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domingo, 13 de outubro de 2024

Uso excessivo de cosméticos em crianças preocupa dermatologistas

Dermatologistas alertam para os riscos de dermatites e outros
 problemas de pele causados pelo uso inadequado de
cosméticos por crianças .
Crédito: SBD
Especialistas alertam que maquiagem e produtos inadequados podem agravar problemas de pele e causar dermatites em menores; orientação médica é fundamental.

 

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) emitiu um alerta importante sobre os riscos associados ao uso excessivo e inadequado de cosméticos em crianças e adolescentes. Os médicos especialistas afirmam que o uso indiscriminado desses produtos é muitas vezes desnecessário, representando um desperdício de dinheiro e podendo, em alguns casos, agravar problemas de pele, como cravos, acnes e até provocar dermatites mais sérias que podem resultar em queimaduras e manchas em casos mais graves. 

O skincare deve ser adaptado conforme a idade, uma vez que a pele infantil ainda não está totalmente desenvolvida, o que aumenta a vulnerabilidade a irritações e dermatites. Existe maior chance de perda de água e absorção de substâncias, além da imaturidade imunológica. Alterações na barreira cutânea podem levar ao desenvolvimento de dermatites atópica e de contato. 

A Dra. Luanna Caires Portela, presidente da SBD-DF, ressalta que o uso inadequado de produtos cosméticos em jovens tem causado diversos problemas dermatológicos. "O uso excessivo de cosméticos pode levar à piora dos episódios de acne e até mesmo causar dermatites de contato. Temos recebido cada vez mais casos de uso indevido destes por crianças e adolescentes.", explicou a Dra. Luanna. "Existem cosméticos específicos para cada faixa etária, e é fundamental que pais e responsáveis busquem orientação adequada ao escolher produtos.". 

O uso crescente de maquiagens entre meninas a partir dos 4 anos, o que tem levado ao aumento dos casos de dermatite de contato. O ideal é limitar o uso a ocasiões especiais e somente a partir dos 5 anos, sempre com supervisão de um adulto. 

A SBD-DF alerta ainda que o uso de produtos como maquiagens e esmaltes por menores de idade também pode trazer consequências indesejadas. "O uso de maquiagem em excesso piora os quadros de acne e pode causar dermatite periocular, especialmente em adolescentes que seguem rotinas de 'skin care' copiadas de influenciadoras digitais, sem qualquer supervisão médica. Em casos mais extremos, já observamos episódios de mães aplicando alisantes de cabelo em crianças menores de dois anos, o que representa um risco altíssimo para a saúde dos pequenos", afirmou a dermatologista. 

A Dra. Luanna também ressaltou a importância de sempre procurar um dermatologista quando surgirem anormalidades na pele. "É importante que os pais estejam atentos ao que as crianças e adolescentes consomem na internet, principalmente as meninas que, influenciadas por blogueiras, adotam rotinas inadequadas de cuidados com a pele, sem a devida orientação profissional. Produtos inadequados, como alisantes e cosméticos para adultos, podem causar dermatites graves e até queimaduras de primeiro grau.". 

A SBD-DF reforça que é essencial que os responsáveis chequem sempre os rótulos dos produtos utilizados pelas crianças, garantindo que tenham o selo de aprovação da Anvisa, que atesta que o produto não é nocivo à saúde e é adequado para a faixa etária. “Essa verificação evita o uso de substâncias inadequadas e preserva a saúde da pele infantil”, destaca Dra. Luanna. 

Produtos não aprovados podem conter substâncias inadequadas, causando danos à pele e à saúde dos menores. A consulta com um dermatologista deve ser prioridade sempre que houver qualquer alteração na pele. A conscientização é fundamental para evitar problemas dermatológicos e garantir a saúde e o bem-estar dos mais jovens.
 

Dicas para Cuidar da Pele Infantil

  • Banhos Curtos: Evite água quente e o uso excessivo de sabonetes. Prefira produtos suaves, sem fragrância e com pH levemente ácido.
  • Hidratação: Use hidratantes suaves e sem fragrância, especialmente em crianças com pele ressecada.
  • Proteção Solar: A exposição solar deve ser limitada entre 10h e 16h, e o uso de filtro solar com FPS mínimo de 30 é indicado a partir dos 6 meses.

 


Sociedade Brasileira de Dermatologia - DF (SBD-DF)
Onde: SCES trecho 03 conjunto 06 sala 208 Cep: 70.200-003
Instagram: sbddistritofederal
Site: sbddf.org.br
Telefone: (61) 99654-1524


Cirurgia plástica reparadora em crianças e adolescentes: recuperação da autoestima e do bem-estar

Freepik
Acidentes domésticos, cicatrizes da vivência infantil e deformidades congênitas estão entre os principais motivos que podem levar à necessidade do procedimento 

 

De acordo com o último censo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, 6,6% dos procedimentos realizados anualmente no país são em crianças e adolescentes - de um total de 1,7 milhão de operações, mais de 115 mil ocorrem em menores de 18 anos. Os motivos que levam pais e responsáveis a procurarem os cirurgiões plásticos estão ligados principalmente à correção de deformidades adquiridas como consequência de queimaduras, sequelas de acidentes domésticos ou doenças, mordidas de animais, e cicatrizes da vivência infantil, ou questões congênitas, como lábio leporino, fenda palatina e “orelha de abano”. 

Esse tipo de intervenção pode também servir de auxílio no tratamento de problemas psicológicos causados por uma alteração física, que pode estar relacionada a episódios de bullying, baixa autoestima e ansiedade. “É indiscutível que a culpa do bullying sofrido pela criança não é dela, mas sim de quem o realiza. Entretanto, isso pode ter efeitos diretos no desenvolvimento de transtornos psicológicos, que impactam diretamente a interação social e desempenho escolar - grandes fatores de atenção durante a infância”, explica o cirurgião plástico Fabio Nahas, Diretor Científico Internacional da SBCP e Professor da Unifesp. 

Além dos aspectos psicológicos, há também questões relacionadas à saúde física da criança que podem ser beneficiadas com a cirurgia plástica. “Outra preocupação que vai além da estética é o crescimento excessivo das mamas em meninas. Nesse caso, o peso das mamas, desproporcional em relação à altura e peso da jovem, pode resultar em excesso de pressão na coluna, manifestando-se em dores intensas nas costas e prejudicando o brincar, tão importante nessa fase da vida”, afirma o cirurgião plástico.

 

E o SUS? 

No Brasil, é possível realizar esse tipo de tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo e que atende a milhões de brasileiros em diversos serviços, inclusive nas cirurgias plásticas reparadoras. Para isso, é necessária uma indicação médica formal, comprovando que a criança deve passar pela cirurgia por estar com sua saúde física ou psicológica comprometida.

 

Tecnologia como principal aliada 

A segurança das crianças durante qualquer cirurgia é uma das principais preocupações para os pais, que naturalmente questionam se podem estar colocando seus filhos em risco. Fabio Nahas explica que, atualmente, a medicina conta com avanços tecnológicos que oferecem uma segurança ainda maior. “Hoje temos a integração de dispositivos que tornam as cirurgias realmente muito seguras, como o oxímetro de pulso, que monitora o teor de oxigênio no sangue durante o procedimento. Além disso, a capacidade de avaliar os níveis de gás carbônico no sangue e medir as ondas cerebrais do paciente dá ao anestesista a possibilidade valiosa de personalizar a anestesia de acordo com as necessidades específicas de cada um.” 

O controle de complicações e resultados assume, com o auxílio dessas tecnologias, uma posição de prioridade no âmbito da cirurgia plástica, especialmente quando se trata de procedimentos realizados em crianças ou adolescentes. “Desse modo, podemos proporcionar mais tranquilidade e confiança aos pais que optarem por este tipo de tratamento, responsável por desempenhar um papel fundamental na promoção de uma infância mais saudável e feliz”, completa Fabio.


 

Fabio Nahas - um dos cirurgiões plásticos mais renomados do país. Diretor Científico Internacional da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, foi vice-presidente da ISAPS (Sociedade Internacional de Cirurgia Estética) e é especializado em Cirurgia Plástica e Reconstrutora. Fabio Nahas é formado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, com especialização em cirurgia geral e em cirurgia plástica pela USP. Realizou "fellowship" em cirurgia plástica na Universidade do Alabama, em Birmingham, nos Estados Unidos, tem Doutorado pela Faculdade de Medicina da USP e é Livre-Docente pela Unifesp / Escola Paulista de Medicina. Atualmente, se divide entre a clínica particular, na região da Avenida Brasil, em São Paulo, e a vida acadêmica. É Professor Orientador de Teses de Mestrado e Doutorado e Professor da Escola Paulista de Medicina (Unifesp). É também Editor Associado do Aesthetic Plastic Surgery Journal, órgão oficial de publicações científicas da International Society of Plastic Surgery (ISAPS).


Outubro Rosa: cuidados com a pele geram satisfação e reconexão em mulheres, aponta estudo

A dermatologista Dra. Dani Menezes destaca os principais cuidados que podem ser adotados por mulheres que buscam uma recuperação da autoestima em momentos de vulnerabilidade.

 

No Outubro Rosa há um estímulo à reflexão e ao autocuidado, seja relacionado à saúde física ou à saúde mental. Principalmente por meio de cuidados com a pele, as mulheres conseguem lidar melhor com tratamentos intensivos, é o que mostra o estudo “Beyond cancer treatment: dermo-aesthetic and other wellness recommendations for breast cancer patients”, publicado na revista Clinical and Translational Oncology, ao afirmar que a adoção de rotinas de cuidados com a pele gera uma maior satisfação pessoal e uma conexão mais positiva com a imagem corporal. 

Cuidar de si mesma, em especial durante períodos de vulnerabilidade, auxilia não só a manutenção da saúde física, mas também o bem-estar emocional, fator essencial em meio a tratamentos invasivos. Esses momentos de autocuidado permitem que a mulher se reconecte com seu corpo, o que ajuda a aliviar o estresse, a ansiedade e a sensação de perda de controle. 

Dentro deste contexto, a dermatologista da Clínica Áurea, Dra. Dani Menezes, afirma que a manutenção do cuidado com a pele é essencial, principalmente em momentos de instabilidade emocional. Durante o Outubro Rosa, o autocuidado se torna um tema central e a pele é uma das primeiras áreas que merece nossa atenção. As práticas de cuidado com a pele são um reflexo do carinho que oferecemos a nós mesmas, e isso pode ser muito reconfortante, especialmente em períodos de maior vulnerabilidade emocional. Esses cuidados, além da atenção a nossa pele, também têm um impacto positivo no nosso estado emocional, proporcionando pequenos momentos de paz e atenção”. 

A adoção de rotinas de hidratação, massagens e limpeza da pele ajudam a restaurar a sensação de controle sobre o próprio corpo, que muitas vezes é perdida em momentos de dificuldade. Além de melhorar a aparência física, esses cuidados proporcionam um momento de relaxamento, aliviando o estresse e promovendo uma sensação de normalidade e segurança. 

“Mudanças nos hábitos diários, especialmente os cuidados com a pele, podem ter um impacto muito positivo a longo prazo, não apenas na saúde da pele, mas também no bem-estar geral. Quando estabelecemos uma rotina de cuidados, estamos investindo em nossa saúde e em nossa autoestima. Além disso, esses pequenos atos diários de autocuidado – como limpar e hidratar a pele, ou dedicar alguns minutos para fazer uma massagem – também têm um impacto direto na saúde emocional. Eles ajudam a reduzir o estresse, promovem momentos de relaxamento e contribuem para o bem-estar psicológico. No longo prazo, essas práticas de autocuidado se tornam uma parte importante do nosso estilo de vida, ajudando a criar uma rotina mais equilibrada e saudável”, destaca a dermatologista. 

Nesse sentido, a especialista aponta algumas medidas que podem ser adequadas à rotina regular das mulheres, independente de idade ou tipo de pele. “O primeiro passo é a limpeza diária, de manhã e à noite. Usar um limpador suave é fundamental para evitar irritações e manter o equilíbrio da pele. O segundo passo é a hidratação, importante para qualquer tipo de pele. Além disso, o uso do protetor solar deve ser feito todos os dias, sendo crucial para prevenir danos à pele. O quarto passo, para quem pode, é a esfoliação uma ou duas vezes por semana, que ajuda a remover células mortas e a estimular a renovação celular, deixando a pele com um aspecto mais saudável e vibrante, conclui.

 

sábado, 12 de outubro de 2024

SETE BRINCADEIRAS PARA APROVEITAR O DIA DAS CRIANÇAS SEM GASTAR

Especialista sugere sete brincadeiras que estimulam o desenvolvimento infantil. Entenda a importância de cada uma e aprenda como aplicá-las em casa no Dia Das Crianças.

O Dia das Crianças acontece no próximo dia 12 e, mais do que uma oportunidade para dar presentes, a data pode ser o momento perfeito para os pequenos gastarem energia brincando, explorando o mundo à sua volta. É através das brincadeiras que eles testam novas habilidades e aprendem a interagir de maneira saudável com os outros. 

De acordo com o Dr. André Ceballos, brincar diariamente é essencial para o desenvolvimento físico, mental, social e emocional das crianças. Embora muitos ainda vejam as brincadeiras como simples diversão, elas são, na verdade, ferramentas indispensáveis para o aprendizado e a aquisição de habilidades importantes. 

"A primeira infância, marcada por um ritmo acelerado de crescimento e intensa atividade cerebral, é um período importante para o desenvolvimento de habilidades que moldarão o futuro das crianças. Cada estímulo — seja emocional, físico ou lúdico — é um tijolo na construção de competências fundamentais para a vida adulta ", explica. 

Para te ajudar, o especialista destacou sete brincadeiras para fazer nesse dia e sem custo, veja:
 

1: Caixa de tesouros sensorial: Transforme uma caixa em um “tesouro sensorial” , encha a caixa com objetos de diferentes texturas, como esponjas, bolas de borracha e colheres de metal. Deixe a criança explorar esses itens e incentive-a a descrever as sensações que experimenta e sente. “Essa atividade ajuda no desenvolvimento tátil e a habilidade de se expressar de forma descritiva, habilidades essenciais para a comunicação e percepção sensorial”, explica Dr. André.
 

2: Caminho texturizado: Crie um “caminho texturizado” com superfícies variadas como tapete, toalha e papelão, e deixe que a criança ande descalça sobre cada textura. Segundo o médico, esse exercício fortalece a percepção sensorial e a coordenação motora, ajudando a criança a desenvolver equilíbrio e criar uma consciência corporal.
 

3: Pintura com os dedos: Para realizar essa tarefa será necessário utilizar tintas atóxicas para que a criança crie arte com os dedos. Essa atividade pode estimular a criatividade, mas também a coordenação ”olho-mão”. “Pintar com os dedos é uma forma de expressão artística que ajuda a criança a entender melhor sobre as cores e formas, além de melhorar a coordenação motora e ajudar a manter a capacidade de foco”, pontua o especialista.
 

4: Exploração de sons: Para trabalhar a audição e a diferenciação de sons, coloque diferentes objetos em recipientes, como arroz, feijões e papel, e deixe a criança agitar e ouvir sons distintos. Dr. André enfatiza que essa atividade auxilia na capacidade auditiva e na compreensão auditiva, uma vez que reconhecer e diferenciar os sons é importante para a aprendizagem da linguagem e o desenvolvimento de aprendizado.
 

5: Jogo de cheiros: Com pequenos potes contendo aromas variados, como laranja, café e canela, peça para a criança adivinhar os cheiros. Conforme explica o médico, este jogo estimula o olfato e a memória olfativa, ajudando a criança a melhorar suas habilidades de associação e lembrança”, comenta o Dr. André.
 

6: Degustação cega: Ofereça alimentos variados enquanto a criança está de olhos vendados e peça para identificar os sabores. “A degustação cega auxilia a desenvolver o paladar e aumenta a confiança nos outros sentidos, permitindo que a criança se concentre em pistas sensoriais além da visão”, diz o Dr. André. Esta atividade é uma maneira divertida de introduzir novas experiências alimentares e pode acabar ajudando as crianças a se tornarem mais abertas para diferentes sabores e texturas.
 

7: Por fim, massinha caseira: Preparar massinha de modelar caseira ajuda a incentivar a criança a criar formas e figuras. Ela é uma excelente forma de estimular a criatividade e a coordenação motora fina. “Manipular a massinha ajuda a melhorar a destreza manual e a experimentar diferentes texturas, favorecendo a auto expressão e a imaginação” finaliza o especialista.

 

Dr. André Ceballos - Médico neurocirurgião, Ceballos atua como Diretor técnico do Hospital São Francisco, referência no diagnóstico e tratamento de crianças com transtornos do desenvolvimento. O médico tem como missão identificar precocemente condições que possam comprometer o pleno desenvolvimento das crianças, oferecendo intervenções terapêuticas baseadas nas melhores evidências científicas. A atuação do Dr. Ceballos vai além do atendimento clínico e da gestão hospitalar e reconhecendo a importância da informação e da educação para a saúde pública, se dedica a projetos de divulgação e conscientização sobre os marcos do desenvolvimento infantil, com o objetivo de influenciar políticas públicas que beneficiem especialmente as populações mais vulneráveis. Saiba mais em: Link


Dia das crianças: Psicanalista alerta sobre a importância da rotina na vida dos filhos


Dia das crianças chegando e aproveitamos para refletir sobre os melhores hábitos na vida dos pequenos. Rotina na vida dos adultos é a coisa mais comum. Já no universo infantil, a rotina apresenta aspectos bastante positivos. No entanto, para os pais que acreditam que o filho precisa ter tudo o que eles não tiveram, melhor rever o conceito.  

Segundo a psicanalista Andrea Ladislau, as crianças precisam de alguém que os ensine a não maltratar os animais, não contribuir para o crescimento do preconceito, a devolver o brinquedo do amiguinho que pegou num momento de inveja, dentre outras regras de conduta que, quando não apontadas contribuem para a formação da personalidade psicótica/perversa. 

“Precisam de pais presentes e também de rotina: saber onde dormem, o horário das refeições, saber que alguém irá buscá-los após a escola, que em função da separação dos pais a semana ele passará com a mamãe e o final de semana com papai (não necessariamente nessa ordem) e será amado em ambos os contextos. Ou seja, um planejamento normal da vida”, explica. 

Segundo a especialista é muito importante que os pais ou responsáveis compreendam que mais do que luxos e dar tudo à mão para a criança, é preciso ensinar a ser organizado e disciplinado. Ou seja, menciono apenas o necessário para a sobrevivência e formação do caráter, o restante são vantagens que podem ser agregadas com moderação, caso caibam no orçamento familiar. 

“A educação infantil e a disciplina da criança devem estar cercadas por essa presença dos pais em detrimento aos bens materiais e a ausência de carinho, de olhar e escuta. Fato é que, a criança vai à praia de fusca e come pão com mortadela feliz da vida” afirma.

Para Andrea, o adulto, frequentemente fantasia o que agrada a criança e se estressa mantendo vários empregos para bancar isso, cobrindo os seus desejos pessoais e não os da criança que, muitas vezes, só está pedindo rotina e atenção.  

“A criança precisa de uma rotina que transmita segurança, que faça com que ela se sinta amada e desejada e isso ela pode ter morando num casebre ou num castelo.Infelizmente, existe uma ilusão na qual, aos olhos de alguns, criança feliz é criança que tem de tudo, aos olhos de estudiosos do comportamento, criança feliz é criança que tem o necessário (amor, carinho, apoio, segurança) e que possui pais que saibam frustrar em algum momento, afinal a vida frustra. E são essas frustrações que ensinam a conviver, relacionar-se e vencer seus próprios desafios”, explica. 

A psicanalista explica que a nossa bagagem cultural aprendida, pode contribuir de forma muito positiva na construção do adulto saudável e equilibrado.  

“Por exemplo: sabe por que apreciamos um pão francês com manteiga e uma xícara de café pela manhã? Rotina compartilhada na mesa de refeições com a família. Sabe por que ainda insistimos em comer um bolo no dia de nosso aniversário? Rotina que lembra a infância, as festinhas que mamãe fazia, onde ela mesma preparava e recheava o bolo com leite condensado cozido na pressão. Sabe por que cumprimentamos as pessoas? Rotina observada quando saíamos as ruas com nossos pais e avós. Tudo rotina!”, lembra. 

Enfim, hábitos e valores que nos foram transmitidos, os quais levamos pela vida e vamos multiplicando através das gerações, com o intuito de ter nossos queridos pais sempre por perto presencialmente ou na memória. Ou seja, não precisamos reproduzir o que é ruim, se temos convicção que algo nos afetou e marcou nossa vida, vamos evitar levar adiante e comprometer a relação com nossos filhos, amigos e cônjuges.

É preciso fazer uma releitura sem pressa de nossa infância, veremos que somos o que somos porque tivemos base e chão firme sob nossos pés, não porque nos foi oferecido games e roupas de grife. Talvez tivemos acesso ao básico, mas não nos faltou o essencial: carinho, amor, disciplina e, principalmente, rotina. Então, que sejamos os mestres desse aprendizado para nossos filhos e que estes possam se desenvolver de forma saudável, equilibrada e disciplinada”, finaliza.


A Influência das Redes Sociais na Percepção do Corpo

Recentemente, a influência das redes sociais na percepção do corpo entre os jovens tornou-se um tema de preocupação crescente entre especialistas em saúde e estética. O Dr. Hugo Sabath, cirurgião plástico da Clínica Libria, compartilha suas observações e faz um alerta sobre os riscos associados às pressões externas que as redes sociais impõem aos adolescentes. Ele enfatiza a necessidade de maturidade emocional e reflexão cuidadosa antes de optar por qualquer tipo de procedimento estético.


Pressão das Redes Sociais

As redes sociais, como Instagram e TikTok, são plataformas populares entre os adolescentes e jovens adultos. Nesses ambientes digitais, a constante exibição de corpos “perfeitos” e vidas idealizadas cria uma pressão imensa para que os jovens correspondam a padrões de beleza muitas vezes irreais e inatingíveis. Dr. Hugo Sabath aponta que essa exposição constante afeta a autopercepção dos adolescentes, levando muitos a buscar mudanças estéticas prematuras, seja por meio de dietas extremas, tratamentos estéticos ou cirurgias plásticas.

“Os adolescentes estão em uma fase de formação da identidade e têm uma maior suscetibilidade a influências externas”, comenta o cirurgião. “Eles ainda estão descobrindo quem são e, nessa busca, se tornam vulneráveis a padrões de beleza que muitas vezes são frutos de filtros e edições digitais.”

A Decisão por Cirurgias Plásticas em Idades Jovens

Um ponto levantado pelo especialista é que a busca por cirurgias plásticas em idades jovens pode ocorrer sem a devida reflexão sobre os riscos e as consequências. “Se um adolescente está buscando um procedimento apenas para se adequar ao que vê online, é um sinal de alerta”, diz Dr. Sabath. Para ele, o acompanhamento psicológico e o apoio familiar são essenciais para que se entenda as reais motivações por trás desse desejo.

Ele ainda destaca que, no contexto de desenvolvimento físico, os corpos dos adolescentes ainda estão em transformação. Assim, uma intervenção estética precoce pode não só ser desnecessária como também representar riscos à saúde e ao bem-estar futuro.


O Caso de Duda Guedes: Reflexão e Debate

Um exemplo que gerou grande debate recentemente foi o caso da influencer Duda Guedes, namorada de Benício Huck, filho dos apresentadores Luciano Huck e Angélica. Aos 16 anos, Duda decidiu colocar próteses de silicone, e a escolha chamou a atenção do público durante o Rock in Rio. Esse caso gerou polêmica por levantar questões sobre a idade apropriada para se submeter a um procedimento tão invasivo.

Dr. Hugo Sabath pondera que a decisão de Duda ilustra um problema mais amplo: a pressão estética amplificada pelas redes sociais. “Ao observar figuras públicas tão jovens se submetendo a cirurgias plásticas, outros adolescentes podem achar que esse é um caminho necessário para obter aceitação social”, alerta o cirurgião.


A Importância da Maturidade Emocional e Orientação Adequada

Para o Dr. Hugo Sabath, é essencial que os adolescentes e suas famílias considerem não apenas o aspecto físico, mas também a maturidade emocional ao tomar decisões que envolvam intervenções estéticas. Ele recomenda que qualquer decisão nesse sentido seja feita com base em um desejo pessoal autêntico e que traga benefícios à autoestima e ao bem-estar, e não apenas para se enquadrar a um padrão de beleza transitório e superficial.

“O papel dos pais e dos profissionais de saúde é orientar e ajudar a estabelecer limites saudáveis”, explica. “Uma abordagem holística e integrada, envolvendo apoio psicológico e análise criteriosa dos riscos, é fundamental para garantir que essas decisões sejam tomadas com responsabilidade e segurança.”


Conclusão

O fenômeno das redes sociais está transformando a maneira como os adolescentes se veem e influenciando suas decisões estéticas. Casos como o de Duda Guedes são apenas a ponta do iceberg de um problema mais complexo e profundo que envolve padrões de beleza e autoestima.

O Dr. Hugo Sabath enfatiza que é crucial que os adolescentes tenham tempo para amadurecer, desenvolver uma autoimagem saudável e entender que a verdadeira beleza vem da aceitação e valorização de quem são. “Em muitos casos, uma conversa honesta pode evitar escolhas precipitadas e trazer um senso mais profundo de satisfação e confiança”, conclui o cirurgião.

Essas orientações são especialmente relevantes em um momento em que os jovens estão cada vez mais conectados e suscetíveis à influência de opiniões externas. A decisão por procedimentos estéticos deve ser sempre embasada em uma avaliação cuidadosa e personalizada, priorizando a saúde e o bem-estar a longo prazo.

 

Clínica Libria
Dr. Hugo Sabath - CRM - 131199


Estresse ou equilíbrio: o que você está alimentando?

Antes de mais nada…você ainda tá comigo? Já se foram 16 dias e eu sigo aqui religiosamente aparecendo na sua caixa de entrada todos os dias, com conhecimento e ideias de como você pode aplicar ele na sua vida prática. Mais de 15 mil pessoas estão acompanhando de perto essa jornada, isso pra contar apenas as que abrem as mensagens todo dia. Tem emails que recebo dezenas de respostas, mas, esse fim de semana e ontem, minha caixa ficou quase vazia. Você foi pra esbórnia? Chutou o balde? Me conta se você tá aqui ainda, porque hoje o tema é mega importante.

O estresse é um visitante indesejado, mas que muitas vezes a gente deixa entrar e se acomodar. Ele chega devagar, na correria do dia, no peso das responsabilidades, e antes que a gente se dê conta, ele já está controlando nosso corpo e mente. No Dia 16 dos Últimos 100 Dias, vamos falar sobre como você pode, com pequenas escolhas diárias, reduzir o estresse e aumentar seu bem-estar. Porque o estresse não precisa ser o pano de fundo da sua vida, e você tem o poder de mudar essa narrativa.

Quando a gente deixa o estresse dominar, ele afeta o coração, o cérebro e até nossa capacidade de tomar boas decisões. Mas, se você pensar bem, o estresse é como um círculo vicioso: quanto mais você se estressa, mais seu corpo reage mal a ele, aumentando os níveis de cortisol e mantendo você preso em um ciclo de desgaste.

A boa notícia é que o estresse pode ser gerenciado e reduzido com pequenas ações diárias que têm o poder de transformar como você se sente.

O estresse não é só uma emoção passageira; ele literalmente muda seu cérebro. O que pouca gente sabe é que o estresse crônico pode encolher o hipocampo, que é responsável por processos de memória e aprendizado. Isso explica por que, em momentos de muito estresse, você pode ter dificuldades para lembrar até das coisas mais simples. Mas aqui está a parte incrível: o cérebro também pode se recuperar.

Com práticas simples de mindfulness, meditação e respiração consciente, é possível reverter esse processo. Estudos mostram que essas práticas aumentam a neuroplasticidade, ou seja, a capacidade do cérebro de se reorganizar e criar novas conexões. Isso significa que você pode realmente ensinar seu cérebro a responder de forma mais calma e equilibrada diante das pressões diárias.

Aqui estão algumas práticas rápidas que podem fazer uma grande diferença no seu dia:

  1. Respiração Consciente (nem vou falar nada…rs): Em momentos de estresse, a primeira coisa que se altera é a respiração. Quando você respira de forma rápida e superficial, envia sinais de alerta ao cérebro. E na maioria das vezes, um alerta nada a ver, tipo “ai meu Deus esqueci de comprar cartolina pro trabalho da escola das quiança…CUIDADO QUE POSSO MORRER!” Tente, ao contrário, fazer respirações profundas e lentas. Inspire pelo nariz, segure por alguns segundos e exale devagar pela boca. Isso ativa seu sistema nervoso parassimpático, responsável por trazer seu corpo de volta ao equilíbrio.
  2. Mindfulness: Já falamos mil vezes dessa técnica de focar no momento presente, sem julgamentos. Jon Kabat-Zinn desenvolveu o Programa de Redução de Estresse Baseado em Mindfulness (MBSR), que ajuda a desativar o ciclo de estresse simplesmente trazendo a atenção de volta ao aqui e agora. Quando sua mente começar a ruminar sobre problemas ou preocupações futuras, volte à respiração e ao que está acontecendo neste exato momento.

Sabia que, se você está dormindo mal, o estresse tem muito mais chance de aumentar? A falta de sono prejudica o processamento emocional do cérebro e aumenta os níveis de cortisol. Quando dormimos bem, nosso cérebro tem tempo para "limpar" as toxinas acumuladas durante o dia e equilibrar nossas emoções. É por isso que já falamos em outro email que uma boa noite de sono não é luxo, é necessidade.

Matthew Walker, especialista em sono, explica que dormir mal afeta diretamente sua capacidade de lidar com o estresse e de manter a calma em situações difíceis. Um sono reparador ajuda seu corpo e sua mente a se regenerarem e aumenta sua resiliência emocional no dia a dia.

Tá vendo que bonitinho todos os assuntos se costurando numa coisa só? Então péra que tem mais.

Mover o corpo também é uma maneira eficaz de liberar o excesso de energia acumulada pelo estresse. Quando você se exercita, seu cérebro libera endorfinas, que são neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem-estar. Não precisa ser um treino intenso: uma simples caminhada ao ar livre ou alguns minutos de alongamento já podem transformar seu estado emocional e reduzir significativamente os níveis de estresse.

James Clear, em "Hábitos Atômicos", reforça a ideia de que pequenos hábitos diários podem ter um impacto duradouro. Fazer pequenas pausas ao longo do dia para se movimentar é uma forma de gerenciar o estresse antes que ele tome conta.

O que você come também pode influenciar seus níveis de estresse. Uma dieta rica em antioxidantes, como frutas, verduras e grãos integrais, ajuda a combater os radicais livres produzidos em situações de estresse. Por outro lado, uma alimentação rica em alimentos processados e açúcares tende a aumentar o cansaço e a ansiedade, criando mais um ciclo de estresse.

Estudos publicados no Journal of Nutrition mostraram que as pessoas que consomem uma dieta balanceada têm melhor capacidade de regular as emoções e de lidar com situações estressantes. Isso significa que o cuidado com a alimentação não é apenas físico, mas também emocional.

Estamos falando de intencionalidade desde o Dia 1. Viver intencionalmente significa escolher, todos os dias, o que você vai fazer para cuidar de si mesmo e como vai reagir aos desafios. Não é sobre eliminar o estresse da sua vida (como diria o Padre Quevedo, isso non ecziste), mas sobre aprender a escolher como você responde a ele. Quando você faz essa escolha de maneira consciente, está criando uma mentalidade de controle sobre sua energia emocional e física.

Viktor Frankl disse: "Entre o estímulo e a resposta existe um espaço. Nesse espaço está o nosso poder de escolher a nossa resposta. E, na nossa resposta, está o nosso crescimento e a nossa liberdade." O estresse não precisa ser um padrão fixo. Você tem o poder de escolher como quer viver, independente de quão cagadas de arara são as circunstâncias do seu agora.


Desafio do Dia

Hoje, o desafio é intencionalmente escolher uma prática para reduzir o estresse. Pode ser uma técnica de respiração consciente, uma caminhada ao ar livre, ou até alguns minutos de meditação. O importante é fazer isso com presença, sabendo que essa pequena ação está trazendo você de volta ao equilíbrio.

PS1: Reduzir o estresse não é uma batalha de um dia. É sobre construir pequenas práticas diárias que, com o tempo, criam uma base sólida de bem-estar. Tem um tipo de pessoa pra quem nunca dá certo: o tipo que NÃO FAZ o que tem que ser feito (porque acha muito bobo ou simples).

PS2: Para se aprofundar:

Hábitos Atômicos: um Método Fácil e Comprovado de Criar Bons Hábitos e se Livrar dos Maus, James Clear

Em busca de Sentido: Um psicólogo no campo de concentração, Viktor Frankel

PS3: Se você estiver precisando de ajuda na parte da alimentação, indico demais a Liti, que tem cuidado da minha saúde e bem-estar com uma equipe multidisciplinar (nutri, médico e cientista comportamental), receitas fáceis, app, e muito mais. Acabei de saber que hoje está rolando uma promo para assinantes novos, que vão ter até 50% OFF no primeiro mês fazendo o cadastro no site pelo meu link exclusivo. Se estiver na hora de mudar de vida por aí, se joga!


Dia das Crianças: 5 dicas de brincadeiras offline

Especialista explica porque o brincar é uma atividade essencial na infância e dá dicas de como explorar brincadeiras longe das telas

 

Celebrado no dia 12 de outubro, o Dia das Crianças é marcado por programações e festividades que promovem o bem estar dos pequenos. Muito além dos presentes, a data ressalta a importância de olhar para a infância e todas as experiências que esse momento proporciona. O brincar está entre as atividades essenciais para as crianças, que além de diversão, proporciona o desenvolvimento e a aprendizagem. 

 

É por meio das brincadeiras que as crianças criam ferramentas para o desenvolvimento e bem estar. “Sempre é importante reforçarmos aos pais e responsáveis que o brincar para as crianças não é uma atividade meramente lúdica, mas é a forma com que ela vai construindo seu universo, expressa seus sentimentos e dialoga com o mundo a sua volta”, revela Andreia Aparecida de Castro, diretora do Marista Escola Social Ir Lourenço, que atende gratuitamente crianças  e adolescentes gratuitamente na Zona Leste de São Paulo

 

O brincar é a principal atividade da infância

Uma infância cercada de brincadeiras contribui para que a criança se sinta mais segura e pronta para as atividades da sua rotina. O uso de telas, tão presente na sociedade, quando em excesso pode impactar as crianças. Segundo um estudo realizado por pesquisadores Australianos da JAMA Pediatrics, quanto mais tempo a criança fica exposta às telas, menos ela conversa com os pais, o que impacta negativamente o desenvolvimento infantil. 

 

Para a educadora, as telas são ferramentas que estão disponíveis e são parte do presente e futuro, porém é preciso seguir o tempo adequado de exposição para cada faixa etária. “É preciso respeitar o tempo adequado para cada idade, e incluir momentos em que a brincadeira possa ser realizada  com materiais recicláveis, com a mão na massa na cozinha, ou até resgatando brincadeiras antigas. São atividades que enriquecem os momentos familiares, e ainda proporcionam conexões e memórias para toda a vida, ideias fáceis e prontas para serem realizadas neste dia das crianças”, finaliza. 

 

A especialista dá dicas de como estimular atividades offline no Dia das Crianças

 

Escolha a natureza

Os parques e praças são bons lugares para explorar a natureza. Espaços ao ar livre oferecem à criança uma gama de materiais, possibilidades de desafios, interação e invenção que a desafiam a criar, pensar e imaginar brincadeiras e brinquedos sem fim, inimagináveis.

 

Estimule a criatividade

 Se a opção for ficar em casa uma boa dica é estimular a criatividade das crianças. Há várias alternativas que podem ser utilizadas, como um teatro de bonecos feitos de meia, uma pintura em família, dançar com aquela fantasia que foi utilizada no Carnaval, entre outras. Todas essas atividades proporcionam vínculos entre adultos e crianças.

 

Inclua toda a família

Deixe para trás a ideia de que brincar é só para as crianças e aproveite o momento. Um campeonato de jogos de tabuleiro em família ou de jogos esportivos com avós, tios, primos e irmãos podem ser uma boa pedida. “É uma oportunidade de estimular o prazer da brincadeira nos adultos também, fortalecendo as habilidades e a imaginação”, reforça Andreia

 

Valorize a arte

Um passeio em uma peça de teatro infantil ou em uma biblioteca com contação de histórias também são boas ideias para o Dia das Crianças. “Usando a imaginação a criança vai explorando as possibilidades de criação e fortalecendo hábitos que podem potencializar a sua criatividade”, afirma.

 

Resgate brincadeiras antigas

Se você foi aquela criança cheia de energia e disposição, porque não mostrar brincadeiras da sua infância? Mostre como você brincava, quais as regras, com quem você brincava, aproveite o momento para apresentar uma nova brincadeira e ainda relembrar o passado.

 

 

Autoestima e Sexualidade Durante e Após o Tratamento do Câncer de Mama

A sexóloga Natali Gutierrez fala sobre o tema

 

O diagnóstico de câncer de mama impacta profundamente diversos aspectos da vida das mulheres, sendo a autoestima e a sexualidade áreas particularmente sensíveis. Além das implicações físicas trazidas pelo tratamento, como a mastectomia, quimioterapia e radioterapia, há uma carga emocional significativa que pode influenciar a maneira como a mulher se enxerga e se conecta com sua própria sexualidade. Natali Gutierrez, CEO da Dona Coelha e sexóloga, traz um olhar sensível e prático sobre como é possível redescobrir o prazer e fortalecer a intimidade, mesmo em meio a desafios tão complexos. 

Segundo Natali, "a autoestima feminina está diretamente ligada à forma como nos sentimos no nosso corpo e à nossa identidade. O câncer de mama, com suas cicatrizes físicas e emocionais, muitas vezes desafia essa percepção, tornando a redescoberta do prazer e da intimidade uma jornada pessoal. Mas é importante lembrar que essa transformação também pode trazer novas oportunidades para autoconhecimento e conexão com a parceria.


Impactos no Corpo e na Mente

O tratamento do câncer de mama pode causar alterações na sensibilidade corporal, cicatrizes e perda de tecido mamário, o que influencia diretamente na maneira como a mulher se percebe e se relaciona com seu corpo. Natali destaca que "é comum surgirem sentimentos de insegurança e desconexão sexual durante essa fase, e isso afeta tanto a autoestima quanto o relacionamento. No entanto, com paciência, apoio emocional e educação sexual, é possível encontrar novas formas de prazer."


Dicas para Redescobrir o Prazer e Fortalecer a Intimidade

Natali Gutierrez compartilha algumas dicas práticas para mulheres que estão passando ou já passaram pelo tratamento do câncer de mama, com o objetivo de ajudar na reconexão com sua sexualidade e no fortalecimento da intimidade com sua parceria:

1.   Reconhecer suas emoções: É essencial validar os sentimentos que surgem com as mudanças físicas e emocionais. Buscar terapia sexual ou psicológica pode ajudar a processar esses sentimentos e a reconstruir a autoestima.

2.   Redefinir o prazer: O prazer não se limita ao ato sexual. "Explorar outras áreas do corpo, investindo em momentos de intimidade e afeto, pode ser libertador e permitir que a mulher descubra novas formas de sentir prazer", orienta Natali.

3.   Comunicação aberta com a parceria: A comunicação é chave para superar os desafios no relacionamento. Conversar sobre medos, inseguranças e desejos pode ajudar a estabelecer uma nova conexão emocional e física com a parceria

4.   Utilizar acessórios sensuais: "Ferramentas como vibradores ou cosméticos sensuais podem ajudar a explorar a sexualidade de forma divertida e sem pressão, trazendo novas possibilidades de prazer", afirma Natali.

5.   Respeitar o próprio ritmo: Cada mulher tem seu tempo. Não é necessário apressar a reconexão com a sexualidade. "O importante é respeitar seus próprios limites e seguir um caminho que seja confortável para você."


Fortalecendo a Autoestima


O processo de reconstruir a autoestima após o tratamento do câncer de mama pode ser longo, mas é possível. "Aceitar o novo corpo é uma jornada individual, mas cercada de potencial para o crescimento pessoal. O apoio de pessoas queridas e profissionais qualificados pode ser um grande aliado nessa transformação", reforça Natali.


A sexualidade, como aspecto integral da saúde e bem-estar, deve ser encarada com naturalidade e cuidado durante esse processo. Mulheres que lidam com o câncer de mama podem, sim, viver uma vida sexual plena, mesmo diante das mudanças corporais e emocionais, como conclui Natali Gutierrez: "Redescobrir o prazer não é apenas possível, mas pode ser uma oportunidade de vivenciar a sexualidade de uma maneira completamente nova e enriquecedora."

 

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