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terça-feira, 9 de agosto de 2022

Quais são as dores tecnológicas das cooperativas de crédito?


Ao mesmo tempo que o mercado financeiro avança digitalmente com as fintechs, entendo que muitas instituições da área, em especial as cooperativas de crédito, ainda sofrem dores específicas relativas às suas áreas de TI (Tecnologia da Informação). Entre elas estão questões como: governança, principalmente por se tratarem de cooperativas e diversos associados com acesso aos dados; localização, pois muitas cooperativas estão em regiões mais remotas; e a necessidade de garantir por completo a segurança das operações e do compartilhamento de dados.

 

Em tecnologia e segurança, há pontos que necessitam ser monitorados e reavaliados de forma constante para garantir o bom funcionamento dos sistemas e, principalmente, a segurança. Nos casos das cooperativas de crédito, é necessário ainda avaliar e solucionar de forma rápida e efetiva problemas com integrações de sistemas e adequar a infraestrutura para conseguir se transformar digitalmente e ter uma cultura de inovação. 

 

Há uma latente demanda deste mercado pelo desenvolvimento de aplicações e APIs a fim de promover o atendimento mobile de seus clientes e cooperados, de migrar sistemas e dados para nuvem, organizar questões de LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), automação de processos, além da ampliação de serviços tecnológicos de atendimento ao cliente, como atendimento por chatbots, e melhor controle do processo de fraude via reconhecimento facial/ digital.


 

TI para cooperativas de crédito

 

Segundo o World Council of Credit Unions, em 2019, havia no Brasil 11 milhões de associados a 872 cooperativas, com volume de crédito de US$ 37,7 bilhões. Ao oferecerem aos seus cooperados empréstimos, financiamentos e outros serviços com taxas inferiores à média do mercado e outras vantagens competitivas, estas são empresas que precisam sempre fortalecer a integração de todas as suas informações junto aos sistemas (bancários, de seguros, bancos de dados), a fim de monitorar e controlar as transações, permitindo uma visão ampla dos processos e possibilitando a gestão de pagamentos de maneira unificada.

 

Enquanto no Brasil existem bancos cooperativos e outros sistemas mais estruturados, existem também inúmeras empresas menores não filiadas às centrais. Esse é apenas um dos desafios atuais do cooperativismo e sua transformação digital. 


 

Golpes virtuais

 

Quando pensamos em serviços financeiros, ainda há muito o que investir em relação às mais diversas frentes. Os golpes virtuais avançam no Brasil e no mundo e as empresas estão sendo obrigadas a investir cada vez mais em TI e cibersegurança. De acordo com dados do Gartner, os gastos mundiais com TI devem chegar a US$ 4,4 trilhões neste ano, em um incremento de 4% em relação ao ano passado. 


 

Diagnóstico de TI e plano de ação

 

Um correto diagnóstico de TI provê informações para o plano de recuperação de desastres, identificando as falhas de segurança e a causa do aumento dos custos da área. Neste estudo, são cobertos desde a segurança da informação, otimização da infraestrutura, performance e capacidade de armazenamento, desempenho de backup, estrutura de redes, integração de sistemas e qualidade dos investimentos até performance dos bancos de dados, BI (business intelligence ou inteligência de negócios) e sistemas corporativos. A fim de proteger seus dados e de seus consumidores, além de oferecer serviços cada vez mais ágeis e precisos, as cooperativas de crédito precisam, mais do que nunca, focar em segurança da informação.

 

 

Walter Ezequiel Troncoso - Sócio-fundador da Inove Solutions, startup especializada em transformação digital e cibersegurança por meio de soluções de alta tecnologia, Walter é Engenheiro de sistemas de informação, com formação pela Universidad Tecnológica Nacional (UTN), e Arquiteto em soluções SAP. Com sólida experiência na construção de infraestruturas de grande escala e tecnologias emergentes em mercados da América Latina, Estados Unidos, Alemanha, França e Austrália, Walter aplica as melhores práticas em TI, gestão de equipes e de projetos. Antes de fundar a Inove, ocupou cargos de liderança no TMF Group, Cast Group, Wipro Limited, Petrobras, Farmoquímica e SAP. https://www.linkedin.com/in/waltertroncoso/.

 


Inove Solutions - Especializada em TI, transformação digital e cibersegurança.

https://inovesolutions.com/


Volta às aulas: 3 dicas para dar umas gás nos estudos

Especialista em educação auxilia estudantes na retomada das aulas do segundo semestre

 

Um dos setores mais afetados pela pandemia foi o da educação. Um estudo do Centro de Aprendizagem em Avaliação e Resultados para Brasil e a África Lusófona (Clear) aponta que a educação pode retroceder até quatro anos por conta da pandemia. Para diminuir os impactos, as escolas buscam formas de acolher os alunos. Na rede estadual de ensino de São Paulo, por exemplo, os estudantes passarão por uma readaptação, que conta com ações focadas nas competências socioemocionais. Em seguida, farão atividades de Recomposição das Aprendizagens. 

“A pandemia afetou de forma significativa o rendimento e o aprendizado, seja por falta de estrutura ou mesmo pela desatenção e desinteresse, especialmente no modelo de ensino virtual”, comenta Bruno Piva, fundador e CEO da Piva Educacional, startup que ajuda crianças e adolescentes a criarem autonomia para estudar. 

Para ajudar os estudantes, o especialista traz algumas dicas que podem ajudar nessa retomada a terem um melhor rendimento após tantas mudanças:

 

1- Crie uma rotina de estudos

A rotina aumenta o foco, a produtividade, o desempenho e o estudante fica cada vez mais concentrado e confiante. O principal objetivo da rotina é auxiliar na organização dos estudos, para assim melhorar o aprendizado a cada dia. “Rotina é algo maravilhoso para a criança e o adolescente. Ela é importante para o corpo, diminui o stress e melhora o ambiente”, acrescenta o especialista.

 

2- Evite distrações

Na hora de estudar, um dos maiores problemas é a distração. Com isso a qualidade do estudo fica comprometida e perdemos foco e tempo. Para evitar distrações, estabeleça horários e locais de estudo. 

“O primeiro passo para aprender mais em menos tempo é ter foco. Quando o cérebro tira a concentração dos estudos para qualquer outra coisa, é preciso fazer um esforço muito grande para voltar para o que realmente interessa”, alerta Bruno. “Comunique a familiares e amigos que você precisa estudar em um determinado dia e horário. Coloque o celular no modo avião ou desligue, não deixe abas desnecessárias abertas no computador e, principalmente, controle a ansiedade”, orienta o especialista.

 

3- Respeite seus limites 

Cada pessoa possui um ritmo diferente de estudo e cada estudante precisa entender o tempo necessário para aprender uma determinada matéria. Além disso, o corpo e a mente necessitam de descanso, alimentação correta, momentos de lazer e boas noites de sono. “Se não estabelecer limites, seus níveis de estresse e ansiedade aumentam e prejudicam a saúde e o aprendizado. Portanto, reserve momentos para fazer o que gosta. Com o corpo e mente sãos, o conhecimento é melhor absorvido”, garante Piva.

 

 Piva Educacional


Flow Podcast bate recorde de acessos simultâneos em episódio com Bolsonaro

Programa foi acompanhado por mais de 570 mil pessoas ao vivo e se tornou o assunto mais comentado do Twitter


O episódio do podcast Flow com a presença do presidente Jair Bolsonaro (PL) bateu recorde de acessos simultâneos no YouTube e chegou a ser acompanhado por mais de 570 mil pessoas na noite de segunda-feira (8). Ao todo foram mais de 5 milhões de espectadores ao longo das mais de quatro horas de conversa. Além disso, os assuntos relacionados à participação do candidato a reeleição ficaram entre os temas discutidos no Twitter.

O recorde anterior pertencia ao podcast Podpah com a participação do rapper Mano Brown, que chegou a ter 336 mil visualizações simultâneas. Já na comparação com o ex-presidente Lula, que tem a terceira maior audiência com 296 mil visualizações simultâneas, também para o Podpah, a audiência de Bolsonaro chegou a ser 92% maior.

O Flow é um dos maiores podcasts do país com 4 milhões de inscritos. Além dele, integram os Estúdios Flow os programas Venus, Flow Sport Club, Prosa Guiada, Kritikê, Ciência Sem Fim, Noir, Avesso, Canal Amplifica e Salve, Salve Família. Juntos, eles somam cerca de 6 milhões de inscritos no YouTube e 700 milhões de visualizações. 

“É o primeiro presidente em exercício a dar entrevista para um podcast. É mais do que simplesmente bater recordes. Esses números fortalecem o ecossistema, quebra paradigmas. Mostra um novo rumo para os debates, promove o diálogo livre, independente e mais amplo, pois garante a participação da sociedade em pautas antes restritas a poucas pessoas. Além disso, é um resultado orgânico. Só divulgamos a entrevista no próprio dia (8 de agosto)”, diz Andre Gaigher, CEO dos Estúdios Flow.


5x mais audiência do que a Anitta 

O podcast com a participação de Bolsonaro foi transmitido no mesmo horário em que a cantora Anitta estava ao vivo no podcast Poddelas. Em seu melhor momento, a cantora foi assistida por cerca de 100 mil pessoas, três vezes menos do que a atração comandada por Igor Coelho.

Apresentado por Igor 3K e dirigido por Gianluca Eugênio, o Gianzão, o Flow, um dos cinco programas mais ouvidos no Spotify na categoria Sociedade e Cultura em 2021, já conversou com mais de 600 convidados e atraiu mais de meio bilhão de visualizações no YouTube. 

Além de Bolsonaro, os candidatos à presidência nas Eleições 2022, Ciro Gomes, Lula e Simone Tebet, também foram convidados pela produção a participar do Flow Podcast neste período pré-eleitoral. 



Sobre os Estúdios Flow
Maior hub de podcasts do Brasil, os Estúdios Flow produzem mais de 60 horas semanais de conteúdo ao vivo. Integram os Estúdios Flow, além do Flow, os programas Venus, Flow Sport Club, Prosa Guiada, Kritikê, Ciência Sem Fim, Noir, Avesso, Canal Amplifica e Salve, Salve Família.
Juntos, os canais somam cerca de 6 milhões de inscritos no YouTube e 700 milhões de visualizações (apenas nos canais principais, sem contar canais de corte e outros). Também faz parte do grupo o Flow Games, plataforma de e-sports, transmissão de partidas e outros conteúdos do mundo dos games.
A empresa, que nasceu a partir do já consagrado Flow, hoje tem Andre Gaigher como CEO. Com passagens por multinacionais, como a Uber, L’Oréal e P&G, o executivo entrou nos Estúdios Flow em 2021.


segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Em alta no mercado, e-commerce se torna modelo econômico e alvo de empreendedores

Construção de lojas virtuais seguras é acessível, mas exige atenção; WEBJUMP dá o passo a passo para quem quer empreender


Com a aceleração digital, o comércio eletrônico se fortalece como modelo de negócios com potencial para fomentar o empreendedorismo no Brasil. No ano passado, por exemplo, o e-commerce brasileiro registrou um faturamento recorde, com um crescimento de 26,9%, segundo análise da empresa de monitoramento Neotrust. Isso significou uma movimentação de R$ 161 bilhões, com mais de 350 milhões de entregas. 

Embora acessível, a incursão pelo comércio eletrônico exige muita atenção, para que o negócio seja feito de maneira segura, ampliando as probabilidades de sucesso. A WEBJUMP, empresa de tecnologia especializada na construção de lojas virtuais seguras e transformação digital, dá o passo a passo para quem quer buscar oportunidades nesse nicho comercial.

O primeiro passo é estudar o mercado e buscar informações sobre público-alvo e perfil de consumidores. É preciso conhecer toda a cadeia produtiva do setor, como atuam os fornecedores, tanto de tecnologia quanto de produtos e serviços, fazer a análise de preço e praça, ficar atento quanto às novas tendências e promoções e conhecer bem seus concorrentes.

“Com base nessas informações, o empreendedor deve definir qual será sua plataforma de e-commerce. Nesse momento é necessário avaliar qual se encaixa melhor no modelo de negócios proposto e entender quais são os recursos disponíveis, como por exemplo, a facilidade em administrar sozinho ou se devemos pensar em uma equipe ou agência” afirma Erick Melo, CCO da WEBJUMP, única Adobe Commerce Gold Partner brasileira. A Adobe Commerce é uma das melhores plataformas disponíveis, ao garantir maior flexibilidade e escalabilidade para qualquer regra de negócio, por ter seus códigos abertos, sem contar os infinitos recursos nativos e módulos disponíveis.

Escolhida a plataforma, o empreendedor deve ficar atento a duas questões fundamentais para o sucesso de seu e-commerce: a segurança e a forma de pagamento. O investimento em segurança é fundamental, para garantir confiabilidade e assegurar a proteção de dados dos usuários. Para evitar problemas, é preciso entender como as agências trabalham nos processos antifraudes e segurança da informação.

Escolher a forma de pagamento é outro processo extremamente importante. Oferecer métodos de pagamentos diversificados pode fazer com que o consumidor opte por comprar na sua loja. “O investidor pode oferecer boleto parcelado, pagar com dois cartões, PIX. São várias opções, que deixam o consumidor mais confortável. Atualmente são duas formas para estruturar o pagamento: podemos contratar empresas terceirizadas para fazer o intermédio, como a Adyen ou o PagSeguro, ou a própria plataforma nos dá essa opção, com soluções de pagamentos já integradas”, explica Erick Melo.

Outro item essencial é a integração de sistemas, pois são muitos softwares trabalhando juntos, cada um com seus códigos diferenciados. Então, para que não haja conflito entre eles e tudo funcione perfeitamente, é preciso investir na integração. Após todos esses processos, a recomendação é que o empreendedor contrate uma agência ou empresa de desenvolvimento para o gerenciamento do e-commerce que o ajude em seu roadmap de novas funcionalidades. Isso porque, quando se fala de e-commerce, se fala de um ecossistema vivo e que está sempre em evolução.

Obviamente, quem decide empreender no comércio eletrônico nem sempre tem capital suficiente para esses investimentos. Para empresas menores e startups, a recomendação é iniciar a operação online com plataformas de entrada, trabalhando sozinho, ou contratando um desenvolvedor especializado, o que não será tão oneroso.

“Já no caso de uma empresa de médio ou grande porte, nós, da WEBJUMP, por exemplo, podemos desenvolver todo o seu e-commerce com a tecnologia e soluções da Adobe, realizando e impulsionando a transformação digital da sua empresa”, finaliza o executivo. 

 

WEBJUMP

ViaQuatro e ViaMobilidade recebem em suas estações ação de conscientização sobre riscos do colesterol alt


O Dia Nacional de Combate ao Colesterol, celebrado em 8 de agosto, marca o início da ação conjunta entre as concessionárias ViaQuatro e ViaMobilidade com o Instituto Horas da Vida -- organização sem fins lucrativos que tem como propósito oferecer acesso à saúde primária às pessoas em situação de vulnerabilidade social.

 

A inciativa será realizada em dias úteis, de 8/8 até 2/9, entre 10h e 16h, nas estações Luz e Santa Cruz (linhas 4-Amarela e 5-Lilás de metrô) e Osasco e Santo Amaro (linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda de trem), a fim de levar informações e orientações ao público sobre como ter uma vida mais saudável.

Nessas datas e locais, profissionais de saúde estarão à disposição dos passageiros para aferir a pressão arterial e realizar a medição do colesterol através de oxímetro. Também serão oferecidas orientações sobre os cuidados que devem ser tomados para manter o colesterol dentro dos padrões recomendados. 

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), 4 em cada 10 brasileiros têm colesterol alto. Além disso, 67% responderam à entidade que nem mesmo sabem quanto é a sua própria taxa de colesterol. Para manter o colesterol dentro dos padrões recomendados é importante uma dieta aliada a exercícios físicos, evitar cigarro e o consumo de álcool. Porém, há casos em que o colesterol alto pode ser hereditário. Nessa situação é ainda mais necessário o acompanhamento médico.

Na Estação Grajaú (Linha 9-Esmeralda), com apoio da SBEM-SP (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo), a mostra “Colesterol”, com 20 painéis informativos para chamar atenção sobre a data. O que é o colesterol? Para que ele serve? Quem pode ter a saúde prejudicada pelo excesso de colesterol no sangue? Essas são algumas das informações que estão presentes na exposição para alertar a população que, nem sempre, o colesterol alterado no sangue dá sinais. 

“O transporte público é o coração de uma cidade. Por isso, o Instituto Horas da Vida vai até às estações de maior demanda para alertar sobre os riscos cardiovasculares causados pelo colesterol alto. O cuidado primário com a saúde é importante para evitar complicações futuras e pode mudar a vida da população”, explica Rubem Ariano, fundador do Instituto Horas da Vida e CEO da Filóo Saúde. 

“Nossas estações são bem mais do que um lugar de passagem -- temos como referência a mobilidade humana, por isso promovemos com frequência ações como essas, de bem-estar e prevenção de doenças”, diz Juliana Alcides, gerente de Comunicação e Sustentabilidade da ViaQuatro e ViaMobilidade.

 

Sobre o Instituto Horas da Vida:

Instituição sem fins lucrativos que há nove anos promove a inclusão de pessoas em situação de vulnerabilidade social, oferecendo acesso à saúde primária, por meio de uma rede que conecta profissionais de saúde, organizações sociais e empresas que possuem o mesmo propósito. Assiste organizações sociais e comunidades periféricas em várias regiões do Brasil, no cuidado com a saúde, por meio de iniciativas como projetos, mutirões, consultas presenciais, telemedicina e educação em saúde. O objetivo da instituição é contribuir com a saúde pública, no atendimento de consultas em atenção primária e com a conscientização da população para o autocuidado.

 

 

Sobre a SBEM-SP:

A SBEM-SP (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Estado de São Paulo) pratica a defesa da Endocrinologia, em conjunto com outras entidades

médicas, e oferece aos seus associados oportunidades de aprimoramento técnico e

científico. Consciente de sua responsabilidade social, a SBEM-SP presta consultoria

junto à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, no desenvolvimento de

estratégias de atendimento e na padronização de procedimentos em Endocrinologia, e divulga ao público orientações básicas sobre as principais moléstias tratadas pelos endocrinologistas.

Serviço -- Dia Nacional de Combate ao Colesterol



Ação gratuita e presencial das 10h às 16h:

- De 15/08 a 19/08: Estação Santa Cruz - Linha 5-Lilás

- De 22/08 a 26/08: estação Osasco - Linha 8-Diamante

- De 29/08 a 02/09: Estação Santo Amaro - Linha 9-Esmeralda

 

Mostra “Colesterol”:

- Até 2/9: Estação Grajaú - Linha 9-Esmeralda



Azoospermia: diagnóstico não impede o sonho da paternidade

A doença é caracterizada pela ausência de esperma no sêmen, mas pacientes podem recorrer a procedimento cirúrgico simples para coleta de espermatozoides
 

Alguns homens em busca da paternidade podem encontrar dificuldades no processo da gravidez do casal, necessitando de avaliação de sua fertilidade. Ao fazerem os exames iniciais, eles vão se deparar com um espermograma, exame que avalia a fertilidade masculina e pode encontrar alterações graves que caracterizam a azoospermia, ou seja, a ausência total de espermatozoides no sêmen. Quando isso acontece, os casais frequentemente se apavoram e deixam de buscar alternativas, considerando o diagnóstico definitivo. A atitude é equivocada, pois as chances desse homem se tornar pai seguem existindo. 

Atualmente, existem várias formas de se obter, por meio de pequenas cirurgias, espermatozoides dos próprios testículos do paciente diagnosticado com azoospermia. As técnicas utilizadas são conhecidas como ‘coletas alternativas de espermatozoides’ e possibilitam, associadas à fertilização in vitro, fazer com que esse homem conquiste o sonho da paternidade. É o que explica Dra. Nilka Donadio, consultora em reprodução humana e medicina fetal da Dasa Genômica, braço de genômica da Dasa, maior rede de saúde integrada do Brasil.

A médica acrescenta ainda que, além da avaliação prévia feita por um especialista da área de andrologia, há a necessidade de afastar a possibilidade de algumas doenças genéticas, que levam à infertilidade e podem causar problemas de saúde nos fetos. “Antes de se realizar a coleta alternativa, existe a necessidade de fazer uma avaliação genética através de cariótipo e da pesquisa da síndrome do X frágil. Com o resultado dentro do padrão, aliado à avaliação do andrologista, pode-se, então, recorrer ao procedimento”, orienta.

Para os casos de pacientes que não possuem espermatozoides, mesmo após a tentativa de retirada cirúrgica, a solução indicada é a utilização de bancos de sêmen, procedimento também recomendado pela Dra. Nilka como alternativa para homens que querem se tornar pais. “Sabemos que é frequente existirem barreiras dos casais em relação ao uso do banco de sêmen. Mas vale lembrar que ninguém abraça ou beija um DNA. A gente abraça, beija, recebe e dá carinho a uma criança, independentemente da origem desse DNA. Então, que essas barreiras sejam superadas e que essas famílias consigam exercer e atingir o sonho da paternidade e da maternidade”, finaliza a especialista.

 

Dasa Genômica


Amamentação no Brasil ainda precisa melhorar

A cor dourada escolhida para o mês de agosto está relacionada ao padrão ouro de qualidade do leite materno
Divulgação


País está longe de atingir meta estipulada pela OMS e campanha Agosto Dourado destaca o aleitamento materno


Pesquisa inédita coordenada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e divulgada em novembro de 2021, mostra que as taxas de aleitamento materno vêm crescendo no Brasil. O Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (EnaniI-2019), encomendado pelo Ministério da Saúde, aponta que metade das crianças brasileiras são amamentadas por mais de 1 ano e 4 meses e que, no País, quase todas as crianças foram amamentadas alguma vez (96,2%), sendo que dois em cada três bebês são amamentados ainda na primeira hora de vida (62,4%).  

No Brasil, há 45,8% de aleitamento exclusivo nos primeiros seis meses, 52,1% aos 12 meses e 35,5% aos 24 meses de vida. Os números são positivos, mas ainda estão aquém da meta estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) até 2030: 70% de amamentação na primeira hora de vida, 70% exclusivamente nos primeiros seis meses, 80% no primeiro ano e 60% aos dois anos. A importância da amamentação para o pleno desenvolvimento das crianças é tema da campanha Agosto Dourado, criada em 1992 pela OMS em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).  

A cor dourada está relacionada ao padrão ouro de qualidade do leite materno. A pediatra Stephânia Laudares (CRM 18708), que atende no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia, destaca que a amamentação já era uma informação de domínio público, mas foi favorecida com o advento da Covid-19. “Acredito que depois que a pandemia a conscientização aumentou, as pessoas começaram a entender a importância do aleitamento materno na imunidade e proteção contra doenças na infância. Acredito que exista uma crescente preocupação de estimular o aleitamento materno”, destaca. 

Para aumentar a proteção de mãe e bebê, a especialista fala sobre as vacinas. “Durante o período de lactação, ou seja, enquanto a mãe estiver amamentando ela pode e deve ser vacinada contra Covid-19, o vírus influenza, que é a vacina da gripe, entre outras vacinas, pois assim ela consegue a confecção de anticorpos e, consequentemente, proteger o seu filho através da amamentação, com a passagem de anticorpos pelo leite materno”, afirma.  

Segundo a médica, as mulheres que estiverem doentes devem continuar amamentando, mas com certos cuidados. “Nas mães contaminadas com a Covid-19 ou outras viroses respiratórias o aleitamento materno não precisa ser interrompido. É importante que a mãe amamente a criança sempre de máscara, preferencialmente a N95, mas pelo menos a máscara cirúrgica, e que a mãe sempre higienize bem as mãos com água e sabão antes de amamentar e manipular a criança. Além disso, quando a mãe não estiver amamentando é importante que se mantenha uma distância de dois metros da criança”, aconselha.

 

Vantagens

As vantagens da amamentação são várias e Stephânia Laudares elenca algumas delas. “O leite materno é o alimento mais completo, garante calorias, proteína, todos os micro e macro nutrientes necessários para crescimento e desenvolvimento da criança, tanto do ponto de vista físico, quanto neurológico. Além disso, através do aleitamento materno é possível que a mãe proteja a criança contra doenças comuns, por exemplo, virais, parasitárias, principalmente nos primeiros seis meses de vida pela passagem de anticorpos”, destaca. 

Os benefícios também se estendem pelos anos. “É comprovado que a longo prazo o aleitamento materno diminui ou tem contribuição na menor chance de obesidade no futuro e síndromes metabólicas como, por exemplo, o aumento do colesterol e triglicérides, a hipertensão e a diabetes. Diminui o risco de alergias, especialmente as respiratórias, e até tem um papel na alergia alimentar. O ato de ser amamentado ao seio materno também favorece o adequado desenvolvimento da musculatura da face, da cavidade oral e toda essa anatomia da região”, ressalta a pediatra. 

As mamães também se beneficiam ao amamentarem. “Ajuda na redução da incidência de tumores malignos, como câncer de mama e de ovário. Além disso, também contribui, por exemplo, para perda de peso e calórica. Porque durante a amamentação, para produção de leite, a taxa de metabolismo aumenta muito e a mãe, consequentemente, acaba podendo perder peso por isso”, detalha Stephânia Laudares. “O aleitamento materno também pode aumentar e estreitar o vínculo e os laços afetivos entre mãe e bebê”, completa a médica.


Agosto Laranja: Esclerose Múltipla pode se manifestar de formas variadas, dificultando a busca por tratamento médico

Este mês concentra-se uma sequência de eventos sobre o “Agosto Laranja”, com o objetivo de conscientizar e esclarecer todas as questões acerca da Esclerose Múltipla no Brasil. Embora tenha em seu nome a palavra “Esclerose”, a doença está além deste significado, isso por que a EM não é demência e nem uma doença de idosos.  

Hoje já discutida com mais frequência, porém ainda desconhecida por muitas pessoas, a EM é autoimune e afeta em sua maioria pacientes jovens, de 20 a 40 anos, principalmente mulheres. Estima-se que existam mais de 40.000 brasileiros com este diagnóstico, um número ainda subestimado, mesmo sendo uma das grandes causas de incapacidade neurológica na população jovem.

A causa da Esclerose Múltipla é desconhecida, porém sabe-se que há uma interação entre fatores genéticos e ambientais (como valores baixos de vitamina D, infecção pelo vírus Epstein-Barr, tabagismo e obesidade). Os locais afetados pela doença são o cérebro, a medula espinhal e o nervo óptico. Existem dois mecanismos que explicam a o funcionamento da doença. Um é o inflamatório/desmielinizante (lesões inflamatórias e perda da bainha de mielina. Um material adiposo que reveste nossos neurônios, o que afeta a condução normal de mensagens elétricas) e o outro é degenerativo (perda da própria “fibra nervosa” ou axônio, que é o prolongamento do neurônio, ou mesmo do próprio neurônio como um todo).

Existem diversas dúvidas sobre os indícios da doença em uma pessoa.  O neurologista Dr. Mateus Boaventura, especialista em Esclerose Múltipla, explica que a doença se manifesta através de surtos ou de uma progressão lenta e apresenta três tipos diferentes da ação da doença no paciente. “A depender do início e da evolução posterior, podemos classificar a EM de formas distintas: remitente-recorrente, primariamente progressiva e secundariamente progressiva. Em cerca de 85% dos casos, se inicia na forma de surtos” – explica o neurologista.  

A manifestação mais comum está associada a sintomas neurológicos que podem durar dias ou semanas – os conhecidos surtos. Assim como surgem, os sintomas melhoram (remitem, completamente ou parcialmente) e depois podem recorrer ao longo do tempo.  Devido a esta tendência de remitir e recorrer, este principal fenótipo é chamado de Esclerose Múltipla remitente-recorrente. “Os surtos podem ser diversos e comprometer algumas funcionalidades do organismo. São eles: a visão, a sensibilidade, a força muscular, a coordenação e outras funções do sistema nervoso central. Em um dos surtos mais típicos, ocorre uma redução da acuidade visual (visão embaçada e dificuldade de enxergar) e dor à movimentação ocular. Este surto que acomete a visão é conhecido como neurite óptica, por haver uma inflamação no nervo óptico, que conduz informações da nossa visão. Em outros surtos, pode haver dormência e formigamento nos membros, desequilíbrio, fraqueza muscular, urgência e incontinência urinária, entre outros”, comenta o especialista.

Entre um surto e outro existem outros sintomas: fadiga, problemas de atenção e concentração, disfunção sexual, ou mesmo problemas para controlar a bexiga e o intestino.

Em menos de 15% dos casos, a doença não começa com surtos. Nesta minoria, a doença progride lentamente. O paciente pode se queixar de piora progressiva, dificuldade para andar, fraqueza muscular, desequilíbrio, sintomas sensitivos e piora cognitiva. Esta forma é denominada Esclerose Múltipla primariamente progressiva. Além disso, existe uma parcela variável de pacientes que iniciam a doença na forma de surtos, e depois de muitos anos evoluem para uma progressão lenta: Esclerose Múltipla secundariamente progressiva.

Infelizmente, em alguns casos pode haver um atraso no diagnóstico, com idas e vindas a diferentes especialistas, como oftalmologistas em casos de sintomas visuais e ortopedistas ou cirurgiões vasculares, em caso de sintomas em membros. Pode haver um acúmulo de sequelas, se não houver um diagnóstico e tratamento precoce. O diagnóstico envolve a realização de ressonância magnética do sistema nervoso central, onde existem lesões distribuídas ao longo de regiões diferentes do cérebro, medula e/ou nervo óptico. Em adição, se solicita o estudo do líquor (colhido por punção lombar) com pesquisa de um exame chamado “bandas oligoclonais”. Também são realizados  exames laboratoriais para descartar outras doenças. Eventualmente pode adicionar-se um exame neurofisiológico chamado de potencial evocado. Existem critérios diagnósticos a serem preenchidos e validados para populações específicas. 

Antes de 1993 não havia nenhum tratamento eficaz aprovado. Hoje, felizmente, existem mais de 10 opções de tratamento para frear doença. “Cada opção de tratamento possui um grau de eficácia e um perfil de efeitos adversos. A escolha é individualizada. O objetivo do tratamento é prevenir novos surtos, novas lesões e o acúmulo de incapacidade. Ainda não temos uma cura, mas hoje, após 29 anos da primeira terapia aprovada, a história e o prognóstico de pacientes com esclerose múltipla melhorou significativamente! Felizmente, um grande percentual destes pacientes pode não evoluir mais para incapacidade neurológica importante, e ter uma boa qualidade de vida, caso recebam um diagnóstico e um tratamento precoces”, afirma Dr. Mateus Boaventura.  

Dessa forma e com o que se sabe, é importante ficar atento com sintomas neurológicos novos em pessoas jovens, e que persistem por mais de 24 horas. O ideal é, além de procurar por médicos generalistas, visitar o neurologista para relatar todos os sintomas. Afinal, o diagnóstico e tratamento precoces serão decisivos na evolução da doença.

 

 

Dr. Mateus Boaventura de Oliveira - Médico Neurologista do HC-FMUSP e Hospital Sirio Libanês. Realizou fellow clínico e pesquisa em Esclerose Múltipla em Barcelona -Cemcat- Hospital Vall d’Hebron. Possui título de especialista pela Academia Brasileira de Neurologia. Atualmente realiza pesquisas científicas e acompanha diversos pacientes com EM. O Dr. Mateus Boaventura ainda mantém canais dedicados à disseminação de informações sobre a EM e outras doenças neurológicas de maneira bastante didática.

Instagram: @drmateusboaventura

www.youtube.com/Dr Mateus Boaventura

Facebook: @drmateusboaventura

 

Cólica infantil: Dicas para reduzir os sintomas que afligem os bebês

Dra. Jackeline Barbosa, vice-presidente da área médico-científica da Herbarium, fala como controlar o desconforto causado por dores abdominais em recém-nascidos e crianças


A cólica infantil é um problema muito comum, que afeta grande parte dos recém-nascidos, geralmente até os cinco meses de vida, quando o tubo digestório ainda está passando por um processo de amadurecimento. De forma muito característica, o choro da cólica é intenso e expressa todo o desconforto que o bebê está sentindo, explica a Dra. Jackeline Barbosa, vice-presidente da área médico-científica da Herbarium.

De acordo com estudos da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a cólica infantil pode ser causada por diversas razões, como questões ligados ao ambiente, o fator biopsicossocial da família, imaturidade do sistema nervoso do bebê, intolerância à lactose, hormônios gastrointestinais anormais, alteração da motilidade e até peculiaridades da colonização do intestino, a disbiose bacteriana. 

Quando o problema não é tratado corretamente, o incômodo e inquietação do recém-nascido criam um ciclo de ansiedade e angústia em toda a família. Pensando nisso, a Dra. Jackeline Barbosa separou algumas dicas para minimizar os sintomas e as queixas do bebê, auxiliando os pais e mães que estão passando por este período:

 

1.Identifique a cólica infantil

De acordo com a médica, a cólica infantil é uma situação comum, mesmo que angustiante, na primeira infância. Para iniciar os cuidados, o primeiro passo é identificar a cólica infantil. Ela acomete bebês com menos de cinco meses de vida, com episódios de irritabilidade e choro que se iniciam e terminam sem uma causa aparente. Com duração de três ou mais horas por dia, em uma sequência de três dias por semana.

 

2. Mantenha a tranquilidade

Após identificar a cólica, é necessário ficar calmo. O choro é, muitas vezes, inquietantemente, mas é preciso manter a tranquilidade. Com os ânimos controlados, você conseguirá passar bem-estar para o bebê. Além disso, um ambiente mais sereno, com pouco barulho e pessoas, pode ajudar a relaxar a criança.

 

3. Acalme o bebê em seus braços

Com o recém-nascido em seu colo, utilize um cobertor para aconchegá-lo e deitá-lo de bruços. Aproveite para massagear o abdômen da criança, utilizando movimentos circulares. Outra posição que pode ajudar o bebê, é deitando-o com a barriga virada para o abdômen do pai ou da mãe, em contato direto.

 
4. Dê um banho morno

Caso o bebê não se acalme em seu colo, tente um banho morno ou compressas na barriga da criança. Aumentando a temperatura, criamos uma sensação de bem-estar, diminuindo o desconforto e descontraindo a musculatura.

 
5.Crie uma rotina

Para evitar a cólica em outras ocasiões, crie uma rotina com seu bebê. Com horários já estabelecidos para o sono, alimentação, banho e passeios. Além disso, mantenha constância nas marcas de leite, visto que a alteração pode gerar cólicas. 

“A cólica infantil é um quadro comum em recém-nascidos, mas aflitivo. Por isso, é importante educar os pais e cuidadores com informações e dicas de qualidade, a fim de gerar esclarecimento e compressão sobre o tema, consequentemente, tranquilizando-os neste momento”, reforça a médica.

 

Herbarium

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A importância do sono para a saúde física e mental

Pesquisa aponta que a maior parte dos brasileiros dorme mal, um problema sério que pode gerar inúmeros malefícios à qualidade de vida destas pessoas


O sono é uma parte importante de nossa vida e de nossa saúde. Diariamente precisamos dedicar algumas horas para este processo fisiológico que “recarrega nossas baterias”, sejam elas físicas ou mentais. Mas, infelizmente, não temos dormido bem: uma pesquisa recente da Associação Brasileira do Sono mostrou que 65% dos brasileiros relatam problemas durante o seu período de descanso, um número alarmante que reforça a necessidade de cuidarmos daquele que é o momento no qual nosso corpo executa uma série de funções específicas e importantes para nos manter saudáveis, felizes e produtivos.

O neurologista credenciado da Paraná Clínicas, empresa do Grupo SulAmérica, Dr. Emanuel Cassou (CRM-PR: 39.342, RQE 28.188) explica de forma didática o que é o sono do ponto de vista médico: “Este é um processo fisiológico natural em todos os seres humanos. Nele ocorre uma série de atividades neurológicas, hormonais, químicas e de sinalização elétrica que reduzem a atividade de algumas regiões do córtex cerebral que são responsáveis por nos manter acordados. Isso possibilita que nosso corpo possa executar várias funções importantes durante aquele período em que estamos dormindo”, explica.

Este “período de manutenção” diário do organismo tem influência direta em vários processos fisiológicos imprescindíveis. Várias funções mentais, endócrinas e cardiovasculares só podem ser executadas enquanto dormimos. Quem não consegue descansar de forma adequada acaba apresentando maior risco de doenças em relação a pessoas que possuem uma rotina de sono saudável.

Mas, afinal, como podemos saber se estamos dormindo de forma satisfatória? O Dr. Cassou explica que fazer esta análise é uma tarefa relativamente simples: “Podemos fazer esta avaliação a partir de dois aspectos, pela quantidade e qualidade de sono. O principal sinal é a maneira como a pessoa acorda no dia seguinte: se ela desperta disposta, com vontade de estar acordada ou sentindo que teve uma noite revigorante, isso é um marcador positivo de saúde. Do contrário, quando ela acorda indisposta, bocejando excessivamente, apresentando períodos constantes de sonolência e manifestando vontade de dormir em momentos do dia que não deveria, este é um indício de que o sono foi ruim ou insuficiente”, conclui.

O tempo recomendado de sono costuma variar de pessoa para pessoa, mas geralmente está atrelado à idade. Crianças e adolescentes apresentam uma maior necessidade de períodos de descanso, algo em torno das 10 horas. Adultos, normalmente, demandam aproximadamente 8 horas de sono. Por fim, idosos são os que precisam dormir menos: na maioria dos casos, seis a sete horas de descanso podem ser suficientes.

Ainda assim, DR. Cassou ressalta que a quantidade de sono por si só não garante que o descanso tenha sido suficiente ou saudável. “Nosso foco não deveria ser tanto na quantidade de horas que o indivíduo dorme, mas na qualidade do sono. Uma pessoa que dorme mal, que tem 10 horas ruins de descanso, vai sentir mais cansaço do que alguém que dormiu algumas horas a menos do que o recomendado, mas com um sono de boa qualidade”, afirma o neurologista.

A importância de estar atento a estes sinais é enorme. São inúmeros os problemas decorrentes de sono ruim ou insuficiente por períodos prolongados: alterações de humor, redução da capacidade de memória e de atenção, sonolência durante o dia – que pode afetar várias atividades que demandam alto grau de atenção como dirigir e trabalhar, diminuição da capacidade de raciocínio lógico, desregulações hormonais, perda do controle do apetite, pressão alta, diabetes e aumento no risco de doenças cardiovasculares como AVC e infarto.


Dicas para dormir melhor

Embora cada pessoa tenha suas peculiaridades na hora de adormecer, Dr. Cassou explica que uma das estratégias mais eficientes para nos ajudar a melhorar a qualidade do sono é mais simples do que a maioria de nós imagina: a rotina. “Nosso cérebro é muito acostumado com repetições e gosta muito quando fazemos as mesmas coisas antes de irmos dormir. Neste sentindo, alguns hábitos como vestir o pijama sempre no mesmo intervalo de tempo antes de ir deitar, repetir rituais, usar roupas leves, e dormir e acordar nos mesmos horários são ótimas dicas para melhorarmos nosso sono”, afirma o médico.

Além de hábitos rotineiros, é importante não abusar de estímulos luminosos, visuais ou sonoros perto do período de descanso. Neste sentido, devemos ficar especialmente atentos ao uso de smartphones, TV’s e computadores na cama, um hábito comum, mas que atrapalha o sono por fazer nosso cérebro interpretar aquilo como um sinal para se manter ativo e em estado de atenção. Outros cuidados importantes são evitar o consumo excessivo de bebidas estimulantes como cafés e energéticos, optar por refeições leves e não praticar atividades físicas de alto grau de intensidade perto do período reservado para descanso.

No caso da apresentação frequente de sintomas que indiquem que o descanso do indivíduo é ruim ou insuficiente, é importante procurar um médico que tenha formação para lidar com problemas relacionados a doenças do sono. Há especialistas de diferentes áreas que podem tratar o problema: neurologistas, otorrinos, psicólogos e psiquiatras, entre outros, que estão aptos a avaliar as causas do distúrbio do paciente e encaminhá-lo para a área de tratamento mais adequada para sua situação.

 

Paraná Clínicas

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Colesterol alto X câncer: entenda por que condição pode ser um fator de risco

Apesar de ter funções positivas para o corpo, o excesso de colesterol pode ser uma espécie de “alimento” para as células cancerosas; Oncologista explica como isso acontece e por que pode ser um problema

 

O Dia Nacional de Combate ao Colesterol, comemorado em 8 de agosto, tem o objetivo de alertar quanto à conscientização e prevenção de doenças que podem ocorrer devido ao excesso desse tipo de gordura. Apesar de ter a função de auxiliar o organismo na composição das células e também na produção de hormônios importantes, os altos níveis de LDL colesterol (lipoproteínas de baixa densidade) aumentam o risco de infarto agudo, acidente vascular cerebral e inflamações. 

Mas, afinal, o excesso de colesterol pode ter impacto nos casos de câncer? Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade de Medicina de Duke, nos Estados Unidos, os altos níveis de colesterol são capazes de fazer com que as células cancerosas fiquem mais resistentes. 

De acordo com Bernardo Garicochea, oncologista da Oncoclínicas, isso pode ocorrer porque as células cancerosas passam a driblar os fatores de estresse no corpo, ou seja, as barreiras fazem com que essas células não consigam se reproduzir. "Em linhas gerais, quando células malignas tentam se multiplicar, o nosso sistema imunológico cria estratégias para impedir essa proliferação, o que na maioria das vezes funciona. Mas quando elas conseguem driblar esses obstáculos, levam ao surgimento de tumores e passam a ‘viajar’ para outras partes do corpo, criando aquilo que chamamos de metástases. Nesse sentido, o colesterol alto atua como uma espécie de alimento para as células cancerígenas, contribuindo para que elas se tornem mais capazes de driblar os mecanismos de defesa do nosso organismo”, explica. 

Além disso, o colesterol elevado junto à obesidade também pode causar alterações celulares que contribuem para o aparecimento de vários tipos de câncer. “Devido à grande quantidade de gordura corporal, os hormônios estimulam a multiplicação das células e inibem a morte celular programada, também chamada de apoptose, resultando no processo de carcinogênese (formação de tumores). A ciência avança no entendimento sobre os impactos da combinação entre obesidade e altos níveis de colesterol, indicando que essa união de fatores de fato é um indicador de risco aumentado para o surgimento do câncer”, aponta o oncologista da Oncoclínicas.

 

Relação com o câncer de mama 

Grande parte dos estudos indica que quanto maior for a taxa de colesterol, maiores são os riscos do desenvolvimento do câncer de mama. Além disso, outro ponto importante que os ensaios clínicos trazem é que os números baixos do colesterol HDL, "chamado de colesterol bom", contribuem para um risco elevado da neoplasia. 

Justamente pelo excesso de colesterol causar inflamação e ainda contribuir nos processos de oxidação, a questão do câncer pode ser levantada. "Ainda é estudado o fato de o HDL poder retirar o colesterol e seus óxidos de células como uma alternativa de reduzir a gordura das células tumorais e próximas as que estão afetadas, estabelecendo assim limites quanto ao desenvolvimento das lesões", explica o Dr. Bernardo Garicochea. 

Além disso, ele complementa que o câncer de mama pode estar ligado a outras questões. "Apesar do colesterol estar relacionado como uma questão metabólica, vale lembrar que outros fatores podem contribuir para o surgimento do câncer de mama. Alguns deles são: histórico familiar, menarca precoce, idade, sedentarismo, uso prolongado de hormônios, entre outros", comenta o oncologista.

 

Mais pesquisas 

Segundo um estudo publicado no Journal of The National Cancer Institute, de 2012, 4 mil mulheres foram acompanhadas pelos pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá. Foi observado que aquelas que tinham um nível elevado de LDL tinham um risco 25% maior de desenvolver câncer de mama. 

Durante o estudo, essas mulheres foram acompanhadas por dez anos e 279 delas foram diagnosticadas com tumores de mama invasivos - com alta chance de metástase. Especialmente para os tumores de mama, foi notado também que o acúmulo de gordura corporal aumenta a produção do estrógeno (hormônio responsável pelas funções reprodutivas femininas), sendo assim uma espécie de alimento para as células cancerosas.

 

O que contribui para o aumento do colesterol?

Fatores genéticos: eles determinam níveis de LDL e HDL colesterol, sendo um dos pontos mais importantes que podem ajudar a definir os riscos de as pessoas terem colesterol elevado; 

Sedentarismo: o exercício físico pode auxiliar nos níveis do colesterol bom, ou seja, o HDL, além de colaborar para a redução do sobrepeso; 

Tabagismo: esse fator, além de reduzir os níveis do colesterol bom, também pode causar câncer de pulmão - o mais incidente do mundo. Fumar danifica ainda as paredes dos vasos sanguíneos; 

Obesidade: quanto maior o índice de massa corporal, maior a possibilidade de altos níveis de colesterol LDL e baixos níveis de colesterol HDL; 

Alimentação rica em gordura saturada: neste caso, é importante evitar o consumo de alimentos ultra processados, como a carne vermelha. Refeições ricas em peixes, oleaginosas, aveia, laranja, linhaça, entre outros, podem ajudar a reduzir o colesterol alto. 

“Ter um estilo de vida saudável auxilia na melhora do colesterol e também previne a obesidade e a diabetes. Ambos os fatores de risco podem contribuir para o surgimento de tumores”, comenta.

 

De olho na saúde 

Os exames de rotina são grandes aliados para medir o nível de colesterol. A melhor maneira de identificar que algo está errado é através dos exames de sangue, com jejum de 12 horas, sendo capaz de analisar os valores do LDL, HDL, triglicerídeos e outros tipos de gordura no sangue. 

É recomendado ainda que a dosagem de colesterol seja medida em pacientes por volta dos 30 anos que tenham fatores de risco, como histórico familiar de doença coronariana, tabagismo e hipertensão. Já para os que não fazem parte deste grupo, o rastreamento deve ser feito a partir dos 40 anos. 

"A hipercolesterolemia não apresenta sintomas específicos, ou seja, é uma doença bastante silenciosa. Por isso, como forma de diagnosticar o problema precocemente, os exames de rotina não devem ser esquecidos. Além disso, investir em exercícios físicos regulares, alimentação saudável, perder peso quando recomendado e não fumar são pontos importantes para manter o equilíbrio do corpo para uma vida mais saudável", finaliza Bernardo Garicochea.


Oncoclínicas

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Entenda o que é Escolite - Patologia que acomete crianças no início da vida escolar

Instituto Pensi
A pediatra dra. Patrícia Terrível fala das recorrentes doenças acometidas em crianças que iniciam a vida escolar


Basta mudar a rotina das crianças para perceber as mudanças que o corpo apresenta. Quando vão iniciar a vida escolar, os responsáveis buscam todas as informações necessárias para promover o bem-estar e que essa mudança seja menos dolorosa possível. Mas, basta a primeira semana de aulas, que começam surgir surpresas desagradáveis, como o surgimento de doenças virais. Esse acontecimento se chama “escolite”, termo usado para as constantes doenças que acomete as crianças que estão indo pela primeira vez a escola.

Alguns pais questionam se fizeram errado em iniciar a vida escolar do filho com seis meses, um ano, ou mais. A questão não é o momento certo, visto que hoje em dia, a maioria das famílias precisam trabalhar para manter as melhores condições para todos. O que acontece é que as crianças começam a ter uma vida social mais ativa, encontros com outras crianças, que são de outras famílias, que estiveram em outros lugares, e que podem estar sujeitas a transmitir bactérias e vírus. E, para as crianças que ainda estão passando pelo processo de desenvolvimento do sistema imunológico, é comum serem afetadas, e esse processo acaba auxiliando para criar imunidade”, comenta Dra. Patrícia Terrível, Pediatra, membro do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

A profissional ainda ressalta, que a “escolite” varia de criança para criança, pois cada indivíduo é único e tem suas particularidades. Não adianta comparar idades das crianças, cada família tem uma rotina e hábitos diferentes, não existe idade que acomete mais doenças ou não. Não adianta evitar os contatos com crianças e adultos, o ideal é permitir uma infância livre, com brincadeiras ao ar livre, realizar lavagem nasal pelo menos duas vezes ao dia.

 “Para os bebês, a amamentação prolongada é uma fonte de fortalecer o sistema imunológico, pelo menos até os dois anos de vida. Mas, a partir do momento de introdução alimentar, vale se atentar e oferecer alimentos ricos em proteínas e vitaminas, aposte em legumes, verduras, proteínas e carboidratos”, comenta Patrícia.

A profissional finaliza, ressaltando a importância do acompanhamento da criança pelo médico pediatra para sempre identificar as particularidades e avaliar o desenvolvimento conforme a idade.

 

Dra. Patrícia Terrível - conhecida como Patty Terrível entre seus pacientes, é uma pediatra pró amamentação, neonatologista, formada pela universidade de Santo Amaro, pós-graduada pela IBCMED em UTI Neonatal e UTI Pediátrica. A profissional possui cursos complementares em manejo clínico de aleitamento materno, monitoria de reanimação neonatal, resgate e transporte  aeromédico, monitoria no método Canguru e é idealizadora do projeto Corrente de Amor pelo SUS. Além disso, coordena a pediatria do curso “AmaRmentar” da faculdade Fasig e é autora do ebook “Vou ter um filho e agora?”.

 

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