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segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Além da contratação: o mercado jurídico precisa estar preparado para reter as mulheres

No cenário atual do mercado jurídico, um fenômeno notável tem sido observado: as mulheres representam maioria nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), respondendo por expressivos 51,40% das inscrições. No entanto, uma análise mais aprofundada revela que a equidade de gênero no segmento ainda é um grande desafio.

É notório que a atração e contratação de mulheres advogadas não são problemas significativos no mercado jurídico. Nesse aspecto, não entramos no mérito dos marcadores sociais de diferença da interseccionalidade.  De acordo com o estudo “Como está a diversidade de gênero nos escritórios de advocacia no Brasil”, da Women in Law Mentoring Brazil, as mulheres compõem uma parcela substancial dos profissionais em escritórios de advocacia, representando 57% do total. Porém, ao olhar para as posições de liderança e sócias, apenas 34,9% das mulheres ocupam esses cargos. 

Essa disparidade não pode ser atribuída à falta de qualificação, pois as mulheres são maioria nas salas de aula, respondendo por 55,1% das universitárias e 53,5% do total de alunos de pós-graduação, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ainda de acordo com o IBGE, um dos indicadores mais preocupantes de desigualdade de gênero no mercado jurídico é a disparidade salarial, com mulheres advogadas recebendo 23,6% a menos do que seus colegas homens. Essa lacuna salarial é ainda mais acentuada para mulheres negras, que enfrentam uma diferença salarial média de 36,7% em comparação com homens brancos na mesma profissão.

Além das estatísticas preocupantes, dados extraídos do quadro nacional da OAB mostram outro fenômeno notável: a evasão de mulheres do mercado jurídico ao atingirem os 41 anos, momento em que os homens começam a se tornar maioria. Essa evasão demonstra que questões profundas de desigualdade de gênero estão enraizadas na cultura organizacional e no ambiente de trabalho.

A questão fundamental que precisa ser destacada é que a retenção de talentos femininos é essencial para alcançar uma verdadeira igualdade de gênero no mercado jurídico. Isso vai muito além da contratação e exige uma mudança substancial na cultura organizacional e nas práticas das empresas e escritórios de advocacia.

Para efetuar mudanças significativas, é imperativo que ações concretas sejam tomadas:


Fomentar mentoria e redes de apoio

Incentivar a criação de programas de mentoria e redes de apoio específicas para mulheres no mercado jurídico é fundamental. Isso ajuda no desenvolvimento de carreira e no compartilhamento de experiências.


Transparência na remuneração

Promover a transparência nas políticas de remuneração é crucial para eliminar desigualdades salariais.


Flexibilidade na jornada de trabalho

Oferecer opções flexíveis de jornada de trabalho é essencial para reter talentos femininos e aumentar a satisfação no trabalho.


Programas de educação e conscientização

Implementar programas de conscientização sobre igualdade de gênero e diversidade pode criar um ambiente mais inclusivo.


Avaliação de desempenho justa e imparcial

Garantir que os critérios de avaliação de desempenho sejam justos e imparciais é crucial para a equidade.


Revisar políticas de licenças parentais
Adaptar as políticas de licenças parentais para garantir que sejam verdadeiramente igualitárias, permitindo que ambos os pais tenham tempo adequado para cuidar de suas famílias.


Criação de comitês de diversidade e inclusão
Estabelecer comitês de diversidade e inclusão dentro dos escritórios de advocacia pode ajudar a direcionar estratégias e monitorar o progresso na promoção da equidade de gênero.


Liderança como modelo de mudança
A cultura organizacional de diversidade e inclusão não pode ser efetiva se não for liderada de cima para baixo. Os líderes dos escritórios de advocacia devem, não apenas endossar, mas também exemplificar atitudes e comportamentos que promovam a igualdade de gênero.


Definição de metas e métricas
É responsabilidade da liderança estabelecer metas claras para a igualdade de gênero e definir métricas para monitorar o progresso. Isso demonstra um compromisso tangível com a diversidade e permite avaliar o sucesso das estratégias implementadas.


Treinamento para a liderança
Os líderes devem receber treinamento específico sobre equidade de gênero, preconceitos inconscientes e práticas inclusivas. Isso os capacita a tomar decisões justas e a criar um ambiente onde todas as vozes são ouvidas.


Responsabilidade por cultura inclusiva manter uma cultura inclusiva. Eles devem ser transparentes com suas equipes, comunicando a importância de uma cultura de diversidade e inclusão.


Avaliação contínua e adaptação
Líderes devem estar dispostos a avaliar continuamente as polític

A liderança deve se sentir pessoalmente responsável por criar eas e práticas em vigor, fazendo ajustes conforme necessário para alcançar os objetivos de igualdade de gênero.

 

 Tauanne Andrade - Advogada, fundadora e da Ela Jurista 


A Importância da comunicação no ambiente de trabalho

 Segundo uma pesquisa da revista britânica The Economist, 44% das empresas relataram que a ausência de comunicação interna resultou em atrasos nos processos. 

 

Em meio à acirrada competição do mercado de trabalho, onde competências técnicas e experiência profissional são premissas fundamentais, a capacidade de comunicar de maneira assertiva desempenha um papel determinante na superação de desafios e na construção de relacionamentos interpessoais. De acordo com dados da Forbes, 45% das vagas listadas no LinkedIn Premium no terceiro trimestre de 2022 enfatizaram a importância das habilidades de comunicação.

 

André Minucci, renomado Mentor de Empresários, ressalta que a comunicação assertiva é uma habilidade que transcende a mera transmissão de informações. Ela envolve a expressão clara e direta de pensamentos, sentimentos e necessidades, tudo isso enquanto se respeitam os direitos e opiniões alheias. "É uma forma eficaz de se comunicar, permitindo que as pessoas expressem seus pontos de vista de maneira construtiva, clara e estabeleçam limites saudáveis", destaca Minucci.

 

Aqui estão orientações fundamentais para aprimorar a comunicação assertiva no ambiente de trabalho:

Tenha clareza e seja objetivo: Evite rodeios ao se comunicar. Destaque os pontos principais diretamente, assegurando-se de que sua mensagem seja compreendida facilmente pelos outros. A clareza é a chave para uma comunicação eficaz.

 

Ouça Ativamente: A comunicação assertiva não se limita à fala; ouvir ativamente é igualmente crucial. Demonstre interesse genuíno no que a outra pessoa tem a dizer, faça perguntas para esclarecer pontos importantes e crie um ambiente colaborativo por meio da empatia.

 

Mantenha a Calma e Controle Emocional: Em situações desafiadoras, manter a calma é essencial. Evite reações impulsivas, respire fundo, pense antes de falar e adote um tom de voz calmo e respeitoso para contribuir para um diálogo construtivo.

 

Pratique o Respeito Mútuo: Reconheça o direito de cada pessoa expressar suas ideias e sentimentos. Evite interrupções e desvalorização de pontos de vista, buscando soluções que atendam às necessidades mútuas e promovam um ambiente de respeito.

 

Domine a Expressão Verbal e Não Verbal: Transmita confiança tanto por meio das palavras quanto da linguagem corporal. Uma postura ereta, contato visual e gestos adequados fortalecem a eficácia da comunicação.

Aprenda a Lidar com Críticas Construtivas: Encare críticas com mente aberta, sem reações defensivas. Responda de forma calma e objetiva, agradecendo pela perspectiva. 

 

Pratique a Empatia: Coloque-se no lugar do outro para compreender sentimentos e perspectivas. Isso permite adaptar a comunicação de forma respeitosa, criando um ambiente de confiança e compreensão mútua.

 

Segundo uma pesquisa da revista britânica The Economist, 44% das empresas relataram que a ausência de comunicação interna resultou em atrasos nos processos. Em um mercado de trabalho dinâmico, as habilidades de comunicação assertiva destacam profissionais, tornando-se um diferencial valioso para o sucesso na carreira. Além disso, investir em uma palestra corporativa focada em comunicação pode facilitar o acesso a oportunidades que impulsionem o crescimento nos negócios, incluindo habilidades de oratória, resolução de problemas e alcance de metas organizacionais. 

Em um mundo profissional cada vez mais competitivo, onde as habilidades técnicas muitas vezes se equiparam, a comunicação emerge como um diferencial crucial. “Seguir essas dicas não apenas melhora a eficiência da comunicação, mas também contribui para a construção de uma cultura de colaboração e respeito mútuo no ambiente de trabalho”, finaiza André. 



Caso Ana Hickmann: Veja o que fazer para denunciar violência doméstica

No último sábado (11/11), a apresentadora Ana Hickmann, de 42 anos, acionou a Polícia Militar e registrou um boletim de ocorrência contra o marido, o empresário Alexandre Correa, de 51 anos, por lesão corporal e violência doméstica. O caso ocorreu durante a tarde, após uma discussão na casa onde eles vivem na cidade de Itu, interior de São Paulo.

Ana Hickmann, contou que estava na cozinha com o marido, o filho, de 10 anos, e funcionários quando a discussão começou. Depois que o filho saiu do cômodo por causa da briga, Alexandre teria pressionado a modelo contra a parede e ameaçado dar cabeçadas nela. Ana conseguiu afastar o marido, mas, ao correr para pegar o celular, que estava na área externa da casa, ele fechou a porta de correr que separava os ambientes pressionando seu braço esquerdo.

Alexandre Correa desmentiu a violência, admitindo apenas um desentendimento, mas negou "maiores consequências". Apesar disso, não se apresentou à PM. Quando as autoridades policiais chegaram à casa da apresentadora, o agressor já tinha saído, o que impediu a possível prisão em flagrante.

A medida adotada pela apresentadora, de chamar imediatamente a polícia e registrar o boletim de ocorrência foi acertada, segundo a advogada, sócia-fundadora do Marília Golfieri Angella – Advocacia Familiar e Social, especialista em Direito de Família, Gênero e Infância e Juventude, mestre em Processo Civil pela Faculdade de Direito da USP, porque estes são os primeiros passos para um processo judicial contra o agressor.

Veja em 4 passos como denunciar violência doméstica:

  1. Chame a polícia ou procure qualquer socorro possível (193, do Corpo de Bombeiros; 190, da Polícia Militar; ou 197, do Disque Denúncia), e denuncia de imediato a agressão. Se o agressor for capturado, poderá ser preso em flagrante, como prevê a Lei Maria da Penha.
  2. Aja rápido. Vá até uma delegacia de polícia e registre a ocorrência. Algumas lesões podem desaparecer logo. Quanto mais rápido agir, mas opções a polícia tem para te proteger.
  3. Colabore com a polícia dando detalhes do caso, faça exame de corpo de delito, se necessário.
  4. Se possível, faça imagens que comprovem o que aconteceu e apresente testemunhas.
  5. Tenha coragem de denunciar! Você pode estar salvando sua vida e a vida das pessoas que moram com você.

Avanços nas leis de proteção à mulher

Desde o mês de abril deste ano, as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam) passaram a funcionar 24 horas por dia, inclusive em feriados e finais de semana. Além disso, é obrigação do Poder Público fornecer acompanhamento psicológico e jurídico à mulher vítima de violência. O registro da ocorrência e atendimento deve ser realizado em salas fechadas e, preferencialmente, por policiais do sexo feminino. Essa regra também vale para os municípios que não possuem delegacia especializada no atendimento à mulher.

Marilia explica que é função das DEAMs realizar ações de prevenção, apuração, investigação e enquadramento legal da violência doméstica. “É nessa delegacia, por exemplo, que se pede medida protetiva de urgência. A polícia tem até 48 horas para enviar o pedido ao juiz, que também tem 48 horas para responder ao pedido da ofendida. É importante destacar que a mulher não precisa estar acompanhada de advogado para solicitar esse tipo de proteção”, diz.

“Se a mulher tiver sofrido agressão física, será encaminhada para o exame de corpo de delito. Algumas delegacias têm médicos no próprio local. Quando não há um especialista na delegacia, a vítima é encaminhada para um hospital, onde será feito o exame.  Além disso, se a vítima achar que ela ou os filhos correm riscos, pode-se solicitar encaminhamento para uma casa abrigo, onde ficará protegida”, afirma Marilia Golfieri Angella.

No caso de a agressão ser contra uma conhecida, amiga ou vizinha, também pode-se registrar ocorrência. A Lei Maria da Penha trouxe uma modificação sobre lesão corporal, que antes dependia de representação só da vítima. Agora é possível seguir com o processo penal mesmo que a vítima não dê queixa. “Se você conhece alguém que foi agredida, ajude esta mulher acionando a polícia. Muitas vezes que metemos a colher na briga de marido e mulher, salvamos uma vida.

A advogada ainda faz um alerta: “se faz necessário debatermos, enquanto sociedade, sobre o quão vulnerável é a vida da mulher diante da estrutura machista na qual estamos inseridas. Ainda habita no consciente coletivo a ideia de que a mulher é propriedade do homem e, por isso, ele pode invadir e agredir o corpo dela quando quiser”, defende.


Energia solar atinge 35 gigawatts e supera R$ 170 bilhões em investimentos no País, diz ABSOLAR

 Segundo a entidade, setor gerou mais de 1 milhão de empregos e evitou a emissão de 42,8 milhões de toneladas de CO2 na geração de eletricidade

 

O Brasil acaba de ultrapassar a marca de 35 gigawatts (GW) de potência instalada da fonte solar fotovoltaica, somando as usinas de grande porte e os sistemas de geração própria de energia em telhados, fachadas e pequenos terrenos, o equivalente a 15,9 % da matriz elétrica do País. O dado é da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).
 
De acordo com a entidade, desde 2012, a fonte solar já trouxe ao Brasil mais de R$ 170 bilhões em novos investimentos, mais de R$ 47,9 bilhões em arrecadação aos cofres públicos e gerou mais de 1 milhão de empregos acumulados. Com isso, também evitou a emissão de 42,8 milhões de toneladas de CO2 na geração de eletricidade.
 
Para o presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, Ronaldo Koloszuk, o crescimento da energia solar fortalece a sustentabilidade, alivia o orçamento das famílias e amplia a competitividade dos setores produtivos brasileiros, fatores cada vez mais importantes para a economia nacional e para o cumprimento dos compromissos ambientais assumidos pelo País.
 
“Finalmente, o Brasil acordou para a energia solar e seus benefícios. Aproveitar uma fonte de energia limpa e barata ajuda no processo de transição energética do País, além de estimular a diversificação do suprimento de eletricidade, reduzindo a pressão sobre os recursos hídricos e o risco de ainda mais aumentos na conta de luz da população”, diz Koloszuk.
 
Segundo Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR, a fonte solar é uma alavanca para o desenvolvimento social, econômico e ambiental do País, em especial com a oportunidade de uso da tecnologia na habitação de interesse social, como casas populares do programa Minha Casa Minha Vida, bem como em escolas, hospitais, postos de saúde, delegacias, bibliotecas, museus, parques etc.
 
“Além também de contribuir no processo de descarbonização da Amazônia com utilização conjunta de baterias, o crescimento da fonte solar pode acelerar ainda mais a atração de investimentos, a geração de empregos e renda e a liderança internacional do Brasil na transição energética”, comenta Sauaia.
 
No segmento de geração distribuída de energia, são 24,4 GW de potência instalada da fonte solar. Isso equivale a cerca de R$ 122,5 bilhões em investimentos, R$ 31,2 bilhões em arrecadação e mais de 730,8 mil empregos acumulados desde 2012, espalhados pelas cinco regiões do Brasil. A tecnologia solar é utilizada atualmente em 99,9% de todas as conexões de geração distribuída no País, liderando com folga o segmento.
 
O Brasil possui cerca de 10,6 GW de potência instalada em usinas solares de grande porte. Desde 2012, as grandes usinas solares já trouxeram ao País cerca de R$ 47,6 bilhões em novos investimentos e mais de 318,8 mil empregos acumulados, além de proporcionarem uma arrecadação aos cofres públicos que supera R$ 16,7 bilhões.


Oriente Médio: como a guerra impacta o preço do petróleo?

Nas últimas semanas, o Oriente Médio tornou-se o foco da atenção internacional em função dos ataques terrorista do Hamas à Israel, provocando um conflito de grandes proporções com potencial impacto em importantes atores no mercado mundial de petróleo.

Embora qualquer guerra no Oriente Médio seja uma ameaça potencial à segurança do abastecimento de petróleo, uma guerra que envolva um produtor da dimensão do Irã e/ou países do Golfo Pérsico, poderá ter implicações ainda mais profundas para o mercado global de petróleo. Certamente, nenhuma dessas implicações é positiva.

De fato, o setor pode enfrentar um risco significativo na oferta a depender da escalada dos conflitos. Entretanto, pelo menos por hora, em função dos recentes cortes na produção para manutenção dos preços de petróleo em patamares desejáveis pela OPEP+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados liderados pela Rússia) – na faixa de US$ 80 a US$ 90 – os principais produtores do grupo parecem estar mais bem equipados para resistir ao choque, se comparado com crises anteriores.

Desta forma, depois de reduzir a produção de petróleo para sustentar os preços, a Arábia Saudita e os seus aliados da OPEP+ dispõe de uma elevada reserva técnica de capacidade de produção de petróleo. De acordo com a EIA (US Energy Information Administration) é a maior capacidade ociosa em mais de uma década, estimada em cerca de 4 MM bpd (milhões de barris por dia), ou seja, aproximadamente 4% da oferta global.

Portanto, os países da OPEP+ buscam manter a produção de petróleo abaixo do consumo global. Com isto, esperam obter uma pressão ascendente sobre os preços, com o objetivo de aumentar a média para cerca de US$ 95 por barril em 2024. Isto posto, importante considerar que a guerra pode alterar significativamente as condições de oferta a depender da amplitude e duração do conflito – tudo indica que deve continuar intenso e, possivelmente, se agravar dependendo do envolvimento de outros países.

No momento, o principal ponto a observar é se o Irã vai se envolver direta ou indiretamente, especialmente em razão de o país deter o controle do chamado Estreito de Ormuz que, diariamente, escoa cerca de 17 MM bpd, o que representa 17% da demanda global (projeção OPEP 2023: 102 MM bpd) e cerca de 90% do petróleo do Oriente Médio que transita no Golfo Pérsico.

Outro acontecimento importante e que pode influenciar a oferta no médio/longo prazo, é que os EUA levantaram a maioria das sanções ao setor energético da Venezuela durante seis meses, abrindo, assim, caminho para exportações adicionais de petróleo bruto pesado que o país produz. Entretando, no curto prazo, em função de anos de subinvestimento e má gestão do setor no país, devem limitar o crescimento da produção de petróleo bruto a menos de 200 mil barris por dia (mbd) até ao final de 2024, exigindo mais tempo e investimento para crescimento adicional da oferta.

As importações de petróleo bruto dos EUA provenientes da Venezuela pararam pouco depois de janeiro de 2019, quando os Estados Unidos impuseram sanções à empresa petrolífera estatal Petróleos de Venezuela SA (PdVSA). Os EUA aliviaram essas sanções no fim do ano passado, proporcionando isenções à Chevron para que esta pudesse retomar a exportação de petróleo bruto das suas operações de joint venture na Venezuela para as refinarias da Costa do Golfo dos EUA, que foram reiniciadas no início de 2023.

Neste contexto, o mercado global de petróleo deverá permanecer extremamente tensionado, e ainda mais incerto em função dos conflitos no Oriente Médio. Espera-se que a Arábia Saudita cumpra as quotas de produção reduzidas que acordou com os seus parceiros do grupo OPEP+, pelo menos até o final do primeiro trimestre de 2024. Portanto, é pouco provável que OPEP+ aumente a produção de forma acentuada durante o resto do ano. Além disso, o mercado espera atingir um patamar de produção histórico, estimado em 102 milhões de barris/dia em 2023, e a procura global de petróleo deverá aumentar em cerca de mais 1,3 milhões de barris/dia em 2024.

O mundo já vinha enfrentando uma crise energética de grandes proporções, especialmente em função da guerra entre Rússia e Ucrania, desafios no controle da inflação e elevados preços da energia pós-pandemia com repercussão relevante na segurança e transição energética dos países. E, para agravar ainda mais, surge a guerra no Oriente Médio que está limitada a Israel, Faixa de Gaza e sul do Libano, ainda sem impacto direto na oferta de petróleo. Contudo, pode haver maior amplitude na região, afetando de forma significativa o mercado de energia no mundo.

Assim, pelo menos por enquanto, as principais agências de informações do setor esperam que os preços do barril de petróleo fiquem na faixa de US$ 80-100/barril com volatilidade elevada. Porém, se a guerra Israel-Hamas se transformar em um conflito regional e/ou ameaçar o escoamento do petróleo pelo Golfo Pérsico, o mercado deverá enfrentar uma jornada bem mais difícil, com muita volatilidade e forte elevação dos preços.

Em meio a tantas adversidades externas, o Brasil se encontra numa posição favorável para enfrentar os desafios do momento. Primeiro, por estar longe da região de conflito; segundo, por ser um exportador de petróleo em ascensão e com grande potencial de estar entre os cinco maiores produtores até 2030.

Somado a isso, o país possui uma enorme diversidade de fontes de energia renováveis e abundância de recursos naturais. Desta forma, o Brasil reúne muitos elementos que propiciam uma maior resiliência em relação aos impactos resultantes das guerras na Europa e no Oriente Médio no médio/longo prazo e, mais importante, pode contribuir para amenizar os efeitos da crise energética no mundo.

No entanto, no curto prazo, especialmente na hipótese de uma escalada nos conflitos, o Brasil, por ser importador líquido de derivados (principalmente diesel, gasolina, nafta, QAV e GLP), pode sofrer os efeitos adversos e indesejáveis, resultado de uma grande elevação dos preços do petróleo.

O momento requer cautela e urge uma compreensão mais ampla dos efeitos da crise, com a necessidade eminente em se estabelecer um plano de contingência nacional, evitando potenciais descontinuidade no suprimento de combustível e mitigando os efeitos das variações nos preços para o setor produtivo e para a sociedade. A grande pergunta é: estamos preparados? O governo, agências reguladoras e a Petrobras precisam assumir a liderança para garantir o abastecimento nacional, ampliando assim a segurança energética no país.

 

Felipe Kury - ex-diretor da ANP – Agência Nacional de Petróleo e Managing Partner na FK Energy Partners.

 

Cinco tendências para o agronegócio em 2024

Além de pop e tudo, o agro também é tecnologia. Afinal, não é novidade que cada vez mais o segmento tem aplicado o uso de recursos tecnológicos a fim de consolidar o seu amplo desempenho e participação econômica. E, à medida que 2024 se aproxima, é importante que o setor esteja atento às novas tendências, em busca de aprimorar não só os aspectos operacionais, mas também os de gestão.

É importante enfatizar que a aplicação da tecnologia no agronegócio não contribui apenas para ganhos de produtividade e eficiência, mas também ajuda a consolidar o constante crescimento do setor. Até porque, de acordo com dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio representa aproximadamente 30% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.   

Contudo, mesmo vendo toda a evolução que o agro conquistou, ainda assim, o setor possui carências nos aspectos de gestão – sendo essa uma demanda, principalmente, de negócios que possuem origem familiar, os quais não têm embarcados os princípios de boas condutas gerenciais. Além disso, muitos mantém, até hoje, resistência quanto ao uso de recursos tecnológicos, bem como dificuldades em aplicá-los dia a dia.

E, considerando que, atualmente, as organizações estão preparando o planejamento estratégico para 2024, listo aqui cinco tendências que precisam fazer parte desses planos para o próximo ano.

#1 Internet das Coisas (IoT): mesmo essa não sendo uma tecnologia tão nova, a IoT continuará tendo um papel fundamental na produção agrícola. Afinal, sua utilização é crucial para que sejam coletadas informações da lavoura, bem como automatizar atividades processuais, garantindo que os dados adquiridos alimentem toda a base para apoiar na tomada de decisão.

#2 Sensores: o sensoriamento no agronegócio se mantém como um elemento imprescindível no campo, uma vez que realiza análises do solo e vegetação e, com isso, se mostra uma ferramenta excelente no apoio ao combate e controle de pragas que podem impactar a plantação.  Dessa forma, é essencial que o setor continue investindo nessa prática, visando utilizar as informações registradas para um melhor conhecimento do plantio.

#3 Inteligência Artificial (IA): sim, a IA continuará sendo um recurso imprescindível nas atividades do campo. Complementando a IoT, a Inteligência Artificial é uma peça fundamental para a extração de informações no campo, além de favorecer uma análise mais assertiva dos registros a fim de traçar a melhor estratégia de produção.

#4 Drones: a utilização de drones se mantém eficaz para um melhor monitoramento do campo. Afinal, o recurso auxilia no controle de umidade, pulverização, quantidade de insumos depositados, entre outros aspectos, uma vez que sua capacidade de registrar imagens favorece para uma maior assertividade e controle.

#5 Big Data: de nada adianta coletar uma gama de dados, sem que sejam organizados e estruturados. Dessa forma, o Big Data é crucial para que, mais do que armazenar, seja facilitado todo o processo de interpretação de dados, para que sejam transformados em informações inteligentes.

Todas as tendências apontadas têm em comum o fato de que, quando aplicadas conjuntamente, ajudam na obtenção de resultados excepcionais em toda a cadeia produtiva, inclusive, no cumprimento das metas do ESG. Afinal, além de contribuírem com os aspectos ambientais, garantem um amplo monitoramento que vai desde no cuidado com a segurança do operário, até mesmo na execução de uma governança eficaz.

E, uma das formas mais efetivas de garantir a aplicação dessas tendências é, sem dúvidas, por meio de um Data Lake. A ferramenta, além de ter a possibilidade de integração com tais tecnologias, também é eficaz na centralização de dados e registros, favorecendo para uma maior agilidade e praticidade para a verificação e consultas.

Certamente, para as empresas agrícolas que ainda não tem enraizada tais práticas no seu processo cultural, aplicar essas tendências pode ser uma tarefa desafiadora. Quanto a isso, contar com o apoio de uma consultoria especializada é um diferencial, uma vez que o time de especialistas irá atuar desde na localização das demandas latentes que a empresa possui, até na execução de um plano de ação, levando em conta a estratégia e compliance.

O agronegócio irá continuar mantendo o seu ritmo de crescimento e desempenho. Desta forma, é primordial que todos os profissionais do ramo, do grande ao médio produtor, tenham embarcados o uso da tecnologia nas suas práticas de gestão. Afinal, podemos dizer que, mais da tecnologia, o agro também é gestão.

 



Márcio Games - gerente sênior de Transformação Digital na delaware, empresa global de tecnologia.

ARTESP orienta sobre o uso do farol baixo nas rodovias

Essencial para garantir a segurança dos motoristas, equipamento é obrigatório também durante o dia e não o acionar pode ocasionar multas 



O uso do farol baixo nas rodovias já é uma rotina dos motoristas porque garante uma visibilidade adequada e, consequentemente, proporciona mais segurança a todos. Com a chegada de feriados, as rodovias têm um aumento de tráfego e por isso, é importante estar atento às regras, para não colocar em risco a sua segurança e a de outros usuários. A ARTESP (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) orienta que a utilização deve seguir o que está previsto no Código Brasileiro de Trânsito (CTB), que estabelece as regras para aplicação do equipamento tanto em trechos rodoviários quanto urbanos.

Em abril de 2021, o CTB passou por reformulação e modernização, com a aplicação da lei 14.701/2020. Além de mudar algumas regras em relação à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e normas gerais de direção, a lei fez alterações no uso do farol baixo, principalmente nas rodovias. Entre as novidades está a que determina a utilização durante o dia em pistas simples, pois elas não trazem uma divisão física. O mesmo vale em casos de neblina, cerração e túneis.

“Para garantir a segurança de todos e prevenir acidentes na estrada, o uso correto do farol baixo é muito importante. Ele não serve apenas para iluminar a estrada no período noturno, mas também para garantir que os veículos sejam vistos em todas as situações”, comenta Milton Persoli, diretor geral da ARTESP.

Não utilizar o farol baixo ligado durante o dia nas rodovias onde seu uso é obrigatório gera uma infração média, uma multa de R$ 130,16 e quatro pontos na CNH. Além disso, estão sujeitos com a mesma penalidade os condutores que substituem o farol baixo pelo alto ou pelo DRL e também aqueles que não acendem o farol baixo durante à noite.


Por que usar o farol baixo também durante o dia?

Em dias de sol intenso, por exemplo, alguns veículos podem ficar ofuscados pela própria cor ou formato do carro. É nesse momento que surge a importância do farol, permitindo a visibilidade do veículo para quem está no sentido oposto.

Vale destacar que se deve utilizar o farol baixo e não alto, uma vez que a alta luminosidade pode afetar a visibilidade dos outros condutores. Lembrando que o farol baixo continua sendo obrigatório durante a noite em todos os tipos de estradas. A seguir estão mais detalhes dos seus diferentes tipos e usos:


Farol de Rodagem Diurno (DRL) - É acionado no momento que o veículo é ligado e seu uso é fundamental durante o dia para melhorar a visibilidade do próprio automóvel por outros motoristas. Se o veículo não tiver DRL deve se utilizar o farol baixo.

Farol baixo - É usado para iluminar a frente do veículo com um feixe de luz para baixo, para não ofuscar a visão dos outros motoristas. Deve ser empregado em túneis, rodovias e qualquer via durante a noite.

Farol alto - Com feixe de luz mais potente e angulado para cima, o farol alto é restrito e utilizado somente em casos específicos. Pode ser acionado para alertar outros motoristas para realizar uma ultrapassagem e avisar sobre algum problema na pista. Em caso de direção na pista contrária deve ser desligado.

Luz de posição - Conhecida como lanterna, a luz de posição é acionada no momento de embarque e desembarque de passageiros e de cargas, além disso deve ser empregada quando o veículo estiver parado.

Farol de milha - Mais potente que o farol alto, o farol de milha possui um feixe de luz estreito e muito forte. Por sua vez, é restrito a uso em rodovias sem iluminação e deve ser desligado com a presença de outros veículos.

Farol de neblina - Em caso de incidência de neblina a visibilidade do motorista fica comprometida. Para solucionar esse problema são acionados os faróis de neblina, que possuem um feixe de luz largo apontando para o chão, além de uma lanterna traseira para avisar os motoristas que vêm atrás. Se o veículo não tiver farol de neblina deve se usar o farol baixo.


Pesquisa mostra percepção dos brasileiros sobre carreiras de influenciadores digitais

iStock
Atualmente, muitos blogueiros, tiktokers e youtubers já vivem com renda baseada em seus trabalhos na internet

 

Com a constante evolução da internet, diversas profissões também acabam se transformando e se renovando a cada dia. Além disso, com o surgimento das redes sociais e adesão das plataformas por milhares de usuários, novas carreiras relacionadas a esse universo foram surgindo ao longo dos últimos anos.  

Hoje, blogueiros, tiktokers e youtubers, por exemplo, têm sua renda baseada nos trabalhos realizados na internet. Os conhecidos influenciadores digitais são aquelas pessoas que criam conteúdo para a internet com o intuito de atrair um público que se identifique com os assuntos que aborda ou estilo de vida que segue. E mesmo que exista uma certa glamourização dessas profissões, pela relação com grandes marcas ou pelos famosos “recebidos”, esses são trabalhos que exigem cada vez mais estudo e dedicação por parte dos profissionais.  

Mesmo assim, essas atividades podem dividir opiniões, por não seguirem os caminhos convencionais de construção de carreiras no mercado. Para entender a opinião dos brasileiros sobre esse novo cenário, a Onlinecurriculo, plataforma de currículos online, entrevistou 1000 pessoas de todas as idades e regiões do Brasil, buscando compreender a percepção dos brasileiros sobre as novas possibilidades de trabalho relacionadas à internet 

De forma geral, há uma visão positiva sobre o fenômeno do surgimento dessas profissões, com o entendimento de que elas estão alinhadas com o cenário do mercado de trabalho contemporâneo e com a expansão da internet e das redes sociais. Para 22% dos respondentes da pesquisa, essas são carreiras que estão funcionando no momento atual do mercado; 21% acredita que são carreiras promissoras e que seguirão obtendo espaço; 19% enxerga como carreiras alinhadas com o momento atual, mas que talvez não se mantenham por muito tempo; 19% pensa que novas profissões poderão surgir a partir dessas carreiras, e 14% não vê essas atividades como profissões propriamente ditas.



 “As opiniões sobre as carreiras que vêm surgindo com o desenvolvimento da internet e das redes sociais ainda se dividem bastante, o que é normal quando uma novidade está emergindo. De qualquer forma, é importante validar e dar espaço para o que é novo, movimento que estamos observando também com o desenvolvimento de ferramentas de inteligência artificial, por exemplo. Muitos jovens e crianças já veem nesses trabalhos seus sonhos de carreira, e essas podem ser profissões que seguirão surpreendendo no futuro”, comenta Augustine, especialista em carreiras da Onlinecurriculo.

  https://onlinecurriculo.com.br/

Quem pode fazer a poda de árvores?

Saiba quem são os profissionais envolvidos nesse tipo de serviço 

Crea-SP destaca o papel do responsável técnico no plantio e manejo da vegetação urbana

 

Os ventos que, na sexta-feira passada, ocasionaram a queda de árvores e falta de energia em todo o estado de São Paulo, com grande impacto na capital paulista, trouxeram à tona a urgente necessidade de cuidados com a arborização urbana. Provedoras de diversos benefícios para a saúde humana e do meio ambiente, a tendência é que as árvores façam cada vez mais parte do visual das cidades como alternativas efetivas na manutenção do equilíbrio térmico em meio às metrópoles. 

A atenção com a saúde arbórea, apesar de não excluir totalmente a possibilidade de incidentes como os causados pelos ventos de 100 quilômetros por hora, é o que pode evitar catástrofes. A atuação do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP) é fundamental neste cenário, que inclui, em seus planos de fiscalização, a verificação da presença de profissionais e empresas habilitados e registrados em serviços de plantio, poda, transplante, manejo e supressão de espécies vegetais. 

A poda, que é uma dessas atividades, pode ser realizada de diferentes maneiras, seja para limpeza, elevação de copas, por motivos de decoração ou em situações emergenciais, quando a amplitude da árvore oferece algum tipo de risco. A remoção dos ramos, no entanto, não deve ser executada de qualquer forma, uma vez que a falta de conhecimento técnico implica no estado fitossanitário da espécie trabalhada. Quem pode ser responsável técnico por isso é o engenheiro agrônomo ou o engenheiro florestal, mediante autorização da administração municipal. Ou seja, antes de cortar qualquer árvore, é necessário passar primeiro por uma avaliação. 

“As fases deste trabalho envolvem diferentes profissionais, o que requer uma estratégia multi e interdisciplinar”, explica a conselheira do Crea-SP, engenheira florestal Evandra Bussolo Barbin. A integração deve ser feita com engenheiros civis, urbanistas e eletricistas, que podem propor os projetos de rede de saneamento em uma relação harmônica entre os elementos de construção civil e estruturais das cidades, além das redes elétricas e de telecomunicações, com as espécies. “São trabalhos que requerem uma integração muito grande nos projetos de engenharia para bons resultados da arborização urbana, uma vez que há os profissionais que são responsáveis por todo o planejamento das obras civis, ao mesmo tempo em que os engenheiros agrônomos e florestais são qualificados para recomendar quais são as espécies vegetais arbóreo/arbustivas indicadas para determinadas regiões e quais são os cuidados ideais, como as definições sobre a distância de fios, casas e edificações para a segurança da população”, completa Evandra. 

Existem regulações para tais atividades. Na cidade de São Paulo, é a lei municipal 17.267/2020. No Estado, as resoluções 07/2017, 072/2017 e 05/2010 da Secretaria de Meio Ambiente, e, nacionalmente, o Código Florestal e a Lei de Crimes Ambientais. “A arborização urbana deve ser universal e não tratada como infraestrutura de luxo, pois é algo que precisa fazer parte do planejamento urbano”, comenta o vice-presidente no exercício da Presidência do Crea-SP, engenheiro Mamede Abou Dehn Jr. 

O controle deve ser feito ainda a partir de aprovações nos órgãos licenciadores, a exemplo do Grupo de Análise e Aprovação de Projetos Habitacionais (GRAPROHAB) da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SDUH), da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e das prefeituras. E, por meio da fiscalização, realizada pelo Crea-SP, que verifica o registro e atribuição de profissionais e empresas; das Polícias Ambiental e Civil, que apuram violações administrativas e criminais, respectivamente; e dos próprios municípios. “A arborização urbana precisa ser amparada por estudos tecnocientíficos, projetos, implementação e manutenção periódicos e contínuos, visando a segurança da população e a saúde da vegetação”, conclui Mamede. 

O Conselho também trata do tema entre profissionais e gestores públicos com apresentação de metodologias de fiscalização, que são adotadas pelos agentes fiscais do Crea-SP, e orientadas às prefeituras.
 

Crea-SP 

 

 

Black Friday 2023: Aproveite as oportunidades sem o risco de ficar no vermelho

Especialista dá dicas para gastar com cautela, evitando o endividamento


 

A Black Friday é um dos eventos mais aguardados pelos consumidores, oferecendo descontos atraentes em uma variedade de produtos e serviços. No entanto, a empolgação pode levar algumas pessoas a gastar mais do que o planejado, resultando em dívidas indesejadas. Para evitar esse cenário, é essencial adotar uma abordagem consciente e cautelosa ao fazer compras nesta data. 

 

"Datas como a Black Friday naturalmente desencadeiam o desejo de adquirir produtos que, em outras circunstâncias, seriam considerados dispensáveis. Por isso, é fundamental desde já estabelecer uma organização que permita realizar compras vantajosas, sem correr o risco de se endividar", esclarece Thaíne Clemente, executiva de Estratégias e Operações da Simplic, fintech de crédito pessoal 100% online.

 

Por isso, a executiva elenca quatro dicas para ajudar quem quer aproveitar as ofertas de forma responsável e sem se endividar. Confira:

 

1. Orçamento antes de mais nada

O primeiro passo para evitar dívidas durante a Black Friday é criar um orçamento claro e realista para as compras. Determine quanto dinheiro você pode gastar sem comprometer suas finanças pessoais. Lembre-se de levar em consideração suas despesas regulares, como contas mensais, alimentação, internet, água e luz antes de gastar. Ao estabelecer um limite, você terá um guia que evitará gastos impulsivos.

 

2. Faça uma lista de prioridades

Após definir seu orçamento, faça uma lista de prioridades. Identifique os produtos ou serviços que você realmente precisa ou deseja adquirir. Concentre-se nas categorias que mais se alinham com seus objetivos financeiros e necessidades atuais. Ter uma lista pré-determinada ajudará a evitar compras por impulso e a garantir que você adquira itens que realmente agreguem valor à sua vida.

 

3. Pesquise antes de comprar

Antes de comprar qualquer coisa, faça uma pesquisa detalhada sobre os produtos ou serviços em que você está interessado. Compare preços em diferentes lojas, procure análises de outros consumidores e avalie a qualidade e durabilidade dos itens. Lembre-se de que um desconto nem sempre representa um bom negócio se o produto não atender às suas expectativas. Além disso, certifique-se de estar ciente das políticas de devolução e garantia da loja para evitar arrependimentos.

 

4. Gerencie bem seu cartão de crédito

Apesar de útil, o cartão de crédito pode se tornar um problema, caso não seja usado com bom senso. Por conta da facilidade em parcelar compras, muitas pessoas acabam usando esse recurso até mesmo em compras pequenas, que poderiam ser pagas à vista com desconto, correndo o risco de perder o controle. O ideal é que o cartão seja utilizado somente para contas fixas, valores muito altos que realmente dependem de parcelamento ou emergências. E, claro, sempre de olho nas taxas de juros na hora de parcelar.

 

“A Black Friday é uma oportunidade para economizar dinheiro, mas também um momento para agir com cautela e evitar dívidas desnecessárias. Com planejamento e moderação, é possível aproveitar as ofertas de forma responsável e garantir que suas finanças permaneçam saudáveis”, orienta Thaine.

 

 Simplic

 

Proteção e segurança de dados são essenciais em produtos domésticos inteligentes

A casa inteligente é o sonho de consumo de muitas famílias, que querem contar com dispositivos e produtos domésticos inteligentes para facilitar as tarefas domésticas, ao mesmo tempo, em que reduzem seus gastos com energia. E esse é um mercado que, segundo estimativas da consultoria Mordor Intelligence, deve movimentar até US$ 57,64 bilhões em 2025.

Os riscos associados à proteção e segurança dos dados em produtos domésticos inteligentes têm sido objeto de vários estudos. Questão que também abrange a necessidade de estabelecer requisitos mínimos de segurança cibernética para avaliar a conformidade de dispositivos CPE (Customer Premises Equipment), que são os dispositivos em uso nas residências dos consumidores.

Os requisitos estão contidos no Ato 2436, de 07 de março de 2023, o qual define diversos requisitos de fábrica para garantir a segurança, como credenciais e senhas iniciais diferentes para cada dispositivo produzido, mecanismos de defesa contra tentativas exaustivas de acesso não autorizado, políticas claras para correção de vulnerabilidades e canal de comunicação exclusivo para reportes, entre outros.

Já sobre a configuração de senhas definidas pelo usuário, o equipamento deve apresentar conformidade aos seguintes requisitos: em primeiro lugar, não deve permitir o uso de senhas em branco ou fracas, e todas devem ter no mínimo 8 caracteres. Além disso, o manual do produto, em meio físico ou digital, deve informar as quantidades mínima e máxima permitidas de caracteres para definição de senhas.



Riscos estão por toda parte

Não há dúvida de que a tecnologia de casa inteligente permite ter mais segurança, conforto, eficiência energética e conveniência. No entanto, com o aumento do roubo de identidade, fraude e roubo de dados, os produtos domésticos inteligentes e seus usuários estão cada vez mais em risco.

A Internet das Coisas, ou IoT, está cada vez mais presente em nossas casas, com câmeras de segurança e fechaduras inteligentes, monitores de bebês, impressoras sem fio, Smart TVs, geladeiras e máquinas de café, todos oferecendo experiências aprimoradas por meio da conectividade. O desafio da segurança reside no fato de que uma parcela dos usuários ainda vê esses itens apenas como uma impressora ou uma trava de porta – não como um produto eletroeletrônico, como um computador, que requer proteção.

A verdade é que com nossos lares cada vez mais conectados, as oportunidades de hackers interferirem em nossas vidas e causarem danos estão aumentando. Como bem disse Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, “se tudo estiver conectado, tudo pode ser hackeado”.



Produtos certificados e homologados garantem mais segurança

Analistas indicam que até 2030, a partir da expectativa de crescimento do mercado de produtos domésticos inteligentes, passaremos a conviver com pelo menos 15 dispositivos conectados em nossas casas.

Então, como garantir a segurança dos dados? Em primeiro lugar, ficando longe dos produtos piratas, não homologados, e podem conter falhas de segurança, permitindo a hackers o acesso a dados pessoais dos usuários, como informações financeiras, arquivos e fotos que estejam armazenados em dispositivos que compartilhem a mesma rede doméstica. O barato pode sair (muito) caro!

Além disso, os produtos domésticos inteligentes devem ser certificados por um organismo designado pela ANATEL, como a TÜV Rheinland. Trata-se de um processo realizado anteriormente à homologação, e consiste no conjunto de testes e avaliações da conformidade que resultam na expedição de um Certificado de Conformidade. Só assim será possível usufruir de todos os benefícios e conforto oferecidos pelos produtos domésticos inteligentes e manter os hackers longe da sua casa


Igor Martins - Gerente Comercial na TÜV Rheinland


Permissões e Restrições: Novas Diretrizes do Conselho Federal de Medicina para a classe médica nas redes sociais

Marcelo Calone explica como será o mercado publicitário para a saúde em 2024 

 

O Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou as normas referente às divulgações publicitárias realizadas pela comunidade médica do Brasil. As novas regras foram divulgadas por meio de uma conferência da imprensa onde a sede fica em Belo Horizonte, sendo divulgada pelo Conselho a nova resolução.

A partir da resolução, os médicos que atuam em clínicas podem continuar compartilhando imagens das evoluções de tratamentos estéticos, mais conhecido como “antes e depois”. A permissão também abrange procedimentos com fins estéticos, entretanto é necessário o consentimento do paciente. Apesara dessa prática de publicação ser utilizada, principalmente nas redes sociais, já fosse uma prática comum por profissionais da área. O objetivo da resolução do CF é regulamentar a publicidade médica.

Marcelo Calone, CEO E fundador do Grupo CALONE®, explica que a resolução do CFM também inseriu definições sobre o que caracteriza uma especialidade médica, como: o uso de imagens de pacientes, e a promoção de medicamentos, mesmo aqueles que ainda não tem comprovação cientifica. Bem como continua sendo permitido as selfies entre médicos e pacientes famosos ou personalidade na mídia, contato que a imagem não assegure resultados.

 

Confira a lista de permissões para os médicos:

Post nas redes sociais, transformações de antes e depois: é permitido desde que seja realizada com intuito educativo, ou seja, mostrar ao público o procedimento sem edição da imagem, explicando honestamente, possíveis complicações, decorrente do procedimento. Lembrando que a imagem deve ser autorizada previamente pelo paciente antes de ser compartilhada;

Selfies com pacientes, personalidades e celebridades: continua sendo permitido os médicos compartilharem fotos ou vídeos com famosos, inclusive depoimentos, desde que não informe ao público garantias nos resultados;

Compartilhar imagens da clínica e de instrumentos profissionais: O Conselho reconhece que essa prática colabora para os médicos promoverem o próprio trabalho;

Publicar valores das consultas, endereço de clínicas, consultórios e telefone para contato: Os profissionais podem em suas redes sociais compartilhar os valores das consultas, bem como seu endereço profissional e meios de contato disponíveis;

Recomendações de medicamentos medicinais: é possível indicar produtos medicinais com a condição de que seja de forma educativa, destacando como o produto pode contribuir para a saúde. Entretanto, a divulgação do produto não pode ser feita para venda, apenas publicidade explicativa;

Compartilhar as conquistas do próprio trabalho: é permitido que os médicos reposte as postagens e marcações dos pacientes, como uma forma de mostra o resultado de seu trabalho. Para divulgar as imagens dos resultados, o paciente precisa autorizar.

 

Conheça o que é proibido para os médicos:

Vender ou divulgar com fins comerciais qualquer produto (remédios, suplementos, indutores com ativos para emagrecer, entre outros): não é permitido utilizar a publicidade para fins de venda, o profissional que descumprir a regra poderá ser denunciado pelo CFM;

Desconvencer a vacinação: é proibido sob qualquer hipótese dar conselhos ao paciente para não tomar a vacina. Os médicos também não podem contraindicar, ou seja, desaprovar qualquer tratamento que tenha comprovação cientifica e seja aprovado pela Agência Nacional de vigilância Sanitária (Anvisa);

Assegurar resultados: os médicos são proibidos de afirmar resultados positivos para o pacientes, uma vez que o organismo de cada paciente responde de forma induvial e diferente;

Afirmar ser especialista: O Conselho compreende que há uma diferença entre pós-graduação e especialização. Para se certificar como especialista, o profissional precisa indicar seu Registro de Qualificação de Especialista (RQE), que deve ser inscrito no Conselho Federal de Medicina. E os médicos que possuírem pós-graduação podem inserir o título em seu currículo, mas não confere o título de especialista.

Segundo o CEO e fundador do Grupo CALONE®, o CFM acertou na flexibilidade publicitária, uma vez que a nova resolução é uma forma de aproximar a medicina da população utilizando a transparência, como também atender pedidos da comunidade médica de todas as partes do Brasil.

"Deixar o médico publicar seus sucessos, e ao mesmo tempo, esclarecer ao paciente que essa resolução é de grande importância para a população. Ela ajuda (a população) saber quem é seu médico, se ele tem registro de especialidade, por exemplo, e se a clínica está preparada para receber o caso", afirma Calone.

 

Marcelo Calone - CEO E fundador do Grupo CALONE®


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