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terça-feira, 12 de dezembro de 2023

Verão e calor extremo: saiba como cuidar da saúde dos idosos


População idosa é mais suscetível a quadros de desidratação e insolação; especialista dá dicas de prevenção e cuidados


Estamos nos aproximando do verão e a temperatura elevada é um desafio adicional para a saúde dos idosos, principalmente durante ondas de calor. O envelhecimento do corpo, somado às condições climáticas extremas, exige cuidados especiais para garantir o bem-estar dessa parcela da população.

 

Segundo relatório publicado na revista científica The Lancet, as mortes de idosos relacionadas ao calor aumentaram 85% em 2020, em comparação com as registradas no período de 1990 e 2000.

 

"Os idosos são mais vulneráveis aos efeitos adversos das altas temperaturas devido às mudanças fisiológicas naturais que ocorrem com o envelhecimento. Por isso, é crucial adotar medidas preventivas para evitar complicações relacionadas ao calor, como insolação e desidratação", explica Dra. Fátima Bastos, geriatra do Hospital São Luiz Campinas, no interior paulista.

 

A unidade da Rede D’Or, inaugurada em maio deste ano, conta com o Programa de Longevidade D’Or, uma linha de cuidado multidisciplinar, especializado e individualizado para pacientes a partir de 60 anos, que visa à promoção da saúde e o aumento da qualidade de vida.

 

A especialista destaca que os idosos tem a quantidade de água reduzida no organismo, fator que, somado ao fenômeno da vasodilatação, quando os vasos sanguíneos se dilatam para perder calor, dificulta a manutenção da temperatura corporal.

 

“Os idosos sentem menos sede e consomem menos água, favorecendo quadros de desidratação. Entre as consequências estão ainda pressão mais baixa, distúrbio de comportamento e confusão mental”, alerta a geriatra.

 

Outro ponto de atenção é em relação à exposição ao sol, que ocasiona hipertermia (aumento da temperatura do corpo).

 

“Sem a hidratação adequada o idoso não repõe a água e, depois de um tempo, deixa de produzir suor, que tem como função principal auxiliar no resfriamento da pele. Isso leva a insolação e outros sintomas como tonturas, fraqueza, pressão baixa, confusão mental, agitação, vômitos e câimbras”, destaca Dra. Fátima.

 

Confira algumas dicas de prevenção:

 

- Hidratação: Incentive os idosos a beberem água, sucos e chás, durante todo o dia, mesmo que não sintam sede.

 

- Ambiente: Procure manter a casa arejada e ventilada. Equipamentos como ventiladores, umidificadores e ar-condicionado podem auxiliar.

 

- Exposição solar: Evite ficar exposto ao sol entre 10h e 16h, quando os raios estão mais quentes e intensos. Faça exercícios físicos mais leves e em horários adequados.

 

- Vestuário: A escolha de roupas leves e de cores claras contribui para a regulação térmica. Tecidos naturais como linho e algodão permitem a respiração da pele.  

 

- Alimentação: Opte por refeições leves e balanceadas. "Alimentos frescos, como frutas e vegetais, são especialmente benéficos. Evite refeições pesadas e de difícil digestão", aconselha a especialista.

 

- Atenção aos Sinais de Alerta: É essencial que familiares e cuidadores fiquem atentos e cientes dos sinais de superaquecimento do organismo. "Em casos de mal-estar ou sintomas como tontura, urina mais escura, cansaço, lábios secos, sede excessiva e confusão mental, é importante procurar assistência médica imediatamente", orienta Dra. Fátima.

 

Lembre-se, a prevenção é a chave para preservar a saúde dos idosos durante as ondas de calor. “Pequenos cuidados podem fazer uma grande diferença”, finaliza a geriatra do São Luiz Campinas, maior hospital privado do interior paulista.



Câncer de próstata pode ter causa genética comum ao câncer de mama; entenda

Exames genéticos permitem a investigação de variantes associadas ao aumento de risco para a doença

 

Homens que têm familiares com câncer de mama, entre outros fatores, podem apresentar aumento de risco de desenvolvimento de tumores prostáticos. Variantes em diversos genes que já foram implicados na predisposição hereditária à neoplasia maligna de mama, que é o câncer que causa o maior número de morte de mulheres no Brasil, também podem estar associadas à elevação do risco de tumor maligno da próstata. 

Estima-se que até 10% dos homens com diagnóstico para este tipo de câncer, principalmente os que têm tumores de alto risco ou metastáticos, apresentem variantes clinicamente relevantes (antigamente conhecidas como “mutações”) em genes envolvidos no reparo do DNA. Essas alterações hereditárias podem caracterizar aumento de risco de desenvolvimento de neoplasias e podem ser identificadas em pessoas com outros cânceres, como o de mama. 

Segundo a geneticista do Sabin Diagnóstico e Saúde, Rosenelle Araújo, o histórico da doença na família pode indicar a necessidade de uma investigação genética para predisposição hereditária ao câncer de próstata ou outros tipos. “Variantes em diferentes genes podem estar envolvidas no aumento de risco de desenvolver tumores em diversos órgãos. Vários genes que estão associados a neoplasias de mama, como os ATM, BRCA1, BRCA2 e CHEK2, podem também determinar elevação de risco de desenvolvimento de câncer de próstata.”

 

Câncer colorretal, de ovário e endométrio 

Outro exemplo citado pela especialista é a síndrome de Lynch, uma condição hereditária associada aos cânceres colorretal, de ovário e de endométrio, que também pode aumentar o risco para o desenvolvimento do tumor maligno da próstata.  “As síndromes de predisposição a câncer geralmente são caracterizadas por um perfil de tumores e, muitas vezes, a avaliação da história pessoal e familiar permite direcionar a investigação para algumas hipóteses específicas. Um mesmo gene pode aumentar o risco de desenvolver tipos diferentes de câncer”, informa. 

Ainda conforme a médica, a avaliação completa, por meio de exames de genômica, proporciona benefícios tanto para os pacientes quanto para os familiares. “Compreender as bases moleculares e genéticas de neoplasias pode contribuir para a prevenção, diagnóstico precoce e tratamento personalizado, além de auxiliar no acompanhamento dos familiares”, esclarece a especialista, acrescentando que a herança genética sempre foi um componente fundamental na avaliação do risco de desenvolver certas condições de saúde. 

Por isso, ela orienta que é importante que os pacientes informem aos médicos sobre qualquer histórico de câncer na família, durante as consultas de rotina, para que os profissionais possam avaliar a indicação de investigações adicionais. 

“O diagnóstico de uma síndrome de predisposição genética para o câncer pode influenciar diretamente as recomendações de rastreamento ao longo da vida. Esse direcionamento específico pode aumentar as chances de detecção precoce de possíveis tumores, um fator fundamental na eficácia do tratamento”, afirma a geneticista. 

Rosenelle ainda recomenda que a investigação genética comece, sempre que possível, por quem já foi diagnosticado com a doença: “Ao iniciarmos a investigação por quem não teve um diagnóstico pessoal de câncer, podemos receber um resultado não informativo. Também é necessário levar em consideração que a maioria das pessoas que recebem diagnóstico de câncer não tem uma síndrome de predisposição hereditária a neoplasias”.  

A médica destaca que, independentemente da relação familiar ou predisposição genética, as recomendações de hábitos saudáveis devem ser seguidas por todos. “O câncer é uma condição de causa multifatorial e os fatores genéticos são uma parte da equação. Portanto, evitar o tabagismo e o consumo de álcool, praticar atividade física regularmente e manter uma dieta saudável são medidas importantes de prevenção”, reforça. 



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Ginecologia regenerativa é uma das opções para tratamentos na menopausa

 

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Mulheres com ressecamento vaginal podem optar por esse procedimento

 

A ginecologia regenerativa é utilizada na reparação dos tecidos do sistema reprodutivo feminino para recuperar as funções da vagina e da bexiga. Essa abordagem busca utilizar técnicas e terapias para tratar condições ginecológicas, melhorar a saúde sexual e promover o bem-estar das mulheres. 

De acordo com dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), no período de 2018 a 2019, o Brasil registrou a realização de mais de 30 mil procedimentos desse tipo, superando os Estados Unidos em 18 mil intervenções, conforme a classificação global. 

Segundo a ginecologista Dra. Rita de Cássia Piscopo, médica associada à Associação Mulher, Ciência e Reprodução Humana do Brasil (AMCR), o tratamento não hormonal é indicado para mulheres na menopausa, que não podem fazer tratamentos com hormônios : “Esse procedimento é utilizado, por exemplo, quando a mulher tem ressecamento vaginal”, diz. 

O ressecamento vaginal provoca dores, desconfortos na hora de ter relações sexuais, coceiras, ardências, diminuição na elasticidades e escape de urina. Ele não está limitado à menopausa; outras condições como o estresse, certos medicamentos, tratamentos de câncer, amamentação e alterações hormonais, podem contribuir para esse sintoma. 

No caso da menopausa, a Dra. explica que a vagina ressaca por conta da redução na produção de estrogênio e que os tratamentos são focados na volta da funcionalidade que apresentam quando mais jovens, e que podem ser feitos através de energias. 

“As principais formas de tratamento são feitas por meio de lasers de CO², ultrassom microfocado, radiofrequência ‘não ablativa’ e a radiofrequência ‘ablativa’, através de um aparelho chamado Fraxx, o qual leva uma corrente de energia até as paredes da vagina”, comenta Dra. Rita. “A energia entra na mucosa e vai fazer com que os vasos se regenerem e aquele tecido volte a ter lubrificação”, acrescenta. 

O tratamento de Laser CO² é um método utilizado há mais de uma década, já o de radiofrequência é mais novo e um pouco mais simples do que o laser. De acordo com estudos recentes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), não há diferenças no resultado de ambos. 

“Ambas as terapias trazem a mesma eficiência e podem ser aplicadas. O Laser é mais caro, devido a tecnologia do equipamento, já a radiofrequência atinge um valor de custo menor, o que abrange um número maior de mulheres, dadas as condições financeiras de cada uma”, finaliza a ginecologista da AMCR.
  

AMCR – Associação Mulher, Ciência e Reprodução Humana do Brasil
Para saber mais informações, acesse o site.


SENTE MUITA DOR PÓS TREINO? DESCUBRA COMO DIFERENCIAR ENTRE O COMUM, E UMA LESÃO

 

Imagem ilustrativa. Créditos: Freepik

Fisioterapeuta explica se é apenas uma dor muscular ou aviso de lesão, entenda.

 

Distender um músculo durante uma corrida ou sentir o impacto no cotovelo durante uma partida de vôlei são cenários em que as lesões se evidenciam imediatamente. Nesses casos, a dor é prontamente percebida, e a causa, assim como sinais visíveis, como inchaço ou hematomas, podem ser identificados de forma clara. No entanto, quando um desconforto inesperado se manifesta na coxa, antebraço e ombros, torna-se difícil distinguir entre uma lesão e a dor considerada "normal" após um treino. 

De acordo com Bernardo Sampaio, fisioterapeuta e diretor clínico do Instituto ITC Vertebral, de Guarulhos, a dor após um treino intenso pode ser apenas muscular em alguns casos, mas em outros, pode ser um alerta para uma lesão causada por sobrecarga.
 

Mas afinal, como diferenciar? 

Segundo Sampaio, a dor muscular pós-treino, também conhecida como dor muscular de início tardio (DMIT), geralmente se manifesta gradualmente, atingindo seu auge 24 a 48 horas após o exercício intenso, predominantemente nos músculos trabalhados durante o treino. 

Além disso, é comum experimentar, nos dias seguintes ao início de uma nova prática esportiva, alterações na rotina de treinos ou aumento na intensidade dos exercícios, uma sensação progressiva de dor muscular, rigidez e até queimação, indicando a resposta normal do corpo ao esforço físico. 

"Diferentemente da dor causada por lesões, que frequentemente se intensifica com o movimento, a dor muscular pós-treino tende a diminuir com atividades leves. Isso sugere que os músculos estão se recuperando e respondendo positivamente ao esforço anteriormente aplicado", explica Sampaio.
 

E quando pode ser uma lesão? 

Por outro lado, a fisioterapeuta destaca que os sinais de lesão merecem atenção, especialmente se a dor persistir além de 24 a 72 horas após o exercício e se tornar insuportável. "Dores agudas e súbitas durante o exercício, inchaço visível, inflamação e limitações nas atividades diárias podem indicar que algo está errado", esclarece. 

"Identificar esses sinais a tempo pode evitar complicações mais graves, pois lesões não tratadas podem resultar em complicações crônicas e prolongadas, impactando negativamente a qualidade de vida e a continuidade da prática esportiva” , complementa. 

Bernardo Sampaio enfatiza ainda que, se houver dúvidas sobre a natureza da dor, é importante procurar a orientação de um profissional de saúde. "A autoconsciência e a escuta atenta ao corpo são essenciais. Se a dor persistir ou parecer fora do comum, é recomendável consultar um fisioterapeuta, médico ou profissional de saúde qualificado para uma avaliação adequada”, finaliza. 



Bernardo Sampaio - Fisioterapeuta pela PUC Campinas, possui especialização e aprimoramento pela Santa Casa de São Paulo e é mestrando em Ciências da Saúde pela mesma instituição. Atua como professor universitário em cursos de pós-graduação na área de fisioterapia músculo esquelética e é Diretor Clínico do Centro Especializado em Movimento (CEM), ITC Vertebral e Instituto Trata, de Guarulhos.


Auriculoterapia pode tratar e até diagnosticar doenças

A terapia em pontos nas orelhas pode revelar e tratar problemas coronarianos, de memória e os mais variados desequilíbrios físicos e emocionais

 

Para Medicina Tradicional Chinesa (MTC), as orelhas são uma espécie de micromapa do organismo, em que cada região anatômica representa uma parte do corpo humano. Por meio de estímulos auriculares pode se tratar os mais variados problemas de saúde física, mental e emocional, aplicando técnicas de acupuntura, e até diagnosticar doenças. 

Assim como a acupuntura, a auriculoterapia tem como objetivo equilibrar as funções do organismo, estimulando o fluxo de energia ativando os chamados pontos reflexos com aplicações de agulhas, sementes ou fixando pequenas pastilhas de silício, também conhecidas como Stiper. 

Combinada com acupuntura, a auriculoterapia aumenta o estímulo no organismo, melhorando a resposta do paciente ao tratamento. A técnica otimiza a terapia para dores crônicas, como fibromialgia, enxaqueca, artrite e artrose. Ainda na parte física, ajuda no emagrecimento, superar vícios, controlar alergias, tratar das disfunções renais, hepática, cardíacas, respiratórias e digestivas. 

A combinação de técnicas é ainda indicada para tratar de doenças emocionais, como depressão, insônia, ansiedade, Síndrome do Pânico, entre outros. E na parte estética, auxilia na drenagem linfática, no combate à flacidez, minimiza as rugas e previne o envelhecimento precoce.

 

Poder do silício – Há casos em que a estimulação na orelha é mais eficaz e rápida do que a acupuntura sistêmica, observa Roselaine Oliveira, acupunturista e especialista em auriculoterapia. Ela cita entre os exemplos a redução e controle da pressão arterial, dores na coluna, torcicolo e psoríase.    

Entre as técnicas utilizadas para tratamento, a terapeuta destaca as aplicações de pastilhas de silício da Stiper, conhecida como ‘stiperterapia’, que substituem com vantagem as sementes. Além de perecíveis, as sementes causam desconforto e até pequenos ferimentos, que interferem nas condições do paciente. Já as pastilhas de Stiper podem ser usadas com segurança e não exercem pressão, muitas vezes dolorida. “Os cristais de quartzo têm como característica a capacidade de modular a frequência energética, estimulando a circulação na região correspondente à disfunção e sem causar dor”, afirma Roselaine.

 

O que as orelhas revelam - Na Auriculoterapia Avaliativa todo o desequilíbrio do paciente e a evolução do tratamento são acompanhados observando as alterações refletidas nas orelhas. A orelha é um microssistema que tem correspondência com todo corpo através de regiões e pontos reflexos representados estrategicamente na orelha em forma de um feto invertido. 

“O lóbulo é uma região de pontos reflexos da face e cabeça, mas no diagnóstico a avaliação vai muito além de observar as alterações desses pontos”, afirma Roselaine. O tamanho dessa região anatômica, revela a constituição genética herdada dos pais (quanto maior o lóbulo, melhor é a herança genética), os sulcos e a firmeza dos lóbulos, entre outros aspectos, também trazem informações importantes. 

A especialista explica que cada área dos sulcos, que cortam o lóbulo, traz informações diferentes. “Alterações no Sulco das Coronárias indica doenças cardiovasculares. Sinais no Sulco do Tinnitus apontam disfunção no ouvido e outras alterações auditivas, como zumbido. E marcas no Sulco do Psiquismo são indícios de problemas relacionados à memória, como dificuldade de concentração e até mesmo Alzheimer”, cita Roselaine. 

A aparência do lóbulo, por sua vez, revela a qualidade do QI do Rim, ligado à vitalidade. “Com o envelhecimento, o lóbulo se torna cada vez mais flácido. No entanto, em muitos casos é possível observar esse processo acontecendo de uma forma precoce”. 

A especialista está utilizando máscara de silício da Stiper para melhorar o aspecto das orelhas, minimizar os sulcos e rugas, eliminar cravos superficiais, reduzir as manchas, e dessa forma, preparar o pavilhão auricular para aplicação dos pontos já com um impulso inicial do tratamento. A aplicação ainda está em fase experimental, mas de acordo com Roselaine, já apresentou excelentes resultados. O cosmético ativa a circulação proporcionando uma cor uniforme do pavilhão auricular com esse resultado, verificamos uma melhora do aspecto geral do pavilhão auricular e consequentemente no organismo”, descreve.   

Tanto as pastilhas como a máscara de silício podem ser usadas inclusive por crianças, sendo contraindicadas para pessoas que têm ferimentos na orelha.

 

Roselaine Oliveira – Especialista em Medicina Tradicional Chinesa tem mais de 12 anos de experiência em auriculoterapia. Fascinada pela técnica, a terapeuta fez cursos no Brasil e exterior até se tornar uma pesquisadora e desenvolver o método da Auriculoterapia Avaliativa, evoluindo e modernizando uma técnica usada há milênios pelos chineses para diagnosticar as mais variadas patologias e disfunções do corpo humano, bem como desequilíbrio emocional, por meio da avaliação minuciosa dos sinais, cores e alterações no pavilhão auricular. Atualmente, Roselaine ministra cursos e palestras sobre o método que já chegou em 12 países, através da formação profissional online. Saiba mais clicando no site.


Stiper
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É possível ter qualidade de vida após um diagnóstico de câncer?

Como proporcionar bem-estar aos pacientes 

 

O olhar do médico oncologista para o seu paciente não pode se resumir à doença que ele apresenta. O acolhimento precisa não só melhorar a saúde, mas também a sua qualidade de vida. O termo “qualidade de vida” envolve um conjunto de fatores que inclui a saúde física e mental, independência para fazer tarefas cotidianas e características ambientais e sociais. 

Diversos estudos já demonstraram que pacientes com maior suporte familiar apresentaram melhor qualidade de vida que os demais. O paciente precisa sentir que a outra pessoa está pensando nele, fazendo de tudo para deixá-lo confortável, percebendo o que o afeta. Além do suporte familiar, algumas atitudes do médico durante o atendimento podem auxiliar o paciente de forma importante, um tratamento individualizado e humanizado contribui para que o paciente sinta que tem mais apoio.

Alguns efeitos colaterais do tratamento afetam a qualidade de vida do paciente. A fadiga é relatada por até 65% dos pacientes em algum momento do tratamento, até mesmo algum tempo depois. Ela é consequência das alterações no metabolismo muscular e distúrbio do ritmo circadiano. A perda de peso é outro efeito que afeta não só a qualidade de vida como também pode trazer risco de complicações. Nesse caso, os cuidados com a nutrição dos pacientes precisam estar relacionados à identificação precoce dos pacientes em risco. Por fim, a neuropatia periférica, condição que afeta os nervos periféricos, é um dos problemas mais comuns em pacientes que recebem quimioterapia. Os sintomas podem incluir dor, formigamento, dormência e aumento da sensibilidade à temperatura. 

A atenção à qualidade de vida significa, além do atendimento, a indicação de medicação e de métodos alternativos, como o exercício físico e acupuntura, mas também o acompanhamento após o tratamento. É importante identificar esses sintomas pois a ação do médico para melhorá-los irá afetar a vida do paciente de forma positiva.

Para certos tipos de tumores, que evoluem devagar ou foram descobertos em fase inicial, há cada vez mais recursos para alcançar a cura. Porém, quando isso não é possível, o foco deve ser fazer com que a pessoa viva bem pelo maior tempo possível. Alguns hábitos podem melhorar o prognóstico de tratamento e a qualidade de vida de pacientes com câncer: controle do peso, dieta saudável, atividade física e apoio psicológico.

Apesar de a medicina ainda não deter a capacidade de cura de todas as doenças, ela vem registrando muitos progressos rápidos e revolucionários. A medicina personalizada, por exemplo, faz uso dos avanços da ciência, por exemplo nas áreas de genética e bioinformática.  O seu alvo principal é a área do câncer, na qual várias alterações genéticas já foram identificadas como causadoras da doença, permitindo um tratamento preciso. O mesmo tratamento oncológico não serve mais para todos. O câncer é muito mais complexo do que se imaginava. Há diferenças marcantes dos mesmos tipos de tumor entre os pacientes. São como “digitais”, específicas para cada indivíduo. 

Com a medicina personalizada, ou de precisão, os indivíduos são tratados como únicos, o tratamento se ajusta ao paciente, trazendo uma gama de benefícios. Por exemplo, numa abordagem de prevenção, ela permite investigar a susceptibilidade a determinadas patologias, mesmo antes de se manifestarem clinicamente, possibilitando um acompanhamento e até a sua prevenção. Já na questão de tratamentos, a medicina de precisão indica uma escolha de tratamento que tenha maiores chances de resultado, uma vez que é personalizada. Além disso, a medicina de precisão promove o desenvolvimento de tratamentos alternativos personalizados para indivíduos que não responderiam aos tratamentos convencionais.  

Dentre as novas terapias que estão revolucionando a medicina está o Teste Onco-PDO, desenvolvido pela Invitrocue Brasil. Trata-se de um cultivo celular tridimensional, que melhor reflete in vitro as condições observadas in vivo do seu tumor de origem. O Teste Onco-PDO leva em conta que cada paciente é único, e isso ajuda o médico a traçar a melhor escolha para aquele paciente específico. Alguns tumores mostram-se resistentes a certos medicamentos e saber previamente as respostas das células tumorais do paciente aos diferentes tratamentos em laboratório contribui para a tomada de decisão dos médicos oncologistas. O benefício é que o Teste Onco-PDO permite verificar especificamente o efeito de diversos medicamentos no tumor do paciente e trabalhar diretamente com as células vivas que formam o câncer em cada caso. O teste é especialmente indicado para pacientes em estágio avançado, para aqueles em que se observou o retorno do crescimento do tumor após a primeira linha de tratamento, mas pode ser realizado nos demais estágios também. 

Disponível no Brasil para câncer de mama, pulmão, colorretal, pancreático, gástrico, próstata e ovário, o Teste Onco-PDO permite que o médico escolha 8 de 60 drogas para testagem e o resultado demonstra como as células responderam em laboratório. O relatório, gerado em até 21 dias, fornece informações de como os organoides derivados do paciente reagiram aos diferentes tratamentos testados. O Teste Onco-PDO está disponível para coletas em todo o Brasil. Para mais informações, consulte a Invitrocue Brasil.

  

Invitrocue Brasil iniciou
 
www.invitrocuebrasil.com.br 


COVID longa em crianças: o que é e quais os riscos?

Divulgação
Sociedade de Pediatria do RS alerta para sintomas persistente após COVID-19 em crianças 

 

A condição conhecida como COVID Longa ou Condição Pós COVID foi confirmada por vários estudos em todo o mundo e, mais tarde, relatada em crianças. Ocorre em jovens com histórico de Infecção por SARS-CoV-2, com pelo menos um sintoma físico persistente por um período mínimo de 12 semanas após o teste inicial desde que não seja explicado por um diagnóstico alternativo. Os sintomas têm impacto no funcionamento diário, podem continuar ou desenvolver-se após a infecção por COVID, pode flutuar ou recair ao longo do tempo. O teste positivo para COVID-19 referido nesta definição pode ser um teste de antígeno, um teste PCR ou um teste de anticorpo.

Um estudo realizado na Dinamarca, denominado LongCOVIDKidsDK, revelou que crianças com menos de 3 anos diagnosticadas com COVID-19 apresentaram sintomas de COVID longa ou Condição Pós COVID, uma condição que persiste por mais de 2 meses. Conforme a pesquisa que contou com 10997 crianças num período de quase 2 anos, aproximadamente 31,2% das crianças nessa faixa etária desenvolveram sintomas duradouros, que incluem distúrbios do humor, dor de estômago, tosse e perda de apetite. Além disso, foram avaliadas outras faixas etárias, mostrando que 26,5% das crianças de 4 a 11 anos e 32,5% das crianças de 12 a 14 anos apresentaram sintomas persistentes.

“Sintomas comuns de COVID longa nessas faixas etárias incluíram cansaço, distúrbios do humor, dificuldades de concentração, erupções cutâneas, fadiga, insônia e problemas de memória. Estes resultados são preocupantes e destacam a importância de monitorar de perto as crianças infectadas com o SARS-CoV-2, independentemente da gravidade da doença inicial”, afirma o médico infecto-pediatra Fabrizio Motta

Diante dessa situação, a SPRS orienta os pais a ficarem atentos aos sinais de COVID longa em seus filhos e, caso percebam qualquer sintoma persistente, buscarem a avaliação e orientação de um médico pediatra. Além disso, é essencial que os pais sigam rigorosamente o calendário vacinal de suas crianças, mesmo diante dos efeitos prolongados da doença, pois a imunização é uma medida importante para prevenir complicações e proteger a saúde dos pequenos.


Estudo

Outras publicação atual no Frontiers for Young Mind de 02 novembro deste ano do pesquisador italiano Danilo Buonsenso que estuda a fundo essa condição, traz um guia ilustrativo que pode ser utilizado para orientação aos pais e pacientes. O mesmo pesquisador publicou uma excelente revisão "Diagnosis and management of post-COVID (Long COVID) in children: a moving target no Curr Opin Pediatr 2023 Apr 1;35(2):184-192)". (documento pode ser conferido anexo).

 

 

Marcelo Matusiak

 

Por que os adolescentes são os mais afetados pela escoliose?

A escoliose pode parecer um problema de saúde mais associado a adultos, mas existem muitos adolescentes que também são diagnosticados com esta patologia, a qual, caso não seja tratada em tempo hábil, pode se agravar e trazer maiores problemas de saúde para os jovens. Muitos hábitos são capazes de contribuir para uma piora desta dor nesta faixa etária, os quais precisam ser claramente compreendidos para evitar este aparecimento ou, caso venha a ser diagnosticado, consiga ser rapidamente tratado para assegurar uma boa qualidade de vida ao paciente.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) identificaram que mais de 50 milhões de pessoas ao redor do mundo sofrem com a escoliose. Por mais que seu surgimento e evolução variem conforme a tipologia desta curvatura identificada, é fato que certos comportamentos diários podem agravar esta dor e, em alguns casos, exigir procedimentos cirúrgicos para sua correção.

Nos mais jovens, o sedentarismo decorrente do maior tempo frente às telas se mostra, hoje, como um dos fatores mais prejudiciais a esse diagnóstico – principalmente, devido à excessividade de horas que passam utilizando seus aparelhos eletrônicos. Em um estudo feito pela Common Sense Media, como prova disso, foi constatado que os adolescentes verificavam seus telefones, em média, mais de 100 vezes por dia, uma quantia realmente preocupante que impacta a realização de atividades físicas e que pode desenvolver outros problemas decorrentes como a obesidade e a inevitável piora da dor na coluna.

Na falta destes cuidados com a saúde, a escoliose idiopática é a tipologia que mais costuma ser diagnosticada nos pacientes que relatam os sintomas deste problema. De acordo com a OMS, este problema acomete cerca de 3% da população mundial, apresentando características e níveis de evolução variados, apesar de sua causa concreta ainda não ser conhecida na medicina, costuma aparecer entre os 10 e 16 anos, mesmo existindo casos precoces.

Além dela, existem também a escoliose congênita, a qual pode ser diagnosticada intraútero e que ocorre quando a criança nasce com má formação nas vértebras; e a escoliose neuromuscular, secundária a doenças neuromusculares como paralisia cerebral e mielomeningocele, por exemplo, e que pode ser diagnosticado durante o primeiro estirão do crescimento, até os cinco anos de idade.

Diante desta diversidade de tipologias desta patologia que afetam diversos jovens ao redor do mundo, um dos pontos mais importantes a ser destacado sobre este tema se refere à importância do diagnóstico precoce, de forma que o paciente seja encaminhado ao melhor tratamento conforme seu caso pelo médico especialista. Principalmente, pois este acompanhamento adequado pode evitar muitos casos cirúrgicos, graças aos mecanismos robustos que temos à disposição na medicina atualmente para este problema.

Em casos identificados durante o estirão de desenvolvimento do jovem, o tratamento mais recomendado é o uso do colete 3D – o qual precisa ser vestido usado por, pelo menos, 17 horas diárias para que surta o efeito desejado, retirando apenas ao tomar banho e realizar qualquer tipo de esporte – além da fisioterapia específica para escoliose. Apenas curvaturas com mais que 40-45 graus e curvas progressivas que costumam ser direcionadas para cirurgia, uma vez que evoluem mais do que cinco graus em um período pequeno de quatro meses e, com isso, podem gerar quadros piores de serem tratados.

Quando o tratamento correto for aplicado em tempo hábil, em poucos meses o paciente voltar a realizar suas atividades normalmente, mesmo caso tenha passado pelo procedimento cirúrgico. Contudo, é inegável que este é um processo que pode gerar certos desafios ao jovem, principalmente em âmbito emocional, o que demanda o apoio irrestrito dos pais ao longo deste tempo, para que recebam o suporte necessário e se sintam seguros e confortáveis ao longo dessa jornada.

A escoliose nos adolescentes não precisa ser encarada com preocupação. Existem muitos métodos eficazes para auxiliá-los no tratamento contra este problema, os quais terão sua eficácia elevada caso, no menor sintoma identificado, sejam tratados rapidamente para evitar a piora do quadro e, com isso, o paciente seja direcionado ao melhor caminho para sua qualidade de vida. 



Dr. Carlos Eduardo Barsotti - cirurgião ortopedista formado pela Faculdade de Medicina da USP, Mestre em Ciências da Saúde e Pós-graduado pela Harvard Medical School. Com mais de 19 anos de experiência na área, é um dos poucos profissionais do país a realizar intervenções de alta complexidade, principalmente na correção de escoliose. https://drcarlosbarsotti.com.br/


Cuidados na Gestação: O que é Pré-Eclâmpsia e quais os sintomas da doença?


Pré-Eclâmpsia é o nome dado à doença caracterizada pela hipertensão durante a gravidez. Ela pode ser identificada a partir da 20ª semana de gestação e infelizmente, oferece riscos de morte tanto para a mãe, quanto para o bebê. Por isso, é necessário que as gestantes fiquem atentas aos sintomas da doença e realizem o acompanhamento pré-natal corretamente. 

Há alguns fatores de risco que podem favorecer o desenvolvimento da doença, como por exemplo: primeira gravidez, hipertensão prévia, sobrepeso e obesidade, histórico familiar, idade superior a 40 anos ou gravidez gemelar. Para alertar as mamães, a Ginecologista e Obstetra Dra. Daniela Miyake, elencou abaixo alguns sintomas. Veja:

  • Inchaço nas pernas;
  • Retenção de líquido;
  • Dor de cabeça recorrente;
  • Alterações na visão;
  • Hemorragia;
  • Dor de estômago;

Estes são apenas alguns sintomas da Pré-Eclâmpsia, mas vale ressaltar que cada mulher e cada gestação é única, portanto, tanto o diagnóstico quanto os sintomas e o tratamento, devem ocorrer individualmente, de acordo com as necessidades da paciente e sempre sob prescrição e supervisão médica.

 

Daniela Miyake - médica ginecologista e obstetra, chefe do Centro Obstétrico da Santa Casa de São Paulo.


Diagnosticar e conhecer a fase do câncer de próstata é essencial para definir o tratamento adequado

 - A taxa de sobrevida em 5 anos se aproxima de 100% dos pacientes quando o diagnóstico é feito nos estágios de câncer Localizado e Localmente Avançado 10 


- Médico deve investigar estadiamento do tumor para entender comportamento da doença e, a partir dele, estabelecer protocolo a ser seguido

 

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), para cada ano do triênio 2023-2025, serão diagnosticados 72 mil novos casos de câncer de próstata no Brasil. É o câncer mais incidente entre a população que possui próstata, atrás apenas do câncer de pele não melanoma.[i] São dados preocupantes que exigem atenção e ações proativas em relação à prevenção e ao diagnóstico da doença. E é por isso que campanhas de conscientização se tornam ainda mais relevantes e necessárias. 

Com acompanhamento regular é possível diagnosticar a doença ainda no início e, consequentemente, com o tratamento adequado, conseguir remissão e até a cura. Mas, infelizmente, a postura de cuidado ativo com a saúde ainda é atitude rara entre a maioria dos homens, seja pela desinformação ou persistência de tabus. Por isso é importante expandir a divulgação de conteúdos educativos e ampliar o conhecimento acerca do câncer de próstata. “O diagnóstico precoce aumenta muito as chances de cura da doença. Pelo fato de o câncer de próstata apresentar poucos sintomas nas fases iniciais, a prevenção é ainda mais importante”, explica Fernando Korkes, médico urologista no Hospital Israelita Albert Einstein e chefe do Grupo de Uro-Oncologia da FMABC. Segundo o especialista, detectar a doença precocemente significa que as células tumorais ainda estão restritas somente à próstata. “Idealmente, o diagnóstico deve ser realizado antes de que células malignas tenham migrado para gânglios linfáticos ou para outros órgãos, como os ossos e pulmões”, afirma.

Para Elge Werneck, oncologista clínico do Grupo Oncoclinicas - unidade Curitiba e membro das sociedades brasileira e americana de oncologia, descobrir o câncer de próstata cedo é importante porque as terapias tendem a ser menos agressivas nesses cenários. “Além de menos intensos e duradouros, os tratamentos proporcionam um ganho maior ainda de qualidade de vida nesta fase”, explica.

 

A importância do estadiamento 

Quando há o diagnóstico de câncer de próstata em estágios localizado (onde não há disseminação da doença) ou localmente avançado (o tumor se disseminou para estruturas próximas ou linfonodos), a taxa de sobrevida em 5 anos é de aproximadamente 100%. Já no estágio metastático (o tumor se disseminou para outros órgãos, como pulmões, fígado ou ossos) a taxa de sobrevida em cinco anos foi de 31% dos casos. 10 

Após o diagnóstico, alguns fatores vão determinar os próximos passos e os rumos do tratamento. O mais importante deles é o estadiamento do câncer[ii]. De acordo com o Urologista Fernando Korkes, o estadiamento é a investigação realizada depois que a doença é identificada. “Significa prever como a doença vai se comportar e buscar entender através de exames e avaliações qual a extensão do câncer de próstata no organismo”, esclarece.

São várias as importâncias do estadiamento, segundo o oncologista Elge Werneck. “Além de fornecer para o médico um conhecimento robusto sobre o prognóstico, cada estadiamento demanda um tratamento diferente. Por exemplo, tratar um câncer de próstata restrito ao órgão é totalmente diferente de tratar a doença já metastática com extenso acometimento ósseo. Por isso, conhecer a dimensão do tumor é passo crucial no diagnóstico”.

Em geral, o estadiamento do câncer de próstata é realizado por meio de exame clínico, exames laboratoriais, ressonância magnética, tomografia, cintilografia e, eventualmente, PET scan.2

 

Tratamentos 

Com a definição do estadiamento, o paciente poderá receber a indicação mais adequada de tratamento. Para os quadros em que o tumor é muito pequeno, de crescimento lento e baixo risco, é possível fazer a chamada vigilância ativa, conforme explica Fernando Korkes. “Na vigilância ativa, fazemos um acompanhamento rígido da doença por meio de exames periódicos, sem a necessidade de intervenção. No entanto, muitos casos da doença em fase inicial podem ser tratados com a cirurgia para remoção da próstata. Nesse sentido, a radioterapia também pode ser uma estratégia”, completa.

Já nos cenários mais avançados, o oncologista Elge Werneckt relata que as terapias com bloqueadores hormonais tendem a ser a primeira escolha, muitas vezes necessitando da associação com novos anti-andrógenos, quimioterapias, inibidores de PARP, entre outros. “É interessante pontuar que à medida que a doença avança, há a tendência de que mais tratamentos sejam oferecidos em combinação, com o objetivo de interromper o crescimento tumoral”, ressalta.

Ambos os médicos concordam que os tratamentos para o câncer de próstata evoluíram muito nas últimas décadas, e seguem prosperando. “Em razão desse avanço, temos cada vez mais possibilidade de cura dos pacientes com este diagnóstico. E mais do que isto, para quem não pode ser curado, temos conseguido prolongar a vida, buscando transformar o câncer em uma doença crônica. Quem tem a doença já com metástases pode viver bem e com pouquíssimos ou nenhum sintoma decorrente dos tratamentos”, comemora o urologista Fernando Korkes.

Para Elge Werneck, as orientações sobre o estilo de vida a ser adotado após o diagnóstico interferem positivamente no bem-estar do paciente. “O mais importante é prevenir a doença com hábitos saudáveis. Além disso, seguir orientações médicas e fazer seus exames periodicamente aumenta as chances do diagnóstico precoce, e esse passo é fundamental para uma jornada de tratamento mais tolerável e, consequentemente, para manutenção da qualidade de vida”, conclui.

 

Sobre o câncer de próstata 

Pessoas com próstata que têm mais de 55 anos, apresentam excesso de peso e obesidade, estão mais propensas ao câncer de próstata.[iii] No entanto, cerca de 75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos.[iv] A próstata é uma glândula que só o homem possui, que se localiza na parte baixa do abdômen e envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada. A próstata é responsável por produzir parte do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozoides, liberado durante o ato sexual.4 

O câncer de próstata é silencioso e assintomático na maioria das vezes.[v] Muitos pacientes, quando apresentam sintomas, têm sinais como dificuldade de urinar, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite[vi]. Na fase avançada, a doença pode provocar dor óssea, sintomas urinários ou, quando mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal.[vii]

Vale lembrar que esse ano a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) incluiu novos medicamentos orais para o tratamento da doença no rol de cobertura dos planos de saúde, aumentando a gama de opções terapêuticas disponíveis para os usuários da saúde suplementar.[viii]   



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[i] BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Instituto Nacional do Câncer José de Alencar Gomes da Silva. Disponível aqui. Acesso em junho/2023.

[ii] Epstein JI, Allsbrook WCJ, Amin MB; Egevad LL. The 2005 International Society Of Urological Pathology (Isup) Consensus Conference On Gleason Grading Of Prostatic Carcinoma. The American Journal Of Surgical Pathology. 2005;29(9):1228–42

[iii] Boletim Epidemiológico 08. Secretaria de Vigilância em Saúde | Ministério da Saúde. Volume 53 | Mar܂2022. Disponível aqui. Acesso em novembro/2022.

[iv] Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Disponível aqui. Acesso em novembro/2022.

[v] Alpajaro SIR, Harris JAK, Evans CP. Non-metastatic castration resistant prostate cancer: a review of current and emerging medical therapies. Prostate Cancer Prostatic Dis. 2018 Aug.

[vi] CDC - Centers For Disease Control and Prevention. Disponível aqui. Acesso em novembro/2022.

[vii]Prostate Cancer UK. Disponível aqui. Acesso em novembro/2022.

[viii] Agência Brasil. Disponível aqui.

10 Instituto Nacional de Câncer Americano (SEER – Surveillance, epidemiology, and end results) em texto livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia. Disponível aqui. Acesso em novembro/2023



Debate dos cigarros eletrônicos deve ser baseado em ciência

Consulta pública sobre a regulamentação dos dispositivos no Brasil tem início esta semana e ficará aberta por 60 dias
 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abrirá consulta pública para discutir a regulamentação dos cigarros eletrônicos no Brasil. Apesar da presença constante na mídia, este tema ainda não é claramente compreendido por uma boa parcela da população e o compartilhamento de informações corretas e baseadas em evidências científicas é fundamental para que se tenha um debate equilibrado para entendimento correto sobre o assunto. Mas, afinal, quais são as informações básicas sobre esse assunto que todos precisam saber? 

A mensagem comum compartilhada em muitos países é: se você fuma, o cigarro eletrônico é mais seguro para reduzir os danos causados pelo cigarro tradicional; se você não fuma, não experimente os vapes. O consumo de cigarro eletrônico não é uma prática inócua e a recomendação de uso é apenas para adultos fumantes, para apoiar a cessação do tabagismo. 

Muitas informações erradas são compartilhadas de maneira a impedir que os adultos fumantes busquem esses dispositivos como alternativa. O Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido NHS produziu um site alertando e rebatendo cada conteúdo incorreto propagado. Entre os mitos esclarecidos pelo site está o de que o vaporizador faz mais mal do que o cigarro tradicional. Segundo o site, o dado correto é: a vaporização de nicotina não é isenta de riscos, mas é substancialmente menos prejudicial do que fumar. Outra afirmação desmentida é a de que a fumaça dos cigarros eletrônicos é prejudicial para pessoas ao redor, quando na verdade ainda não há evidências quanto a isso, segundo o NHS. 

Pesquisas realizadas em países em que o uso deste dispositivo é regulamentado, e em alguns casos até incentivado como parte de políticas públicas para controle do tabagismo, como no Reino Unido e na Suécia, mostram que os fumantes que mudaram completamente do cigarro convencional para o cigarro eletrônico reduziram significativamente a exposição a substâncias potencialmente tóxicas, associadas aos riscos de doenças evitáveis. 

“A maior diferença entre o cigarro eletrônico e os cigarros convencionais é que não há a combustão do tabaco e isso faz com que menos substâncias potencialmente tóxicas sejam liberadas e, por isso, temos uma redução de danos à saúde do indivíduo”, explica Dra. Alessandra Bastos, farmacêutica, ex-diretora da Anvisa e consultora científica da BAT Brasil. 

O grupo de combate ao fumo Ash (Action on Smoking and Health) publicou o relatório “Colocando a evidência em contexto” que mostra que fumantes que tentam parar de fumar usando cigarros eletrônicos têm maior probabilidade de alcançar o objetivo. O estudo estima que, desde 2013, com os cigarros eletrônicos entre 30 mil e 50 mil fumantes por ano já abandonaram os cigarros convencionais na Inglaterra. 

As evidências mostram, também, que os vapes de nicotina são mais eficazes do que outras terapias de reposição de nicotina, como adesivos ou gomas de mascar. No entanto, em países onde o dispositivo não é regulamentado, como no Brasil onde é proibido desde 2009, os produtos são fabricados sem nenhuma norma sanitária ou regras para substâncias utilizadas, o que pode causar problemas de saúde ainda maiores do que os cigarros convencionais. 

Para o pneumologista Dr. Rodolfo Behrsin, uma regulamentação mais rigorosa dos cigarros eletrônicos vai reduzir a acessibilidade aos dispositivos, que inclui a exposição para crianças, garantindo ao mesmo tempo que os adultos fumantes não sejam desencorajados a usar vape para parar de fumar. “A liberação da venda de dispositivos certificados pela Anvisa traria uma maior segurança para os fumantes maiores de 18 anos que buscam alternativas para o vício do tabaco”, explica. 

Cerca de 80 países já regulamentaram o uso dos cigarros eletrônicos. Para John Newton, diretor de análise de políticas de saúde pública do Ministério da Saúde do Reino Unido, o governo da Inglaterra vê uma redução nas taxas de tabagismo e outros países podem aprender com as evidências embasadas na ciência. “Países como o Brasil podem se beneficiar ao observar o que aconteceu no Reino Unido e em países como a Nova Zelândia e o Canadá. Hoje, há muito mais pesquisas científicas que mostram que o cigarro eletrônico é uma boa alternativa para parar de fumar”. 

A participação da sociedade na discussão por meio da consulta pública da Anvisa é iniciada no dia 12 de dezembro e terá um prazo de 60 dias para finalizar.

 

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