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segunda-feira, 9 de junho de 2025

Anvisa aprova Mounjaro® para o tratamento de sobrepeso com comorbidades e obesidade

Os pacientes que utilizaram Mounjaro® 5 mg perderam, em média, 16%, enquanto os que usaram 15 mg perderam, em média, 22,5%, conforme demonstram os estudos clínicos1

Produzido pela farmacêutica Eli Lilly and Company, Mounjaro é o primeiro e único medicamento aprovado no Brasil e no mundo capaz de atuar nos receptores de dois hormônios incretínicos, o GIP e GLP-12


Nesta segunda-feira (9), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou Mounjaro® (tirzepatida), da farmacêutica Eli Lilly, para o tratamento de sobrepeso na presença de pelo menos uma comorbidade e obesidade3. O medicamento inaugura uma nova classe terapêutica para o tratamento da obesidade, sendo o único medicamento aprovado no Brasil e no mundo capaz de atuar nos receptores de dois hormônios incretínicos, o GIP (polipeptídeo insulinotrópico dependente de glicose) e o GLP-1 (peptídeo 1 semelhante ao glucagon) 2. Além da indicação para diabetes tipo 2, Mounjaro® agora se torna uma opção para o tratamento do controle crônico do peso, em adjuvância a atividade física e dieta de baixa caloria, em pacientes adultos com índice de massa corpórea (IMC) maior ou igual a 30 (obesidade), ou maior ou igual a 27 (sobrepeso) com pelo menos uma comorbidade associada ao peso, como hipertensão, colesterol alto ou pré-diabetes.

A obesidade é uma doença crônica que impacta mais de 1 bilhão de pessoas no mundo, sendo 40 milhões delas só no Brasil, ou um em cada quatro adultos4. “A obesidade possui mais de 200 complicações associadas, incluindo um aumento no risco de diabetes tipo 2 em 243%; doenças cardíacas coronarianas em 69%; e hipertensão em 113%. Se o cenário atual já é grave, imaginemos o impacto em 20 anos, quando segundo projeção da WOF (World Obesity Federation), 75% dos adultos brasileiros poderão ter obesidade ou sobrepeso. Sendo assim, novas opções de tratamento trazem mais oportunidades de tratamento para quem vive com obesidade e está à procura de melhores alternativas para controle de peso”, explica Luiz Magno, Diretor Sênior da Área Médica da Lilly do Brasil. 

A aprovação de Mounjaro® foi baseada nos resultados do programa SURMOUNT, um conjunto de sete estudos clínicos de fase 3 que recrutou mais de 20 mil pacientes em todo o mundo.

 

Estudos clínicos demostraram que Mounjaro® levou a resultados sem precedentes na perda de peso

No SURMOUNT-1, estudo com duração de 72 semanas e que recrutou cerca de 2.500 adultos com obesidade ou sobrepeso e uma comorbidade associada, com exceção de diabetes, as pessoas que utilizaram Mounjaro® associado à dieta e exercício, apresentaram uma perda de peso superior quando comparado ao placebo. Na dose mais alta do tratamento (15 mg), indivíduos perderam, em média, 22,5%, enquanto na dose mais baixa (5 mg), perderam, em média, 16% (em comparação com 0,3% no placebo)1. 

Além disso, cerca de 40% dos participantes que usaram Mounjaro® perderam mais de 40% do peso corporal total, em comparação a 0,3% do grupo placebo1. Os participantes do estudo que conciliaram o uso de Mounjaro® à dieta e exercício observaram mudanças no colesterol e reduções na pressão arterial e na medida da cintura. As mudanças foram desfechos secundários a partir do uso do medicamento, e não fazem parte da indicação desse. 

Já no estudo SURMOUNT-5, que foi recentemente publicado no The New England Journal of Medicine, foram avaliadas a segurança e eficácia de Mounjaro® vs semaglutida, agonista dos receptores de GLP-1, em adultos com obesidade ou sobrepeso, sem diabetes, e com pelo menos uma comorbidade relacionada à obesidade5. 

No desfecho primário, os participantes tratados com Mounjaro® alcançaram uma redução média de peso de 20,2% em comparação a 13,7% com a semaglutida, em 72 semanas, ou seja, uma perda de peso relativa 47% maior5. Em média, os pacientes em uso de Mounjaro® perderam 22,8 kg, enquanto os que estavam em uso de semaglutida perderam 15 kg5. 

Além disso, na avaliação categórica de perda de peso, que classifica os pacientes pelo percentual de peso eliminado, observamos 64,6% dos participantes em uso da medicação alcançando pelo menos 15% de perda de peso, em comparação com 40,1% daqueles tratados com semaglutida5. Adicionalmente, os participantes tratados com Mounjaro® alcançaram uma redução média superior de circunferência abdominal de 18,4 cm, enquanto os tratados com semaglutida tiveram uma redução média de 13 cm5. 

O perfil de segurança geral de Mounjaro® foi semelhante ao que já é observado para a bem estabelecida classe de agonistas do receptor do GLP-1. Em todos os braços de tratamento, os eventos adversos mais comumente relatados foram relacionados ao trato gastrointestinal.

 

Obesidade ≠ Desejo social de emagrecer 

Pessoas que vivem com obesidade tendem a ter seu quadro clínico negligenciado, pois não há ainda um entendimento sistematizado e socialmente aceito que essa é uma doença que demanda atenção urgente e tratamento multidisciplinar, incluindo opções farmacológicas.

“Infelizmente, apesar das evidências científicas contrárias, a obesidade é frequentemente vista como uma escolha de estilo de vida – algo que as pessoas deveriam gerenciar por si mesmas. Durante décadas, dieta e exercício foram as únicas opções de tratamento, mas nem todos os pacientes conseguem perder peso apenas com essa abordagem. Graças a todos os estudos recentes, agora sabemos que o próprio corpo pode responder a uma dieta de déficit calórico aumentando a fome e reduzindo a sensação de saciedade, ou seja, o próprio metabolismo do paciente dificulta a perda de peso e facilita o reganho”, explica Magno. 

A Lilly, ao longo de nossos quase 150 anos de história, quer eliminar os estigmas e percepções errôneas sobre a obesidade e transformar como ela pode ser tratada, já que o medicamento é parte do tratamento multidisciplinar. “A obesidade é diferente de um desejo social de emagrecer. A Lilly não promove ou encoraja o uso de medicamentos para fins estéticos e entende que essa prática só estigmatizada ainda mais a medicação para os pacientes que realmente precisam dela para ter benefícios para a saúde”, destaca o Diretor Sênior da Área Médica da Lilly do Brasil.

 

Mounjaro® no Brasil 

Mounjaro® está sendo comercializado no Brasil desde maio de 2025 e, neste momento, estão disponíveis no mercado nacional nas concentrações de 2,5 mg e 5 mg. Mounjaro® chega aos pacientes dentro do Programa Lilly Melhor Para Você pelo preço máximo de R$ 1.406,75 (2,5 mg) e R$ 1.759,64 (5 mg) no e-commerce e R$ 1.506,76 (2,5 mg) e R$ 1.859,65 (5 mg) nas lojas físicas. Já as compras realizadas fora do programa terão os valores máximos de R$ 1.907,29 (2,5 mg) e R$ 2.384,34 (5 mg), considerando a alíquota de 18% de ICMS.

Mounjaro® é disponibilizado em caneta autoinjetora de dose única, em embalagens contendo quatro canetas, equivalente a um mês de tratamento. O device foi desenvolvido para oferecer comodidade de administração e vem com uma agulha pré-fixada e oculta que os pacientes não precisam manusear. Em quatro etapas simples de administração – destampar, posicionar, destravar e pressionar/segurar – os pacientes podem fazer a autoaplicação por um botão e depois confirmar que a dose foi administrada. Após o uso da caneta, ela deve ser descartada no recipiente de perfurocortante. 

Pensando em reduzir o impacto ambiental, não só de Mounjaro®, mas de todos os seus medicamentos, a Lilly do Brasil adotou o selo eureciclo para toda sua produção. O selo eureciclo é uma certificação reconhecida nacionalmente que representa o compromisso da empresa com a compensação ambiental dos resíduos gerados pelas suas embalagens. 

“Isso significa que a cada embalagem de produtos Lilly vendida, seja de Mounjaro® ou qualquer outro produto, 100% de outra embalagem equivalente em peso será reciclada. Esse processo gera incentivos para organizações de catadores e as centrais de triagem, colaborando não só com a preservação do meio ambiente, mas também com a geração de renda e emprego para trabalhadores de todo o país”, afirma Felipe Borges dos Reis, Diretor Sênior de Acesso e Assuntos Corporativos.

 

Programa Lilly Melhor Para Você

Para promover o aumento do acesso e auxiliar os pacientes ao longo de suas jornadas de tratamento, a Lilly incluiu Mounjaro® em seu Programa de Suporte ao Paciente, Lilly Melhor Para Você, que oferece suporte de educadores especializados, materiais educativos, condições especiais na compra de medicamentos participantes do programa e dicas de saúde e qualidade de vida. 

O programa é gratuito e está disponível aos pacientes que receberam a prescrição do seu médico para um medicamento Lilly participante do programa, e com pelo menos uma indicação aprovada em bula. Para se cadastrar, os pacientes podem acessar o site Lilly Melhor Para Você e conhecer os serviços disponíveis e os medicamentos participantes. Os pacientes também podem tirar as dúvidas sobre o programa com o SAC Lilly, pelo telefone 0800 701 0444, WhatsApp (11-5108-0101) ou e-mail: sac_brasil@lilly.com




Lilly
Para saber mais, acesse o site da Lilly do Brasil, e nossas redes sociais: Instagram, Facebook e LinkedIn.



Referências:

1.Jastreboff AM, Aronne LJ, Ahmad NN, et al. Tirzepatide Once Weekly for the Treatment of Obesity. New England Journal of Medicine 2022;387(3):205-216. DOI: doi:10.1056/NEJMoa2206038.

2. Karagiannis T, Avgerinos I, Liakos A, Del Prato S, Matthews DR, Tsapas A, Bekiari E. Management of type 2 diabetes with the dual GIP/GLP-1 receptor agonist tirzepatide: a systematic review and meta-analysis. Diabetologia. 2022 Aug;65(8):1251-1261. doi: 10.1007/s00125-022-05715-43.

3. Diário Oficial da União. Disponível em Link. Acesso em 9 de junho de 2025.

4. One in eight people are now living with obesity; OMS. Disponível em: Link ; [Acessado em Junho 2025].

5. Aronne LJ, Horn DB, Roux CWl, et al. Tirzepatide as Compared with Semaglutide for the Treatment of Obesity. New England Journal of Medicine DOI: doi:10.1056/NEJMoa2416394



Brasil tem mais de 16 milhões de pessoas com diabetes: alimentação equilibrada é aliada no controle da doenç

Imagem: Arquivo
Clinica Censo

Especialista da Clínica Censo alerta para prevenção e importância do diagnóstico precoce


De acordo com dados do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Diabetes, mais de 16 milhões de pessoas vivem com diabetes tipo 2, número que pode dobrar até 2040, se mantido o atual ritmo de crescimento. No mês de junho, o calendário reforça a conscientização sobre uma das doenças crônicas mais prevalentes no Dia Nacional do Diabetes, lembrado em 26 de junho.

 

O diabetes mellitus é uma condição metabólica caracterizada por níveis elevados de glicose no sangue (hiperglicemia). Existem dois tipos principais: o tipo 1, geralmente diagnosticado na infância ou adolescência, e o tipo 2, mais comum em adultos e associado a fatores como alimentação inadequada, sedentarismo, obesidade e histórico familiar.

 

Segundo o endocrinologista Makxon Sousa, da Clínica Censo, os cuidados diários são fundamentais para prevenir complicações sérias da doença. “O controle adequado do diabetes é fundamental para evitar problemas nos olhos, rins, nervos, coração e vasos sanguíneos. Além disso, reduz significativamente o risco de infarto, AVC e outras intercorrências graves”, explicou.


 

Como prevenir?

 

Para o especialista, o acompanhamento médico regular, o monitoramento da glicemia, o uso correto da medicação e uma alimentação equilibrada são pilares no tratamento e na prevenção da doença. “É preciso reduzir ao máximo o consumo de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcares, gorduras saturadas e sódio. A base da alimentação deve ser composta por alimentos mais naturais, que forneçam fibras, vitaminas e minerais importantes para o controle da glicemia e do colesterol”, orientou o médico.

 

Ele destacou ainda que a alimentação saudável deve estar acompanhada de outros hábitos de vida. “Manter um peso adequado, praticar exercícios físicos regularmente, dormir bem, controlar o estresse, evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool são atitudes fundamentais”, acrescentou.

 



Clínica Censo

Frio favorece infecções íntimas: saiba como se proteger da candidíase e outras condições

Ginecologista Loreta Canivilo alerta e orienta sobre cuidados essenciais para evitar desconfortos e infecções ginecológicas


Com a chegada do inverno, aumentam não apenas os casos de gripes e resfriados, mas também as infecções ginecológicas, como a candidíase, vaginoses e infecção urinária. O frio, aliado a hábitos típicos da estação, pode criar um ambiente propício para o desequilíbrio da flora vaginal, favorecendo o surgimento de desconfortos íntimos que afetam a saúde e a qualidade de vida das mulheres.

Segundo a ginecologista Loreta Canivilo, a combinação de roupas mais apertadas e menos ventiladas com a diminuição na ingestão de água e na exposição ao sol compromete a imunidade e altera o pH vaginal. “No inverno, é muito comum que as mulheres usem calças justas, meias-calças e roupas íntimas de tecidos sintéticos por longos períodos. Isso reduz a ventilação na região íntima e aumenta a umidade, criando um ambiente ideal para a proliferação de fungos e bactérias”, explica a especialista Loreta.

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), cerca de 75% das mulheres ao longo de suas vidas são afetadas por candidíase, que é uma infecção ginecológica. A candidíase, uma das infecções mais frequentes nessa época, é causada pelo crescimento excessivo do fungo Candida albicans. Os sintomas incluem coceira intensa, ardência, vermelhidão e corrimento esbranquiçado. Já as vaginoses bacterianas são causadas por desequilíbrios na microbiota vaginal, podendo gerar odor forte e secreção acinzentada.


Como prevenir infecções ginecológicas no inverno?

A ginecologista Loreta Canivilo orienta que a prevenção deve começar com hábitos simples no dia a dia. “Evite o uso prolongado de roupas muito justas e tecidos sintéticos. Dê preferência a calcinhas de algodão, e, se possível, durma sem roupa íntima para que a região respire durante a noite”, recomenda.

Além disso, manter a higiene íntima com produtos neutros e evitar duchas vaginais também são medidas importantes, lavar delicadamente a área externa da região genital, evitando inserir sabonete no canal vaginal. A especialista reforça ainda a importância da hidratação e de manter uma alimentação equilibrada, rica em fibras, probióticos naturais e alimentos que ajudam a fortalecer o sistema imunológico.

Em casos de dor, ardor ou corrimento persistente, a recomendação é procurar um ginecologista para avaliação adequada e tratamento correto. “Não se automedique. Cada tipo de infecção tem uma causa específica e precisa ser tratada com o medicamento adequado. O uso incorreto de antifúngicos ou antibióticos pode piorar o quadro ou provocar resistência microbiana”, alerta Canivilo.


Alívio dos sintomas e tratamento

Para aliviar desconfortos leves, compressas mornas, uso de roupas leves em casa e ingestão de bastante água podem ajudar. Em tratamentos específicos, o médico pode prescrever cremes vaginais ou medicamentos orais conforme a infecção diagnosticada.

Loreta Canivilo também enfatiza o papel da consulta de rotina: “Consultas periódicas ao ginecologista são fundamentais, especialmente em épocas do ano que favorecem o surgimento de infecções. A prevenção começa com informação e acompanhamento adequado”.

 


Dra. Loreta Canivilo - A médica ginecologista, obstetra e gineco-endocrinologista Loreta Canivilo é especialista em reposição hormonal feminina, estética íntima feminina e no tratamento de doenças do útero e endométrio. A profissional possui diversas pós-graduações em instituições de referência, como o Hospital Sírio-Libanês, onde se especializou em Reprodução e Ginecologia Endócrina, e o Hospital Albert Einstein, onde estudou Medicina em Estado da Arte. Também é especialista em Nutrologia e Endocrinologia pela Faculdade Primum, referência em educação médica. Nas redes sociais, Loreta já acumula mais de 80 mil seguidores (@draloreta), oferecendo conteúdos explicativos sobre saúde da mulher, gestação, reposição hormonal e implantes. Além disso, é idealizadora de um projeto social, em parceria com o Instituto Primum — onde também ministra aulas —, que promove atendimento gratuito de saúde feminina para mulheres em situação de vulnerabilidade.


Homens, fiquem atentos: falta de ferro pode afetar sua fertilidad


Dr. Carlos Alberto Reyes Medina explica como a anemia e a baixa ingestão de ferro comprometem a saúde reprodutiva dos homens


Quando o assunto é fertilidade, a atenção costuma se voltar às mulheres. No entanto, fatores ligados à saúde masculina, especialmente os nutricionais, também têm impacto direto na capacidade de conceber.

Um deles é a deficiência de ferro, que pode interferir na produção e qualidade dos espermatozoides. O alerta é do Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da Carnot Laboratórios. Inclusive, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 12,7% dos homens em todo o mundo sofrem de anemia.

“O ferro é essencial para diversas funções no organismo, inclusive no processo de oxigenação celular. Quando há deficiência desse nutriente, o corpo sofre uma queda no metabolismo celular e na produção de energia, o que pode afetar diretamente os testículos e a espermatogênese, ou seja, a produção de espermatozoides”, explica o especialista.

Segundo o médico, a baixa concentração de ferro no sangue também pode influenciar a motilidade espermática, dificultando o deslocamento dos espermatozoides até o óvulo. “Além da quantidade, a qualidade do sêmen pode ser comprometida. Estudos já associaram anemia a alterações na morfologia espermática e a níveis hormonais desfavoráveis, como a diminuição da testosterona”, afirma.

De acordo com o Dr. Reyes Medina, homens que apresentam cansaço constante, palidez, falta de disposição, tonturas ou dificuldade de concentração devem investigar se há carência de ferro, especialmente se estiverem tentando ter filhos. “Muitos casos de infertilidade masculina são multifatoriais, mas o estado nutricional é uma das variáveis que pode ser modificada com orientação adequada. Uma simples reposição de ferro, quando indicada, pode melhorar significativamente a saúde reprodutiva”, diz.

Para prevenir a deficiência, o especialista recomenda uma alimentação equilibrada, com fontes de ferro como carnes magras, leguminosas, vegetais de folhas escuras e grãos integrais. “Em casos de dificuldade de absorção ou perdas excessivas de ferro, como em atletas de alta performance ou pessoas com distúrbios gastrointestinais, pode ser necessária a suplementação, sempre com acompanhamento médico”, reforça.

O médico ainda finaliza lembrando que cuidar da fertilidade masculina vai além da saúde sexual. “A fertilidade é um reflexo do estado geral do organismo. Um corpo saudável tende a ter um sistema reprodutivo saudável. E o ferro é um dos pilares que sustentam esse equilíbrio.”

 

Carnot® Laboratórios


Ceratocone avança no Brasil, mostra relatóri

SNT aponta aumento no número de transplantes de córnea e inscritos na fila. PACE cross-linking pode prevenir cirurgia.

 

Este mês acontece a campanha Junho Violeta de combate ao ceratocone, maior causa de transplante de córnea que não para de crescer no Brasil. Relatório do SNT (Sistema Nacional de Transplante) do Ministério da Saúde mostra que até março foram realizados no País 4.048 transplantes. No período o número de inscritos na fila totalizava 31,8 mil. No início de junho o número de transplantes chegou a 7.145 e os inscritos na fila a 32,4 mil, sendo 46% homens e 54% mulheres.

De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier, o ceratocone geralmente surge na puberdade, fragiliza as fibras de colágeno e afina a porção central da córnea, lente externa do olho que toma o formato de um cone. Resultado: a córnea envia as imagens que capta para diferentes pontos da retina deixando a visão próxima e à distância desfocadas. Por isso, causa muita fotofobia, compromete o aprendizado, dificulta a prática de esportes, a condução de veículos e a performance no trabalho.

 

Levantamento

Inicialmente, explica, a correção pode ser feita com óculos, mas conforme o ceratocone progride é indicado o uso de lente de contato rígida para aplanar o formato da córnea e melhorar a correção refrativa. O problema, comenta é que um levantamento realizado no hospital com 319 pacientes diagnosticados com ceratocone mostra que 1 em cada 4 não fazem acompanhamento periódico conforme a recomendação do oftalmologista. “A alteração na curvatura da córnea pode aumentar a fricção da lente e acelerar a progressão do ceratocone. Por isso, o mais seguro é a adaptação de lente escleral que se apoia na esclera, parte branca do olho”, observa. Metade dos participantes também declararam ter doença alérgica respiratória que agrava a coceira no olhos. A principal recomendação para prevenir a piora da doença é não coçar os olhos. Por isso, o especialista afirma que é importante sempre carregar colírio anti-histamínico e lubrificante sem conservante. Isso porque o conservante pode irritar os olhos.

 

Novidade no tratamento

A principal recomendação preventiva é não coçar os olhos para evitar a progressão da doença. “No ceratocone o diagnóstico precoce é crucial”, pontua. Isso porque, no período de progressão é indicado aplicar na córnea o cross-linking, uma associação de riboflavina (vitamina B2) e radiação ultravioleta, único tratamento que interrompe o a progressão da doença por fortalece as ligações cruzadas das fibras de colágeno da córnea. A novidade mais avançada desta técnica, comenta, é o PACE que permite ao cirurgião realizar aplicação de riboflavina e radiação ultravioleta e laser para a remodelação superficial da córnea c direciona ao coma, mais importante imperfeição óptica em córneas com ceratocone. O resultado, comenta, é perda mínima de tecido da córnea que se mantém estável, melhora da visão e redução da necessidade de transplante.

Com este tratamento é possível eliminar o risco do transplante, uso de óculos e lente de contato. A consulta oftalmológica deve ser mantida para diagnosticar qualquer alteração na visão que possa passar despercebida no início e traga complicações futuras, finaliza.


Cinco destinos internacionais para aproveitar as férias em família

Conheça países em alta entre viajantes da Airalo e dicas para viajar com crianças neste inverno

 

Roma
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Com a chegada das férias escolares, muitas famílias aproveitam o período para viver momentos especiais, especialmente viajando juntos. Segundo levantamento da Airalo, primeira loja global de eSIMs, Estados Unidos, Itália, Argentina, Chile e Portugal estão entre os países mais buscados por usuários da plataforma. Dentro desses destinos, algumas cidades se destacam especialmente entre as famílias por sua oferta de atrações para todas as idades — como Orlando, Buenos Aires, Roma, Santiago e Lisboa, que reúnem desde parques temáticos e museus interativos até passeios ao ar livre e experiências gastronômicas.
 

Orlando, nos Estados Unidos 

 

Orlando
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Em Orlando, há diversas opções além dos parques temáticos tradicionais. O Kennedy Space Center proporciona uma imersão no universo espacial com foguetes e simulações interativas. O Orlando Science Center reúne exposições de ciência e tecnologia voltadas ao público infantil. Para atividades ao ar livre, o Lake Eola Park oferece pedalinhos e piqueniques, enquanto o Harry P. Leu Gardens encanta com trilhas e jardins. Também é válido incluir no roteiro passeios de barco pelos lagos da região e visitas ao Crayola Experience, espaço dedicado à criatividade das crianças.
 

Buenos Aires, na Argentina


Buenos Aires
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Buenos Aires conquista as famílias com o Museo de los Niños, onde crianças vivem o dia a dia de profissões reais, e o Ecoparque, com foco em conservação ambiental. Os Bosques de Palermo oferecem áreas de lazer ao ar livre com pedalinho e trilhas. Já um passeio de barco pelo Delta do Tigre revela outro ângulo da região metropolitana, enquanto bairros como La Boca combinam arte, dança e cultura em ruas coloridas.
 

Roma, na Itália

Roma
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Roma é um verdadeiro parque de diversões histórico e educativo. O Bioparco di Roma abriga mais de mil animais em um ambiente arborizado e acessível. O Museu Explora proporciona aprendizado interativo voltado à ciência e sustentabilidade. Crianças também podem se divertir com aulas de culinária — preparando pizza e massas — e passeios de bicicleta pelos jardins da Villa Borghese. O Coliseu e o Fórum Romano, por sua vez, ficam ainda mais atrativos para as famílias com os tours guiados adaptados para o público infantil.
 

Santiago, no Chile

Santiago
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Santiago é uma capital que une natureza, cultura e modernidade. O Museu Interativo Mirador surpreende com experiências científicas e tecnológicas. O Parque Bicentenário tem lagos, flamingos e brinquedos, e o Cerro San Cristóbal, acessado por funicular, oferece vistas panorâmicas e abriga o Zoológico Nacional. Para quem deseja explorar além do centro, o Cajón del Maipo permite contato com montanhas, rios e trilhas — ideal para famílias aventureiras.
 

Lisboa, em Portugal


 

Lisboa
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Lisboa une história, cultura e atrações acessíveis para toda a família. O Oceanário é um dos maiores da Europa e atrai crianças com atividades como “Dormindo com Tubarões”. O Pavilhão do Conhecimento oferece exposições interativas de ciência, enquanto o Castelo de São Jorge permite explorar muralhas históricas com vista para a cidade. Outras opções incluem o Museu das Ilusões, o Jardim Zoológico — com teleférico e shows de golfinhos — e passeios de barco pelo Tejo com o veículo anfíbio Hippotrip. 

Para transformar essas experiências em memórias inesquecíveis, algumas dicas são essenciais para quem viaja com crianças: planejar roteiros com atividades equilibradas, respeitando os limites das crianças; evitar deslocamentos longos sob calor intenso; garantir pausas para descanso e alimentação; e manter sempre lanches, água e documentos à mão. 

Outro ponto crucial é garantir acesso à internet desde a chegada ao destino e nessas situações o eSIM da Airalo surge como um facilitador importante: com cobertura em mais de 200 países e ativação rápida e digital, ele permite acessar mapas, tradutores, atrações próximas, vídeos educativos e manter contato com familiares no Brasil — tudo com segurança e sem depender de redes públicas ou chips físicos.


Airalo


Cidades espanholas atraem trabalhadores estrangeiros com oportunidades e qualidade de vida acessíve

 

San Sebastián, Santiago de Compostela e Valência se destacam como destinos promissores para quem busca qualidade de vida e mercado de trabalho aquecido na Espanha


A Espanha é um dos principais destinos europeus para profissionais estrangeiros que buscam aliar desenvolvimento de carreira a qualidade de vida. Cidades como San Sebastián, Santiago de Compostela e Valência vêm ganhando destaque por oferecerem uma combinação atrativa de mercado de trabalho aquecido, infraestrutura eficiente e custo de vida acessível. Na contramão de outros países europeus, em maio entrou em vigor o novo Regulamento de Estrangeiros, que estabelece regras mais flexíveis para facilitar a regularização de imigrantes. Segundo o governo espanhol, a medida deve beneficiar cerca de 900 mil pessoas nos próximos três anos.

De acordo com um estudo da plataforma Cvapp, San Sebastián lidera o ranking das melhores cidades espanholas para graduados universitários, seguida por Santiago de Compostela, Salamanca, Zaragoza e Toledo. O levantamento considerou aspectos como qualidade de vida, situação econômica e opções de lazer. A cidade basca se destaca ainda por sua baixa taxa de desemprego, de 7,21%. O relatório aponta uma evolução positiva na inserção de recém-formados no mercado de trabalho, com aumento de 58% na ocupação e queda da taxa de desemprego de 29,2% para 12,5% na última década.

O mercado de trabalho espanhol como um todo também apresentou desempenho favorável. Dados da Pesquisa de População Ativa (EPA) indicam que, mesmo com uma leve retração no número de empregados no primeiro trimestre de 2025, o saldo dos últimos 12 meses foi positivo, com a criação de 515.400 postos de trabalho. O número de pessoas economicamente ativas subiu para 24.554.500, enquanto a taxa de desemprego geral ficou em 11,36%, com aumento de 0,75 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.

Entre os setores com maior crescimento em 2024, destacam-se comercial e vendas, compras, logística e armazenagem, entre outras profissões. Madri e Catalunha se mantêm como as regiões com maior volume de ofertas de emprego, enquanto os melhores salários foram observados no País Basco e Navarra. 

Para os brasileiros que desejam trabalhar na Espanha, compreender as exigências legais e o processo de imigração é fundamental. Renata Barbalho, fundadora e CEO da consultoria Espanha Fácil, especializada em assessoria para imigração, explica que existem diferentes modalidades de visto conforme o perfil do profissional. O visto de trabalho para empregado e subordinado, por exemplo, exige uma oferta formal de uma empresa espanhola. 

Em maio também entrou em vigor o novo visto de procura de trabalho, que permitirá a estrangeiros residir no país por até 12 meses para buscar uma vaga ou iniciar um empreendimento. No entanto, Barbalho alerta que esse benefício é exclusivo para grupos específicos, como filhos e netos de espanhóis e profissionais cuja definição ainda depende do governo. “Os critérios para a solicitação desse visto ainda serão decididos em reunião ministerial. Além disso, os pedidos só poderão ser realizados em consulados autorizados e seguir normas rigorosas, que também serão divulgadas pelo governo espanhol. Ou seja, não se trata de um visto aberto para qualquer pessoa aplicar. Cada objetivo demanda um tipo específico de autorização, que pode variar em termos de requisitos como comprovação de renda, seguro-saúde e vínculos familiares”, afirma Barbalho.

Ela também ressalta a importância de adaptar o currículo aos padrões europeus e realizar uma pesquisa prévia sobre o mercado local. “A escolha da cidade influencia diretamente tanto nas oportunidades quanto no custo de vida. Além disso, contar com uma consultoria especializada pode facilitar o processo de obtenção do visto e auxiliar na adaptação ao novo país”, pontua.

Com uma abordagem estratégica, planejamento adequado e apoio profissional, os brasileiros podem encontrar na Espanha um ambiente favorável para o desenvolvimento de suas carreiras e uma vida com mais equilíbrio entre trabalho e bem-estar.


Em alerta no Dia dos Namorados, mais de 47 mil mulheres sofrem violência doméstica, aponta estud

Segundo empresa de dados judiciais Predictus, de 2017 a 2020, os registros mensais variavam entre 20 e 35 mil casos


O Dia dos Namorados, celebrado na quinta-feira (12), se aproxima, e com ele, a tradicional celebração do amor romântico. Vitrines se enchem de presentes, campanhas publicitárias falam de cumplicidade e as redes sociais se inundam de declarações. No entanto, para milhares de mulheres brasileiras, essa data representa o oposto: medo, silêncio e dor. 

De acordo com estudo da Predictus, maior banco de dados judiciais do Brasil, mais de 47 mil processos por violência doméstica foram abertos no Brasil apenas em março de 2025 — o maior número já registrado nos últimos anos. Esse dado alarmante revela uma dura realidade que se intensifica em silêncio, muitas vezes dentro de casa. 

Nos anos de 2017 a 2020, os registros mensais variavam entre 20 e 35 mil casos. Durante o isolamento, os números caíram, mas não os episódios. A partir de 2021, as denúncias voltaram a crescer. E 2023, 2024 e agora 2025 consolidam a maior escalada já registrada. O estudo traz ainda que nos primeiros meses de isolamento social, os números caíram, não por melhora, mas devido ao medo, à falta de acesso a canais de denúncia e ao controle exercido pelo agressor. 

A partir de 2021, os casos voltaram a crescer. Entre 2023 e 2024, os registros se mantiveram altos. E agora, em 2025, atingem um novo pico preocupante. O fundador da Predictus Hendrik Eichler, explica que o estudo levou em conta processos públicos, porém, segundo ele, várias ações dessa natureza tramitam em segredo de justiça. “Os dados do estudo não são apenas estatísticas, mas sim histórias de violência, trauma e, em muitos casos, sobrevivência. O alerta vale especialmente para quem trabalha com pessoas — em setores como Recursos Humanos, jurídico, liderança ou gestão. É preciso lembrar que a violência doméstica não está distante: ela pode estar em qualquer ambiente, inclusive nas organizações. Ignorar sinais ou deixar de acolher denúncias pode custar caro — e, em alguns casos, a própria vida da vítima”, alerta Hendrik.

 

O futuro das empresas está nas mãos da Geração Z. Mas eles não querem ser líderes


A Geração Z, composta por jovens nascidos entre 1996 e 2010, está moldando o mercado de trabalho com valores e expectativas distintas das gerações anteriores. Enquanto os Baby Boomers viam a liderança como símbolo de status e os Millennials como um trampolim para oportunidades, muitos da Geração Z encaram cargos de chefia com desconfiança. Essa resistência levanta questões cruciais sobre o futuro das organizações.    

Segundo uma pesquisa da consultoria Robert Walters, 72% dos jovens da Geração Z preferem progredir em cargos como colaboradores individuais a assumir posições de gestão intermediária. Os principais motivos incluem o estresse associado à liderança, a percepção de falta de recompensa proporcional e o desejo de manter o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. 

Além disso, muitos jovens não se sentem preparados para liderar. Uma pesquisa publicada na Revista do Encontro de Gestão e Tecnologia revelou que apenas 36% dos entrevistados da Geração Z se sentem prontos para assumir posições de liderança, enquanto 24% demonstram incerteza, refletindo tanto a falta de experiência quanto a aversão aos modelos de liderança tradicionais.

A nova geração preza pela convivência, pela troca, pela parceria nos negócios. Nas entrevistas que conduzi (e não foram poucas) com esse público, ficou claro que enxergam na gestão um trabalho solitário. A necessidade de se indispor com colegas e comandados, trabalhar além do horário, participar de reuniões intermináveis e serem cobrados pelo trabalho e desempenho de outros, isso tudo faz com que jovens fujam de toda e qualquer possibilidade de assumir um cargo de liderança. 

A Geração Z prioriza a autonomia, o bem-estar mental e a equidade de oportunidades. Eles buscam ambientes de trabalho colaborativos, com estruturas menos hierárquicas e que ofereçam flexibilidade. A familiaridade com a tecnologia e a valorização de causas sociais também influenciam suas escolhas profissionais.

 

Como as empresas podem responder a essa tendência?   

Programas de desenvolvimento específicos têm mostrado eficácia na retenção e movimentação interna desses jovens, ao oferecer treinamentos focados, mentorias e oportunidades práticas.Para atrair e reter talentos da Geração Z, as organizações precisam repensar seus modelos de liderança. Algumas estratégias incluem:     

●     Redefinir o papel do gestor: Transformar a função de liderança em um papel mais estratégico e envolvente, focado no desenvolvimento de talentos e na promoção da colaboração.

●     Automatizar tarefas administrativas: Utilizar a tecnologia para reduzir a carga burocrática dos gestores, permitindo que se concentrem nas pessoas.

●     Oferecer formação e desenvolvimento contínuo: Implementar programas de mentoria e desenvolvimento de soft skills para preparar os jovens para funções de liderança.

●     Mudar os indicadores de sucesso: Avaliar a performance dos gestores com base no engajamento das equipes, capacidade de promover inovação e impacto na cultura organizacional.

●     Recompensar o trabalho de gestão de forma justa: Garantir que a remuneração e o reconhecimento estejam alinhados às responsabilidades assumidas.

●     Enquadrar a gestão como uma oportunidade de crescimento: Apresentar a liderança como um caminho para desenvolvimento pessoal e profissional, e não apenas como uma posição de autoridade. 

A relutância da Geração Z em assumir cargos de liderança não deve ser vista como um obstáculo, mas como uma oportunidade para as empresas reavaliarem e adaptarem seus modelos de gestão. Ao compreender e abraçar as características únicas dessa geração, as organizações podem promover uma cultura de inovação, colaboração e crescimento sustentável. Portanto, não apenas o futuro da liderança, mas das próprias corporações dependerá da capacidade de equilibrar as expectativas dos jovens profissionais com as necessidades estratégicas das empresas.

 

Fred Torrës - sócio sênior do Grupo Hub, consultoria de RH especializada em recrutamento e seleção e desenvolvimento de pessoas, com mais de dez anos de atuação no mercado.



5 dicas de como utilizar materiais didáticos híbridos em sala de aula

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Especialista da plataforma par, Talita Fagundes, destaca como combinar recursos físicos e digitais para o alcance da alta performance pelo estudante

 

Com o avanço das tecnologias e a crescente demanda por abordagens mais personalizadas na educação, a avaliação diagnóstica se torna um apoio fundamental. Por meio dessa ferramenta, com base no desempenho da turma, os professores conseguem identificar os avanços e as principais dificuldades dos alunos, o que permite um planejamento pedagógico mais estratégico e eficaz.  

Nesse contexto, o apoio de materiais didáticos híbridos surge como um aliado. De acordo com a gerente pedagógica da plataforma par, Talita Fagundes, ao intercalar recursos pedagógicos híbridos (físicos e digitais), as escolas oferecem uma variedade de conteúdo para atender às diversas demandas de aprendizado dos estudantes.  

Além disso, a especialista destaca que o uso da avaliação diagnóstica - que identifica os principais pontos de melhoria da turma e dos estudantes, de maneira individualizada -, junto a uma gestão de ensino eficaz - que orienta os educadores sobre como utilizar dados para desenvolver estratégias de ensino personalizadas e apoiadas por recursos híbridos -, é essencial para estimular melhorias no desempenho dos alunos.  

Dessa forma, para apoiar os educadores, a especialista lista 5 dicas de como os professores podem utilizar materiais didáticos híbridos para preparar os alunos para o alcance da alta performance. Confira:  

1.   Utilize a avaliação diagnóstica como ponto de partida: Antes de iniciar um novo conteúdo, aplique avaliações diagnósticas para identificar os principais pontos de melhoria da turma. A partir desses dados, organize um planejamento personalizado tendo como foco as lacunas detectadas e personalize as atividades com recursos digitais e físicos; 

2.   Combine livros didáticos físicos e digitais: Aproveite o conteúdo estruturado pela plataforma para seguir as sequências didáticas sugeridas. A combinação garante consistência no aprendizado e permite ao professor construir o conhecimento respeitando o ritmo da turma, além de promover a educação midiática, por meio dos recursos inovadores e tecnológicos; 

3.   Potencialize o ensino com banco de questões digital: Utilize filtros do banco de questões digital para montar listas, provas e simulados alinhados ao conteúdo trabalhado e ao nível da turma. Isso permite avaliar com precisão os avanços e ajustar o foco pedagógico com base nos resultados, fortalecendo a gestão da aprendizagem; 

4.   Engaje os alunos com a plataforma gamificada: Transforme o aprendizado em um processo interativo. A gamificação aumenta a motivação dos estudantes e reforça conteúdos-chave de forma leve. Além disso, essa proposta é alinhada à Base Nacional Curricular Comum (BNCC); 

5.   Incentive o estudo orientado para promover a autonomia dos alunos: Ofereça listas de exercícios digitais para que os estudantes possam estudar de forma autônoma, especialmente fora do horário de aula. Essa prática desenvolve responsabilidade e disciplina, além de ser uma excelente ferramenta de reforço e revisão. 


Proposta de IOF sobre ativos virtuais é vista como ilegal e agrava insegurança no setor, avalia advogado



Para Pedro Torres, advogado especializado em blockchain e criptoativos, iniciativa desvirtua função do imposto e ignora ausência de regulamentação jurídica sobre o mercado de ativos virtuais

 

A proposta ventilada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, de ampliar a cobrança do IOF (Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários) para incluir operações com ativos virtuais tem gerado forte reação no setor de criptoativos. Apresentada como alternativa ao aumento linear de 3,5% sobre operações de câmbio e cartões, a medida é considerada inconstitucional e contrária às melhores práticas regulatórias globais. 

Especialistas afirmam que a proposta não apenas carece de base legal, como também agrava a insegurança regulatória em um setor ainda em consolidação. “A tentativa de tributar operações com ativos virtuais deturpa a natureza jurídica e a finalidade extrafiscal do IOF. Trata-se de um esforço puramente arrecadatório, disposto a contornar a legalidade em prol de um Estado excessivamente gastador que se recusa a cortar primeiro das próprias regalias”, aponta Pedro Torres, advogado especializado em blockchain e criptoativos. 

A motivação por trás da proposta, segundo o advogado, está relacionada ao uso crescente de stablecoins – criptoativos pareados ao dólar – como alternativa para reduzir a incidência de IOF em operações de câmbio. No entanto, o sentimento é de imposição de um ônus fiscal desproporcional. “Não faz sentido tributar um mercado ainda sem definição jurídica adequada. Primeiro impõe-se a construção de um arcabouço normativo-regulatório robusto, capaz de conferir segurança jurídica e previsibilidade a todo o ecossistema. Não faz sentido marcar falta em um jogo que ainda não começou”, argumenta. 

O IOF, instituído pela Lei nº 5.143 de 1966, tem função híbrida — arrecadatória e regulatória — e incide sobre operações de crédito, câmbio, seguros e títulos ou valores mobiliários. O imposto pode ter suas alíquotas moduladas por decreto presidencial, o que lhe confere flexibilidade como instrumento de política econômica. Ainda assim, sua aplicação é limitada por exigências constitucionais. 

“O texto legal não menciona ativos virtuais – e nem poderia, pois estes sequer integram formalmente o Sistema Financeiro Nacional. Qualquer tentativa de alargar a base de incidência exigiria nova lei aprovada pelo Congresso, em respeito ao princípio da legalidade estrita”, destaca Torres. “Além disso, a regulamentação cambial em vigor confirma que stablecoins não se enquadram como moeda estrangeira. A Resolução BCB 277/2022 apenas faz referência genérica à compra ou venda de moeda estrangeira, sem contemplar ativos virtuais”, aponta. 

Para o advogado especializado em blockchain e criptoativos, impor um ônus fiscal desproporcional a um mercado que ainda busca estabilidade regulatória é um contrassenso, que apenas penaliza a inovação e afasta investimentos. “Antes de discutir qualquer tipo de tributação sobre criptoativos, é essencial que o Brasil avance em um marco regulatório claro e juridicamente sólido, que delimite responsabilidades, proteja os usuários e incentive o desenvolvimento tecnológico do setor”, complementa Pedro Torres.


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