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quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Dry January: os benefícios de começar o ano sem consumir álcool

A iniciativa, que incentiva as pessoas a passarem pelo menos o primeiro mês do ano sem consumir bebidas alcoólicas, é uma oportunidade para repensar hábitos

 

Para muitas pessoas, o início de um ano é marcado por metas e planos. Praticar mais exercícios e ter uma dieta mais saudável são algumas das preocupações com a saúde que chegam com o novo ciclo. Uma iniciativa que tem ganhado força nesse período é o Dry January, ou "janeiro seco", movimento que teve início no Reino Unido em 2013 e propõe um mês de abstinência de álcool como forma de repensar a relação com a bebida e promover melhorias na saúde.

No final de 2024, os Estados Unidos divulgaram novas recomendações sobre o consumo de álcool, destacando a ligação direta entre a bebida alcoólica e o aumento do risco de câncer. Além de reforçar que não existe uma dose segura para o consumo de álcool, as recomendações incluíram medidas para aumentar a conscientização e reduzir casos e mortes relacionadas ao consumo, como a atualização dos rótulos de advertência em bebidas alcoólicas.

No Brasil, onde o álcool está presente em diversas ocasiões sociais — de festas a encontros familiares —, a ideia de um mês sem beber pode parecer desafiadora. Dados do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA) mostram que, em 2023, houve 27 internações relacionadas ao álcool para cada 100 mil habitantes, e a taxa de óbitos dobrou entre 2010 e 2023.[1]

Segundo o especialista Arthur Guerra, Especialista em Psiquiatria e Integrante do Núcleo/Centro de Álcool e Drogas no Hospital Sírio-Libanês, os benefícios da abstinência variam de acordo com o padrão de consumo anterior. “Se o consumo era moderado ou social, essa pausa ajuda o corpo a ficar mais saudável, ajustando questões como sono e alimentação. Agora, se era um consumo mais intenso, com alterações no fígado ou reclamações familiares, a parada traz benefícios ainda maiores, como desintoxicação, perda de peso e a possibilidade de voltar a beber de forma mais controlada”, explica.

Além dos ganhos fisiológicos, Guerra aponta que o Dry January também é uma oportunidade de repensar comportamentos relacionados ao consumo de álcool. “As pessoas não percebem o quanto o hábito de beber está enraizado em suas rotinas. Parar por um mês ajuda a questionar se aquele consumo é realmente necessário ou se é apenas fruto de hábito. Já ouvi pacientes dizerem: ‘Eu bebo porque meus pais, tios e primos bebiam assim’. Rever esses padrões é fundamental para evitar que comportamentos prejudiciais se perpetuem.”



Atenção ao efeito rebote

Embora o Dry January traga diversos benefícios, é preciso atenção para evitar o "efeito rebote", quando a pessoa compensa a abstinência com um consumo elevado após o período de pausa. “Esse risco existe para um número pequeno de pessoas. Se a pessoa sente essa necessidade, é hora de refletir: ‘será que o meu consumo está sob controle? Será que eu não estou usando o álcool como alívio para depressão, ansiedade ou problemas de sono?’ É fundamental estar atento a esses sinais e buscar ajuda, se necessário”, alerta Guerra.

O especialista sugere algumas estratégias práticas para evitar recaídas ou excessos após o período de abstinência. “Muitas vezes, a pessoa bebia todos os dias. Depois do Dry January, ela pode tentar beber apenas nos fins de semana ou reduzir a quantidade. Por exemplo, quem bebia uma garrafa de vinho por noite pode passar a consumir apenas meia taça. É importante aproveitar essa oportunidade para rever a relação com a bebida”, orienta.

Além dos benefícios individuais, iniciativas como o Dry January têm um impacto positivo na saúde pública. Elas ajudam a promover uma cultura de consumo consciente, contribuindo para a redução de índices de abuso de álcool. “Essas pausas não pregam a abstinência completa, mas sim o uso moderado. O álcool, quando consumido de forma responsável, pode ter um papel social importante. Esse tipo de campanha abre portas para políticas públicas que incentivem o consumo consciente e a revisão de hábitos que, muitas vezes, trazem prejuízos à saúde sem que as pessoas percebam”, conclui o especialista.




Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês
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Surto de virose: risco de transmissão de pessoa para pessoa exige cuidados redobrados

Crédito: Unknownuserpanama para Pixabay
Clinico Geral Giacomo Gallo Neto, do Vera Cruz Hospital, em Campinas (SP), alerta para cuidados essenciais e sintomas que exigem atendimento médico

 

Um surto de virose tem causado preocupação nos primeiros dias de 2025, especialmente em algumas regiões do litoral Sul de São Paulo e Santa Catarina. Em vez de se divertirem no período de Festas e férias, muitos turistas estão indo parar no hospital para tratar a infecção viral. O médico clínico geral Giacomo Gallo Neto, do Vera Cruz Hospital, em Campinas (SP), alerta que o cuidado com a higiene deve ser redobrado, uma vez que ainda não se sabe ao certo qual é o vírus em circulação, podendo ocorrer a transmissão de pessoa para pessoa, alastrando o problema. No interior paulista, há a suspeita de que uma mulher morreu em decorrência da virose, após passar a virada do ano no litoral. 

“Os principais sintomas são febre, diarreia, náusea, vômitos e falta de apetite, deixando as pessoas contaminadas bastante debilitadas. Ainda não se sabe ao certo se este surto é causado por vírus, bactéria ou parasita, mas pode-se afirmar que este microrganismo acomete o trato gastrointestinal, causando infecções (gastroenterite)”, explica. 

A suspeita é de que os problemas estejam sendo desencadeados pelo contato com a água ou alimentos contaminados. Por isso, autoridades das cidades litorâneas encaminharam amostras para análise do Instituto Adolfo Lutz, no intuito de identificar qual seria o tipo de vírus em circulação e assim tomar decisões assertivas para sua eliminação.

 

Proteção

Para se proteger e evitar ser acometido pela virose, Gallo dá algumas orientações. “Ingerir água potável ou fervida, evitar alimentos crus ou mal cozidos, higienizar sempre as mãos, principalmente ao manipular alimentos e não compartilhar utensílios domésticos com pessoas contaminadas”. Também é preciso tomar cuidado com superfícies contaminadas e partículas de vômito ou fezes que podem se dispersar pelo ar, contribuindo para a transmissão. Ao fazer refeições fora de casa, prefira itens descartáveis. Outro cuidado é evitar aglomerações, que favorecem a proliferação de microrganismos.

 

Duração

De acordo com o médico, os sintomas podem variar de dois a três dias em pessoas saudáveis, mas este período pode ser maior em pessoas com comorbidades. “Crianças menores de cinco anos, idosos e imunossuprimidos - condição em que o sistema imunológico apresenta enfraquecimento, seja por doenças, uso de medicamentos ou procedimentos médicos - são mais suscetíveis à virose, necessitando de ainda mais atenção”, explica.

 

Ajuda médica

Em situações nas quais as pessoas apresentam sintomas leves, a recomendação é reforçar a hidratação com água ou soros, além de alimentação leve; e usar apenas antieméticos e analgésicos prescritos por seu médico anteriormente, para alívio dos sintomas. O atendimento médico deve ser procurado nos casos em que os sintomas persistam por mais de cinco dias, em que haja a dificuldade de hidratação via oral (a pessoa ingere o líquido e em seguida ocorrem episódios de vômito ou diarreia intensa) ou casos em que mesmo com uma boa hidratação os sintomas piorem. 

Com o período de férias, o movimento intenso nas regiões de praia deve continuar. Desta forma, para minimizar os riscos, a orientação é levar água de boa qualidade, não ingerir alimentos de procedência duvidosa (preparados sem condições mínimas de higiene) e manter na bagagem medicamentos de primeiros socorros para casos de enjoo, febre, vômito e diarreia, prescritos por seu médico habitual. Lembrando de evitar a automedicação que pode levar a uma piora do quadro clínico.

 

Vera Cruz Hospital


Cirurgia de redesignação sexual -- o desafio de tornar o canal vaginal funcional


A cirurgia de redesignação sexual, também conhecida como cirurgia de mudança de sexo, é um marco importante na vida de muitas mulheres trans. Mas, a realidade do pós-operatório muitas vezes esconde desafios que vão além do esperado. 

A fisioterapeuta pélvica Débora Pádua explica que embora a parte estética da cirurgia geralmente alcance resultados satisfatórios, muitas pacientes enfrentam dificuldades em tornar o canal vaginal funcional. A utilização de dilatadores vaginais no pós-operatório é uma etapa fundamental para evitar complicações como estreitamento do canal e cicatrização inadequada, mas a falta de orientação e acompanhamento adequado pode levar ao abandono desse processo. “Sem o uso regular dos dilatadores e fisioterapia pélvica especializada, muitas mulheres trans relatam dores persistentes, dificuldades na cicatrização e, em alguns casos, acabam por não utilizar o canal vaginal para relações sexuais”, explica Débora. 

Casos recentes ilustram as diferenças no acompanhamento pós-cirúrgico entre países. Enquanto em locais como a Tailândia, conhecida por sua expertise em cirurgias de redesignação sexual, as pacientes recebem orientações detalhadas e suporte contínuo no pós-operatório, no Brasil o acompanhamento especializado ainda é escasso. Muitas mulheres trans esperam anos em filas do SUS ou economizam para procedimentos particulares, mas encontram barreiras no acesso a profissionais que saibam conduzir o pós-operatório com eficácia.




Débora Padua - educadora e fisioterapeuta sexual. Graduada pela Universidade de Franca (SP) durante 5 anos fez parte do corpo clínico da Clínica Dr. José Bento de Souza e foi responsável pelo setor de Uroginecológia do Centro Avançado em Urologia de Ribeirão Preto (SP). Hoje atende em consultório particular especializado.

Rua Machado Bittencourt 317 sala 71 - Vila Mariana - São Paulo- SP
Telefone: (11) 3253-6319
www.deborapadua.com.br
www.vaginismo.com.br

 

Saiba tudo sobre viroses em crianças

Foto: Wynitow Butenas/Hospital Pequeno Príncipe
Hospital pediátrico chama atenção de famílias para quadros virais comuns durante o verão


Durante o verão, é bastante comum que a maioria das crianças com febre, diarreia, náuseas e vômitos seja diagnosticada com virose. Para muitos pais e responsáveis, esse diagnóstico pode representar uma incógnita, mas os quadros virais merecem atenção. Se não tratados, os casos podem gerar complicações como desidratação, fraqueza e taquicardia ou até uma condição mais grave. 

Por isso, o infectologista pediátrico Victor Horácio de Souza Costa Júnior, do Pequeno Príncipe, que é o maior e mais completo hospital pediátrico do Brasil, responde às principais dúvidas sobre o tema e dá recomendações de como as famílias podem prevenir os quadros virais nesta época do ano.


O que são viroses?

Viroses são todas as doenças causadas por diferentes vírus, sendo que os mais comuns são os respiratórios, gastrointestinais e os que causam infecções na pele, como o adenovírus, o rotavírus e o vírus sincicial respiratório. “É importante estar atento à presença da febre, pois em quadros virais, quando controlada, a criança em geral fica bem”, explica o infectologista.


Quais são os sintomas?

Os sintomas podem variar conforme o vírus. Em quadros respiratórios, a criança apresenta coriza, tosse seca e febre baixa. Nos quadros gastrointestinais, os sintomas mais comuns são náusea, vômito e diarreia que não tem presença de sangue. Já nos quadros de infecção da pele, os principais sinais são lesões avermelhadas por todo o corpo.


Como ocorre o contágio?

A causa mais frequente das viroses é a contaminação cruzada, ou seja, o contato de uma pessoa saudável com uma pessoa que está com um vírus. Porém o contágio também pode acontecer pela ingestão de água ou alimentos contaminados, assim como pela falta da higienização correta das mãos.


Quais são os tratamentos para virose?

Os tratamentos dos quadros virais variam conforme os sintomas. “Quando o paciente está com febre, por exemplo, o pediatra vai indicar um medicamento para controlar a febre, assim como nos casos de vômito, dores e tosse. Quando não conseguir controlar esses sintomas em casa, o indicado é procurar um pronto-atendimento”, finaliza.


Confira alguns cuidados para evitar os quadros de viroses:

- manter uma alimentação saudável e consumir alimentos de boa procedência;

- beber água filtrada;

- evitar ambientes fechados;

- deixar a carteira de vacinação em dia;

- não ter contato com pessoas doentes;

- praticar atividades físicas.


Seconci-SP: uso correto de protetores auriculares evita perda auditiva

Diagnóstico precoce e exames de audiometria também são essenciais  

 

Trabalhadores expostos a ruído excessivo nos canteiros de obras, sem a devida proteção auricular, podem apresentar Perda Auditiva Induzida pelo Ruído (Pair). A advertência é de Jane Papandréa, fonoaudióloga do Seconci-SP (Serviço Social da Construção)

De acordo com Jane, a Pair ou Painpse (Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevada) é provocada pela exposição prolongada ao ruído. “Trata-se de perda auditiva neurossensorial, geralmente bilateral. Caracteriza-se pela degeneração das células ciliadas do ouvido interno, para a qual não há tratamento eficaz, nem possibilidade de melhora, mesmo após o afastamento do trabalho. Portanto, é irreversível e progride com o tempo de exposição ao ruído.” 

A fonoaudióloga explica que, no início, a pessoa não percebe essa perda auditiva. Com o tempo, essa perda pode aumentar, assim como podem ocorrer zumbidos, dificuldades no entendimento de fala, intolerância a sons intensos, sensação de audição abafada e dificuldade na localização de fonte sonora. 

“Também podem acontecer sinalizações não-auditivas, como alterações do sono e transtornos neurológicos, transtornos vestibulares (tonturas, vertigens, desequilíbrio, desorientação espacial) e transtornos comportamentais (isolamento social, irritabilidade, depressão)”, afirma.

 

Prevenção 

Jane recomenda que os protetores auriculares (plugs ou abafadores de ruído) sejam sempre utilizados de acordo com as prescrições para os níveis de ruídos medidos correspondentes. Devem ser usados não apenas pelos trabalhadores diretamente envolvidos em atividades de elevada pressão sonora, como por operadores próximos à fonte de ruído. 

“Por exemplo, um pintor que trabalhe próximo a um pedreiro que utiliza maquita também deve utilizar esses EPIs (Equipamentos de Proteção Individual).” 

A fonoaudióloga acrescenta que o diagnóstico precoce da Pair pode evitar o seu agravamento, além de nortear a busca ativa de novos casos no ambiente de trabalho e permitir a adoção de medidas de proteção individual e coletiva, evitando o desencadeamento de mais perdas auditivas em trabalhadores e o agravamento naqueles que já estejam com alguma alteração na audição. 

“É fundamental a conscientização por parte dos trabalhadores, sobre a importância do uso dos plugs ou abafadores, mesmo que eles fiquem pouco tempo expostos a nível excessivo de ruído. De pouco em pouco, o prejuízo futuro à audição pode ser grande. Os trabalhadores devem seguir à risca as recomendações dos técnicos de segurança, que também precisam estar permanentemente atentos a esta questão.” 

Jane lembra que os plugs auriculares devem ser trocados nos prazos preconizados e higienizados diariamente. “Antes de inseri-los, o trabalhador deve ter as mãos limpas.” 

Na Unidade Central do Seconci-SP realizam-se os exames de audiometria, que devem ser feitos na admissão, anualmente e na demissão, de acordo com a Norma Regulamentadora 7 - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO). Quem já apresenta Pair, deve repetir o exame a cada seis meses.

 

Estudo desvenda novo mecanismo biológico por trás da atrofia muscular em pacientes de UTI

Resultados abrem caminho para o desenvolvimento
de novas terapias para minimizar um problema que afeta
até 70% das pessoas internadas na UTI por mais
de uma semana
foto: Parentingupstream/Pixabay
Pesquisadores brasileiros e suecos observaram que acúmulo de zinco nos músculos estimula a expressão de proteínas que degradam o tecido

 

 Pesquisadores do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) e do Karolinska Institutet (KI), da Suécia, relataram pela primeira vez um novo mecanismo associado com a atrofia muscular de pacientes de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Eles identificaram que alterações em genes relacionados ao metabolismo do zinco fazem com que o metal se acumule dentro do músculo esquelético, aumentando a expressão de proteínas ativadas de zinco que contribuem para a degradação do tecido.

Os resultados, publicados recentemente na revista científica Free Radical Biology and Medicine, abrem caminho para o desenvolvimento de novas terapias capazes de minimizar o problema que pode afetar até 70% de todas as pessoas internadas na UTI por mais de uma semana.

Nos últimos 65 anos, as taxas de sobrevivência em UTIs melhoraram significativamente, graças a avanços em tecnologia médica e à adoção de práticas baseadas em evidências. Esses tratamentos, no entanto, estão associados a complicações como a miopatia do doente crítico, caracterizada por atrofia muscular grave e perda da função dos músculos dos membros e do tronco (incluindo o diafragma, o principal músculo inspiratório). A condição, que afeta cerca de 30% dos pacientes que precisam de ventilação mecânica por longos períodos, tem consequências negativas na qualidade de vida do paciente, eleva os custos com assistência médica e aumenta a mortalidade causada por complicações secundárias, como pneumonia.

“A miopatia do doente crítico é uma complicação comum em UTIs modernas e isso se tornou aparente durante a recente pandemia de COVID-19, especialmente em pacientes idosos”, afirma Lars Larsson, diretor do grupo de pesquisa em biologia muscular básica e clínica do KI e orientador do estudo.

Em um trabalho anterior, o mesmo grupo de pesquisadores já havia observado que a perda de miosina – proteína fundamental para a função muscular, que sofre queda em pacientes que ficam imobilizados, fazendo com que o músculo perca massa, poder de contração e geração de força – estava acompanhada da ativação de um transportador de zinco chamado ZIP14 nos músculos das pernas.

Neste estudo, apoiado pela FAPESP, os cientistas analisaram mais a fundo como os níveis de zinco e a atividade de metaloproteinases (MMPs) – enzimas que podem estar diretamente envolvidas na quebra de proteínas contráteis, como a miosina – sofriam alterações em pacientes de UTI. Eles também levaram em conta como a idade pode afetar esses processos, já que pacientes idosos apresentam maior suscetibilidade à atrofia muscular.

Para isso, acompanharam sete pacientes em estado crítico submetidos à ventilação mecânica e realizaram biópsias musculares em diversos momentos ao longo de 12 dias. Os resultados foram comparados a um modelo experimental que utilizou ratos expostos a condições semelhantes de UTI.

“Observamos um acúmulo anormal de zinco dentro do tecido muscular tanto dos pacientes quanto dos animais submetidos a um longo período de ventilação mecânica e imobilização, e esse aumento do metal gerou a ativação de certas MMPs”, explica Fernando Ribeiro, pesquisador do ICB-USP e primeiro autor do trabalho.

“Duas delas, em particular, apresentaram atividade aumentada: a MMP-8 e a MMP-9. Enquanto a primeira ainda não tem, até então, função muscular descrita na literatura científica, já se sabia que a segunda contribuía para a degradação de miosina – porém, não no contexto de UTI, como demonstramos, mas no de insuficiência cardíaca.”

“Isso é de especial interesse, pois uma perda preferencial de miosina é a marca registrada da miopatia do doente crítico”, completa Larsson. “Assim, os resultados desse estudo apontam para um novo mecanismo subjacente à miosina em pacientes de UTI com miopatia do doente crítico.”


Importância e aplicação futura

“É comum que os pacientes com miopatia do doente crítico enfrentem complicações funcionais pós-internação decorrentes da fraqueza muscular e da falta de massa muscular, que comprometem atividades do dia a dia, como caminhar ou carregar sacolas de supermercado, demandando reabilitação física”, diz Ribeiro. “Entender os mecanismos por trás do problema é fundamental para o desenvolvimento de tratamentos capazes não só de retirá-los da dependência de máquinas como também para garantir uma melhor recuperação.”

De acordo com o pesquisador, o objetivo agora é conduzir mais estudos utilizando ferramentas farmacológicas ou genéticas para buscar modular a expressão ou a atividade desses marcadores moleculares específicos e, assim, atenuar ou até mesmo prevenir a degradação de miosina nos músculos esqueléticos.

O estudo também contou com financiamento do Conselho Sueco de Pesquisa Médica, da European Society of Intensive Care Medicine (ESICM), dos Institutos Canadenses de Pesquisa em Saúde, do KI, da Prefeitura de Estocolmo e do Viron Molecular Medicine Institute, localizado nos Estados Unidos.

O artigo The role of zinc and matrix metalloproteinases in myofibrillar protein degradation in critical illness myopathy pode ser lido em: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0891584924005392?via%3Dihub. 



Julia Moióli
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/estudo-desvenda-novo-mecanismo-biologico-por-tras-da-atrofia-muscular-em-pacientes-de-uti/53643


Harmonização peniana pode aumentar até quatro cm de circunferência do pênis

 Dra. Fernanda Porsch fala sobre o procedimento realizado com ácido hialurônico que pode durar dois anos

 

A harmonização peniana vem a cada dia mais se tornando popular. Ela é feita sem cirurgia, cortes, com anestesia local e promete ser indolor. De acordo com a biomédica e referência internacional em harmonização íntima masculina, Dra. Fernanda Porsch, o aumento não interfere na relação sexual e na ereção.

"Muitos pacientes nos relatam maior prazer também no ato sexual, e quem tem ejaculação precoce acaba retardando um pouco", diz ela.

O procedimento dura em torno de 40 minutos a 1 (uma) hora. Já sai do consultório podendo voltar a rotina normalmente. De acordo com Fernanda, o aumento pode durar 2 anos e é só ir fazendo as manutenções anuais.

"Essa manutenção não será igual a primeira aplicação, será em média 30% da quantidade de produto. Um exemplo que gosto de dar é quando você possui um carro novo e anda com frequência, esse seu carro você não vai deixar de cuidar, você faz a troca de óleo, leva na revisão, troca pneu... O nosso procedimento é a mesma coisa, depois de fazer você faz manutenções uma por ano em média”, destaca.

Segundo a especialista, a aplicação de 10ml pode aumentar em média até 4cm, mas varia muito de cada um, da anatomia e do tamanho atual do pênis relaxado. O produto aplicado é o ácido hialurônico.

"O produto é absorvido pelo corpo depois de um tempo, por isso existe a manutenção; e o risco é só de alguns roxinhos por alguns dias depois da aplicação", diz Fernanda, que fala sobre os impeditivos para o impeditivos para o procedimento:

1. Você tem que ser maior de 20 anos de idade (o pênis ainda está em desenvolvimento até os 20 anos!)

2. Fimose! Você não pode ter aquela pele excessiva que tampe totalmente a glande a ponto de você não ficar com a glande exposta

3. Se você já possui algum procedimento permanente no pênis

A manutenção ocorre em média uma vez por ano, ou a cada 15 meses (isso depende muito do paciente). E o valor médio da manutenção é de 30% do valor do procedimento inicial.

Relações sexuais só podem ocorrer após 15 dias.

Dra. Fernanda Porsch revoluciona a estética íntima masculina com método exclusivo

Com presença internacional e resultados comprovados, o Método Porsch devolve confiança e transforma vidas.

O Método Porsch de Harmonização Íntima, desenvolvido pela Dra. Fernanda Porsch, é uma solução inovadora que está redefinindo a autoestima e a confiança de milhares de homens. Realizado por meio da aplicação de ácido hialurônico, um componente biocompatível e 100% reversível caso necessário, o procedimento proporciona ganhos de comprimento e espessura do pênis.

Além disso, é um método seguro, minimamente invasivo e que permite uma rápida recuperação, ideal para quem busca resultados eficientes de maneira segura e sem interrupções prolongadas na rotina. E também pode ser totalmente reversível, caso o paciente queira retirar o produto.

O impacto desse procedimento vai muito além da estética: ele transforma vidas, devolvendo confiança e um bem-estar significativo aos pacientes. Desde o início de sua aplicação, já foram mais de dois mil homens ao redor do mundo que experimentaram os benefícios do método, com resultados que unem naturalidade e personalização.

Atualmente, Dra. Fernanda realiza atendimentos em sua clínica localizada em Itajaí (SC) e oferece consultas mensais em São Paulo. Além disso, sua expertise ultrapassa fronteiras, com atendimentos em Nova York e Miami, consolidando o Método Porsch como referência internacional em estética íntima masculina.

Formação e trajetória de excelência

Com mais de uma década de experiência na área da saúde, Dra. Fernanda Porsch se formou em Biomedicina em 2011, na cidade de Santo Ângelo (RS). Após atuar por quatro anos como coordenadora acadêmica, ela descobriu sua paixão pela estética e decidiu se especializar na área, concluindo a formação em Biomedicina Estética.

Buscando sempre aperfeiçoar seus conhecimentos, Dra. Fernanda realizou uma residência em Medicina Estética pela American Society of Anatomy, na renomada Harvard Medical School, nos Estados Unidos. A partir dessa experiência transformadora, participou de diversos cursos nacionais e internacionais, acumulando expertise que culminou no desenvolvimento do exclusivo Método Porsch de Harmonização Íntima. 

Unindo inovação, ciência e um atendimento personalizado, Dra. Fernanda se destaca como referência no segmento, transformando vidas com seu trabalho e estabelecendo novos padrões na estética íntima masculina.


Aumento de queimaduras por águas-vivas preocupa no litoral gaúch

O Corpo de Bombeiros já contabilizou mais de 18 mil
ocorrências desde o final de dezembro, em contraste com
 5,1 mil registradas no início da temporada anterior.

pixabay

A combinação de temperaturas altas e proliferação de espécies marinhas eleva o número de casos, chegando a 18 mil apenas este ano


O litoral gaúcho registra um aumento expressivo no número de queimaduras causadas por águas-vivas. O Corpo de Bombeiros já contabilizou mais de 18 mil ocorrências desde o final de dezembro, em contraste com 5,1 mil registradas no início da temporada anterior. Esse número alarmante é atribuído, por especialistas, às temperaturas elevadas no oceano e à proliferação dessas espécies marinhas, fenômenos que podem estar associados às mudanças climáticas e ao desequilíbrio ambiental.

As queimaduras de segundo grau, comuns em casos de contato com águas-vivas, causam danos profundos à pele, atingindo tanto a epiderme quanto a derme. Essas lesões frequentemente resultam em bolhas, dores intensas e risco de infecção, exigindo atenção e tratamento imediato.

Nesse cenário, a enfermeira Andrezza Barreto recomenda o uso da Membracel, um produto desenvolvido pela Vuelo Pharma, que tem se destacado como uma solução eficaz para queimaduras de segundo grau, sejam elas de origem biológica ou química, como as provocadas por águas-vivas. “A membrana alivia a dor logo após a aplicação, acelera a regeneração da pele e protege a área exposta, reduzindo significativamente as chances de complicações”, explica Andrezza.

Ela orienta que, ao sofrer uma queimadura, a pessoa deve sair imediatamente da água e lavar a área afetada com água do mar, evitando o uso de água doce, que pode intensificar os sintomas devido à liberação de mais toxinas pelos tentáculos. Em situações que envolvam lesões abertas, como o rompimento de bolhas (o que pode ser necessário), o uso da Membracel é indicado, devendo esse procedimento ser realizado sob a orientação de um profissional de saúde qualificado.

Com a chegada do verão e o aumento do fluxo de pessoas nas praias, autoridades e especialistas reforçam a importância de buscar atendimento médico diante de ferimentos causados por águas-vivas. Isso é fundamental para prevenir reações alérgicas e possíveis complicações decorrentes da absorção de toxinas pela pele. Além disso, campanhas de conscientização sobre primeiros socorros e prevenção podem auxiliar na redução do impacto desses acidentes no litoral.


Impostômetro: arrecadação chega a R$ 100 bi nos primeiros 8 dias de 2025

divulgação 

A economia aquecida e a inflação elevada explicam o ritmo forte da arrecadação de tributos neste início de ano, segundo a ACSP


O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) precisou de apenas oito dias para registrar a marca de R$ 100 bilhões. Esse é o total de tributos arrecadados pelos governos federal, estaduais e municipais do primeiro dia de 2025 até esta quarta-feira, 8/1. 

No ano passado, igual montante foi registrado um dia mais tarde. De acordo com Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP, a diferença representa um aumento de 3,1% na arrecadação no período. O economista diz que esse aumento pode ser explicado por dois fatores: a economia aquecida, que impulsiona o consumo, e a inflação elevada.

Segundo ele, com a expectativa de alta de mais de 3% para o PIB de 2024, a economia deve se manter forte no primeiro trimestre e, consequentemente, vai gerar mais arrecadação de tributos.

Para Ruiz de Gamboa, não há previsões de redução na arrecadação durante o ano de 2025. Apesar de alguns economistas estimarem uma desaceleração econômica, a expectativa é que a inflação continue alta. “A arrecadação vai continuar a crescer mesmo se houver uma desaceleração no consumo", diz.

 

Rebeca Ribeiro
https://dcomercio.com.br/publicacao/s/impostometro-arrecadacao-chega-a-r-100-bi-nos-primeiros-8-dias-de-2025

 

Geração Z redefine prioridades e transforma o mercado de trabalho

A busca por equilíbrio entre vida pessoal e carreira impulsiona mudanças culturais e fortalece o empreendedorismo entre jovens da Geração Z


A busca por equilíbrio entre vida pessoal e profissional tem moldado o perfil da Geração Z, composta por jovens nascidos entre 1995 e 2010, que cresceram em um mundo altamente conectado pela internet e pela tecnologia. Esse contexto tem levado essa geração a redefinir valores e práticas no ambiente corporativo.

De acordo com Alexandre Garcia, à frente dos cursos da área de Gestão e Negócios do Centro Universitário Cesuca, o foco em bem-estar e propósito é reflexo de transformações culturais e sociais observadas ao longo das últimas décadas.

Uma pesquisa recente da plataforma Caju, revelou que 56% dos jovens dessa geração colocam a vida pessoal como prioridade. De acordo com a pesquisa, eles desafiam os padrões tradicionais, que costumavam valorizar longas jornadas de trabalho e pouco tempo com a família. "A Geração Z testemunhou as gerações anteriores sacrificarem o convívio familiar pelo trabalho. Esse contexto os motivou a buscar um modelo de vida que privilegie o bem-estar e o equilíbrio", destaca Alexandre.

Essa mudança de paradigma já impacta profundamente o mercado de trabalho. Para atrair e reter esses talentos, as empresas têm adaptado suas práticas, oferecendo benefícios flexíveis, jornadas reduzidas e ambientes mais descontraídos. "Organizações que investem em inovação, flexibilidade e impacto social têm mais chances de se conectar com os valores dessa geração", acrescenta o professor.

Ao mesmo tempo, o empreendedorismo surge como uma alternativa promissora para muitos jovens. Movidos pelo desejo de liberdade, maior autonomia e ganhos financeiros, a Geração Z enxerga o próprio negócio como uma forma de alcançar esses objetivos.

Porém, Alexandre Garcia alerta: "Embora seja um caminho atraente, o empreendedorismo apresenta desafios, como burocracia, falta de experiência e instabilidade econômica." Para superar esses obstáculos, o docente sugere a implementação de uma educação empreendedora, que aborde temas como finanças, colaboração e soluções para problemas sociais.

"A familiaridade com tecnologia e a busca por propósito tornam a Geração Z apta a prosperar no empreendedorismo. Um ensino voltado a essas competências pode potencializar ainda mais o impacto dessa geração", explica, destacando ainda o perfil que essa geração desafia. “Eles priorizam o bem-estar, rejeitam a subordinação rígida e estão dispostos a empreender em busca de maior liberdade e impacto social”, finaliza.

 

Centro Universitário Cesuca
www.cesuca.edu.br

 

Viagens para 2025 entre Gerações Y e Z

REDE IBIS APRESENTA PESQUISA GLOBAL SOBRE COMO OS JOVENS VIAJARÃO NO FUTURO PRÓXIMO E APONTA BRASIL COMO UM DOS MERCADOS CENTRAIS


A marca ibis, top of mind no segmento de hotéis econômicos e parte do Grupo Accor, lançou o relatório global “Go Get It: Como as Gerações Z/Y viajarão em 2025”. Desenvolvido em parceria com a agência de previsão de tendências Globetrender, o estudo explora os desejos e as intenções de viagem de Millennials (Gen Y) e da Geração Z, destacando dez tendências que devem moldar a maneira como esses públicos explorarão o mundo nos próximos anos.

O relatório reúne dados de 9.000 consumidores em oito mercados globais – Brasil, Reino Unido, Estados Unidos, França, Alemanha, Índia, Austrália e China - e revela que 58% dos entrevistados acreditam que “experiências são melhores do que coisas”. Esse desejo por vivências significativas está transformando o setor de turismo, e ibis lidera o caminho ao incentivar viagens que promovem crescimento pessoal, conexões culturais e um senso de comunidade e combinam acessibilidade e padrão de qualidade, característicos da marca.

Jean-Yves Minet, presidente global das marcas Midscale e Econômicas da Accor, comenta como a rede vem recebendo esse novo perfil de hóspedes: “Acreditamos que viajar vai além de destinos: trata-se de se conectar ativamente com lugares, pessoas e momentos que inspiram e encantam. Nosso papel é atender às intenções dos hóspedes com conveniência, conforto e um excelente serviço, garantindo que cada estadia seja uma experiência memorável. Os viajantes escolhem a rede ibis porque oferecemos o produto certo no local certo, permitindo que eles vivam o melhor das experiências que buscam."


Tendências que definirão as viagens de 2025

  1. Exploradores do TikTok: Destinos que viralizam na rede social ganham destaque, com 17% dos viajantes se inspirando no TikTok e 27% no Instagram.
  2. City Hopping: Viagens que combinam várias cidades em uma única jornada estão em alta, com 26% planejando múltiplas escapadas urbanas
  3. Gig Tripping: Festivais de música e grandes eventos culturais estão guiando a escolha dos destinos, com 48% priorizando experiências únicas.
  4. Tour por estádios: A emoção dos esportes ao vivo atrai 13% da Geração Z/Y, que busca eventos icônicos e visitas a estádios.
  5. Finais de semana prolongados: Com trabalho remoto, 12% planejam combinar lazer e trabalho em 2025, transformando os fins de semana em viagens mais longas.
  6. Conexão de comunidades: Sentimento de pertencimento é importante para 33% dos viajantes, especialmente LGBTQ+, que desejam engajamento além de eventos anuais como Paradas do Orgulho.
  7. Gastro Globetrotting: 92% dos jovens valorizam cenas gastronômicas locais, desde comida de rua a restaurantes renomados.
  8. Viagens em tribo: O desejo por conexões genuínas impulsiona 28% a viajarem em grupo com amigos.
  9. Cenários de séries e filmes: “Set jetting” é a busca por locais de filmagem, tendência que atrai 8% dos jovens viajantes.
  10. Atividades noturnas: A vida noturna vibrante é prioridade para 8%, crescendo para 14% entre os mais jovens (18-24 anos).


O Brasil como protagonista no turismo global

O relatório destaca o posicionamento do Brasil como um dos mercados centrais nas tendências globais de viagem, com um foco crescente em experiências locais e culturais. Além disso, os destinos brasileiros têm grande potencial para atrair viajantes influenciados por redes sociais, festivais vibrantes e uma cena gastronômica diversificada e rica.

Para Jenny Southan, fundadora e CEO da Globetrender, a pesquisa aponta para as tendências que moldarão o futuro das viagens: "Compreender por que as pessoas viajam é tão importante quanto saber para onde elas vão, especialmente quando falamos das Gerações Z e Y, que moldam tendências globais e impactam economias inteiras com suas escolhas."

Confira mais no relatório “Go Get It” e detalhes sobre as tendências de viagem para 2025.

 


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Brasil piora 16% em capacidade de capital humano e pesquisa

Dados levantados pela PALAS mostram gaps para inovação

 

Para que um país seja referência em inovação, é estritamente necessário que haja bons investimentos em educação. No Brasil, porém, isso não é realidade. Segundo um levantamento realizado pela PALAS, consultoria pioneira na ISO de Inovação no Brasil, baseando-se na 17ª edição do Índice Global de Inovação (IGI), nosso país caiu da 49ª posição para a 57ª no segmento de capital humano e pesquisa. Uma queda de 16%. No ranking geral, o Brasil ocupa a 50ª posição.

A pesquisa anual, divulgada pelo WIPO (World Intellectual Property Organization), leva em consideração sete indicadores que são verificados ao estabelecer essa colocação: instituições do país; capital humano e de pesquisa; infraestrutura; sofisticação do mercado; dos negócios; conhecimento de tecnologias e criatividade, em âmbito geral. “A média destas notas elucida quão preparada uma nação está para alavancar seu potencial inovador. No Brasil, infelizmente, ainda temos muito o que evoluir”, ressalta Alexandre Pierro, sócio fundador da PALAS.

Neste segmento de capital humano e pesquisa, um índice crucial que reflete o fomento ao ensino de qualidade de um país e seus investimentos acadêmicos, foram analisados três aspectos: educação, ensino superior e pesquisa e desenvolvimento (P&D). No primeiro, no qual foram medidos os custos com a educação, o tempo de vida que se espera para o ensino primário, e o total de estudantes para quantidade de professores, o Brasil caiu da posição 56 para a 69, representando uma queda bruta de 23%.

Já no aspecto de ensino superior, no qual foram medidos a porcentagem de matrículas, os licenciados em ciências e engenharia e a quantidade de estudantes estrangeiros que estudam naquele país, houve uma queda da posição 85 para a 93, equivalente a 9%. Por fim, no último aspecto, de P&D, foram medidos os pesquisadores, despesas nesta área, investidores empresariais globais em P&D e a classificação das universidades. Apesar de ser a menos impactada dos três, ainda houve uma queda de 6%, saindo da posição 34 para a 36.

As pioras nestes tópicos, segundo Pierro, reflete uma realidade preocupante quanto à soma de conhecimentos, habilidades, criatividade e capacidade de inovação presentes nas pessoas de uma determinada região ou país. “Esses pilares são a força motriz por trás das novas ideias, descobertas e tecnologias. Quanto menores forem essas notas, maior a preocupação e urgência em adotar mecanismos de apoio e incentivo na sociedade. Uma boa opção é a ISO de Inovação”, argumenta.

Reconhecida internacionalmente, a ISO 56001 vem sendo cada vez mais adotada pelas empresas brasileiras. Entre elas, companhias como Atento, Odebrecht, Messer Gases e até Grupo Boticário. “Essa metodologia estrutura toda a gestão do conhecimento para a inovação, permitindo que empresas de todos os portes e segmentos inovem de forma estruturada e contínua. Sem dúvidas, é uma grande oportunidade para o Brasil melhorar não só sua capacidade de capital humano e pesquisa, como seu posicionamento geral no ranking mundial de inovação.”, finaliza Pierro. 



ISO de inovação
www.isodeinovacao.com.br


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