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sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Deficiências Ocultas: médica ajuda a identificar e dá dicas de como conviver com esta modalidade

Pouco conhecimento sobre o tema acaba aumentando discriminação e negligência 


Segundo dados do IBGE, cerca de 45 milhões de brasileiros possuem algum tipo de deficiência, das mais diversas modalidades. Dentre essas, existe um tipo considerada invisível, onde a pessoa portadora acaba sofrendo ainda mais discriminação e negligência. São as deficiências ocultas, aquelas que não são visíveis nem aparentes, mas acometem milhões de pessoas. 

Pegando como gancho o Mês Internacional da Pessoa com Deficiência, um momento para refletir sobre os desafios enfrentados e melhorias que devem ser feitas para garantir acessibilidade e inclusão social, a Inspirali, principal ecossistema de educação médica do país, convidou a Dra. Caroline Oliveira Romão, médica Psiquiatra e professora da UniBH, para esclarecer as principais dúvidas sobre esta modalidade tão pouco comentada.

Confira:

- O que são deficiências ocultas?

R: Deficiências ocultas são condições físicas, mentais e/ou neurológicas que não são visíveis a olho nu, mas que impactam significativamente a vida da pessoa e, dessa forma, podem ser mal compreendidas, subestimadas ou muitas vezes ignoradas. Uma deficiência não visível é aquela em que você olha para a pessoa e não identifica nenhuma da deficiência aparente. Para ajudar nesta identificação social, foi criado, em 2016 no Reino Unido, o cordão de Girassol, como parte de uma iniciativa para tornar os aeroportos mais acessíveis, e hoje já é utilizado também aqui no Brasil.
 

É um acessório discreto utilizado como forma de identificar as pessoas com deficiências ocultas para sinalizar que elas podem precisar de suporte, compreensão ou paciência em determinada situação. Trata-se de um cordãozinho verde com estampa de girassol, muito usado em aeroportos, estações, eventos públicos e outros lugares que ajudam a promover a inclusão e a acessibilidade. Pode usar o cordão de girassol todas as pessoas que têm alguma deficiência oculta, como autismo, TDAH, epilepsia, doenças crônicas como esclerose múltipla, perdas auditivas moderadas e qualquer outra deficiência não visível que requer algum suporte.
 

- Quais as principais deficiências ocultas?

R: As principais são os transtornos do espectro do autismo, as deficiências auditivas, leves e moderadas, alguns transtornos de aprendizagem, por exemplo, a dislexia, o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), doenças mentais mais graves como esquizofrenia, epilepsia, algumas doenças autoimunes e neurológicas, por exemplo, Parkinson em estágio inicial, entre outras.
 

- Pessoas com deficiência oculta sofrem mais com discriminação? Por quê?

R: O fato da deficiência não ser visível gera sim muita discriminação, porque eu posso olhar para a pessoa e não entender, por exemplo, porque ela vai ter uma prioridade na fila e isso pode causar um julgamento das pessoas. As pessoas que olham de fora podem achar que a pessoa está tentando se aproveitar daquela situação, então essa falta de compreensão e de empatia agrava muito o estigma dessas doenças. Por isso, a criação do cordão de girassol, que eu comentei, para que elas possam ser identificadas com mais facilidade, evitando esses processos de discriminação.

É importante também dizer que o fato de muitas vezes essas deficiências ocultas não serem visíveis, faz com que as pessoas não acreditem nesses diagnósticos, ou nem os considerem uma deficiência. Tem a questão também dos espectros, por exemplo, o transtorno do espectro do autismo, que pode ser mais leve, moderado, severo, e isso cria essa ideia de que um problema mais leve não vai ser considerado uma deficiência, sendo que, mesmo as questões mais leves, têm um impacto muito grande na vida das pessoas.
 

- O que o SUS disponibiliza para estas deficiências?

R: O SUS disponibiliza os mesmos recursos para todas as deficiências. Então, ele oferece o diagnóstico e acompanhamento médico especializado, do neurologista, do psiquiatra ou do profissional que se fizer necessário, tratamento medicamentoso, reabilitação e terapias, pode ser necessário fisioterapia, psicoterapia, fonoaudiologia. Nesse caso, cada deficiência vai ser tratada segundo a necessidade gerada pela própria deficiência. Programas de saúde mental, suporte profissional, os CAPS, também podem ser necessários.
 

- Como trabalhar a inclusão de pessoas com deficiências consideradas ocultas?

R: A primeira coisa é sempre fazer educação e conscientização das pessoas para quebrar os estigmas. Criar mais políticas públicas que assegurem acessibilidade e equidade nos ambientes de trabalho, de estudo e nos ambientes sociais no geral. Adaptação de métodos de ensino e de avaliação, por exemplo, o tempo adicional para as provas, as provas em salas separadas, a possibilidade de ter um ledor, no caso das pessoas com dislexia. E ambientes que sejam, no geral, inclusivos e respeitem as limitações, oferecendo sempre o suporte que aquela pessoa vá necessitar. A educação e a conscientização sobre esses problemas é prioridade, pois eles precisam ser conhecidos para que as pessoas consigam respeitar e que as pessoas com deficiências sejam cada vez mais incluídas na sociedade.
 

- Quais as especialidades médicas responsáveis pelas deficiências consideradas ocultas?

R: Podem ser várias especialidades, dependendo do diagnóstico. Elas são frequentemente tratadas pela psiquiatria, neurologia, psicologia, algumas deficiências auditivas necessitam de otorrino, laringologistas, para as doenças autoimunes já entra mais a reumatologia, os clínicos gerais, fonoaudiologia, terapia ocupacional, entre outras.
 

- Deficiências ocultas costumam ser diagnosticadas em qual fase da vida?

R: Vai depender da condição. Algumas dessas deficiências ocultas, talvez as que a gente mais se lembra, são o autismo, o déficit de atenção. Eles geralmente surgem na infância, mesmo que o diagnóstico seja feito de forma tardia. Os sintomas já vêm desde o início da vida e outros podem surgir no início da fase adulta ou com o envelhecimento, vai depender mesmo da condição.
 

- Uma pessoa com deficiência oculta pode viver normalmente com independência?

R: Sim. Muitas pessoas com deficiências ocultas vivem de forma independente, principalmente se elas tiverem o suporte adequado e o diagnóstico correto. Muitas vezes esse diagnóstico tem que ser feito o mais precocemente possível para que seja possível dar esse suporte e criar o acompanhamento e as adaptações que forem necessárias para aquela pessoa. Claro que o impacto da deficiência em si vai depender da gravidade de cada caso e de cada condição. Como é o exemplo do transtorno do espectro do autista, onde as intervenções de nível 1, que é um autismo considerado mais leve, com menos sintomas, para um autismo de nível 3, que é um autismo considerado mais severo, com mais sintomas.
 

Elas podem ser parecidas, mas o ganho de habilidades pode ser diferente e, com o tempo, você pode estimular um pouco menos essa criança que está no nível 1 e você precise continuar estimulando mais fortemente a que está no nível 3, e isso vai variar no impacto que vai ter na vida dela lá para frente. O trabalho é sempre esse, independente da gravidade da condição, estimular sempre a independência e a autonomia.
 

- As deficiências ocultas geralmente têm tratamento? E cura?

R: Muitas delas não terão uma cura definitiva. Porém, muitas vão ter tratamentos que ajudam muito a melhorar a qualidade de vida, como terapias, medicamentos, práticas de reabilitação. Vai depender da condição, mas no geral é possível ter tratamento e ter uma melhora na qualidade de vida, ainda que não seja possível ter uma cura.

 

Inspirali


Disparidades no cuidado à menopausa: mulheres rurais enfrentam mais desafios em relação às urbanas

Envato
Estudo da Universidade de Washington destaca diferenças e aponta caminhos para melhorar o atendimento


Mulheres que vivem em áreas rurais apresentam mais sintomas relacionados à menopausa do que aquelas em zonas urbanas, revelou um estudo da Universidade de Washington. As disparidades, associadas à falta de acesso a serviços médicos, incluem maior incidência de dores musculares, alterações de humor, secura vaginal e problemas urinários.

“Essas diferenças estão diretamente ligadas à desigualdade no acesso aos cuidados de saúde, um problema recorrente em várias partes do mundo, incluindo o Brasil”, comenta Alexandra Ongaratto, médica especializada em ginecologia endócrina e climatério e Diretora Técnica do Instituto GRIS, o primeiro Centro Clínico Ginecológico do Brasil.


Um paralelo com o Brasil

No Brasil, a situação é semelhante. Segundo dados do IBGE, cerca de 15% da população vive em áreas rurais, onde o acesso a médicos especialistas, como ginecologistas, é limitado. Dados da pesquisa Demografia Médica no Brasil 2023, conduzida pelo CFM, mostram que 73% dos médicos estão concentrados nas capitais, deixando as regiões rurais subatendidas.

“Essas mulheres precisam enfrentar longas distâncias e custos elevados para consultas, o que limita o diagnóstico e tratamento de condições como os sintomas da menopausa. Essa realidade exige atenção urgente das políticas públicas de saúde no Brasil”, afirma a ginecologista.


Desafios e soluções

O estudo norte-americano apontou que apenas 11% das mulheres rurais participantes faziam terapia hormonal, devido a barreiras como a distância de atendimento médico e receios infundados sobre o tratamento. No Brasil, o cenário é ainda mais preocupante, já que muitas mulheres sequer recebem informações adequadas sobre os benefícios e riscos da terapia hormonal.

“A desinformação sobre a menopausa é um problema global, mas no Brasil ela é agravada pela falta de programas de educação em saúde voltados para mulheres em áreas de difícil acesso. É essencial que essas mulheres saibam que existem opções seguras e personalizadas para tratar os sintomas da menopausa”, diz Alexandra.


Impactos do estudo para o futuro

Os dados da pesquisa reforçam a necessidade de iniciativas que diminuam as desigualdades no atendimento, tanto nos EUA quanto no Brasil. Entre as recomendações, estão:

  1. Expansão de programas de telemedicina: ferramenta que pode conectar mulheres em áreas remotas a especialistas de grandes centros.
  2. Capacitação de médicos generalistas: preparar clínicos gerais e enfermeiros para atender às necessidades de saúde da mulher, especialmente na menopausa, encaminhando para médicos especialistas.
  3. Campanhas de conscientização: informar a população sobre os sintomas da menopausa e as opções de tratamento disponíveis.

“Se queremos reduzir essas desigualdades, precisamos integrar a menopausa nas discussões sobre saúde pública. Não é só uma questão de qualidade de vida; é uma questão de direitos”, enfatiza a médica.


Uma perspectiva esperançosa

No Brasil, iniciativas como as campanhas de conscientização em redes sociais já estão promovendo avanços. “As mulheres estão começando a buscar informações e atendimento de forma mais ativa, mas precisamos garantir que elas tenham suporte, independentemente de onde vivam”, conclui Alexandra Ongaratto.

Com estudos como esse, espera-se que as disparidades entre populações urbanas e rurais sejam diminuídas, garantindo a todas as mulheres o direito ao envelhecimento saudável.

 

Instituto GRIS


Aprovação do PCDT Rosa padroniza as orientações de diagnóstico e tratamento do câncer de mama no SUS e fortalece o controle da doença no Brasil

 

Entenda a importância do novo protocolo e como ele impacta no diagnóstico, tratamento e acompanhamento do câncer de mama no SUS

 

O câncer de mama é uma das principais preocupações de saúde pública no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são esperados 74 mil novos diagnósticos em 2025. Destes, cerca de 30% podem se tornar metastáticos. Mesmo assim, muitas mulheres enfrentam dificuldades no acesso ao diagnóstico e ao tratamento via SUS (Sistema Único de Saúde). 

Em 2023, o Ministério da Saúde reconheceu a necessidade de atualização, anunciando os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas - PCDT de Câncer de Mama, planejado para ser publicado no ano seguinte. Em fevereiro de 2024 foi publicado o Relatório Preliminar e, em março, a Consulta Pública Conitec/SECTICS nº 04/2024 convocou a participação das pacientes para sua formulação. 

Ao longo de outubro, mobilizamos a sociedade para cobrar a publicação do PCDT Rosa. Na manhã do dia 06 de dezembro, o Ministério da Saúde disponibilizou o documento oficial do PCDT de Câncer de Mama, com o objetivo de orientar profissionais de saúde do Brasil todo, definir e padronizar os protocolos no SUS. 

“A disponibilização deste documento é uma importante conquista para o Brasil, uma trajetória que mobilizou a FEMAMA e outras instituições que se somaram em nossa busca por um SUS mais justo e eficaz. Sua publicação evidencia o papel que cada um de nós tem na caminhada pelo acesso democrático, equitativo e de qualidade à saúde. Reconhecer as vitórias que acontecem pelo caminho é fundamental, mas não podemos esquecer do processo como um todo”, afirma Dra. Maira Caleffi, Presidente Fundadora da FEMAMA.
 

Confira abaixo algumas perguntas e respostas sobre o PCDT Rosa:

 

  • O que é o PCDT Rosa?

O PCDT de Câncer de Mama é um documento técnico-científico que estabelece as melhores práticas para o diagnóstico, tratamento e acompanhamento do câncer de mama. Seu objetivo é padronizar o cuidado, assegurando que toda pacientes, independentemente de classe social, cor ou lugar onde mora, tenha acesso a um tratamento eficaz e seguro.

 

  • O que muda com a aprovação do PCDT Rosa?

Além de indicar os protocolos de rastreamento e exames para fins de diagnóstico, o documento tem como objetivo orientar profissionais de saúde sobre os melhores tratamentos e práticas para o cuidado com o câncer de mama, definindo e padronizando protocolos no SUS. O PCDT Rosa tem a função de orientar e facilitar a escolha das melhores opções terapêuticas, aumentando as chances de um diagnóstico precoce e criando condições para uma maior eficácia dos tratamentos. Além disso, a padronização dos procedimentos otimiza a utilização dos recursos disponíveis no sistema de saúde.


 

  • Qual a diferença entre PCTD e DDT? 

As Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas (DDT) são documentos baseados em evidências científicas com recomendações que visam nortear as melhores práticas e condutas em prol dos pacientes na área da oncologia. O órgão responsável pela elaboração e atualização das DDTs disponíveis no SUS é a CONITEC. 

A principal diferença em relação aos PCDT é que, por conta do sistema diferenciado de financiamento dos procedimentos e tratamentos em oncologia, este documento não se restringe às tecnologias incorporadas no SUS, mas sim, ao que pode ser oferecido a este paciente, considerando o financiamento repassado aos centros de atenção e a autonomia destes na escolha da melhor opção para cada situação clínica.

 

  • Por que o PCDT Rosa é tão importante?

Em 2021, novos tratamentos para o câncer de mama foram incorporados ao SUS. Mesmo assim, parte destes tratamentos ainda não tinham sido disponibilizados, em razão da necessidade de atualização dos protocolos e diretrizes. Isso significa que muitas mulheres estavam sendo privadas do acesso ao tratamento mais efetivo para o caso delas no SUS, do qual cerca de 75% da população brasileira depende para cuidar da saúde.

Embora o acesso a tratamentos já incorporados e ainda não disponibilizados pudesse ser garantido em processos judiciais, o excesso de ajuizamentos acaba prejudicando o sistema de saúde como um todo. O fortalecimento das diretrizes através da publicação do PCDT Rosa e a capacitação dos profissionais da Atenção Primária em Saúde (APS) são passos essenciais para o controle do câncer de mama no Brasil e para garantir maiores chances de cura para mulheres em jornada oncológica. Somente a oferta de políticas públicas efetivas e custo-eficientes pode superar as barreiras enfrentadas pelas mulheres brasileiras para tratar o câncer de mama.



FEMAMA - Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama.
Conheça o trabalho da FEMAMA aqui.


Zumbido no ouvido: sintoma afeta 28 milhões de brasileiros e pode indicar perda auditiva e outras doenças

O zumbido pode afetar pessoas de todas as idades e estar relacionado a diversas causas; fonoaudióloga especialista reforça que existe tratamento

 

O zumbido, um sintoma incômodo descrito como apitos ou chiados no ouvido, afeta cerca de 28 milhões de pessoas no Brasil, segundo dados da Biblioteca Virtual do Ministério da Saúde. No mundo, são mais de 278 milhões, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS). Embora não seja uma doença, o zumbido é um sinal de alerta para problemas sérios que podem comprometer a saúde. 

O zumbido é a sensação de ouvir um ruído externo que parece existir, mas não está presente e pode afetar pessoas de todas as idades e estar relacionado a diversas causas, de exposição a barulhos intensos e o envelhecimento natural até alterações metabólicas e hormonais. Nos jovens e adolescentes, o sintoma aparece, comumente, pelo uso excessivo de fones de ouvido. 

Um estudo conduzido pela Associação de Pesquisa Interdisciplinar e Divulgação do Zumbido (APIDIZ), da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, entrevistou 170 adolescentes de classe média/alta, em 2017, com idades entre 11 e 17 anos. Mais da metade dos adolescentes (54,7%) relataram ter percebido o zumbido nos últimos 12 meses. Entre eles, 51% afirmaram que o sintoma apareceu logo após o uso prolongado de fones de ouvido ou após saírem de locais excessivamente barulhentos, como festivais e shows de música. Além disso, os testes auditivos indicaram que 28,8% dos jovens apresentaram níveis de zumbido semelhantes aos observados em adultos. 

“O zumbido é um dos possíveis sintomas que indicam a perda auditiva, por isso é tão importante estar alerta. Os fones de ouvido são, inclusive, extremamente prejudiciais, porque, quando usados de forma errada, carregam sons de até 120 decibeis diretamente para o tímpano”, informa a fonoaudióloga especialista em reabilitação auditiva, Dra. Vanessa Gardini, da clínica Pró-Ouvir Aparelhos Auditivos, de Sorocaba (SP). 

Ela explica que a audição humana suporta até 70 decibeis (dB), sem danos. Acima dessa medida há risco de lesão no aparelho auditivo. Sons acima ou perto de 110 dB já podem causar dor imediata e danos permanentes em segundos. Os altos ruídos nos grandes centros urbanos podem chegar a alarmantes 90 dB. 

A lista de fatores que podem levar alguém a sentir o zumbido é grande. Ele pode estar relacionado à infecção no ouvido, anemia, diabetes, estresse, tabagismo, doenças autoimunes, problemas na tireoide, uso de drogas, bebidas alcoólicas e medicamentos, doenças autoimunes, pressão alta, entre outras condições. 

Para diagnosticar e compreender o tipo e a gravidade do zumbido, podem ser solicitados diferentes exames, como audiometria (para avaliar a audição), acufenometria (que ajuda a identificar a frequência e a intensidade do zumbido) e exames de sangue. 

“O zumbido pode gerar grande impacto emocional e social, afetando o sono, a concentração e o bem-estar geral do paciente”, afirma a fonoaudióloga. Ela explica que aparelhos auditivos modernos têm se mostrado eficazes, tanto para melhorar a audição, quanto para oferecer terapias sonoras que ajudam a mascarar o zumbido. Porém, além dos aparelhos e medicamentos, mudanças no estilo de vida também colaboram com a redução do zumbido. 

“Ter uma alimentação balanceada e praticar atividades para redução do estresse, por exemplo, podem ser recomendadas”, acrescentou a especialista, reiterando que o tratamento do zumbido varia de acordo com suas causas.

Para ter mais informações sobre prevenção e tratamento da perda auditiva e receber instruções de profissionais da área, acesse o site da Pró-Ouvir Aparelhos Auditivos (proouvir.com.br), siga as redes sociais (@proouvir) ou entre em contato pelo WhatsApp: (15) 3231-6776

 

10 milhões de brasileiros têm algum grau de surdez, saiba como detectar os sinais iniciais

Especialista do maior hospital de otorrinolaringologia da América Latina ensina a mapear os sintomas da perda de audição

 

Segundo uma pesquisa recente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 5% da população brasileira apresenta alguma deficiência auditiva, o que corresponde a cerca de 10 milhões de pessoas. Destas, 2,7 milhões têm surdez profunda, ou seja, não escutam nada. 

Mas como detectar os sinais iniciais de perda auditiva? Para o médico Paulo Mendes Junior, especialista do Hospital Paranaense de Otorrinolaringologia (IPO), maior do segmento na América Latina, um dos sintomas iniciais é não entender o que os outros falam. “Existe uma dificuldade de compreender as falas. As pessoas conversam ouvindo e lendo os lábios, é um sistema complexo", afirma. 

Existem várias causas para a perda de audição, e um exame chamado otoscopia detecta se a perda existe ou se é algo comum, como acúmulo de cera no ouvido. Problemas como congestão nasal podem causar também a surdez e uma audiometria consegue mapear o que está acontecendo. 

A audiometria consegue identificar se existe uma dificuldade real de escutar, se atinge os dois ouvidos, qual a frequência de perda auditiva. "Normalmente se perde a audição nos tons agudos, onde a pessoa escuta, mas não entende o que é falado", conta. 

Dependendo da perda auditiva, dois procedimentos podem ser feitos, como uma cirurgia em casos de otoesclerose, ou, se for acúmulo de secreção (como nos casos do nariz que vai para o ouvido), uma limpeza já é eficaz. "O aparelho de audição é recomendado em diversos casos, mas não caracteriza uma surdez total. Lembrando que um longo período sem tratar a perda auditiva pode ocasionar em problemas cognitivos, e até mesmo complicar o dia a dia ao não ouvir um celular, uma buzina, enfim, traz transtornos para a rotina da pessoa", diz. 

Hoje, os aparelhos estão muito modernos, alguns até se conectam ao celular, com diversas opções de tamanho. “Não é mais como antigamente em que os modelos geravam até um desconforto. Eles estão cada vez mais compactos, tecnológicos e eficientes”, completa Paulo Mendes Junior.


Passageiros com medicamentos que necessitam de armazenamento especial enfrentam desafios durante as férias de verão

 Thayan Fernando Ferreira, advogado especialista em direito de saúde, esclarece medidas e direitos de passageiros que utilizam medicações especiais como insulina e Ozempic


Com o aumento do número de viagens durante as férias de verão, passageiros que dependem de medicamentos com necessidades específicas de armazenamento, como insulina e Ozempic, enfrentam desafios extras para garantir a segurança e a eficácia de seus tratamentos. Em um país onde cerca de 17 milhões de pessoas vivem com diabetes, segundo dados da Sociedade Brasileira de Diabetes, o transporte adequado de medicamentos é uma questão de saúde essencial.


A alta demanda por traslados e longas jornadas em aeroportos e rodoviárias aumentam a necessidade de atenção a condições como refrigeração, já que a insulina, por exemplo, deve ser mantida em temperaturas entre 2°C e 8°C para evitar a perda de eficácia. A situação torna-se ainda mais delicada em épocas de calor intenso, comuns no verão brasileiro.


De acordo com o
advogado Thayan Fernando Ferreira, especialista em direito público e direito de saúde, membro da Comissão de Direito Médico da OAB-MG e diretor do escritório Ferreira Cruz Advogados, a legislação brasileira ampara passageiros com essas necessidades especiais. “As companhias aéreas têm o dever de atender a essas demandas específicas, garantindo que os passageiros possam transportar seus medicamentos de forma segura e adequada. Isso está respaldado pelo Código de Defesa do Consumidor e pela Resolução nº 280 da Anac, que trata dos direitos e deveres dos viajantes”, explica.


Thayan também reforça que, em caso de descumprimento, os passageiros podem buscar reparação judicial. “Se a companhia aérea negligenciar essas obrigações e isso resultar em danos ao passageiro, há a possibilidade de indenização, tanto por danos materiais quanto morais. O direito à saúde é um princípio fundamental garantido pela Constituição”, afirma o advogado.


Especialistas recomendam que os passageiros carreguem os medicamentos em bolsas térmicas e nunca despachem essas substâncias. “Sabemos que a bagagem de mão é o local mais seguro para transportar medicamentos, principalmente em voos internacionais, onde mudanças bruscas de temperatura podem ocorrer no compartimento de carga”, explica Thayan. “Além disso, é essencial levar uma declaração médica informando a necessidade do medicamento e seu armazenamento específico”, completa o advogado.


As companhias aéreas também devem se preparar para atender passageiros com necessidades especiais, fornecendo informações claras sobre transporte de medicamentos e disponibilizando suporte em caso de dúvidas. “O embarque em horários mais frescos e a solicitação prévia de cuidados específicos podem ajudar a minimizar riscos”, acrescenta Thayan.


Todavia, ao comparar as medidas brasileiras com as de outros países, percebe-se que a legislação nacional ainda apresenta lacunas em relação à conscientização e fiscalização. Nos Estados Unidos e na União Europeia, por exemplo, há protocolos mais rígidos para o transporte de medicamentos, incluindo a disponibilidade de refrigeradores a bordo em voos de longa duração.


Para Thayan, o Brasil pode avançar nesse aspecto. “Embora a legislação brasileira seja robusta em termos de direitos, a aplicação prática muitas vezes depende da iniciativa do passageiro em exigir esses cuidados. Em outros países, as companhias aéreas têm políticas mais pró-ativas, o que reduz os riscos e a necessidade de conflitos judiciais”, avalia o advogado.


Com a crescente demanda de passageiros que precisam de atenção especial para transporte de medicamentos, espera-se que as companhias aéreas brasileiras invistam em treinamentos e melhorias no atendimento. Afinal, assegurar o bem-estar dos viajantes não é apenas uma questão legal, mas também de respeito e responsabilidade social.


Saiba como prevenir, identificar e tratar a dor de ouvido que aparece no verã

Excesso de água nas atividades da estação mais quente pode representar risco de infecção, alerta a otorrinolaringologista do Hospital São Vicente, Mariele Bolzan Lovato

 

Ao contrário do que muita gente pensa, as otites não desaparecem com o fim dos dias mais frios. O verão, com as suas atividades em praia ou piscina, além de banhos mais frequentes, pode representar perigo para a saúde auricular. Mas com atenção e alguns cuidados simples, é possível evitar os incômodos, de acordo com a otorrinolaringologista do Hospital São Vicente, Mariele Bolzan Lovato.

 Essas queixas, reforça, geralmente estão associadas a uma rolha de cera já presente no ouvido e que, ao entrar em contato com a água, fica líquida e “tranca” o canal. Essa cera, associada a um acúmulo de água, pode fazer uma inflamação no ouvido. “É o que chamamos de otite externa, que pode causar dor”, explica. 

Quem sempre se incomoda com esse acúmulo de cera, orienta a médica do Hospital São Vicente, deve buscar um otorrinolaringologista antes da temporada do verão para fazer a remoção preventiva e evitar problemas. 

Mas, pondera, quem costuma ficar muito tempo exposto à água do mar e da piscina estará, de fato, mais suscetível a infecções. “Se não for possível reduzir esse tempo, assim que sair da água, é importante inclinar a cabeça para o lado e tentar secar por fora do canal auditivo com o maior cuidado possível, preferencialmente com uma toalha limpa”, indica. 

 

É otite, e agora? 

Se por algum descuido, aparecerem sintomas como dor de ouvido, ouvido entupido, coceira intensa, febre, diminuição da audição, zumbido ou sensação de pressão e dor de cabeça, é fundamental buscar ajuda. As otites externas, infecção do canal auditivo externo que vai do tímpano ao exterior da cabeça, são as mais comuns no verão e podem incluir, ainda, entre os sintomas, uma secreção amarelada ou marrom.  

Caso apareçam estes sintomas, é necessário consultar um otorrinolaringologista. “Na maioria das vezes é necessário um antibiótico em gotas diretamente no ouvido”, conta a médica. “Mas diabéticos ou pessoas com baixa imunidade, em tratamento oncológico, por exemplo, podem ter quadros mais graves, com a doença se espalhando para a orelha, pescoço e para a parte mais interna do ouvido. Nesse caso, pode ser necessário internamento com o uso de antibióticos na veia”, completa. 

O profissional fará o diagnóstico por meio de um exame visual e receitará o melhor tratamento para cada caso e progressão da condição. A otorrinolaringologista ainda destaca que nunca devem ser feitas receitas caseiras, que podem agravar o caso. O que pode ser feito para aliviar um pouco a dor é uma compressa morna com água na parte externa.



Cuidados garantem diversão segura para crianças em praias e piscinas no verão

Especialista orienta sobre prevenção de acidentes e proteção contra os riscos da estação

 

As férias de verão são o momento perfeito para relaxar e aproveitar o calor, especialmente em praias e piscinas. No entanto, a diversão pode se transformar em preocupação caso não sejam tomados os cuidados necessários, principalmente com as crianças. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, a supervisão constante e medidas preventivas são essenciais para evitar acidentes e problemas de saúde típicos da estação. 

A Dra. Bruna Giacomelli, médica pediatra, ressalta que a segurança na água deve ser prioridade. “Nunca deixe as crianças sem supervisão de um adulto. Boias infláveis podem passar uma falsa sensação de segurança, pois podem furar ou virar facilmente”, alerta. Além disso, ela destaca a importância de educar os pequenos sobre segurança na água e, sempre que possível, incentivá-los a aprender a nadar. 

A exposição ao sol é outro ponto que exige atenção. A Dra. Bruna orienta que o filtro solar deve ser usado sempre, mesmo em dias nublados, com fator de proteção 50 ou superior. “É fundamental reaplicar o protetor a cada duas horas e após sair da água. Bonés ou chapéus de aba larga também ajudam a proteger o rosto”, recomenda. Evitar o horário entre 10h e 16h e priorizar áreas sombreadas são outras práticas indispensáveis. 

A hidratação, muitas vezes negligenciada, precisa ser reforçada. “Água pura é insubstituível e deve estar sempre disponível. Ofereça em intervalos regulares e complemente com sucos naturais, água de coco e alimentos leves, como frutas”, explica a pediatra. Ela ainda ressalta que bebidas industrializadas, ricas em açúcar, não são recomendadas para crianças. “A quantidade de água varia com a idade, mas os pais devem observar sinais de desidratação, como boca seca, choro sem lágrimas e urina concentrada”, completa. 

A higiene também é crucial para prevenir infecções e doenças de pele. Na praia, a areia pode conter fezes de animais, facilitando a transmissão de parasitas, como a larva migrans. “É importante observar a qualidade do ambiente e lavar o corpo após o contato com água do mar ou da piscina”, orienta a especialista. No caso das piscinas, a verificação do tratamento da água é essencial. 

Sinais de desidratação e insolação devem ser tratados com seriedade.

“Além de boca seca e cansaço extremo, fique atento a sintomas como vômitos frequentes, vermelhidão na pele e temperatura corporal elevada.

Em casos mais graves, procure atendimento médico imediato”, reforça a médica. 

Com planejamento e atenção aos detalhes, é possível transformar as férias em um período seguro e cheio de boas memórias. Para a Dra. Bruna, o segredo está no equilíbrio entre a diversão e o cuidado: “Quanto maior o preparo, menor o risco. As férias devem ser um momento de alegria e segurança para todos”.

  



Bruna Giacomelli Moraes Carraro -CRM 139898 - médica pediatra reconhecida por sua atuação clínica e educacional. Graduada pela Universidade de Medicina de Marília (2004-2009), possui uma trajetória marcada pela dedicação ao cuidado infantil e à formação de novos profissionais da saúde.Atualmente, ela ocupa o cargo de Coordenadora Geral em Pediatria na Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Santos, onde também atua como Supervisora da Residência Médica em Pediatria. Nessas funções, Dra. Bruna combina seu conhecimento clínico com habilidades em gestão, contribuindo para a excelência do atendimento pediátrico e a formação de novos especialistas. Paralelamente, é professora na Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES) e na Universidade São Judas Tadeu (USJT), desempenhando o papel de preceptora do internato em pediatria. Sua atuação acadêmica é essencial para preparar futuros médicos, enfatizando a importância da prática ética e do cuidado humanizado com as crianças.


Equilíbrio Hormonal no Prato: alimentos que fazem bem e os que devem ser evitados!

Nutricionista esportivo, Lucas de Albu esclarece dúvidas sobre os alimentos e hormônios. 
 

O equilíbrio hormonal é essencial para o funcionamento adequado do corpo, influenciando aspectos como humor, metabolismo e a reprodução. A alimentação desempenha um papel crucial na manutenção desse equilíbrio, podendo tanto ajudar quanto prejudicar a saúde hormonal. Certos alimentos podem auxiliar na regulação dos hormônios, enquanto outros podem contribuir para desequilíbrios que impactam negativamente a saúde. 

O nutricionista esportivo, Lucas de Albú, esclarece algumas dúvidas sobre os alimentos que são ricos em gorduras saudáveis, como o ômega-3, que auxiliam na produção de hormônios: 

“O abacate é uma fruta rica em gordura, principalmente a monoinsaturada. Uma porção de 10 azeitonas também contém gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas, assim como o salmão e a sardinha. O azeite de oliva e a castanha-do-pará são ótimas fontes de gorduras boas, já as nozes são fonte de gorduras insaturadas. A linhaça é uma ótima fonte de ácidos graxos, ômega-3 e fibras solúveis e o chocolate amargo é uma sobremesa rica em antioxidantes.”, comentou o nutricionista 

Segundo o nutricionista, as gorduras muitas vezes são vistas de forma negativa, mas é importante entender que nem todas gorduras são iguais. As gorduras boas, encontradas em alimentos como abacate, azeite de oliva e peixes gordurosos, são essenciais para a produção de hormônios saudáveis. O corpo utiliza essas gorduras para produzir hormônios, como os esteróides, que incluem o cortisol e os hormônios sexuais, como estrogênio e testosterona. Essas gorduras também são importantes para manter as membranas celulares flexíveis, o que é crucial para a comunicação hormonal. Além disso, essas gorduras ajudam a reduzir a inflamação no corpo, o que pode prevenir o desenvolvimento de doenças crônicas associadas ao desequilíbrio hormonal. Por isso, incluir gorduras boas na dieta pode ser uma maneira eficaz de apoiar a saúde hormonal a longo prazo. 

“O magnésio tem um papel significativo na função hormonal. Esse mineral desempenha um papel crucial na regulação da atividade de várias glândulas endócrinas, incluindo as glândulas paratireoides e a tireoide, além de influenciar a produção e ação de hormônios como o estrogênio, a progesterona e o cortisol. Essas interações são vitais para a manutenção do equilíbrio hormonal, afetando tudo, desde o metabolismo até o ciclo menstrual e a resposta ao estresse. O magnésio também atua na modulação da sensibilidade à insulina, o que é crucial para a regulação dos níveis de açúcar no sangue e prevenção da resistência à insulina, um precursor do diabetes tipo 2. Além disso, estudos sugerem que níveis adequados de magnésio podem ajudar na prevenção e no manejo de condições como a síndrome do ovário policístico (SOP) e disfunções tireoidianas, graças ao seu papel na modulação da atividade hormonal.”, afirmou Lucas de Albú. 

De acordo com o profissional, o consumo de alimentos ultraprocessados pode criar um ambiente intestinal que favorece microorganismos que promovem doenças inflamatórias. As células de gordura podem se tornar disfuncionais e liberar moléculas inflamatórias, que podem ser gatilhos para depressão, ansiedade e demência. Pesquisas indicam que os ftalatos, químicos presentes em alguns alimentos industrializados, podem alterar o sistema reprodutor de crianças e desregular a produção de hormônios como a testosterona e o estrogênio. 


Questionamos o nutricionista sobre os riscos do consumo de álcool no equilíbrio hormonal, incluindo testosterona e estrogênio, e ele nos respondeu:
 

“A testosterona é um hormônio esteroide que desempenha papel tanto anabólico quanto androgênico. Ao todo, esse hormônio exerce variadas funções ergogênicas, anabólicas e anti catabólicas no músculo esquelético e no tecido neuronal, a qual, de maneira dose-dependente, leva a um aumento da força muscular, potência, resistência e hipertrofia. Quando falamos do consumo de álcool relacionado a testosterona, alguns estudos mostram uma alteração hormonal em um período de 12 e 24 horas após o consumo dessa substância. Ou seja, a literatura evidencia que o álcool possui a capacidade de diminuir a quantidade de testosterona livre e de aumentar a quantidade de cortisol. O consumo de álcool pode interferir nos níveis de estrogênio e nos resultados da terapia de reposição hormonal, além de aumentar o risco de câncer de mama. O álcool pode afetar a concentração de hormônios endógenos, o que pode prejudicar a ovulação e a receptividade do endométrio”, finalizou o nutricionista. 

A alimentação desempenha um papel fundamental no equilíbrio hormonal e, consequentemente, na saúde geral. Optar por alimentos nutritivos e evitar aqueles que podem desequilibrar os hormônios pode ajudar a prevenir uma série de problemas de saúde e melhorar a qualidade de vida. Adotar hábitos alimentares saudáveis é um passo importante para manter a harmonia hormonal e o bem-estar a longo prazo. 



Lucas de Albu - graduado em nutrição e pós graduado em nutrição esportiva e estética. Atualmente atua na Clínica PuraH, localizada no centro de São Paulo. Lucas é influenciador digital, modelo e nutricionista, natural de Fortaleza, Ceará. Desenvolve conteúdos sobre nutrição, treinos, lifestyle e receitas. Participou também do reality show “A Grande Conquista 2”, transmitido pela Record TV.
Instagram / @lucasdealbu


Cuidado com a saúde íntima no verão: confira dicas essenciais da ginecologista parceira de Ladysoft

O uso do protetor diário pode ser um aliado durante a estação mais quente do ano

 

O verão é sinônimo de calor, praia, piscina e alterações na rotina. Mas nessa época do ano é preciso redobrar a atenção com a saúde íntima, especialmente devido às condições de calor e umidade que podem favorecer o surgimento de infecções e desequilíbrios. Para ajudar as mulheres a aproveitarem o verão com segurança e conforto, a Ladysoft - marca de proteção feminina da Softys - destaca a importância dos hábitos saudáveis e do uso correto de produtos como o protetor diário. 

De acordo com a ginecologista parceira da marca, Juliana Teixeira (@julianateixeira.gineco), as condições típicas do verão, como o uso prolongado de biquínis molhados, aumento da transpiração e mudanças na alimentação, podem ser gatilhos para infecções vaginais como candidíase e vaginose bacteriana. “Quando a região íntima fica muito úmida, seja pelo biquíni ou pela roupa de ginástica suada, isso pode criar um ambiente propício para o crescimento de micro-organismos que causam infecções”, explica a especialista. 

Para prevenir esses problemas, é fundamental adotar algumas medidas simples:

  • Trocar roupas molhadas ou suadas rapidamente: Evitar ficar por longos períodos com biquínis molhados ou roupas de ginástica;
  • Escolher tecidos leves e naturais: Peças de algodão ajudam a manter a região íntima mais ventilada e menos abafada;
  • Hidratar-se e manter uma alimentação equilibrada: Esses hábitos ajudam a fortalecer o organismo como um todo.

O uso do protetor diário também pode ser um aliado no verão, desde que utilizado corretamente. “Hoje em dia os protetores diários de qualidade, como o Protetor Diário Ladysoft Respirável, possuem composição hipoalergênica e são livres de excessos de plástico, permitindo maior respirabilidade”, afirma a ginecologista.

Entretanto, algumas recomendações devem ser seguidas, como trocar o protetor a cada 3 ou 4 horas, evitar o uso durante o banho de mar ou piscina e optar por protetores livres de fragrâncias e com materiais naturais. 

Ladysoft reforça seu compromisso com o bem-estar íntimo das mulheres, oferecendo produtos desenvolvidos com tecnologia e cuidado para acompanhar cada momento do dia a dia. Aproveite o verão com tranquilidade e conforto, cuidando da sua saúde íntima com Ladysoft.


Softys

 

Quer manter os cuidados no verão? Confira 5 dicas

Os dias mais quentes pedem atenção redobrada com a saúde. Afinal, as altas temperaturas típicas do verão e a maior exposição ao sol podem causar desidratação, cansaço e outros desconfortos. Por isso, adotar hábitos simples pode ajudar a aproveitar da melhor maneira a estação mais ensolarada do ano. 

Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico, da Carnot Laboratórios, preparou uma lista com 5 dicas para manter a saúde em dia no verão. Confira:


 

1 - Hidratar-se 

Manter-se hidratado é fundamental no calor extremo. Segundo o médico, o corpo perde mais líquidos devido ao suor, o que aumenta a necessidade de reposição de água. “É recomendado consumir pelo menos dois litros de água por dia e, se possível, complementar com frutas ricas em água, como melancia, melão e laranja, para potencializar a hidratação”, afirma o especialista.

 

2 - Consumir vitaminas 

Além da hidratação, as vitaminas desempenham um papel crucial no fortalecimento do organismo nesta época. A vitamina C, presente em frutas cítricas, ajuda a combater os radicais livres gerados pela exposição ao sol e ao calor. Já a vitamina E, encontrada em nozes, sementes e óleos vegetais, auxilia na proteção da pele contra danos causados pelos raios UV. 

Outra aliada é a vitamina D, obtida principalmente pela exposição moderada ao sol. Para aproveitar seus benefícios sem riscos, o ideal é tomar sol antes das 10h ou após as 16h, sempre com proteção solar.

 

3 - Alimentação leve e equilibrada 

Refeições leves e ricas em nutrientes são as mais recomendadas nesta época. Saladas, grelhados e frutas ajudam a manter o corpo energizado sem sobrecarregar o sistema digestivo. “Vale a pena incluir alimentos ricos em fibras porque elas também auxiliam na digestão e no funcionamento do organismo como um todo”, reforça o Dr.

 

4 - Proteção e cuidados com a pele 

A pele é o órgão mais impactado pelo calor e pelos raios solares. Usar protetor solar com fator adequado, reaplicá-lo ao longo do dia e vestir roupas leves e de cores claras são cuidados essenciais. Chapéus e óculos de sol também são aliados importantes para proteger o rosto e os olhos.

 

5 - Use repelentes 

Aplique sempre repelente periodicamente, durante o dia e à noite, para se proteger contra mosquitos e doenças como a Dengue, Zika ou Chikungunya. Os mosquitos se proliferam mais no verão devido às características da estação, como o calor, a umidade e as chuvas. “Essas condições criam um ambiente propício para que os ovos dos mosquitos eclodam e se transformem em novos mosquitos”, finaliza Dr. Carlos Alberto Reyes Medina.




Carnot® Laboratórios


Conheça os benefícios do check-up anual para a longevidade saudável

A avaliação permite a prevenção de fatores que podem levar a problemas cardiovasculares, diabetes, doenças neurodegenerativas e alguns tipos de câncer

 

O check-up anual é uma das melhores formas de prevenção e identificação precoce de doenças, aumentando consideravelmente as chances de diagnóstico preciso, tratamento adequado e de cura. Além de poder detectar doenças como diabetes, hipertensão, colesterol alto, doenças cardiovasculares, infecções urinárias e cânceres, o programa anual de exames preventivos contribui para melhorar a qualidade e a expectativa de vida.

“O check-up anual é um procedimento fundamental no acompanhamento e tratativas para a expectativa de vida e para o healthspan, período da vida em que a pessoa permanece saudável”, comenta o cardiologista e nutrólogo, Dr. Daniel Magnoni, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo. 

O especialista lista os principais impactos da realização regular do check-up anual: 

  • Aumento da expectativa de vida. 
    • O diagnóstico precoce de condições como câncer, diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares permite intervenções mais eficazes, reduzindo o risco de complicações fatais.
    • Estudos mostram que exames de rotina podem diminuir a mortalidade por câncer de mama e de colo uterino em até 25% devido à detecção precoce.
    • Controle de fatores de risco: monitorar condições como colesterol alto, pressão arterial e glicemia ajuda a prevenir eventos graves como infartos e AVCs, que são as principais causas de morte no mundo.
  • Prolongamento do healthspan (anos vividos com qualidade de vida)
    • Prevenção de doenças debilitantes: O acompanhamento regular ajuda a evitar o desenvolvimento de complicações que impactam a funcionalidade, como insuficiência renal ou déficits de acuidade visual e auditiva causadas por diabetes.
    • Promoção de hábitos saudáveis: o check-up cria oportunidades para discussões sobre estilo de vida, incentivando práticas como alimentação equilibrada, exercícios físicos e cessação do tabagismo.
    • Gestão proativa da saúde mental: triagem para depressão, ansiedade e outros transtornos promovem intervenções precoces, melhorando o bem-estar psicológico e social.

O Dr. Magnoni ainda destaca que “a lista de exames do check-up possibilita orientações quanto à necessidade de mudanças no estilo de vida da pessoa avaliada. Vale aproveitar o período de férias ou o início do ano novo para começar este hábito”.

 

Confira os exames típicos do Check-up anual

Os exames realizados durante o check-up podem variar de acordo com a idade, histórico familiar e de doenças de cada pessoa. No entanto, alguns exames são comuns na lista do check-up:

  • Hemograma;
  • Aferição de pressão arterial, verificação de peso e cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC);
  • Exame de urina e fezes;
  • Colesterol total e frações;
  • Glicemia de jejum;
  • Ureia e creatinina;
  • Ácido úrico;
  • Dosagem de vitamina D;
  • TGO e TGP (enzimas hepáticas);
  • Eletrocardiograma;
  • Ecocardiograma;
  • Teste ergométrico;
  • Avaliação pressórica;
  • Mamografia e Papanicolau (para mulheres);
  • Colonoscopia (para homens e mulheres acima de 50 anos);
  • PSA e Exame de próstata (para homens acima de 50 anos);
  • Ultrassom de abdome total (para tabagistas e pessoas com histórico de aneurisma de aorta abdominal).

O médico também pode realizar exames físicos, de imagem ou específicos de acordo com o paciente e histórico. “O check-up anual é um processo contínuo e requer uma comunicação aberta com o médico, quaisquer preocupações ou problemas de saúde devem ser discutidos durante as consultas”, enfatiza o Dr. Magnoni.

Pesquisas têm mostrado que mostram que pessoas que realizam check-ups regulares têm menor risco de hospitalizações e de mortalidade por doenças evitáveis. No Brasil, estudos indicam que a população que adere à medicina preventiva tem maior qualidade de vida na terceira idade, com menor incidência de doenças incapacitantes. 

“O check-up anual não só prolonga a vida, mas também melhora sua qualidade ao reduzir a incidência e a gravidade de doenças crônicas e ao promover um envelhecimento saudável. Ele é uma ferramenta essencial para alinhar longevidade com saúde ativa”, conclui o especialista.

 

24% dos brasileiros já procuraram soluções mágicas para emagrecimento

O médico Mauro Lúcio Jácome explica como más escolhas podem impactar negativamente a saúde do corpo

 

A busca pela perda de peso é uma constante guerra na vida de muitos brasileiros, mas, em vez de seguir um caminho saudável e orientado, muitas pessoas acabam recorrendo a soluções rápidas e, muitas vezes, perigosas. O uso indiscriminado de substâncias para emagrecer, sem a devida orientação médica, é uma prática crescente no Brasil, e pode trazer sérios riscos à saúde. A pressão por resultados rápidos e a promessa de emagrecimento sem esforço tornam as alternativas não regulamentadas, como chás famosos na internet, suplementos e medicamentos, tentadoras, mas nem sempre eficazes e seguras.

Uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) em parceria com o Instituto Datafolha revela que 24% dos brasileiros já usaram algum tipo de substância para emagrecer. Dentre os métodos mais populares, os chás são os campeões, utilizados por 19% dos entrevistados. Suplementos alimentares e fitoterápicos aparecem com 9%, enquanto medicamentos alopáticos para emagrecimento foram escolhidos por 6% dos participantes da pesquisa.

Embora muitos recorram a essas substâncias na esperança de alcançar um corpo mais magro, o uso de métodos sem a orientação de um profissional pode levar a complicações graves. O médico especialista em endoscopia e cirurgia geral, Dr. Mauro Lúcio Jácome, que atua na área de tratamentos para perda de peso, alerta sobre os perigos de recorrer a soluções sem acompanhamento médico.

“A perda de peso não deve ser tratada com soluções mágicas. Muitas dessas substâncias, muitas vezes adquiridas sem a devida prescrição ou orientação, podem trazer sérios danos à saúde, como desidratação, problemas cardíacos e até danos ao fígado e rins. O melhor caminho sempre será procurar um especialista que possa orientar de forma segura e eficaz”, indica o médico.

Outro ponto alarmante da pesquisa é o comportamento dos consumidores ao adquirir produtos para emagrecer. 15% das pessoas que utilizam medicamentos alopáticos para perder peso afirmam tê-los obtido por meio de amigos, conhecidos ou de sites/blogs, enquanto 10% adquiriram os produtos por meio de redes sociais. O dado mais preocupante é que menos de 5% dos consumidores verificam se os produtos possuem o devido registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), órgão responsável pela regulamentação desses itens.

Ainda de acordo com a pesquisa, para a maioria dos consumidores, o fator decisivo na compra desses produtos é a promessa de resultados rápidos (54%), o que é proibido pela Anvisa em propagandas de produtos com propriedades terapêuticas. “A publicidade de produtos para emagrecimento que prometem resultados rápidos é um grande perigo, pois, em sua maioria, não são regulamentados e nem sequer têm estudos clínicos que comprovem sua eficácia e segurança. A falta de fiscalização e controle sobre esses produtos aumenta o risco de complicações para a saúde”, alerta Dr. Mauro Jácome.

Embora as alternativas milagrosas e sem controle médico sejam desaconselhadas, existem tratamentos eficazes e seguros para quem busca perder peso de forma saudável. O médico Dr. Mauro Jácome destaca que há várias opções que podem ser adequadas para diferentes perfis de pacientes, sempre com o devido acompanhamento profissional.

"Existem tratamentos como a colocação do balão intragástrico, a cirurgia bariátrica e a endosutura que podem ser muito eficazes para auxiliar na perda de peso de forma segura. Cada um desses procedimentos tem indicações específicas e deve ser indicado de acordo com o quadro clínico do paciente", afirma o especialista.

O balão intragástrico, por exemplo, é indicado para casos de sobrepeso e trata-se de um dispositivo colocado no estômago por meio de endoscopia, que ajuda a reduzir a ingestão de alimentos ao ocupar espaço no estômago, promovendo uma sensação de saciedade precoce. Já a cirurgia bariátrica é indicada para pacientes com obesidade severa e envolve a alteração do sistema digestivo para reduzir a capacidade do estômago, promovendo uma perda de peso significativa. A endosutura, por sua vez, é um procedimento minimamente invasivo que envolve a sutura do estômago para limitar o seu tamanho e auxiliar na sensação de saciedade e é recomendado apenas para pacientes com grau de obesidade mais brando. “Vale salientar que tais tratamentos só podem ser realizados sob prescrição médica e também podem ocorrer contraindicações”, salienta o médico. 

No fim das contas, para Dr. Mauro, a mensagem principal é clara: “busque sempre a orientação de um especialista para tratar da perda de peso de maneira saudável e segura. Não caia nas promessas de resultados rápidos e milagrosos. A verdadeira transformação acontece quando o paciente se compromete com sua saúde e bem-estar de forma responsável e com acompanhamento adequado”.


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