, complexos ou agressivos, aumentando assim as chances de cura e a sobrevida 

 

A startup brasileira HemoDoctor desenvolveu um software inédito que emprega a inteligência artificial na análise de exames de sangue para automatizar e agilizar diagnósticos de doenças hematológicas, principalmente as de alta complexidade. O objetivo é garantir uma jornada mais curta para o paciente entre a primeira procura a um serviço de saúde, seja público ou privado, e o início do tratamento. A agilidade na identificação do problema diminui o tempo de jornada diagnóstica, eventuais tratamentos desnecessários e agravamento do quadro do paciente, o que é custoso para o governo e para as operadoras de saúde. Além disso, aumenta a sobrevida - tempo de vida após o diagnóstico e início do tratamento. 

Alimentada com dados baseados em evidências médicas específicas do universo da hematologia, a ferramenta desenvolvida pela HemoDoctor faz uma interpretação precisa do hemograma, o principal exame de triagem solicitado em pronto-socorros e consultórios. A partir dos resultados laboratoriais, o algoritmo gera hipóteses diagnósticas e sugere a solicitação de exames complementares de acordo com essas suspeitas, para que o médico assistente conduza o caso com mais autonomia e o encaminhe a um especialista quando for necessário. 

Os dados do hemograma costumam ser avaliados, inicialmente, por clínicos gerais ou médicos com outras especialidades que não a hematologia. “É um outro olhar: esses profissionais se concentram nas alterações mais comuns ou direcionadas à própria especialidade. Quando é identificada uma anemia, por exemplo, a conduta mais comum é a prescrição de ferro, sem uma investigação mais aprofundada sobre a origem daquele achado”, explica o oncohematologista Lucyo Diniz, um dos três sócios da HemoDoctor, ao lado de Raphael Saraiva, especialista em saúde digital, e Carlos Rolemberg, executivo do mercado de oncohematologia 

“A anemia pode ser um indício de doenças mieloproliferativas, mieloma múltiplo, mielodisplasias e leucemias. Nesses casos, a suplementação de ferro não é efetiva e os sintomas continuam ou mesmo pioram. Isso pode até mascarar a doença por um tempo, retardando o diagnóstico, o que é perigoso. Nesse meio tempo, tumores podem se agravar e acometer outros órgãos, diminuindo a sobrevida”, alerta o Dr. Diniz. 

Uma situação como essa foi vivenciada pela avó de Raphael Saraiva. “Por sentir fraqueza e apresentar hematomas, ela procurou um clínico geral, que receitou suplementação de ferro após detectar anemia. Porém, minha avó piorou e fomos atrás de outros especialistas. O diagnóstico se mantinha o mesmo. Perdemos cerca de nove meses nessas idas e vindas. Então, decidimos levá-la a um hematologista que, ao ler o hemograma, solicitou uma biópsia da medula. Foi, então, constatado que ela tinha Síndrome Mielodisplásica”, conta. O diagnóstico precoce dessa condição, que dificulta a produção de células sanguíneas saudáveis, é fundamental para que os tratamentos sejam mais eficazes, com maior qualidade de vida e melhor prognóstico. Inclusive, pode evitar sua evolução para leucemia mieloide aguda. “Tudo isso aconteceu simultaneamente ao início do projeto. Antes de fecharmos o diagnóstico dela com os médicos atuais, testamos nossa ferramenta, que forneceu a hipótese e os exames corretos a serem solicitados”, diz Saraiva. 

Os exames complementares sugeridos pela HemoDoctor podem ser feitos antes do primeiro retorno com o médico. Assim, ele já avalia os resultados desses exames e, se considerar necessário, encaminha o paciente para o hematologista. Isso encurta o caminho. Originalmente, o médico interpretaria somente o hemograma e, caso tivesse alguma hipótese diagnóstica, pediria exames complementares. Num segundo retorno, verificaria os exames e, só então, o encaminharia para um especialista. “A depender da demanda do serviço, o paciente pode levar mais de três meses para chegar ao hematologista e iniciar o tratamento. Isso, se a primeira interpretação do hemograma for assertiva. Caso contrário, a pessoa passa por mais de um especialista e perde ainda mais tempo, como aconteceu com a minha avó”, comenta Saraiva.

 

Efetividade comprovada 

A plataforma está disponível para o mercado após uma prova de conceito bem sucedida, concretizada no final de 2024, no Hospital da Unimed em Petrolina (PE). O programa avaliou as informações de 604 hemogramas realizados no hospital. Destes, 22% foram considerados positivos para eventuais doenças hematológicas e, também, críticos, ou seja, mereciam atenção médica imediata. Após a revisão de hematologistas, foi observado que a nova tecnologia alcançou impressionantes 94% de especificidade, importante métrica para a avaliação de modelos preditivos de IA. Isso significa que houve um baixo índice de discordância entre os médicos especialistas e o novo software na avaliação e classificação dos exames, representando apenas 1,32% do total. 

O foco da plataforma são os serviços de saúde com grande fluxo de pacientes. A triagem proporcionada pela tecnologia otimiza o atendimento, empoderando as equipes de saúde da atenção primária, pois permite a priorização dos casos críticos e diminui encaminhamentos desnecessários para a atenção especializada. Essa dinâmica agiliza as filas e amplia o acesso à atenção básica. Tais benefícios também refletem nos custos, pois o diagnóstico precoce diminui a complexidade dos tratamentos, minimizando internações e evitando cirurgias e procedimentos mais onerosos ou complexos como, por exemplo, transfusões de sangue. Há melhor aproveitamento do orçamento público e, para as operadoras de saúde, a padronização de protocolos de atendimento, com uso eficiente de recursos humanos e financeiros. 

As próximas versões do programa irão gerar relatórios e dashboards epidemiológicos, o que permitirá a análise populacional e gestão estratégica da saúde; bem como possibilitarão a segunda opinião a distância, conectando médicos clínicos a hematologistas para suporte remoto em regiões ou serviços sem esses especialistas. Essa escassez é evidente em todo o Brasil, com cerca de 5 mil hematologistas ativos na Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia. “A tele-hematologia é uma utilidade fundamental para o setor público, o qual apresenta um gargalo na atenção secundária, com médicos especialistas em número insuficiente”, conclui Carlos Rolemberg.


Chia, linhaça e psyllium: Apostas certas para saúde intestinal

Coordenadora de nutrição e dietética do São Cristóvão Saúde fala sobre esses superalimentos

 

Incluir alimentos ricos em fibras na dieta vai além de cuidar da saúde intestinal: é um investimento no bem-estar geral. Superalimentos como chia, linhaça e psyllium oferecem uma combinação poderosa de fibras e nutrientes essenciais, como o ômega-3, conhecido por suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Além de ajudarem a combater a constipação, esses alimentos promovem maior saciedade e contribuem para a regulação do trânsito intestinal.

Cintya Bassi, Coordenadora de Nutrição e Dietética do São Cristóvão Saúde, explica que, ao entrarem em contato com a água, a chia e o psyllium, formam uma substância viscosa que retarda o esvaziamento gástrico e ajuda a controlar picos glicêmicos, sendo especialmente recomendados para quem busca saúde intestinal e equilíbrio metabólico.

Uma das grandes vantagens desses alimentos é sua fácil inclusão em diversos tipos de dieta, como vegana, low carb e mediterrânea. "Eles podem ser incorporados em preparações como omeletes, panquecas, saladas, iogurtes, vitaminas, farofas, pudins e até massas de pães e tortas", sugere a especialista.

Mesmo quem sofre de condições como síndrome do intestino irritável, constipação crônica ou diverticulite pode consumir esses alimentos, desde que, com moderação. Em casos de fases agudas dessas doenças, pode ser necessária a exclusão temporária do cardápio, por isso, é sempre bom ter a orientação de um profissional.

Segundo Cintya, o consumo de chia e psyllium em forma de farinha ou hidratados favorece a absorção de nutrientes e potencializa a saciedade, uma vez que formam um gel no trato digestivo, prolongando a sensação de saciedade e regulando o metabolismo. Esses alimentos são aliados versáteis e poderosos para a saúde, comprovando que é possível unir nutrição e praticidade em qualquer estilo de vida.

A nutricionista alerta que a ingestão diária recomendada de chia, linhaça e psyllium é de 1 a 2 colheres de sopa. "Embora muito benéficos, o consumo excessivo pode causar desconforto gástrico, gases e até mesmo o efeito contrário no funcionamento intestinal, especialmente se não houver hidratação adequada", conclui Cintya. 

 

Grupo São Cristóvão Saúde

 

Saúde não é só ausência de doença: o que você pode fazer hoje para viver melhor amanhã?


Médico explica como ações cotidianas, como dormir bem, se alimentar melhor e manter consultas em dia, contribuem para mais qualidade de vida

 

Cuidar da saúde de forma preventiva ainda não é um hábito consolidado para grande parte dos brasileiros. Isso porque, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 70% dos brasileiros não realizam check-ups médicos regularmente. Esse comportamento pode ter efeitos sérios, uma vez que os exames de rotina são essenciais para prevenir e diagnosticar doenças em estágios iniciais, quando as chances de tratamento e recuperação são maiores. 

No mês em que se comemora o Dia Nacional da Saúde, vale reforçar que além da falta de acompanhamento médico, a rotina atribulada, o estresse, a má alimentação e o sedentarismo são fatores que podem comprometer o bem-estar físico e emocional da população. Sendo assim, saúde, nesse contexto, não deve ser encarada apenas como ausência de doenças, mas como um estado de equilíbrio que precisa ser cultivado diariamente. 

De acordo com Alexandre Pimenta, médico e responsável técnico nacional do AmorSaúde, rede de clínicas parceiras do Cartão de TODOS, o conceito de saúde envolve múltiplas dimensões. “Ser saudável vai além da ausência de doenças. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social. Isso implica em um equilíbrio que envolve não apenas a saúde física, mas também emocional e social. A promoção da saúde envolve fatores como um estilo de vida ativo, alimentação equilibrada, sono adequado e relações sociais saudáveis”, explica.

 

Hábitos que contribuem para uma vida mais saudável

Para o médico, pequenas atitudes feitas com regularidade têm impacto direto na saúde ao longo da vida. “Algumas práticas simples melhoram a qualidade de vida e também ajudam na prevenção de doenças crônicas”, afirma Pimenta, que lista ações simples de ser adotadas para fortalecer o bem-estar: 

·         Alimentação balanceada: incluir frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas magras na dieta;

·         Atividade física regular: praticar pelo menos 150 minutos de atividade moderada por semana;

·         Hidratação: beber água suficiente ao longo do dia;

·         Sono adequado: dormir de 7 a 9 horas por noite;

·         Higiene do sono: criar um ambiente calmo e propício para dormir, além de estabelecer uma rotina noturna.

·         Gestão do estresse: utilizar técnicas de relaxamento como meditação, ioga ou exercícios de respiração;

·         Check-ups regulares: realizar consultas médicas e exames laboratoriais uma vez ao ano; 

“Check-ups regulares são fundamentais para a detecção precoce de doenças. Eles permitem identificar fatores de risco e condições que podem ser tratadas antes de se tornarem graves. A detecção precoce é frequentemente associada a melhores prognósticos e pode reduzir a mortalidade em doenças como câncer e diabetes”, destaca o médico.

 

Autocuidado: um pilar da saúde moderna


Com o avanço das doenças relacionadas ao estresse e aos hábitos de vida, o autocuidado se tornou parte indispensável da preservação da saúde. Segundo Pimenta, cuidar de si mesmo vai além dos aspectos físicos e envolve também atenção à saúde mental e emocional. Entre as atitudes de autocuidado que o médico considera essenciais, estão: 

1.    Estabelecer limites: saber dizer não e priorizar o que é importante;

2.    Praticar a gratidão: valorizar os aspectos positivos da vida;

3.    Buscar apoio social: manter vínculos com amigos e familiares;

4.    Dedicar tempo ao lazer: reservar momentos para atividades prazerosas e relaxantes. 

Outro ponto importante destacado por Pimenta é reconhecer os sinais de alerta do próprio corpo. Mudanças que parecem pequenas podem indicar problemas mais sérios se forem ignoradas. De acordo com o profissional, alguns dos principais sintomas que merecem atenção incluem:

·         Dores persistentes;

·         Ganho ou perda de peso inexplicados;

·         Fadiga excessiva, mesmo após descanso;

·         Alterações no sono (insônia ou excesso de sono);

·         Mudanças no apetite, para mais ou para menos.

 

Como começar a cuidar mais da saúde?


Começar uma mudança de hábitos pode parecer difícil, mas, para o médico, o mais importante é dar o primeiro passo, ainda que pequeno. “Escolha um ou dois hábitos a modificar, como aumentar a ingestão de água ou caminhar por 10 minutos diariamente”, endossa Pimenta. Segundo o profissional, “o apoio de amigos ou grupos pode ser motivador. Além disso, estabelecer metas realistas e celebrar pequenas conquistas pode ajudar na manutenção das mudanças”, recomenda.

 

Na busca por uma vida com mais saúde, o médico destaca que a autoavaliação também é um recurso eficaz para quem deseja mudar. “O primeiro passo é a conscientização. Avaliar sua saúde atual e identificar áreas de melhoria é crucial. Começar a registrar a alimentação, o nível de atividade física e o sono pode ajudar a identificar padrões. A partir daí, é possível criar um plano de ação para implementar mudanças gradativas e sustentáveis”, conclui Pimenta.

 

Dia Mundial de Prevenção ao Colesterol: como cuidar da saúde cardiovascular

Até mesmo pessoas magras podem ter colesterol alterado
e devem fazer exames anuais para acompanhamento.
 Shutterstock
LDL, HDL, colesterol total … o exame de sangue vem cheio de termos que nem sempre o paciente entende. Cardiologista ajuda a desvendar os termos e a prevenir o colesterol
 

O colesterol alto é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, como infarto e AVC. E embora o tema seja comum, ainda há muitos mitos sobre suas causas, consequências e formas de prevenção. No Dia Mundial de Prevenção ao Colesterol, lembrado em 8 de agosto, o cardiologista Rubens Stelmachuk, do Eco Medical Center, em Curitiba, esclarece os principais pontos sobre o assunto. 

“O colesterol é uma gordura natural do nosso corpo, essencial para a produção de hormônios e formação das membranas celulares”, explica o médico. Ele circula no sangue ligado a proteínas, formando as chamadas lipoproteínas. A maior parte é produzida pelo próprio fígado, e uma parte menor vem da alimentação. 

Segundo o Dr. Rubens, ao contrário do que muitos acreditam, o maior vilão do colesterol alto não é só a alimentação. “Alterações no metabolismo do fígado são a principal causa da elevação do colesterol. Fatores como sedentarismo, ganho de peso e dieta rica em gorduras ruins agravam o quadro, mas mesmo pessoas magras podem ter colesterol alto.”

 

Quais os riscos do colesterol ruim?

A longo prazo, o acúmulo de colesterol LDL (o chamado "colesterol ruim") nas artérias pode causar obstruções graves no fluxo sanguíneo. “Essa gordura se deposita nas paredes dos vasos, dificultando ou bloqueando a passagem do sangue. Isso pode levar a infarto, AVC e problemas circulatórios nas pernas”, alerta o cardiologista. 

A primeira linha de combate é o estilo de vida. “Mudanças como alimentação equilibrada e prática de atividade física podem reduzir o colesterol em até 20%”, afirma. Porém, em casos mais graves, o uso de medicamentos é necessário para atingir níveis ideais. 

Entre os alimentos que devem ser evitados estão: carnes gordas, bacon, salsichas, salames, queijos amarelos, creme de leite, além de produtos ultraprocessados e ricos em açúcar. “E não precisa ser atleta para cuidar do coração. Caminhadas, natação e andar de bicicleta já fazem diferença significativa na saúde cardiovascular”, recomenda o cardiologista.

 

Colesterol alto é problema só de quem está acima do peso?

Definitivamente, não. “Pessoas magras podem ter colesterol alto por fatores genéticos e metabólicos. O contrário também é verdadeiro: obesos podem ter colesterol normal, desde que o fígado funcione adequadamente nesse aspecto”, explica.

 

HDL, LDL, VLDL… Qual a diferença?

O colesterol total é formado por várias frações. O LDL (lipoproteína de baixa densidade) é o mais perigoso, pois se acumula nas artérias. Já o HDL (alta densidade) é conhecido como “colesterol bom”, pois ajuda a remover o excesso de gordura da corrente sanguínea. Há ainda o VLDL (muito baixa densidade), que também é prejudicial, mas em menor quantidade. 

A única forma é por meio de exames de sangue. “O colesterol não dá sintomas. Por isso, o check-up regular é essencial, especialmente a partir dos 35 anos, ou antes, se houver histórico familiar”, conclui o cardiologista. 

O exame laboratorial para checar o colesterol não precisa de encaminhamento médico para ser feito. No Eco Labs, que fica no Eco Medical Center, o paciente pode agendar um horário e fazer o exame diretamente, sem guia de encaminhamento. A atitude é importante principalmente para pessoas que já possuem o colesterol alterado e precisam de acompanhamento. 

Mas o Dr. Rubens alerta: para interpretar os exames é importante sempre consultar um médico. Pois olhar o exame de forma pontual não é o ideal. É preciso olhar o paciente de forma global, correlacionar a outras questões de saúde. 

No Eco Medical Center, por exemplo, há essa vantagem: todo o prontuário médico é integrado. Ou seja, o cardiologista pode olhar as consultas com outros especialistas pelos quais o paciente passou, outros exames que realizou e assim fazer uma avaliação mais completa e integral do paciente, indicando tratamentos mais assertivos e personalizados.

 

Eco Medical Center

 

4 respostas para dúvidas sobre o consumo de fibras e a prevenção do câncer

O médico oncologista Alexandre Palladino, da Oncologia D’Or, afirma que as fibras ajudam a regular o intestino, diminuindo a inflamação e o contato de substâncias cancerígenas com a parede intestinal, além de auxiliarem no equilíbrio da flora intestinal. 

 

O câncer colorretal é o terceiro mais comum no Brasil, sem considerar os tumores de pele não melanoma. Só este ano, deverão ser diagnosticados 45.630 casos1. Os alimentos ricos em fibras têm importante papel no apoio da prevenção destes tumores, que se desenvolvem a partir de mutações genéticas de lesões benignas – como pólipos - no intestino grosso, incluindo o cólon e o reto. 

“As fibras aceleram o trânsito intestinal, reduzindo o contato das substâncias que estimulam o surgimento do câncer com as paredes intestinais”, explica o médico oncologista Alexandre Palladino, da Oncologia D’Or. “Podem também ter um efeito anti-inflamatório e modular a microbiota intestinal, conjunto de bactérias, vírus, fungos e outros microrganismos que habitam nosso corpo. Assim, propiciam um ambiente menos carcinogênico no intestino”, complementa.

 

Um estudo da Universidade de Perugia2, na Itália, evidenciou que comer frutas, verduras e outras fontes de fibras têm a probabilidade de apoiar a redução de 20% o risco de câncer no reto - região onde ocorre um terço dos casos de câncer colorretal. Os pesquisadores analisaram 22 estudos sobre o tema, que avaliaram 2.876.136 indivíduos.

Frutas, legumes, sementes, grãos integrais
 são algumas fontes de fibras

 O que comer 

A dieta pobre em fibras é um dos principais fatores de risco do câncer colorretal. Outros fatores importantes são o consumo de alimentos processados – como os embutidos -, o sedentarismo, a obesidade, o consumo regular de álcool e tabaco, condições genéticas ou hereditárias, como doença inflamatória intestinal crônica, e histórico familiar. 

As principais fontes de fibras alimentares são frutas, verduras, legumes, sementes, grãos integrais e oleaginosas. O Instituto Nacional do Câncer (INCA)3 recomenda aos adultos consumir de 25 a 30 gramas de fibras por dia, o que representa pelo menos cinco porções de frutas e vegetais. Cada porção equivale a uma quantidade que cabe na palma da sua mão, do alimento picado ou inteiro. Também é recomendado o consumo mínimo de três porções de cereais integrais por dia. 

A relação precisa entre a ingestão de fibras e a prevenção do câncer continua sendo uma área de pesquisa ativa. O médico Alexandre Palladino esclarece quatro das principais dúvidas sobre essa temática. Confira:

 

  1. O consumo de fibras tem o potencial de apoiar a prevenção de vários tipos de câncer?

As melhores evidências são referentes à redução dos riscos de câncer colorretal. Os benefícios para a prevenção de outras neoplasias são menos estabelecidos na literatura médica, mas pode haver alguma relação, o que está sendo foco de pesquisas.

 

2. Existem benefícios secundários desse padrão alimentar para a prevenção do câncer?

Sim. As fibras ajudam a promover a saciedade, reduzindo a ingestão de calorias ao longo do dia. Essa estratégia contribui para o controle do peso e a diminuição do processo inflamatório que propicia o desenvolvimento de tumores.

 

3. Apenas pessoas com histórico familiar de câncer precisam se preocupar com a alimentação?

Uma dieta equilibrada é importante para todos, mesmo para aqueles que não têm histórico familiar da doença.


4. O câncer colorretal acomete apenas os idosos?

Embora seja mais comum em pessoas com 60 anos ou mais, a incidência vem aumentando em adultos jovens nas últimas décadas.

 

Oncologia D'Or



Referências:
 
1. Instituto Nacional de Câncer (Brasil). Estimativa 2023: incidência de câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2022.
 
2.Vicenza Gianfredi. Rectal Cancer: 20% Risk Reduction Thanks to Dietary Fibre Intake. Systematic Review and Meta-Analysis. Nutrients 2019, 11(7), 1579.

3.INCA. Como aumentar o consumo de fibras na sua alimentação. Disponível em Link


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