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segunda-feira, 12 de maio de 2025

Ônibus elétrico: opção eficiente para descarbonizar grandes centros urbanos


Prefeitura de SP
divulgação

'Embora a capital paulista tenha estabelecido o objetivo de eliminar os ônibus a diesel até 2038, entraves burocráticos, disputas contratuais e falta de infraestrutura adequada de recarga dificultam o avanço'

 

Não é de hoje que a mobilidade nos grandes centros urbanos demanda soluções que melhorem a fluidez do trânsito, reduzam os trajetos e combatam a poluição atmosférica. Nesse sentido, os ônibus elétricos surgem como uma alternativa eficiente e viável, especialmente por operarem em rotas fixas, com recarga programada nas garagens — o que os torna mais simples de serem implementados do que os automóveis elétricos, os quais exigem uma vasta rede de postos. E em países de dimensões continentais, como o Brasil e os Estados Unidos, isso representa um desafio ainda maior.

No entanto, é fato que a eletrificação do transporte público tem se mostrado uma das estratégias mais promissoras para, principalmente, reduzir as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) nas metrópoles mundiais. Ao redor do mundo, diversas cidades já colhem benefícios dos ônibus elétricos. Londres, Paris e Shenzhen (na China) vêm ampliando frotas como parte de metas climáticas ambiciosas. Na América Latina, Santiago (no Chile) é referência, enquanto Bogotá (na Colômbia) está investindo fortemente nessa direção.

No Brasil, embora ainda incipiente, o setor começa a dar sinais de avanço. De acordo com dados recentes, o emplacamento de ônibus elétricos no País cresceu impressionantes 923% no primeiro bimestre de 2025. É uma mudança de paradigma. Os benefícios em comparação com os ônibus a diesel são evidentes: menos ruídos, menor custo operacional a longo prazo, emissão zero de poluentes locais e, consequentemente, melhor qualidade do ar — o que impacta diretamente a saúde pública. Além disso, o uso de energia elétrica deve ser alinhado com fontes renováveis, contribuindo para a descarbonização da matriz energética do transporte público, geralmente o principal emissor de GEE das cidades. Atenção especial deve ser dada às baterias no fim da vida útil, bem como o fluxo de logística reversa precisa ser desenhado desde o início da operação.

Contudo, a implementação em larga escala ainda lida com contratempos relevantes. Na cidade de São Paulo, principal metrópole nacional que conta com uma frota de mais de 13 mil ônibus, o ritmo de eletrificação está aquém das metas. Embora a capital paulista tenha estabelecido o objetivo de eliminar os ônibus a diesel até 2038, entraves burocráticos, disputas contratuais e falta de infraestrutura adequada de recarga dificultam o avanço. Muitas garagens ainda não estão totalmente preparadas para abrigar a tecnologia necessária, e há um impasse entre empresas operadoras e o Poder Público sobre os investimentos para adaptação — sobretudo obras para adaptação de infraestrutura da carga e da tensão elétrica.

Apesar dos obstáculos, o potencial da eletrificação dos ônibus urbanos no Brasil é enorme. Com planejamento, financiamento e vontade política, é possível transformar o transporte coletivo em um dos protagonistas da transição energética. Apostar nessa solução é investir em cidades mais limpas, silenciosas e sustentáveis. Eis uma agenda que não pode mais esperar.



*As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio**



José Goldemberg - Físico e presidente do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP
com Cristiane Cortez, assessora do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP

Fonte:https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/onibus-eletrico-opcao-eficiente-para-descarbonizar-grandes-centros-urbanos



5 estratégias para sair da estagnação profissional

Especialista aponta caminhos para quem sente que está ficando para trás, apesar do currículo forte

 

Mesmo com currículo sólido, muitos profissionais sentem que não avançam. O problema pode estar na falta de visibilidade, habilidades certas e ação intencional.

Estar parado na carreira, mesmo com um bom histórico, é mais comum do que parece.

 

"Você sente que entrega resultados, tem experiência, mas não é reconhecido. Enquanto isso, outros, aparentemente menos preparados, passam à sua frente", afirma Virgilio Marques dos Santos, sócio-fundador da FM2S Educação e Consultoria, PhD pela Unicamp e gestor de carreiras.

 

Santos explica que o que falta para quem se encontra nessa situação não é um mistério insondável. Na maioria dos casos, trata-se de três fatores principais: visibilidade (fazer com que as pessoas certas percebam o seu valor), habilidades-chave (competências práticas que o mercado exige hoje, como comunicação, gestão e tomada de decisão estratégica) e ação intencional (parar de esperar e começar a construir o futuro desejado). "O problema é que muitos profissionais têm medo de dar esse passo. É mais confortável culpar o ambiente, o chefe ou o momento difícil do mercado. No entanto, quem muda de verdade entende que o poder de transformação começa dentro de si", analisa.

 

Segundo Santos, a estagnação no trabalho está geralmente relacionada ao conformismo com a situação atual e à crença de que apenas cumprir tarefas é suficiente. "O mercado mudou. Hoje, só o diploma não basta. O diferencial está em mostrar capacidade de resolver problemas, liderar em cenários incertos e criar soluções inovadoras", diz.

 

Confira cinco estratégias práticas indicadas por Santos para destravar a carreira e construir novos caminhos:

 

1. Reinvente sua rotina: proponha novas soluções para problemas antigos. Pode ser algo simples, mas que demonstre iniciativa e atenção ao que precisa mudar;

 

2. Aprenda algo novo e aplicável: cursos que unem teoria e prática, com foco em ferramentas do dia a dia — como liderança, metodologias ágeis ou gestão de equipes — tendem a gerar impacto imediato;

 

3. Amplie sua rede de contatos: conversar com profissionais fora do seu círculo pode revelar oportunidades e trazer ideias novas. A chave que falta para a sua virada pode estar com alguém que você ainda não conhece;

4. Mostre o que você faz: saber comunicar resultados é essencial. "Relatórios, apresentações ou mesmo conversas informais são momentos valiosos para destacar seu impacto", reforça Santos;

 

5. Encare o desconforto: sair do lugar exige esforço. Pode ser uma mudança de área, um feedback duro ou um desafio inesperado. Mas é nesse desconforto que o crescimento acontece.

 

Para o gestor, a estagnação é uma fase que exige análise e ação estratégica. "A chave para sair do impasse está na capacidade de reavaliar a própria trajetória e tomar medidas concretas para avançar, sem esperar que as circunstâncias mudem por conta própria. Isso pode começar hoje", finaliza.

 

Virgilio Marques dos Santos - sócio-fundador da FM2S Educação e Consultoria



domingo, 11 de maio de 2025

Fique atento às necessidades do seu pet durante o inverno

Pexels
Veterinária aponta cuidados ideais para cães e gatos durante a época


Com os pets cada vez mais integrados na rotina e nos hábitos de seus tutores, surge a dúvida sobre como mantê-los aquecidos nos dias mais frios. Será que todos os pets sentem frio? Colocar roupinha é necessário ou apenas um capricho? E quais são as diferenças nos cuidados com cães e gatos durante as temperaturas mais baixas?

Para responder a essas perguntas, a especialista e médica veterinária da Special Dog Company, Kelly Carreiro, explica os cuidados necessários durante esta estação para garantir o bem-estar e a saúde dos pets. “Durante o período de frio é importante estar atento ao bem-estar dos animais, pois além de uma estação fria, a ocasião impacta em diversos aspectos da rotina dos pets, como a troca de pelagem e até mesmo os passeios de rotina”.

Para auxiliar durante essa época, a especialista separou dicas para os tutores garantirem que seus cães e gatos não sofram com as baixas temperaturas. Confira!


Abrigo

Gatos e cachorros que têm acesso a locais externos da casa tendem a reduzir suas atividades ao ar livre durante o inverno. É crucial garantir que eles tenham um local quente e seguro para se abrigar, considerando até mantê-los dentro de casa nos dias mais frios. "Uma dica importante é posicionar a entrada da casinha oposta às correntes de ar frio. Se o animal tem apenas uma caminha, é recomendável forrar o chão com um tapete isolante, papelão ou jornal, para evitar que ele fique exposto ao frio enquanto descansa”, sugere Kelly.


Saúde

No inverno, há um aumento na propagação de doenças causadas por vírus e bactérias, o que eleva o número de visitas às clínicas veterinárias devido a problemas envolvendo esses agentes, especialmente no sistema respiratório, ocular, auditivo e osteoarticular. Entre as condições mais comuns estão gripes e resfriados, traqueobronquites, pneumonias, otites, artrites e artroses. “As manifestações respiratórias decorrentes do vírus da cinomose canina também podem ser mais frequentes durante esta estação. Por isso, manter as vacinas em dia é essencial para protegê-los da maioria dessas enfermidades”, conclui Kelly.


Alimentação

Com os dias mais gelados, tanto humanos quanto animais sentem mais fome e sede, embora a necessidade energética não aumente significativamente. Por isso, manter a quantidade adequada de alimento para pets, considerando sua idade, porte e peso, é fundamental para evitar sobrepeso. O período também requer atenção para a hidratação, especialmente dos gatos, pois tendem a ingerir menos água naturalmente. “A hidratação adequada é primordial para prevenir problemas de saúde como infecções urinárias e desidratação, principalmente durante o inverno. Por isso, é importante garantir que tenham acesso constante a água fresca e limpa, e incentivar o consumo de água de maneiras criativas, como adicionando fontes de água ou misturando ração úmida na dieta", acrescenta a especialista. Diferente dos humanos, os animais não absorvem vitamina D pela pele, necessitando de uma dieta balanceada que contenha todas as vitaminas essenciais, obtidas exclusivamente pela alimentação.


Trocas de pelo e pelagem

Algumas raças de cães com pelagem dupla, como Border Collies, Pastor Shetland, São Bernardos, Bernese e Husky Siberiano, sofrem quedas de pelos acentuadas duas vezes ao ano devido à troca de pelagem adaptada às estações. Se essas trocas durarem longos períodos, procure orientação veterinária, pois nem toda queda de pelo é causada por mudanças climáticas. Em gatos, a troca de pelos é menos perceptível, mas é importante escová-los regularmente para evitar nós e a ingestão de pelos, que pode levar à formação de bolas de pelo. “Oferecer alimentos ricos em fibras especiais também ajuda a controlar as bolas de pelos, eliminando-as pelas fezes e melhorando o bem-estar do animal”, afirma Kelly.


Roupas e cobertores

Roupinhas podem ser uma saída para alguns animais acostumados com o uso, no entanto, alguns animais, como os gatos por exemplo, não são muito adeptos ao uso de roupas. Uma alternativa é manter sempre uma coberta ou manta mais quentinha à disposição de seu pet. Se ele não gosta de roupas, não insista, pois isso pode gerar um estresse desnecessário ao animal.


Banho e Tosa

As frequências de banho podem ser orientadas pelo veterinário, mas, em épocas mais frias, os intervalos podem ser maiores. Utilize água morna e dê banho nos horários mais quentes do dia. Seque o animal imediatamente após o banho, cuidando para não queimar a pele com o secador.  Para prevenir otites, evite que água entre nas orelhas do pet protegendo-as com algodão durante o banho. Quanto às tosas, prefira as higiênicas no inverno, deixando as tosas mais baixas para as estações mais quentes.


Passeios e banhos de sol

Os veterinários incentivam passeios e atividades físicas para os pets durante todo o ano. Em dias frios, é aconselhável escolher os horários mais quentes para os passeios. Caso não seja viável, ofereça um ambiente ensolarado dentro de casa e promova brincadeiras e enriquecimento ambiental para manter seu animal ativo e saudável.

Este conjunto de cuidados não apenas protege os pets das adversidades do inverno, mas também fortalece o vínculo entre tutores e animais, promovendo uma vida saudável e feliz para todos os membros da família, inclusive os de quatro patas.

 

Special Dog Company

 

Cuidados com a saúde digestiva dos pets para uma vida mais saudável

Créditos: Divulgação Royal Canin


Distúrbios gastrointestinais são a terceira causa mais comum de consultas veterinárias  
e podem ser identificadas pelos tutores

 

A saúde de gatos e cães influencia diretamente na disposição, energia e capacidade de interação com o ambiente. Por isso, é importante observar os sinais que os animais podem apresentar, para que cuidados adequados possam ser providenciados, sempre com o acompanhamento e diagnóstico de um Médico-Veterinário. Sensibilidades digestivas, por exemplo, podem causar dor significativa e, em casos graves, resultar em complicações sérias. 

 

A Médica-Veterinária da Royal Canin Brasil, Ana Elisa Castro, explica que a prevenção começa com uma alimentação completa, balanceada e de alta qualidade, adaptada às necessidades nutricionais individuais de cada pet. Alimentos específicos para essas condições fornecem nutrientes essenciais para o bom funcionamento do sistema digestivo, além de contribuir para o fortalecimento do sistema imunológico.

"Distúrbios gastrointestinais representam a terceira causa mais comum de consultas veterinárias e podem acometer pets de todas as idades. Muitos sintomas, no entanto, podem ser identificados pelos próprios tutores. É importante acompanhar os sinais para que o tratamento ideal possa ser oferecido. E, quanto mais cedo identificada a doença, maiores as chances de se ter sucesso no tratamento”, explica.

Os tutores devem estar atentos a qualquer manifestação de desconforto em seus animais de estimação, tais como: vômito, diarreia (fezes líquidas ou muito moles), perda de apetite, perda de peso sem explicação aparente, letargia (diminuição de energia e disposição para atividades), além de dor abdominal, que pode manifestar-se por meio de sensibilidade ao toque ou postura encolhida. Caso o pet apresente algum desses sinais, recomenda-se fazer uma consulta imediata ao Médico-Veterinário. 

“Uma maneira simples de avaliar a possibilidade de ocorrência de problemas gastrointestinais é observar as fezes do pet. Embora não seja anormal notar pequenas variações, um desvio persistente na forma, cor, consistência e/ou presença de sangue ou muco, deve ser relatado ao profissional que está fazendo seu acompanhamento médico. As fezes de gatos e cães saudáveis costumam ter aspectos bem definidos, deixando pouco resíduo no chão quando recolhidas”, reforça Ana Elisa. 

O tratamento pode variar desde ajustes na dieta até intervenções médicas mais complexas, dependendo da gravidade do caso. "Dietas específicas para tratar a condição são benéficas e recomendadas. Alimentos palatáveis, com ajuste adequado de fibras e ingredientes específicos para a saúde intestinal, ajudam na recuperação do animal. Em alguns casos, pode ser necessário o uso de probióticos, anti-inflamatórios ou antibióticos, sempre sob orientação veterinária", complementa.

A ROYAL CANIN® conta com uma linha completa de alimentos coadjuvantes, que auxiliam no tratamento de diferentes doenças diagnosticadas em gatos e cães, inclusive as gastrointestinais. Para saber mais sobre cada alimento, acesse o site.

 

ROYAL CANIN
Para saber mais visite o site


5 dúvidas sobre como cuidar dos pets no inverno, mas sem exageros

Veterinária e professora do IBMR orienta sobre rações premium, looks e outros mimos

 

O inverno está aí e muitos cuidados são necessários para garantir o conforto dos animais domésticos. Proteção contra o frio, hidratação para o clima seco e exercícios físicos estão entre as atenções necessárias. E lembre-se: os mimos dos tutores são bons, mas fique de olho nos exageros!

“No Sudeste do Brasil, especificamente, há uma previsão de neutralidade dos fenômenos El Niño e La Niña, diferentemente do verão 2023/24, que foi muito impactado pelo El Niño, com recordes de temperatura. Portanto, a tendência é que tenhamos um inverno mais tradicional: frio, com tempo seco e estiagem”, afirma a meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Andrea Ramos.

Ainda que não tenhamos frios rigorosos, a veterinária e professora do Centro Universitário IBMR, Isabella Morales, cita três dicas fundamentais para que tutores se mantenham em alerta na hora de cuidar dos pets durante a estação. O IBMR integra o Ecossistema Ânima de ensino no Rio de Janeiro.

 

1 – Roupinha, pode? “Sabemos que cães e gatos ficam lindos de roupa, mas isso não é o natural para eles, principalmente, em raças de pelo curto, que não estão habituadas a ambientes com temperaturas mais baixas”, explica a professora do curso de Medicina Veterinária do IBMR. Além disso, acrescenta, gatos podem não se adaptar às roupas e até se machucar na tentativa de retirá-las. As roupas adequadas devem ser utilizadas apenas sob orientação veterinária. E ao escolher o look invernal, opte por aquele que não fique muito justo, atrapalhando o animal de se movimentar, de defecar, de urinar e que não solte adereços ou fios.

 

2 – Onde dormir? “O ideal é proporcionar um ambiente coberto, com uma cama específica para pets ou casinha para que eles se protejam das baixas temperaturas", exemplifica Isabella.

 

3 – O que tem para comer? É comum que tutores aumentem a oferta de alimentos no período. Acredita-se que por ter maior gasto calórico na manutenção da temperatura corporal, os animais também necessitam de mais energia por meio da alimentação. “Mas, não é recomendado aumentar a quantidade de alimento sem conversar com o médico veterinário responsável, pois, corre-se o risco de levar o animal ao sobrepeso e a obesidade”, avisa a professora do IBMR. Contudo, o ideal é que seja ofertada uma dieta de qualidade, com as chamadas rações premium ou super premium.

 

4 – Tenho que esquentar água para os pet beber? Água deve estar sempre à disposição dos animais e em temperatura ambiente – especialmente em países tropicais. E isso não se discute. “Mas, também, é interessante oferecer alimentos úmidos, como os sachês. Eles são ricos em água e ajudam a evitar quadros de desidratação e também são uma boa fonte de energia”, observa, lembrando que isso deve ser feito de acordo com a quantidade de comida que o pet já ingere. E por quê? “Para não causar sobrepeso”, frisa a veterinária.

 

5 – Como ter um pet fit? Os pets, assim como os humanos, tendem a reduzir o tempo de atividade nos dias mais frios. Contudo, a professora alerta: “Os passeios devem permanecer em horários com temperaturas mais amenas. Além disso, é importante aumentar a interação dentro de casa ou do apartamento: jogar a bolinha para que o animal pegue e correr dentro do imóvel mesmo são boas opções de exercícios. Separe de 10 a 15 minutos, pela manhã e à noite, para brincar com seu amigo”, orienta Isabella Morales.


Estudo confirma sucesso da homeopatia no tratamento de câncer em pets

Pesquisa avaliou 18 casos e obteve 95% de resposta positiva; tema será debatido no Conapet, no dia 19 de março, no Bioparque Pantanal


A homeopatia veterinária tem se mostrado uma ferramenta eficaz para melhorar a qualidade de vida de animais diagnosticados com câncer. Um estudo recente acompanhou 18 casos de diferentes tipos de tumores em cães e gatos e apontou que 95% dos animais tratados com homeopatia apresentaram melhora – seja pela redução do tumor, pela resposta positiva à quimioterapia e cirurgia ou pelo aumento do bem-estar nos casos paliativos.


E tema será pauta no Conapet, evento realizado pela Homeopet, do Grupo Real, no dia 19 de março, a partir das 8h, no Bioparque Pantanal, reunindo grande equipe para discutir inovações na saúde animal.

“A homeopatia pode atuar em diferentes momentos do tratamento do câncer. Antes da cirurgia, ela reduz a vascularização do tumor, facilitando a remoção com menos sangramento. No pós-operatório, ajuda a reequilibrar o organismo, reduzindo o risco de que células tumorais remanescentes voltem a crescer. E nos casos paliativos, melhora a dor, o apetite e a qualidade de vida dos pets”, explica a médica veterinária, Patrícia Martins Rezende.

O levantamento indicou que, em alguns casos, a regressão completa do tumor foi alcançada apenas com o uso da homeopatia. Um exemplo foi o de um gato diagnosticado com sarcoma, cujo tratamento foi feito exclusivamente com um medicamento homeopático. Após a cicatrização completa da lesão, o animal segue sem recidivas há mais de um ano.

Além dos casos de sucesso em tumores sólidos, os pesquisadores estão conduzindo um estudo duplo-cego, comparando a resposta de animais que recebem a homeopatia com aqueles que utilizam placebo. Os primeiros resultados indicam melhora significativa na dor, no apetite e na interação com os tutores, mesmo em pacientes que já estavam em tratamentos convencionais, mas sem progresso.

“A homeopatia não substitui os tratamentos tradicionais, mas pode complementar a quimioterapia, reduzir efeitos colaterais e oferecer alívio para animais em estágio avançado da doença. Nossa obrigação como veterinários é garantir qualidade de vida, e a homeopatia tem se mostrado uma ferramenta essencial para isso”, finaliza a veterinária.

 

Socialização e etiqueta ajudam a moldar pets mais equilibrados e seguros

Comportamentos adquiridos nos primeiros meses de vida impactam diretamente a convivência dos animais com pessoas e outros bichos, em casa ou em espaços coletivos

 

A forma como cães e gatos interagem com o ambiente ao seu redor tem relação direta com a socialização e com o aprendizado de regras básicas de convivência. A avaliação é de André Faim, empresário do setor pet e cofundador da Lobbo Hotels e da plataforma Trabalhe pra Cachorro, que defende a importância de educar os animais desde os primeiros meses de vida para garantir seu bem-estar físico e emocional, especialmente em ambientes coletivos.

Segundo Faim, que atua há mais de sete anos com gestão e qualificação profissional no setor, a ausência de socialização pode gerar quadros de ansiedade, agressividade e medo. “O comportamento de um pet bem-educado é fruto de uma construção. Ensinar desde cedo como interagir com pessoas, com outros animais e até com barulhos e movimentos urbanos torna a vida do animal mais tranquila, além de evitar acidentes e estresse para os tutores”, explica.

Dados do Instituto Pet Brasil (IPB) apontam que o país conta com cerca de 149,6 milhões de animais de estimação, tornando o Brasil o terceiro maior mercado pet do mundo. Com mais famílias humanizando seus pets, a demanda por serviços especializados, como creches, adestramento e hospedagem, também cresce. A Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) revelou que o setor movimentou R$ 58 bilhões em 2023.

A recomendação para que a socialização comece nos primeiros meses de vida não é recente e já é amplamente reconhecida por entidades internacionais. A American Veterinary Society of Animal Behavior (AVSAB), por exemplo, orienta que o período entre a terceira e a décima segunda semana de vida é fundamental para que cães sejam expostos, de forma positiva, a diferentes estímulos. Esse intervalo é considerado uma janela crítica de aprendizado, em que experiências bem conduzidas podem prevenir medos, comportamentos agressivos e dificuldades de adaptação ao longo da vida do animal.

Nesse contexto, a educação comportamental de cães e gatos ganha protagonismo. A Lobbo Hotels, maior rede de creches e hotéis pet do Brasil, implementa rotinas de socialização em seus programas de hospedagem e atividades diárias. “Nós promovemos interações controladas, respeitando o perfil comportamental de cada animal. Assim como uma criança precisa aprender a dividir e respeitar o espaço do outro, os cães também precisam dessas vivências”, afirma Faim.

Entre as práticas de etiqueta recomendadas por especialistas estão comandos simples de obediência, como sentar e esperar, o hábito de não pular em pessoas e o treinamento para lidar com sons altos e movimentação intensa. Essas orientações, segundo Faim, não têm como objetivo domesticar em excesso, mas proporcionar segurança tanto para o animal quanto para as pessoas ao redor.

Além dos benefícios em casa, a socialização também se reflete na adaptação do pet a locais públicos, como parques, clínicas e hotéis. Os animais  que foram expostos a diferentes estímulos desde filhotes tendem a lidar melhor com situações inesperadas, facilitando o manejo pelos tutores e por profissionais. “É comum recebermos animais com dificuldades para ficar sozinhos, interagir com outros cães ou até mesmo caminhar na coleira. Esses desafios podem ser evitados com um processo de educação precoce”, diz.

A saúde emocional dos animais também é impactada. Estudos da Fundação Getulio Vargas (FGV) sobre comportamento organizacional em ambientes de alta demanda, adaptados ao universo pet, mostram que estímulos positivos frequentes reduzem comportamentos destrutivos e crises de ansiedade. No ambiente doméstico, isso significa menos latidos excessivos, comportamentos compulsivos e mais tranquilidade no dia a dia.

André separou cinco dicas práticas para ajudar tutores, principalmente de cães de grande porte a estabelecerem regras de socialização dentro de casa garantindo bem-estar, segurança e harmonia para todos:

  1. Defina limites desde cedo (e mantenha a consistência)
    Ensine seu cão quais espaços ele pode ou não frequentar. Use comandos simples como “não” ou “para fora” e reforce com recompensas quando ele respeitar os limites. Portões internos ou barreiras podem ajudar nesse processo.
  2. Ensine comandos básicos de convivência
    Sentar, deitar, esperar e vir quando chamado são fundamentais, principalmente com cães grandes. Eles ajudam a controlar o animal em situações sociais, como visitas em casa ou a chegada de entregadores.
  3. Reforce comportamentos positivos com recompensas
    Ao socializar seu cão com familiares e visitas, premie atitudes calmas e respeitosas. Isso ajuda o animal a entender que a tranquilidade gera benefícios — como carinho, petiscos ou brinquedos.
  4. Estimule o contato gradual com diferentes pessoas e estímulos
    Não exponha o pet a um ambiente cheio de gente de uma só vez. Comece com encontros breves e com uma ou duas pessoas. Deixe o cão se aproximar no seu tempo e respeite os sinais de desconforto.
  5. Gaste energia antes de socializar
    Cães grandes com energia acumulada podem reagir de forma exagerada. Antes de um momento social, como uma visita em casa, faça uma caminhada ou brincadeira mais intensa para que ele esteja mais tranquilo e receptivo.

Para Faim, socializar é, acima de tudo, cuidar. “Não se trata de adestrar apenas por conveniência, mas de promover qualidade de vida. Um pet que compreende limites e se sente seguro diante de novas situações vive melhor e convive melhor com todos à sua volta”, conclui.

Com o crescimento do setor e a maior exigência dos tutores, o comportamento animal deixa de ser um detalhe e passa a ser um diferencial competitivo para profissionais e empresas do segmento. A etiqueta pet, antes vista como algo supérfluo, hoje é sinônimo de cuidado e respeito na relação entre animais e humanos.

 

André Faim
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Trabalhe pra Cachorro
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Lobbo Hotels
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Lições de um cachorro sobre o amor

Autora do best-seller "Neko Café", Anna Sólyom lança nova ficção de cura sobre um cão que atravessa o país para reencontrar sua humana

 

Em 1923, o cachorrinho Bobbie percorreu mais de quatro mil quilômetros pelos Estados Unidos até achar seus tutores, após ficar seis meses perdido. A história real de superação inspirou O cão que seguia as estrelas, nova ficção de cura de Anna Sólyom, filósofa húngara e autora do best-seller Neko Café. Neste lançamento, o cãozinho Roshi embarca em uma jornada épica de volta para casa, e por onde passa, ensina lições de vida que cada pessoa pode aprender com os amigos de quatro patas.

Ingrid Weissmann sofre há três anos pela morte do marido. Desde então, a maior alegria da idosa é a companhia do golden retriever de pelos dourados. No feriado de Quatro de Julho, ela decide viajar de carro com o fiel companheiro para visitar o irmão do outro lado do país. Ao chegar lá, porém, Roshi se assusta com os fogos de artifício e foge. Ingrid procura-o por semanas, até que, arrasada, precisa ir embora sem o cachorro — só que ele está determinado a regressar para o colo de sua humana.

No zen-budismo, “roshi” significa mestre — aquele que ilumina a escuridão. E é exatamente isso que o protagonista faz: sozinho, machucado e faminto, ele inicia uma travessia guiada pelas estrelas, transformando para sempre o destino das almas solitárias e famílias com as quais cruza pelo caminho. A cada encontro, ele inspira diferentes pessoas a praticar 16 ensinamentos caninos para viver melhor, por exemplo: a vida é uma brincadeira; ajude e você vai se ajudar; saber pedir ajuda às vezes é o maior ato de coragem; e não há remédio que cure mais do que a bondade.

Quando os problemas do mundo esmagarem você, volte a brincar como na infância, fluindo junto com a vida, como um cão que corre atrás de uma bolinha. (O cão que seguia as estrelas, p.79)

O estilo narrativo de Anna Sólyom torna esta ficção de cura ainda mais emocionante, ao alternar os capítulos com os pontos de vista de cada personagem. Ou seja, o leitor vai mergulhar nos pensamentos e sentimentos do cãozinho, além de acompanhar reflexões filosóficas sobre conflitos familiares, luto, solidão na velhice, lealdade, resiliência, perseverança e a importância de seguir em frente.

O cão que seguia as estrelas, publicado pela VR Editora, é um romance sensível, capaz de fazer o leitor rir e chorar, sobre o carinho incondicional entre humanos e pets. Roshi e Ingrid podem até ser fictícios, mas provam que o amor não somente move montanhas, como também ensina a atravessá-las com confiança — sempre junto daqueles que mais estimamos.


Ficha técnica:

Título: O cão que seguia as estrelas 
Subtítulo: O amor não conhece distâncias  
Autora: Anna Sólyom 
Editora: VR
ISBN do livro físico: 978-85-507-0660-3  
ISBN do e-book: 978-85-507-0661-0  
Edição/ano: 1ª/2025
Gênero: Ficção de cura
Número de páginas: 264
Preço: R$ 74,90 
Onde encontrar: Amazon | E-commerce VR Editora | Principais livrarias do Brasil

Sobre a autora: Anna Sólyom nasceu em Budapeste e é graduada em Filosofia. Em 2012, pouco antes de se mudar para Barcelona, publicou em sua terra natal um ensaio chamado Pillowsophia. Anna também é terapeuta, e ajuda as pessoas a encontrar seu equilíbrio e força interior. Além de O cão que seguia as estrelas, publicou pela VR Editora o best-seller Neko Café, traduzido para 19 idiomas.

 Instagram: @anna_solyom | Site: https://bio.site/annasolyom


Zoonoses: como elas afetam os pets

Entenda o impacto de doenças como raiva, leishmaniose e toxoplasmose na saúde de cães e gatos - e a importância da prevenção contínua

 

As zoonoses - doenças transmissíveis para animais e humanos - representam um desafio constante para a saúde pública e o bem-estar dos pets. Embora muitas dessas enfermidades possam ser prevenidas, a desinformação ainda expõe cães e gatos ao risco – e, consequentemente, suas famílias humanas também.

Entre as zoonoses mais relevantes no Brasil estão a raiva, a leishmaniose e a toxoplasmose. Cada uma possui formas distintas de transmissão, sintomas específicos e exigências próprias de prevenção - o que reforça a importância do acompanhamento veterinário regular e de uma rotina de cuidados bem definida.


Raiva: vacinação é a única proteção eficaz

A raiva é, talvez, a zoonose mais conhecida - e também uma das mais letais. Transmitida principalmente pela mordida de animais infectados, ela compromete o sistema nervoso central de mamíferos, incluindo cães, gatos e seres humanos, podendo evoluir rapidamente para óbito.

Apesar de rara nas áreas urbanas, graças às campanhas de vacinação, a raiva ainda representa uma ameaça real em regiões com baixa cobertura vacinal.

“A vacinação anual contra a raiva é obrigatória e representa a única forma eficaz de proteger o animal e a população em geral”, alerta Marina Tiba, médica-veterinária e Gerente de Produto da Unidade de Animais de Companhia da Ceva Saúde Animal.

Animais vacinados atuam como barreira sanitária, impedindo a circulação do vírus.


Leishmaniose: o desafio silencioso em regiões endêmicas

Endêmica em diversas regiões do Brasil, a leishmaniose visceral é transmitida pela picada do flebotomíneo - popularmente conhecido como mosquito-palha - e tem nos cães seu principal hospedeiro doméstico. A doença pode demorar a se manifestar e, em muitos casos, já está em estágio avançado quando os sintomas - como aumento de gânglios, emagrecimento, letargia e feridas na pele - aparecem.

O controle da leishmaniose exige uma abordagem integrada,  que inclui o uso de métodos repelentes - como pipetas específicas -, o tratamento de cães positivos e remoção de matéria orgânica do ambiente para reduzir a presença do vetor.  

A prevenção deve ser contínua, especialmente em períodos mais quentes e úmidos, quando a proliferação do mosquito é intensificada. Também são recomendadas testagens periódicas em cães que vivem em áreas de risco.


Toxoplasmose: cuidados com higiene e alimentação

Comumente associada aos gatos, a toxoplasmose ainda carrega muitos estigmas. Embora os felinos sejam os hospedeiros definitivos do protozoário Toxoplasma gondii, a transmissão direta pelo contato com o animal é rara.

A infecção em humanos pode ocorrer pela ingestão de carne crua ou malcozida, água contaminada ou contato com fezes de gatos infectados. No entanto, é importante desmistificar: os gatos eliminam o parasita nas fezes apenas por um curto período, geralmente após a primeira infecção. Além disso, essas fezes precisam permanecer no ambiente por algumas horas para que o protozoário atinja sua forma infectante.

“A principal forma de prevenção é manter o ambiente limpo, oferecer ração de qualidade e evitar que os gatos cacem ou consumam carne crua”, explica Marina. Também é recomendável que a caixa de areia seja higienizada diariamente - preferencialmente por pessoas que não pertençam a grupos de risco, como gestantes e imunossuprimidos.

A melhor forma de proteger os pets – e as pessoas – das zoonoses é adotar uma rotina de cuidados integrados. Isso inclui vacinação em dia, controle de parasitas, alimentação adequada e atenção ao ambiente em que o animal vive.

Zoonoses não precisam ser motivo de pânico, mas sim de informação. Ao adotar medidas preventivas e manter a saúde dos animais em dia, os tutores contribuem para um convívio mais saudável e seguro - dentro e fora de casa. Afinal, cuidar de um pet é, também, cuidar do coletivo. 



Ceva Saúde Animal
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Maio Amarelo: mês de conscientização sobre prevenção e diagnóstico de doenças renais em cães e gatos

O Maio Amarelo é uma campanha nacional de conscientização dedicada à prevenção e ao diagnóstico precoce das doenças renais em cães e gatos. Durante todo o mês, instituições e profissionais da área reforçam a importância dos cuidados com a saúde dos rins dos pets, alertando os tutores sobre os principais sintomas, fatores de risco e a relevância de exames de rotina. A iniciativa visa promover o bem-estar animal e reduzir os índices de complicações renais, que são silenciosas e muitas vezes identificadas tardiamente.


O médico-veterinário, mestre e doutor em ciências veterinárias, com ênfase em clínica médica e investigação etiológica, Rodrigo Supranzetti de Rezende, compartilha informações sobre essas doenças, métodos de diagnóstico e a importância do tratamento adequado.


O que é o Maio Amarelo Pet e qual sua importância na prevenção das doenças renais em cães e gatos?


Rodrigo Supranzetti: O Maio Amarelo Pet é uma campanha nacional de conscientização voltada à prevenção, diagnóstico precoce e manejo adequado das doenças renais em cães e gatos. Inspirada na versão humana da campanha, a iniciativa tem como objetivo alertar os tutores sobre a importância dos cuidados com a saúde renal dos animais, considerando que essas doenças são silenciosas, progressivas e comuns entre os pets. Durante todo o mês, são promovidas ações educativas, orientações veterinárias e incentivos à realização de exames preventivos.


Quais são os principais sinais e sintomas que os tutores devem observar em seus pets para identificar possíveis problemas renais?


Rodrigo Supranzetti: Aumento no consumo de água (polidipsia), aumento na frequência e volume urinário (poliúria), perda de apetite e de peso, vômitos, mau hálito (com odor semelhante à amônia), letargia e fraqueza, pelagem opaca. Esses sinais tendem a se manifestar de forma gradual e, muitas vezes, indicam comprometimento avançado dos rins.


Quais são as causas mais comuns das doenças renais em cães e gatos?


Rodrigo Supranzetti: Envelhecimento natural (doença renal crônica), infecções bacterianas (pielonefrite), doenças autoimunes, intoxicações (medicamentos, produtos de limpeza, uvas, lírios), doenças infecciosas (como leptospirose ou PIF em felinos), obstruções urinárias, hipertensão e doença renal policística (mais frequente em algumas raças felinas).


Como é feito o diagnóstico precoce das doenças renais nos pets?


Rodrigo Supranzetti: O diagnóstico precoce é essencial e pode ser realizado por meio de exames laboratoriais e de imagem:

Sangue: ureia, creatinina, fósforo e SDMA (marcador precoce de lesão renal)

Urina: densidade urinária, presença de proteínas e sedimentos

Ultrassonografia: avaliação anatômica dos rins

Pressão arterial: controle da hipertensão, comum em casos renais

De que forma a alimentação influencia na saúde dos rins dos animais? Existem rações específicas para prevenção?

Rodrigo Supranzetti: A dieta é um fator determinante na saúde renal. Alimentos específicos ajudam a: reduzir a progressão da doença, controlar o consumo de fósforo e proteínas, oferecer antioxidantes e ácidos graxos benéficos e melhorar a qualidade e expectativa de vida do pet. Rações terapêuticas devem ser prescritas e acompanhadas por um médico-veterinário.


Quais cuidados preventivos os tutores devem adotar no dia a dia para proteger a saúde renal dos seus animais?


Rodrigo Supranzetti: Disponibilizar água limpa e fresca em abundância, garantir alimentação balanceada e supervisionada por um veterinário, evitar automedicação, prevenir contato com substâncias tóxicas, controlar doenças de base (como hipertensão e diabetes), manter o calendário vacinal atualizado (ex: leptospirose) e realizar check-ups periódicos.


A partir de que idade é indicado realizar exames de rotina para avaliar a função renal dos pets?


Rodrigo Supranzetti: A partir dos 7 anos de idade, especialmente em cães e gatos idosos e em raças predispostas ou com histórico clínico, os exames devem ser antecipados, conforme orientação veterinária. 


Qual o papel do médico-veterinário na conscientização e orientação sobre a prevenção das doenças renais em cães e gatos?

 

Rodrigo Supranzetti: O médico-veterinário é essencial na prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças renais. Cabe a ele avaliar clinicamente o animal de forma periódica, solicitar e interpretar exames específicos, recomendar dietas e medicamentos adequados e acompanhar a evolução do quadro clínico. Além disso, campanhas como o Maio Amarelo Pet fortalecem a relação entre tutores e profissionais da saúde animal, promovendo mais conscientização e cuidado preventivo com os pets.


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