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domingo, 8 de junho de 2025

Junho Violeta: mês de atenção à saúde ocular dos Pets

 

Com o objetivo de conscientizar tutores e profissionais da área da medicina veterinária sobre a importância dos cuidados com a visão na qualidade de vida dos animais de estimação, o Junho Violeta marca o mês de prevenção das doenças oculares em cães e gatos. A campanha busca alertar sobre os principais sinais de alerta para a ocorrência das doenças oculares, além de incentivar a busca por atendimento especializado com orientações sobre a prevenção destes problemas e os avanços na medicina veterinária para garantir a saúde ocular dos pets.

O médico-veterinário, mestre em Cirurgia Veterinária, doutor em Medicina Veterinária e coordenador do Programa de Aprimoramento Profissional em Medicina Veterinária da Uniube, Renato Linhares Sampaio, compartilha informações sobre doenças oculares, métodos de diagnóstico e a importância do tratamento adequado.


O que é o Junho Violeta e qual sua importância na prevenção das doenças oculares em pets?

Renato Linhares: O Junho Violeta é uma campanha de conscientização dedicada à prevenção de doenças oculares em animais de companhia. A visão é essencial para a locomoção, identificação de riscos, interação social e com o ambiente, além de contribuir para o bem-estar dos pets. Algumas doenças oculares se desenvolvem de forma silenciosa e só são percebidas precocemente por profissionais especializados em oftalmologia. Por isso, o mês de junho é um momento oportuno para reforçar o cuidado com os olhos dos nossos amigos de quatro patas e estimular o atendimento preventivo com avaliação oftálmica.


Quais são as doenças oculares mais comuns que afetam cães e gatos?

Renato Linhares: Entre as mais frequentes diagnosticadas em cães e gatos estão:

·         Ceratoconjuntivite seca (olho seco): inflamação da superfície ocular, associada à deficiência na produção ou composição da lágrima.

·         Úlceras de córnea: lesões na porção transparente do olho, com risco de perda visual e necessidade de intervenção imediata.

·         Glaucoma: aumento da pressão intraocular, podendo causar cegueira se não tratado.

·         Catarata: opacificação do cristalino, comum em animais idosos ou diabéticos.

·         Uveíte: inflamação ocular frequente em cães com doenças transmitidas por carrapatos e em gatos com viroses.


Existem raças mais propensas a desenvolver problemas oculares?

Renato Linhares: Sim. Raças braquicefálicas de cães, como Shih Tzu, Lhasa Apso, Maltês, Pequinês, Pug e Buldogues, são predispostas a alterações oculares devido à anatomia facial - olhos mais expostos, abertura palpebral ampla e dificuldade de fechamento completo das pálpebras. Isso favorece a secura ocular, úlceras de córnea e traumas. Dobradiças de pele e crescimento anômalo de pelos também contribuem para irritações.


Nos gatos, Persa, Exotic Shorthair e Himalaio compartilham essa predisposição. A anatomia encurtada pode comprometer a drenagem lacrimal, gerando lacrimejamento excessivo e conjuntivites recorrentes. A avaliação oftálmica especializada pode indicar tratamentos como lubrificantes, remoção de cílios anômalos ou higiene específica, sendo essencial para garantir qualidade de vida.

Como é feito o diagnóstico das doenças oculares e quais sintomas os tutores devem observar?


Renato Linhares: O diagnóstico evoluiu com equipamentos modernos como:

·         Biomicroscopia com lâmpada de fenda (avaliação de córnea, íris e cristalino);

·         Tonometria (medição da pressão ocular);

·         Teste de Schirmer (produção lacrimal);

·         Oftalmoscopia (exame da retina).

Exames complementares incluem citologia, cultura microbiológica, exames de sangue e imagem. Muitas doenças oculares estão ligadas a distúrbios sistêmicos, exigindo avaliação conjunta com especialistas.


Os tutores devem observar: olho vermelho, secreção, opacificação da córnea, lacrimejamento excessivo, sensibilidade à luz, coceira com patas, piscadas frequentes ou desorientação. O exame oftalmológico é essencial para diagnóstico precoce e preservação da visão.



Quais são as principais medidas preventivas?


Renato Linhares: A principal medida é a atenção diária do tutor a qualquer alteração ocular. Vermelhidão, secreção, olhos semicerrados ou lacrimejamento devem ser sinais de alerta. Mudanças de comportamento, como dificuldade de localizar brinquedos ou comida, também merecem atenção.


Evite automedicação: colírios com corticoides, por exemplo, podem agravar quadros como úlceras de córnea. O uso do colar elizabetano ajuda a proteger os olhos até a consulta. A prevenção inclui visitas regulares ao veterinário, especialmente para raças predispostas. Com cuidado e acompanhamento, é possível garantir mais qualidade de vida ao pet.



A alimentação e os cuidados gerais influenciam na saúde ocular?


Renato Linhares: Sim. Uma alimentação balanceada é fundamental. O controle de peso previne doenças como o diabetes mellitus, que pode causar catarata diabética. Esse tipo de catarata exige tratamento diferenciado e controle rigoroso da glicemia. Rações comerciais específicas e alimentação natural formulada por veterinário nutricionista garantem os nutrientes necessários. É importante evitar que gatos comam ração de cães, pois isso pode causar deficiências nutricionais. Além disso, manter o pet ativo, com vacinação e vermifugação em dia, também contribui para a saúde ocular e geral.



Há mitos sobre a visão dos pets que precisam ser esclarecidos?


Renato Linhares: Sim. Um dos mitos é que cães e gatos enxergam apenas em preto e branco. Eles veem cores, mas de forma diferente dos humanos. Além disso, têm excelente visão noturna, graças à adaptação evolutiva. Outra crença equivocada é que eles "enxergam mal". A verdade é que usam a visão em conjunto com o olfato e a audição, o que lhes dá uma percepção eficaz do ambiente. Portanto, é importante desmistificar a ideia de que cães e gatos enxergam mal. Eles veem o mundo de forma diferente, mas de um jeito perfeitamente adequado às necessidades deles.


Qual é o acompanhamento ideal para garantir a saúde ocular dos pets?


Renato Linhares: A recomendação é que o pet faça a primeira avaliação oftálmica no primeiro ano de vida. A partir dessa consulta, o especialista define a frequência dos retornos: anual, semestral ou até mais frequente, dependendo da predisposição ou presença de doenças. A rapidez no diagnóstico é essencial para o sucesso do tratamento. O acompanhamento contínuo, aliado à atenção aos sinais clínicos, é a chave para garantir o bem-estar visual dos animais. Em alguns casos, as consultas podem ser anuais; em outros, semestrais ou até mais frequentes, especialmente quando há doenças já diagnosticadas ou maior propensão a problemas oculares. É sempre importante lembrar que os olhos são estruturas sensíveis, e a rapidez no diagnóstico é fundamental para o sucesso do tratamento. Com um acompanhamento regular e atenção aos sinais, é possível garantir mais qualidade de vida e bem-estar visual para os nossos amigos de quatro patas.



Quais são os avanços recentes no diagnóstico e tratamento das doenças oculares em pets?


Renato Linhares: Os avanços na oftalmologia veterinária têm melhorado significativamente a precisão diagnóstica e os tratamentos. Hoje, contamos com equipamentos portáteis específicos para pets, o que permite exames mais rápidos e confortáveis. Também houve evolução na formulação de medicamentos veterinários, que facilitam a administração e aumentam a adesão ao tratamento. Esses avanços têm elevado a qualidade dos atendimentos e contribuído para a preservação da visão e do conforto dos animais.


A saúde ocular dos nossos pets merece atenção constante e cuidadosa.

 

O Junho Violeta é uma oportunidade valiosa para reforçar que o diagnóstico precoce, o acompanhamento especializado e os cuidados diários são fundamentais para o bem-estar dos animais. Observar sinais, realizar check-ups e consultar um médico-veterinário oftalmologista são atitudes que demonstram amor e garantem conforto e qualidade de vida aos nossos companheiros.



Vaca feliz, leite de qualidade: pesquisa do CEUB relaciona o bem-estar animal com a qualidade da produção leiteira

Estudantes de Medicina Veterinária investigaram como o tratamento dos animais pode transformar ou comprometer a qualidade do leite


Você já parou para pensar no caminho que o leite faz até chegar ao seu copo? Muita gente ainda desconfia do processo de produção nas fazendas leiteiras. Visando levar um olhar mais humano para o campo, estudantes de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Brasília (CEUB) desenvolveram pesquisa para avaliar a relação entre o bem-estar das vacas leiteiras e a qualidade do leite. A conclusão é clara: para além da ética, a humanização no cuidado com o animal garante um alimento de maior qualidade. 

O estudo comprova que fatores como conforto, alimentação, prevenção de doenças e o trato humano dos cuidadores influenciam diretamente o comportamento e o desempenho dos animais. “Um animal saudável, bem alimentado, com acesso à sombra, água e ambiente tranquilo, produz melhor, o que beneficia o produtor, o consumidor e, principalmente, o próprio animal”, explicam Ana Carolina Viana da Cruz, Carla Amanajás Scapin, Rani Guerra Schmaltz e Lorena Fernandes Veloso. 

Impulsionada pelo perfil consumidor atento e exigente, a discussão sobre bem-estar animal ganha cada vez mais espaço. “Para quem ainda tem dúvida sobre o leite que compram, é importante saber que o leite industrializado passa por rigorosos controles de qualidade. Existe um processo técnico e legal que protege o consumidor e exige o respeito ao animal”, destaca Francislete Melo, docente de Medicina Veterinária do CEUB e orientadora do projeto. 

O Brasil, que é um dos maiores produtores mundiais, possui normas específicas sobre o tema, como a Instrução Normativa nº 113/2020 do Ministério da Agricultura, além de seguir os princípios internacionais das “Cinco Liberdades”. Eles asseguram que os animais estejam livres de fome, sede, desconforto, dor e medo, expressando comportamentos naturais. “O bem-estar está diretamente ligado à saúde dos animais, à qualidade do leite e à sustentabilidade da cadeia produtiva. Trata-se de uma questão ética, econômica e social”, reforça a professora.
 

Bem-estar e consumo consciente

A pesquisa aponta que práticas simples, como oferecer camas confortáveis, sombra, ventilação adequada e ordenha com equipamentos modernos fazem grande diferença no manejo dos animais. “Animais bem tratados caminham com facilidade, estão mais tranquilos, não têm feridas e apresentam boa condição corporal. Esses são sinais claros de uma produção humanizada e eficiente”. 

De acordo com o grupo de estudantes, o consumidor tem papel importante no processo de fiscalização e consumo consciente. Uma das orientações é observar se o leite possui selo de inspeção oficial, como o Selo de Inspeção Federal (SIF), o Selo de Inspeção Municipal (SIM) ou o Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI). “É recomendável buscar marcas comprometidas com a produção ética. Apoiar produtores locais e cooperativas que adotam boas práticas fortalece toda a cadeia”, finalizam os estudantes do CEUB.


Usando técnicas da medicina humana e um dos arcos cirúrgicos mais potentes do país, WeVets eleva o padrão da medicina veterinária no Brasil

 Combinação entre tecnologia de ponta e conhecimento científico permite a realização de endoscopias avançadas, cirurgias de alta precisão, com menos impacto cirúrgico, recuperação acelerada e mais segurança para cães e gatos. 

 

Apenas 12% dos hospitais veterinários brasileiros possuem equipamentos de imagem 3D para cirurgias, segundo levantamento da ABRAVET. Isso significa que, na imensa maioria das clínicas e centros cirúrgicos do país, procedimentos ortopédicos, neurológicos e torácicos ainda são realizados com técnicas convencionais — com incisões maiores, menor precisão e maior risco de complicações. A falta de recursos como navegação cirúrgica computadorizada, visualização em tempo real e reconstruções tridimensionais limita não apenas a eficiência dos procedimentos, mas também o potencial de recuperação dos pacientes. Em casos delicados, como hérnias de disco, tumores cerebrais ou fraturas múltiplas, isso pode significar semanas de internação, mais dor e um custo acumulado por múltiplas intervenções. 

Nos últimos anos, a WeVets tem se dedicado a adaptar e consolidar práticas consagradas da medicina humana ao cuidado veterinário, trazendo para suas unidades protocolos clínicos sofisticados, ferramentas de suporte à decisão médica e tecnologias de ponta até então restritas a hospitais como o Sírio-Libanês e o Hospital das Clínicas da USP. Parte desse movimento inclui a padronização das equipes — com supervisão técnica contínua e programas estruturados de formação, como a residência em cirurgia e anestesia, com duração de dois anos — além da adoção de recursos avançados de imagem, como o arco cirúrgico com navegação computadorizada e exibição contínua das estruturas internas ao longo do procedimento. O equipamento em uso é um dos mais potentes do país e conta com todos os softwares licenciados, o que permite sua aplicação em diferentes especialidades, como ortopedia, cirurgia cardíaca, torácica, vascular, urológica e digestiva.
 
Segundo o Dr. Rafael Jorge, cirurgião Chefe da WeVets, a incorporação de tecnologias da medicina humana representa uma virada de chave para a medicina veterinária de alta complexidade. “Durante muito tempo, os procedimentos em pets foram limitados pela ausência de recursos mais avançados. Hoje, conseguimos operar com o mesmo nível de controle, visualização e segurança dos grandes centros hospitalares humanos. O arco cirúrgico, por exemplo, nos permite acessar estruturas delicadas com cortes mínimos e decisões cirúrgicas baseadas em imagens instantâneas, algo impensável na rotina veterinária até poucos anos atrás”, afirma. 

O diferencial da WeVets também está na forma como a estrutura foi pensada para garantir continuidade entre cirurgia, internação e recuperação. Pacientes que passam por procedimentos mais delicados e críticos são direcionados, quando necessário, a unidades com UTI veterinária equipada e equipe treinada em medicina intensiva. A linha de cuidado é planejada de forma integrada — da avaliação inicial à estabilização pós-cirúrgica, passando por nutrição, controle da dor e, em alguns casos, cuidados paliativos. Esse desenho garante mais segurança, melhora os desfechos clínicos e reforça o compromisso com a qualidade assistencial.
 

Casos complexos exigem mais do que técnica 

Na rotina dos hospitais da rede, a tecnologia tem sido decisiva em casos que exigem alto nível de precisão — como cirurgias em regiões delicadas da coluna, correções vasculares, remoção de tumores em áreas profundas e implantes ortopédicos. São situações em que cada detalhe faz diferença e a margem de erro precisa ser mínima. Com o apoio das imagens em tempo real e da navegação computadorizada, os médicos conseguem planejar melhor a intervenção, acessar estruturas internas com mais segurança e preservar tecidos importantes durante a cirurgia. O resultado é um procedimento mais eficiente, com menos impacto para o paciente, menor risco de complicações e uma recuperação muito mais rápida. 

Dois casos recentes ilustram bem esse novo padrão de cuidado. No primeiro, um buldogue com um tumor de grandes dimensões no tórax precisou passar por uma cirurgia de alta complexidade para remoção completa da massa. “O procedimento exigiu reconstrução da parede torácica e acesso controlado a estruturas profundas, algo que só conseguimos realizar com precisão e segurança graças à visualização contínua durante o procedimento”, explica o Dr. Rafael Jorge, o cirurgião chefe. 

O segundo caso envolveu um gato que engoliu uma agulha de costura, que acabou perfurando o esôfago e se alojando na região do pescoço — uma situação de alto risco que, normalmente, demandaria um corte profundo e exploração cirúrgica extensa. “Com o suporte da imagem tridimensional e navegação digital, conseguimos localizar exatamente onde a agulha estava e retirá-la com um corte mínimo, sem comprometer os tecidos ao redor. O paciente teve alta no dia seguinte”, completa o médico. 

A consolidação de tecnologias de ponta e protocolos de alta performance tem ampliado o papel da WeVets como centro de referência em casos complexos. Parte desse trabalho envolve parcerias estratégicas com clínicas e profissionais autônomos, que encaminham pacientes para cirurgias e tratamentos especializados realizados nas unidades da rede. O objetivo é somar forças com o ecossistema veterinário, oferecendo acesso a recursos e estruturas que nem sempre estão disponíveis na rotina das clínicas. 

“Nós nos estruturamos para ser um apoio técnico e clínico para os profissionais que atuam na linha de frente. Temos investido em tecnologia, capacitação e infraestrutura justamente para atender os casos mais difíceis, aqueles que demandam uma abordagem multidisciplinar e um ambiente hospitalar completo”, afirma Rodrigo Gatti Pinheiro, CEO da WeVets. “Nosso papel é contribuir para que mais pets recebam o cuidado que hoje só seria possível em centros de excelência da medicina humana — e fazer isso em parceria com o mercado”, completa.

 

WeVets


Com a chegada do frio, aumentam os casos de doenças respiratórias e articulares em cães e gatos

Veterinário alerta para os principais riscos do inverno e dá dicas de prevenção para manter a saúde dos pets durante a estação


Com a chegada do outono mais rigoroso e a aproximação do inverno, tutores de cães e gatos devem redobrar a atenção com a saúde de seus animais. Baixas temperaturas, ar seco e mudanças na rotina podem desencadear uma série de doenças comuns nesta época do ano. Problemas respiratórios, articulares e urinários estão entre as principais queixas observadas por veterinários nos meses mais frios.

Entre os cães, a Tosse dos Canis – também conhecida como traqueobronquite infecciosa – é uma das infecções respiratórias mais frequentes. Altamente contagiosa, especialmente em ambientes com aglomeração, a doença provoca tosse seca, espirros, secreção nasal e pode evoluir se não tratada. “É uma condição semelhante à gripe nos humanos e pode acometer cães de qualquer idade, mas filhotes e idosos são mais vulneráveis”, explica o médico-veterinário Dr. Luiz Felipe Cibin (CRMV-PR 4697), do Hospital Veterinário LeVet.

Outra preocupação é a gripe canina, causada pelo vírus da influenza canina (CIV), que pode ter evolução mais grave, incluindo febre, apatia e pneumonia. Já os pets mais velhos ou com predisposição genética sofrem com o agravamento de doenças articulares como artroses e displasias, que tendem a se intensificar no frio.

Nos gatos, as doenças respiratórias também são destaque. A rinotraqueíte felina, conhecida popularmente como “gripe felina”, costuma provocar espirros, secreções oculares e nasais, febre e perda de apetite. “Gatos que vivem em ambientes fechados, com pouca ventilação, são os mais afetados. E, nos casos crônicos, o risco de agravamento é maior no frio”, afirma Dr. Cibin.

Outro alerta importante para os felinos é o aumento de infecções urinárias, principalmente em machos. O motivo é a redução na ingestão de água durante o inverno, o que favorece o surgimento de cálculos e inflamações.

Além dos quadros clínicos, o frio também pode contribuir para dermatites e reações alérgicas, especialmente em cães que passam a usar roupas ou cobertores por mais tempo, com menos banhos durante a estação.


Prevenção é o melhor caminho

Para garantir o bem-estar dos pets durante o inverno, o médico-veterinário recomenda cuidados simples, mas essenciais:

  • Manter os animais aquecidos, com cobertas e roupas adequadas;
  • Reduzir a frequência dos banhos e garantir uma secagem completa;
  • Estimular a hidratação, principalmente em gatos;
  • Evitar passeios em horários de frio intenso;
  • Manter a vacinação em dia, especialmente contra a Tosse dos Canis;
  • Observar alterações de comportamento ou apetite e procurar atendimento ao menor sinal de problema.

“A prevenção é sempre o melhor tratamento. O indicado é buscar um check-up preventivo de inverno, como o que oferecemos aqui no LeVet, como forma de prevenção para essa época do ano. Além disso, um ambiente aquecido, alimentação balanceada, vacinas em dia e atenção aos sinais clínicos são fundamentais para atravessar o inverno com segurança”, finaliza o especialista.

 

LeVet Hospital Veterinário
https://hvlevet.com.br/


CFMV publica diretrizes nacionais para castração de cães e gatos

Resolução define exigências estruturais e reforça presença obrigatória de médico-veterinário nas ações de manejo populacional

 

O avanço das campanhas públicas de castração de cães e gatos no Brasil revela não só alta demanda, mas também grande responsabilidade. De acordo com dados atualizados do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o SinPatinhas, sistema nacional de monitoramento do manejo populacional, já contabiliza mais de 650 mil animais cadastrados. Deste total, 52% foram castrados. 

O volume de atendimentos mostra a importância das campanhas e a urgência por parâmetros técnicos claros. Por isso, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) lançou, nesta terça-feira (3), as Diretrizes de Atuação para Responsabilidade Técnica em Programas, Campanhas e Mutirões de Esterilização Cirúrgica de Caninos e Felinos, instituídas pela Resolução CFMV nº 1.596/2024.

As diretrizes lançadas consolidam o papel do médico-veterinário como responsável técnico obrigatório em toda e qualquer ação de esterilização com finalidade de manejo populacional, seja em programas permanentes, campanhas temporárias ou mutirões pontuais.
 

As normas detalham responsabilidades, exigências estruturais e parâmetros técnicos que garantem a legalidade, a segurança e o bem-estar dos animais atendidos. 

Entre os principais pontos:

Obrigatoriedade da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) para cada evento;

Presença de médico-veterinário RT com ART homologada e visível;

Definição de estrutura mínima e protocolos de triagem clínica, biossegurança e bem-estar animal;

Manutenção de prontuários individuais e elaboração de relatório final da ação;

Proibição do uso de anticoncepcionais ou castração química como método coletivo;

Reforço à educação em guarda responsável, prevenção ao abandono e identificação dos animais, preferencialmente com microchip. 

“Mais que uma norma, é uma ferramenta prática para orientar, proteger e dar segurança ao profissional responsável técnico. E, ao mesmo tempo, garantir qualidade e ética nas campanhas”, afirmou Leonardo Nápoli, assessor da presidência do CFMV e responsável pela apresentação do documento durante a 2ª Câmara Nacional de Presidentes (CNP), do Sistema CFMV/CRMVs, que acontece em Brasília até a próxima sexta-feira (6). 

O lançamento contou com o apoio formal do MMA, representado pela diretora do Departamento de Proteção, Defesa e Direitos Animais, Vanessa Negrini. “Há um universo de animais que precisam chegar às mãos dos médicos-veterinários. Isso reforça a importância da publicação dessas diretrizes. Desde o início, tivemos a certeza de que o programa precisava ser construído em conjunto com o Conselho. E é incrível como, às vezes, ainda precisamos escrever o óbvio: que a responsabilidade técnica nas ações de castração é papel exclusivo do médico-veterinário”, declarou Vanessa. 

Ela acrescentou que, no MMA, a exigência de RT já é condição obrigatória para liberação de recursos federais destinados a programas de castração. As diretrizes lançadas simbolizam esse esforço conjunto, construído a partir do diálogo com as comissões e grupos de trabalho do CFMV, contribuições técnicas e a experiência prática de profissionais que atuam em campo. 

O material está publicado no portal oficial cfmv.gov.br e acessível a todos os médicos-veterinários, especialmente aqueles que atuam ou pretendem atuar como responsáveis técnicos em programas de esterilização cirúrgica.


Você pratica atividade física com seu pet?

Veja 3 dicas de cuidados especiais para pets mais ativos   

 

Se tem uma coisa que o brasileiro redescobriu nos últimos tempos é o prazer de estar ao ar livre. Ciclovias e parques têm ficado cada vez mais cheios de pessoas praticando atividades físicas. E muitas delas ainda contam com um incentivo a mais para isso: a possibilidade de estar com seus pets! Os cães, por exemplo, têm se tornado um estímulo os seus tutores se tornarem mais ativos, como em corridas, caminhadas, trilhas e aulas pet friendly. Essa rotina, segundo especialistas, traz benefícios para ambos, tanto para os humanos quanto para os animais.

É o caso do empresário Eduardo Sodré de Castilho e o seu fiel companheiro de atividades, o Buda, um cãozinho cheio de energia que o próprio Eduardo o classifica como seu “parceiro de aventuras". Os dois costumam praticar, principalmente, corridas quase diariamente na cidade do Rio de Janeiro, onde moram: “Normalmente corremos de 8 a 10 quilômetros saindo de casa e vamos até a praia. Variamos o percurso entre a ciclovia, calçadão ou um misto, sendo parte da corrida na ciclovia e parte pela areia fofa na praia. Esse último é o nosso predileto, pois vem com direito a muitos mergulhos que ele adora", conta. 

Mas será que pets como o Buda precisam de cuidados especiais ao se tornarem mais ativos junto com os seus tutores? A médica-veterinária de GranPlus (BRF Pet), Mayara Andrade, explica que "sim". Um deles deve ser com a alimentação e hidratação: 

“A nutrição é um dos pilares essenciais para cães que praticam atividades físicas intensas. Esses pets precisam de uma dieta ajustada em calorias, proteínas e gorduras para dar conta do gasto energético mais elevado. Cães que correm com frequência, por exemplo, podem consumir bem mais calorias do que um cão que tem uma rotina mais tranquila – e isso sem o risco de ganho de peso, desde que tudo esteja bem equilibrado. Nessas dietas, é comum a combinação de alimentos secos com sachês ou patês, que ajudam na hidratação e ainda oferecem alta palatabilidade e fácil digestão", explica ela, lembrando a importância da orientação do médico-veterinário nesses casos, tanto para a alimentação, quanto para a prática de exercícios físicos e os cuidados necessários antes e depois da prática, como vacinação, vermifugação, proteção contra ectoparasitas, etc.   

Eduardo conta que, além da alimentação, também toma uma série de medidas para contribuir com a saúde do animal durante a prática de atividade física. “Começamos a correr juntos de forma gradativa, pois não é recomendável distâncias maiores quando o pet ainda está em crescimento. Além disso, procuro correr sempre de manhã cedo - preferencialmente - ou no fim da tarde, para evitar o chão quente e o calor excessivo do dia”, explica.

 

Brasileiros estão se exercitando mais e levam os pets junto  

Segundo o "Vigitel 2006-2023: prática de atividade física", do Ministério da Saúde, nos últimos anos, cresceu o número de pessoas que praticam atividades físicas no tempo livre, como caminhada, musculação, natação, artes marciais, corrida, ginástica, futebol, entre outras atividades: de 30,3% para 40,6% entre 2009 a 2023. 

"Paralelo a isso, também vivemos em um momento de humanização dos pets, que são tratados muitas vezes como filhos e membros da família. Então é natural que eles façam cada vez mais parte da rotina dos tutores, inclusive em suas atividades físicas. Por isso, acreditamos que também tenha crescido o número de pets mais ativos. E os benefícios são percebidos para ambos", avalia Mayara.

 

3 dicas de cuidado com os pets durante a atividade física  

Para ajudar o tutor que pretende começar a praticar atividade física com o seu pet ou que já tem essa prática, mas tem dúvidas sobre quais os cuidados necessários com ele, a médica-veterinária Mayara Andrade separou três dicas fundamentais:

 

Dica 1: Hidratação 
Assim como o ser humano, os pets precisam se manter hidratados. E atenção redobrada nos dias mais quentes. “Leve sempre um potinho portátil e ofereça água em pequenas quantidades durante os exercícios”, orienta Mayara.
 

Dica 2: Alimentação que acompanha o ritmo do pet 
“A escolha do alimento ideal para cada pet deve considerar suas características individuais, o ambiente em que vive e seu nível de atividade física. Além disso, é fundamental respeitar a quantidade diária recomendada, garantindo um manejo nutricional equilibrado com os nutrientes e a energia necessários”.
 

Segundo a profissional, no caso de cães mais ativos ou até atletas, a nutrição deve estar alinhada a uma rotina de exercícios regulares, promovendo desempenho e prevenindo lesões. Já para pets com menor intensidade de atividade, a alimentação deve seguir sendo balanceada, fornecendo todos os nutrientes essenciais e ingredientes que favoreçam a digestão e a absorção eficiente deles. 

Dica 3: Atenção aos limites 
Cada pet tem seu ritmo. “Nem todo cão é maratonista e nem todo gato vai gostar de uma volta na coleira. Respeite o tempo do seu pet e observe sinais de cansaço, como respiração ofegante demais, sede excessiva ou falta de interesse, alerta a veterinária.
 

Mayara ressalta que para definir tanto a dieta do pet quanto os cuidados necessários com ele durante a prática de atividade física, o ideal é que o tutor procure sempre o seu médico-veterinário de confiança. Ele poderá auxiliar na escolha do alimento mais indicado, assim como a quantidade a ser oferecida, além de realizar check-ups periódicos e avaliações, contribuindo para uma vida mais longa e saudável do pet.



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Instituto Cãodeirante lança primeira inteligência artificial dedicada ao cuidado de pets com deficiência do Brasil

Quem tem WhatsApp já pode interagir com o Marrom, IA que tira dúvidas sobre o dia a dia dos animais; no futuro, projeto irá auxiliar jornada completa de adoção de um pet com deficiência

 

O Instituto Cãodeirante acaba de lançar uma tecnologia pioneira no Brasil, que tem potencial para transformar o universo de pets com deficiência no país. Trata-se de Marrom, uma inteligência artificial conversacional dedicada ao cuidado de animais com deficiência, desenvolvida pela ia2. 

Os usuários já podem conversar para tirar dúvidas e obter informações sobre a adoção e os cuidados de animais com deficiência. "Conforme as pessoas interagem com a ferramenta, sua base de dados cresce organicamente, mapeando dúvidas frequentes e ampliando seu conhecimento para solucionar, também, dúvidas gerais sobre a rotina dos pets", explica Thales Alarcon, sócio da ia2. 

A iniciativa homenageia Marrom, cachorro cadeirante que viveu por sete anos com a psicóloga Sophia Porto Kalaf, fundadora e presidente do Instituto, após ser resgatado de um atropelamento e passar três anos em um abrigo. "A convivência com o Marrom foi determinante para a criação da ONG. Agora, ele ganha vida em formato digital para orientar tutores e interessados de forma acessível e empática", diz Sophia. 


A tecnologia está em sua primeira fase. O próximo passo é a elaboração de uma “jornada de responsabilidade”, processo no qual os interessados em adotar um animal com deficiência poderão avaliar se eles realmente estão aptos e têm condições de cuidar destes animais. A seguir, a terceira fase será um app, construído a partir do conhecimento de especialistas, de uma comunidade de amantes de animais e interessados no universo dos pets com deficiência. O app poderá mapear os animais que precisam de auxílio e adoção em todo o país, conectando os pets com aqueles que desejem dar um lar, cuidado e amor. 

Um levantamento do projeto State of Pet Homelessness, com dados da Euromonitor International e entre outras fontes, aponta que cerca de 30 milhões de cães e gatos vivem hoje nas ruas no Brasil. Já dados do Instituto Pet Brasil e da Abinpet apontam que cerca de 4,8 milhões de cães e gatos vivem em situação de vulnerabilidade no país – ou seja, são de famílias abaixo da linha da pobreza ou recebem alimentação e cuidados de pessoas que não podem abrigá-las em casa. Desse número, cerca de 4,2% estão sob o cuidado de ONGs de abrigo e proteção animal (201 mil cães e gatos). 

“E em um universo muitas vezes marcado por pressões estéticas e comerciais — cachorros de determinadas raças ou cores têm uma taxa muito maior de adoção do que os que não se encaixam nesses padrões —, os animais com deficiência sofrem ainda mais”, afirma Sophia. 

Já outros, vivem normalmente com suas famílias de tutores até sofrerem um acidente – por exemplo um atropelamento. “Na imensa maioria dos casos eles são abandonados e passam a ser animais desassistidos, em situação muito precária. Frequentemente, até profissionais veterinários sugerem a eutanásia, como se não houvesse possibilidade de vida com qualidade para esses pets”, explica Sophia. “Nós acreditamos que todos os animais merecem respeito e amor, independentemente de sua condição.” 

Quer conversar com o Marrom? Só adicioná-lo no Whatsapp! O número é (11) 96310-0472.
 

Sobre o Instituto Cãodeirante

O Instituto Cãodeirante é uma organização sem fins lucrativos (ONG) criada em 2020, a partir da experiência real e afetiva entre a presidente-fundadora, Sophia Porto, e um cão cadeirante chamado Marrom. Ele viveu por anos invisibilizado em um abrigo, até ser adotado e transformar tudo ao seu redor. Inspirado por essa história, o Cãodeirante foi criado para dar visibilidade, promover a inclusão e facilitar a adoção de pets com deficiência em todo o Brasil. Sem manter um abrigo próprio, o Instituto atua de forma estratégica, conectando abrigos e protetores independentes a futuros tutores.  

O Cãodeirante já facilitou a adoção de mais de dezenas de animais com deficiência e alcança hoje mais de 75 mil pessoas nas redes sociais, sensibilizando sobre inclusão animal com o lema: “De coitado, só o preconceito.”


Universidade Anhembi Morumbi inaugura novo Centro Médico Veterinário na Avenida Paulista

Divulgação
Espaço oferece atendimento acessível, tecnologia de ponta e se torna referência no aprendizado prático dos futuros médicos veterinários


Em plena Avenida Paulista, coração pulsante da cidade, a Universidade Anhembi Morumbi, que integra o Ecossistema Ânima — o maior e mais inovador ecossistema de educação de qualidade do país, abre as portas do seu novo Centro Médico Veterinário, que chega para oferecer atendimento de qualidade e preços acessíveis à população. A inauguração marca um avanço tanto para a educação quanto para os cuidados veterinários na capital. 

O Centro conta com infraestrutura de ponta e os mais modernos recursos tecnológicos disponíveis no mercado. No local, os pets de pequeno porte podem receber atendimento em clínica geral, consultas, pequenos procedimentos cirúrgicos, internações e exames laboratoriais e de imagem. O espaço também representa um salto na formação dos futuros médicos veterinários. Todos os atendimentos são realizados pelos estudantes de veterinária, sempre sob a supervisão de docentes e preceptores altamente qualificados, garantindo segurança, cuidado e aprendizado na prática. 

Para a coordenadora das Clínicas de Medicina Veterinária da Anhembi Morumbi, Aline Zoppa, a inauguração é um marco para a universidade e para a cidade. “Este espaço representa um avanço tanto na formação dos nossos alunos quanto no atendimento à comunidade. Aqui, os estudantes vivenciam na prática a rotina da profissão, com acesso às mais modernas tecnologias. Ao mesmo tempo, oferecemos serviços veterinários essenciais, de qualidade e com preços acessíveis para os tutores da região”, destaca. 

O Centro Médico Veterinário da Universidade Anhembi Morumbi funciona de segunda a sexta, das 8h às 21h, e aos sábados, das 8h às 16h, na Avenida Paulista, 2000 – Bela Vista, São Paulo/SP. Os serviços são abertos à comunidade e têm valores acessíveis.



Centro Veterinário
Universidade Anhembi Morumbi
Inauguração: 11 de junho
Horário: 13h30
Endereço: Avenida Paulista, 2000 – Bela Vista, São Paulo/SP
Horário de funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 13h às 17h30
Telefone de contato: (11) 95039-2986 (apenas WhatsApp)
Informações: cmvpaulista@animaeducacao.com.br


Universidade Anhembi Morumbi
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Tráfico de Animais Silvestres no Brasil: Uma Crise Silenciosa Amplificada por Influenciadores

Foto de Gustavo Figueiroa – Instituto Libio


O tráfico de animais silvestres no Brasil representa uma das maiores ameaças à biodiversidade nacional. Estima-se que cerca de 38 milhões de animais sejam retirados ilegalmente da natureza brasileira todos os anos, movimentando um mercado clandestino que gera lucros anuais entre 8 e 20 bilhões de euros. Em 2024, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu mais de 22 mil animais silvestres, encaminhados aos Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) para reabilitação. 

A situação é agravada pela atuação de influenciadores digitais que, ao exibirem animais silvestres como pets em suas redes sociais, contribuem para a normalização e incentivo dessa prática ilegal. Um exemplo emblemático é o caso da modelo Nicole Bahls, que teve dois macacos-prego, Davi e Mical, apreendidos pela Polícia Federal e pelo Ibama em janeiro de 2023. Os animais foram adquiridos com documentação falsificada, e a apreensão deu início à Operação Defaunação, que resultou na prisão de três pessoas envolvidas em um esquema de tráfico de animais silvestres. 

Outro caso que ganhou destaque foi o do influenciador Agenor Tupinambá, conhecido por compartilhar sua rotina com a capivara Filó nas redes sociais. Apesar de alegar que o animal vivia em seu habitat natural, Tupinambá foi multado pelo Ibama por manter um animal silvestre sem autorização e por exploração indevida. 

Após a apreensão, os macacos Davi e Mical foram encaminhados ao Instituto Libio, localizado no interior de São Paulo. A instituição, em parceria com o Ibama, realiza um trabalho exemplar na conservação da fauna brasileira, acolhendo e cuidando de animais silvestres vítimas do tráfico e maus-tratos. A presidente do Instituto Libio, Raquel Machado, destacou: "Davi e Mical chegaram ao Instituto em estado de alerta e desconfiança, características comuns em animais que passaram por situações traumáticas. Nosso compromisso é proporcionar a eles uma vida digna, mesmo que em cativeiro, já que a reintrodução na natureza exige cuidados e investimentos significativos." 

O Instituto Libio também desenvolve ações de educação ambiental, promovendo a conscientização sobre a importância da vida silvestre e o respeito a cada ser vivo. A instituição administra reservas privadas no Mato Grosso do Sul, São Paulo e Pará, visando à conservação da fauna brasileira e de seus habitats. 

É fundamental que a sociedade compreenda que animais silvestres não são pets e que sua posse ilegal contribui para a destruição de ecossistemas inteiros. A atuação de influenciadores digitais nesse contexto é preocupante, pois, ao exibirem esses animais como companheiros domésticos, acabam incentivando práticas ilegais e prejudiciais à biodiversidade. 

O combate ao tráfico de animais silvestres exige a colaboração de todos: autoridades, instituições de conservação, influenciadores e cidadãos. Somente com ações coordenadas e conscientização coletiva será possível preservar a rica fauna brasileira para as futuras gerações.


Medicina veterinária preventiva: benefícios além da saúde animal

O controle de parasitas, a vacinação e o uso racional de
 antimicrobianos protegem os animais e evitam a
propagação de zoonoses
 
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Prevenção promove qualidade de vida às famílias multiespécies, sustentabilidade ao setor e colabora com a saúde pública


Prevenir é melhor do que remediar – o sábio ditado popular aplica-se também à saúde animal e segue mais verdadeiro do que nunca. Em um cenário em que os pets vivem mais e fazem parte do núcleo familiar, crescem as demandas por bem-estar e longevidade, e a medicina veterinária preventiva emerge como pilar estratégico não apenas para responsáveis (tutores) e profissionais, mas para todo o ecossistema de saúde.

Ao antecipar doenças e promover hábitos mais saudáveis para os animais de estimação, a prevenção reduz custos, melhora resultados terapêuticos e fortalece o vínculo entre responsáveis e médicos-veterinários. Mais do que uma tendência, trata-se de uma necessidade alinhada também ao conceito de Saúde Única (One Health), que reconhece a interdependência entre a saúde humana, animal e ambiental.


O que é medicina veterinária preventiva?

Consultas veterinárias regulares, exames de rotina, monitoramento da saúde bucal, acompanhamento nutricional, vacinação e vermifugação com protocolos personalizados, controle de parasitas, avaliação de comportamento, orientações sobre atividade física e enriquecimento ambiental, além de suporte ao envelhecimento saudável, são algumas das práticas que compõem a medicina veterinária preventiva. Essa rotina contribui para a identificação precoce de condições de saúde que muitas vezes não apresentam sintomas evidentes, como insuficiência renal, distúrbios endócrinos, obesidade, alterações oculares, doenças cardíacas e articulares. O diagnóstico antecipado possibilita intervenções mais eficazes, com menores impactos à saúde e melhor qualidade de vida para os pacientes. 

Além disso, práticas preventivas personalizadas, como a medicina baseada em genética, exames de rastreio de comorbidades, fisioterapia preventiva e de suporte e técnicas integrativas já são realidade em muitos hospitais e clínicas veterinárias brasileiras, promovendo saúde integral e individualizada para cada pet.

“Na prática clínica, frequentemente são detectadas alterações nos exames de pets que, aos olhos do responsável, estavam perfeitamente saudáveis. Muitas doenças renais, hepáticas, cardíacas e endócrinas evoluem de forma silenciosa e só apresentam sinais quando estão em estágio avançado. A medicina preventiva permite ao veterinário agir antes que a doença comprometa a qualidade de vida do animal”, explica a médica-veterinária e country manager da VetFamily no Brasil, Stella Grell.


Benefícios para as famílias multiespécies

“Animais que recebem cuidados preventivos tendem a ser mais saudáveis, ativos e felizes. Isso reflete diretamente no convívio diário, fortalecendo o vínculo entre pets e familiares e promovendo um ambiente mais harmonioso em casa”, destaca Stella. Doenças não diagnosticadas ou falta de tratamento adequado podem contribuir para alterações no comportamento, como agressividade, ansiedade e depressão, afetando a qualidade de vida do pet e a relação com seus responsáveis e com outros animais.

Para os responsáveis, a medicina preventiva também traz benefícios emocionais. Saber que seu animal está saudável e bem cuidado reduz a ansiedade e o estresse associados a problemas de saúde, a uma possível perda precoce do pet e a gastos não previstos.

Embora essencial, a medicina veterinária preventiva ainda encontra barreiras em responsáveis que não compreendem que um check-up regular custa muito menos do que tratar uma doença avançada — e pode ser a diferença entre meses de sofrimento e uma vida saudável e ativa. “Prevenir é sempre mais econômico do que tratar. Um check-up anual, por exemplo, pode custar menos de 50% de uma diária de internação emergencial. A vacinação em dia evita doenças graves como cinomose, parvovirose, leptospirose e rinotraqueíte, que exigem internações prolongadas e riscos à vida dos animais”, argumenta Stella.


Protagonismo veterinário

Do ponto de vista da gestão veterinária, a medicina preventiva traz previsibilidade financeira, fidelização de clientes e diferenciação no mercado. “Clínicas e hospitais que estruturam programas de prevenção conseguem reduzir emergências, manter o fluxo constante de atendimentos e se posicionar como centros de saúde de confiança”, destaca o médico-veterinário e diretor comercial da VetFamily no Brasil, Fabiano de Granville Ponce.

Para que a medicina preventiva se torne a norma — e não a exceção —, é fundamental ampliar o repertório de conhecimento técnico entre os profissionais e investir na formação de uma cultura de cuidado contínuo. Ferramentas como prontuários eletrônicos, programas de fidelidade, tratamentos inovadores e educação continuada são aliados importantes para implementar uma estrutura de medicina veterinária preventiva de forma escalável e sustentável.

A VetFamily, comunidade internacional criada por médicos-veterinários, tem como objetivos fomentar o segmento veterinário por meio de parcerias estratégicas que facilitem o desenvolvimento técnico e administrativo dos médicos-veterinários e promovam o acesso a soluções, tecnologias, produtos, medicamentos e vacinas de ponta. “A prevenção é uma das estratégias mais eficazes para a sustentabilidade das clínicas e hospitais veterinários e para o fortalecimento do vínculo com os responsáveis. Por isso, a VetFamily, em parceria com a indústria farmacêutica e com os membros da comunidade, promove a medicina preventiva e investe em campanhas de saúde com o intuito de informar e auxiliar responsáveis na detecção precoce de doenças e na necessidade de prevenção, além, é claro, de ressaltar a real importância do médico-veterinário na saúde coletiva”, esclarece Ponce.

Um check-up veterinário anual pode custar menos de 50%
de uma diária de internação emergencial
 
 
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O impacto sistêmico da prevenção

A medicina veterinária preventiva também desempenha papel educativo e prático na saúde pública e ambiental. O controle de parasitas, a vacinação e o uso racional de antimicrobianos não apenas protegem os animais, mas evitam a propagação de zoonoses e colaboram no combate à resistência antimicrobiana — um dos maiores desafios globais em saúde atualmente.

“A prevenção na veterinária está intrinsecamente ligada ao conceito de Saúde Única. Cada vacina aplicada, cada responsável orientado, cada protocolo de bem-estar implementado nas clínicas tem um reflexo direto na saúde da sociedade como um todo”, reforça Ponce.

A medicina veterinária preventiva não é apenas uma ferramenta de cuidado: ela é uma estratégia ética, econômica e técnica para garantir mais anos de vida saudável aos pets, mais tranquilidade aos responsáveis e mais relevância para o profissional veterinário. Prevenir é, cada vez mais, a melhor forma de cuidar.

 

VetFamily
www.vetfamilybrasil.com.br


Zoonose silenciosa: saiba como proteger seu pet e sua família da Leishmaniose

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Médica veterinária orienta sobre prevenção, diagnóstico e tratamento da zoonose transmitida pelo “mosquito-palha” 

 

A leishmaniose visceral (LV) é uma zoonose relevante e mais frequente na América do Sul, incluindo o Brasil, afetando cães, humanos e, em menor escala, outros animais. Causada pelo protozoário Leishmania infantum, a infecção ocorre exclusivamente pela picada das fêmeas infectadas de flebotomíneos — os conhecidos “mosquitos-palha”. Embora o cão seja o principal reservatório do parasita, ele não transmite a doença diretamente ao ser humano; a infecção depende sempre da picada do inseto. 

Os sinais clínicos nos cães podem variar bastante, desde alterações discretas até quadros mais graves. A professora Lara Vilela Soares, do curso de Medicina Veterinária da Una Itumbiara, explica que é comum observar emagrecimento, apatia, febre, vômito, diarreia, alterações de apetite e lesões na pele ou nos olhos. No entanto, segundo Soares, o mais importante é lembrar que nem todo cão infectado aparenta estar doente. “Costumamos dizer que leishmaniose não tem cara, pois muitos permanecem assintomáticos por longos períodos”, alerta, reforçando a necessidade de atenção redobrada de tutores e profissionais veterinários. 

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A prevenção é a principal aliada no combate à leishmaniose. De acordo com Soares, o uso de inseticidas tópicos com ação repelente, como coleiras impregnadas com deltametrina ou flumetrina e pipetas específicas, é recomendado. Além disso, práticas ambientais são indispensáveis: instalar telas em janelas, manter o quintal limpo, evitar passeios no entardecer e à noite — horários de maior atividade do mosquito — e eliminar criadouros potenciais, como folhas acumuladas e matéria orgânica. “Essas ações são fundamentais não apenas para proteger o animal, mas também para reduzir a incidência da doença em humanos”, destaca. 

A vacina, que por muitos anos foi uma importante ferramenta de prevenção, está suspensa no Brasil desde 2023, por decisão do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em razão de problemas de qualidade identificados em alguns lotes. 

O diagnóstico deve ser realizado por meio de testes sorológicos, como ELISA e RIFI, complementados por exames parasitológicos e moleculares, que identificam a presença do parasita e avaliam a carga infecciosa. O tratamento de primeira escolha envolve a administração de Miltefosina, que pode ser utilizada isoladamente ou associada a outras drogas. Soares enfatiza que o diagnóstico e o acompanhamento devem ser rigorosos: “A avaliação clínica dos animais deve ir além do exame físico, uma vez que muitos animais não apresentam sinais clínicos aparentes, mas alterações laboratoriais”. 

Sobre a eutanásia de cães positivos para leishmaniose, Soares esclarece que a prática não é mais obrigatória por lei. “O Ministério da Saúde recomenda a medida em alguns casos, mas hoje os tutores podem optar pelo tratamento, desde que façam uso de medicamentos autorizados e adotem medidas rigorosas de controle do vetor”. Ela acrescenta que o Conselho Federal de Medicina Veterinária apoia essa escolha, desde que realizada com ética e acompanhamento profissional adequado. 

Consultas veterinárias regulares e exames de rotina são indispensáveis para garantir a saúde dos pets. “Prevenção é fundamental. A leishmaniose é uma doença grave, mas, com diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível garantir qualidade de vida ao animal e segurança para toda a família”, reforça Soares. Ela ainda lembra que, mesmo após o tratamento, o animal pode permanecer como fonte de infecção para o vetor, o que torna imprescindível a manutenção contínua das medidas de proteção.

 

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