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segunda-feira, 12 de maio de 2025

Cuidados básicos e vacinas previnem adoecimentos. Exame inovador auxilia no diagnóstico diferencial

 

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Nos primeiros meses de 2025, a Bahia registrou diminuição nos casos prováveis de dengue. Dados da Secretaria de Saúde indicam um total de 15.434 casos prováveis entre janeiro e abril de 2025. Em contraste, no mesmo período de 2024, foram notificados 174.380 casos, representando uma redução de 91,1%. Apesar da queda significativa, especialistas alertam para a importância de a população manter a vigilância, especialmente durante os períodos de chuva e calor, que propiciam a proliferação do mosquito. 

 

O infectologista e consultor do Sabin Diagnóstico e Saúde, Claudilson Bastos, explica que o risco de dengue persiste mesmo fora do verão, intensificando-se em períodos chuvosos e de altas temperaturas. "Locais com água parada, como caixas d’água mal vedadas, vasos de plantas, garrafas e tampinhas, continuam sendo ambientes favoráveis à reprodução do Aedes aegypti. Esses locais se tornam criadouros ideais para os ovos do mosquito, que eclodem rapidamente, elevando o risco de novos casos da doença", adverte. 

 

Ele reforça a necessidade de manter os cuidados durante todo o ano: "É fundamental eliminar qualquer foco de água parada, cuidar de quintais e terrenos baldios, e manter piscinas tratadas. A prevenção continua sendo a estratégia mais eficaz para evitar surtos." 

 

Sobre a vacinação, Bastos salienta seu papel fundamental no combate à dengue, especialmente contra as formas mais graves da doença. "A vacina Qdenga está disponível na rede pública para grupos prioritários e, na rede privada, para pessoas de 4 a 60 anos. Trata-se de uma opção segura e eficaz, capaz de prevenir mais de 80% dos casos e reduzir em mais de 90% as hospitalizações", ressalta. 

 

O especialista acrescenta que o imunizante oferece proteção contra os quatro sorotipos do vírus (DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4) e é administrado em duas doses, com um intervalo de três meses entre elas. "Para quem busca uma proteção mais ampla, a vacina está disponível nas unidades do Sabin." 


 

Sabin desenvolve exame inovador 

 

Embora a dengue seja a arbovirose mais comum, outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, como zika, chikungunya, apresentam sintomas iniciais semelhantes, o que torna o diagnóstico diferencial um desafio clínico significativo – especialmente em contextos de surtos ou coinfecções. Pensando nisso, o Grupo Sabin introduziu no Brasil um exame inovador capaz de identificar precisamente seis diferentes vírus transmitidos pelo mosquito a partir de uma única amostra de sangue. 

 

Utilizando a avançada técnica de biologia molecular – PCR em tempo real qualitativo –, o teste detecta e diferencia infecções por dengue, zika, chikungunya, oropouche, febre amarela e mayaro. 

 

Com alta sensibilidade e rapidez, o exame indica precisamente qual vírus está presente no organismo do paciente, fornecendo informações cruciais para um tratamento mais eficaz e direcionado. O resultado é liberado em até quatro dias úteis.  Atualmente, o exame está disponível nas unidades do Sabin localizadas em Salvador, Camaçari, Lauro de Freitas, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães. 

 

Grupo Sabin
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Dispositivo de médico brasileiro renova esperança de maternidade para mulheres com câncer

Técnica já aprovada pela Anvisa evita o fechamento do canal uterino após cirurgia para câncer do colo do útero e amplia chances de gravidez


Criado para preservar a fertilidade de mulheres com câncer do colo do útero, o dispositivo Duda já é considerado uma das principais inovações na área da cirurgia oncológica ginecológica no Brasil. Desenvolvido pelo cirurgião oncológico Marcelo Vieira, o equipamento evita o fechamento do canal endocervical após a retirada do tumor, preservando o fluxo menstrual e, em muitos casos, a capacidade de engravidar. O produto já está registrado pela Anvisa e disponível para compra em farmácias de todo o Brasil.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer do colo do útero é o terceiro tumor maligno mais frequente entre as mulheres no país, com estimativa de 17.010 novos casos em 2023. A maioria dos diagnósticos ocorre em estágio avançado, o que compromete a fertilidade e limita as opções de tratamento. Nos casos iniciais, no entanto, o uso do Duda permite uma abordagem cirúrgica menos invasiva, com resultados significativos na preservação da função reprodutiva.

“Esse tipo de inovação representa um avanço real na forma como cuidamos da mulher com câncer. Preservar o canal endocervical é preservar a função reprodutiva, o acompanhamento pós-operatório e, principalmente, a esperança da paciente”, afirma Marcelo Vieira.


Avanços do estudo clínico

O dispositivo Duda passou por um estudo clínico randomizado com critérios rigorosos de seleção de pacientes conduzido no Hospital de Amor, em Barretos (SP), com o objetivo de avaliar sua eficácia em pacientes submetidas à cirurgia conservadora para câncer do colo do útero. Ao todo, 240 mulheres foram selecionadas: metade delas recebeu o implante do dispositivo após o procedimento cirúrgico, enquanto a outra metade foi acompanhada sem o uso do método.

A proposta é medir não apenas a manutenção do canal endocervical, mas também a taxa de gravidez e os efeitos sobre a qualidade de vida das pacientes. A fase final do estudo está em andamento e os dados preliminares indicam resultados promissores. De acordo com o idealizador do Duda, os primeiros casos já confirmaram o potencial do dispositivo para manter o canal funcional e permitir gestações bem-sucedidas. “Estamos vendo mulheres que enfrentaram o câncer e hoje estão vivendo a experiência da maternidade. Esse é o maior indicativo de que valeu a pena insistir nesse projeto desde o início”, diz.


Desafios de acesso e comercialização

Apesar do registro oficial junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Duda ainda não é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

“A nossa meta sempre foi garantir que o Duda estivesse disponível gratuitamente no SUS, porque o impacto dessa tecnologia vai além da técnica cirúrgica. Ele representa uma chance real de preservar o sonho da maternidade para centenas de mulheres que enfrentam um diagnóstico precoce de câncer”, reforça Marcelo.

A inclusão do dispositivo em protocolos públicos de atendimento depende da análise dos dados clínicos e da aprovação de custo-benefício pelas instâncias responsáveis. Enquanto isso, o uso do dispositivo Duda em pacientes selecionadas está sendo feito em todo o Brasil por médicos que têm dificuldade em manter pérvio o canal do colo do útero após as cirurgias.


Qualidade de vida, maternidade e autonomia

O impacto do Duda vai além da esfera médica. Para muitas pacientes, a possibilidade de preservar a fertilidade representa um fator de motivação e fortalecimento emocional durante o tratamento. Ao evitar a cicatrização completa do canal uterino, o dispositivo amplia as chances de uma gravidez futura e melhora o acompanhamento clínico, já que mantém o acesso ao canal endocervical para exames de controle e detecção de recidivas (retorno do câncer na paciente).

“Não estamos apenas falando de técnica. Estamos falando de autonomia, de dignidade e da possibilidade de a paciente planejar o próprio futuro mesmo diante de um diagnóstico tão delicado”, conclui Marcelo Vieira. 



Dr. Marcelo Vieira = cirurgião oncológico, especialista em cirurgias minimamente invasivas e mentor de cirurgiões. Com mais de 20 anos de experiência, iniciou sua trajetória no Hospital de Câncer de Barretos, onde atuou como chefe da Ginecologia e se dedicou ao atendimento 100% SUS. Em 2019, realizou o primeiro transplante robótico intervivos do Brasil, um marco na medicina nacional. Após essa conquista, decidiu empreender e criou o Curso de Metodologia Cirúrgica, com a missão de transformar cirurgiões e salvar vidas. Também fundou o Cadáver Lab, um treinamento imersivo de dissecção e anatomia pélvica avançada, além de liderar programas de mentoria de alta performance, como Precisão Cirúrgica e Cirurgião de Elite.
Para mais informações, visite o site oficial ou pelo instagram.


Pilates na gestação e pós-parto: benefícios, cuidados e exercícios recomendados


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Entenda como o método ajuda a aliviar dores, fortalecer o corpo e preparar as mulheres para uma gravidez e recuperação mais saudáveis

 

Durante a gravidez, o corpo da mulher passa por uma série de mudanças fisiológicas, posturais e emocionais que podem gerar desconfortos e até dores. Nesse cenário, o Pilates se destaca como um poderoso aliado. “O método fortalece a musculatura do assoalho pélvico, essencial para sustentar o peso crescente do útero, melhora o controle urinário e contribui tanto para o parto quanto para a recuperação, seja no parto normal ou cesárea”, explica Giovanna Batista da Silva, fisioterapeuta e instrutora da Pure Pilates, pós-graduada em ortopedia e traumatologia esportiva. 

O Pilates também ajuda a corrigir a postura, afetada pelo aumento do volume abdominal e deslocamento do centro de gravidade, prevenindo dores lombares, cervicais e pélvicas — muito comuns a partir do segundo trimestre. Além disso, desenvolve consciência corporal, melhora o controle respiratório, reduz inchaços nas pernas e promove bem-estar emocional, ajudando no humor, no sono e na autoconfiança da gestante. 

No pós-parto, a prática segura e gradual do Pilates auxilia na recuperação da musculatura abdominal profunda, especialmente para tratar a diástase abdominal (separação dos músculos retos do abdômen), além de reequilibrar a postura e aliviar dores nas costas decorrentes de carregar o bebê e amamentar. “Os exercícios também ativam o assoalho pélvico, melhoram a circulação e ajudam a retomar a disposição física e mental”, destaca Giovanna.

 

Exercícios práticos indicados por Giovanna:

 

Durante a gestação:

 

Respiração com ativação do transverso abdominal

·         Posição: deitada ou sentada. Inspire pelo nariz expandindo as costelas lateralmente (sem estufar a barriga). Expire lentamente, juntando as costelas, como se estivesse fechando o zíper de uma calça justa.

 

Footwork em decúbito lateral no Reformer


•         Posição: deitada de lado no Reformer, com joelho e quadril flexionados, apoiando o pé da perna de cima na barra. Estenda joelho e quadril, mantendo respiração e postura adequadas. Pode ser adaptado com travesseiro para conforto.

 


No pós-parto:

 

Ponte pélvica com ativação abdominal

·         Posição: deitada de barriga para cima, joelhos flexionados, pés apoiados. Contraia o abdômen e o assoalho pélvico, eleve o quadril até formar uma linha entre joelhos e ombros. Retorne devagar (8 a 10 repetições).

 

Alongamento de glúteo e piriforme no Barrel

·         Posição: em pé, apoiando a lateral da coxa no Barrel, flexione o tronco vértebra por vértebra. Use as mãos para apoio e ajuste a altura conforme necessário.

 

Cuidados essenciais:

 

·         Liberação médica sempre antes de iniciar.

·         Evitar posições que comprimam a veia cava (deitada de barriga para cima por muito tempo).

·         Respeitar o tempo de recuperação pós-parto, especialmente após cesárea (geralmente cerca de dois meses).

·         Adaptar a intensidade e os exercícios conforme a fase gestacional e pós-parto.

 

“Com acompanhamento especializado, o Pilates é uma ferramenta poderosa para atravessar essa fase com mais consciência corporal, menos dor e melhor preparo físico e emocional”, conclui Giovanna.

  



Instagram oficial: @purepilatesbr


Dia Mundial da Hipertensão: AACD promove campanha de conscientização

Iniciativa inclui evento em 17 de maio no SESC Vila Mariana, além de hotsite informativo 

 

A hipertensão atinge cerca de 28% da população brasileira, de acordo com o Ministério da Saúde. A doença é o principal fator de risco para o Acidente Vascular Cerebral (AVC), que pode causar dificuldades de mobilidade e problemas neurológicos. Para marcar o Dia Mundial da Hipertensão (17 de maio), a AACD promove uma campanha de conscientização com hotsite informativo e evento no SESC Vila Mariana, na zona sul da capital paulista. Essa é mais uma ação do calendário comemorativo de 2025 pelo aniversário de 75 anos da AACD. 

 

“A AACD tem como foco a reabilitação de pessoas com deficiência física e mobilidade reduzida permanente ou temporária. Nós tratamos aqui muitos pacientes com sequelas de AVC, que precisam de terapias especializadas. Como o AVC pode ser causado pela hipertensão, vamos aproveitar a data para alertar a população sobre a doença. É muito importante reforçar que, apesar de ser popularmente associado somente aos idosos, 69% das vítimas de AVC têm menos de 60 anos”, explica o Dr. Marcelo Ares, fisiatra e coordenador médico da AACD.  

 

O hotsite oficial da campanha traz informações sobre sintomas, fatores de risco e prevenção da hipertensão, além de vídeos com profissionais de saúde e depoimentos de pacientes da AACD. A página ainda esclarece sobre a importância do diagnóstico precoce da doença, a adoção de hábitos saudáveis e a necessidade de consultar um médico regularmente. 

 

Outra ação da campanha será um evento no dia 17 de maio, das 10h às 17h, na Praça Central do Sesc Vila Mariana (Rua Pelotas, 141, São Paulo - SP). A programação gratuita, promovida pela AACD, contará com atividades físicas, apresentação musical e roda de conversa com a equipe multidisciplinar da AACD – fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e médicos. No local, o público também poderá interagir com um espaço instagramável, conferir painéis informativos sobre a hipertensão e relaxar em um espaço de descompressão – com meditação, sons relaxantes, poltronas e aromaterapia. 

 

Em 2024, a AACD realizou mais de 8 mil atendimentos a pacientes com sequelas de AVC. Além do processo de reabilitação, a Instituição trabalha a prevenção para evitar novos episódios.  

 

Serviço - Dia da Hipertensão  

Data: 17/05 (sábado) 

Horário: 10 às 17h 

Realização: AACD 

Local: Praça Central do Sesc Vila Mariana (R. Pelotas, 141 - Vila Mariana, São Paulo -SP



AACD
Saiba mais no site.


Vacinas além do básico: proteções extras que talvez você nunca tenha ouvido falar

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Diretor médico da Saúde Livre Vacinas conta quais imunizantes não estão na lista básica oferecida pela rede pública e os benefícios de tomá-los

 

Algumas vacinas são mais conhecidas por fazerem parte do calendário básico da rede pública de vacinação, como BCG, Hepatite B, gripe, febre amarela, entre outras.  No entanto, existe uma gama de outros imunizantes que são encontrados exclusivamente — ou com mais facilidade — em redes privadas de saúde pelo Brasil. Segundo o Dr. Fábio Argenta, sócio-fundador e diretor médico da Saúde Livre Vacinas, rede de clínicas de vacinação para todas as idades, esses imunizantes têm um papel tão relevante quanto os ofertados gratuitamente quando se trata de prevenção em saúde. 

“Em alguns casos, os valores das vacinas pagas podem causar estranhamento. Curiosamente, não há esse mesmo espanto no momento de comprar uma alimentação calórica e com poucos nutrientes em alguns restaurantes de rápido atendimento, por exemplo. É imprescindível enxergar a saúde como um investimento: ao optar pelos imunizantes pagos para manter a caderneta de vacinação em dia, você estará fortalecendo seu sistema imunológico contra doenças que podem ser perigosas, e este é um gesto de cuidado consigo mesmo para o futuro.  A Saúde Livre Vacinas já realizou a imunização de aproximadamente 1 milhão de pessoas no Brasil”, reforça. 

Quer saber quais vacinas vão além da cobertura básica e ainda fortalecem sua saúde? O Dr. Fábio reuniu abaixo uma lista com opções complementares e seus principais benefícios, confira:

  • Meningocócica B (Bexsero ou Trumenba) - protege contra a meningite causada pelo sorogrupo B da bactéria Neisseria meningitidis. Indicada para bebês, crianças, adolescentes e pessoas com maior risco de contágio. 
  • Meningocócica ACWY conjugada (Menveo, Nimenrix, Menactra) - protege contra quatro sorogrupos de meningite (A, C, W e Y). Indicada para crianças, adolescentes, viajantes e estudantes internacionais.
  • HPV nonavalente (Gardasil 9) - protege contra nove tipos do vírus HPV, cobrindo mais tipos do que a versão tetravalente oferecida no SUS. Esta vacina é indicada para meninas e meninos a partir dos 9 anos, especialmente antes do início da vida sexual.
  • Herpes Zóster (Shingrix) - protege contra o herpes zóster (cobreiro) e suas complicações, especialmente a neuralgia pós-herpética, e é indicada para idosos e pessoas imunocomprometidas.
  • Nirsevimabe (Beyfortus®) – AstraZeneca/Sanofi - protege contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), esta não é uma vacina tradicional. É indicada para recém-nascidos e lactentes, inclusive prematuros, desde o nascimento até 6 meses, ou até 12 meses em prematuros/alto risco.
  • Abrysvo® – Pfizer - vacina inativada de subunidade proteica (contém proteína F do VSR). É indicada para gestantes entre 32 e 36 semanas, pessoas a partir de 18 anos de idade que possuem comorbidades, doenças associadas, e idosos com 60 anos ou mais.
  • Arexvy® – GSK - vacina recombinante adjuvada com proteína F do VSR. Indicada para idosos a partir dos 60 anos. 
  • Pneumo 15 (Vaxneuvance® – MSD) - protege contra 15 sorotipos de Streptococcus pneumoniae. Indicada para crianças a partir de 6 semanas de vida, adultos e idosos com doenças crônicas ou imunocomprometidos.
  • Pneumo 20 (Prevnar 20® – Pfizer) - protege contra 20 sorotipos do pneumococo – é a versão mais ampla disponível. Recomendada para adultos e idosos a partir de 18 anos, em especial, aqueles que sofrem com alguma comorbidade, como diabetes, DPOC, doenças cardíacas etc.


Saúde Livre Vacinas


Apoio à decisão clínica, melhor experiência do paciente e inteligência artificial despontam como tendências na saúde


 

Rotina de médicos, gestores e pacientes será impactada pela transformação digital e a presença da IA

 



A digitalização da saúde tornou-se essencial para instituições que buscam aperfeiçoar a segurança, a eficiência e a experiência do paciente. Porém, existem critérios que atestam a excelência das operações e se a mudança está sendo real para quem é atendido, como é o caso da certificação da HIMSS. Olhando para o futuro, três temas surgem como propulsores de um cenário de saúde digital no Brasil e no mundo: apoio à decisão clínica, melhor experiência do paciente e inteligência artificial.

 

O apoio à decisão clínica tem se tornado uma das principais tendências da saúde digital no Brasil, impulsionado pelo uso de inteligência artificial e análise de dados avançada. Sistemas de suporte à decisão, integrados a prontuários eletrônicos, permitem que médicos e outros profissionais de saúde tenham acesso a informações mais precisas e em tempo real, reduzindo erros e otimizando diagnósticos e tratamentos. Além disso, o uso de algoritmos preditivos auxilia na identificação precoce de doenças, personalizando o atendimento e tornando a prática médica mais eficiente e segura.

 

Outro ponto crucial na transformação digital da saúde é a gestão focada em melhorar a experiência do paciente. Hospitais e clínicas estão adotando soluções tecnológicas para tornar os atendimentos mais ágeis e humanizados, como o uso de chatbots para triagem, agendamentos inteligentes e plataformas digitais que centralizam o histórico médico do paciente. Essas inovações reduzem a burocracia e o tempo de espera, proporcionando um cuidado mais personalizado e acessível. O foco na jornada do paciente tem se tornado essencial para aumentar a adesão aos tratamentos e melhorar os desfechos clínicos.

 

"A transformação digital deixou de ser uma opção e converteu-se em uma necessidade para instituições que buscam otimizar processos e garantir o melhor aos seus pacientes. Hoje não falamos mais em engajamento do paciente, mas sim na melhoria da experiência de quem é atendido, inclusive com o auxílio da IA no cotidiano do médico", afirma Paulo Magnus, CEO da MV.


 

Novas diretrizes para HIMSS


Mas, tais avanços não são realizados de qualquer forma e é preciso buscar a excelência. O retrato disso está na HIMSS (Health Information and Management Systems Society), que adotou mudanças nos critérios de sua certificação, buscando reconhecer instituições que utilizam tecnologias digitais de forma avançada. Neste contexto, hospitais e clínicas precisam evoluir ainda mais na maturidade digital para garantir seu reconhecimento e consolidar sua reputação.

 

As novas diretrizes da HIMSS, presentes desde o Manual 2022, exigem que as instituições atinjam percentuais mínimos de maturidade digital em diversas áreas. A principal diferença entre os níveis 6 e 7 é a implementação de sistemas de apoio à decisão clínica. Além disso, soluções baseadas em inteligência artificial são mais valorizadas pela instituição, que entende que essas tecnologias melhoram desfechos clínicos e reduzem riscos.

 

"A digitalização da jornada do paciente e a sua experiência no atendimento são fundamentais para a busca por certificações como a HIMSS. Instituições que investem nessa evolução não apenas elevam sua reputação, mas também impactam positivamente toda a experiência assistencial", destaca Daennye Oliveira, diretora executiva da TechInPulse, empresa do Ecossistema MV responsável pela definição de estratégias, automação de processos, digitalização de documentos e preparação para certificações como a HIMSS.

 

A certificação HIMSS é uma das mais difíceis de serem obtidas. Ao alcançar o último patamar, o nível 7, a instituição evidencia mundialmente a excelência na utilização de sistemas assistenciais com a integração de dados para otimização dos processos clínicos e administrativos. Já para obter o nível 6, também muito prestigiado pelo setor, a instituição precisa demonstrar um alto nível de digitalização, com sistemas integrados que suportem a tomada de decisão clínica baseada em dados e garantam a segurança e qualidade no atendimento aos pacientes.

 

No Brasil, algumas instituições, com apoio das soluções da MV, líder em softwares para saúde na América Latina, já alcançaram os mais altos níveis da certificação. A Unimed Recife, o primeiro hospital digital da América Latina, conquistou o HIMSS 7 ao concluir sua jornada digital, enquanto o Hospital Geral do Grajaú, em São Paulo (SP) também avançou significativamente em maturidade digital e conquistou o nível 6. Esses casos mostram que a transformação digital é um caminho sem volta para instituições que desejam se destacar em um setor cada vez mais exigente e competitivo.


 

Inteligência artificial como apoiadora na decisão médica


Dentro deste contexto de novas diretrizes e apoio à decisão clínica, surge a presença da inteligência artificial (IA), que vem se consolidando como um pilar essencial no suporte ao profissional e na excelência do atendimento ao paciente. No Brasil, embora o uso da IA na saúde ainda seja incipiente, observa-se um otimismo crescente em relação às suas potencialidades. A pesquisa TIC Saúde 2024 revelou que 17% dos médicos e 16% dos enfermeiros no país já utilizam tecnologias de IA em suas rotinas profissionais, com aplicações que vão desde o suporte a pesquisas até a elaboração de relatórios médicos.

 

Mesmo não sendo um item obrigatório para uma certificação, ela surge como vetor para a presença de tecnologias avançadas, como o Med.AI da MV. Elas foram desenvolvidas para integrar-se ao Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), automatizando processos burocráticos e auxiliando na tomada de decisões médicas. O sistema agiliza consultas e diagnósticos, transcreve conversas entre médico e paciente, e organiza as informações, reduzindo o tempo gasto com registros e aumentando a qualidade do atendimento.



Turma do Bem seleciona jovens para tratamento dental gratuito em todo o País

A Megatriagem acontece em 15 de maio, em 142 municípios por todo o país simultaneamente, e visa encaminhar mais de cinco mil crianças e adolescentes para atendimento profissional

 

A Turma do Bem (TdB), maior rede de dentistas voluntários especializados do mundo, realizará a Megatriagem Odontológica no dia 15 de maio de 2025, em todo o Brasil. O evento, que ocorrerá simultaneamente em 142 cidades de diferentes estados, tem como objetivo identificar e encaminhar crianças e adolescentes de 11 a 17 anos em situação de vulnerabilidade social para tratamento odontológico gratuito até os 18 anos.

 

A expectativa é que mais de cinco mil jovens sejam encaminhados para tratamento. Os selecionados terão acompanhamento odontológico gratuito até atingirem a maioridade. “É sempre muito inspirador ver nossos dentistas mobilizados para promover transformações reais na vida de pessoas que tanto precisam. Não ter acesso a cuidados em saúde bucal só por não poder pagar por um tratamento ainda é uma realidade para milhões de brasileiros, que nós nos comprometemos em mudar. Quando fazemos isso, estamos olhando para a mudança que podemos ser na vida desses jovens”, afirma Dr. Fábio Bibancos, presidente voluntário e fundador da TdB.

 

Para participar, os jovens devem ter entre 11 e 17 anos, estar acompanhados de um responsável e apresentar RG e comprovante de residência no local da triagem. Durante a ação os participantes serão avaliados por um dentista voluntário por meio de um exame visual não invasivo, no qual serão registradas informações sobre a saúde bucal e a condição socioeconômica do paciente, além de ser oferecido um kit de higiene bucal. Em algumas cidades, o programa “Sorriso Saudável, Futuro Brilhante”, da Colgate, estará presente com atividades de educação e distribuição de kits de higiene bucal voltadas para crianças de 5 a 10 anos e seus responsáveis.

 

Desde 2021, a Colgate é parceira da Turma do Bem em diversas iniciativas, incluindo ações com foco em comunidades regionais. Um dos destaques dessa parceria foi a Mega Triagem de 2024, que beneficiou mais de cinco mil jovens. Além disso, desde 1994, a Colgate como iniciativa de ESG desenvolve o programa “Sorriso Saudável, Futuro Brilhante”, que já impactou mais de 20 milhões de crianças com materiais educativos e distribuição de kits de higiene bucal.

 

Para participar, o público pode consultar as cidades confirmadas e o endereço de cada ação no site oficial da Mega Triagem. Após as triagens simultâneas, a equipe da Turma do Bem irá enviar uma carta de aprovação para os jovens que forem selecionados para o tratamento odontológico gratuito com todas as informações necessárias. 


Turma do Bem 


A Turma do Bem (www.turmadobem.org.br) é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) e gerencia a maior rede de voluntariado especializado do mundo, contando com mais de 18 mil dentistas voluntários que atuam em 12 países. Oferece atendimento odontológico gratuito à população de baixa renda em condição de vulnerabilidade social e com graves problemas bucais, focando em dois públicos principais: jovens de 11 a 17 anos e mulheres vítimas de violência de gênero que tiveram a dentição afetada. Em 23 anos, impactou mais de 89 mil jovens e 1100 mulheres.

 

Tratamento do Parkinson se moderniza com ultrassom focalizado e produodopa no Brasil

Dr. Marcelo Valadares, neurocirurgião funcional e pesquisador da Unicamp, destaca que avanços podem trazer novas perspectivas para os pacientes

A incorporação de novas tecnologias na prática médica e o avanço na compreensão dos mecanismos da doença têm reestruturado o cuidado e manejo clínico da doença de Parkinson. Um dos principais avanços nesse sentido é o ultrassom focalizado, uma terapia que possibilita intervenções menos invasivas e mais adaptadas às necessidades individuais do paciente.

Esta, que é a abordagem terapêutica mais recente para a doença de Parkinson, consiste em um procedimento cirúrgico, porém sem incisões, ou seja, sem cortes. Por meio de um transdutor, ondas sonoras de alta intensidade são direcionadas a uma área milimétrica do cérebro, elevando a temperatura até ‘destruir’ com precisão um núcleo, que nada mais é do que um aglomerado de neurônios relacionado aos tremores.

“É uma alternativa avançada, que exige um mapeamento complexo e teste de procedimento, pois é uma lesão permanente e que pode trazer benefícios por alguns anos”, explica o Dr. Marcelo Valadares, neurocirurgião funcional e pesquisador da Disciplina de Neurocirurgia na Unicamp. 

Chamado de ultrassom focalizado (FUS), o tratamento é indicado especialmente para pacientes com tremor essencial predominante em um dos lados do corpo, mas também pode ser recomendado para alguns casos de doença de Parkinson, nos quais esse sintoma é o mais evidente e igualmente mais intenso em um dos hemisférios. Nesses casos, a técnica tem se mostrado eficaz, proporcionando alívio quase imediato dos tremores, podendo melhorar a qualidade de vida de forma significativa. Além disto, os riscos associados ao procedimento são mínimos.

Para o Dr. Valadares, a redução do tremor — especialmente quando afeta o lado dominante do corpo — proporciona uma melhora substancial na coordenação motora, restaurando a autonomia dos pacientes e elevando sua qualidade de vida. “É uma nova alternativa, ainda destinada a um grupo restrito de pessoas que não desejam ou não apresentam condições clínicas para se submeter a uma cirurgia de neuromodulação”, reflete o médico.

“Um dos principais benefícios do ultrassom focalizado é a redução imediata do tremor, já perceptível logo após o procedimento. A recuperação costuma ser rápida. Estudos indicam uma taxa média de sucesso em torno de 60%, especialmente entre os pacientes que se enquadram nos critérios para a técnica”, complementa.



DBS e produodopa: tratamentos continuam a evoluir

Inovações como a estimulação cerebral profunda (DBS), a administração de produodopa e o ultrassom focalizado aprimoram os métodos já consolidados e abrem caminho para terapias mais precisas e personalizadas. Essas abordagens atuam diretamente sobre um ou mais sintomas motores, minimizam os efeitos da progressão da doença e promovem maior qualidade de vida e autonomia aos pacientes.

Com submissão prevista à Anvisa em 2025, a produodopa é uma nova formulação da levodopa – principal medicamento usado no tratamento da doença de Parkinson – administrada por meio de uma bomba subcutânea, ou seja, aplicada sob a pele, o que dispensa a necessidade de procedimentos mais invasivos como a gastrostomia (abertura no estômago para introdução de sonda).

A infusão contínua ao longo de 24 horas ajuda a manter níveis mais estáveis do medicamento na corrente sanguínea, o que reduz as oscilações motoras comuns nas fases avançadas da doença.

Segundo o neurocirurgião, a produodopa é especialmente promissora por prolongar a chamada “janela terapêutica” – período em que o paciente responde bem à medicação – e por reduzir sintomas como flutuações motoras, em especial por permitir o fornecimento da medicação de forma mais linear. “Desta forma, o tratamento tende a proporcionar mais estabilidade motora e maior independência aos pacientes”, afirma o Dr. Valadares.

Abordagem consolidada no manejo dos tremores da doença de Parkinson, a estimulação cerebral profunda (DBS), tem passado por um processo contínuo de aprimoramento técnico. Com a seleção do paciente ideal, os resultados dessa terapia neuromodulatória aliviam os estágios mais avançados da doença.

A aplicação desse tratamento é especialmente útil para pacientes que sofrem, no Parkinson com flutuações motoras ou intolerâncias aos efeitos colaterais das medicações. “Muitos pacientes passam a maior parte do seu tempo em casa por medo de travar no meio do caminho e por ter o risco de queda aumentado. Reduzir esse sintoma é um modo de reinserir essa pessoa na vida social, aumentando sua qualidade de vida”, analisa o médico.

"Se compararmos todas as terapias avançadas, a DBS ainda é o principal tratamento para a doença de Parkinson em estágio avançado. Embora se trate de um procedimento cirúrgico e envolva o implante de um sistema de estimulação, sua capacidade de controlar diversos sintomas motores como rigidez, tremores e lentificação generalizada, além da possibilidade de ajustes nas configurações ao longo dos anos, permanece imbatível a médio e longo prazo", complementa o especialista.

Segundo o Dr. Valadares, os tratamentos mais recentes são boas alternativas, mas com papéis específicos. "O ultrassom focado é menos invasivo e tem efeito rápido, porém se restringe a pacientes cujo único sintoma debilitante é o tremor, sendo indicado apenas para um dos lados do corpo. Já a produodopa, que deve chegar ao país ainda este ano, apesar de também exigir um dispositivo implantável, é mais simples e pode ser utilizada por pessoas sem condições clínicas de suportar uma cirurgia, permitindo o controle de manifestações motoras além do tremor, embora possa apresentar um custo elevado no médio e longo prazo", finaliza.

A ampliação do acesso a esses tratamentos é fundamental para atender um número maior de pacientes e oferecer novas possibilidades terapêuticas para a recuperação da autonomia e qualidade de vida. “É crescente a expectativa de que o acesso a essas inovações sejam incorporadas de maneira mais ampla na prática clínica. Medidas que acelerem o acesso a esses tratamentos são sempre bem-vindas”, conclui o doutor. 



Dr. Marcelo Valadares - médico neurocirurgião funcional e pesquisador da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A Neurocirurgia Funcional é a sua principal área de atuação. Seu enfoque de trabalho é voltado às cirurgias de neuromodulação cerebral em distúrbios do movimento, cirurgias menos invasivas de coluna (cirurgia endoscópica da coluna), além de procedimentos que envolvem dor na coluna, dor neurológica cerebral e outros tipos de dor. O especialista também é fundador e diretor do Grupo de Tratamento de Dor de Campinas, que possui uma equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e educadores físicos. No setor público, recriou a divisão de Neurocirurgia Funcional da Unicamp, dando início à esperada cirurgia DBS (Deep Brain Stimulation – Estimulação Cerebral Profunda) naquela instituição. Estabeleceu linhas de pesquisa e abriu o Ambulatório de Atenção à Dor afiliado à Neurologia.
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