Veja 3 dicas de cuidados especiais para pets mais ativos
Se tem uma coisa que o brasileiro redescobriu nos últimos tempos é o prazer de estar ao ar livre. Ciclovias e parques têm ficado cada vez mais cheios de pessoas praticando atividades físicas. E muitas delas ainda contam com um incentivo a mais para isso: a possibilidade de estar com seus pets! Os cães, por exemplo, têm se tornado um estímulo os seus tutores se tornarem mais ativos, como em corridas, caminhadas, trilhas e aulas pet friendly. Essa rotina, segundo especialistas, traz benefícios para ambos, tanto para os humanos quanto para os animais.
É o caso do empresário Eduardo Sodré de Castilho e o seu fiel companheiro de atividades, o Buda, um cãozinho cheio de energia que o próprio Eduardo o classifica como seu “parceiro de aventuras". Os dois costumam praticar, principalmente, corridas quase diariamente na cidade do Rio de Janeiro, onde moram: “Normalmente corremos de 8 a 10 quilômetros saindo de casa e vamos até a praia. Variamos o percurso entre a ciclovia, calçadão ou um misto, sendo parte da corrida na ciclovia e parte pela areia fofa na praia. Esse último é o nosso predileto, pois vem com direito a muitos mergulhos que ele adora", conta.
Mas será que pets como o Buda precisam de cuidados especiais ao se tornarem mais ativos junto com os seus tutores? A médica-veterinária de GranPlus (BRF Pet), Mayara Andrade, explica que "sim". Um deles deve ser com a alimentação e hidratação:
“A nutrição é um dos pilares essenciais para cães que praticam
atividades físicas intensas. Esses pets precisam de uma dieta ajustada em
calorias, proteínas e gorduras para dar conta do gasto energético mais elevado.
Cães que correm com frequência, por exemplo, podem consumir bem mais calorias
do que um cão que tem uma rotina mais tranquila – e isso sem o risco de ganho de
peso, desde que tudo esteja bem equilibrado. Nessas dietas, é comum a
combinação de alimentos secos com sachês ou patês, que ajudam na hidratação e
ainda oferecem alta palatabilidade e fácil digestão", explica ela,
lembrando a importância da orientação do médico-veterinário nesses casos, tanto
para a alimentação, quanto para a prática de exercícios físicos e os cuidados
necessários antes e depois da prática, como vacinação, vermifugação, proteção
contra ectoparasitas, etc.
Eduardo conta que, além da alimentação, também toma uma série de
medidas para contribuir com a saúde do animal durante a prática de atividade
física. “Começamos a correr juntos de forma gradativa, pois não é recomendável
distâncias maiores quando o pet ainda está em crescimento. Além disso, procuro
correr sempre de manhã cedo - preferencialmente - ou no fim da tarde, para
evitar o chão quente e o calor excessivo do dia”, explica.
Brasileiros estão se exercitando mais e levam os pets junto
Segundo o "Vigitel 2006-2023: prática de atividade física", do Ministério da Saúde, nos últimos anos, cresceu o número de pessoas que praticam atividades físicas no tempo livre, como caminhada, musculação, natação, artes marciais, corrida, ginástica, futebol, entre outras atividades: de 30,3% para 40,6% entre 2009 a 2023.
"Paralelo a isso, também vivemos em um momento de humanização
dos pets, que são tratados muitas vezes como filhos e membros da família. Então
é natural que eles façam cada vez mais parte da rotina dos tutores, inclusive
em suas atividades físicas. Por isso, acreditamos que também tenha crescido o
número de pets mais ativos. E os benefícios são percebidos para ambos",
avalia Mayara.
3 dicas de cuidado com os pets durante a atividade física
Para ajudar o tutor que pretende começar a praticar atividade
física com o seu pet ou que já tem essa prática, mas tem dúvidas sobre quais os
cuidados necessários com ele, a médica-veterinária Mayara Andrade separou três
dicas fundamentais:
Dica 1: Hidratação
Assim como o ser humano, os pets precisam se manter
hidratados. E atenção redobrada nos dias mais quentes. “Leve sempre um potinho
portátil e ofereça água em pequenas quantidades durante os exercícios”, orienta
Mayara.
Dica 2: Alimentação que acompanha o ritmo do pet
“A escolha do alimento ideal para cada pet deve
considerar suas características individuais, o ambiente em que vive e seu nível
de atividade física. Além disso, é fundamental respeitar a quantidade diária
recomendada, garantindo um manejo nutricional equilibrado com os nutrientes e a
energia necessários”.
Segundo a profissional, no caso de cães mais ativos ou até atletas, a nutrição deve estar alinhada a uma rotina de exercícios regulares, promovendo desempenho e prevenindo lesões. Já para pets com menor intensidade de atividade, a alimentação deve seguir sendo balanceada, fornecendo todos os nutrientes essenciais e ingredientes que favoreçam a digestão e a absorção eficiente deles.
Dica 3: Atenção aos limites
Cada pet tem seu ritmo. “Nem todo cão é maratonista e
nem todo gato vai gostar de uma volta na coleira. Respeite o tempo do seu pet e
observe sinais de cansaço, como respiração ofegante demais, sede excessiva ou
falta de interesse, alerta a veterinária.
Mayara ressalta que para definir tanto a dieta do pet quanto os cuidados necessários com ele durante a prática de atividade física, o ideal é que o tutor procure sempre o seu médico-veterinário de confiança. Ele poderá auxiliar na escolha do alimento mais indicado, assim como a quantidade a ser oferecida, além de realizar check-ups periódicos e avaliações, contribuindo para uma vida mais longa e saudável do pet.
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