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terça-feira, 12 de dezembro de 2023

Em 30 anos, besouros bioluminescentes tiveram redução de diversidade no Cerrado

 

Cupinzeiro luminoso no Parque Nacional das Emas,
em Goiás: larvas de vagalumes da espécie 
Pyrearinus termitilluminans 
realizam espetáculo que ficou restrito ao parque, uma ilha no oceano da monocultura
 (
foto: Vadim Viviani)

Resultado de levantamentos realizados desde os anos 1990, trabalho aponta para a diminuição da biodiversidade à medida que a fronteira agrícola se amplia no entorno do Parque Nacional das Emas, em Goiás, com diminuição e mesmo desaparecimento de espécies com potencial biotecnológico

 

Nas noites do Cerrado, as larvas do vagalume da espécie Pyrearinus termitilluminans, que vivem em cupinzeiros, expõem suas lanternas verdes a fim de capturar presas atraídas pela luz.

Em mais de 30 anos de expedições com seus estudantes ao Parque Nacional das Emas, em Goiás, e fazendas no entorno da unidade de conservação em busca de espécimes, nunca o fenômeno foi tão raro quanto agora, constata Vadim Viviani, professor do Centro de Ciências e Tecnologias para a Sustentabilidade da Universidade Federal de São Carlos (CCTS-UFSCar), em Sorocaba.

“Na década de 90, era possível ver muitos desses cupinzeiros, inclusive em áreas de pastagem, repletos de vagalumes. Agora, a maioria dos campos foi substituída por monoculturas de cana-de-açúcar, onde quase não se encontram esses besouros luminescentes”, atesta o pesquisador.

A conclusão é parte de um estudo apoiado pela FAPESP no âmbito do Programa BIOTA-FAPESPque foi publicado por Viviani e colaboradores na revista Annals of the Entomological Society of America.

Entre os coautores está Etelvino Bechara, professor do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP) que orientou Viviani no mestrado e doutorado nos anos 1990 e que também é apoiado pela FAPESP.

Além deles, assinam ainda o artigo Cleide Costa, pesquisadora do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZ-USP), e a entomóloga Simone P. Rosa, da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), autoridades em taxonomia da superfamília Elateroidea.

No levantamento, 51 espécies foram registradas, a maioria vagalumes, mas também os chamados besouros tec-tec, que possuem duas lanternas nas costas, e as larvas-trenzinho, que podem produzir luzes de cores diferentes ao mesmo tempo.

Em Goiás, além do Parque Nacional das Emas, no município de Mineiros, e em fazendas do entorno, foram feitas coletas em Perolândia e Campinorte. No Mato Grosso, os levantamentos ocorreram no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães e nas cidades de Alto Garças, Novo Santo Antônio e Rio Manso. Já na cidade de Costa Rica, no Mato Grosso do Sul, foram visitadas duas fazendas e o Parque Sucuriú.

O Parque Nacional das Emas foi o local mais rico, com 35 espécies. Durante as últimas três décadas, os pesquisadores contam ter observado um evidente declínio da diversidade desses besouros em remanescentes do Cerrado dentro das fazendas que cercam o parque.

A queda se deu ao mesmo tempo em que ocorria a substituição das pastagens por plantações de soja e cana-de-açúcar e a redução de áreas de cerrado e cerradão, fisionomia mais densa também encontrada no bioma.

O trabalho registra ainda, pela primeira vez, a ocorrência dos cupinzeiros luminosos no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães. As estruturas cheias de larvas de vagalumes são bastante comuns no Parque Nacional das Emas e no entorno. Um trabalho da equipe havia registrado a ocorrência do fenômeno também nas florestas da Amazônia (leia mais em: https://agencia.fapesp.br/23496/).

 

Sumiço dos trenzinhos

Outras ameaças para os besouros luminescentes são os pesticidas usados para combater pragas da agricultura e a luz noturna artificial. As fontes luminosas produzidas por humanos impedem as espécies luminescentes de serem encontradas por parceiros sexuais, atrapalhando a reprodução.

Outra ausência marcante nas coletas mais recentes do grupo foram as larvas-trenzinho, que podem emitir luzes de cores diferentes ao mesmo tempo, como vermelho e amarelo, e apresentam grande potencial biotecnológico (leia mais em: https://agencia.fapesp.br/31554/).

“O declínio dessa família [Phengodidae] foi especialmente evidente. Depois de 2010, os machos adultos não foram mais atraídos por armadilhas de luz em áreas mais preservadas dentro de fazendas de cana-de-açúcar. Os níveis cada vez maiores de luz artificial dentro do Parque Nacional das Emas, vinda dos crescentes centros urbanos adjacentes, podem ameaçar muitas espécies bioluminescentes, o que merece atenção especial e mais estudos”, escrevem os autores.

A extinção de espécies luminescentes é uma perda não apenas para a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos prestados por esses animais. Pode representar a perda de oportunidades tecnológicas e econômicas.

Muitos processos analíticos usados em pesquisas científicas, análises médicas, industriais e ambientais utilizam a bioluminescência, como é chamada a produção de luz fria e visível por seres vivos.

O fenômeno é resultado da oxidação de luciferina, um tipo de composto presente nesses e outros animais, além de alguns fungos, por enzimas conhecidas como luciferases.

Ao longo dos anos, o grupo liderado por Viviani isolou e clonou o maior número de luciferases de diferentes insetos no mundo, que incluem ainda mosquitos que produzem luz azul (leia mais em: https://agencia.fapesp.br/34226 e https://agencia.fapesp.br/28840/).

Os besouros luminescentes produzem cores como verde, amarelo, laranja e vermelho, usadas para marcar células e proteínas, por exemplo (leia mais em: https://agencia.fapesp.br/36330/ https://agencia.fapesp.br/20548/).

Atualmente, Viviani coordena um projeto apoiado pela FAPESP com o objetivo de desenvolver insumos bioluminescentes para imunoensaios, análises ambientais e bioimagem. O objetivo é desenvolver aplicações a partir de luciferases de espécies brasileiras, uma vez que a maior parte dessas tecnologias ainda é importada.

“É preciso compreender que o Cerrado não é mato, mas um repositório de água no solo, fonte de evaporação que gera chuvas e, ainda, um imenso acervo de espécies exclusivas, que ainda têm muito a nos ensinar”, conclui o pesquisador.

O artigo Inventory and ecological aspects of bioluminescent beetles in the Cerrado ecosystem and its decline around Emas National Park (Brazil) está disponível em acesso aberto em: https://academic.oup.com/aesa/advance-article/doi/10.1093/aesa/saad029/7289072.

 

André Julião
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/em-30-anos-besouros-bioluminescentes-tiveram-reducao-de-diversidade-no-cerrado/50429


Quatro perguntas para se fazer antes de colocar seu filho na escol

Divulgação
Colégio Positivo

No Brasil, a Lei 12.796/2013 estabelece que as crianças devem ser matriculadas na escola a partir dos quatro anos de idade. No entanto, é bastante comum que pais e mães, especialmente aqueles de "primeira viagem", tenham dúvidas sobre colocar ou não os filhos na escola na chamada "primeiríssima infância", que vai dos zero aos três anos de idade. Apesar de não haver obrigatoriedade de matricular a criança nesses primeiros anos de vida, especialistas afirmam que o ambiente escolar a partir dos dois anos pode trazer inúmeros benefícios para os pequenos. Para ajudar os pais a decidir se o filho deve ou não ir para a escola antes dos quatro anos, a coordenadora pedagógica da Educação Infantil do Colégio Positivo - Joinville (SC), Karina de Oliveira de Braga, responde às principais perguntas que costumam passar pela cabeça de mamães e papais nessa fase.


1) Existe uma idade considerada ideal para matricular a criança na escola? 

De acordo com a coordenadora pedagógica, não é uma idade específica que vai definir o momento ideal da criança ir para a escola. "É preciso, nesse caso, analisar e entender as necessidades individuais de cada criança, considerando sempre a rotina familiar, a rede de apoio, os estímulos oferecidos e a estrutura na qual a criança está inserida no contexto doméstico e familiar. É importante ponderar também que a socialização faz parte do planejamento educacional, considerando que a escola é um ambiente favorável para a ampliação do repertório, desenvolvimento emocional, cognitivo, físico e social", explica.


2) Os pais precisam retornar ao trabalho; assim, é seguro enviar um filho tão pequeno para uma escola?

A educadora reforça que a escola é um ambiente seguro, acolhedor e que está sempre pronta para atender às necessidades das crianças e proporcionar o desenvolvimento esperado para cada fase. "Nesse contexto, é muito importante que os pais considerem que a escolha desse espaço fará toda a diferença na vida da criança e da família. É preciso optar por uma escola que vá de encontro aos valores e às expectativas dos pais. Nesse processo, deve-se observar alguns fatores importantes como receptividade, acolhimento, estrutura, segurança, equipe docente, forma de comunicação entre escola e família, e, acima de tudo, os princípios defendidos pela escola, que devem estar alinhados com os dos pais."


3) Que sinais devem ser observados na criança para determinar se ela está pronta para ingressar na escola?

Karina explica que, quando se trata do desenvolvimento infantil, é importante observar as necessidades e o comportamento da criança. "A busca pelo novo, o interesse que ela demonstra em determinadas situações (pontuais ou não), ou então a falta de interesse, o desenvolvimento físico, as habilidades adquiridas ou ainda o temperamento e o uso que a criança faz dos diferentes tipos de linguagens são sinais que precisam ser considerados. É importante observar se a criança, em casa, é estimulada em todos os aspectos sociais e cognitivos, bem como as reações que ela apresenta nas pequenas ações do dia a dia", ressalta. Alguns exemplos do que devem ser observados são: se a criança se alimenta com ou sem auxílio, como ela já se comporta em relação às práticas de higiene, se toma a iniciativa para iniciar as brincadeiras, se há potencial de criação e exploração nos momentos livres e capacidade de corresponder ao que é solicitado.


4) No caso de pais que optam por enviar para a escola apenas aos quatro anos, existe a possibilidade de o filho chegar à escola em desvantagem em comparação com crianças que frequentam a escola desde bebês?

Segundo a coordenadora, a obrigatoriedade, por força de lei, de a criança frequentar uma escola a partir dos quatro anos, se dá devido à importância do estímulo social, emocional e de aprendizagem que as escolas oferecem. "Toda criança, em algum momento, deve ser exposta a esses estímulos. Aqueles que frequentam a escola antes dos quatro anos certamente vão possuir maiores estímulos, habilidades e maior capacidade de socialização", afirma.

 

Colégio Positivo


Por que ainda é preciso falar sobre assédio dentro do ambiente de trabalho?

Apesar de ser colocada à tona com mais frequência nos últimos anos, a discussão em torno dos casos de assédio dentro do ambiente corporativo não é uma novidade e ainda parece longe de ter um fim. Uma pesquisa global conduzida pela Organização Internacional do Trabalho indica que 17,9% dos profissionais do mercado de trabalho, sejam homens ou mulheres, já sofreram violência ou assédio durante o expediente. 

Se o índice geral já é considerado alto - afinal estamos no século XXI -, quando avaliamos de maneira minuciosa a incidência de casos de assédios em determinados grupos, podemos afirmar que o cenário é extremamente alarmante. Dados de pesquisa do LinkedIn revelam, por exemplo, que quase metade das mulheres já sofreu algum tipo de assédio no trabalho. O cenário se torna ainda mais chocante ao percebermos que 78,4% delas alegam que provavelmente nada seria feito, caso decidissem denunciar ao RH.

Tais números evidenciam que o assédio afeta desproporcionalmente os grupos minorizados. Para compreender a motivação, precisamos entender as ações como uma forma de exercício abusivo de manutenção de poder, e que a violência muitas vezes decorre por influência de uma situação de desigualdade como de classe, gênero, orientação sexual, idade, raça, condição de pessoa com deficiência, dentre outras. 


Reflexos e consequências

O fato dos comportamentos indesejados, abusivos ou coercitivos que afetam a dignidade e a integridade física ou psicológica de um colaborador ainda serem significativos expõe todo o mercado de trabalho a uma série de problemas. Isso porque é preciso ficar claro que os reflexos de tais atitudes acometem todos os agentes que estão direta ou indiretamente relacionados à ação, gerando uma cadeia de consequências negativas. 

Nesse cenário, obviamente, o maior impacto é sempre o da vítima. O ato pela qual a pessoa é exposta afeta não somente o seu desempenho e produtividade, como também a desestabiliza psicologicamente, fazendo com que duvide de si mesma e de sua competência. Além disso, tem a possibilidade de provocar impactos negativos à sua saúde física e mental, como a perda de autoestima, maior apatia e irritabilidade, gerar perturbações da memória e do sono. Sem contar que em situações mais extremas o caso pode evoluir para um quadro de ansiedade e depressão.

Mas o efeito não fica limitado apenas à vítima. A equipe em torno do colaborador assediado tende a reduzir os seus índices de satisfação, o que contribui diretamente para a queda de desempenho e a maior rotatividade no time. A empresa também corre o risco de ter uma crise reputacional, gerando um prejuízo enorme à imagem e aos negócios, já que não são raros os exemplos de companhias em casos semelhantes que sofreram com cancelamento nas redes sociais, boicote de clientes, afastamento de CEO, queda de valor de ações no mercado financeiro, e rompimento de contratos com parceiros e fornecedores.


Hora de agir

Para responder a pergunta do título do artigo, entendo que o debate sobre o assédio, e suas inúmeras formas, é primordial para que a identificação, denúncia e também para a construção de políticas internas de enfrentamento a violência ocorram de uma maneira mais efetiva. A criação de um ambiente de trabalho mais acolhedor e produtivo é um passo essencial para que as empresas assegurem uma atuação mais sustentável e responsável socialmente.

E os primeiros passos para esse rumo já estão sendo dados. A nova norma regulamentadora da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), publicada em 2020, por exemplo, incluiu o assédio moral e o assédio sexual como riscos psicossociais a serem considerados na análise de riscos do ambiente de trabalho. Além disso, a Lei 14.457/22, que entrou em vigor em março de 2023, torna obrigatória a criação de medidas para a prevenção e combate ao assédio dentro das empresas.

Apesar da importância das recentes legislações, é imprescindível que as companhias também demonstrem interesse em repreender e eliminar de uma vez por todas os crimes dentro do seu ambiente corporativo. Para isso, algumas medidas, além das previstas em lei, podem ser essenciais, tais como a criação de código de conduta, o fornecimento de materiais informativos com exemplos claros de comportamentos e atitudes que são configuradas como assédio e o investimento em capacitações voltadas à conscientização sobre a temática.

Observamos na pesquisa de benchmarking sobre o “Panorama das Estratégias de Diversidade em 2022 e Tendências para 2023”, o aumento no número de empresas que afirmam ter canais de denúncias com recorte de D&I, avançando para 86% em 2022 - um aumento de 16 pontos percentuais em comparação à edição anterior feita em 2020. 

Este fato mostra a tendência das empresas olharem cada vez mais para a pauta de compliance antidiscriminatório na visão de advogados especialistas no tema, como Fabiano Machado da Rosa e Luana Pereira da Costa. 

A grande verdade é que quanto mais sabemos sobre o assédio, mais fácil se torna para reconhecê-lo e combatê-lo durante a rotina. Nem sempre é simples detectar a violência, uma vez que ela pode se manifestar de diversas maneiras sutis e é composta de noções subjetivas, porém é fundamental nos aprofundarmos o máximo possível em relação ao conceito para sempre ficarmos atentos ao nosso redor. Afinal, atacar o problema não deve partir somente das empresas, mas principalmente de cada um de nós.


Thalita Gelenske - fundadora da Blend Edu, a principal HRtech e ESGtech especializada em diversidade e inclusão do Brasil. Com mais de 12 anos de experiência na área de gestão da diversidade e cultura organizacional, é referência nas temáticas de gestão estratégica de pessoas, cultura organizacional e gestão de projetos sociais.


De frente com o recrutador: que respostas você deve ter na ponta da língua durante entrevistas estrangeira

Freepik
Perguntas pessoais e sobre a empresa são as mais frequentes nos processos seletivos para o exterior, defende especialista  



Com a ascensão do trabalho remoto, principalmente depois da pandemia, as entrevistas internacionais se tornaram uma prática comum para profissionais que buscam oportunidades de trabalho. Por isso, preparar-se para responder de maneira eficaz às perguntas dos recrutadores estrangeiros é importante para se destacar em um ambiente profissional altamente competitivo e que pode trazer novos rumos para a sua carreira.

 

“A preparação cuidadosa para uma entrevista é a chave para impressionar recrutadores. Estudar os diferentes processos seletivos, pesquisar sobre a empresa e os seus valores são fundamentais para se sobressair”, salienta Samyra Ramos, especialista de marketing da Higlobe, fintech de pagamentos para freelancers e contratados brasileiros que trabalham remotamente para empresas nos EUA.

 

A executiva compartilha quatro pontos importantes para uma entrevista de emprego em companhias de fora do Brasil. Confira: 

 

1 - Saiba ressaltar os seus pontos fortes

A solicitação mais frequente em uma entrevista de emprego e que pode gerar muitas dúvidas é o quanto você pode contribuir para aquela posição. Destaque suas habilidades e realizações profissionais relevantes para a vaga, enfatizando como suas competências se alinham aos requisitos do cargo. Esse é o momento de exaltar suas qualidades, portanto, demonstre confiança e mostre como sua experiência pode contribuir positivamente para a empresa. 

 

2 - Match com a vaga ofertada

Outra pergunta que muitas vezes é feita pelos recrutadores é: por que se candidatou para a vaga? Nisso, procure demonstrar o quanto você se adequa para aquela vaga em específico, faça isso mostrando argumentos da sua experiência prévia ou trazendo alguns cases de sucesso.  Explique como suas habilidades e valores podem colaborar para atingir os objetivos da empresa, mostrando comprometimento e adequação à cultura organizacional.

 

3 - Estude os valores e a missão da empresa

Os recrutadores pressupõem que chegar à etapa da entrevista demonstra interesse por parte do candidato. Portanto, muitos deles querem saber até onde o trabalhador conhece a companhia na qual quer trabalhar. Saber detalhes sobre a futura empresa pode demonstrar preparação, então pesquise e compreenda seu funcionamento antes mesmo de enviar o currículo. Aproveite o bate-papo para tirar dúvidas sobre o negócio e a vaga, o que também indica disposição.

 

4 - Trabalho em equipe

Uma das perguntas mais frequentes também está relacionada a como você trabalha em equipe. Ao ser questionado(a), destaque situações específicas em que sua colaboração foi efetiva, evidenciando como os objetivos compartilhados são alcançados. Enfatizar a comunicação clara, flexibilidade e a capacidade de motivar colegas demonstra aspectos positivos para um ambiente de trabalho positivo e produtivo.


segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

 Prefeitura do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura,  Programa de Fomento à Cultura e Teatro Municipal Domingos Oliveira 

apresentam

 

“MEU CORPO ESTÁ AQUI”


 Texto e Direção Julia Spadaccini e Clara Kutner

com Bruno Ramos, Haonê Thinar, Juliana Caldas e Pedro Fernandes

Direção de Produção Claudia Marques

 

“Meu Corpo Está Aqui” é um espetáculo teatral inédito baseado nas experiências pessoais de Bruno Ramos, Haonê Thinar, Juliana Caldas e Pedro Fernandes, atrizes e atores PCDs (pessoas com deficiência), em que eles próprios estão em cena falando abertamente sobre seus relacionamentos, seus corpos, seus desejos.

Uma mistura de depoimentos ficcionalizados por Julia Spadaccini, também pessoa com deficiência, e Clara Kutner retratando o jogo entre as pulsões e os obstáculos que se apresentam nas descobertas e nas experiências de afeto e sexualidade em corpos PCDs. Um tema original e inédito nos palcos, que se aprofunda na reflexão desses corpos invisibilizados socialmente.

No elenco, Bruno Ramos é surdo não oralizado, Haonê Thinar é pessoa amputada, Juliana Caldas tem nanismo e Pedro Fernandes tem paralisia cerebral com cognitivo preservado e é usuário de cadeira de rodas. Texto e direção de Julia Spadaccini e Clara Kutner, direção de produção de Claudia Marques. Todas as sessões terão intérprete de Libras.

– O nosso corpo é um importante veículo de comunicação. É através dele que expressamos nossos desejos, nossas angústias e nossas satisfações. Estar com o corpo presente e pleno é fundamental para se sentir segura e potente. Seja qual corpo for, de que forma for, de que tamanho for. O corpo é a nossa identidade, a nossa assinatura visível. O encontro com esses atores e com essas histórias me dá a oportunidade de colocar o meu trabalho a serviço desta pauta tão necessária e urgente e isso me traz muita satisfação. Estar a frente de um projeto desta relevância é uma grande responsabilidade, um grande aprendizado, uma grande realização, – declara Claudia Marques.

Em “Meu Corpo Está Aqui” a ficção entra como um elemento reflexivo, pelo fato de conectar o público com as semelhanças que existem entre todos nós e que são encobertas pelo preconceito e pela falta de conhecimento. Pessoas com deficiência vivem em um corpo e em uma essência que é viva. Não precisam desfrutar de suas histórias no silêncio, nem ser infantilizadas em tentativas de apagamento que remontam a concepções culturais e históricas a respeito do que é considerado “normal”.

– Pensei nesse projeto há mais de 3 anos. Está sendo uma realização pessoal muito grande, tendo em vista que trabalho há mais de 20 anos escrevendo teatro e, pela primeira vez, fazendo uma dramaturgia voltada para uma questão que também me inclui. Ser uma autora PCD e estar num projeto onde todos em cena também são, é uma vivência de vasta inclusão –, comenta Julia Spadaccini, que é deficiente auditiva. – Precisamos de PCDs protagonizando filmes, peças, programas de TV. Especialmente num cenário de amor e sexo. A peça vem para jogar luz, justamente, nessa grande invisibilidade que acomete o corpo com deficiência, seus desejos, amores e sexualidade –, conclui Julia.

Em 2018, Clara Kutner iniciou parceria com o artista visual e consultor de acessibilidade Emanuel de Jesus para o projeto Acessibilidade em Movimento, onde se relacionaram com pessoas que trabalham nas questões em torno do tema inclusão na arte de forma muito diferente, uma via de mão dupla sempre. A partir da ideia de outrar, que é a necessidade de se colocar no lugar do outro para viver em coletividade, surgiu SOM, uma coreografia para surdos, instalação vibratória que ficou exposta no Oi Futuro, em 2019, e uma série de videodança chamada Já! Hoje o projeto é uma companhia de dança formada por bailarinos surdos que dirige e está em criação de um novo espetáculo.

– Quando Julia me convidou para essa parceria foi incrível pois tratar de sexualidade é um assunto que também tem ganhado para mim grande importância nos meus trabalhos. Como minha formação em dança é tão presente em tudo o que faço no teatro e no audiovisual as cenas com movimento e contato físico sempre me interessam muito –, declara Clara Kutner. – Penso o “Meu Corpo Está Aqui” como uma peça desejo-manifesto onde os atores se misturam, se embolam, celebram seus corpos, com algumas histórias tristes, uma dose alta de ironia e muitas perguntas que não temos como responder. Queremos levantar questões e embaralhar a lógica da eficiência –, finaliza Clara, que recentemente recebeu crítica elogiosa da Folha de S.Paulo, pela delicadeza da diretora ao tratar uma cena de sexo na novela Um Lugar ao Sol.

 

Ficha técnica 

Texto: Julia Spadaccini e Clara Kutner

Direção: Clara Kutner e Julia Spadaccini

Elenco: Bruno Ramos, Haonê Thinar, Juliana Caldas e Pedro Fernandes

Direção de Produção e Coordenação Geral do Projeto: Claudia Marques

Diretor Assistente: Michel Blois

Produção: Fabricio Polido

Pesquisa de dramaturgia: Marcia Brasil

Colaboração de texto: Bruno Ramos, Haonê Thinar, Juliana Caldas e Pedro Fernandes
Figurino e Cenografia: Beli Araujo

Iluminação: Paulo Cesar Medeiros

Direção de Movimento: Laura Samy

Música: Luciano Camara

Visagismo: Cora Marinho

Assessoria de Imprensa: Ney Motta

Programação Visual: Felipe Braga

Fotografia: Renato Mangolin

Redes Sociais: Rafael Teixeira

Audiodescrição: Graciela Pozzobom

Intérpretes de Libras: Jadson Abraão e Thamires Alves Ferreira

Realização: Fábrica de Eventos

 

Serviço 

MEU CORPO ESTÁ AQUI

Teatro Municipal Domingos Oliveira

Dias: 14 até 18 de dezembro, quinta à segunda às 20h.

Ingressos: R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia)

Vendas na bilheteria ou pelo site: https://riocultura.eleventickets.com/#!/home

Endereço: Avenida Padre Leonel Franca, 240, Planetário do Rio, na Gávea.

Classificação: 16 anos



Exame toxicológico para motoristas profissionais detecta substâncias até 90 dias após o uso

Médico toxicologista de Sociedade Médica de Medicina Laboratorial explica quais substâncias podem ser detectadas


O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) determinou a retomada da obrigatoriedade do exame toxicológico para motoristas de ônibus, carreta e caminhão como parte do processo de obtenção e renovação da carteira de motorista. A medida visa fortalecer a segurança nas estradas, assegurando que os condutores estejam livres do uso de substâncias ilícitas que possam comprometer a sua habilidade ao volante. A partir de 28 de dezembro, o motorista que não apresentar o exame toxicológico será multado. 

De acordo com o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), Alvaro Pulchinelli, os exames toxicológicos desempenham um papel crucial na promoção da segurança viária, assegurando que os motoristas profissionais estejam livres de substâncias que podem comprometer suas habilidades ao dirigir. "O teste é projetado para procurar substâncias estimulantes, como cocaína, anfetamina, metanfetamina, ecstasy, bem como substâncias depressoras do sistema nervoso central, como maconha e os opióides, ou seja, substâncias psicoativas que não permitem que o usuário delas estejam em plenas condições de conduzir veículos de grande porte com a capacidade integral e a responsabilidade exigidas", explicou Alvaro, acrescentando que a medida também protege os outros usuários das rodovias (motoristas passageiros, pedestres) bem como propicia menor impacto sobre o sistema de saúde com menos acidentes e sequelas. 

O exame toxicológico tem validade de 30 meses e de acordo com o médico, a detecção precisa de substâncias ilícitas pode ocorrer por um período de até 90 dias após o uso da substância. "Os exames laboratoriais evoluíram consideravelmente, garantindo maior eficácia na identificação dessas substâncias, proporcionando assim uma avaliação mais abrangente da condição dos motoristas", ressaltou. 

Os motoristas de veículos de grande porte, no geral, utilizam substâncias estimulantes, como a cocaína e a anfetamina, para se manterem acordados. Ambas estimulam o sistema nervoso central, inibindo o sono. Com essa estimulação artificial causada por essas substâncias, o motorista acredita que conseguirá trabalhar mais horas. Alvaro, toxicologista da SBPC/ML, explica que essa questão pode e deve ser tratada como um problema de saúde pública, uma vez que não estamos apenas falando de acidentes de trânsito, mas também da saúde dos motoristas. 

"Essas substâncias podem atuar no sistema nervoso central do indivíduo, provocando alterações psiquiátricas, cardiológicas, aumento da pressão, aumento da frequência cardíaca, entre outras coisas. Sem contar com o risco de se viciar. Estamos falando de um problema que vai além da decisão do motorista de usar ou não a substância, influenciando também em sua saúde, na saúde dos outros usuários da rodovia e nas pessoas ao seu redor", explicou.


Câncer de pele: conheça os principais sinais de alerta

Neste Dezembro Laranja, mês dedicado à conscientização sobre o câncer de pele, o dr.consulta chama a atenção para importância de cuidados preventivos e diagnóstico precoce para combater a doença que afeta mais de 220 mil pessoas por ano no Brasil


O câncer de pele é um dos tipos de neoplasias mais comuns no Brasil, com estimativa de 220 mil novos casos em 2023, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). O tipo mais frequente no País é o não-melanoma, que apesar da alta incidência, tem mais de 90% de chance de cura quando descoberto na fase inicial. Por isso, a rede de saúde dr.consulta alerta para a importância do diagnóstico precoce da doença e revela cinco sinais que podem ser identificados facilmente por qualquer pessoa. 

O principal fator de risco para todos os tipos de câncer de pele é a radiação ultravioleta. Por isso, os cânceres do tipo não-melanoma são mais comuns nas regiões do corpo que ficam mais expostas ao sol, como braços, rosto, pescoço, orelhas, ombros e costas. Já o melanoma, tipo mais agressivo da doença, pode aparecer em outras áreas da pele e até em pessoas mais jovens. 

Independentemente do tipo o diagnóstico precoce é essencial e a Regra ABCDE é uma estratégia valiosa para identificar pontos de alerta no autoexame:

  • A: assimetria - Pintas assimétricas podem indicar problemas.
  • B: bordas irregulares - Pintas com bordas recortadas podem ser um sinal de câncer de pele.
  • C: cores variadas - Pintas com tons diferentes merecem mais atenção.
  • D: diâmetro - Lesões com mais de 6 mm podem ser suspeitas.
  • E: evolução - Pintas/manchas que evoluem com o tempo, podendo crescer, mudar de cor ou apresentar novas características, devem despertar a atenção.

Diante de qualquer indício diferente do comum, a orientação é procurar um dermatologista. Mas além da Regra ABCDE há outros indicativos que demandam atenção médica:
 

1) Lesões que não seguem o padrão ABCDE
A Regra ABCDE é uma ferramenta importante de avaliação, mas outras lesões, mesmo que não sigam essas características, podem ser motivo de preocupação.
 

2) Presença de nódulos ou inchaço
Nódulos palpáveis na pele, que podem ser dolorosos ou indolores, ou inchaço persistente em uma área específica que não está associada a lesões prévias.
 

3) Mudanças no brilho da pele
Mudanças no brilho da pele sobre a lesão, podendo parecer brilhante, lustrosa ou translúcida.
 

4) Histórico pessoal ou familiar de câncer de pele
Um histórico pessoal ou familiar de câncer de pele pode aumentar o risco. Pessoas com pele clara, sardas, queimaduras solares frequentes ou histórico familiar da doença devem estar particularmente atentas. 

As pessoas devem sempre consultar um profissional de saúde se notarem qualquer mudança suspeita na pele. Realizar exames de rotina com um dermatologista e praticar hábitos saudáveis de proteção solar são medidas importantes na prevenção dessa doença. 

Para Adriana Brito, dermatologista do dr.consulta, novas pesquisas relacionadas ao câncer de pele estão mostrando resultados promissores e podem impactar futuros tratamentos. “Imunoterapia, terapias direcionadas e desenvolvimentos em técnicas cirúrgicas estão avançando. A compreensão crescente das características genéticas e moleculares específicas de diferentes tipos de câncer de pele também está impulsionando tratamentos mais personalizados. A evolução nessas áreas pode impactar positivamente os tratamentos e prognósticos futuros para pacientes com câncer de pele”, explica a médica. 

A prevenção é fundamental e se resume em evitar a exposição solar sem proteção. O uso de filtro solar, roupas com proteção UV (ultravioleta), chapéus e óculos escuros é essencial, especialmente entre 10h e 16h. A aplicação correta do filtro solar, reaplicação a cada duas ou três horas, mesmo em dias nublados, são práticas recomendadas pelos especialistas. 

Diante de uma realidade em que grande parte da população brasileira não tem condições financeiras de investir em protetor solar, a dermatologista destaca outros cuidados. “Medidas como usar acessórios como chapéu e guarda chuva e roupas que protejam contra a exposição solar, buscar sombra nos horários de maior intensidade UV e manter-se hidratado são cuidados acessíveis que contribuem para a proteção contra os danos do sol”, explica a profissional do dr.consulta. 

O câncer de pele é um desafio, mas a prevenção e diagnóstico precoce são armas poderosas. A conscientização sobre os sinais de alerta e o acesso a cuidados preventivos são fundamentais para combater essa condição.
 

dr.consulta


Cuidados com a saúde das crianças no verão

 

Doenças como desidratação, intoxicação alimentar, insolação, otites e acidentes domésticos são mais comuns nessa época de férias e temperaturas elevadas; Saiba como prevenir e proteger crianças e bebês

 

O Verão começa oficialmente no próximo dia 22 de dezembro, mas, as altas temperaturas já chegaram a diversas regiões do país, favorecendo doenças típicas dessa época, como desidratação, insolação, intoxicações alimentares e doenças de pele.

 

“Já estamos enfrentando ondas de calor significativas, que trazem riscos à saúde, principalmente das crianças que são mais vulneráveis, já que o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento”, ressalta Dra. Fabíola La Torre, Coordenadora Médica da Linha Pediátrica do Hospital São Luiz Osasco.

 

Além das doenças, no período de férias, onde as crianças têm mais tempo livre, também é importante ficar atento aos acidentes domésticos, como afogamentos, quedas e queimaduras.

 

“E mesmo no verão, é preciso se preocupar com gripes, resfriados e pneumonia, que podem ocorrer em qualquer época do ano”, lembra a pediatra do São Luiz Osasco.

 

A unidade da Rede D’Or, que conta a maior e mais completa estrutura hospitalar da cidade de Osasco e uma linha de cuidado pediátrico de referência, elaborou uma lista de cuidados e orientações de prevenção para ajudar nos cuidados com as crianças, que integra todos os receituários de atendimentos realizados no pronto-socorro infantil.

 

Confira algumas dicas:

 

 - Use protetor solar.

Utilize produtos específicos para o público infantil, com fator de proteção alto e quantidade adequada. Não se esqueça de regiões sensíveis como pés, orelhas e nuca.  Reaplique sempre que a criança sair da água e várias vezes ao longo do dia.

 

Atenção, bebês com menos de seis meses não devem ser expostos diretamente ao sol ou utilizar filtro solar. Neste caso, é indicado o uso de barreiras mecânicas, como roupas e guarda-sol, que precisa ser de tecido escuro, como lona.

 

- Atenção com a exposição ao sol.

Evite os horários de maior incidência dos raios solares, entre 10h e 16h. Além do protetor solar, use chapéus e roupas com proteção UV.

Lembre-se, o efeito da radiação solar é acumulativo e o principal fator de risco para o câncer de pele.

 

- Mantenha as crianças hidratadas.

Ofereça água e outros líquidos naturais, como sucos e água de coco frequentemente.

 

“Não espere a criança pedir, pois ela tende a fazer isso quando a situação já está grave. É importante ficar atento ao suor, urina e diarreia. Caso identifique sintomas como boca seca, pouca urina, sonolência ou pele acinzentada inicie o processo de hidratação e busque atendimento médico”, orienta a pediatra.

 

- Cuidado com a alimentação.

Com o calor, as comidas estragam rapidamente. Por isso, atenção à conservação e refrigeração dos alimentos e evite consumir itens prontos fora de casa e principalmente nas praias. Alimentos como ovo, carnes, peixes e maionese são os mais suscetíveis. Opte sempre por opções mais leves, naturais e saudáveis.

 

“Outra tendência das férias é liberar o consumo de guloseimas. Fique atento à quantidade e não deixe isso virar rotina”, alerta Dra. Fabíola.

 

- Atenção com a pele.

O contato constante com a água, seja pela transpiração ou mergulho em praias e piscinas, faz com que a pele fique úmida por mais tempo, favorecendo o aparecimento de micoses, doença causada por fungos. Ao identificar lesões vermelhas, escamação da pele e coceira, procure um dermatologista.

“Para prevenir, o ideal é secar bem o corpo, principalmente o meio dos dedos dos pés. Além disso, para evitar outras alergias, sempre lave o corpo com água limpa, para retirar cloro, areia e outras substâncias”, reforça a coordenadora do Hospital São Luiz Osasco.

 

- Cuidado com os ouvidos.

O excesso de água elimina a cera na parte interna do ouvido, reduzindo a proteção e favorecendo quadros de otite. A orientação é secar a água do ouvido, inclinando a cabeça da criança para os dois lados, e usar protetores.

 

- Modere o uso do ar-condicionado.

O equipamento está liberado e pode ser um ótimo aliado para amenizar as temperaturas, mas com alguns cuidados. O aparelho não pode ser instalado próximo ao berço ou cama dos bebês e a temperatura deve ser amena, em torno de 25 graus. Além disso, limpe os filtros semanalmente e busque umidificar o ambiente.

 

- Evite acidentes.

 Em locais com piscina, é essencial incluir barreiras físicas, como grades e portões. No caso de bebês, apenas 2,5 centímetros de água são suficientes para ocasionar afogamento, por isso, atenção também com baldes, bacias, banheiros e lavanderias.

 

Cuidado com cordões, fios e cordas, que podem causar estrangulamento, assim como itens inflamáveis e tóxicos, como produtos de limpeza, além de tomadas e itens elétricos. Não deixe panelas quentes no forno ou fogão e sempre mantenha os cabos voltados para o lado interno. 

“São diversos riscos presentes em elementos comuns do nosso cotidiano, por isso, nunca deixe as crianças sem supervisão, mesmo em casa”, reforça Dra. Fabíola.


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