- A taxa de sobrevida em 5 anos se
aproxima de 100% dos pacientes quando o diagnóstico é feito nos estágios de
câncer Localizado e Localmente Avançado 10
- Médico deve investigar estadiamento
do tumor para entender comportamento da doença e, a partir dele, estabelecer
protocolo a ser seguido
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), para cada
ano do triênio 2023-2025, serão diagnosticados 72 mil novos casos de câncer de
próstata no Brasil. É o câncer mais incidente entre a população que possui
próstata, atrás apenas do câncer de pele não melanoma.[i]
São dados preocupantes que exigem atenção e ações proativas em relação à
prevenção e ao diagnóstico da doença. E é por isso que campanhas de
conscientização se tornam ainda mais relevantes e necessárias.
Com acompanhamento regular é possível diagnosticar a doença
ainda no início e, consequentemente, com o tratamento adequado, conseguir
remissão e até a cura. Mas, infelizmente, a postura de cuidado ativo com a
saúde ainda é atitude rara entre a maioria dos homens, seja pela desinformação
ou persistência de tabus. Por isso é importante expandir a divulgação de
conteúdos educativos e ampliar o conhecimento acerca do câncer de próstata. “O
diagnóstico precoce aumenta muito as chances de cura da doença. Pelo fato de o
câncer de próstata apresentar poucos sintomas nas fases iniciais, a prevenção é
ainda mais importante”, explica Fernando Korkes, médico urologista no Hospital
Israelita Albert Einstein e chefe do Grupo de Uro-Oncologia da FMABC. Segundo o
especialista, detectar a doença precocemente significa que as células tumorais
ainda estão restritas somente à próstata. “Idealmente, o diagnóstico deve ser
realizado antes de que células malignas tenham migrado para gânglios linfáticos
ou para outros órgãos, como os ossos e pulmões”, afirma.
Para Elge Werneck, oncologista clínico do Grupo Oncoclinicas -
unidade Curitiba e membro das sociedades brasileira e americana de oncologia,
descobrir o câncer de próstata cedo é importante porque as terapias tendem a
ser menos agressivas nesses cenários. “Além de menos intensos e duradouros, os
tratamentos proporcionam um ganho maior ainda de qualidade de vida nesta fase”,
explica.
A importância do estadiamento
Quando há o diagnóstico de câncer de próstata em estágios
localizado (onde não há disseminação da doença) ou localmente avançado (o tumor
se disseminou para estruturas próximas ou linfonodos), a taxa de sobrevida em 5
anos é de aproximadamente 100%. Já no estágio metastático (o tumor se
disseminou para outros órgãos, como pulmões, fígado ou ossos) a taxa de
sobrevida em cinco anos foi de 31% dos casos. 10
Após o diagnóstico, alguns fatores vão determinar os próximos
passos e os rumos do tratamento. O mais importante deles é o estadiamento do
câncer[ii].
De acordo com o Urologista Fernando Korkes, o estadiamento é a investigação
realizada depois que a doença é identificada. “Significa prever como a doença
vai se comportar e buscar entender através de exames e avaliações qual a
extensão do câncer de próstata no organismo”, esclarece.
São várias as importâncias do estadiamento, segundo o oncologista
Elge Werneck. “Além de fornecer para o médico um conhecimento robusto sobre o
prognóstico, cada estadiamento demanda um tratamento diferente. Por exemplo,
tratar um câncer de próstata restrito ao órgão é totalmente diferente de tratar
a doença já metastática com extenso acometimento ósseo. Por isso, conhecer a
dimensão do tumor é passo crucial no diagnóstico”.
Em geral, o estadiamento do câncer de próstata é realizado por
meio de exame clínico, exames laboratoriais, ressonância magnética, tomografia,
cintilografia e, eventualmente, PET scan.2
Tratamentos
Com a definição do estadiamento, o paciente poderá receber a
indicação mais adequada de tratamento. Para os quadros em que o tumor é muito
pequeno, de crescimento lento e baixo risco, é possível fazer a chamada
vigilância ativa, conforme explica Fernando Korkes. “Na vigilância ativa,
fazemos um acompanhamento rígido da doença por meio de exames periódicos, sem a
necessidade de intervenção. No entanto, muitos casos da doença em fase inicial podem
ser tratados com a cirurgia para remoção da próstata. Nesse sentido, a
radioterapia também pode ser uma estratégia”, completa.
Já nos cenários mais avançados, o oncologista Elge Werneckt
relata que as terapias com bloqueadores hormonais tendem a ser a primeira
escolha, muitas vezes necessitando da associação com novos anti-andrógenos,
quimioterapias, inibidores de PARP, entre outros. “É interessante pontuar que à
medida que a doença avança, há a tendência de que mais tratamentos sejam
oferecidos em combinação, com o objetivo de interromper o crescimento tumoral”,
ressalta.
Ambos os médicos concordam que os tratamentos
para o câncer de próstata evoluíram muito nas últimas décadas, e seguem
prosperando. “Em razão desse avanço, temos cada vez mais possibilidade de cura
dos pacientes com este diagnóstico. E mais do que isto, para quem não pode ser
curado, temos conseguido prolongar a vida, buscando transformar o câncer em uma
doença crônica. Quem tem a doença já com metástases pode viver bem e com
pouquíssimos ou nenhum sintoma decorrente dos tratamentos”, comemora o
urologista Fernando Korkes.
Para Elge Werneck, as orientações sobre o estilo de vida a ser
adotado após o diagnóstico interferem positivamente no bem-estar do paciente.
“O mais importante é prevenir a doença com hábitos saudáveis. Além disso,
seguir orientações médicas e fazer seus exames periodicamente aumenta as
chances do diagnóstico precoce, e esse passo é fundamental para uma jornada de
tratamento mais tolerável e, consequentemente, para manutenção da qualidade de
vida”, conclui.
Sobre o câncer de próstata
Pessoas com próstata que têm mais de 55 anos, apresentam excesso
de peso e obesidade, estão mais propensas ao câncer de próstata.[iii]
No entanto, cerca de 75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos.[iv] A próstata é uma glândula
que só o homem possui, que se localiza na parte baixa do abdômen e envolve a
porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é
eliminada. A próstata é responsável por produzir parte do sêmen, líquido
espesso que contém os espermatozoides, liberado durante o ato sexual.4
O câncer de próstata é silencioso e assintomático na maioria das
vezes.[v]
Muitos pacientes, quando apresentam sintomas, têm sinais como dificuldade de
urinar, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite[vi]. Na fase avançada, a doença
pode provocar dor óssea, sintomas urinários ou, quando mais grave, infecção
generalizada ou insuficiência renal.[vii]
Vale lembrar que esse ano a Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) incluiu novos medicamentos orais para o tratamento da doença
no rol de cobertura dos planos de saúde, aumentando a gama de opções
terapêuticas disponíveis para os usuários da saúde suplementar.[viii]
Janssen
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[i] BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Instituto Nacional do Câncer José de Alencar Gomes da Silva. Disponível aqui. Acesso em junho/2023.
[ii] Epstein JI, Allsbrook WCJ, Amin MB; Egevad LL. The 2005 International Society Of Urological Pathology (Isup) Consensus Conference On Gleason Grading Of Prostatic Carcinoma. The American Journal Of Surgical Pathology. 2005;29(9):1228–42
[iii] Boletim Epidemiológico 08. Secretaria de Vigilância em Saúde | Ministério da Saúde. Volume 53 | Mar܂2022. Disponível aqui. Acesso em novembro/2022.
[iv] Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Disponível aqui. Acesso em novembro/2022.
[v] Alpajaro SIR, Harris JAK, Evans CP. Non-metastatic castration resistant prostate cancer: a review of current and emerging medical therapies. Prostate Cancer Prostatic Dis. 2018 Aug.
[vi] CDC - Centers For Disease Control and Prevention. Disponível aqui. Acesso em novembro/2022.
[vii]Prostate Cancer UK. Disponível aqui. Acesso em novembro/2022.
[viii] Agência Brasil. Disponível aqui.
10 Instituto Nacional de Câncer Americano (SEER – Surveillance, epidemiology, and end results) em texto livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia. Disponível aqui. Acesso em novembro/2023