Prevenção promove
qualidade de vida às famílias multiespécies, sustentabilidade ao setor e
colabora com a saúde pública
O controle de parasitas, a vacinação e o uso racional de
antimicrobianos protegem os animais e evitam a
propagação de zoonoses
pexels-rdne
Prevenir é melhor do que remediar – o sábio ditado
popular aplica-se também à saúde animal e segue mais verdadeiro do que nunca.
Em um cenário em que os pets vivem mais e fazem parte do núcleo familiar,
crescem as demandas por bem-estar e longevidade, e a medicina veterinária
preventiva emerge como pilar estratégico não apenas para responsáveis (tutores)
e profissionais, mas para todo o ecossistema de saúde.
Ao antecipar doenças e promover hábitos mais
saudáveis para os animais de estimação, a prevenção reduz custos, melhora
resultados terapêuticos e fortalece o vínculo entre responsáveis e
médicos-veterinários. Mais do que uma tendência, trata-se de uma necessidade
alinhada também ao conceito de Saúde Única (One Health), que reconhece a
interdependência entre a saúde humana, animal e ambiental.
O que é medicina veterinária
preventiva?
Consultas veterinárias regulares, exames de rotina,
monitoramento da saúde bucal, acompanhamento nutricional, vacinação e
vermifugação com protocolos personalizados, controle de parasitas, avaliação de
comportamento, orientações sobre atividade física e enriquecimento ambiental,
além de suporte ao envelhecimento saudável, são algumas das práticas que
compõem a medicina veterinária preventiva. Essa rotina contribui para a identificação
precoce de condições de saúde que muitas vezes não apresentam sintomas
evidentes, como insuficiência renal, distúrbios endócrinos, obesidade,
alterações oculares, doenças cardíacas e articulares. O diagnóstico antecipado
possibilita intervenções mais eficazes, com menores impactos à saúde e melhor
qualidade de vida para os pacientes.
Além disso, práticas preventivas personalizadas,
como a medicina baseada em genética, exames de rastreio de comorbidades,
fisioterapia preventiva e de suporte e técnicas integrativas já são realidade
em muitos hospitais e clínicas veterinárias brasileiras, promovendo saúde
integral e individualizada para cada pet.
“Na prática clínica, frequentemente são detectadas
alterações nos exames de pets que, aos olhos do responsável, estavam
perfeitamente saudáveis. Muitas doenças renais, hepáticas, cardíacas e
endócrinas evoluem de forma silenciosa e só apresentam sinais quando estão em
estágio avançado. A medicina preventiva permite ao veterinário agir antes que a
doença comprometa a qualidade de vida do animal”, explica a médica-veterinária
e country manager da VetFamily no Brasil, Stella Grell.
Benefícios para as famílias
multiespécies
“Animais que recebem cuidados preventivos tendem a
ser mais saudáveis, ativos e felizes. Isso reflete diretamente no convívio
diário, fortalecendo o vínculo entre pets e familiares e promovendo um ambiente
mais harmonioso em casa”, destaca Stella. Doenças não diagnosticadas ou falta
de tratamento adequado podem contribuir para alterações no comportamento, como
agressividade, ansiedade e depressão, afetando a qualidade de vida do pet e a
relação com seus responsáveis e com outros animais.
Para os responsáveis, a medicina preventiva também
traz benefícios emocionais. Saber que seu animal está saudável e bem cuidado
reduz a ansiedade e o estresse associados a problemas de saúde, a uma possível
perda precoce do pet e a gastos não previstos.
Embora essencial, a medicina veterinária preventiva
ainda encontra barreiras em responsáveis que não compreendem que um check-up
regular custa muito menos do que tratar uma doença avançada — e pode ser a
diferença entre meses de sofrimento e uma vida saudável e ativa. “Prevenir é
sempre mais econômico do que tratar. Um check-up anual, por exemplo, pode
custar menos de 50% de uma diária de internação emergencial. A vacinação em dia
evita doenças graves como cinomose, parvovirose, leptospirose e rinotraqueíte,
que exigem internações prolongadas e riscos à vida dos animais”, argumenta
Stella.
Protagonismo veterinário
Do ponto de vista da gestão veterinária, a medicina
preventiva traz previsibilidade financeira, fidelização de clientes e
diferenciação no mercado. “Clínicas e hospitais que estruturam programas de
prevenção conseguem reduzir emergências, manter o fluxo constante de
atendimentos e se posicionar como centros de saúde de confiança”, destaca o
médico-veterinário e diretor comercial da VetFamily no Brasil, Fabiano de
Granville Ponce.
Para que a medicina preventiva se torne a norma — e
não a exceção —, é fundamental ampliar o repertório de conhecimento técnico
entre os profissionais e investir na formação de uma cultura de cuidado
contínuo. Ferramentas como prontuários eletrônicos, programas de fidelidade,
tratamentos inovadores e educação continuada são aliados importantes para
implementar uma estrutura de medicina veterinária preventiva de forma escalável
e sustentável.
A VetFamily, comunidade internacional criada por
médicos-veterinários, tem como objetivos fomentar o segmento veterinário por
meio de parcerias estratégicas que facilitem o desenvolvimento técnico e
administrativo dos médicos-veterinários e promovam o acesso a soluções,
tecnologias, produtos, medicamentos e vacinas de ponta. “A prevenção é uma das
estratégias mais eficazes para a sustentabilidade das clínicas e hospitais
veterinários e para o fortalecimento do vínculo com os responsáveis. Por isso,
a VetFamily, em parceria com a indústria farmacêutica e com os membros da
comunidade, promove a medicina preventiva e investe em campanhas de saúde com o
intuito de informar e auxiliar responsáveis na detecção precoce de doenças e na
necessidade de prevenção, além, é claro, de ressaltar a real importância do
médico-veterinário na saúde coletiva”, esclarece Ponce.
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| Um check-up veterinário anual pode custar menos de 50% de uma diária de internação emergencial Pexels_joannafotograf |
O impacto sistêmico da prevenção
A medicina veterinária preventiva também desempenha
papel educativo e prático na saúde pública e ambiental. O controle de
parasitas, a vacinação e o uso racional de antimicrobianos não apenas protegem
os animais, mas evitam a propagação de zoonoses e colaboram no combate à
resistência antimicrobiana — um dos maiores desafios globais em saúde
atualmente.
“A prevenção na veterinária está intrinsecamente
ligada ao conceito de Saúde Única. Cada vacina aplicada, cada responsável
orientado, cada protocolo de bem-estar implementado nas clínicas tem um reflexo
direto na saúde da sociedade como um todo”, reforça Ponce.
A medicina veterinária preventiva não é apenas uma
ferramenta de cuidado: ela é uma estratégia ética, econômica e técnica para
garantir mais anos de vida saudável aos pets, mais tranquilidade aos
responsáveis e mais relevância para o profissional veterinário. Prevenir é,
cada vez mais, a melhor forma de cuidar.
www.vetfamilybrasil.com.br

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