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quinta-feira, 10 de julho de 2025

Estações da CPTM e do Metrô recebem o “CIEE em Movimento” de 10 a 31 de julho

Entidade realiza ação itinerante gratuita para jovens em busca de oportunidade de trabalho

 

O CIEE em Movimento, ação itinerante de cadastro do Centro de Integração Empresa-Escola - CIEE, estará presente nas estações Barra-Funda, Brás, Luz, Tatuapé da CPTM e Ana Rosa, Tatuapé e Vila Prudente do Metrô, durante todo o mês de julho. O serviço irá auxiliar os estudantes a se cadastrarem no portal CIEE, além de receberem informações de vagas de estágio e aprendizagem e tirarem dúvidas em relação à inserção no mundo do trabalho.

 

Para participar, é necessário somente ter em mãos os documentos como RG e CPF e os dados pessoais para montar o currículo na plataforma. O atendimento ocorre das 11h às 15h e é 100% gratuito a todos os interessados. Atualmente, o CIEE conta com mais de 9,4 mil vagas sazonais de estágio em São Paulo, Capital e Região Metropolitana. O período representa o segundo melhor momento do ano para procurar vagas de estágio, pois na virada do semestre, muitos estudantes se formam e encerram seus contratos de estágio, abrindo novas vagas.

 

Serviço


CIEE em Movimento

 

Metrô Ana Rosa, que atende as Linhas 1-Azul e 2-Verde.

Data: quarta-feira (16/07) e quinta-feira (17/07)

Horário: 11h às 15h

 

Estação Barra Funda, que atende as Linhas 3-Vermelha do metrô, 7-Rubi e 8-Diamante e 11-Coral da CPTM.

Data: sexta-feira (18/07)

Horário: 11h às 15h

 

Estação Brás, que atende as Linhas 7-Rubi, 10-Turquesa,11-Coral e 12-Safira, 13-Jade e 3-Vermelha do Metrô.

Data: sexta-feira (11/07), terça-feira (22/07), terça-feira (29/07)

Horário: 11h às 15h

 

Estação da Luz, que atende as linhas 7-Rubi, 11-Coral e 13-Jade da CPTM e linhas 1-Azul e 4-Amarela do Metrô.

Data: terça-feira (15/07)

Horário: 11h às 15h 

 

Estação Tatuapé, que atende as Linhas 3-Vermelha, 11-Coral e 12-Safira da CPTM.

Data: sexta-feira (25/07)

Horário: 11h às 15h

 

Metrô Tatuapé, que atende Linha 3-Vermelha

Data: quinta-feira (10/07), quarta-feira (30/07), quinta-feira (31/07)

Horário: 11h às 15h

 

Metrô Vila Prudente, que atende linhas 2-Verde e 15-Prata

Data: 11h às 15h

Horário: quarta-feira (23/07) e quinta-feira (24/07) 

 

Las Leñas, El Azufre e Ushuaia: 3 experiências de neve na Argentin




Mendoza e Ushuaia oferecem pistas de esqui de destaque, mas também inúmeras atividades para os turistas. Passeios de barco, patinação no gelo e exploração ao redor do Farol do Fim do Mundo são algumas das opções.

 

A Argentina é um dos destinos favoritos dos turistas brasileiros. No inverno, com a neve como protagonista, as visitas dos moradores do país vizinho aumentam em várias cidades do sul argentino, graças à ampla oferta de pistas de esqui disponíveis não só em Bariloche, mas também em Las Leñas, El Azufre e Ushuaia. 

O turismo de alto padrão, os esportes na neve, a aventura, a natureza e as paisagens únicas fazem parte do catálogo oferecido tanto por Mendoza quanto por Tierra del Fuego, onde o esqui é uma das grandes atrações, mas não a única.

 

Las Leñas, um clássico de Mendoza 

Localizada no coração da Cordilheira dos Andes, na província de Mendoza, está Las Leñas. A apenas 1.200 quilômetros de Buenos Aires, esse centro de esqui é um dos mais importantes da América Latina. Os turistas o escolhem não só pela neve, mas também pela variedade de atividades que vão da aventura ao relaxamento. 

Sua base está a 2.240 metros acima do nível do mar, e o ponto mais alto chega a 3.430 metros. Os amantes do esqui e do snowboard podem aproveitar em Las Leñas uma qualidade de neve incomparável, além de gastronomia internacional e infraestrutura hoteleira de alto nível, tudo em um ambiente seguro e tranquilo para toda a família. Além disso, graças à sua localização geográfica e às novas estruturas de produção de neve artificial, Las Leñas oferece uma temporada prolongada de esqui, que vai até o final de setembro. 

Os visitantes que optarem por esquiar têm diversas possibilidades além das tradicionais: esqui noturno nas pistas Eros 1 ou Minerva; o heliski, em que um helicóptero leva os esportistas até os pontos mais altos para descidas em neve virgem; subida de teleférico com um desnível de mais de 700 metros e muito mais. 

Mas as atrações de Las Leñas não param por aí: culinária de montanha, cassino, patinação no gelo e passeios fotográficos são outros destaques. Há também o Parque de Neve, uma opção ideal para quem prefere não esquiar: ali é possível aproveitar trenós, caminhadas com raquetes de neve e tubing em boias infláveis. 

Quem quiser relaxar pode desfrutar de um spa com massagens, saunas e tratamentos especiais neste centro turístico.

 

El Azufre: esportes na neve com exclusividade em Mendoza 

Para viver uma experiência diferente, única e extraordinária, El Azufre é o lugar ideal. Localizado na Cordilheira dos Andes, a 2.400 metros de altitude, na cidade de Malargüe, Mendoza, trata-se de um centro turístico sustentável de alta montanha que tem o esqui como principal atração. 

O acesso a esse exclusivo centro de esqui é feito por helicóptero. Neve, aventura, natureza em estado puro, quilômetros de descidas, hospedagem acolhedora, gastronomia de alto nível e serviço premium completam a experiência.

 

Ushuaia: esquiar no fim do mundo 

Deslizar pelas encostas nevadas no centro mais austral do mundo é possível na Argentina. Ushuaia conta com oito centros de inverno à disposição, onde os turistas podem aproveitar o esqui alpino, snowboard, passeios de trenó puxado por cães, motos de neve, caminhadas com raquetes, fogueiras noturnas, deslizadores, patinação no gelo e o famoso Trem do Fim do Mundo, entre outras atividades. 

A cidade de Ushuaia se destaca pela qualidade de sua neve e pelo ambiente único, com vistas privilegiadas e ar puro. De junho a outubro, os visitantes podem acessar as pistas de esqui: a temporada de inverno de Ushuaia é considerada a mais longa da América do Sul, com neve de qualidade excepcional. O Cerro Castor é o grande destaque quando se fala em esqui. 

Ushuaia oferece uma ampla gama de atividades além dos esportes de inverno. Explorar o Canal de Beagle em um passeio de barco tradicional ou até mesmo mergulhar em suas águas, visitar o lendário Farol Les Éclaireurs, conhecer o Parque Nacional Tierra del Fuego, fazer o trajeto do Trem do Fim do Mundo, descobrir os lagos Escondido e Fagnano em micro-ônibus ou modernos veículos 4×4, sobrevoar a cidade e arredores, participar de city tours, fazer trekking no Glaciar Martial, visitar museus e até cavalgar na neve são apenas algumas opções. 

Outro atrativo da região é a gastronomia. O cordeiro fueguino, considerado um dos pratos mais típicos da cidade, os peixes locais e os frutos do mar como a centolla são imperdíveis para quem visita o lugar. Já os chocolates e doces de frutas completam a experiência dos mais gulosos. Ushuaia também possui grande variedade de cervejas e licores artesanais. 

Para mais informações, consulte o Visit Argentina, a plataforma oficial de promoção turística internacional da Argentina.

 

Tribunal de Turim questiona a legitimidade da nova lei de cidadania na Corte Constituciona

 

Corte Constitucional da Itália - Nostrali Divulgação.


Juiz acatou a arguição de inconstitucionalidade em um processo e o encaminhou para a Corte Constitucional. Jurista David Manzini, CEO da Nostrali Cidadania Italiana, diz que, além de graves vícios de inconstitucionalidade, a nova lei viola artigos da Declaração Universal e da Convenção Europeia dos Direitos Humanos

 

A nova lei da Cidadania Italiana, promulgada em 23/05, já começa a ser questionada em 1ª instância na Itália. Há cerca de um mês de sua vigência, na última quarta-feira, 24/06, o juiz Fabrizio Alessandria, do Tribunal de Turim, acatou os argumentos dos advogados de um ítalo-descendente, considerando legítima a arguição de inconstitucionalidade, quanto à retroatividade da restrição geracional, para o reconhecimento da cidadania. Assim, suspendeu o processo e o submeteu para a apreciação da Corte Constitucional, instância máxima da ordem jurídica italiana.

 

“O Juiz entendeu que havia fundamentos suficientes, para a contestação da constitucionalidade da nova lei”, explica o jurista italiano David Manzini, CEO e fundador da Nostrali Cidadania Italiana, uma das maiores assessorias especializadas do Brasil. “É extraordinária a rapidez com que isso aconteceu. Acreditamos que juízes de outros tribunais passarão a seguir o mesmo procedimento”, acredita Manzini. “Em escala, os juízes passarão a postergar as audiências, aguardando a manifestação da Corte Constitucional”, opina o jurista. Manzini define o decreto que originou a nova lei como “um ato politicamente cínico, juridicamente frágil e constitucionalmente questionável”.

 

Direito é imprescritível e transmissível sem limites de geração


Um dos maiores especialistas em cidadania italiana em atividade no país (tendo assessorado mais de 30 mil pessoas em processos de reconhecimento de cidadania), David Manzini aponta que a nova lei revoga direitos fundamentais, infringindo artigos da Constituição da Itália, reforçando assim a tese de inconstitucionalidade. “A cidadania italiana não é uma concessão gentil do Estado. É um direito originário, fundamental, imprescritível e transmissível sem limites de geração, salvo prova em contrário”, enfatiza Manzini.

 

Para o especialista, o novo texto também contraria até mesmo artigos de tratados internacionais, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) e a Convenção Europeia dos Direitos Humanos (CEDH) e fere a lei Geral da Itália, preliminar ao Código Civil Italiano. 

 

Pacificação da via materna gera otimismo entre especialistas

 

Nesse novo contexto, o jurista explica que a via judicial, passa a ser a única alternativa para a maioria de ítalo-descendentes, na busca pelo legítimo reconhecimento de sua cidadania. “Anteriormente, o crescente número de processos judiciais era motivado pela demora no prazo das filas consulares. Agora, o objeto é a inconstitucionalidade da lei”, afirma.

 

Manzini demonstra otimismo no restabelecimento da ordem jurídica. Assim como seus pares, faz um paralelo com a polêmica da via materna. “A via judicial já foi utilizada com êxito, para o reconhecimento da cidadania italiana por via materna”, lembra. “O Legislativo insistia em manter restrições inconstitucionais, baseado numa lei anterior à Constituição de 1948, que determinava que, somente homens poderiam transmitir a cidadania aos filhos. A Corte Constitucional declarou a inconstitucionalidade dos artigos discriminatórios da lei”, explica. Posteriormente, a Corte de Cassação introduziu um novo conceito sobre os efeitos retroativos da declaratória de inconstitucionalidade de leis anteriores à constituição. Em 2009, a jurisprudência foi consolidada, pacificando a questão.

 

O CEO da Nostrali adianta que os processos ajuizados pela assessoria terão petições muito bem fundamentadas, baseadas nos princípios da Constituição e da Corte Europeia, enriquecidas por pareceres de grandes constitucionalistas italianos. “Acreditamos que a ordem jurídica será restabelecida, com o respeito aos direitos fundamentais dos descendentes e declaração de inconstitucionalidade das disposições da nova lei, pela Corte Constitucional”, conclui o jurista.

 

Próximos passos 

 

A Corte Constitucional vai analisar se a nova lei da cidadania italiana está em conformidade com os princípios constitucionais. Assim como o Tribunal de Turim, outros tribunais de primeira instância tendem a postergar as novas audiências, enquanto aguardam o posicionamento da Corte. A medida, além de fortalecer a urgência para o debate da matéria, também evita que os pedidos sejam indeferidos.

 

Não existe prazo determinado para uma audiência sobre o tema. Como a expectativa é de que outros juízes levantem a questão da inconstitucionalidade, é possível que o assunto tome uma dimensão relevante, provocando a urgência. A própria Corte tem um histórico de agilidade ao abordar o tema. Recentemente (em 24/06), realizou uma audiência para discutir a inconstitucionalidade da lei 91/1992. A questão foi levantada em Novembro, pelo Tribunal de Bolonha. Ou seja, em cerca de seis meses, já houve o debate.

 

O que pode acontecer?


A decisão da Corte Constitucional pode ter impactos significativos, como:

– Adequação Legislativa: Caso a Corte Constitucional reconheça a inconstitucionalidade da norma, poderá instar o Parlamento e o Governo a promoverem a revisão ou revogação da legislação vigente, para adequá-la aos preceitos constitucionais, especialmente no que tange à irretroatividade da lei e ao princípio da continuidade do ‘status civitatis’.


– Efeito vinculante e criação de precedente: A decisão da Corte terá efeito vinculante ‘erga omnes’, consolidando um precedente que deverá ser observado pelos tribunais ordinários e administrativos em casos futuros. Isso poderá impactar diretamente os ítalo-descendentes que tiveram seus pedidos protocolados ou planejados após a entrada em vigor da nova norma.

 

Repercussão internacional: Considerando a dimensão da diáspora italiana, sobretudo em países como Brasil e Argentina, uma eventual declaração de inconstitucionalidade poderá restaurar ou assegurar o acesso à cidadania iure sanguinis a milhões de descendentes. Por outro lado, poderá gerar a necessidade de reanálise de processos eventualmente indeferidos com base na nova lei, exigindo coordenação administrativa e diplomática entre o Estado italiano e os países com grande número de requerentes.

 

O quê é a Corte Constitucional

A Corte Constitucional Italiana é a instância máxima de proteção e interpretação da Constituição do país. Criada em 1956, sua principal função é garantir que todas as leis e atos normativos respeitem os princípios fundamentais estabelecidos na Constituição de 1948. Ela é composta por 15 juízes, indicados de forma equilibrada pelos poderes do Estado – cinco nomeados pelo Presidente da República, cinco pelo Parlamento e cinco pelos órgãos superiores da magistratura. A Corte atua como guardiã da supremacia constitucional. Seu mandato é de 9 anos, e seus membros são escolhidos entre juristas renomados, como magistrados, professores de Direito ou advogados de destaque.




FONTE: Nostrali Cidadania Italiana
(54) 3533–4740
@nostralicidadaniaitaliana

 

Nova lei endurece punições por maus-tratos contra idosos e pessoas com deficiência: um avanço histórico

Defensor Público André Naves destaca que a lei representa um marco na luta pela dignidade e proteção das populações mais vulneráveis do Brasil 

Acaba de ser sancionada a Lei nº 15.163/2025, que eleva as penas para crimes de abandono e maus-tratos cometidos contra idosos e pessoas com deficiência. A nova legislação altera o Código Penal e os estatutos que protegem esses grupos, representando um reforço legal importante na garantia da dignidade humana. Para o Defensor Público Federal André Naves, especialista em Direitos Humanos e Inclusão Social, a lei “é uma resposta concreta a um problema estrutural de nossa sociedade e uma reafirmação dos compromissos constitucionais com a justiça social”. 

A nova lei aumenta a pena básica para abandono e maus-tratos, de 6 meses a 3 anos, para até 5 anos de prisão. Em casos com lesão corporal grave, a punição sobe, variando de 3 a 7 anos; e, nos casos que resultam em morte, a reclusão pode chegar a 14 anos. A nova regra também veda o uso dos Juizados Especiais Criminais (Lei nº 9.099/95) para esses crimes, impedindo benefícios penais que poderiam suavizar a responsabilização dos agressores. 

“Essa lei vem corrigir uma distorção histórica: o tratamento brando dado a crimes gravíssimos cometidos contra pessoas que, muitas vezes, não conseguem se defender sozinhas”, afirma André Naves. Segundo ele, além do aumento das condenações, a nova legislação tem efeito educativo e simbólico, reforçando o pacto social de respeito e solidariedade para com idosos e pessoas com deficiência. 

O Defensor Público chama atenção, porém, para a necessidade de fiscalização quanto à aplicação das punições: “É fundamental que as instituições de acolhimento, amigos, parentes, vizinhos, todos estejam atentos e denunciem os maus-tratos que, porventura, chegarem ao seu conhecimento. A sociedade precisa se mobilizar para cobrar dos órgãos de Justiça a correta aplicação da lei; e o poder público deve também promover ações educativas e preventivas. A punição é um passo importante, mas precisamos atuar de forma ampla para garantir ambientes seguros e inclusivos”. 

Com uma trajetória marcada pela defesa das minorias e promoção da equidade, André Naves reitera que o Brasil avança ao tratar com mais seriedade os direitos dos idosos e PCDs, mas lembra: “As leis devem vir acompanhadas de políticas públicas estruturantes. É isso que transforma a realidade”. 

Para saber mais sobre o trabalho do Defensor Público André Naves, acesse o site: andrenaves.com ou acompanhe pelas redes sociais: @andrenaves.def.


André Naves - Defensor Público


Golpes financeiros se multiplicam e já afetam milhões de brasileiros; saiba como se proteger

Criminosos usam inteligência artificial, engenharia social e plataformas falsas para aplicar golpes; especialista alerta que conhecimento financeiro é a melhor defesa

 

O avanço da tecnologia e o crescimento do uso de meios digitais no Brasil abriram caminho não apenas para inovações no setor financeiro, mas também para um aumento preocupante nos golpes aplicados contra consumidores. Dados do Banco Central mostram que, apenas em 2024, foram registradas mais de 4 milhões de tentativas de fraude no sistema bancário nacional, alta de 28% em relação ao ano anterior. 

Os criminosos adotaram métodos cada vez mais sofisticados. Não se trata mais de mensagens com erros de português ou promessas genéricas de herança milionária vinda do exterior. Os golpes agora envolvem desde clonagem de aplicativos bancários e perfis falsos em redes sociais, até uso de inteligência artificial para imitar a voz de familiares em áudios de WhatsApp. 

“Os golpistas estão mais preparados do que nunca. Eles estudam o comportamento da vítima, cruzam dados vazados, criam narrativas convincentes e usam tecnologia de ponta. A única maneira de se proteger é estando informado e desconfiando sempre”, afirma o contador e consultor financeiro André Charone, autor do livro A Verdade Sobre o Dinheiro.

 

Exemplos de golpes mais comuns e como evitá-los 


1. Golpe do Pix com falsos pedidos urgentes 

Um dos golpes mais recorrentes hoje é o da falsa emergência por mensagem. O criminoso se passa por um amigo ou parente, muitas vezes com nome e foto idênticos e pede uma transferência urgente via Pix. 

“O bandido cria um perfil muito parecido com o da pessoa real e manda uma mensagem do tipo: ‘preciso pagar um boleto agora e meu app travou, me ajuda?’”, explica Charone.

Como se proteger: confirme a identidade da pessoa por telefone ou videochamada antes de transferir qualquer valor. Nunca envie dinheiro com base apenas em mensagens de texto.

 

2. Golpe da falsa central de atendimento 

Neste golpe, a vítima recebe uma ligação supostamente do banco, informando sobre uma “atividade suspeita” em sua conta. Em seguida, é orientada a instalar um app ou a compartilhar senhas e códigos de segurança. 

“É um golpe clássico de engenharia social. A pessoa se assusta e segue as instruções sem checar. Em minutos, o criminoso invade a conta e faz saques ou empréstimos”, alerta Charone. 

Como se proteger: lembre-se de que nenhum banco liga pedindo senha, código ou acesso remoto ao seu celular. Desligue e ligue você mesmo para o número oficial da instituição.

 

3. Golpe da clonagem de voz com IA 

Um dos golpes mais recentes envolve o uso de inteligência artificial para clonar a voz de um familiar. O criminoso envia um áudio aparentemente legítimo, com pedidos de ajuda ou dinheiro. 

“Esse tipo de golpe é emocionalmente muito forte. Já vi casos em que os pais choraram ouvindo o áudio da suposta filha pedindo socorro. Só depois descobriram que era falso”, afirma o especialista. 

Como se proteger: combine uma palavra-chave de segurança com pessoas próximas. Em casos de emergência, insista em uma confirmação por vídeo.

 

4. Falsas oportunidades de investimento 

Sites e perfis em redes sociais anunciam investimentos com rentabilidade alta e risco baixo, muitas vezes com apoio de "testemunhos" falsos ou celebridades. 

“A promessa de retorno de 5% ou 10% ao mês, garantido, é um alerta vermelho. Isso não existe no mercado regular. Quando o investidor percebe o golpe, o dinheiro já desapareceu”, destaca Charone. 

Como se proteger: verifique se a empresa está registrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Faça buscas no Reclame Aqui, Google e redes sociais. Desconfie sempre de promessas fora da realidade.

 

5. Golpe do boleto falso 

Outro golpe comum ocorre quando o criminoso altera o código de barras de boletos enviados por e-mail ou WhatsApp. A vítima acha que está pagando uma conta legítima, mas o valor vai para a conta do fraudador. 

Como se proteger: baixe boletos sempre no site oficial da empresa ou via aplicativo próprio. Verifique se o nome do beneficiário no comprovante é de fato a empresa que deveria receber.

 

Golpes afetam todas as classes sociais 

Embora idosos e pessoas com pouca familiaridade digital sejam vítimas frequentes, os golpistas também miram profissionais qualificados, empreendedores e até servidores públicos. 

“Já atendi empresários que caíram em golpes porque estavam em uma situação de estresse ou de alta expectativa de lucro. O emocional sempre pesa”, aponta Charone.

Segundo ele, a busca por retorno rápido, a confiança excessiva em indicações informais e o medo de perder uma “oportunidade única” são os ingredientes perfeitos para que o golpe funcione.

 

A prevenção começa pela educação financeira 

Para Charone, o combate aos golpes não pode se resumir a campanhas pontuais ou alertas de bancos. É preciso educar a população desde cedo.

 “Quem entende como o sistema financeiro funciona sabe que não existe dinheiro fácil. A informação é uma vacina contra boa parte das fraudes”, afirma. 

Ele também defende mais rigor na punição aos golpistas e mais transparência nas plataformas de pagamento. “As fintechs, redes sociais e operadoras precisam colaborar mais. Hoje, o criminoso tem acesso fácil a dados e meios de movimentar dinheiro sem controle efetivo.”

 

O que fazer se você for vítima

 Em caso de golpe, o mais importante é agir rápido:

·         Registre um boletim de ocorrência;

·         Comunique imediatamente o banco ou a instituição de pagamento;

·         Salve prints, comprovantes e números envolvidos;

·         Procure orientação jurídica;

·         Notifique a ouvidoria da instituição ou o Banco Central, se necessário.

 

Em números

·         4,2 milhões de tentativas de golpes registradas em 2024

·         R$ 1,2 bilhão em prejuízos estimados com fraudes

·         73% das vítimas receberam o primeiro contato via WhatsApp ou redes sociais

·         56% dos casos envolvem transferência via Pix

·         37% das vítimas têm ensino superior completo

 


Fontes: Banco Central, Febraban, Serasa, Datafolha




André Charone é contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais pela Must University (Flórida-EUA), possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (São Paulo – Brasil) e certificação internacional pela Universidade de Harvard (Massachusetts-EUA) e Disney Institute (Flórida-EUA). É sócio do escritório Belconta – Belém Contabilidade e do Portal Neo Ensino, autor de livros e dezenas de artigos na área contábil, empresarial e educacional. André lançou recentemente o livro 'A Verdade Sobre o Dinheiro: Lições de Finanças para o Seu Dia a Dia', um guia prático e acessível para quem deseja alcançar a estabilidade financeira sem fórmulas mágicas ou promessas de enriquecimento fácil. O livro está disponível em versão física pela Amazon e versão digital pelo Google Play.
Versão Física (Amazon): https://www.amazon.com.br/dp/6501162408/ref=sr_1_2?m=A2S15SF5QO6JFU
Versão Digital (Google Play): https://play.google.com/store/books/details?id=2y4mEQAAQBAJ
Instagram: @andrecharone



Para driblar inflação de alimentos, brasileiros recorrem aos ‘vencidinhos’

IMAGEM: Rebeca Ribeiro/DC
São consumidores como a diarista Maria José (foto), que abrem mão das marcas famosas em busca dos melhores preços. Redes que operam nesse modelo falam em crescimento de 20% nas vendas desde março

 

A inflação elevada, especialmente no grupo Alimentos, fez o brasileiro mudar sua rotina de compra. Para não estourar o orçamento, o consumidor troca marcas líderes por outras com preços menores, corta o consumo de produtos supérfluos e visita mais os atacarejos. Outra tendência que parece se consolidar é o aumento na frequência aos chamados ‘vencidinhos’, estabelecimentos que vendem produtos próximos do vencimento e, por isso, com preços mais baixos.

O supermercado Ki Gostoso, no bairro de Presidente Altino, em Osasco, que opera nesse modelo, reportou ao Diário do Comércio um aumento de 20% nas vendas desde março. Igor Lemos, supervisor do mercado, diz que produtos com validade próxima de expirar têm descontos que chegam a 70%. Pão de forma, frios, requeijão e laticínios em geral são os itens mais procurados.

Em visita ao Ki Gostoso em meados de junho, a reportagem encontrou, por exemplo, embalagem de bisnaguinha da marca Visconti por R$ 4,99, pão integral Bauducco por R$ 4,99 e bolinho Ana Maria 70g por R$ 2,99.

Como comparação, em um mercado tradicional na região do Jardim Ângela, na zona Sul da capital paulista, os mesmos itens tinham os seguintes preços: bisnaguinha Visconti: R$ 7,99; pão integral Bauducco: R$ 11,49; e bolinho Ana Maria: R$ 3,49.

Ou seja, a compra no ‘vencidinho’ resultaria em economia de R$ 10. Esses estabelecimentos conseguem preços atrativos porque levam ao extremo o modelo de gestão de estoque conhecido como FIFO (First In, First Out – ou primeiro a entrar, primeiro a sair), no qual produtos próximos da validade vão para as prateleiras antes daqueles que estão longe do vencimento.

Essa é uma prática comum nos supermercados, mas os ‘vencidinhos’ trabalham os preços de forma mais dinâmica, baixando os valores dos itens com mais frequência, à medida que o fim da validade vai se aproximando. Também vendem produtos descontinuados pela indústria.

É o preço que manda

Dayana Primarano, dona da rede de mercados Vanessa, de Pirituba, zona Norte da cidade de São Paulo, reforça que a tabela de preços muda de acordo com a proximidade do vencimento dos produtos, não com a demanda por eles. “Se não há venda, o prejuízo é por conta do empreendedor, que realiza o descarte”, diz a empresária, que há 20 anos trabalha com produtos FIFO.

Segundo ela, o consumidor dos ‘vencidinhos’ compra por impulso. Não tem lista de compra ou necessidade por algo específico, ele leva o que está em promoção. “Os consumidores compram em pequenas quantidades e voltam com frequência às lojas, o que mantém uma alta rotatividade de produtos dentro dos estabelecimentos”, afirma.

É exatamente essa a rotina da diarista Maria José (que aparece na foto que abre esta matéria), que disse à reportagem que está sempre indo aos ‘vencidinhos’ em busca de promoções, e costuma voltar com margarina e bolacha na sacola.

No Instagram do mercado Vanessa, entre as promoções de meados de junho havia queijo minas Itambé por R$ 9,95, pacote com três Activias de 450g por R$ 5,50 e iogurte Vigor de 510g por R$ 3,50.

Sem apego às marcas

Além da alta dos preços dos alimentos, Leandro Rosadas, especialista em gestão e execução no varejo alimentar, explica que os consumidores buscam cada vez mais os 'vencidinhos’ porque estão mais racionais, deixando de lado o apego às marcas e mais propensos a comparar preços, dando preferência a produtos mais acessíveis. “O público desses mercados é bastante diverso, mas os consumidores das classes C e D, que precisam fazer o dinheiro render, se destacam por conta dos descontos, assim como os consumidores mais racionais”, diz.

Rosadas alerta, porém, que esses mercados dependem muito da demanda da indústria e dos atacarejos para manterem suas promoções. “Quando esses canais possuem vendas pujantes, mais produtos são produzidos e distribuídos aos ‘vencidinhos’. Mas quando as vendas estão mais escassas, este tipo de mercado acaba encontrando dificuldade em encontrar produtos, não conseguindo se manter no mercado.”

Os ‘vencidinhos’ ganharam força no Brasil mais recentemente por causa da inflação, mas não são um fenômeno unicamente brasileiro. Segundo Rosadas, em países como França, Japão e Estados Unidos eles são comuns e recebem até mesmo apoio institucional. O especialista cita redes como a francesa Nous Anti-Gaspi, que se especializou em vender produtos com validade curta. Já nos Estados Unidos, aplicativos conectam supermercados a consumidores interessados por esses produtos, algo também usado no Brasil.

 

Rebeca Ribeiro
https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/para-driblar-inflacao-de-alimentos-brasileiros-recorrem-aos-vencidinhos

 

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