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terça-feira, 13 de maio de 2025

Metade das empresas paulistas acredita que COP30 vai influenciar suas ações ambientais, aponta pesquisa

Estudo da FecomercioSP revela ainda que empresariado tem dificuldade de adotar medidas mais sólidas de redução de emissões; Entidade leva Agenda Verde a autoridades

 

A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém, vai impactar o universo dos negócios? 

 

Ao fazer essa pergunta ao empresariado paulista, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) atestou que 55% acreditam que, sim: a conferência terá efeitos positivos sobre os negócios [gráfico 1].

O encontro, vale dizer, reunirá os chefes de Estado de 198 países signatários da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), entre os dias 10 e 21 de novembro deste ano, na capital do Pará. 

 

A reunião — que acontece todos os anos em alguma cidade do mundo — será especialmente relevante em 2025, porque marcará os dez anos da definição do Acordo de Paris, assinado na COP21, na capital francesa, estipulando uma série de metas para as nações participantes. Em períodos pré-determinados, esses países precisam atualizar as metas e apresentar resultados envolvendo objetivos anteriores.

 

Na véspera da COP29, em Baku, no Azerbaijão, em 2024, o Brasil, por exemplo, reajustou a meta de redução total de Gases de Efeito Estuda (GEE) para uma banda entre 59% e 67% até 2035. O plano anterior era cortar 53% das emissões até 2030.

 

[GRÁFICO 1]

Na sua opinião, a COP30 no Brasil vai impactar o setor empresarial?

Sondagem com 200 empresas — Março de 2025

Fonte: FecomercioSP




Na leitura da Federação, a percepção do empresariado sobre a COP é bastante relevante, em um contexto no qual as empresas ainda encontram dificuldades relevantes de adotar medidas mais robustas de redução de GEE. Significa, sobretudo, que os negócios esperam por caminhos mais claros sobre o que fazer após o evento em Belém.

 

Pelos dados da pesquisa, por exemplo, 58% dos negócios paulistas não têm, hoje, qualquer tipo de política ambiental em prática [tabela 1], como destinar materiais à reciclagem ou participar de sistemas de economia circular.

 

[TABELA 1]

O seu negócio adota medidas para redução de emissões de gases do efeito estufa?

Sondagem com 200 empresas — Março de 2025

Fonte: FecomercioSP
 

 

[TABELA 2]

Quais medidas o seu negócio adota para reduzir as emissões de gases 

(entre aquelas que responderam que adotam alguma medida)?

Sondagem com 200 empresas — Março de 2025

Fonte: FecomercioSP
 


 

E, dentre as ações para reduzir emissões do universo de 24% das empresas que contam com alguma em curso, a maioria é de estrutura simples [tabela 2], como destinar resíduos orgânicos para compostagem (69% dos negócios que dizem ter medidas citam essa prática) ou abastecer a frota com combustíveis mais limpos, como etanol (80%).

 

Na avaliação do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP, há outro fator determinante: a COP terá um papel decisivo na postura dos consumidores. De acordo com a pesquisa, atualmente mais da metade (55%) do empresariado afirma que os clientes não preferem itens que apresentem quesitos de sustentabilidade. 

 

Trata-se de um cenário de transição. De um lado, o reconhecimento de que os efeitos das mudanças climáticas são reais e impactam os negócios de forma concreta. De outro, muitos gargalos que impedem uma atuação mais efetiva — que vão desde dificuldades envolvendo os custos operacionais até leis que não favorecem essa transformação de forma mais efetiva e rápida.

 

Agenda Verde da FecomercioSP


Para lidar com esses desafios e direcioná-los aos canais públicos e privados, a FecomercioSP lançou, há alguns dias, a sua Agenda Verde, elencando um conjunto de metas (veja todas aqui) que a Entidade entende como as prioridades ambientais que o Brasil deve assumir até 2030, envolvendo acelerar políticas para transição energética, fazer ajustes na recém-aprovada regulação do mercado de carbono e seguir em direção a uma economia mais circular até zerar o desmatamento ilegal, que já faz parte do escopo das metas do governo federal.

 

A Federação vai levar a Agenda ao escopo de discussões da COP30, assim como já tem discutido alguns dos itens com autoridades do Executivo e do parlamento. É possível baixar o e-book da Agenda clicando aqui.

 

FecomercioSP
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Está chegando o final do prazo para prestar contas com o leão

A especialista Karol Dapousa alerta para os riscos de deixar a declaração do Imposto de Renda para a última hora e orienta os contribuintes sobre como evitar erros e penalidades


O prazo final para a entrega da Declaração do Imposto de Renda 2025 está se aproximando, e os contribuintes que ainda não enviaram seus dados à Receita Federal precisam agir rapidamente. O período de entrega termina no dia 30 de maio, e deixar para o último momento pode gerar transtornos, como problemas no envio, risco de erros e até aplicação de multas.
 
A contadora e especialista em estratégia financeira, Karol Dapousa, alerta que muitos brasileiros deixam para declarar nos últimos dias e correm o risco de enfrentar dificuldades. “A sobrecarga no sistema da Receita Federal pode dificultar o envio, além de aumentar a possibilidade de esquecimento de documentos e erros no preenchimento”, destaca Karol.
 
Os contribuintes que se enquadram nas seguintes condições possuem o dever de prestar contas com o Fisco:
 
- Quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888 em 2024;
 
- Quem teve rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil;
 
- Quem teve receita bruta superior a R$ 169.440 em atividade rural;
 
- Quem possuía bens e direitos acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2024;
 
- Quem realizou operações em Bolsa acima de R$ 40 mil;
 
- Quem vendeu um imóvel residencial e usou o valor para compra de outro dentro do prazo de 180 dias;
 
- Quem teve rendimentos no exterior ou com criptomoedas.
 
Por que declarar o quanto antes?
Deixar para a última hora pode trazer complicações, mas quem declara com antecedência tem vantagens importantes:
 
- Evita multas: O atraso na entrega pode gerar uma multa de até 20% sobre o imposto devido, com valor mínimo de R$ 165,74.
 
- Facilidade para correções: Caso haja erro no preenchimento, ainda há tempo para fazer uma retificação sem penalidades.
 
- Menos estresse: Declarar com antecedência evita correrias de última hora e reduz o risco de problemas técnicos.
 
- Recebimento antecipado da restituição: Quem entrega primeiro tem mais chances de receber a restituição nos primeiros lotes.
 
 Os lotes de restituição seguem o seguinte cronograma:

- Primeiro lote – 30 de maio;

- Segundo lote – 28 de junho;

- Terceiro lote – 31 de julho;

- Quarto lote – 30 de agosto;

- Quinto lote – 30 de setembro


Fique atento!

Karol Dapousa reforça que a organização é indispensável para evitar transtornos. “O ideal é reunir os documentos com antecedência e aproveitar as ferramentas da Receita Federal, como a declaração pré-preenchida e a opção de restituição via PIX”, orienta Dapousa.
 
Com o fim do prazo se aproximando, a melhor estratégia é não adiar mais. Organize-se, envie sua declaração e evite dores de cabeça!

 

Anna Karolina Dapousa Pinto - formada em Ciências Contábeis pela Universidade Metropolitana de Santos em 2009, especializada em Perícia Judicial e Extrajudicial em 2011 e Mestre em Administração Empresarial com foco em Controladoria em 2019. Possui vasto conhecimento na área financeira, administrativa e RH.


8 experiências e atrativos imperdíveis em Águas de Lindóia (SP)


Situada em plena Serra da Mantiqueira, a apenas 160 km de São Paulo, Águas de Lindóia é conhecida por suas águas terapêuticas — mas está longe de se resumir a isso. Com cenários típicos serranos, opções variadas de ecoturismo e uma rica história ligada ao termalismo, a cidade convida ao descanso e à conexão com a natureza.

Pensando nisso, o Hotel Monte Real reuniu oito experiências essenciais para aproveitar ao máximo tudo o que Águas de Lindóia tem a oferecer. Seja para um fim de semana, feriado prolongado ou férias em família e a dois, essas são paradas obrigatórias:

 

Balneário Municipal

Divulgação
 Eliria Buso

Considerado o coração de Águas de Lindóia, o complexo termal combina terapias hidrominerais com um ambiente cercado por jardins. O local oferece banhos medicinais, massagens relaxantes e piscinas com águas termais.

Entre os destaques estão os tratamentos como a ducha escocesa e os banhos de imersão. Também é possível visitar fontes históricas e coletar água com propriedades medicinais direto da nascente — um verdadeiro ritual de bem-estar.

 

Morro do Cruzeiro e Cristo Redentor

Um dos mirantes mais impressionantes da região, com vista 360º para vales da Mantiqueira e cidades vizinhas. Dá pra chegar de carro pela estrada panorâmica, com o charmoso bonde das águas ou pela Trilha do Silêncio — de dificuldade mediana, ideal para contemplação.

No topo, a estátua do Cristo Redentor recebe os visitantes com uma vista inesquecível. Há ainda uma área de descanso com lanchonete, perfeita para uma pausa com sabor e visual.

 

Praça Adhemar de Barros

Divulgação
 Eliria Buso

Projetada por Burle Marx, a praça central da cidade é praticamente um jardim ao ar livre. Seu lago com pedalinhos, rodeado por espécies nativas da Mata Atlântica, encanta adultos e crianças.

À noite, a iluminação transforma o espaço em cenário romântico. Já aos fins de semana, os quiosques ganham vida com petiscos, bebidas e música ao vivo. E sim, o letreiro colorido da cidade rende aquela foto obrigatória.

 

Bonde das Águas

O passeio é feito em um veículo temático no estilo bonde, com roteiro que passa pelos principais pontos turísticos e históricos da cidade. Em cerca de duas horas, dá pra aprender sobre as fontes, a arquitetura local e a geologia da região.

O ápice é a subida ao Mirante do Cristo — com parada estratégica para fotos, claro!

 

Capela Nossa Senhora das Graças

Construída em 1918 no estilo colonial, a capela fica no ponto onde começaram as primeiras construções da cidade. Lá está uma imagem da padroeira trazida da Itália no século passado.

A subida tradicional pelos 100 degraus do Caminho da Graça é uma experiência que mistura fé, história e cultura local.

 

Engenho do Barreiro

Essa propriedade rural mantém viva a tradição da cachaça artesanal mineira. Os visitantes acompanham o processo completo — da cana ao barril — e participam de uma degustação guiada, com direito a explicações sobre harmonização.

É um passeio que une sabor, tradição e aprendizado em meio à natureza.

 

Bosque Zequinha de Abreu

Reserva de mata nativa com trilhas leves, ótima para famílias e caminhadas tranquilas. Placas educativas contam sobre a flora local, enquanto um pequeno córrego forma cascatas que convidam a piqueniques e descanso.

Nos fins de semana, o bosque costuma receber apresentações musicais ao ar livre.

 

Rua Minas Gerais – Compras e delícias

O centro comercial da cidade, especialmente a Rua Minas Gerais, reúne lojinhas com charme colonial que vendem doces caseiros, queijos artesanais e lembranças feitas com cristais típicos da região. Ideal para levar um pedacinho de Águas de Lindóia na mala e no paladar. 



Hotel Monte Real
www.montereal.com.br


Nova NR-1: saúde mental deixa de ser tabu e entra na pauta regulatória das empresas

Falar de saúde mental no trabalho é quase inevitável — e pessoal. Além disso, a nova norma exige que empresas incluam riscos psicossociais na gestão de saúde e segurança do trabalho. Para além da legislação, o desafio é criar culturas organizacionais mais humanas e acolhedoras.

Esse tema atravessa a minha trajetória profissional de forma muito concreta. Já vi de perto como a falta de acolhimento pode afetar pessoas incríveis. Em uma empresa onde atuei, tive um colaborador brilhante que passou por um caso severo de burnout. Mesmo tendo pouca experiência na época sobre como lidar, fiz o possível para apoiá-lo: redistribuí tarefas, assumi viagens em seu lugar, ofereci escuta, dei espaço. Mas, no fundo, nós dois sabíamos que não havia um apoio institucional. Havia medo. Medo de julgamento, de parecer frágil. E isso não deveria acontecer. 


É por isso que vejo com esperança a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 — a NR-1 — publicada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. A nova redação, que entra em vigor em maio de 2025, exige que empresas incorporem riscos psicossociais — como estresse ocupacional, assédio moral e sobrecarga emocional — em seus Programas de Gerenciamento de Riscos, os PGRs.


A nova redação da NR-1 deixa claro que as empresas precisam gerenciar de forma integrada todos os tipos de riscos sobre saúde e segurança no trabalho. No dia a dia, as companhias já eram obrigadas a controlar os riscos físicos, como ruídos ou temperaturas extremas, com medidas como isolamento acústico e climatização do ambiente; os riscos químicos com cuidados no manuseio, ventilação adequada e uso de equipamentos de proteção; e os riscos ergonômicos, como postura inadequada ou esforço repetitivo com ajustes nos postos de trabalho e incentivo a pausas regulares. Agora chegou a vez dos riscos psicossociais. 


Na prática, espera-se que as empresas adotem uma abordagem mais humanizada e focada no bem-estar integral de seus colaboradores para promover um ambiente de trabalho equilibrado e acolhedor, por exemplo, investindo em plataformas de bem-estar físico e mental, para a construção e manutenção de hábitos saudáveis. 


Além disso, a expectativa é de que as companhias passem a implementar políticas de bem-estar, criar canais de comunicação para que os trabalhadores possam relatar suas dificuldades emocionais e promover equilíbrio entre as demandas profissionais e, neste caso, as limitações pessoais são essenciais para mitigar a crise de saúde mental. Não podemos esquecer das campanhas de conscientização sobre saúde mental, já que essas agendas desempenham um papel crucial na quebra de estigmas e na construção de um ambiente mais saudável e produtivo.


A norma não trata apenas do cumprimento legal — ela propõe uma mudança de paradigma, em que a saúde mental passa a ser vista como parte essencial da integridade do trabalhador. Essa inclusão reforça o dever das organizações de promover um ambiente de trabalho mais seguro, saudável e respeitoso em todos os aspectos, inclusive emocionais.


Segundo dados do Ministério da Previdência Social, mais de 3,5 milhões de licenças médicas foram solicitadas ao INSS em 2023. Destas, 472 mil foram por transtornos mentais — um aumento de 68% em relação ao ano anterior. A realidade está escancarada: o sofrimento psíquico já faz parte do cotidiano de milhões de trabalhadores.


Mas aplicar uma norma não basta. Empresas que integram saúde mental à sua cultura colhem frutos mais sustentáveis: menos turnover, mais engajamento, melhor clima e maior produtividade. Ferramentas de apoio, plataformas de bem-estar e programas estruturados ajudam — mas a mudança começa nas conversas, nas lideranças e nas decisões do dia a dia.


Essa nova NR-1 é, acima de tudo, um convite à coragem: a coragem de olhar para dentro, rever práticas e colocar as pessoas no centro. Porque quem cuida de gente, cresce com elas.

 

 

Vivian Muniz - Vice-Presidente de Produto, Marketing e Customer Service na Fully Ecosystem, plataforma de bem-estar que oferece soluções integradas de saúde física, mental e financeira, e especialista em engajamento, bem-estar e construção de hábitos saudáveis com impacto real na vida das pessoas.


Sem riscos: Como usar IA com segurança nas empresas?

Ferramentas de IA geram valor, mas exigem controle e proteção de dados

 

A adoção em larga escala da inteligência artificial tornou-se parte da rotina das empresas. Embora muitas vezes associada a chatbots que completam e-mails ou geradores de código, o uso da IA hoje vai muito além. Ferramentas como ChatGPT e Gemini estão sendo aplicadas para automatizar tarefas antes restritas a especialistas, ampliando a eficiência em diversas áreas. No entanto, essa expansão traz riscos que não podem ser ignorados. Segundo um estudo recente da Harmonic, 8,5% das interações de colaboradores com modelos de IA generativa envolvem dados sensíveis, um percentual que mostra a exposição das empresas a vulnerabilidades em segurança, conformidade e privacidade, além de potenciais implicações legais.

Como já adiantado pela pesquisa, por depender da inserção de informações para gerar respostas, muitas dessas plataformas armazenam pontos que podem ser sensíveis como códigos, estratégias de negócio e dados pessoais. Atrelado a uma regulamentação mais rígida, um vazamento acidental como esse representa não apenas um risco técnico, mas um potencial prejuízo financeiro e reputacional.

Outra prática de que se deve ter atenção é o chamado Shadow IT, quando departamentos contratam ou utilizam ferramentas sem aprovação ou supervisão da área de tecnologia. Sem essa governança, o “experimento” de uma equipe pode acabar com a exposição do cliente e de sua empresa e rapidamente se tornar um problema de compliance. Somado a isso, cresce também a ameaça de ataques maliciosos potencializados pela IA. Grupos de hackers têm utilizado técnicas como engenharia de prompts para manipular sistemas, explorar vulnerabilidades e até criar campanhas de phishing e malware automatizadas.



Mas o que é possível fazer neste cenário?

Eu defendo que o desafio aqui não é restringir o uso da IA, mas garantir que ela seja aplicada com responsabilidade e segurança. Isso exige políticas claras, governança eficiente e uma cultura de conscientização, especialmente no compartilhamento de informações sensíveis com essas ferramentas não proprietárias. Proteger a organização dos riscos passa por decisões estratégicas, processos bem definidos e o uso das tecnologias adequadas. Deixo aqui algumas ações que podem garantir segurança e governança na adoção da IA:



Estabeleça políticas claras e invista em conscientização.

Defina regras objetivas, com limites para o compartilhamento de informações sensíveis. Capacite as equipes com treinamentos que mostrem, na prática, os riscos e as boas práticas no trabalho.



Priorize soluções corporativas com segurança robusta. 

Adote plataformas desenvolvidas para o ambiente empresarial, com controles sobre armazenamento, fluxo, criptografia e compliance. Evite o uso de ferramentas de consumo para atividades que envolvam dados críticos.



Implemente ferramentas de prevenção contra perda de dados (DLP).

Utilize soluções que automatizam a detecção e o bloqueio de pontos sensíveis antes que sejam enviados para sistemas externos. Aplique sanitização de dados como uma camada adicional de proteção.



Controle o acesso e monitore o uso das ferramentas de IA.

Restrinja o acesso de acordo com as funções de cada colaborador. Mantenha registros de atividades e utilize análise comportamental para identificar padrões anômalos e agir preventivamente.



Realize avaliações rigorosas de fornecedores. 

Inclua critérios de segurança, governança de dados e gestão de incidentes nos processos de contratação de soluções de IA. Exija SLAs que assegurem confidencialidade, integridade e responsabilidade em caso de vazamentos.



Fortaleça a detecção e resposta a ameaças internas. 

Implemente tecnologias que monitorem o uso e identifiquem comportamentos suspeitos. Combine análise de padrões de uso com alertas inteligentes para prevenir ações maliciosas ou erros humanos.

Com isso, é possível aproveitar as oportunidades reais de ganho da IA, como eficiência e competitividade, gerando valor forma consistente e com responsabilidade. Empresas com políticas claras, governança e práticas de segurança bem definidas não apenas evitam riscos como fortalecem a confiança em suas operações e decisões.


Fabio Caversan - VP Global de Inovação do Stefanini Group


Planejar leva atendimento gratuito à população durante a Semana ENEF 2025

Clínicas financeiras, oficinas e palestras com planejadores CFP® acontecem em várias regiões do Brasil entre até 18 de maio

 

 

A educação financeira vai ganhar as ruas, estações de transporte, universidades e centros comunitários durante a 12ª edição da Semana Nacional de Educação Financeira, que acontece até 18 de maio. A iniciativa é coordenada pelo Fórum Brasileiro de Educação Financeira, presidido este ano pela Susep, e reúne ações de diversas entidades comprometidas com o fortalecimento da saúde financeira da população. Entre elas está a Planejar (Associação Brasileira de Planejamento Financeiro), que participa com uma agenda de 39 atividades gratuitas conduzidas por profissionais certificados CFP®.

 

Durante toda a semana, planejadores voluntários vão atuar em clínicas financeiras, oficinas e palestras voltadas à organização do orçamento, orientação sobre crédito, investimentos, seguros, previdência e riscos, além do apoio a pequenos empreendedores. A proposta é aproximar o planejamento financeiro da realidade das pessoas, levando o atendimento para lugares de grande circulação ou de vulnerabilidade econômica. A atuação é presencial, prática e democrática, já que muitas das ações são abertas a qualquer pessoa interessada em participar.

 

Para Ana Leoni, CEO da Planejar, existe uma grande demanda por orientação confiável e descomplicada. “Muitas pessoas não sabem por onde começar e acabam tomando decisões importantes sem nenhuma referência. Nosso papel é oferecer esse ponto de partida”, afirma. As ações previstas pela associação buscam trazer impacto direto e imediato para quem precisa reorganizar as finanças, compreender opções de crédito ou dar os primeiros passos em direção à segurança e estabilidade financeira. “As pessoas vão se surpreender quando perceberem que o planejamento financeiro se aplica a todas as classes sociais. A informação correta pode ajudar a transformar vidas”, garante.

 

Em São Paulo, as clínicas de atendimento serão montadas pela B3 nas estações de metrô e pelo Sicoob na Estação CPTM Brás, com atendimento entre os dias até 16 de maio. No local circulam cerca de 60 mil pessoas por hora.

 

Os planejadores financeiros CFP® também atuarão em oficinas no Hub Green Pinheiros e palestras em escolas públicas. 

 

No Rio de Janeiro, os profissionais atuarão em comunidades como o Arca Hub e a Associação Espaço Pequeno Cidadão. O Sicoob também montará uma clínica no metrô da Carioca até 16 de maio. 

 

A presença da Planejar, por meio dos planejadores financeiros CFP®, se estende ainda a cidades como Porto Alegre, Florianópolis, Goiânia, Brasília, Guarulhos, Jundiaí, Ribeirão Preto, Itapevi e Niterói. “Não estamos falando de conteúdo técnico, mas de conversa acessível, que ajude alguém a entender se consegue pagar uma dívida, acessar um crédito ou guardar dinheiro no fim do mês. Isso já muda tudo”, pontua Leoni. Segundo ela, levar esse tipo de conhecimento a mais pessoas é uma forma concreta de promover autonomia.

 

Além das ações abertas ao público, a agenda inclui iniciativas fechadas ou voltadas a públicos específicos, como estudantes e comunidades. A programação completa está disponível no site da Semana Enef. Confira abaixo algumas das atividades abertas ao público:

 

São Paulo (SP)

até 16/05 – 9h às 16h

Clínicas Financeiras – Estação CPTM Brás 

Endereço: Praça Agente Cícero s/nº – Brás , São Paulo -SP

 

13/05 - 10h às 15h

•Clínicas Financeiras – Metrô Ana Rosa

Endereço: Rua Vergueiro, 505 – Paraíso, São Paulo – SP

 

14/05 – 10h às 16h

Clínicas Financeiras – Hub Green Pinheiros

Endereço: R. Sumidouro, 580 – Pinheiros, São Paulo – SP

 

14/5 e 15/05 - 10h às 15h

Clínicas Financeiras – Metrô Tatuapé

Endereço: R. Melo Freire, s/n – Tatuapé, São Paulo – SP

 

Rio de Janeiro (RJ)

até 16/05 - 9h30 às 17h30

Clínicas Financeiras – Metrô da Carioca

Endereço: Av. República do Chile com Av. Almirante Barroso – Centro, Rio de Janeiro – RJ

 

Planejar - Associação Brasileira de Planejamento Financeiro

 

segunda-feira, 12 de maio de 2025

14ª Caminhada da Adoção será realizada no próximo domingo em Copacabana com apoio de diversas instituições


Divulgação
Campanha de 2024

 

A orla de Copacabana receberá, no domingo (18), a 14ª edição da Caminhada da Adoção, um dos eventos mais emblemáticos do mês de maio, que marca o calendário da defesa dos direitos de crianças e adolescentes à convivência familiar e comunitária. A concentração será às 10h, no Posto 6 da Praia de Copacabana, com caminhada até o Posto 4.

O evento é promovido pela Frente Parlamentar em Defesa da Família, da Adoção e da Primeira Infância da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), com o objetivo de sensibilizar a população sobre a importância da adoção responsável, do acolhimento familiar e do fortalecimento de políticas públicas que assegurem o direito de crescer em um lar amoroso.

A Caminhada conta com o apoio de diversas instituições comprometidas com a causa da infância, entre elas:

  • Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ)
  • Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ)
  • Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro
  • Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional RJ (OAB-RJ)
  • Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
  • Conselho Estadual de Defesa da Criança e do Adolescente (CEDCA-RJ)
  • Instituto Quintal de Ana
  • Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (ANGAAD)
  • Associação Carioca de Apoio à Adoção – Quintal da Casa de Ana
  • Instituições da sociedade civil organizada e grupos de apoio à adoção em todo o estado


A deputada estadual Tia Ju (Republicanos), presidente da Frente Parlamentar e madrinha da Caminhada da Adoção, estará presente na atividade. Para ela, o evento é um momento de reafirmação do compromisso com o afeto e a garantia de direitos:

“A Caminhada da Adoção é um ato de amor coletivo. Nosso compromisso é com cada criança que espera por uma família. É nossa responsabilidade, como sociedade, construir pontes para que essas crianças e adolescentes encontrem acolhimento, dignidade e um lar onde possam crescer com afeto e segurança”, declarou Tia Ju.

A atividade é aberta ao público e visa reunir famílias adotivas, crianças, adolescentes, grupos de apoio, representantes do sistema de Justiça, parlamentares e toda a sociedade civil que acredita na transformação social por meio do cuidado e da solidariedade.



Serviço

14ª Caminhada da Adoção
Data: Domingo, 18 de maio de 2025
Horário: 10h
Local: Praia de Copacabana – Concentração no Posto 6
Percurso: Do Posto 6 ao Posto 4
Realização: Frente Parlamentar em Defesa da Família, da Adoção e da Primeira Infância – ALERJ
Apoio: TJRJ, MPRJ, Defensoria Pública, OAB-RJ, CNJ, CEDCA-RJ, Instituto Quintal de Ana, ANGAAD, entre outras entidades.

Para mais informações, acompanhe as redes sociais da Frente Parlamentar ou do Instituto Quintal de Ana.

 

Ressecamento da pele pode agravar a rosácea no inverno

 Freepik

Com a queda das temperaturas, a aproximação do inverno e o clima mais seco, é natural que a pele fique mais sensível, ressecada e desidratada. Em pessoas com maior sensibilidade, esses efeitos podem se intensificar. Por isso, é essencial reforçar os cuidados com a pele nessa época do ano. 

O dermatologista Antonio Lui, do Hospital Santa Casa de Mauá, explica que as mudanças de temperatura, especialmente as mais baixas, favorecem o surgimento e o agravamento da rosácea — uma inflamação crônica que afeta a pele do rosto. “Além das condições climáticas e ambientais, outros fatores estão associados à rosácea, como questões imunológicas, psicológicas e genéticas. É mais comum em adultos a partir dos 30 anos, especialmente em pessoas de pele clara e descendentes de europeus. Em pessoas negras, é mais rara”, explica. 

Os principais sintomas incluem vermelhidão (eritema), vasos dilatados, lesões semelhantes à acne, ardência e sensação de queimação. A rosácea atinge principalmente a região da testa, bochechas, nariz e queixo. Em alguns casos, pode ocorrer também a forma ocular da doença, provocando vermelhidão, ardência, coceira, sensibilidade e sensação de secura nos olhos. 

Durante o inverno, é importante redobrar os cuidados para prevenir crises. Entre as recomendações estão: evitar exposição ao frio intenso, ventos e banhos quentes. Além disso, certos alimentos podem atuar como gatilhos — como bebidas quentes, alimentos apimentados, cítricos, com alto índice glicêmico e bebidas alcoólicas. 

O tratamento da rosácea inclui limpeza adequada da pele, hidratação diária e o uso de produtos tópicos específicos, que ajudam a reduzir a inflamação e a vermelhidão. Dependendo do caso, pode-se recomendar o tratamento com laser ou luz pulsada. Em quadros mais graves, medicamentos orais também podem ser indicados. 

“Por se tratar de uma condição crônica, o tratamento deve ser contínuo e ajustado conforme os sintomas. Durante os surtos, é fundamental evitar o uso de produtos adstringentes, esfoliantes e certos procedimentos estéticos, pois podem agredir ainda mais a pele. O uso diário de protetor solar é indispensável, sempre conforme a orientação médica”, reforça o dermatologista Antonio Lui. 

O uso de medicamentos ou produtos tópicos sem prescrição médica pode ser prejudicial à pele. Consulte sempre um especialista para obter diagnóstico e tratamento adequados. 




Hospital Santa Casa de Mauá
Avenida Dom José Gaspar, 1374 - Vila Assis - Mauá - fone (11) 2198-8300.
https://santacasamaua.org.br/


Cirurgias ortopédicas em idosos avançam com apoio da tecnologia robótica

Divulgação

Envelhecimento da população brasileira impulsiona a expansão de procedimentos como a artroplastia de joelho com auxílio de plataformas robóticas; a precisão, o menor sangramento e a redução do uso de medicamentos estão entre as vantagens dos procedimentos a esses pacientes.
 


Com o crescimento da população idosa no Brasil, as cirurgias ortopédicas em pacientes com mais de 65 anos seguem em expansão, especialmente aquelas que envolvem o uso de tecnologia robótica. Segundo dados do último Censo Demográfico, realizado em 2022, o país já conta com mais de 22 milhões de pessoas nessa faixa etária — um salto de 57,4% em relação a 2010; uma tendência acompanhada pela maior expectativa de vida da população, que alcançou 76,4 anos em 2023, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Diante desse cenário, a busca por procedimentos que garantam mais mobilidade e qualidade de vida aos idosos também configura uma nova realidade. A artroplastia de joelho, por exemplo, um tipo de cirurgia que visa substituir a articulação por uma prótese ortopédica, vem se beneficiando do avanço da robótica, que proporciona resultados mais precisos, menos dor no pós-operatório e, em muitos casos, uma reabilitação mais rápida.

No Brasil, plataformas como o ROSA® Knee System, da Zimmer Biomet, vêm sendo adotadas em hospitais e centros especializados para garantir uma abordagem personalizada, respeitando a anatomia única de cada paciente. Esse tipo de tecnologia permite mais controle e uma execução otimizada durante os procedimentos, conforme explica Dr. Guilherme Morgado Runco, médico ortopedista e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho (SBCJ).

“Os robôs ainda não operam sozinhos, diferente do que algumas pessoas possam pensar. Os cirurgiões seguem à frente dessas cirurgias, entretanto, com auxílio do robô, ganhamos em termos de precisão, de menor sangramento e da redução do uso de medicamentos para esses pacientes; algo essencial para idosos que já fazem uso contínuo de outras medicações”, explica.


Tecnologia e envelhecimento ativo: um novo caminho para a ortopedia brasileira

Ainda de acordo com médico, a artroplastia total de joelho é uma cirurgia indicada principalmente para pacientes que sofrem com artrose avançada ou outras doenças degenerativas da articulação, que provocam dor constante, rigidez, limitação de movimentos e perda de qualidade de vida. Nos idosos, a decisão por realizar a cirurgia depende de uma avaliação criteriosa, considerando o grau de dor, a funcionalidade do joelho e a capacidade geral de recuperação.

“Cada paciente é único e deve ser avaliado de forma personalizada. Se entendemos que a cirurgia pode melhorar a qualidade de vida do paciente, seu bem-estar geral e que o quadro de saúde permite que ele passe pelo procedimento com segurança, essa intervenção pode ser extremamente benéfica”, afirma o Dr. Runco. “Ela pode devolver mobilidade, autonomia e permitir que o paciente retome sua rotina diária, incluindo atividades simples, momentos de lazer com a família e atividades físicas de baixo impacto, como caminhadas, Pilates, natação, golfe e até mesmo tênis em dupla, eventualmente”, conclui.

 



Zimmer Biomet
Para mais informações, acesse o site ou siga a Zimmer Biomet Brasil no Linkedin e Instagram.

Sono e saúde mental: por que dormir bem é essencial para o bem-estar?

Psiquiatra Bianca Bolonhezi, CEO do Instituto Macabi, alerta para os impactos da privação de sono em transtornos como ansiedade, depressão e bipolaridade 

 

Dormir bem vai muito além de descanso: é um dos pilares fundamentais da saúde mental. A psiquiatra Bianca Bolonhezi, CEO do Instituto Macabi, destaca que a privação de sono pode ser tanto consequência quanto causa de transtornos mentais como depressão, ansiedade, bipolaridade e até psicoses.

“Gosto de dizer que temos sete pilares na saúde mental: exercício físico, alimentação, rede de apoio, espiritualidade ou autocuidado, psicoterapia, medicação e sono. O sono é uma necessidade básica. É durante ele que o cérebro faz uma espécie de faxina: regula emoções, equilibra hormônios, fortalece o sistema imunológico e consolida memórias”, explica a médica.


Bianca alerta que menos de seis horas de sono por noite pode aumentar significativamente o risco de desenvolver transtornos mentais. “Quando não dormimos o suficiente, o córtex pré-frontal e a amígdala — áreas responsáveis pelo controle emocional — ficam desregulados. Isso se traduz em mais irritabilidade, medo, impulsividade e tristeza.”


Segundo a especialista, tanto a insônia quanto o excesso de sono podem ser prejudiciais. “Ambos são fatores de risco para transtornos mentais. A insônia pode ser sintoma isolado ou indicativo de condições como depressão, ansiedade ou bipolaridade. No transtorno bipolar, por exemplo, alterações no sono podem sinalizar o início de um episódio de mania ou hipomania”, afirma.


Durante o sono profundo, especialmente na fase REM, ocorrem processos restaurativos essenciais: “Nessa fase, o cérebro reduz os níveis de cortisol — o hormônio do estresse —, aumenta o hormônio do crescimento e regula as emoções. A privação crônica ou a fragmentação do sono impedem que esses mecanismos funcionem, comprometendo a neuroplasticidade e aumentando a reatividade emocional”.


Além disso, em quadros como a esquizofrenia, alterações na arquitetura do sono — como a redução das ondas lentas e a fragmentação do sono REM — podem agravar déficits cognitivos e sintomas negativos.


Para a psiquiatra, cuidar do sono é também um ato de autocuidado. “Dormir bem não impede que transtornos mentais ocorram, mas reduz um importante fator de risco. O ideal para adultos é dormir entre 6 e 8 horas por noite. Dormir menos ou mais do que isso pode afetar o funcionamento do cérebro e como lidamos com as emoções”, finaliza.



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