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terça-feira, 10 de junho de 2025

Dicas e estratégias para empreendedores aproveitarem a data comemorativa e aumentar faturamento

         

O Dia dos Namorados, celebrado em 12 de junho no Brasil, promete movimentar a economia em 2025, com expectativas otimistas: segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, a projeção de vendas para a data é de R$ 2,59 bilhões, um crescimento de 5,6% em relação ao ano anterior. 

De acordo com levantamento do Instituto Fecomércio, o ticket médio por consumidor para o Dia dos Namorados deve atingir R$ 236,90, representando um aumento expressivo de 50,6% em comparação a 2023. Esse valor representa o gasto médio estimado por pessoa que pretende presentear na data. Além disso, 68% dos entrevistados afirmaram que devem realizar suas compras em lojas online, reforçando a mudança nos hábitos de consumo e a preferência por conveniência, praticidade e experiências mais personalizadas. 

Em meio a esse cenário aquecido, a Venda Direta é uma excelente oportunidade para empreendedores impulsionarem seus resultados no Dia dos Namorados. De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD) , o setor movimentou 50 bilhões em 2024, com crescimento de 6,3%. A modalidade segue se reinventando no Brasil por meio da digitalização de catálogos, adoção de plataformas de e-commerce personalizadas, uso de redes sociais como canal de vendas e relacionamento, e capacitação online de revendedores. 

Esses avanços fortalecem a atuação dos empreendedores, ampliam o alcance das marcas e aproximam os produtos do consumidor final. O Brasil lidera o setor na América Latina e ocupa a 7ª posição no ranking global, com forte potencial de crescimento estimulado pela inovação constante.

 

Estratégias para data

A importância das campanhas temáticas também é ressaltada por grandes marcas do setor. Para a campanha global do Dia dos Namorados deste ano, a Royal Prestige® - marca especializada em panelas e utensílios culinários de alta performance - está trabalhando o conceito do ‘match perfeito’ nas redes sociais. “Estamos reforçando como nossos produtos se integram à rotina dos casais. Buscamos evidenciar atributos como durabilidade, confiança e estabilidade, especialmente por meio da linha Royal Prestige, que oferece até 50 anos de garantia limitada - um diferencial que permite acompanhar os casais ao longo de várias gerações”, comenta Cinthia Helena, Diretora de Marketing da Royal Prestige® no Brasil.

 

Empreendedor sabe o que fazer

Conhecer profundamente o público-alvo é um grande diferencial competitivo. Investir em ações que aproximam o cliente do produto, como brindes personalizados, pode gerar ótimos resultados. Outra vantagem é compreender as preferências dos consumidores e oferecer um atendimento diferenciado, o que fortalece os laços e promove maior fidelização. Ações simples, como distribuir pequenos mimos, não só reforçam o relacionamento com os clientes, mas também atraem novos consumidores em busca de um atendimento único e personalizado. 

Outra estratégia eficaz para vender mais é oferecer conjuntos de produtos com diferentes faixas de preço, facilitando a escolha e agregando valor à compra. Gerson destaca que manter um estoque variado e bem planejado amplia as possibilidades de venda: quanto mais opções, maiores as chances de atender às necessidades dos clientes, desde lembrancinhas acessíveis até presentes mais sofisticados. A força da marca, aliada à variedade, impulsiona as vendas e garante que cada cliente encontre o presente ideal.

 

Online que aproxima

No universo das vendas diretas, o marketing digital é um grande aliado. As redes sociais, como Instagram e WhatsApp, são ferramentas essenciais para divulgar produtos e criar campanhas temáticas. Gerson utiliza o Instagram para mostrar seu trabalho de forma visual e atrativa, com fotos, vídeos e reels que destacam os detalhes dos produtos em datas comemorativas, atraindo novos seguidores. Já no WhatsApp, o atendimento é mais direto e personalizado, permitindo divulgar novidades, promoções e fechar vendas de forma rápida e eficiente. 

Para empreendedores que desejam aproveitar o Dia dos Namorados, investir em estratégias de venda direta pode ser o diferencial para aumentar o faturamento, conquistar novos clientes e fortalecer a marca no mercado. Confira abaixo algumas dicas da ABEVD:

 

7 dicas para ampliar suas vendas no Dia dos Namorados: 

  1. Mantenha um estoque estratégico: Tenha presentes desde lembrancinhas até opções sofisticadas para ampliar vendas em datas de grande movimentação.
  2. Entenda a fundo seu cliente: Conheça gostos e necessidades para oferecer um atendimento que faça a diferença. Organização dos itens frequentemente comprados podem auxiliar nas sugestões.
    Encante com brindes e degustações: Pequenos mimos ou amostras grátis aumentam a conexão e fidelizam.
  3. Crie kits para todos os bolsos: Ofereça opções variadas que facilitem a escolha e agreguem valor.
  4. Invista no marketing digital: Use redes sociais para mostrar seus produtos com fotos, vídeos e reels temáticos e atraentes
    Faça do WhatsApp seu canal de vendas: Atendimento ágil e personalizado para divulgar novidades, sugestões, promoções e fechar pedidos rapidamente.
  5. Destaque os diferenciais do produto: Enfatize qualidade, durabilidade e garantia para transmitir confiança e segurança na compra

 


ABEVD
www.abevd.org

              

Segurança Pública não se faz com PECs: cumpre-se com lei, estrutura e vontade política

 

No Brasil, há um padrão que se repete com frequência alarmante: a cada nova crise na segurança pública, o clamor social por segurança é respondido, quase sempre, com propostas simbólicas, discursos de ocasião e, agora, com uma tentativa de reformar a Constituição por meio da Proposta de Emenda à Constituição nº 18. 

A PEC pretende alterar os artigos 21, 22, 23, 24 e 144 da Constituição Federal, reorganizando as competências da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios na área de segurança pública. Na prática, porém, o que se propõe é a centralização de atribuições na União, como se a crise de segurança fosse meramente uma falha de distribuição de competências — e não, como de fato é, o resultado de omissões sucessivas, subfinanciamento crônico e ausência de gestão eficaz. 

A Constituição não pode continuar sendo tratada como um caderno de rascunhos. Como se alterar o texto constitucional fosse solução mágica para resolver impasses complexos que a própria União se recusa a enfrentar de forma séria. Isso não é política pública. É improviso.

 

A verdade é que não faltam leis. Falta cumpri-las. 

A Lei nº 13.675/2018, que instituiu o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), atribuiu à União três responsabilidades cruciais: formular a Política Nacional de Segurança Pública (art. 3º), elaborar e implementar o Plano Nacional (art. 15), e coordenar a atuação integrada entre os entes federativos, com metas e resultados definidos (art. 22). 

Passados mais de sete anos de sua promulgação, pergunta-se: quantos dos objetivos traçados pela lei foram implementados de fato? A resposta é incômoda. O que se viu foi a criação de um sistema sem estrutura, sem diretrizes claras em operação e sem articulação real com os Estados e Municípios. 

O SUSP existe no papel, mas não se efetiva na prática. A União editou a lei — mas não a cumpre. 

O mesmo se observa na Lei nº 11.343/2006, a Lei de Drogas, cujos artigos 8-A e 8-D preveem ações coordenadas e intersetoriais de prevenção, repressão e reinserção social. Na realidade, temos fronteiras vulneráveis, Polícia Federal desaparelhada e ausência de políticas nacionais articuladas. O crime avança com tecnologia de ponta e estrutura internacionalizada. 

O Estado, por outro lado, responde com efetivos reduzidos, ferramentas analógicas e cortes sucessivos no orçamento. 

O próprio ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, ao anunciar mês passado concurso para 2 mil novos policiais federais, reconheceu que o efetivo da PF se mantém no patamar de 13 mil agentes — número que apenas recompõe uma defasagem histórica, sem gerar real expansão operacional. 

Mesmo assim, a PEC propõe ampliar as atribuições da PF para apuração de infrações com repercussão interestadual ou internacional, ao mesmo tempo em que esvazia competências das polícias civis e militares. Isso não apenas desrespeita a realidade institucional dos Estados como ignora o já conhecido gargalo de efetivo da própria PF. 

Outro ponto desconcertante da proposta é a mudança de nome da Polícia Rodoviária Federal para “Polícia Viária Federal”, que, segundo cálculos estimados, pode custar mais de R$ 250 milhões ao erário. Uma reforma estética e simbólica que exigiria novos uniformes, viaturas, sinalização, aeronaves e sem qualquer comprovação de ganho real para a segurança pública. 

PECs não são ferramentas para responder à emoção popular. São instrumentos constitucionais graves, que devem ser usados com responsabilidade, parcimônia e base em diagnósticos técnicos. Alterar a Constituição antes de implementar o que já foi aprovado por lei é, no mínimo, incoerente. 

A segurança pública brasileira carece de medidas concretas e imediatas, como:

• unificação dos bancos de dados entre as forças policiais;

• protocolos de atuação conjunta, com respeito à competência constitucional de cada instituição;

• capacitação integrada e contínua dos profissionais de segurança;

• padronização das estatísticas criminais por território;

• e, sobretudo, um piso nacional de financiamento — tal como já existe para saúde e educação. 

Enquanto a União continuar falhando em cumprir sua parte, desviando o foco para reformas constitucionais que ignoram a realidade operacional das instituições, qualquer tentativa de reestruturação será, antes de tudo, inócua. Pior: poderá aprofundar a desarticulação federativa e a sobreposição de competências. 

A solução para a crise da segurança pública não está em retóricas, slogans ou mudanças de nomenclatura. Está na efetiva aplicação das leis já existentes, no fortalecimento das instituições e na articulação real entre os entes da Federação. Está, sobretudo, no respeito à inteligência e à coragem dos profissionais que enfrentam a criminalidade todos os dias, muitas vezes sem respaldo, sem equipamento, sem apoio e — o mais grave — sem orçamento. 

Enquanto isso não for prioridade, toda PEC será uma cortina de fumaça.

 

Raquel Gallinati - delegada de Polícia, mestre em Filosofia e diretora da Associação dos Delegados de Polícia (Adepol) do Brasil.

 

Belize, o destino perfeito para amantes da arqueologi

 

Divulgação
Belize Tourism Board

Dos grandiosos templos às misteriosas cavernas, a rica herança maia oferece experiências únicas para mergulhar na história

 

O patrimônio maia de Belize é uma das atrações mais procuradas nos roteiros de viagem, graças às suas maravilhas arqueológicas espalhadas por todo o país situado na América Central. Com uma população de mais de um milhão de habitantes entre os anos 250 e 900 d.C., os maias construíram cidades que até hoje atraem arqueólogos do mundo inteiro em busca de seu fascinante passado. Sítios escavados como Caracol, Xunantunich, Lamanai e Altun Ha encantam viajantes com seus glifos, estelas e outros elementos intrigantes.

Hoje, as comunidades maias do país transformaram seu legado cultural em experiências autênticas, que mostram o impacto dessa herança passada de geração em geração.


Visita a um sítio arqueológico maia

Independentemente da região de Belize em que você esteja, visitar um sítio arqueológico maia proporciona uma imersão na antiga civilização. É possível fazer passeios guiados no distrito de Corozal, em Santa Rita; no distrito de Toledo, em Nim Li Punit; ou no distrito de Cayo, em Cahal Pech — conhecendo esculturas intrincadas, praças e campos de jogo que revelam histórias da organização social maia.


Conhecendo hieróglifos

Aprofunde sua curiosidade sobre o mundo maia decifrando glifos ou hieróglifos antigos. Para entender melhor a linguagem de seus antepassados, os maias atuais dedicam tempo a pesquisar e reescrever glifos para interpretar estelas e esculturas milenares. Essa escrita hieroglífica também é incorporada na cerâmica de barro — reconhecida internacionalmente — e você pode até escrever seu nome em uma oficina de epigrafia e gravá-lo em sua própria peça de argila.


Espeleologia ou exploração de cavernas

A arqueologia vai além da superfície. Uma visita a uma caverna — conhecidas como o caminho para Xibalba, o submundo maia — pode ser ainda mais intrigante. Arqueólogos encontraram ossadas, cerâmicas e objetos diversos em cavernas como a Actun Tunichil Muknal (Caverna ATM). O significado desses artefatos não se limita à sua presença nesses espaços: eles têm importância profunda nas crenças maias. Assim, seja em uma experiência de canoagem, tubing ou caminhada subterrânea, você vivenciará uma jornada única pelas portas de Xibalba.

Comece a explorar este país rico de norte a sul para celebrar o Dia Internacional da Arqueologia. De aventuras por templos e cavernas maias até a exposição Maya Creating Civilization, uma emocionante combinação de aprendizado e diversão espera por você.


Sítios arqueológicos maias que merecem sua visita:

Xunantunich – Localizado no alto de uma colina com vista para o rio Mopan e o distrito de Cayo, era um importante centro cerimonial construído sobre uma crista de calcário no Período Clássico. O local conta com seis praças principais, mais de 25 templos e palácios maias. A pirâmide principal, conhecida como “El Castillo”, possui 39 metros de altura e frisos esculpidos nos lados leste e oeste. O friso do lado leste foi preservado e coberto com uma réplica de fibra de vidro da máscara central do deus do sol, ladeada pela lua e por Vênus.

Caracol – Um dos templos maias mais impressionantes de Belize, está localizado no coração da Reserva Florestal Chiquibul, nas Montanhas Maia, distrito de Cayo.
Com quase 10.117 hectares, destaca-se não apenas por sua extensão, mas também pelo sofisticado sistema agrícola e planejamento urbano. É um dos sítios mais bem preservados de Belize e seus monumentos esculpidos indicam a influência geopolítica significativa de Caracol no período Clássico.

Altun Há – O sítio arqueológico mais próximo da Cidade de Belize, foi um centro cerimonial fundamental e o local onde foi encontrada a famosa Cabeça de Jade de Belize. Duas praças principais com cerca de 13 templos e estruturas residenciais já foram escavadas. O destaque do local é a ausência de estelas esculpidas — e a presença da icônica escultura de jade do deus-sol maia “Kinich Ahau”. Pesando quase 4,5 kg e com 15,2 cm, é o maior objeto de jade já encontrado em uma comunidade maia. Uma réplica está exposta no Banco Central de Belize e sua imagem aparece como marca d'água no dinheiro belizenho.

El Pilar – Este sítio remoto é três vezes maior que Xunantunich e ainda está em escavação. Oferece uma visão autêntica de como os maias viviam, com casas, hortas e áreas agrícolas. Habitado entre 800 a.C. e 1000 d.C., chegou a ter mais de 20 mil habitantes. É um dos maiores sítios do Período Clássico em Belize, com uma área cívico-cerimonial bem definida, incluindo espaços públicos e privados. Com 15 praças, está localizado a cerca de 50 km de Tikal, na Guatemala.

Cahal Pech – A poucos passos da cidade moderna de mesmo nome, que em maia Yucateco significa “Lugar das Carrapatas”, esse sítio é facilmente acessível. Fica em San Ignacio, às margens do rio Macal, no distrito de Cayo. Cahal Pech foi um centro cerimonial com templos, palácios e um campo de jogo de bola, oferecendo vistas panorâmicas incríveis da cidade e do vale do rio Belize. É especialmente importante pelas informações que oferece sobre os primeiros assentamentos maias da região, com muitas figuras pré-clássicas e arquitetura residencial sofisticada — seu labirinto de quartos interconectados é um excelente exemplo da arquitetura palaciana do Período Clássico Tardio.

Lamanai – Habitada por mais de 3.000 anos até a chegada dos europeus, a Reserva Arqueológica de Lamanai inclui um museu com artefatos antigos, ruínas de duas igrejas espanholas do século XVI e os restos de uma usina de açúcar colonial fundada em 1860.
Um dos destaques do local é a escultura bem preservada de um governante maia emergindo de um cocar em forma de crocodilo.

Seja para uma visita de algumas horas, um dia ou uma semana, os antigos sítios maias valem a pena. Todos são gerenciados pelo Instituto de Arqueologia e contam com centros de interpretação e guias especializados para acompanhá-lo.

E de Caracol e Cerros a Lamanai, de vilas a florestas, praticamente qualquer lugar em Belize guarda vestígios de templos maias antigos. Para chegar a Belize, a partir do Brasil, há voos da Copa Airlines via Panamá, onde é o hub da companhia. Já para quem for viajar a partir dos Estados Unidos, há voos via Miami e Dallas com a American Airlines, via Houston com a United Airlines e de Atlanta com a Delta Airlines.

 

Sobre o Belize Tourism Board (BTB)

Órgão estatutário do Ministério do Turismo e Relações da Diáspora de Belize, o Belize Tourism Board trabalha em conjunto com membros do setor privado – incluindo a Associação de Hotéis de Belize, a Associação da Indústria de Turismo de Belize e a Associação Nacional de Operadores Turísticos de Belize. Dedica-se a construir o turismo da forma mais económica e ambientalmente sustentável. Como parte das suas responsabilidades, o BTB promove Belize como um destino turístico de primeira linha para consumidores nacionais e internacionais. Entre o seu alcance ao mercado de viagens internacional comercializa as atrações únicas do país para viajantes, membros da indústria de viagens e meios de comunicação nos principais mercados. Também se dedica a desenvolver e implementar programas de turismo que ajudarão a fortalecer e fazer crescer a indústria turística de Belize; promover uma boa administração do destino; e incutir padrões de alta qualidade para acomodações e experiências de viagem. Para obter mais informações sobre o BTB e seus serviços, visite o site.

 

TM Americas 

 

37% das empresas adaptaram sua arquitetura de cybersecurity para fazer frente às ameaças baseadas em IA

  

·        Edição 2025 de relatório da Netwrix retrata a realidade de 2150 líderes de TI de 121 países, incluindo o Brasil;


·        A superfície de ataque criada pelos Apps de IA baixados pelos usuários preocupa 30% dos entrevistados;


·        46% dos atacantes comprometeram a integridade de User/Admin Accounts em ambientes multicloud;


·        Nos ambientes locais, 45% têm o mesmo sucesso;


·        Enquanto o phishing causa 76% dos incidentes na nuvem, marca fica em 69% em sites on-premises. 

 

A Aiqon, um hub de inteligência em cybersecurity, anuncia as descobertas da edição de 2025 do estudo realizado pela Netwrix – empresa representada no Brasil com exclusividade pela Aiqon – sobre Tendências em Cybersecurity Híbrida. O relatório é baseado nas respostas de 2.150 profissionais de TI e segurança de 121 países, incluindo o Brasil. 37% dos entrevistados adaptaram sua arquitetura de cybersecurity como reação a ataques baseados em Inteligência Artificial. 30% relatam preocupação com a nova superfície de ataque criada pelos Apps de IA utilizados por seus usuários, e 29% têm dificuldades em estar em conformidade, já que auditores têm exigido evidências de que sistemas baseados em IA estão protegidos. Outros 30% disseram estar estudando o uso de plataformas de cyber com recursos de IA – 9%, no entanto, afirmaram que não farão isso. “Esse quadro pode indicar uma cultura defensiva, em que as posturas só são modificadas depois que o ataque acontece. Isso prejudica os negócios e afeta o valor da marca”, destaca Thiago Felippe, CEO da Aiqon. 

Há uma preocupação, também, com o crescente gap entre as empresas usuárias e a cultura de IA dos atacantes. “Hoje o crime organizado mundial e brasileiro conta com braços de alta tecnologia, dedicados 24x7 a inovar as estratégias de ataque. A IA é crítica neste processo. O fato de as organizações estarem atrasadas na implementação e domínio das plataformas de segurança baseadas em IA aumenta sua vulnerabilidade”. 



Segurança de dados e de identidade dependem uma da outra 

Para Matheus Nascimento, diretor de operações da Aiqon, o relatório ressalta que segurança de dados e segurança de identidade não são disciplinas separadas - elas convergem em um desafio unificado. É impossível proteger dados sem primeiro entender e proteger as identidades que os acessam. Do mesmo modo, toda identidade é definida a partir dos dados que ela toca. “Os atacantes já entenderam essa ligação umbilical entre dados e identidade e têm desenvolvido estratégias eficazes de violação”. 

Uma parte significativa dos CISOs entrevistados talvez já tenha clareza sobre essa realidade. Quando perguntados em que tipo de solução de segurança investiriam se a decisão de compra fosse somente deles, 42% gostariam de reforçar as disciplinas de PAM (Privileged Access Management), enquanto 37% prefeririam intensificar a disseminação do IGA (Identity Governance and Administration) em suas organizações. “PAM, IGA e IAM (Identity Access Management) baseados em IA somam forças para proteger as identidades contra ataques, aumentado a resiliência da empresa na era da multicloud e dos acessos remotos, fora do perímetro”, diz Nascimento.

 

Perdas financeiras em cascata 

Outro tópico analisado pelo estudo da Netwrix foi a questão das perdas financeiras e de valor de marca causadas por um ataque. 43% disseram  que foram forçados a realizar investimentos urgentes para resolver lacunas na sua infraestrutura digital. É uma cascata de desafios: enquanto 17% afirmaram que a marca perde vantagens competitivas, 15% pagaram multas por falhas em conformidade e 13% afirmaram perder clientes. 

A análise dos riscos financeiros causados pelos atacantes tem levado algumas organizações a contratar seguro cibernético. Mas, mesmo assim, para baixar o valor da franquia a ser paga à seguradora, é necessário comprovar a maturidade da cultura cibernética organização. Para atender a esses requerimentos, 72% dos entrevistados disseram contar com soluções de MFA (Multi Fator de Autenticação), 54% realizam o patch management seguro e 48% usufruem do uso de plataformas de IAM (Identity Access Management).

 

Phishing 

Uma das áreas onde a expertise em IA dos atacantes avançou muito é o desenvolvimento de phishing. “76% dos líderes de TI entrevistados disseram que esse tipo de violação é o que mais os preocupa em seus ambientes de cloud computing. Nos ambientes on-premise, a marca fica em 69%”, diz Nascimento.

 



Aiqon
www.aiqon.com.br

Netwrix Corporation

www.netwrix.com


Recuo no IOF não encerra crise: governo aumenta impostos e especialistas criticam improviso

 Redução do IOF, aumento de impostos sobre investimentos e apostas, corte de renúncias e mais tributos para fintechs mostram um governo pressionado por déficit e sem plano claro. Especialista alerta para o risco de travar o crédito e gerar insegurança nos mercados.

 

Depois de semanas de críticas, resistência no Congresso e pressão do setor produtivo, o governo federal decidiu recalibrar o aumento do IOF, medida que, originalmente, renderia R$ 19 bilhões por ano. A mudança, anunciada após uma reunião de emergência no dia 8 de junho com lideranças políticas, diminuiu o escopo da cobrança, mas trouxe consigo um pacote de novos tributos e ajustes emergenciais.

Agora, para tentar tapar o buraco fiscal de R$ 30 bilhões e evitar um colapso na meta de déficit zero, o governo propõe: 

·         Tributar aplicações como LCI e LCA, antes isentas;

·         Aumentar o imposto sobre apostas online de 12% para 18%;

·         Equiparar a tributação das fintechs à dos bancos tradicionais;

·         Cobrar IR sobre Juros Sobre Capital Próprio (JCP);

·         E ainda cortar 10% das renúncias fiscais federais.


Na prática, é um verdadeiro “Frankenstein fiscal” costurado às pressas para garantir receitas, o que levou especialistas a enxergarem não um plano estruturado, mas um governo perdido, tentando arrecadar de qualquer lugar.

 

“O que estamos vendo é uma série de medidas de emergência, puxadas em diversas frentes, que mostram o governo tentando fazer caixa sem resolver o desequilíbrio estrutural das contas públicas”, afirma o tributarista e professor universitário André Charone. “É como se estivessem vendando um cano furado com fita isolante. Não é assim que se faz política fiscal responsável.”


 

 IOF menor, mas ainda prejudicial ao crédito

 

A proposta original do governo previa um aumento no IOF que penalizaria especialmente operações como o risco sacado, instrumento comum no financiamento de pequenas e médias empresas. Com a pressão do Congresso e do setor financeiro, a alíquota diária foi reduzida em 80%, e a parte fixa, retirada.

 

O novo modelo, segundo o Ministério da Fazenda, deve arrecadar entre R$ 6 e 7 bilhões, ao invés dos R$ 19 bilhões iniciais.

 

Mesmo assim, os efeitos sobre o crédito seguem preocupando. A Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (ACREFI) já alertou que o aumento da tributação, mesmo que menor, encarece operações e pode travar a oferta de crédito para empresas e consumidores.

 

“A conta está sendo jogada para quem empreende, para quem toma crédito, para quem investe. Isso desestimula o crescimento econômico e pode gerar um efeito perverso: a arrecadação cai justamente por falta de atividade”, alerta Charone.


 

Apostas e fintechs no alvo

 

Para compensar a redução no IOF, o governo ampliou a mira: a tributação sobre apostas online passará de 12% para 18%, aumentando a carga sobre o setor que mais cresceu nos últimos dois anos. A medida é vista como necessária, mas está sendo feita sem planejamento claro de alocação de recursos, e pode afugentar investidores em empresas do setor.

 

Além disso, fintechs como Nubank, C6 e PicPay terão aumento de carga tributária, sendo equiparadas aos bancos tradicionais na CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido). A nova alíquota pode chegar a 20% para instituições de grande porte.

 

“Em vez de discutir um plano tributário justo e moderno para o setor digital, o governo prefere igualar pela alíquota, ignorando diferenças de estrutura e função. É uma visão simplista e arrecadatória, que pode sufocar a inovação”, comenta Charone.


 

Tiro no pé: taxar LCI, LCA e JCP

 

Outra frente que preocupa o mercado é a proposta de tributar LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e LCA (Letras de Crédito do Agronegócio) — aplicações hoje isentas e fundamentais para o financiamento de dois setores estratégicos: habitação e agropecuária.

 

A medida, embora ainda em análise, gerou forte reação do setor bancário e do agronegócio, que alertam para uma redução na captação de recursos e encarecimento do crédito rural e imobiliário.

 

Também está na mesa o fim da isenção do IR sobre os Juros sobre Capital Próprio (JCP), prática usada por empresas para distribuir lucros de forma mais eficiente. A tributação deve aumentar o custo de capital e reduzir o atrativo para investidores.

 

“É uma escolha míope. Mexer com LCI, LCA e JCP é tirar oxigênio de setores que sustentam a economia real. Estamos apostando em arrecadação imediata, ao custo de travar investimentos no médio prazo”, diz Charone.


 

Renúncias fiscais: corte ou confusão?

 

A medida que mais agrada os economistas, redução de 10% nas renúncias fiscais federais, ainda gera dúvidas. O governo estima arrecadar até R$ 40 bilhões, mas ainda não explicou quais incentivos serão atingidos.

 

Setores com lobby forte, como indústria automotiva, farmacêutica e exportadores, já se articulam para manter seus benefícios. Enquanto isso, o corte pode acabar sobrando para áreas sensíveis, como educação, saúde e cultura.

 

“Cortar renúncia faz sentido, mas precisa ser com critério técnico. Do contrário, vira mais uma gambiarra fiscal que troca uma distorção por outra”, alerta Charone.


 

Diagnóstico: improviso fiscal em modo automático

 

O sentimento entre analistas é de que o governo entrou em modo de sobrevivência fiscal. A ameaça de “shutdown” virou manchete, mas o verdadeiro problema é a ausência de um plano de longo prazo que enfrente a raiz do desequilíbrio.

 

“Estamos vendo um governo que não quer cortar despesas improdutivas, nem mexer em privilégios. Em vez disso, amplia ministérios, aumenta impostos e tenta se equilibrar em medidas pontuais”, resume André Charone.

 

O risco, segundo ele, é que esse modelo trave o crescimento econômico e crie um ambiente de insegurança jurídica e fiscal para empresas e investidores.


 

O que poderia ser feito?

 

Especialistas como Charone apontam alternativas mais estruturadas e menos danosas à economia:

·      Revisar benefícios tributários com foco técnico: Eliminar isenções sem impacto social, preservando aquelas com retorno claro (como Zona Franca de Manaus e filantrópicas).


·      Combater supersalários e regalias: Aplicar o teto constitucional efetivamente e cortar penduricalhos no funcionalismo de alto escalão.


·      Fazer uma reforma administrativa: Reduzir o crescimento da folha de pagamento e reorganizar carreiras públicas para eficiência e meritocracia.


·      Repriorizar gastos públicos: Cortar emendas parlamentares ineficientes, reavaliar contratos e gastos de custeio da máquina.

 

O governo conseguiu evitar um confronto direto com o Congresso, mas o preço disso foi um pacote improvisado, cheio de puxadinhos fiscais. A mensagem passada ao mercado é de insegurança e falta de clareza, o oposto do que se espera de uma gestão que busca equilíbrio fiscal.

 

“A conta chegou, e o governo precisa decidir se vai resolver o problema ou continuar empurrando com medidas paliativas. O Brasil precisa de responsabilidade, mas também de coerência”, conclui Charone. 

 


André Charone - contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais pela Must University (Flórida-EUA), possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (São Paulo – Brasil) e certificação internacional pela Universidade de Harvard (Massachusetts-EUA) e Disney Institute (Flórida-EUA). É sócio do escritório Belconta – Belém Contabilidade e do Portal Neo Ensino, autor de livros e dezenas de artigos na área contábil, empresarial e educacional. André lançou recentemente o livro 'A Verdade Sobre o Dinheiro: Lições de Finanças para o Seu Dia a Dia', um guia prático e acessível para quem deseja alcançar a estabilidade financeira sem fórmulas mágicas ou promessas de enriquecimento fácil. O livro está disponível em versão física pela Amazon e versão digital pelo Google Play.
Versão Física (Amazon): https://www.amazon.com.br/dp/6501162408/ref=sr_1_2?m=A2S15SF5QO6JFU
Versão Digital (Google Play): https://play.google.com/store/books/details?id=2y4mEQAAQBAJ
Instagram: @andrecharone


segunda-feira, 9 de junho de 2025

Inverno chegando e é hora de proteger os pets

Una faz campanha para arrecadação de cobertores, camas e roupas para cães e gatos 

 

Até o dia 30 deste mês, o Centro Médico Veterinário da Una Linha Verde realiza a Campanha de Inverno Solidário – Aqueça um Pet! O objetivo é arrecadar cobertores, caminhas e roupinhas para pets em situação de vulnerabilidade durante o inverno. Quem participar, terá condições especiais na consulta. 

Os itens mais necessários para os animais são cobertores (tamanho pet), roupinhas para cães e gatos (todos os tamanhos), caminhas ou mantas e toalhas ou tecidos quentinhos. 

De acordo com a professora e médica veterinária coordenadora do Centro Médico Veterinário Linha Verde, Jéssica Passos essa é a primeira vez da campanha. “Percebemos que muitas instituições não possuem esses itens. Tudo o que for arrecadado será destinado para as ONGs e parceiros de proteção animal locais, que cuidam de animais resgatados e abrigos comunitários”. 

A professora ressalta que os itens devem estar limpos e em bom estado de uso. “A cada doação, o tutor recebe a condição especial, limitada a um durante toda a campanha", finaliza.


Serviço 

Campanha de Inverno Solidário – Aqueça um Pet! 

Local: Centro Médico Veterinário Una Linha Verde

Endereço: avenida Cristiano Machado, nº 11.157, bairro Vila Clóris

Dias: segunda à sexta-feira

Horário: 8h às 17h

Mais informações: 31-97130-6615
 

Una 


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